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Domingo, Abril 26, 2026
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Mais um grupo ameaça inviabilizar eleições

A Renamo já anunciou diversas vezes que “não vai participar nas próximas eleições e nem vai deixá-las acontecer”.  Agora mais um grupo, composto por antigos combatentes da guerra civil, veio ao público fazer a mesma ameaça de inviabilizar eleições.

O presidente do Fórum dos Desmobilizados de Guerra de Moçambique, Hermínio dos Santos, acompanhado por outros antigos militares da guerra dos 16 anos, também denominada Guerra Civil, concedeu entrevista ao Canalmoz para anunciar um ultimato ao chefe de Estado, Armando Guebuza. Ameaça que se o PR não receber o grupo deste fórum ainda este ano, eles irão inviabilizar as eleições.

Os desmobilizados de guerra travam uma longa batalha pela revisão da sua pensão de aposentação, dos actuais 600 meticais para 20 mil meticais/mês. (Um USD está cotado oficialmente em cerca de 29,00 MT e um Euro 40,00 meticais).

“Desde 2005 temos vindo a marcar audiência com o presidente e até hoje não fomos recebidos. Queremos conversar com o presidente Guebuza, o mais rápido possível, antes da realização das eleições autárquicas”, avançou Hermínio dos Santos. Segundo este grupo de desmobilizados, Guebuza encontrou-se recentemente com os antigos combatentes da Luta de Libertação Nacional, em detrimento dos desmobilizados da Guerra Civil. Queixam-se de que estão desde 2005 a tentar encontrar com o chefe de Estado mas este nunca os recebeu. Hermínio dos Santos está indignado com o PR por não ter arranjado tempo para os receber mas ter arranjado tempo só para os antigos combatentes da Frelimo.

“Se hoje Guebuza é presidente é graças a nós que trouxemos a democracia ao País”, disse Hermínio, exigindo, por isso, tratamento equitativo. “Parece que só éramos gente quando estávamos a morrer na guerra. Agora que estamos em Paz já não somos nada?”, observa.

Questionado como é que o grupo pretende impedir a realização das eleições, Hermínio disse: “As eleições não se realizam na presidência, mas, sim, na base, lá nos bairros onde nós, os desmobilizados, estamos. É lá onde nós vivemos. E é a partir de lá onde vamos impedir que o processo ocorra”, ameaça.

Hermínio dos Santos, que se fazia acompanhar por alguns membros do fórum que dirige, disse que os desmobilizados e ele próprio não têm receio da violência que poderão sofrer por esta pretensão de boicotar as eleições. Diz que ele e os outros desmobilizados estão dispostos a morrer por esta causa.

“Nós somos pobres, não temos nada e não vamos perder nada. Eles vão mandar os seus Polícias para controlar as eleições. Nós vamos arrancar as armas dos Polícias e fazer com que o povo não vá votar. Estamos dispostos a morrer por esta causa, que achamos ser justa”, afirmou Hermínio dos Santos.

“Eles respeitam a Renamo porque tem armas, negoceiam com eles e a nós desde 2005 não nos recebem. Quando reclamamos uma pensão justa, mandam a FIR para nos meter água suja e torturam-nos desumanamente”, diz em conclusão.

MITRAB suspende 11 trabalhadores estrangeiros ilegais

Treze cidadãos estrangeiros, de origem asiática e um português, foram suspensos pela Inspecção do Trabalho da Cidade de Maputo, por se “encontrarem em situação ilegal nas empresas onde trabalhavam”.

Uma nota de Imprensa do Ministério do Trabalho (MITRAB) indica que na empresa Feng Ming International Trade. Lda, encontravam-se ilegalmente os trabalhadores Dongmei Zhang, Chen Wenpung e Guoguo Zhou, enquanto a empresa Janny Shop, Lda, estava a empregar ilegalmente os trabalhadores Shuang Li , Yanli Liu e Yaying Yang.
A campanha inspectiva da Direcção do Trabalho da Cidade de Maputo escalou igualmente outras empresas, tais como a Tiens Marketing Moçambique Companhia Lda, onde suspendeu os trabalhadores ilegais Xu Ding e Lizhen Zhang, bem como Zhou Zien, na empresa Sanquian International, Lda e, Xieshan Xue que foi surpreendido, em situação ilegal, na empresa Fu Giang, Lda.

Em relação à empresa Axiz Workgroup Mozambique, Ld, igualmente na cidade de Maputo, foi suspenso o cidadão Luís Miguel da Silva Rego, que se encontrava ilegalmente no mercado de trabalho moçambicano.

Doadores dão a cara e exigem medidas no Tribunal Administrativo

Depois de uma fonte diplomática ter assegurado ao semanário Canal de Moçambique que os doadores suspenderam imediatamente a ajuda ao Tribunal Administrativo, ontem um embaixador deu a cara, criticando directamente o uso abusivo de fundos do Estado por parte de altas figuras do Tribunal Administrativo.

Mogens Pedersen, embaixador da Dinamarca em Moçambique, disse esta segunda-feira em Maputo que os doadores esperam “medidas para recuperar integridade do Tribunal Administrativo”.

O embaixador falava em nome dos Parceiros de Cooperação Internacional do Fundo Comum no acto de assinatura de um acordo de financiamento em 11.3 milhões de dólares destinados ao apoio ao plano de Acção e Orçamento do Centro de Desenvolvimento do Sistema de Informação de Finanças (CEDSIF), entidade subordinada ao Ministério das Finanças.

“A gestão duvidosa no Tribunal Administrativo foi uma regressão no processo de boa gestão dos bens do Estado”, afirmou o diplomata exigindo a responsabilização: “espera-se que se tomem as medidas necessárias para recuperar a integridade do Tribunal Administrativo e assegurar a plena confiança nesta instituição primordial para a boa gestão das finanças em Moçambique”, concluiu.

Para alem do chefe da missão diplomática da Dinamarca, estavam igualmente presentes no encontro os embaixadores da Itália e da Noruega. (Eugénio Bapiro)

Chang destaca importância da ajuda

Por sua vez, o ministro das Finanças, Manuel Chang, preferiu destacar as acções que serão desenvolvidas através deste financiamento para a implementação dos programas.
“Este fundo será usado com vista a dar maior credibilidade ao Orçamento de Estado, produção de instrumentos de melhoria dos sistemas de controlo interno e melhoria na prestação de contas, mediante a entrega atempada dos relatórios ao Governo, ao Parlamento, ao Tribunal Administrativo e a outras instituições”, disse o ministro das Finanças.

Chang disse que ainda “existe um défice de 1.2 mil milhões de meticais” e espera que “outros parceiros possam ajudar o Governo a conseguir este montante”, concluiu o Ministro.

A proposta de Lei do Orçamento de Estado para o ano 2014 já foi apreciada e aprovada há duas semanas pelo Governo, mas o valor global do OE continua “segredo do Governo”.

O porta-voz do Conselho de Ministros disse na ocasião da aprovação da proposta do Orçamento do Estado que só depois de ser aprovado pelo Parlamento é que o Orçamento proposto pelo Governo será conhecido.

Partidos políticos adoptam código de conduta eleitoral

Um total de 25 partidos políticos, incluindo a Frelimo e o MDM – com representação Parlamentar – adoptaram ontem em Maputo, um código de conduta eleitoral que essencialmente é um compromisso de bom comportamento nas eleições autárquicas deste ano e nas gerais de 2014.

O código de conduta contém princípios que comprometem os partidos subscritores a desenvolver actividade política baseando-se no “respeito comum”, sem discursos ofensivos nem agressões desde a campanha eleitoral, votação até à divulgação dos resultados.

“É um regulamento dos concorrentes”

Intervindo momento após assinatura do acordo, o representante da coligação “Oposição Construtiva”, Miguel Mabote, que é ao mesmo tempo Presidente do Partido Trabalhista, disse que o Código de Conduta e Ética Eleitoral é um regulamento do comportamento dos concorrentes para que não sejam eles promotores da violência, muitos menos violadores da lei durante os próximos processos eleitorais e não só.

“Na minha opinião, este é um instrumento que vai guiar os homens de boa-fé, sem ganância de chegar ao poder ou de lá se manter a qualquer custo” sublinhou Miguel Mabote.

“Livre circulação de pessoas de Rovuma a Maputo”

O secretário-geral do MDM, Luís Boavida, que semana passada foi vítima de violência política na província de Gaza, onde foi impedido por membros e simpatizantes do partido Frelimo, de realizar reunião com os seus membros no distrito de Macia, destacou que o código adoptado deve garantir liberdades dos partidos políticos de actuarem em qualquer parte do País.

“Para mim, os processos eleitorais devem ser caracterizados por livre circulação de pessoas de Rovuma ao Maputo, respeito mútuo entre os partidos políticos, concorrentes, membros dos partidos políticos e o público em geral, abstendo-se da violência e outros actos que possam manchar os processos”, explicou Luís Boavida.
“Esta é a razão que levou o MDM aderir a esta causa porque queremos e defendemos processos eleitorais ordeiros e pacífico”, sentenciou.

O SG do MDM criticou ainda a não participação do seu homólogo da Frelimo, Filipe Paúnde, na discussão do código. Este partido esteve representado pelo seu porta-voz, Damião José.

“Crescimento do espírito da democracia”

Por sua vez, o secretário para a mobilização e propaganda do partido Frelimo, Damião José, disse na sua intervenção que o código representa um crescimento do espírito de democracia dos partidos políticos.
No entanto, Damião José, falou “daqueles partidos que sistematicamente se fazem de vítima dizendo que estão a ser perseguidos”.
Sem apontar nomes, mas numa clara resposta ao MDM, Damião José referiu que “existe partidos no País que vivem apontando dedos aos outros enquanto são os primeiros a violar a lei”

“Se todos partidos cumprissem com a lei…”

Presente no evento, o Presidente da Comissão Nacional de Eleições (CNE), Abdul Carimo, congratulou-se com a iniciativa dos partidos políticos e disse que a elaboração e assinatura do código “demonstra maturidade e fortalecimento da democracia em Moçambique”.

“Se todos os partidos políticos cumprissem com a lei eleitoral não haveria necessidade de se colocar policia para vigiar o garantir segurança para tornar os processos eleitorais transparentes e credíveis”, disse Abdul Carimo.

A cerimónia de assinatura do Código de Conduta e Ética Eleitoral contou ainda com a presença do juiz-presidente do Conselho Constitucional.

Governo atribui exclusividade à empresa Lonrho para pescar atum durante cinco anos

Continua o festival da falta de transparência no “dossier atum”. Depois da compra dos navios para a empresa do SISE, sem concurso público e nem o aval do parlamento, agora é o próprio pescado. No dia 09 de Julho, o Conselho de Ministros, através do então vice-ministro das Pescas e actual ministro dos Transportes e Comunicações, Gabriel Muthisse, anunciou o Plano Estratégico de Desenvolvimento da Pescaria de atum em Moçambique (PEDPA) com o objectivo de “dinamizar uma maior contribuição da pescaria de atum no desenvolvimento sócio-económico do país, através de um maior aproveitamento e controlo da pescaria de atum na (ZEE) Zona Económica Exclusiva, e participação no fortalecimento da gestão de atum no Oceano Índico, através da Comissão do Oceano Índico para o Atum (IOTC), para a maximização dos benefícios desta pescaria para Moçambique”.

Volvidos dois meses, a empresa britânica Lonrho anunciou, na passada quinta-feira, que à sua divisão Oceanfresh Seafood foi atribuída a exclusividade da pesca de atum na zona económica exclusiva de Moçambique, por um período de cinco anos.

Sem divulgar o valor da concessão, a empresa revelou, num comunicado divulgado em Londres, ter sido autorizada a pescar atum até 12 mil toneladas por ano, nas 200 milhas da zona económica exclusiva moçambicana. Espera-se que a empresa capture cerca de 60 mil toneladas de atum no referido período.
“Esta é a primeira vez que o governo de Moçambique atribui direitos de pesca por um período superior a um ano e coincide com a melhoria dos armazéns de frio e outras facilidades da Lonrho no porto de pesca de Maputo”, considerou a empresa.

Do lado moçambicano não foi avançada nenhuma informação a respeito. É mais um caso em que a informação sobre questões que envolvem o Estado moçambicano é divulgada pelas entidades privadas nelas envolvidas no espírito da transparência dos seus países.

Dados recentes indicam que a pescaria de atum chega a gerar uma receita anual de 60 milhões de dólares norte-americanos em Moçambique. Mas apenas cerca de 1,6 por cento destas receitas é que fica em Moçambique. Os principais operadores de atum em Moçambique são europeus, japoneses, coreanos, taiwaneses e outros de outras latitudes. De acordo com o Plano estratégico de Desenvolvimento da Pescaria de atum, aquela espécie existe no Oceano Índico numa quantidade estimada em cerca de 1 milhão de toneladas, o que faz com que 24 por cento da produção mundial seja proveniente do Índico. A parte ocidental do Oceano Índico, o qual Moçambique faz parte, contribui com 80% do total das capturas do Índico.

Há proliferação de drogas nas escolas de Maputo

O Gabinete Provincial de Combate e Prevenção às Drogas na província de Maputo está a promover palestras nas escolas como forma de prevenir o primeiro contacto da droga nas crianças. Na última sexta-feira, uma equipa conjunta do Gabinete de Combate e Prevenção às Drogas, Direcção Provincial da Acção Social e Procuradoria-Geral da República, escalou a Escola Secundária de Massaca, no distrito de Boane para esta actividade.

Segundo apurou o Canalmoz, nesta escola existem alunos que fumam cigarros, cannabis sativa (soruma) e consomem bebidas espirituais. A procuradoria não entrou em detalhes, mas confirma a existência de focos de droga na província de Maputo. Avançou que já foram destruídas machambas de soruma. E a droga foi incinerada.
Sabe-se também que no mês passado foram desmanteladas redes de produção de cocaína e haxixe na província de Maputo. Existem arguidos presos, outros em julgamento em conexão com esta matéria.

Alunos ouvidos pelo Canalmoz em Massaca disseram que há três anos que certos colegas apresentam-se bêbados ou drogados. “No ano passado tínhamos um colega que sempre trazia uma bebida de marca El Salvador. Nos intervalos, tirava a garrafa da pasta e bebia”, contou um estudante.
Acrescentaram que esse mesmo estudante acabou sendo dado um ultimato pelo director pedagógico, mas nunca acatou, pois o jovem continua apresentar-se bêbado na escola.
“Há um estudante da 9ª classe turma C, que todas as segundas-feiras, aparece grosso na escola e drogado”, denunciaram os alunos.

Director da escola confirma três casos

O director da Escola Secundária de Massaca, José Cossa, confirmou a existência de casos de consumo de drogas. Um de uma aluna que fumava cannabis sativa e outro estudante que vive no bairro dos Combatentes que vinha todos os dias bêbado. Outro de Mafuiane que vinha drogado todos os dias.
“A aluna foi apanhada com soruma na aula de educação física. Desapareceu da escola. Também tivemos um caso de aluno de Mafuiane drogado e outro que vinha bêbado do bairro dos Combatentes”, disse.

Acção Social assiste alunos drogados

A Direcção Provincial de Acção Social de Maputo tem atendido casos de crianças com idades que variam entre 12 e 18 anos, com sinais de consumo de drogas.
Olinda Sidumo, que presta apoio psicossocial aos menores que a sua instituição atende, disse que semanalmente recebe cinco estudantes.
“Na Matola hã crianças menores de 18 anos drogadas. Também, temos recebido queixas de famílias que já não encontram soluções para com os seus parentes”, disse.
Disse que a maior parte das crianças atendidas são provenientes de Matola “A” e “F”.

Droga não se experimenta

Lourenço Cumbe, do Gabinete Provincial de Combate e Prevenção às Drogas de Maputo, começou por explicar aos estudantes de Massaca a diferença entre as drogas lícitas e ilícitas. Disse que as drogas lícitas, a sua venda e consumo não é proibida, enquanto as ilícitas, a sua venda e consumo é proibida.

“Enquanto não experimentar álcool e cigarro, é sempre melhor. As drogas têm as suas consequências sociais, psicológicas e biológicas. Alguém que se torna viciado, leva muito tempo para deixar”, disse, Cumbe sublinhando que sustentar um vício custa muito dinheiro.
Repisou perante os estudantes que tudo que é droga não se experimenta.

Isabel Silvestre, estudante, pediu palavra para questionar se o cigarro e bebida são drogas prejudiciais, porque é que o Governo não manda fechar as respectivas fábricas e banir a sua venda? Em resposta, Cumbe disse que estas drogas garantem emprego a muitos moçambicanos, além de dar receitas ao próprio Estado.
“O cigarro é uma droga lícita e aceite nas comunidades. A comercialização é permitida, mas é prejudicial à saúde”, explicou.

Ibrahimo Ibrahimo é o novo PCE do Mozabanco

Duas figuras de peso na história da banca comercial do País acabam de reforçar o Mozabanco. Trata-se de Ibrahimo Ibrahimo, antigo Presidente da Comissão Executiva (PCE) do BCI que assume desde hoje as mesmas funções no Mozabanco.

João Jorge, outro antigo administrador do BCI passa, a partir de hoje, a Administrador executivo do Mozabanco.

Prakash Rantilal foi reconduzido a PCA do banco.
Dentro de momentos mais mudanças poderão ser tornadas públicas.

Guarda prisional subornado por 7 mil meticais e embalagem de “Tentação”

Há uma nova versão sobre o incidente ocorrido há duas semanas na Cadeia Distrital de Marracuene, na província de Maputo, que resultou na morte de uma mulher que em vida respondia pelo nome de Fátima Magaia. A bala que matou a mulher mãe de dois filhos foi disparada por um guarda prisional, alegadamente quando perseguia um recluso evadido. A nova versão dos factos aponta que a fuga do recluso teria sido premeditada e o guarda subornado com o valor de 7 mil meticais e uma embalagem de “Tentação”. O mesmo guarda, simulando perseguição ao fugitivo acabou assassinando uma mulher que passava pelas imediações do estabelecimento prisional.
Alguns funcionários do estabelecimento prisional admitem que o agente prisional José Leonardo Matingue, que na ocasião da fuga estava em serviço, teria combinado com o recluso Barbamo Mussagy Cassamo, as circunstâncias em que devia se evadir, a troca dos referidos favores. A fuga do recluso aconteceu na manhã do domingo da semana antepassada por volta das 7 horas quando o guarda abriu a cela para tirar o efectivo dos reclusos, a fim de apresentar a um outro agente que entraria em serviço naquele dia.

No acto da perseguição do recluso, o guarda prisional teria disparado um tiro ao ar e o segundo tiro de forma horizontal numa tentativa supostamente para atingir a perna do fugido. A mesma bala ao invés de atingir o recluso, viria a alcançar mortalmente uma mulher de 35 anos que se encontrava de passagem a 150 metros do local onde se encontrava a disparar o agente José Leonardo Matingue.
A mulher, mãe de dois filhos menores, o primeiro de sete anos resultante do primeiro casamento e o segundo com o marido com quem vivia, viria a perder a vida no Centro de Saúde de Marracuene, na sequência do grave derramamento de sangue que resultou do baleamento.
O primeiro filho da vítima, com a morte da mãe, ficou órfã de pai e mãe.

À espera dos resultados de inquérito

Em declarações exclusivas ao Canalmoz o director da Cadeia Central de Maputo, Castigo Machaieie, entidade que tutela as cadeias distritais da província de Maputo subordinadas ao Ministério da Justiça, disse que inquérito interno está a decorrer sobre as circunstâncias do incidente.
Castigo Machaieie deu a conhecer que os resultados do inquérito poderão ser conhecidos na presente semana. Acrescentou que neste momento um processo contra o agente prisional encontra-se na Procuradoria Distrital de Marracuene.
A fonte disse que em função do inquérito em curso, vai ser aberto um processo disciplinar contra o guarda prisional caso se apure a responsabilidade do mesmo.
O director da Cadeia Central de Maputo negou falar sobre as alegações de que o agente teria sido subornado e combinado com o recluso para facilitar a sua fuga.
Contudo, admitiu que o inquérito poderá determinar a veracidade ou não dessas alegações.

Pedido de ajuda à Casa do Gaiato

Num outro desenvolvimento, Machaieie disse que em relação ao primeiro filho da falecida que ficou órfã de pai e mãe, a sua entidade já pediu apoio à Casa do Gaiato no distrito de Boane, no sentido de acolher a criança, tendo o pedido sido aceite. A fonte afirmou que a criança vai entrar esta semana na Casa do Gaiato.
Sobre a responsabilidade do Estado de indemnizar a família da vítima como esta pede, o nosso entrevistado disse que tal vai depender da decisão do Tribunal, onde o processo se encontra.
“Em relação a isso, não posso adiantar nada. Tudo vai depender da decisão final do tribunal. Mas devo confirmar que a família quer uma indeminização”, disse Castigo Machaieie, adiantando “nós já explicamos à família que não foi um acto premeditado, mas, sim, um incidente”.
“Mas nós quando isso aconteceu sentamos com a família, explicamos as circunstâncias em que ocorreu o incidente, endereçamos os nossos sentimentos e assumimos todas as despesas fúnebres e do 7.º dia”, referiu a fonte que temos vindo a citar.

Sobre o incidente

O incidente que provocou a morte de uma cidadã ao ser atingida por uma bala disparada por um guarda prisional, aconteceu quando este perseguia um recluso de nome Barbamo Mussagy Cassamo, que se havia evadido das celas.
Na verdade, segundo o director da Cadeia Central de Maputo (Machava), o recluso não arrombou a porta das celas, mas, sim, aproveitou-se quando o agente prisional abriu a porta para conferir o efectivo a fim de fazer o relatório do seu trabalho. A fonte disse que não houve mais reclusos em fuga, apesar a situação provocada pela perseguição a Barbamo Mussagy Cassamo.

Versões contraditórias

Mas a contrariedade das versões apresentadas pelo Ministério da Justiça e pelo director que tutela aquela penitenciária deixa a história dos factos mal contada.
Anteriormente, em comunicado o Ministério da Justiça havia anunciado que o incidente ocorreu por volta das 11horas do domingo, mas agora o director da Cadeia Central de Maputo veio dizer que a tentativa de fuga e o ferimento que resultou na morte da mulher ocorreram nas primeiras horas da manhã quando o agente queria conferir os efectivos, acto que normalmente acontece por volta das 7 horas, dado que a rendição ocorre às 8 horas.

Ataque a faculdade na Nigéria mata 40 de estudantes

Pelo menos 40 estudantes foram mortos neste domingo (29) por membros do grupo islamita Boko Haram num ataque contra o dormitório de uma faculdade do noroeste da Nigéria.

O ataque, o último de uma longa lista dos últimos quatro anos, aconteceu na Faculdade de Agricultura de Gubja (30 km de Damataru, capital do Estado de Yobe).

“Recebemos 40 corpos que foram levados para o necrotério após o ataque”, declarou um funcionário do hospital de Damaturu, que não quis se identificar.

Segundo o porta-voz militar do Estado de Yobe, Lazarus Eli, “terroristas do Boko Haram” entraram na faculdade e “dispararam contra os estudantes” que dormiam.

Forças de segurança foram enviadas para o local.

Yobe tem sido palco de violentos ataques nos últimos meses contra instituições de ensino que não seguem os preceitos do Islão, todos atribuídos ao Boko Haram.

O pior ataque aconteceu em julho na cidade de Mamudo, onde islamitas lançaram explosivos e dispararam contra os estudantes, matando 41 pessoas.

O Boko Haram — cujo nome significa “a educação ocidental é um pecado” — reivindicou nos últimos quatro anos uma série de ataques contra escolas e universidades.

Yobe é um dos três estados dos noroeste da Nigéria onde o Exército realiza uma ofensiva desde meados de maio contra o grupo de insurgentes.

O Boko Haram reivindica a criação de um Estado islâmico no norte da Nigéria, maioritariamente muçulmano, ao contrário do sul, de maioria cristã.

Os araques do grupo extremista e a repressão das forças de segurança causaram pelo menos 3.600 mortos desde 2009, segundo a ONG Human Rights Watch.

Turismo pouco explorado em Gaza

Apesar da existência de um enorme potencial para o desenvolvimento do turismo em Gaza, designadamente a predominância de áreas de conservação faunística, praias, inúmeras dunas na sua zona costeira, o sector tem estado a contribuir muito pouco na produção global de receitas na província.

Este sentimento foi manifestado sexta-feira última, na Praia de Xai-Xai, por Beirão, em representação do governador de Gaza, na cerimónia que marcou a passagem do dia mundial do turismo.

Segundo aquele governante o posicionamento do sector do Turismo deve constituir preocupação de todos os intervenientes, tendo em conta o facto de as potencialidades localmente disponíveis, exigirem do sector uma maior contribuição.

“O convite está lançado para que de forma individual ou colectiva se faça uma profunda reflexão de forma a se levar o turismo, a ocupar o lugar que merece, tendo em conta as potencialidades existentes na província,” disse Paulo Beirão.

Segundo ele, a outra reflexão que deve ser feita pelo sector do turismo, é a de se caminhar para a busca de mais alternativas para que esta actividade seja acessível a mais moçambicanos, através da oferta de produtos e serviços a preços acessíveis para a maioria da população, para além de se capitalizar a relação intrínseca entre o património histórico – cultural com o desenvolvimento da indústria turística.

A existência de zonas como Nwadjahane, Chilembene, Chaimite, Coolela,Magul, entre outras denominadas património histórico -cultural, fazem de Gaza, local de atracção turística por excelência.

De acordo com Paulo Beirão, os locais históricos devem ser fontes de captação de receitas para a sua manutenção e benefício para as comunidades, havendo para tal necessidade de todos os actores ligados ao Turismo em Gaza, se assumirem como verdadeiros defensores desta iniciativa.

De referir que a celebração do dia mundial do Turismo em Gaza, contou com a realização de diversas actividades de carácter cultural e de recreação em diversos pontos da província.

Maputo acolhe X edição do UMOJA

A Cidade de Maputo acolhe de 1 a 3 de Novembro a décima edição do Festival Internacional UMOJA, que será marcada por várias manifestações artísticas nas áreas da música, artes visuais, dança e circo provenientes de África e Europa.

umoja-2013

Este evento multicultural será marcado por várias manifestações, com destaque para uma exposição de artes designada “Umoja-CFC: 10 Anos Criando Juntos”. O festival traz, nesta edição, várias manifestações artísticas e grandes figuras das artes nacionais e internacionais nas áreas da música, dança, artes visuais e circo representativas de países africanos e europeus, como Moçambique, África do Sul, Quénia, Tanzania, Etiópia, Zimbabwe, Noruega, entre outros.

Segundo os organizadores do evento, a iniciativa conseguiu ao longo de uma década divulgar o que há de melhor na cultura do país, para além de criar espaço de intercâmbio entre os artistas envolvidos.

O Festival UMOJA acontece anualmente na Praça da Independência em Maputo e tem como principais objectivos estimular a criatividade e troca de experiências entre artistas plásticos, bailarinos, músicos e escritores, e promover a paz e o desenvolvimento nas nações através da arte.

PR felicita Selecção Nacional de Basquetebol Sénior Feminina

O Presidente da República, Armando Guebuza, enviou ontem uma mensagem de felicitação à Selecção Nacional de Basquetebol Sénior Feminina que ontem conquistou a medalha de prata no AFROBASKET, título que lhe confere a presença no Campeonato do Mundo do próximo ano na Turquia.

Eis na íntegra a mensagem do Chefe do Estado:

A República de Moçambique acaba de viver momentos verdadeiramente memoráveis, com a realização do Campeonato Africano de Basquetebol Feminino, “Afrobasket Maputo-2013”! Momentos históricos que também nos foram proporcionados pela briosa Selecção Nacional, que meritoriamente conquistou a medalha de prata e igualmente se qualificou para o Campeonato do Mundo, a realizar-se no próximo ano, na Turquia.

A abnegação, esforço e determinação das nossas Meninas Guerreiras, revelados em cada jogo, em cada segundo, em cada lance e em cada cesto, demonstraram a sua incondicional responsabilidade e o seu alto grau de patriotismo, entrelaçando todos os moçambicanos em seu torno, engradecendo-nos como povo e como nação e elevando a nossa auto-estima.

Do Pavilhão do Maxaquene, o calor das vitórias, mesmo com a derrota no desafio da final, transbordou para todo o país e contagiou a todos os moçambicanos, que nas províncias e nos distritos, nas cidades e nas vilas, nos bairros e nas comunidades, acompanharam com vivo interesse e crença sempre renovada o inolvidável espectáculo proporcionado por estas jovens jogadoras.

Elas foram realmente exemplares e deram um exemplo à juventude, e em particular à mulher, mostrando que, tal como elas, jovens e mulheres que são, outros jovens e outras mulheres podem, tanto no desporto como noutras áreas de intervenção social, fazer algo que prestigie Moçambique além-fronteiras e que sirva de exemplo para os nossos cidadãos.

Às briosas jogadoras, treinadores, dirigentes e a todos os nossos basquetistas, Moçambique e os moçambicanos, do Rovuma ao Maputo e do Índico ao Zumbo, que sempre acarinham e sempre souberam acarinhar e enaltecer os feitos dos seus melhores filhos, vos felicitam e vos agradecem por esta medalha de prata. Somos vice-campeões de África e a nossa Bandeira multicolor estará ao lado das de outros países do mundo na maior festa do basquetebol planetário.

Parabéns meninas! Parabéns basquetebol moçambicano!

Moçambique é vice-campeão do Afrobasquete 2013

Moçambique sagrou-se vice-campeão africano de basquetebol sénior feminino mesmo perdendo na noite de ontem a final Pavilhão do Maxaquene, no prolongamento, com a sua congénere de Angola, por 64-61, e garantiu a sua presença, pela primeira vez, no Campeonato do Mundo do próximo ano na Turquia.

Para além de amealhar a medalha de prata pelo segundo lugar, Moçambique ganhou também o direito de participar juntamente com Angola, como representantes do Continente Africano, no Campeonato Mundial da modalidade na Turquia.

Depois de ter feito uma brilhante participação desde a fase de grupos, onde ficou em primeiro lugar, e nas eliminatórias, a selecção moçambicana finalmente perdeu ontem diante daquela que é a melhor equipa africana do momento, Angola, que com esta vitória revalidou o título.

Moçambique tinha traçado como primeira meta nesta prova ocupar um dos primeiros dois lugares que dão acesso ao Campeonato do Mundo, a montra do basquetebol feminino do planeta, e esse sonho concretizou-se.

Muito apoiada pelo público, que sempre lotou o pavilhão do Maxaquene, a catedral do basquetebol nacional, a Selecção Nacional soube nos momentos cruciais dar a volta ao marcador e ombrear em pé de igualdade com as angolanas. A decisão no prolongamento, só em si espelha claramente o quão foi equilibrada a partida.

Tal como aconteceu nas partidas anteriores que antecederam a final de ontem, o combinado nacional entrou com a mesma postura de guerreira do Índico, pressionando as angolanas a toda largura do campo e conseguindo sempre pontos nos momentos preciosos, mesmo defrontando uma equipa com grande classe.

O jogo foi tão equilibrado que a diferença pontual nos quatro períodos e prolongamento não chegou s ser tão abismal como aconteceu no sábado frente aos Camarões, dia em que garantimos a presença no Campeonato do Mundo, uma vez que só o facto de estarmos na final com Angola o objectivo traçado pelos moçambicanos já estava concretizado.

Mesmo com a derrota, por três pontos de diferença (64-61), o pavilhão do Maxaquene explodiu de alegria e o público ficou em sentido para prestar homenagem àquelas meninas que carregaram as cores e Bandeira Nacional para o “Mundial”.

Ainda na noite de ontem, o Presidente da República endereçou uma mensagem de felicitação à Selecção Nacional pelo facto de ter conseguido elevar o nome de Moçambique ao nível mundial.

O estadista referiu que a abnegação , esforço e determinação da selecção feminina demonstraram a sua incondicional responsabilidade e o seu alto grau de patriotismo, entrelaçando todos os moçambicanos em seu torno, engrandecendo-nos como povo e como nação e elevando a nossa auto-estima.

“Do pavilhão do Maxaquene, o calor das vitórias, mesmo com a derrota no desafio da final, transbordou para todo o país e contagiou a todos os moçambicanos, que, nas províncias e nos distritos, nas cidades e nas vilas, nos bairros e nas comunidades, acompanharam com vivo interesse e crença sempre renovada o inolvidável espectáculo proporcionado por estas jovens jogadoras”, enfatizou Armando Guebuza.

O Presidente da República, referiu ainda que “ elas foram realmente exemplares e deram um exemplo a juventude, e em particular a mulher, mostrando que, tal como elas, jovens e mulheres que são, outros jovens e outras mulheres podem, tanto no desporto como noutras áreas de intervenção social, fazer algo que prestigie Moçambique além-fronteiras e que sirtva de exemplo para os nossos cidadãos.

Moçambola 2013: Liga derrota Maxaquene e reforça liderança

A Liga Muçulmana goleou na tarde de ontem, no Estádio Nacional do Zimpeto, o seu arqui-rival, Maxaquene por 3-0, em partida em atraso da 18ª do Moçambola, resultado que faz com que os “muçulmanos” fiquem cada vez mais lideres da prova, agora com 39 pontos, mais cinco que o segundo classificado, Ferroviário da Beira.

Enquanto os “muçulmanos” vigorizam-se pela liderança, o aflito Chingale voltou a tropeçar, ao perder por 2-0 na recepção ao Estrela Vermelha da Beira. O saldo coloca os “canarinhos” de Tete numa situação delicada, penúltimo lugar, com 17 pontos, menos três que o Têxtil que comanda na base da tabela.

Tristeza de uns é felicidade de outros. É o que se pode dizer em relação ao Vilankulo que entrou para esta ronda abaixo da linha de água, mas depois de vencer o Costa do Sol, por 2-1, no sábado saiu do “poço”. Os “marlins” somam agora 21 pontos, na 10ª posição. O Costa do Sol manteve-se no sétimo lugar com os mesmos 27 pontos.

Reduz exclusão económica de mulheres

Um novo relatório do Banco Mundial e IFC constata que as barreiras jurídicas e normativas à inclusão económica das mulheres vêm caindo nos últimos 50 anos em todo o mundo, mas muitas leis ainda impedem a participação das mulheres na economia. As leis que restringem a actividade económica das mulheres são actualmente mais prevalentes no Oriente Médio e Norte da África, África Subsahariana e Sul da Ásia.

O terceiro relatório da série “Mulheres, Empresas e o Direito 2014: Removendo Restrições para Aumentar a Igualdade de Género” monitora os regulamentos que afectam empresárias e trabalhadoras em 143 economias. Esta edição destaca as reformas realizadas nos últimos dois anos, examina a evolução dos direitos de propriedade das mulheres e a capacidade de tomada de decisões legais desde 1960, além de ampliar a abrangência para examinar as protecções jurídicas que tratam da violência contra mulheres.
“O ideal de igualdade perante a lei e a igualdade de oportunidade económica não são apenas uma política social inteligente. Representam uma política económica inteligente,” disse o presidente do grupo Banco Mundial, Jim Yong Kim.

“Quando mulheres e homens participam da vida económica em pé de igualdade, eles podem contribuir com suas energias para a construção de uma sociedade mais coesa e uma economia mais resiliente. A maneira mais certa de ajudar a enriquecer a vida das famílias, comunidades e economias é permitir que todas as pessoas ponham em prática todo o seu potencial criativo.”

“Nossa mais nova edição de “Mulheres, Empresas e o Direito” mostra que muitas sociedades vêm fazendo progresso, caminhando gradualmente para erradicar formas arraigadas de discriminação contra as mulheres”, disse Kim. “Entretanto, ainda há muito que fazer.”

O relatório constata que 44 economias fizeram 48 alterações jurídicas, aumentando assim as oportunidades económicas das mulheres nos dois últimos anos. Costa do Marfim, Mali, Filipinas e República Eslovaca fizeram a maior parte das reformas. De acordo com essas reformas, na Costa do Marfim e Mali, os maridos não podem mais impedir unilateralmente suas mulheres de trabalhar.

Filipinas retirou as restrições ao trabalho nocturno para mulheres e a República Eslovaca aumentou o percentual dos salários pagos durante a licença maternidade.
O relatório constata que as economias do Leste Europeu e Ásia Central têm a mais extensa lista de trabalhos que não podem ser executados por mulheres. Na Federação Russa, por exemplo, as mulheres não podem dirigir camiões no sector agrícola; em Belarus, elas não podem ser carpinteiras e no Kazaquistão não podem ser soldadoras. Talvez essas restrições sejam resultado de um desejo de proteger as mulheres, mas podem restringir suas opções de emprego.

O relatório mostra que as economias com o maior número de restrições ao emprego para mulheres têm menor participação feminina na força de trabalho formal.
“O progresso na igualdade de género nos termos da lei está mais rápido,” disse Augusto Lopez-Claros, director de Indicadores Globais e Análise do Grupo Banco Mundial.

Empréstimos ao País: China lidera credores

A China foi o país que mais dinheiro emprestou a Moçambique durante o ano de 2012, com um total de 1148,67 milhões de dólares, entre créditos bonificados e comerciais, informou em Maputo o Ministério das Finanças.

A dívida externa contraída por Moçambique durante o último ano atingiu 1915,07 milhões de dólares, sendo a China o parceiro internacional que maior volume de crédito concedeu ao país, financiando seis projectos no valor de 1148,67 milhões de dólares.

De entre os 15 créditos bonificados que Moçambique contraiu, num total de 674,98 milhões de dólares, segundo a agência noticiosa Macauhub, a China financiou com 167,08 milhões quatro projectos, tendo a Agência para o Desenvolvimento Internacional (IDA), do Banco Mundial, sido o maior credor do país nesta modalidade de empréstimo (268,12 milhões em três projectos).

Relativamente aos créditos comerciais, que representam o grosso da dívida contraída, 1240,09 milhões de dólares, a China surge como o maior credor de Moçambique, com um total de 981,59 milhões de dólares, em dois projectos – Circular de Maputo (300 milhões) e Ponte-Estrada Maputo/Catembe/Ponta d’Ouro (681,59 milhões).

O Ministério das Finanças informou ainda que relativamente ao ano de 2011 a dívida pública de Moçambique aumentou 21,3 por cento, passando de 5037,21 milhões de dólares para 5633,43 milhões, em 2012, o que representa 40 por cento do Produto Interno Bruto do país.

Negócios unem Moçambique e Índia

A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) e a Confederação da Indústria da Índia (CII) celebraram sexta-feira última, em Maputo, um memorando de entendimento que visa reforçar as relações económicas e facilitar a realização de negócios entre ambos os países.

O acordo foi rubricado à margem do Fórum de Negócios Moçambique-Índia, que envolveu 24 empresários indianos interessados em investir e estabelecer parcerias de negócios com a contraparte moçambicana nas áreas de infra-estruturas, petróleo, gás, construção civil, mineração, material eléctrico, exportação, tecnologia de informação e comunicação, sistemas de irrigação e indústria automóvel.

Entre vários aspectos o memorando de entendimento contempla a troca de informação económica entre as duas confederações, criação de mecanismos para a promoção das trocas comerciais entre Moçambique e Índia, organização de missões comerciais, simpósios e outras formas de promoção do comércio, indústria e serviços.
Assinaram o referido memorando o vice-presidente da CTA, Agostinho Vuma, e o director-geral da CII, Chandrajit Banerjee, num acto testemunhado pelos ministros da Indústria e Comércio de Moçambique e Índia, Armando Inroga e Anand Sharma, respectivamente.

Intervindo na ocasião, o vice-presidente da CTA, Agostinho Vuma, manifestou convicção de que “este memorando tornará as nossas relações com a Confederação das Indústrias da Índia mais profícuas e que Moçambique poderá ganhar muito com a experiência industrial e comercial da Índia, país este que, de acordo com os dados do Banco Mundial, é a quinta maior economia do mundo levando em conta o seu Produto Interno Bruto”.

“Acreditamos que a Índia não poderia encontrar melhor parceiro estratégico, senão Moçambique, cuja localização geoestratégica, junto ao Oceano Índico, serve de janela para as exportações de mais de seis países vizinhos”, frisou Agostinho Vuma.

Por sua vez, o director-geral da CII, Chandrajit Banerjee, indicou que “com o apoio do Governo indiano, temos tentado de forma activa promover relações comerciais com os países africanos e Moçambique tem participado em muitos conclaves regionais promovidos pela CII, assim como na parceria Índia-África, que constitui uma excelente plataforma para os homens de negócios africanos, colaborarem e participarem nas oportunidades que a Índia oferece”.

Ao proceder à abertura do encontro de negócios Moçambique-Índia, o ministro moçambicano da Indústria e Comércio, Armando Inroga, felicitou os organizadores, enaltecendo o facto de acontecer “numa altura em que, com agrado, podemos registar um volume de negócios, entre os nossos dois países, superior a um bilião de dólares norte-americanos no ano financeiro de 2012-2013”.

“As excelentes relações político-diplomáticas e económicas permitem que possamos configurar perspectivas nas quais os sectores privados dos nossos dois países se revejam nas políticas que ambos os Governos têm estado a desenvolver e com as quais este encontro não só demonstra”, realçou.

Moçambique vence França e termina em sétimo (Mundial de Hoquei)

A selecção de Moçambique terminou hoje na sétima posição do campeonato do mundo de hóquei em patins, ao vencer a França, por 5-4, em partida disputada no pavilhão multiusos de Luanda, capital angolana.

Os moçambicanos, ao intervalo, perdiam por 3-2.

Carlos Saraiva, três vezes, e Nuno Araújo (2) marcaram para os moçambicanos, ao passo que Cirilo Garcia, Aberto Morales, Anthony Weber e Florent David apontaram para os franceses.

Lugares já definidos:

+ 7.º Moçambique
+ 8.º França
+ 9.º Angola
+ 10.º Suíça
+ 11.º Alemanha
+ 12.º África do Sul
+ 13.º Colômbia
+ 14.º Estados Unidos*
+ 15.º Áustria*
+ 16.º Uruguai*

(*) equipa despromovida

Afrobasquete: Moçambique vence Camarões e está na final

A selecção de basquetebol feminina de Moçambique está na final do Campeonato Africano (Afrobasket), que decorre na capital do país, após vencer este sábado os Camarões, na primeira das meias-finais, por 61-57, encontro disputado no pavilhão do Maxaquene, em Maputo.

Moçambique aguarda o desfecho da segunda meia-final, que se iniciará às 20.15 horas locais (menos uma em Lisboa e Luanda) ainda este sábado, também no pavilhão do Maxaquene, entre o Senegal e a detentora do título, Angola, para conhecer o seu rival na final da competição.

Moçambique vence Nigéria nos últimos segundos e encontra Camarões nas “meias”

Moçambique teve de suas mas conseguiu passar às meias-finais do Afrobasket, depois de bater a Nigéria, por 77-74, nos últimos segundos.

O jogo não começou de feição para as moçambicanas, que chegaram ao final do primeiro período a perder 18-13, mas estas reagiram e no final da primeira parte já ganhavam por 35-28.

Na segunda parte, Moçambique esteve na mó de cima até aos cinco minutos finais, altura em que a Nigéria acelerou e ficou em vantagem no jogo. Um sprint final permitiu às comandadas por Nasir Salé, que a um minuto do fim perdiam por cinco pontos, recuperar e vencer o jogo por 77-74.

Moçambique vai agora medir forças com os Camarões para tentar chegar à final do Afrobasket, jogo marcado para as 17 horas de sábado.

Resultados dos quartos de final:
Egito-Angola, 49-84
Costa do Marfim-Camarões, 48-62
Nigéria-Moçambique, 74-77
Mali-Senegal, 44-67

Do 9.º ao 12.º lugar:
Cabo Verde-Argélia, 65-45
Zimbabwe-Quénia, 52-63

Calendário de jogos para sábado

Do 9.º ao 12.º:
Argélia-Zimbabwe (9 horas)
Cabo Verde-Quénia (11.15 horas)

Do 5.º ao 8.º:
Nigéria-Costa do Marfim (13.30 horas)
Egito-Mali (15.45 horas)

Meias-finais:
Moçambique-Camarões (17 horas)
Angola-Senegal (19.15 horas)

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