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Segunda-feira, Abril 27, 2026
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Agendada manifestação contra a “desgovernação” do País

O País está num verdadeiro ambiente de caos. De um lado está o espectro de guerra civil onde, em troca de tiros entre tropas governamentais e da Renamo, cidadãos inocentes estão a ser sacrificados e do outro lado os raptos estão a atingir níveis de calamidade perante uma polícia altamente inoperacional e às vezes conivente. A insegurança está generalizada, e o chefe de Estado finge que está tudo bem e limita-se a mandar recados e a atacar a sociedade civil. É sob este ambiente que várias organizações da sociedade civil convocam uma marcha sob organização da Liga dos Direitos Humanos e outras organizações para protestar contra a ausência de um Governo comprometido com a segurança dos cidadãos e a apelar à paz. A concentração está marcada para às oito horas desta quinta-feira, na Praça da Independência, em frente ao Conselho Municipal da cidade de Maputo. Hoje, quarta-feira, as organizações da sociedade civil que estão a coordenar o evento que espera juntar muitos moçambicanos vão dar uma conferência de Imprensa na Liga dos Direitos Humanos para dar mais detalhes da manifestação pacífica.

Mondlane diz que exoneração do director da PIC não está relacionada com raptos

O ministro do Interior, Alberto Mondlane, disse, ontem, que a exoneração do director da Polícia de Investigação Criminal da cidade de Maputo, Januário Cumbane, não está relacionada com ondas de raptos que têm vindo a registar-se na cidade de Maputo.

Sabe-se a exoneração do director da PIC de Maputo esta segunda-feira esteve associada, segundo alguns círculos de opinião, à incapacidade da Polícia de parar com os raptos na capital, mas o ministro do pelouro declina esta informação dizendo que a mesma aconteceu no âmbito da política de movimentação de quadros.

“O director da PIC da cidade de Maputo não foi exonerado sozinho. Houve outros. É um processo normal de colocação de quadros noutros lugares. No caso dele, vocês devem saber a pressão que os que trabalham nestes casos sofrem”, disse o governante.

Segundo Mondlane, o trabalho que ele fez não é menos colossal. Ele conseguiu seguir com os processos até aos julgamentos, e agora precisa estar numa área sem pressão.
“Estou a ser claro. Não há nenhuma coisa por detrás disto. Nos acreditamos que estamos a dar maior ímpeto na luta”, disse.

População questiona a Guebuza o tipo de paz que temos

A população do posto administrativo de Choa, distrito de Báruè, província de Manica, questionou ao presidente da República, durante um comício, o tipo de paz que vivemos com acontecimentos claros de retorno à guerra.

Segundo o régulo do posto administrativo de Choa, Saimon Itai Massanduza, que falava em nome da população local, “não se pode agora pensar em investir, construir, sem que os que dirigem o País tenham a vontade de construi-lo para um futuro melhor para todos os moçambicanos”.

O régulo Massanduza acredita que falta interesse para se resolver a actual situação de tensão. “Hoje, corremos para investir para crescer e desenvolver Moçambique, mais esquecemos que para além deste investimento, são tropas, mortes diárias de civis, viaturas e bens das populações incendiadas e roubadas nas nossas estradas, e por último afirmamos que estamos a crescer em Moçambique, até que ponto este crescimento se efectiva?”, perguntou o régulo.

Por seu turno, Losse Amisse, afirmou que “não há desenvolvimento sem paz, tendo solicitado ao chefe de Estado para dialogar com o líder da Renamo no sentido de pôr fim a instabilidade política militar que se vive em Moçambique. “Se bem que nos lembramos, o senhor Guebuza foi um dos negociadores da Paz, em 1992, e esteve em Roma nas assinaturas deste acordo, o que lá trataram para que hoje se pague com vidas humanas? Porque não use os mesmos trunfos anteriores para manter esta Paz conquistada pelo sacrifício do povo moçambicano?”, questionou.

Para além da necessidade de diálogo para a manutenção da paz, a população de Báruè apresentou ao Presidente da República preocupações relativas ao melhoramento das vias de acesso, abastecimento de água potável, energia eléctrica, construção de uma escola secundária, de unidades sanitárias nas duas sedes de localidades e afectação de uma ambulância ao Centro de Saúde da Serra-Choa.

Entretanto, o presidente da República, Armando Guebuza, respondeu aos presentes de que nada se faz sem vontade do outro lado, “temos que lutar para manter a Paz”.

Ministro do Interior diz que a Polícia está a reunir provas para incriminar raptores

O ministro do Interior, Alberto Mondlane, diz que a Polícia está a reunir provas materiais que vão sustentar os processos-crimes dos supostos raptores que estão a aterrorizar algumas capitais do País. Não indicou o número dos supostos raptores que deverão enfrentar a barra do tribunal. Mas sabe-se que um total de 11 agentes da Polícia de Investigação Criminal (PIC) e seis agentes da Procuradoria-Geral da República estão a trabalhar nestes casos.

“Neste momento, o que estamos a fazer é aplicarmos ao máximo o aumento da capacidade técnica dos membros da Polícia da República de Moçambique que trabalham nesta área. Um grande empenho no sentido de investigar e encontrar os suspeitos e reunir as provas materiais que vão sustentar o processo-crime”, disse ontem à Imprensa à saída de um encontro com os representantes dos Órgãos de Comunicação Social sedeados em Maputo, promovido pelo próprio ministro.

Segundo Mondlane, no terreno está a ser feito trabalho e espera-se resultado o mais rápido possível. “Mas reconhecemos que este tipo de crime é complexo. Justamente por isso podem levar mais tempo devido à sua complexidade. O nosso desejo era ser já”, disse.

Questionado se a corporação tinha capacidade para dar volta a ondas de criminalidades que já estão a fazer vítimas mortais no País, o ministro do Interior disse que Polícia tem capacidade. Acrescentou que já demonstrou provas nesse sentido. Há gente que está ser julgada, não só mas também há outros que serão julgados pelos crimes passados. Acredita-se que estes ainda estão em investigação, serão apanhados e vão responder em juízo.

Segundo o ministro, a intervenção da Imprensa no assunto de raptos pode ajudar, dependendo da pedagogia que vai ser usar para contribuir para que se esclarece, se previna e contribuir para que as vítimas não se sintam intimidadas. “A Imprensa tem um vasto campo para nos ajudar nisto”, disse.

Forças de Defesa e Segurança “combatem” segurança de Dhlakama

As Forças de Defesa e Segurança tentaram, sem sucesso, atacar, na madrugada desta terça-feira (29), no distrito de Nampula-Rapale, província de Nampula, um provável esconderijo dos homens que guarneciam a residência do líder da Renamo, Afonso Dhlakama, na rua das Flores, na cidade de Nampula.
A segurança deixou a casa logo depois que o ataque a Sadjundjira se tornou público, saindo às correrias e recolhendo parte dos bens deixado pelo seu líder na sua residência, desde electrodomésticos a armas de guerra.

Em entrevista ao Canalmoz na tarde desta terça-feira, Miguel Bartolomeu, porta-voz da PRM em Nampula, disse que um esquadrão, constituído por homens das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) e Força de Intervenção Rápida (FIR) para dar respostas a denúncias populares, deslocou-se a Navevene onde trocou tiros com os homens armados da Renamo sem, no entanto, registar-se óbitos e muito menos a recuperação de algum armamento militar.

Miguel Bartolomeu assegurou que a intervenção das Forças de Defesa e Segurança foi movida por denúncias populares que davam conta da perturbação da ordem e segurança públicas no local protagonizados por homens armados da Renamo.

Por outro lado, a Polícia de Investigação Criminal (PIC) solicitou na manhã desta terça-feira o delegado político interino da Renamo em Nampula, Pinoca Luxo, no sentido de obter informações sobre o paradeiro dos ex-guerrilheiros da Renamo.

Alguma Imprensa moçambicana noticiou a detenção de Pinoca Luxo, mas Miguel Bartolomeu negou o facto ao Canalmoz, tendo afirmado que este foi solicitado para garantir a sua colaboração com as autoridades policiais na localização dos seus correligionários.

Ataques não confirmados

Entretanto, a população da região de Navevene confirmou em contacto telefónico que houve troca de tiros, mas negou ter denunciado ao governo a existência de homens da Renamo na região.
Igualmente tornou-se público o ataque a viaturas e comboio de passageiros, mas ninguém confirma tais ocorrências. A empresa Corredor de Desenvolvimento do Norte (CDN) que opera na rota em alusão ainda não se pronunciou publicamente, mas soubemos de nossas fontes que nenhuma locomotiva pára de funcionar e nem foi atacada.

Renamo questiona objectivo do Brasil ao oferecer meios de guerra ao Governo

A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, pediu autorização ao congresso brasileiro para doar três aviões Tucano T-27 para a Força Aérea de Moçambique, num momento em que o país africano vive momento de maior tensão desde o fim da guerra civil, há 21 anos. O repasse, que precisa ser aprovado pelo Congresso, faz parte do pacote que inclui 25 carros de combate blindados do Exército para o Uruguai, segundo o jornal brasileiro Folha de São Paulo esta é, segundo registos do Ministério da Defesa, a primeira vez que Moçambique pode receber equipamentos militares brasileiros.

Renamo questiona objectivo do Brasil ao oferecer meios de guerra ao Governo

Reagindo à informação, a chefe da bancada da Renamo na Assembleia da República, Maria Angelina Enoque, questiona o objectivo do Brasil ao doar tais aviões em “momento político militar crítico” que o país atravessa.

“Mas também não se deve olhar apenas para quem doa o referido material de guerra. É preciso olhar para quem manifestou o interesse pelo referido material”. “Só quem pediu o material é que pode responder o que pretende com o mesmo”, disse Angelina Enoque.

Segundo a “Folha”, a cooperação de defesa entre o Brasil e Moçambique foi firmada em Março de 2009. Em Maio deste ano, a Defesa mandou ao Planalto a exposição de motivos para doar os aviões, argumentando que “tem se empenhado em celebrar acordos bilaterais com nações amigas, visando estreitar laços de amizade e permitir a participação mais efectiva do Brasil em questões internacionais”.

Contudo, escreve o jornal brasileiro que a presidente Dilma assinou a mensagem encaminhando ao congresso o texto do projecto que autoriza a doação dos blindados e dos aviões somente na segunda-feira da semana passada, “quando o conflito entre o governo e a oposição já havia se acirrado”.

As mensagens da presidente foram publicadas no “Diário Oficial”, por meio de nota divulgada pelo Itamaraty, o próprio governo brasileiro manifestou preocupação com “os incidentes ocorridos nos últimos dias” em Moçambique.

As doações, segundo a “Folha”, são praxe para se livrar de material obsoleto e desactivado, quase sempre com elevados custos de manutenção. São usadas, ainda de acordo com a Defesa, para “suprir eventuais carências apresentadas pelas forças armadas de países amigos”.

Governo anuncia perseguição e desactivação da base da Renamo em Maríngue

O Governo, através do Ministério da Defesa Nacional (MDN) convocou no princípio noite desta segunda-feira, uma conferência de imprensa para anunciar que perseguiu homens armados da Renamo e desactivou a sua base em Maringue, por volta das 03h:45 da mesma segunda-feira, quando alegadamente se preparavam para mais um ataque.

“As Forças de Defesa e Segurança interpelaram homens armados da Renamo tendo-se colocado em fuga, as nossas forças perseguiram esses homens” disse o Director Nacional Adjunto da Política de Defesa, o coronel Emanuel Mazuze, reafirmando a posição das forças governamentais “de manter a ordem e tranquilidade publicas.”
O coronel junta-se ao Ministro da Defesa, Filipe Nyussi e ao porta-voz do Presidente da Republica, Edson Macuácua também defensores de que a perseguição de Afonso Dhlakama, e seus membros “deve continuar”, o que vem deitar abaixo todos os apelos à resolução por via diálogo da crise político militar que está a sacrificar vidas humanas. Segundo Mazuze os homens armados “estavam preparados para fazerem investidas.”

O Governo diz que na perseguição aos homens da Renamo, “houve troca de tiros, mas não há registo de mortos e nem feridos entre as partes envolvidas” Mas informações vindas do local, dão conta que houve mortos em ambas as partes.

Governo está disponível ao diálogo

Mesmo depois da perseguição das Forcas de Defesa e Segurança (FDS) aos homens da Renamo, o governo ainda se diz aberto a diálogo. A questão que se coloca é que tipo de diálogo o executivo pretende quando revela sinais claros de perseguição ao líder da Renamo e o seus homens.

Governo introduz Grupo Operativo Especial para proteger Guebuza

O Governo acaba de introduzir uma terceira força militar nas matas de Muxúnguè e Machaze e nas colunas que acompanham o presidente da República, Armando Guebuza, nas presidências abertas.

Segundo apurou o Canalmoz, trata-se do (GOE) Grupo Operativo Especial, criado recentemente pelo Governo, que patrulham as matas de Sofala e Manica e escoltam o chefe de Estado pelo menos a nível da zona centro do País.

Este domingo, no distrito de Machaze, mais concretamente na localidade de Mavende, província de Manica, à porta da entrada do chefe de Estado moçambicano à Manica estiveram as três forças militares, nomeadamente, FADM, FIR GOE, a desfilar os seus arsenais de guerra, criando um clima de medo entre a população local que nunca tinha assistido a tão invulgar espectáculo militar.

Entretanto, no comício popular dirigido pelo chefe de Estado neste domingo em Machaze, a população pediu a Armando Guebuza para que paute pelo diálogo com a Renamo no lugar de miliariamente mandar atacá-la.

Raptores condenados a 16 anos de prisão

O Tribunal Judicial de Maputo condenou os seis cidadãos moçambicanos a penas de prisão de 16 anos cada por envolvimento no rapto e cárcere de seis pessoas nas cidades do Maputo e da Matola durante o ano passado. Tratam-se dos reus Bendene Chissano “Angolano”, Joaquim Chitsotso, Arsénio Chitsotso, Luís Chitsotso, Albino Primeiro e Luís Carlos Manuel da Silva julgados culpados em sede do Tribunal.

Dois dos oito réus implicados no crime de raptos, foram considerados inocentes depois de o tribunal não ter encontrado provas do seu envolvimento no crime. Trata-se Hélder Naiene e Dominique Mendes.

A absolvição lida pelo juiz Adérito Malhope, da 10 Secção do TJCM, não caiu bem aos ouvidos do Ministério Público que prometeu recorrer da sentença, considerando haver provas bastantes do envolvimento daqueles no crime.

A absolvição dos co-réus, acontece numa altura em que a onda de raptos está a atingir níveis de calamidade. Só na semana passada, foram raptadas mais de cinco cidadãos.

Homens armados atacaram hoje coluna de viaturas no troço Muxúnguè-Rio Save

Homens armados desconhecidos, voltaram a protagonizar mais um ataque na manha desta terça-feira, no troço Muxungue-Rio Save.

Uma fonte da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Sofala, que preferiu falar no anonimato por não estar agora autorizada a falar dos ataques “senão o director da Ordem”, confirmou o ataque e disse que no mesmo houve registo de mortos e feridos. Também alguns civis que viajavam na coluna e que saíram ilesos confirmaram o ataque.

O alvo do ataque que ocorreu pouco depois das 7 horas a 30 quilómetros depois de Muxungue, desta vez segundo a mesma fonte, foi uma coluna de viaturas que fazia o trajecto no sentido Muxúnguè-Rio Save.

A fonte disse que os feridos estavam a ser transferidos para o Hospital Rural de Muxúnguè e a coluna tinha prosseguido a sua viagem.

Durante o ataque, apenas duas viaturas conseguiram passar, sendo que as restantes ficaram no terreno bloqueadas por nuvens de fumo provocadas pelos disparos das duas forças, a dos homens armados e a das Forças de Defesa e de Segurança.

Estamos a tentar falar com o director da Ordem do Comando Provincial da PRM em Sofala, Aquilasse Kapangula “que é a pessoa que fala sobre esses assuntos”, mas o seu telefone está fora da rede. Notícia actualizada as 9h45min.

Rui Veloso deixa Maputo em apoteose

O Coconuts, em Maputo, tornou-se pequeno para o público que se fez presente em massa para assisitir aos dois shows do considerado pai do rock português, Rui Veloso, que actuou em grande no último fim-de-semana.

Acompanhado pela sua banda, o cantor luso levou ao rubro as emoções com uma soberba actuação, tendo interpretado vários temas, novos e antigos, incluindo os de maior êxito da sua carreira com total de 14 álbuns editados, encantando o público com um show caracterizado pela fusão de diversos ritmos europeus e africanos, arrancando vezes sem conta fortes aplausos da plateia.

Um dos momentos mais altos do concerto, cujas honras da casa ficaram a cargo do jovem músico moçambicano Sérgio Muiambo, foi a actuação da música “O prometido é devido”, que os espectadores fizeram questão de cantar em coro afinado.

A propósito, Zófimo Muiuane, representante da mcel, referiu que os espectáculos de Rui Veloso, “constituem mais uma realização da mcel, no que concerne ao diversificado programa do Verão Amarelo, que já é considerado uma marca constante desta grande empresa de telefonia móvel”.

“Temos estado a apostar anualmente em eventos ímpares, trazendo glamour e alegria aos nossos clientes e ao povo moçambicano em geral, para além de inovar com produtos, serviços, tarifas baixas e outras promoções que a operadora proporciona”, indicou Zófimo Muiuane.

Os espectadores, que acorreram ao Coconuts, aplaudiram o regresso da estrela portuguesa a Moçambique pela quinta vez e mostraram-se satisfeitos com os shows. Pedro Barreto louvou a iniciativa da mcel e da organização por ter escolhido um grande compositor português, Rui Veloso, para abrilhantar o público moçambicano. “Temos que relevar a importância deste espectáculo pela adesão do público”.

Enquanto isso, Danilo Pascoal, também espectador, indicou ser a primeira vez que assiste a um espectáculo do género, em Maputo, de um cantor português de renome como Rui Veloso. “Foi um espectáculo muito interessante, pois ele é considerado o monstro da música portuguesa”.

Maputo: Condutor mata polícia e foge

Um agente da Polícia identificado por Inácio Male, 59 anos de idade, perdeu a vida na quinta-feira à noite, vítima de atropelamento na Avenida de Moçambique, na zona da antiga Brigada Montada, na cidade de Maputo.

O facto registou-se cerca das 22.30 horas quando o agente da Polícia, que na altura regressava à casa após mais uma jornada laboral, foi colhido por uma viatura de marca Toyota, de cor cinzenta, que seguia na direcção Jardim-Brigada Montada. O automobilista pôs-se em fuga depois do acidente.

A vítima perdeu a vida no local devido à violência do choque, pois o carro circulava a alta velocidade.

Na altura do infortúnio, a vítima estava na companhia de uma cunhada, que não conseguiu, à semelhança de outras testemunhas, registar a matrícula do carro causador do acidente.

Segundo relatos prestados no local, houve um automobilista que ainda tentou perseguir, sem sucesso, o condutor fugitivo até à Portagem de Maputo, onde este destruiu a cancela para lograr passar. Acredita-se, no entanto, que o sistema de segurança da portagem tenha registado a viatura em causa.

O malogrado residia no bairro Luis Cabral e estava afecto à Comissão Nacional de Eleições (CNE).

Entretanto, outras duas pessoas morreram também vítimas de um acidente de viação ocorrido na mesma noite na Estrada Nacional Número Quatro (EN4), na zona de Tchumene, no Município da Matola.

Tratou-se desta feita de um choque frontal entre duas viaturas. As vítimas deste acidente, os dois condutores, perderam a vida também no local do sinistro, causado por uma ultrapassagem irregular de uma das viaturas envolvidas. O acidente provocou ainda avultados danos materiais.

Empresário sequestrado na sua loja em Maputo

Mais um sequestro foi registado na capital, é a sétima vitima está semana em Moçambique, é um empresário muçulmano que foi raptado de dentro da sua loja na zona baixa de Maputo.

@Verdade teve acesso a imagens do circuito interno do local do sequestro e pode-se ver claramente os criminosos agirem com muito à vontade e nem mesmo procurarem esconder os rostos.

Segundo testemunhas oculares, os criminosos armados, em número oito, chegaram ao estabelecimento comercial da vítima, uma loja de material eléctrico localizada na avenida Zedequias Manganhela, cerca das 8 horas em duas viaturas e entraram para a zona traseira onde se localiza o armazém dos equipamentos.

Aí, empunhando as armas, há indicação de terem disparado pelo menos um tiro de intimidação, dominaram os trabalhadores e agarraram no proprietário e puseram-se rapidamente em fuga.

Exonerado director da PIC

Januário Cumbane deixou semana passada de ser o director da Polícia de Investigação Criminal (PIC) a nível da cidade de Maputo, numa altura em que tende a crescer a onda de sequestros na capital.

Para o seu cargo, foi indicado Eugénio Balane, que até à data da sua nomeação vinha exercendo as mesmas funções a nível da província de Cabo Delgado.

No entanto, não foram avançadas as causas da exoneração, um ano e meio depois de Januário Cumbane ter substituído no cargo Dias Balate.
Fontes do Comando-Geral da Polícia avançaram que uma das razões que terá pesado para a substituição de Cumbane, com a patente de inspector da Polícia, terá a ver com o facto de se verificar o que chamam de inércia nas investigações sobre os casos de rapto.

De acordo com as fontes, a PIC não está a conseguir dar resposta cabal ao fenómeno, uma vez que, embora haja alguns suspeitos a responder em juízo, este tipo de crime continua a ser vivido quase que diariamente.

`Embora ele tenha sido exonerado com outros quadros de direcção a outros níveis, é dado a considerar que o inspector Cumbane e o seu elenco não estavam a conseguir dar resposta ao preocupante fenómeno dos raptos. É verdade que algumas pessoas têm vindo a ser detidas, mas esperava-se desta Polícia um trabalho mais profundo de modo a pôr cobro a esta situação. Assim, esperamos que o novo timoneiro consiga esclarecer os casos de rapto que têm vindo a se registar com frequência na capital”, disse a nossa fonte.

Sangue em Muxúnguè

Homens armados, supostamente da Renamo, atacaram na manhã de sábado uma viatura de transporte de passageiros no distrito de Chibabava, em Sofala, tendo morto uma pessoa e ferido outras nove.

O ataque deu-se num ponto da Estrada Nacional número Um, a principal do país, a 80 quilómetros da sede do posto administrativo de Muxúnguè.

A viatura transportava 30 pessoas e fazia o trajecto Machanga/cidade da Beira.

Os homens armados dispararam contra a viatura, tendo atingido dois pneus do lado esquerdo e alvejado vários ocupantes, incluindo o motorista. Quatro pessoas tiveram ferimentos graves, uma das quais veio a perder a vida à entrada do Hospital Rural de Muxúnguè.

Gimo Machava, uma das vítimas, conta que, momentos após atravessarem a ponte sobre o rio Ripembe, um indivíduo acenou para que a viatura parasse e fosse transportado. A fonte supõe que este passageiro fazia parte do grupo de homens armados.

`Depois de terem conseguido imobilizar a viatura, ordenaram que ninguém descesse do carro sem a sua autorização e as pessoas obedeceram, daí foram vasculhando os bens dos passageiros, tendo levado consigo todos os bens dos que viajavam. Depois disso, ordenaram que todos os passageiros saíssem do mini-bus e, posteriormente, atiçaram o fogo, revistaram as pessoas, levaram todos os bens valiosos, como computadores portáteis, celulares, até calçados. Como vê, só fiquei com um pé do meu sapato, de tanta pressa só levaram um pé´, disse Gimo Machava.

Maputo: Raptada foge do cativeiro

A vítima do último caso de rapto ocorrido na cidade de Maputo conseguiu ludibriar os sequestradores e fugiu do cativeiro no bairro Bunhiça, posto administrativo da Machava, no Município da Matola.

A Polícia contou que a vítima, cujo nome foi ocultado por razões de segurança, logrou escapar após ser autorizada a ir tomar banho, tendo então escalado o muro do cativeiro, dando numa casa vizinha.

Foram os proprietários da casa vizinha que ajudaram a sequestrada a identificar a unidade policial mais próxima e denunciar os raptores.

A fuga permitiu às autoridades policiais identificar e deter parte dos membros do grupo dos raptores, nomeadamente as pessoas que eram vigilantes na casa que servia como cativeiro.

As autoridades policiais deslocaram-se ao local, mas quando lá chegaram os raptores tinham desaparecido abandonando duas metralhadoras do tipo AKM e as respectivas munições.

A Polícia deteve dois jovens e uma mulher identificados por I. Ngomane, 28 anos de idade, J. Fumo (24 anos) e J. Chongo (53 anos), respectivamente. Estes estavam encarregues de garantir a segurança da vítima do rapto.

Os três indivíduos negaram a sua ligação com os raptos, afirmando apenas que tinham sido usados e não sabiam e que nunca chegaram a ver a vítima.

I. Ngomane disse que apenas quis ajudar a sua antiga namorada a encontrar uma casa para arrendar, a mesma usada como cativeiro.

`Não sabia do que se tratava. A minha ex-namorada pediu que a ajudasse a arranjar uma casa e como sabia que o meu amigo tinha uma, eu facilitei o contacto entre os dois e o que aconteceu daí para a frente não sei´, disse Ngomane.

Por sua vez, J. Fumo confirmou a intervenção do I. Ngomane, acrescentando que também não imaginava que estaria a ceder a casa para servir de cativeiro.

Acrescentou que também não desconfiou de nada porque os inquilinos adiantaram o pagamento para um período de dois meses, num valor estimado em sete mil meticais. Disse também que nunca se apercebeu de movimentações estranhas nos arredores.

Também a mãe da antiga namorada de J. Chongo disse que jamais imaginou que a filha pudesse se envolver em casos de sequestro e que esta saíra de casa na noite de sábado da semana passada, alegadamente para a África do Sul a fim de visitar familiares.

Entretanto, o director da Ordem no Comando-Geral da Policia da República de Moçambique (PRM), Xavier Tocoli, disse que os três indivíduos fazem parte da quadrilha responsável por alguns casos de rapto.

A vítima deste caso foi raptada na quinta-feira da semana passada por dois indivíduos armados quando ela acabava de chegar ao seu local de trabalho, uma fábrica de gelo doce, na companhia do seu motorista, a bordo de uma viatura de marca Toyota Runx, chapa de inscrição ACA-242-MC.

“Não haverá diálogo sem presença de facilitadores”

A Renamo continua firme na decisão de não sentar-se à mesma mesa com o Governo enquanto este não admitir a presença de facilitadores nacionais. Prova disso é que nesta segunda-feira (28) não compareceu a mais uma ronda no Centro de Conferencias Joaquim Chissano e diz que informou o Executivo, através de canais apropriados, da sua indisponibilidade até que este ceda à sua exigência.

Segundo Saimone Macuiana, chefe da delegação da Renamo, a “Perdiz” sempre esteve e ainda está aberta ao diálogo (com o Governo) mas exige que do mesmo faça parte facilitadores nacionais, e que já foram identificados.

Trata-se do bispo Dom Dinis Sengulane e do reitor da A Politécnica, Lourenço do Rosário, que desempenham esse papel, embora não oficialmente, pois são eles que têm intermediado as reuniões de preparação do encontro entre o líder da Renamo, Afonso Dhlakama, e o Presidente da República, Armando Guebuza.

Porém, o Governo ainda não os aceitou e nem sequer apresentou uma contraproposta por entender que ainda não há espaço para a intervenção de terceiros.”Para a Renamo, a presença de facilitadores e observadores é indispensável para o processo negocial”, disse Macuiana.

A Renamo acusa ainda o Governo de estar a usar “dupla estratégia” pois, enquanto mantém encontros em Maputo, protagoniza ataques Às suas posições na província de Sofala, sendo que um deles foi à base de Santunjira, que ditou a “fuga” de Afonso Dhlakama, cujo paradeiro ainda é desconhecido. P

ara a Renamo, o ataque e ocupação da sua base, em Santunjira, onde morava Afonso Dhlakama, por parte das Forças de Defesa e Segurança, é sinal evidente desta atitude paradoxal do Governo.

Renamo é um partido sanguinário

Por seu turno, José Pacheco, chefe da delegação do Governo, e que esteve esta manhã no Centro de Conferência Joaquim Chissano, acusa a Renamo de ser um partido sanguinário e anti-patriótico. Diz ainda que a sessão de hoje não aconteceu porque a Renamo não se dignou a comparecer muito menos apresentar os motivos desta falta de comparência. Mas esta justificação cai por terra porque a Renamo apresentou um documento que prova que o Governo tinha a informação de que “sem facilitadores” não haveria diálogo.

Para o Governo, o ponto referente à legislação eleitoral já foi ultrapassado e agora a prioridade é a desmilitarização da Renamo, um assunto que deverá ser discutido no ponto referente às questões militares. Pacheco reafirmou ainda que as Forças de Defesa e Segurança são e devem ser monopólio do Estado, daí que, neste momento, a “Renamo detém homens armados de forma ilegal.”

sobre o tão esperado encontro entre o chefe do Estado e o líder da Renamo, Pacheco referiu que o Governo irá garantir toda a segurança necessária caso este esteja disposto deslocar-se a Maputo para dialogar com Guebuza.

Dezasseis pessoas morrem em acidentes de viação em Maputo e Nampula

Catorze pessoas morreram e uma contraiu ferimentos graves num acidente de viação ocorrido na noite de sábado (26), na Estrada Nacional número quatro (EN4), a 10 quilómetros do posto fronteiriço de Ressano Garcia, na província de Maputo.

Outras duas pessoas também perderam a vida em consequência de outro acidente de viação violento do tipo choque entre uma viatura e uma motorizada, na noite do mesmo dia, na Estrada Nacional número oito (EN8), no bairro de Mutauanha, arredores da cidade de Nampula.

Relativamente ao sinistro rodoviário de Ressano Garcia, o mesmo envolveu um minibus de transporte semi-colectivo de passageiros, com a matrícula AAA 936 GZ, que seguia em direcção a Maputo, ido da vizinha República da África do Sul, e um camião com a matrícula 808 MP, que circulava em sentido contrário.

Entretanto, o condutor do camião desapareceu logo após o sinistro mas a Polícia contactou a empresa na qual trabalha. Dos óbitos, quatro ficaram entaladas no interior do minibus e só foram retirados graças à intervenção dos bombeiros.

Em relação à desgraça da cidade de Nampula, testemunhas contaram que o automobilista da viatura estava a conduzir à alta velocidade, tendo cortado prioridade do motociclista. Depois da colisão, o motorista fugiu e deixou as vítimas no local, onde uma perdeu a vida e outra num hospital, no domingo (27), depois de ter sido amputada a perna direita devido à gravidade das contusões.

Clube de Chibuto e Ferroviário da Beira na final da Taça de Moçambique

Renamo desdobra-se em contactos diplomáticos

O grupo de contacto da Renamo reuniu-se semana passada em Maputo com os representantes da Holanda, Suécia e União Europeia para debater a crise político-militar que o País atravessa, opondo este partido e o Governo da Frelimo, bem como mecanismos de tentar ultrapassá-la.

Segundo apurou o Canalmoz de Jeremias Pondeca, um dos membros da Renamo integrante do grupo, na semana passada, com os facilitadores Dom Dinis Sengulane e o professor Lourenço do Rosário, bispo da Diocese Anglicana dos Libombos e reitor da Universidade A Politécnica, respectivamente, encontraram-se para tentar encontrar formas de ultrapassar a crise.

Com os mesmos propósitos, a Renamo reuniu-se com os representantes diplomáticos de Portugal e Reino Unido da Grã-Bretanha.

Não são conhecidos os resultados desses encontros, mas algumas chancelarias já vieram a público condenar o recurso à força das armas, apelando para o retorno a um diálogo sério, inclusivo e tolerância.

Contudo, a Renamo tem vindo a pedir como condição de retorno ao diálogo, a cessação da perseguição militar do Governo de Armando Guebuza, a Afonso Dhlakama que neste momento anda em parte incerta.

A Renamo, segundo Jeremias Pondeca, diz que a situação actualmente está fora do controlo, não se sabendo o que poderá acontecer nos próximos dias caso não haja uma intervenção diplomática flexível. A situação político-militar no País, particularmente na província de Sofala, está a assumir contornos muito semelhantes às primeiras ocorrências que em crescendo consubstanciaram a guerra civil dos 16 anos.

Os primeiros casos da Guerra Civil de 16 anos que só viria a terminar a 04 de Outubro de 1992 em Roma, deram-se precisamente no rio Muda, na Estrada Nacional N1, cerca de 14 kms a sul do Inchope, no Corredor da Beira.

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A Federação Moçambicana de Atletismo (FMA) informou que as eleições, previstas para o dia 30 de Abril, foram adiadas para o dia 1 de...

PODEMOS exige esclarecimentos sobre compra de tractores em Moçambique

O Povo Optimista para o Desenvolvimento de Moçambique (PODEMOS), o maior partido da oposição no país, solicita à Procuradoria-Geral da República (PGR) que forneça...