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Terça-feira, Abril 28, 2026
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“Chapas” em greve na cidade de Maputo devido ao mau estado das estradas; Polícia agride manifestantes

Transportadores semi-colectivos de passageiros das rotas que usam a avenida do Trabalho como ponto de entrada e saída da cidade de Maputo paralisaram a actividade na manhã desta segunda-feira (27) exigindo a reabilitação daquela via, que está totalmente esburacada, o que coloca em risco a segurança das pessoas. Entretanto alguns dos manifestantes foram agredidos por agentes da Polícia da República de Moçambique.

Trata-se das rotas Museu-Malhazine, Museu-Zona Verde, Museu-Zimpeto, Museu- Missão Roque, entre outras, que decidiram optar pela greve como forma de exigir a rápida reabilitação da estrada. Este facto fez com que as paragens ficassem cheias de cidadãos, que se viram impedidos de ir aos seus postos de trabalho ou a outros destinos.

Claúdio Matsena, transportador da rota Museu-Malhazine, não escondeu a sua insatisfação perante a situação uma vez que é obrigado diariamente a esquivar-se dos buracos, que tomaram de assalto a avenida do Trabalho, para evitar avarias constantes da viatura por causa do mau estado da via. “Estamos cansados de ser extorquidos pelas polícias mMunicipal e de Trânsito, pagar taxas elevadas.

O município pouco ou quase nada faz para manter as estradas transitáveis, com enfoque para a avenida do Trabalho”, desabafou Cláudio Matsena. Entretanto, para amainar a fúria dos transportadores, o Conselho Municipal da Cidade de Maputo, através da Polícia Municipal, prometeu iniciar com as obras de reabilitação da estrada dentro de uma semana, pronunciamento que foi recebido com satisfação pelos grevistas.

Os transportadores impediam a circulação de viaturas, situação que causou congestionamento na avenida do Trabalho, concretamente na zona do mercado da Malanga, na avenida de Moçambique, na zona do Bagamoyo.

Violência por parte da polícia

Durante a greve, os transportadores queixaram-se da actuação da polícia, que ao invés de manter a ordem, recorreu à violência, agredindo com cassetetes alguns motoristas e cobradores, que estavam a manifestar-se pacificamente.

“Não compreendemos como eles agem assim. Tentaram sem sucesso levar alguns colegas nossos para a esquadra, onde seriam torturados, como sempre o fazem quando o povo se manifesta exigindo a reposição dos seus direitos”, disseram.

Nem a equipa do @Verdade que se encontrava no local escapou às investidas da polícia, tendo os seu repórter sido ameaçado e impedido de fazer o seu trabalho. Para além das ameaças foram confiscados os celulares do repórter, dos quais foram apagadas todas as imagens feitas no local.

Jogos da Lusofonia: “Samurais” conquistam medalha de ouro

A selecção nacional sénior feminina de basquetebol venceu, nesta segunda-feira (27), a medalha de ouro do torneio de basquetebol dos Jogos da Lusofonia. As “Samurais” derrotaram a selecção juvenil de Angola por 24 pontos de diferença, num torneio que não contou com a participação de equipas de Portugal ou do Brasil.

Diante de uma selecção jovem angolana, as “Samurais” venceram o primeiro período da partida por 16 a 07 e fizeram que os números fossem ainda mais gordos ao liderarem o marcador por 40 a 21 chegado o intervalo.

No terceiro período, o conjunto de Angola soube tirar proveito da manifesta “travagem” das moçambicanas e venceu no parcial por apenas dois pontos de diferença. Com o marcador a indicar 58 a 41 a favor da nossa selecção, as “Samurais” aproveitaram o último período da final para confirmar a conquista da medalha de ouro vencendo por 73 a 48.

A selecção masculina, por sua vez, terminou o torneio de basquetebol na terceira posição, que dá direito a uma medalha de bronze, depois de derrotar a selecção de Cabo Verde por 56 a 37. O combinado nacional, recorde-se, perdeu a corrida pelo ouro, neste domingo (26), ao perder diante da selecção juvenil de Angola por 71 a 55.

Participaram no torneio de basquetebol equipas de Moçambique, Angola, Cabo Verde, Guiné Bissau, Índia e Macau.

Com estas duas medalhas conquistadas, mais o bronze vencido no torneio de voleibol de praia durante o fim-de-semana, sobe para doze o número de “insígnias” de Moçambique nos Jogos da Lusofonia. Todavia, o país ocupa a sexta posição da tabela classificativa geral.

Maputo acolhe o 7º Festival Marrabenta

Maputo acolhe entre os dias 31 de Janeiro e três de Fevereiro o 7º Festival Marrabenta, que irá escalar o Centro Cultural Franco-Moçambicano – na noite da inauguração – e o distrito de Marracuene. Mas antes, amanhã, 28, a partir das 18 horas, será feita a apresentação da pesquisa sobre a origem e a evolução da Marrabenta pelo ARPAC.

O Festival Marrabenta decorre todos os anos desde 2008, com o objectivo de contribuir na preservação e promoção da cultura moçambicana. O evento é organizado pelo Laboratório de Ideias, uma espécie de agência de eventos culturais.

Além da música feita por artistas locais, nesta edição aglutinou-se ao festival workshops a fim de garantir alguma interacção entre diversos fazedores das artes. Com a participação de artistas que representam todas as gerações da música moçambicana, o festival promete fazer a diferença desde a fusão de cores, energia, até aos ritmos tipicamente nossos.

Maputo acolhe o 7º Festival Marrabenta

Neste evento irão participar artistas como Dilon Djindji, o conjunto Djambo 70, Xidiminguana, Neyma Alfredo, Wazimbo, Mingas, Stewart Sukuma, Mr Bow, MC Roger e DJ Ardiles.

O Festival Marrabenta será antecedido por eventos paralelos como, por exemplo, a apresentação dos resultados da pesquisa intitulada “Marrabenta: origem e evolução”, que é organizado pelo Instituto de Investigação Sócio-Cultural, ARPAC. A iniciativa terá lugar no Centro Cultural Franco-Moçambicano, a partir das 18 horas.
De igual modo, no dia 31 de Janeiro, no Gil Vicente, Carlos Gove e Jorge Domingos vão fazer um intercâmbio musical, entorno dos seus trabalhos discográficos, respectivamente, “Massone” e “Marrabenta Rio”.

De referir que o evento de estreia terá lugar no dia 31 de Janeiro no Centro Cultural Franco-Moçambicano a partir das 20 horas. No dia dois de Fevereiro terá o tradicional Comboio Marrabenta que irá escalar o distrito de Marracuene na tradicional festa de Gwaza Muthini.

Lixo toma conta da cidade de Tete

Os residentes dos bairros do município de Tete estão expostos à imundice total devido a não recolha de lixo por parte da edilidade. Nas principais ruas dos bairros Josina Machel, Sansão Muthemba, Matundo e Av. Julius Nyerere, no centro da cidade, as ruas estão cheias de lixo que provoca cheiro nauseabundo, constituindo assim um atentado à saúde pública.

Munícipes ouvidos pela nossa Reportagem dizem que há mais de duas semanas que o carro de recolha de lixo não entra nestes bairros, o que culminou com um acumular de lixo invulgar.

“Há duas semanas que o município não tira lixo aqui, mas nós pagamos a taxa de lixo todos os meses”, conta Laura António, em declarações à nossa Reportagem.

O mesmo cenário de lixo acumulado caracteriza também algumas avenidas nobres da cidade de Tete, tais como a AV. Eduardo Mondlane, Av. 24 de Julho e parte da paragem de transporte de semi-colectivos de passageiros que vai ao distrito de Angónia, na zona do mercado OUA “uma cidade em crescimento como Tete, não faz sentido que o lixo ande assim, isso e vergonhoso para todos nós, afinal porquê pagamos taxa de lixo? É obrigação da edilidade tirar lixo, isso é atentado à nossa saúde, pode criar doenças diarreicas ”, desabafa Carmélio Chaleca.

Município de Tete não fala sobre o assunto

O vereador para a área de Salubridade, Saneamento do Meio, Isaías Sardinha, quando contactado, telefonicamente, na manhã desta segunda-feira pela nossa Reportagem, disse que o Município de Tete está a trabalhar para resolver o problema, e negou dar mais explicações.

“Olha, estamos a trabalhar!”, disse Sardinha, sem responder a outras questões.

Agente da Polícia morto pelo seu enteado

Um agente da Polícia da República de Moçambique, de 51 anos de idade, que em vida respondia pelo nome de Lino Nocaranca, afecto à 14ᵃ Esquadra, foi morto na semana passada, na sua própria residência no bairro de Hulene “B”. Segundo a Polícia, o crime foi cometido por três indivíduos, incluindo o enteado do agente.

Os meliantes introduziram-se na residência tendo imobilizado e assassinado o policial e depois apoderaram-se de uma viatura e outros bens.

De acordo com o porta-voz da Polícia, a nível do Comando da cidade, Orlando Modumane, falando no habitual briefing com a Imprensa, o caso deu-se por volta das 4 horas, os três meliantes introduziram-se na residência, amararam a vítima e depois desferiram vários golpes com recurso a instrumentos contundentes.

“A vítima perdeu a vida no local, e a quadrilha apoderou-se de uma viatura e outros bens”. Modumane adianta ainda que “a viatura já foi recuperada, e os três indivíduos foram detidos e um deles é o enteado da vítima”.

Sobre a participação do enteado do malogrado no crime, Modumane disse que o jovem agiu por vingança devido a desentendimento com o padrasto “Ele alega que o padrasto mandou-lhe embora de casa, dias antes do acontecimento, como forma de vingança contactou outros dois amigos que participaram no crime”, disse o porta-voz.

Acidentes do tipo atropelamento causam cinco óbitos

De acordo com o porta-voz da Polícia, Orlando Modumane, foram registados 18 acidentes de viação, onde se destacam sete casos de atropelamento, que causaram morte instantânea a cinco indivíduos. “Há que lamentar, dos sete casos de atropelamento carro-peão, dois automobilistas abandonaram as vítimas entre a vida e a morte, tendo sido os mesmos depois capturados”, disse.

Ainda na semana finda a Polícia registou cinco despistes e capotamento, quatro choques entre carros e dois choques contra obstáculos fixos. São apontados como principais causas de acidentes o excesso de velocidade, má travessia de peão, corte de prioridade e ultrapassagem irregular.

Neto assassina avô no distrito da Manhiça

Um jovem de 19 anos de idade, identificado pelo único nome de Lázaro, assassinou o seu próprio avô no distrito da Manhiça, província de Maputo. A Polícia não avançou a causa do homicídio.

O oficial de Imprensa no Comando Provincial de Maputo, Emídio Mabunda, disse que o jovem Lázaro cometeu o crime com recurso a um instrumento contundente, no entanto a Polícia não revelou o instrumento usado.

Emídio Mabunda disse que Lázaro desferiu fortes golpes ao seu avô e este não resistiu aos ferimentos. O autor do crime encontra-se detido nas celas do Comando Provincial, na Manhiça.

Água da Namaacha desmente MISAU

A empresa Água da Namaacha desmentiu na manhã desta terça feira, os resultados de análises feitas pelo MISAU, através da Direcção Nacional da Saúde Pública, sob encomenda da Presidência da República, que dão conta de que a água vendida pela empresa não é devidamente tratada. A empresa diz-se vítima de “uma calúnia”.

Num comunicado pouco claro, a Água da Namaacha diz o seguinte: “A Sociedade de águas de Moçambique proprietária da marca água da Namaacha, é detentora das análises do Ministério da Saúde (MISAU), correspondentes a estes lotes (NR lotes detectados pela inspecção) que contradizem a calúnia que está a ser veiculada. Estas análises têm ambas como juízo, o seguinte: A amostra de água corresponde aos requisitos das águas engarrafadas de acordo com o decreto 39/2006”.

A empresa diz que não tem nenhuma ordem do Governo para encerrar temporariamente as portas.

FADM trocam tiros com supostos homens da Renamo em Vilankulos

As Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) envolveram-se na última quinta-feira num tiroteio com supostos homens da Renamo no povoado de Muabisa, posto administrativo de Mapinhane, no distrito de Vilanculos, a norte da província de Inhambane. Não há registo de mortes. Fontes militares falam de “feridos ligeiros” do lado das forças governamentais.

O confronto aconteceu quando as forças governamentais posicionadas no posto policial de Mapinhane receberam uma denúncia sobre a presença de supostos homens da Renamo em Muabisa.

“Alguém disse que os homens da Renamo foram vistos a comprar cabrito no mercado para irem comer no interior do povoado”, disse-nos a fonte militar.

As forças governamentais dirigiram-se à referida zona, e quando chegaram indicaram-lhes o caminho que os supostos homens da Renamo teriam usado na sua retirada do mercado.

Só que durante a caminhada as tropas governamentais foram recebidas a tiros. “Dispararam contra nós. Tivemos que nos refugiar para percebermos de onde vinham os tiros, mas não foi possível porque os tiros não duraram acima de cinco minutos. Abrimos fogo contra eles, mas ninguém respondeu. Vimos que estávamos a gastar munições e parámos meia hora em silêncio e não ouvimos nada, daí decidimos regressar porque tínhamos alguns colegas com ferimentos em várias partes do corpo”, contou-nos a fonte.

A fonte disse ao Canalmoz que os feridos receberam primeiros socorros e foram evacuados no final do dia para o quartel da sub base naval localizada na cidade da Maxixe.

Polícia nega-se a falar do assunto

Em contacto telefónico com o porta-voz provincial da PRM em Inhambane, Vagumar Armindo, este recusou-se a falar sobre o confronto. “Nós como Polícia ainda não temos conhecimento sobre este caso, mas pode contactar as FADM para ter mais detalhes”, frisou.

Desconhecidos assassinam dois cidadãos na “Marginal”

Um episódio brutal deixou a zona da Costa do Sol arrepiada. Dois jovens que aparentavam ter 30 anos foram barbaramente assassinados no interior da viatura de marca Toyota Alteza, com a matrícula ABP-MP, em que se faziam transportar na manhã desta segunda-feira na Av. da Marginal, no bairro da Costa do Sol, arredores da cidade de Maputo.

Os dois jovens circulavam pela “Marginal” e de repente um carro com matrícula estrangeira aproximou-se destes e abriu fogo tendo os jovens morridos no local. Foram disparadas mais de 30 balas sobre a viatura dos dois jovens.

Estranhamente, a Polícia diz que os dois indivíduos assassinados estão ligados a uma quadrilha de raptores e que foi a Polícia que os matou. Curiosamente, no local não foi encontrada nenhuma arma, na posse dos supostos “bandidos”.

Desconhecidos assassinam dois cidadãos na “Marginal”
Desconhecidos assassinam dois cidadãos na “Marginal”

O porta-voz da Polícia, Arnaldo Chefo, presente no local do crime, disse que um dos jovens “assassinos” já era conhecido no mundo do crime.

Segundo Chefo, ainda na manhã de ontem os finados tentaram raptar um cidadão, mas quando se aperceberam da presença da Polícia soltaram a vítima e puseram-se em fuga. Até que numa perseguição foram alvejados mortalmente.

A perseguição, segundo Chefo, começou na Av. Major General Cândido Mondlane até à zona do Supermercado Marés, na Av. da Marginal.

Testemunhas dizem que assassinos estavam mascarados, numa viatura de matrícula estrangeira

Dois jovens que aparentavam ter 30 anos foram barbaramente assassinados no interior da viatura de marca Toyota Alteza
Dois jovens que aparentavam ter 30 anos foram barbaramente assassinados no interior da viatura de marca Toyota Alteza

Testemunhas no local, ouvidas pelo Canalmoz, dizem que não viram nenhum carro da Polícia, mas, sim, quatro homens armados e mascarados que se faziam transportar numa carinha de matrícula estrangeira. As testemunhas contam que os assassinos interceptaram a viatura dos finados e atiraram a queima-roupa, fala-se de mais de três dezenas de tiros de AKM. No local do crime foram encontradas muitas cápsulas de balas.

Matrícula estrangeira é “disfarce” da Polícia

Reagindo às declarações de testemunhas, segundo as quais a viatura dos atiradores não era da Polícia, Chefo disse que a Polícia às vezes trabalha à paisana.
Segundo Chefo, o uso da matrícula estrangeira faz parte do disfarce da Polícia para combater o crime.

Governo e Renamo entendem-se após três meses sem diálogo

As duas delegações estão de acordo sobre a presença dos observadores nacionais no diálogo político, nomeadamente, o bispo da Igreja Anglicana, Dom Dinis Sengulane, e o académico Lourenço do Rosário.

Retomaram ontem as negociações entre o Governo e a Renamo visando pôr fim à tensão político-militar no país. O executivo e a “‘Perdiz” entenderam-se e as duas partes já aceitam a presença de observadores nacionais. É, na verdade, o fim de três meses sem negociações. A Renamo voltou ontem ao Centro de Conferências Joaquim Chissano para retomar o diálogo político com o executivo sobre a actual situação do país.

Num breve encontro, as duas delegações chegaram, finalmente, a entendimento sobre a presença de Dom Dinis Sengulane e de Lourenço do Rosário como observadores nas conversações.

O ministro dos Transportes e Comunicações, Gabriel Muthisse, na qualidade de representante do Governo, disse minutos após o encontro com a sua contraparte que o espírito das duas delegações foi positivo, pois conseguiram, em curto espaço de tempo, entender-se em questões essenciais relacionadas à participação de terceiros no diálogo. “Esta é uma ideia que foi acordada pelas partes. Temos fé que o trabalho que vamos fazer a seguir é procurar acordar os critérios, os termos de referência da participação de terceiros, de observadores, que criará condições muito mais positivas para o avanço do diálogo”, explicou Muthisse.

Impressionado, o Governo elogiou a postura da delegação da Renamo e diz que esta mostrou uma atitude construtiva. Assim, acredita que “vamos tentar, nas próximas sessões, consolidar esse espírito, de modo a que isso tenha reflexos positivos na vida económica, social, política e cultural do nosso povo”, afirmou, explicando que “o mais importante é a participação de terceiros, de observadores. As duas partes sentarão para definir os critérios de participação desses terceiros. “Acho que a nossa expectativa, e creio que também é a da Renamo, não é ver quem ganhou ou perdeu. A nossa expectativa é que desse debate ganhem todos os moçambicanos. O nosso foco é que os moçambicanos ganhem, possam produzir e viver num clima de paz.”

Clubes agastados com Federação Moçambicana de Natação

Clubes agastados com Federação Moçambicana de Natação
Devido ao adiamento, alguns clubes correm o risco de não participar nesta competição.

A Federação Moçambicana de Natação adiou o nacional da modalidade, que deveria iniciar na passada quarta-ferira, na Piscina Raimundo Franisse, na cidade de Maputo.

Esta decisão não foi acolhida com agrado pelos clubes, principalmente por não terem sido comunicados atempadamente, isto é, só tiveram conhecimento 24 horas antes do adiamento.

Contactados pelo “O País”, os clubes Náutico, Universidade Pedagógica e Ferroviário da Beira, filiados à Associação Provincial de Natação de Sofala (APNS), e o Clube Tubarões de Maputo, filiado à Associação de Natação da Cidade de Maputo (ANCM), foram unânimes em repudiar esta decisão e mostraram o seu descontentamento pelos prejuízos.

Clubes agastados com Federação Moçambicana de Natação
Devido ao adiamento, alguns clubes correm o risco de não participar nesta competição.

“É triste porque recebemos muito tarde a informação. É desgastante não só para os treinadores, mas também para os atletas. Fizemos um trabalho de preparação em vão”, lamentou Jaime Timane, técnico-adjunto dos Tubarões de Maputo.

Clubes de Sofala Poderão não participar

Os clubes da Província de Sofala correm o risco de não participar na competição, caso a Federação de Natação não ajude a custear as despesas de transporte e acomodação.

Presidência da República diz que Moçambique está em paz

O porta-voz do Presidente da República diz que os ataques da Renamo podem ter outra classificação, menos a de instabilidade política.

Numa altura em que se intensifica o clima de tensão político-militar no país, a Presidência da República afirma que não há instabilidade política e Moçambique está em paz.

O porta-voz do Presidente da República reconhece a existência de ataques da Renamo, mas diz que os mesmos podem ter outra classificação, menos a de instabilidade política. “O nosso país está a viver a paz, está estável e as instituições estão a funcionar”, disse Edson Macuácua. O porta-voz falava, ontem, no anúncio da agenda do Presidente na 22ª sessão ordinária da Conferência dos Chefes de Estado e do Governo da União Africana, que decorre entre 30 e 31 deste mês, na sede da organização, em Addis Abeba, Etiópia.

Presidência da República diz que Moçambique está em paz
Edson Macúacua, porta-voz do Presidente da República

“Naturalmente que estamos preocupados com a situação de ataques em alguns pontos localizados. O Chefe de Estado está engajado na solução política e pacífica desta situação e continua aberto e disponível para diálogo”, explicou.

Agenda do Chefe de Estado em Addis Abeba

Durante a sua presença na capital da Etiópia, Armando Guebuza vai participar na reunião do Mecanismo Africano de Revisão de Pares, onde Moçambique vai partilhar a sua experiência de auto-avaliação e apresentar os progressos da actual da situação política, económica, social e cultural do país.

Morre deputado Danilo Ragú em Acidente de viação

Morreu na manhã de ontem Danilo Ragú, deputado da Frelimo, vítima de acidente de viação, que ainda feriu a esposa e mais dois filhos.

O trágico acidente ocorreu na Estrada Nacional número Um (EN1), no município da Manhiça, cerca de 80 quilómetros da cidade de Maputo. O jovem deputado morreu no local do acidente, sendo que o filho de oito anos, com quem seguia na viatura, sofreu graves ferimentos.

O carro da esposa, onde estavam mais duas pessoas, incluindo outro filho de quatro, também esteve envolvido no acidente, ferindo todos os seus ocupantes.

Os feridos foram evacuados para o posto de saúde da Manhiça, mas devido à gravidade dos ferimentos, foram transferidos para o Hospital Central de Maputo. O corpo de Danilo Ragú foi levado para a morgue do Hospital Central de Maputo, onde será submetido à autópsia.

As duas viaturas em que seguiam Danilo Ragú e a esposa ficaram destruídas.

Segundo a Polícia de Trânsito, o embate foi causado por um camião, quando tentava fazer uma ultrapassagem irregular.

Danilo Ragú foi eleito deputado da Frelimo pelo círculo eleitoral de Gaza, em 2009, juntamente com mais 15 colegas do partido. Na Assembleia da República, Ragú era membro da Comissão dos Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos e Legalidade. No partido, o malogrado era membro do Comité Central.

Chuvas já condicionam tráfego rodoviário na EN1 no centro de Moçambique

O tráfego rodoviário entre o Sul, o Centro e o Norte de Moçambique esteve interrompido desde a tarde de sábado (25) e a tarde de domingo (27) devido a força da água das chuvas, que caem na região centro de Moçambique, e que galgou um ponteca existente na Estrada Nacional nº1 (EN1), na região de Ripembe, na província central de Sofala. Em Inhambane algumas localidades estão isoladas e o Centro Operativo Distrital prepara-se para retirar populações em algumas regiões próximas ao caudal do rio Save que já está a transbordar.

Centenas de viaturas e cidadãos estiveram parados no rio Save, e outras centenas na região de Muxúnguè, impedidos de prosseguirem viagem pela EN1 devido a força da água das chuvas, que tem fustigado intensamente a região.

A água galgou única via terrestre que conecta os moçambicanos causando submergindo parcialmente uma ponteca.

Cerca das 16 horas deste domingo uma coluna de viaturas passou do Save em direcção a zona centro contudo viaturas ligeiras não puderam seguir viagem.

Inhambane em alerta

Mais a sul, no troço entre o Save e Pambarra, a EN1 também algumas secções cobertas pelas águas das chuvas que também inundaram as povoações circundantes.

Há indicação de danos em pontecas que ligam as localidades de Malindili e Tanguana, no distrito de Mabote, na província de Inhambane.

Na mesma província as autoridades de emergência preparam-se para retirar as populações que residem nas margem do rio Save que já começou a sair do seu leito.

Água da Namaacha “contaminada”

O Governo através do Ministério da Saúde, mandou encerrar a empresa Água da Namaacha – uma das principais fornecedoras de água engarrafada – e deu ordens para a retirada imediata da água que está a venda no mercado, devido a problemas graves no seu sistema de tratamento.

Quem pediu as análises da água vendida pela Água da Namaacha, foi a Direcção nacional da Saúde Pública, a pedido curiosamente da Presidência da República.

O Ministério da Saúde através da Direcção Nacional da Saúde Pública fez a colheita de 12 amostras de água engarrafada de 0.5L e 6 amostras de 1.5L e enviadas para o Laboratório Nacional de Higiene Água e Alimentos (LNHAA), para análises laboratoriais.

Água da Namaacha “contaminada”
Governo manda encerrar temporariamente a empresa e manda recolher água no mercado

Segundo os resultados documentados com a referência 2897/003/DNSP/2013, a que o CanalMoz teve acesso, da análise, foi constatado que “a empresa tem problemas de infiltração no tecto da sala de enchimento, para além de um funcionamento deficiente do sistema de drenagem com aguas espalhadas no soalho”.

Assim sendo, o Governo ordenou a retirada imediata das prateleiras das amostras da água engarrafada NAMAHACHA com as referências seguintes:

Igreja Católica distancia-se da marcha de exaltação a Guebuza

A Igreja Católica diz não reconhecer a pessoa que participou da marcha de lavagem de imagem do chefe de Estado, Armando Guebuza, e que leu uma mensagem de saudação em nome daquela instituição. Em entrevista à Agência Lusa, o porta-voz da igreja disse que a Igreja Católica está surpreendida com o facto de uma pessoa ter falado, sem mandato, em seu nome, numa marcha de exaltação do presidente moçambicano, Armando Guebuza, realizada no passado sábado 18 de Janeiro.

Várias organizações, incluindo entidades religiosas, leram mensagens de louvor aos feitos de Armando Guebuza, que termina este ano o último dos dois mandatos na chefia do Estado moçambicano. Em declarações à Lusa, o porta-voz da Conferência Episcopal de Moçambique (CEM), que congrega os bispos católicos moçambicanos, João Nunes, disse que a Igreja Católica está surpreendida com o facto de uma pessoa ter lido uma mensagem em nome da entidade, porque a igreja declinou o convite para participar na marcha. “Não é tempo para exaltar feitos de quem for, porque a tensão político-militar está a levar muito sofrimento às famílias moçambicanas. Os feitos vêem-se por si, não se exaltam”, disse João Nunes, que é também bispo auxiliar de Maputo. João Nunes adiantou que a Igreja Católica está a empreender diligências para apurar a identidade da pessoa que falou em nome da organização, para evitar que se repitam situações do género no futuro.”Estamos a averiguar, internamente e junto de outras igrejas, se algum padre ou pastor terá falado em nome da Igreja Católica. Nós não mandámos para lá ninguém”, afirmou João Nunes.

Presidência da República não revela quanto custou o novo edifício

A Presidência da República conta desde a última sexta-feira com novo edifício. Trata-se de uma majestosa infra-estrutura construída de raiz com o financiamento do governo chinês. À Imprensa não foi revelado o valor da empreitada. Os jornalistas tentaram por todas as vias saber, mas ninguém revelou. Igualmente não foram avançados os detalhes do edifício, uma vez que foi vedada a presença da Imprensa enquanto decorria a apresentação dos compartimentos aos convidados.

Tudo o que se sabe é que o novo edifício da presidência contém três pisos, gabinete do presidente, sala do Conselho Consultivo da Presidência da República, sala do Conselho de Ministros e sala dos grandes actos. Sabe-se ainda que no edifício há um heliporto. A infra-estrutura foi inaugurada pelo chefe de Estado moçambicano, Armando Guebuza.

Novo edifício da presidência
Novo edifício da presidência

Discursando na ocasião, Guebuza disse que o novo edifício vai servir de apoio ao Presidente da República.

O estadista moçambicano disse ainda que o edifício “deve herdar e elevar para novos patamares o histórico do povo moçambicano de bem servir, contribuindo para a concretização da agenda nobre de todos os moçambicanos” no País e no estrangeiro.

Conselho de Ministros vai funcionar na presidência

A grande novidade é que as sessões do Governo que decorriam no Gabinete do Primeiro-Ministro, com a entrada em funcionamento do novo edifício, passam a acontecer na Presidência da República.

Estiveram presentes na inauguração membros do Governo, dirigentes de instituições de soberania, diplomatas, entre outros convidados.

STAE prevê inscrever 200 mil potenciais eleitores

Arranca oficialmente a partir do dia 30 de Janeiro corrente até ao próximo dia 14 de Abril a actualização do Recenseamento Eleitoral à escala nacional, com vista às eleições de 15 de Outubro. O Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE) na capital do País prevê recensear 200 mil potenciais eleitores.

Para o efeito, foi lançada no passado sábado (25) a campanha de educação cívica eleitoral para sensibilização dos munícipes com 18 anos completos ou mais, e os que vão completar até à data das eleições, a afluir aos postos de recenseamento eleitoral.

O lançamento da campanha teve lugar no distrito municipal de Nlhamankulu e foi dirigido pelo presidente da Comissão Provincial de Eleições da cidade de Maputo (CPE), Victor Manuel.

Dirigindo-se aos presentes, Manuel explicou a importância do recenseamento, destacando que é através deste processo que os moçambicanos poderão escolher os dirigentes do País.

Para a capital do País, o STAE diz estarem mobilizados 540 brigadistas, distribuídos em 180 postos.

Apenas 2% dos moçambicanos têm saldo positivo nas suas contas

Apenas 2% dos moçambicanos é que têm saldo positivo nas suas contas bancárias, segundo resultados de um estudo sobre orçamento familiar, feito pelo Instituto Nacional de Estatística. O Estudo foi divulgado na passada sexta-feira pelo Banco de Moçambique (BM) na cidade da Matola, no decurso do seu trigésima oitavo Conselho Consultivo.

O estudo, de acordo com o governador do Banco de Moçambique, Ernesto Gove, tinha como principal objectivo medir a capacidade de poupança dos moçambicanos tendo em conta a sua importância para a realização de investimentos tanto a nível familiar bem como na economia nacional.

No total, o estudo, de acordo com o BM, abrangeu 10.790 agregados familiares distribuídos proporcionalmente por 1.060 áreas das zonas rurais e urbanas das três regiões nacionais, nomeadamente: norte, centro e sul, tendo constatado que dos cerca de 24 milhões de habitantes existentes em Moçambique 98% tinham soldos negativos nas suas contas bancárias, ou seja, não tinham poupança.

O mais grave, de acordo com os dados, é que mesmo dos 2% dos moçambicanos com saldos positivos só depositam apenas 0,02% dos seus rendimentos, o que significa que mesmo aqueles que têm capacidade de poupar, poupam muito pouco.

O fraco rendimento da maioria da população moçambicana é apontado pelos resultados do estudo como a principal razão desta triste realidade.
Ainda segundo o estudo, esta situação fica a dever-se também ao fraco nível de escolaridade da maioria dos moçambicanos.

Pessoas do nível básico poupam mais do que os do superior

Curiosamente, apesar de os resultados do estudo indicarem que as pessoas de baixo nível escolar pouparem pouco, por outro lado os mesmos revelam que as pessoas de nível superior poupam menos do que as de nível básico.

O facto de as pessoas de nível superior terem mais alternativas para poderem fazer os seus investimentos, através de empréstimos bancários, uma vez que os seus rendimentos mensais são superiores e por via disso permite-lhes ter acesso ao financiamento bancário com facilidade, é apontado pelo estudo como a principal razão desta curiosa realidade.

Em termos de idade, o estudo refere que as pessoas de idades compreendidas entre 18 e 30 anos poupam mais do que os de idades entre 31 e 45 anos.

No que concerne à localização, o estudo indica que as pessoas que vivem nas zonas urbanas poupam mais do que as que residem nas zonais rurais.

Esta situação, de acordo com os dados, fica a dever-se ao facto de as zonas rurais terem uma fraca cobertura da rede bancária, razão pela qual os residentes destas zonas terem poucas alternativas para depositar as suas poupanças.

Tragédia de Tsalala: Sobrevivente morre no leito hospitalar

A única sobrevivente do acidente que vitimou quatro crianças, no bairro de tsalala, na tarde de quarta-feira, morreu no leito hospitalar.

Lúcia da Conceição, mãe de três das quatro crianças, teria sido evacuada, no dia do Sinistro, para o centro de saúde de Tsalala donde posteriormente foi transferida para o Hospital Geral José Macamo.

Fonte familiar contou à nossa Reportagem que, devido a gravidade dos ferimentos, desta unidade foi encaminhada para a urgência do Hospital Central de Maputo, tendo perdido a vida a caminho desta unidade sanitária.

Entretanto, os familiares, que terminaram a fatídica quarta-feira seguros de que ela estava nos serviços de reanimação do Hospital Central de Maputo, só souberam da morte ao início da tarde de ontem.

O sinistro que chocou o bairro de Tsalala e não só, deu-se cerca das 14 horas de quarta-feira, quando Lúcia da Conceição e quatro menores, de idades entre os cinco e 16 anos, encontravam-se sentados na sombra de uma mafureira ao lado das ruínas de uma casa situada próximo do Círculo do bairro.

Ao que constatamos, o perigo esteve à vista há vários anos pois, a casa apresenta rachas profundas nas várias paredes que a compõem. É uma destas divisões que acabou lhes vitimando.

Entretanto, a família conviveu durante este tempo com a situação de tal modo que continuava a ter as proximidades da infra-estrutura como local ideal para o repouso e/ou para as brincadeiras da pequenada, até que a tragédia se abateu sobre eles.

O dia ia normalmente, com a senhora a cuidar dos seus afazeres e os petizes, nomeadamente Ângela da Conceição, de 16 anos, Teresa da Conceição (oito), Valdemiro Fumo (sete) e Hélder Biosse (cinco), nas suas brincadeiras quando repentinamente a parede, de alto a baixo, foi sobre eles. As primeiras três vítimas são irmãs e a quarta um primo, filho da irmã de Luísa.

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