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Terça-feira, Abril 28, 2026
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Ministra da Justiça tenta explicar a fuga de 71 reclusos em Mieze

O Ministério da Justiça veio nesta terça-feira tentar esclarecer o caso da fuga de 71 reclusos da Penitenciária de Mieze na província de Cabo Delgado, publicado pelo Canalmoz em Junho do ano passado.

Em comunicado de Imprensa, o gabinete da ministra da Justiça, Benvinda Levi, explica que na sequência da evasão dos 71 reclusos condenados – registado no Centro Prisional de Mieze – foi aberto um processo contra funcionários que estavam em serviço na data dos factos, que culminou com a demissão de um agente identificado como Henriques Tauaia.“Foi aberto um inquérito contra os funcionários em serviço na data dos factos, o qual foi convertido em processo disciplinar que culminou com a aplicação da pena de demissão ao agente de nome Henriques Tauaia, aspirante a oficial dos serviços correccionais por ter negligenciado a sua função”, lê-se no comunicado.O documento refere que foi igualmente movido um processo-crime contra o mesmo agente no qual foi condenado a seis meses de prisão que convertida em multa. É que, segundo o Ministério da Justiça, na data dos factos, o agente em causa, desempenhava a função de chefe de permanência, e abriu as portas das celas para que os condenados beneficiassem de banho de sol, “sem observar as regras de segurança”.

O Canalmoz sabe que o agente ora demitido já recorreu da decisão da ministra Benvinda Levi ao Tribunal Administrava e junto do presidente da Republica, Armando Guebuza, entidades dos quais aguarda resposta.

Como tudo aconteceu?

Pelos menos 71 reclusos todos eles condenados que se encontravam encarcerados no Centro Prisional de Mieze, a cerca de 20 quilómetros da cidade de Pemba, província de Cabo Delgado, evadiram-se das celas por alegada negligência de agentes que se encontravam em serviço e na direcção daquele centro, bem como do mau estado das instalações prisionais.

Dos 71 reclusos que fugiram na ocasião da cadeia um deles viria a ser encontrado estatelado e sem vida nas matas do posto administrativo de Mieze, depois de ter sido atingido por balas disparadas pelos agentes da guarda prisional no momento da perseguição.

Cadeado danificado 33 dias antes da fuga

Contrariamente à explicação dada pelo Ministério da Justiça, uma outra justificação dada pelo oficial Henrique Tauaia sobre a fuga dos 71 reclusos, mas que não foi levada em conta no referido inquérito que “ditou processos disciplinares e demissões”, foi de que o cadeado do portão n.2, também considerado posto n.5, por onde todos os reclusos saíram, estava danificado na altura da fuga há 33 dias com conhecimento do director do centro, director da Cadeia Provincial de Pemba e seu adjunto, bem como dos comandantes do centro e da cadeia provincial.

Naquele centro, na altura da fuga estavam afectos 33 agentes prisionais divididos em 3 turnos (11 cada turno), dos quais apenas 6 estavam presentes no dia da evasão.
Apesar da fuga, a carta refere que mesmo com desfalque de efectivos e a condição precária de segurança do portão, o agente da Acção Social, Damásio Manuel Massuba, que teria imposto o banho de sol que permitiu a fuga dos reclusos, não foi ouvido, muito menos foram ouvidos no processo o director e o comandante daquele centro prisional para darem explicações da danificação do cadeado que já durava 33 dias com o seu conhecimento.

Ministério da Justiça furta-se a esclarecer as mortes por fome

Na nota de Imprensa enviada ao Canalmoz, o Ministério da Justiça não esclarece nem menciona a questão da alegada morte de 16 reclusos na mesma penitenciária por causa de fome. Lembre-se que ainda em Mieze, outros 16 reclusos teriam morrido por causa de fome.

São eles nomeadamente, (1) -Joaquim Ntumuke, (2)-Bacar Abdala, (3)-Miguel Kayatole, (4)-Nafasse Anlaue, (5)-Cassiano Luís, (6)-Raisse Bisaide, (7)-Mustafá Sumail, (8)-Pedro Almeida e (9)-Assane Saide, (10)-Bacar Morane, também conhecido por Negro, (11)-Nivero Wonene, e (12) -Cosme Chino Cuadao, falecidos de Janeiro a Marco de 2013 e (13)- Januário Lourenço, no dia 26 de Abril, (14)-Mundo Mutuli, no dia 23 de Maio, (15)-Elias Maurício e no dia 4 de Junho em curso (16)-Sofre Manuel, que morreram em 4 de Abril do mesmo ano.

Evasão de outros 13 reclusos

Por outro lado, o Ministério da Justiça não esclareceu, muito menos fez a menção da fuga de outros 13 reclusos no ano passado no Centro Prisional de Nhamanhumbire, no distrito de Montepuez, na província da Cabo Delgado.

Sabe-se que ainda no ano passado, fugiram por negligência cerca de 13 reclusos no Centro Prisional de Nhamanhumbire, distrito de Montepuez.

A fuga deu-se em Junho do ano passado num sábado, coincidindo com a deslocação de visita à cidade de Pemba do director Nacional Substituto de Segurança.

Uma versão dos funcionários ouvidos na província de Cabo Delgado dava conta que a fuga teria sido facilitada pelo facto das instalações não serem apropriadas, dado que a planta concebida foi alterada por uma outra, “permitindo o desvio de dinheiro destinado à construção daquele centro prisional”.

De acordo com uma carta do aspirante a oficial Henrique Tauaia, enviada às entidades acima mencionada e agora dado como demitido, os reclusos fugitivos são eles, Gildo Daud, Sufo Salimo, Mpaque Língua, Diogo Fernando, Carvalho Constantino, Faque Juma, Sergio Orlando, Inácio Martins, Feliciano Xavier, Rafael Constantino, Box António, Abel Martins e Adriano Matensa, todos eles até agora em parte incerta.

Na ocasião, o assunto teria sido levado ao conhecimento da ministra da Justiça, Benvinda Levi, bem como do presidente da República, Armando Guebuza, do procurador-geral da República, Augusto Paulino, do provedor da Justiça, José Abudo, do vice-ministro da Justiça, Alberto Nkutumula, da Comissão Central da Probidade, e do Tribunal Administrativo, que em nada actuaram.

Munícipes dos bairros de Khongoloti e 1º de Maio expostos à imundice total

Os residentes dos bairros do município da Matola estão expostos à imundice total. É que as principais ruas dos bairros de Khongoloti e 1º de Maio, posto administrativo de Infulene, estão cheias de lixo que provoca cheiro nauseabundo, constituindo, assim, um atentado à saúde pública.  Há três semanas que o carro de recolha de lixo não entra nestes bairros.

Esta quinta-feira, em contacto com o Canalmoz o edil interino da Matola, António Matlhaba, disse que os munícipes devem dirigir-se ao município para expor os seus problemas e não recorrer à Imprensa.

No terreno, se não forem tomadas medidas urgentes para a remoção destes resíduos sólidos – com a previsão de chuvas nos próximos dias – poderão eclodir doenças diarreicas e cólera. Este é somente um exemplo, também se fala de remoção de lixo noutros bairros como Zona Verde, Dlavela e T-3.

No que concerne à concentração de lixo, a Avenida de Khongoloti, que sai da Zona Verde até Mercado Khongoloti, terminal de transporte semi-colectivo de passageiros, vulgo “chapa”, apresenta-se com maior número de sacos de rafia, plásticos e latas com lixo. A rua que parte de Licuacuanine, vulgo “cajueiros”, até Mapandane. Mapandane, a norte faz limite com o bairro de Nkobe e a sul o bairro de Dlavela. A rua Fidel Castro, que liga o bairro 1º de Maio aos bairros de Intaka e Mathemele, é outra que está cheia de lixo.

Júlio Samussone, residente do 1º de Maio, disse que o carro começou a entrar algumas semanas antes da campanha eleitoral para eleições autárquicas.

“Há três semanas que a viatura não se faz ao terreno. As ruas estão cheias de lixo. Os remoinhos de ventos estão a espalhar os papéis, plásticos e cinzas. Pagamos taxa de lixo e a viatura não passa por aqui”, desabafa Júlio Samussone, morador do bairro 1º de Maio. Acrescentou que as ruas estão cheias de lixo. As crianças longe de perigo que correm, brincam com o lixo.

Promessas não cumpridas

Outro município que falou ao Canalmoz é António Nhassavele que disse que o Conselho Municipal não está a honrar com o compromisso assumido aquando da campanha que visava desencorajar os residentes a não abrir covas nas ruas para enterrar o lixo.

“Deixamos de abrir covas nos quintais, mas o lixo está em todo o bairro. Isto representa um atentado à nossa saúde”, disse alertando que as crianças já estão a brincar com lixo e é urgente que o pessoal da Saúde seja informado sobre esta situação.

“Cortam-nos dinheiro para a taxa de lixo. A recolha de lixo não é favor. É dever do município. As ruas estão parceladas e os munícipes vão depositar lixo onde foram indicados”, disse.

“Quando vimos este carro a entrar pela primeira vez desconfiamos que estivéssemos perante a pré-campanha. No cajueiro, Mercado, Licuacuanine, Conuelene e Fidel Castro há muito lixo. Recomeçamos a fazer covas para enterrar lixo”, disse.

Matlhava convida munícipes ao seu gabinete

O presidente interino do Conselho Municipal da Matola, António Matlhava, ontem em contacto com o Canalmoz desqualificou as preocupações dos munícipes que se queixam sobre o lixo nestes bairros.

“Os munícipes devem deixar de queixar-se ao jornal, e dirigir-se ao Conselho Municipal para expor seus problemas”, disse e desligou o seu telemóvel.

Homens armados atacam Guarda Fronteira e ferem quatro agentes em Moatize

Homens armados supostamente da Renamo, atacaram na madrugada desta quinta-feira, o posto da guarda fronteira no posto administrativo de Nkondedzi, distrito de Moatize, província de Tete, e feriram quatro agentes que se encontravam a trabalhar. Desde o passado dia 17 de Janeiro foram vistos supostos homens armados da Renamo a circular naquela região.

Orlavino Supinho chefe da Localidade de Nkondedzi, quando contactado pelo CanalMoz, recusou-se a falar sobre o assunto remetendo-nos à polícia. “Não falo mais nada, procure a Polícia” disse. Uma fonte da Policia disse ao CanalMoz que, o chefe da Localidade de Nkondendzi, Orlavino Supinho, tem estado a sofrer pressão por parte do Governo por ter dado entrevistas aos órgãos de informação a confirmar a presença de homens armados supostamente da Renamo.

PRM não confirma ataque

A porta-voz da PRM em Tete, Diolinda Matsinhe em entrevista ao Canalmoz, não confirmou o ataque tendo apenas dito a força está no terreno a trabalhar.

MDM: “Faltou coragem ao Conselho Constitucional para declarar a derrota da Frelimo”

O Movimento Democrático de Moçambique (MDM) não concorda com a decisão do Conselho Constitucional (CC) de anular a votação, e defende que no lugar de apenas invalidar os resultados proclamados pelos órgãos eleitorais, devia declarar o MDM vencedor do processo, porque aquele partido entregou todos os editais que provam a sua vitória e do seu candidato.

José de Sousa, mandatário da candidatura do MDM para o processo de 20 de Novembro passado, disse que o argumento de extemporaneidade levantado pelo CC não faz sentido porque os órgãos eleitorais a nível da província da Zambézia tiveram a reclamação dentro do prazo e simplesmente rejeitaram-na alegando o princípio de impugnação prévia.

Mesmo sabendo que as decisões do Conselho Constitucional são irrecorríveis, o MDM diz-se inconformado com a deliberação e acusa o CC de falta de coragem em declarar a derrota da Frelimo e a vitória do partido do “galo”.

Por sua vez, o partido Frelimo, através do seu antigo porta-voz, Edson Macuácua, diz “respeitar” a decisão do Constitucional. “As decisões do Constitucional não são passíveis de recurso e nós respeitamos a decisão tomada pelos juízes”, disse Edson Macuácua afirmando que o partido vai preparar-se para a repetição do processo.

Frelimo e MDM prontos para nova votação no Gurúè

O Partido Frelimo e o Movimento Democrático de Moçambique (MDM), os dois partidos mais votados nas autárquicas do ano passado, afirmam-se preparados para disputar a eleição a Presidente do Município da Cidade de Guruè e dos respectivos assentos da Assembleia Municipal.

As eleições autárquicas realizadas a 20 de Novembro do ano passado, que tiveram lugar naquele município da província da Zambézia, foram ontem anuladas pelo Conselho Constitucional, depois de detectadas várias irregularidades e ilícitos eleitorais.

A anulação desta eleição foi anunciada pelo presidente do órgão jurídico-constitucional, Hermenegildo Gamito, quando procedia à apresentação do Acórdão da instituição que dirige relativo às eleições autárquicas realizadas no ano passado nas 53 autarquias nacionais.

Os resultados divulgados pela Comissão Nacional de Eleições em torno da votação realizada em Guruè a 20 de Novembro último davam vitória à Frelimo e ao seu candidato à presidência da autarquia. Com efeito, a Frelimo tinha 50.11 por cento dos votos validamente expressos e o Movimento Democrático de Moçambique 49.88 por cento.

No que tange à eleição presidencial, Jahanquir Jussub, candidato do partido do “Batuque e Maçaroca” conseguira juntar 50.49 por cento dos votos válidos e o concorrente do MDM, Orlando Janeiro, reunira 50.20 por cento do universo dos votos.

OBTER O MELHOR RESULTADO

O SECRETÁRIO para a Formação e Quadros do Comité Central do partido Frelimo, Edson Macuácua, afirmou ontem que a sua formação política irá trabalhar no sentido de obter o melhor resultado possível na repetição das eleições no município de Guruè.

Falando momentos após a validação e proclamação dos resultados das autárquicas de 20 de Novembro pelo Conselho Constitucional, Macuacua escusou-se a pronunciar-se sobre se a Frelimo irá concorrer outra vez com Jahanquir Jussub para a disputa da presidência daquele município da província da Zambézia.

“Analisaremos esta questão em sede própria e em momento oportuno vamo-nos pronunciar sobre o assunto”, afirmou Macuácua.

Na ocasião, o representante da Frelimo na cerimónia de validação dos resultados da votação de 20 de Novembro fez questão de afirmar que a sua formação política respeita a decisão do Conselho Constitucional de anular a eleição em Guruè.

“A Frelimo é um partido percursor do Estado de Direito Democrático, por isso respeita a Constituição, respeita dos órgãos e, face a esta decisão, o partido vai-se reorganizar de modo a participar nas eleições do município de Guruè de modo a obter o melhor resultado possível”, frisou a fonte.

Sobre o processo eleitoral do ano passado, no seu todo, Edson Macuácua começou por felicitar o povo moçambicano, em geral, e os munícipes das 53 autarquias, em particular, pela sua participação ordeira, pelo espírito cívico, de cidadania e pela cultura democrática demonstradas ao participar nestas eleições.

“Também desejamos agradecer o voto de confiança depositado no partido Frelimo e seus candidatos, e garantir que as promessas apresentadas durante as eleições autárquicas serão cumpridas, isto em conformidade com a palavra de ordem segundo a qual “quando a Frelimo promete, cumpre”, disse, para depois acrescentar que a Frelimo também faz questão de saudar todos os intervenientes do processo eleitoral, desde o próprio Conselho Constitucional, passando pelos órgãos de administração eleitoral, os partidos políticos até às organizações da sociedade civil, órgãos de comunicação social e as forças da Lei e Ordem que deram a sua contribuição para que este processo fosse coroado de êxito.

“Este foi um processo eleitoral que contribuiu para o aprofundamento e consolidação do Estado Democrático. É um processo eleitoral que demonstra, mais uma vez, que Moçambique continua a caminhar para a frente, continua a ser um exemplo paradigmático neste processo de aprofundamento do Estado Democrático”, enfatizou, demonstrando satisfação pelos resultados obtidos pelo seu partido.

Refira-se que o partido Frelimo foi ontem proclamado vencedor das eleições autárquicas de 2013 em 49 dos 53 municípios, quer na corrida para a presidência, quer obtendo maioria na respectiva assembleia municipal.

Jogos da Lusofonia: Um divertimento para “amamentar” a vergonha

A cidade indiana de Goa é palco, desde o passado dia 18 do mês em curso até à próxima quarta-feira (29), da terceira edição dos Jogos da Lusofonia. Moçambique viajou àquele país asiático com uma delegação composta por 102 pessoas, 80 das quais atletas e treinadores, sendo que o número remanescente é constituído por dirigentes.

O @Verdade dirigiu-se à sede do Comité Olímpico de Moçambique (COM) na esperança de conhecer os nomes dos membros da delegação moçambicana que, através do tesouro público, se deslocou a Goa para participar na terceira edição dos Jogos da Lusofonia.

Para o nosso espanto, a resposta dada pelo COM é incrível: “Não temos ordens para dar essa informação sem o consentimento do presidente e do chefe da Missão Moçambique. Se quiserem a relação nominal falem com eles. As ordens que deixaram são claras: não podemos dar esta lista. Porém duvidamos que vos forneçam ou, até mesmo, que vos respondam por se tratar de um assunto interno e que diz respeito somente ao COM”, disseram dois funcionários daquele organismo com quem conversámos.

Ainda assim, uma das fontes, que solicitou o anonimato por temer represálias, revelou que a delegação moçambicana é composta por um total de 102 elementos, dos quais 80 são atletas e treinadores, e os remanescentes dirigentes, entre eles o ministro e quadros seniores do Ministério da Juventude e Desportos, membros da direcção do COM, presidentes e secretários-gerais de várias federações desportivas nacionais. “Há jornalistas que também foram na boleia do comité”, revelou.

Uma delegação desnecessariamente volumosa

Num total de 739 atletas em representação de doze países lusófonos e convidados (uma média de 61 por cada país) que por sua vez vão disputar 693 medalhas, Moçambique detém a delegação mais volumosa, depois de Macau, que conta com um total de 80. A mesma está dividida pelas modalidades de atletismo, basquetebol, futebol, judo e voleibol.

O Brasil, conhecido como a maior potência desportiva da lusofonia, decidiu “ignorar” estes “Jogos” levando para Goa uma delegação constituída apenas por sete atletas, o que torna a prova menos competitiva e pouco interessante sob o ponto de vista de ganhos desportivos. Portugal preferiu enviar atletas dos escalões de formação para a Índia.

Curiosamente, há provas colectivas em que competem apenas dois países, o que torna óbvia a conquista de medalhas, factor que terá motivado o país a exagerar no número de atletas com o simples propósito de “vender” uma falsa imagem de que em Moçambique se pratica um desporto profissional e bastante competitivo.

No que diz respeito a delegações, como se referiu anteriormente, Moçambique tem o segundo maior de atletas com 80, atrás dos chineses de Macau com 112, mais cinco do que o número de angolanos presentes nesta terceira edição dos Jogos da Lusofonia. O Sri Lanka, na qualidade de convidado, conta com 62 participantes, seguido por Portugal com 56, São Tomé e Príncipe e Cabo Verde com 35, Guiné-Bissau com 29, Timor Leste com 26, Guiné Equatorial também convidada com 20 e Brasil com apenas sete.

Moçambique ganha duas medalhas óbvias!

As duas selecções nacionais de voleibol conquistaram, na última terça-feira (21), medalhas de prata e de bronze. Porém, como já foi mencionado, os torneios desta modalidade não tinham mais do que três países a competir, o que tornava óbvio o triunfo de qualquer equipa.

Em masculinos, a equipa da Autoridade Tributária, que nestes Jogos da Lusofonia é apelidada de selecção nacional, subiu ao pódio para receber a medalha de prata, fruto de uma vitória diante do Macau e uma derrota frente aos anfitriões, a Índia. Sorte diferente teve a selecção feminina que perdeu todos os confrontos diante dos mesmos países, tendo conquistado a medalha de bronze.

Uma selecção amadora derrotou os “Mambinhas” na estreia

Em partida de estreia dos Jogos da Lusofonia, na modalidade de futebol, a selecção nacional de futebol de sub-20, os “Mambinhas”, perdeu diante da Índia-Goa por 2 a 1. Os adversários de Moçambique não jogavam há sensivelmente um ano. O seleccionador nacional, cumulativamente director do Gabinete Técnico da Federação Moçambicana de Futebol (FMF), Augusto Matine, teve vários motivos para ficar envergonhado ao começar com uma derrota nos Jogos da Lusofonia.

É que os goeses, que não jogavam uma partida de futebol desde os finais do ano 2012, juntaram-se há sensivelmente três semanas do arranque destas competições e com o propósito de fazerem o papel de anfitriões. Outro dado curioso deste conjunto da Índia é que nenhum dos seus atletas é jogador profissional, ou seja, ninguém tem clube. Todos são amadores, sendo que alguns desempenham funções de motoristas de táxi e de funcionários públicos.

A vitória dos goeses, por 2 a 1, deu-se na primeira jornada da fase de grupos. Na segunda, em que os dois conjuntos voltaram a defrontar-se visto que o grupo B tinha apenas duas selecções, Moçambique suou bastante para vencer por 1 a 0 e qualificar-se para as meias-finais, na segunda posição. Neste sábado (25), os “Mambinhas” vão medir forças diante do Sri Lanka, enquanto a selecção da Índia vai defrontar o São Tomé e Príncipe em partidas que vão definir os finalistas do torneio de futebol.

Os gastos são excessivamente chorudos

Em termos de gastos, de acordo com as contas feitas pelo @ Verdade, para custear duas passagens aéreas para um membro da delegação se deslocar a Goa e regressar a Maputo, o Comité Olímpico de Moçambique, um organismo que vive de fundos públicos, gastou 35. 395 meticais. Em termos globais, toda a comitiva irá consumir 3. 610. 290 meticais.

Só para garantir a viagem dos 22 dirigentes, o tesouro do Estado desembolsou 778. 690 meticais, o equivalente a 311 salários mínimos. Todos estes cálculos não englobam a estadia, a alimentação e o per diem dos 102 moçambicanos.

Justin Bieber preso por participar de corrida ilegal embriagado

Justin Bieber Preso
Justin Bieber sorri ao posar para a foto da sua ficha policial em Miami AP

O cantor está sob custódia no departamento de polícia de Miami Beach, onde realiza testes que determinarão o nível de álcool em seu sangue.

O cantor de música pop Justin Bieber, de 19 anos, foi preso nesta quinta-feira (23), nos Estados Unidos. Ele já se envolveu em várias confusões, mas dessa vez não escapou. Bieber foi preso às quatro da madrugada em Miami Beach, acusado de participar de uma corrida ilegal.

Segundo a polícia, o cantor estava embriagado, conduzindo uma Lamborghini com o dobro da velocidade permitida. Em entrevista, um oficial da polícia disse que Bieber admitiu que bebeu, fumou suruma e tomou remédios controlados.

Segundo o site TMZ, que obteve o boletim de ocorrência feito pela polícia, o cantor resistiu à prisão quando foi abordado por autoridades por dirigir acima da velocidade permitida. Além disso, Bieber estava com a carta de condução expirada.

Justin Bieber Preso
Justin Bieber sorri ao posar para a foto da sua ficha policial em Miami AP

O cantor canadiano Justin Bieber tem de pagar 2500 dólares para sair da prisão depois de esse ter sido o valor da fiança determinado por um tribunal.

Sequência de problemas de Justin Bieber

Nos últimos dois anos, ele foi acusado de conduzir em alta velocidade no condomínio onde mora, na Califórnia, de agredir um paparazzo, e de cuspir na cara de um vizinho.

A prisão é o mais novo episódio da série de escândalos envolvendo o astro adolescente. Ele foi acusado de atirar cerca de 20 ovos na casa de um vizinho, em Los Angeles. Em seguida, a polícia da Califórnia fez uma busca na sua casa e uma pessoa foi presa por posse de drogas. Pessoas ligadas ao cantor dizem que ele próprio anda abusando de substâncias tóxicas. Nesta quarta-feira, a mãe do cantor, em entrevista, pediu orações para seu filho, que estaria sendo corrompido pela fama.

Segundo vizinhos de Bieber, o popstar dirige como um louco pelas ruas de Casabalas e promove festas numerosas que duram até de manhã.

Em Novembro, no Brasil, Justin foi fotografado saindo de um bordel com duas prostitutas. Depois, ele foi expulso do Copacabana Palace, onde estava hospedado, e, dias mais tarde, foi encontrado pichando um muro no bairro de São Conrado. Em Buenos Aires, o músico usou o pedestal do microfone para varrer uma bandeira da Argentina do palco.

Governo vai entregar para gestão privada cinco troços rodoviários do Sul ao Norte de Moçambique

Os troços das estradas Matola-Boane, Marracuene-Lindela, Nampula-Nacala, Vanduzi-Changara e Monapo-Ilha de Moçambique foram identificados como sendo prioritários para passarem a gestão privada, supostamente para garantir a sua manutenção, onde os utentes passarão a pagar portagem para nelas transitarem.

Segundo o ministro das Obras Públicas e Habitação, Cadmiel Muthemba, estas são as estradas a serem concessionadas a privados nesta primeira fase, sendo que posteriormente deverão ser consideradas outras atendendo o ritmo de crescimento da rede viária.

O titular da pasta das Obras Públicas e Habitação explicou que o crescimento da rede viária no país impõe como um dos principais desafios a manutenção, razão pela qual a concessão a privados surge como uma alternativa sustentável.

Durante os últimos anos, segundo Muthemba, o Governo tem vindo a investir avultadas somas na construção e reabilitação de estradas, o que faz com que as exigências de manutenção de rotina e periódica também aumentem significativamente.

O processo para a concessão destas estradas já está em curso, devendo ser concluído em breve, devido a importância que a manutenção das estradas assume para garantir a sua longevidade. É neste quadro que o Executivo já identificou “parceiros potenciais” interessados na concessão das referidas estradas no sistema de portagens mediante modalidades a aprovar previamente no âmbito das parcerias público-privadas.

Na óptica do Governo, a introdução de portagens vai permitir, além das receitas tanto para o Estado como para o operador privado, impedir a circulação nos troços em questão de camiões com excesso de carga, uma das razões que concorrem para a rápida degradação das estradas em Moçambique.

A ideia das autoridades governamentais é concessionar a operadores privados o maior número possível de estradas a fim de aplicarem as verbas que actualmente orientam para a sua manutenção em projectos de desenvolvimento rural.

A passagem da gestão daquelas vias a privados é a estratégia encontrada pelo Governo para a manutenção de padrões altos de circulação e supostamente contribuindo para a melhoria da segurança rodoviária.

Contudo a experiência da portagem, pelo menos na Estrada Nacional nº4, que liga Maputo a Ressano Garcia, a primeira estrada sob gestão privada no país, não tem sido muito satisfatória para os automobilistas que são obrigados a pagar um elevado custo de portagem mas mesmo assim transitam numa via com buracos, sinalização deficiente e nenhuma alternativa de estrada sem custos, mesmo que precária.

Mais 30 salas de aulas destruídas pelas chuvas em Nampula

Um total de trinta salas de aulas, na sua maioria de construção precária, ficaram totalmente destruídas nos distritos de Murrupula e Lalaua, província de Nampula, como consequência das chuvas acompanhadas de ventos fortes que se fizeram sentir no último fim-de-semana.

Assim, sobe para 166, o número de salas de aulas destruídas pelas chuvas que caem nos últimos dias um pouco por toda a província, o que, segundo Virgínia Malauene, delegada provincial do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC), não vai afectar a abertura do ano lectivo, uma vez que as estruturas governamentais estão a trabalhar no sentido de repô-las.

De acordo com a delegada, uma equipa do INGC encontra-se nos locais afectados com vista a identificar as necessidades de cada distrito para a necessária reposição dos danos.

A nossa entrevistada acrescentou que o distrito de Murrupula lidera a lista dos mais afectados pelas enxurradas, sendo que maior parte das salas de aulas ficaram completamente danificadas. Refira-se que a nível da cidade de Nampula, mais de 500 casas ficaram destruídas pelas últimas chuvas.

Jovem agride esposa grávida até à morte em Maputo

Uma cidadã que em vida respondia pelo nome de Cíntia dos Anjos, de 26 anos de idade, e que estava grávida de três meses, foi brutalmente espancada esta quarta-feira (22) pelo próprio marido, identificado pelo nome de Edmundo Edgar, de 30 anos de idade, residente no bairro do Aeroporto, na cidade de Maputo.

De acordo com Marília Ernesto, vizinha, o que originou a briga foi uma mensagem enviada do telemóvel de um vizinho para a vítima. “O Edmundo (marido) pegou no telemóvel da esposa e viu a mensagem. De seguida, começou a espancá-la. Ela teve hemorragia craniana, perdeu muito sangue e nem deu tempo para lhe levar ao hospital. Perdeu a vida no local”.

Segundo os vizinhos, o indiciado sempre foi violento, não sendo esta a primeira vez que agride a esposa. “Infelizmente, desta vez foi fatal”. Por outro lado, a mãe da malograda, Carlota Fumo, mostrou-se indignada perante a atitude do genro, dado que a vítima estava grávida de três meses.

“Não só matou a minha filha, como também matou o meu neto. É com muita pena que o nosso país não tem a prisão perpétua, porque pessoas que matam deviam apodrecer nas cadeias”, lamentou Fumo.

Neste momento, o indiciado encontra-se detido na 18ª Esquadra da cidade de Maputo

Jornalista intimidado por reportar alastramento da guerra a Moatize

O jornalista Aparício José Nascimento, proprietário e editor do jornal independente Malacha, publicado em Moatize, província de Tete, diz ter sido ameaçado na última terça-feira (21) pela administradora daquele distrito, Elsa da Barca, por ter veiculado informações sobre a presença de homens armados da Renamo naquele ponto do país alegadamente sem a consultar.

De acordo com Nascimento, a administradora exigiu que todos os jornais que já estavam nas bancas à venda desde segunda-feira (20), os quais deviam ser entregues no seu gabinete. Para além disso, “ela ligou ao Fungai Caetano (colaborador do jornal) por volta das 21 horas solicitando-o a comparecer, na companhia do editor, eu, neste caso, àquela hora para darmos explicações , ao que recusámos”.

Entretanto, quando contactada pelo @verdade nesta quinta-feira (23), a administradora Elsa da Barca refutou todas as acusações e disse que apenas perguntou ao jornalista a fonte da informação relativa à presença de homens armados da Renamo.

Curiosamente, a administradora só fez isso com o jornalista em causa, e não com os colaboradores da Rádio Moçambique e da rádio local, que também veicularam a mesma informação.

Nascimento avançou ao @verdade que receia ser expulso ou transferido para uma outra autarquia uma vez que, para além de jornalista e proprietário do Malacha, é funcionário público, estando a leccionar na Escola Secundária Heróis Moçambicanos, naquela vila municipal.

Refira-se que o jornal Malacha existe e circula em Moatize há cerca de quatro anos e tem o registo número 12/GABINFO/DEC-2012.

Banco Central prevê crescimento da economia nacional na ordem 8 por cento

O Produto Interno Bruto (PIB) vai registar este ano de 2014 um crescimento de 8 % no País, segundo a previsão do Banco de Moçambique (BM).

Os dados foram avançados esta quarta-feira na cidade da Matola pelo governador do BM, Ernesto Gove.

Os referidos 8 %, de acordo com os mesmos dados, revelam um incremento de 1 %, pontos bases percentuais em relação ao ano de 2013, em que o PIB registou um crescimento de 7 %.

Discursando na cerimónia de abertura do trigésimo oitavo Conselho Consultivo do BM, Ernesto Gove disse, igualmente, que a inflação anual em 2014 deverá atingir 5,6% e um nível de reservas internacionais que cubram pelo menos de quatro meses de importações de bens e de serviços não-factoriais.

E para atingir esta meta, o BM diz que vai continuar a privilegiar o uso de instrumentos de mercado visando uma expansão da base monetária numa variável operacional, não superior a 17,0% em linha com o crescimento nominal do agregado mais amplo de moeda e um incremento do crédito ao sector privado em redor de 17,4%.

O BM diz ainda que para a concretização das referidas metas vai também prosseguir com os esforços da bancarização da economia como forma de melhorar a inclusão financeira da população moçambicana, ao mesmo tempo que continuará a empreender os esforços visando a modernização permanente do sistema de pagamentos e o melhoramento da qualidade de serviços financeiros prestados ao público e respectivos preços.

No que concerne ao encontro que terá a duração de três dias e dividido em duas partes, sendo a primeira destinada a debater matérias inerentes ao funcionamento interno do BM, balanço e recomendações do anterior Conselho Consultivo.

Na segunda parte, isto é, no terceiro dia, em que contará com a presença dos principais parceiros do BM, nomeadamente: Governo, sector financeiro, privado, instituições académicas, organismos internacionais, comunicação social e público em geral, terá como principal tema “Determinantes da poupança em Moçambique”.

Segundo Ernesto Gove, trata-se de matérias actuais e oportunas, na medida em que a economia de Moçambique tem vindo a experimentar nos últimos anos transformações profundas na sua estrutura produtiva, propiciando o aumento da procura de recursos financeiros por parte de investidores nacionais e estrangeiros que visam responder às oportunidades de investimento que a economia oferece.

Crocodilos mataram 14 pessoas em Tambara

De Janeiro a Dezembro de 2013, 14 pessoas foram mortas e um número não especificado de animais foi dizimado por crocodilos no rio Zambeze, no distrito de Tambara, a norte da província de Manica.

Esta informação foi avançada pelo administrador do distrito de Tambara, Maurício Machumbo, que explicou que a morte destas pessoas ocorreu quando as mesmas encontravam-se junto ao rio em busca de água para consumo doméstico. Outras mortes deram-se quando as pessoas tomavam banho no rio.

Segundo Maurício Machumbo, “o número de mortes por crocodilos subiu bastante no ano de 2013, diferentemente de 2012. Em 2012, registou-se 11 mortes e três feridos graves, na região”.

Para minimizar a situação, o administrador distrital de Tambara disse que foram colectados mais de 4.600 ovos de crocodilos, uma acção levada a cabo pela empresa Crocodilos do Zambeze Limitada, entidade autorizada para o efeito pelo Governo moçambicano.

Refira-se que o distrito de Tambara registou em 2013, 33 casos de conflito homem-fauna bravia, o que causou o devastamento de culturas agrícolas diversas num total de 27 machambas em diversos pontos do distrito.

Funcionários da Saúde em greve por falta de salários em Jangamo

Os funcionários da Saúde no distrito de Jangamo, na província de Inhambane, não recebem seus salários há cerca de quatro meses, facto que os levou a paralisarem as suas actividades na última segunda-feira, 20 de Janeiro corrente, em protesto.

A directora distrital da Saúde de Jangamo, Maria Rafael, confirma o facto ao Canalmoz e diz que tudo será resolvido “ao longo desta semana”. Mas aquela dirigente declinou-se a explicar os motivos da demora no pagamento dos ordenados, desde Setembro de 2013.

Em declarações ao Canalmoz os funcionários disseram que o último salário que auferiram foi no mês de Setembro. O referido salário foi pago em Outubro do ano passado. O estranho é que ninguém explica aos funcionários a razão da demora, daí que decidiram mesmo parar de trabalhar e foram aglomerar-se defronte do edifício da direcção distrital da Saúde de Jangamo para pedir satisfações.

“Queremos nossos salários”, gritavam os funcionários em frente à direcção de saúde distrital. Dizem os funcionários que já contraíram dívidas insuportáveis e já não mais podem aguentar-se enquanto a situação não for resolvida. Quando à promessa da directora, dizem que não passa de uma resposta para ganhar tempo, porque já vem repetindo o mesmo discurso desde o ano passado.

CNE diz que foram detidos sete pessoas devido ao desvio de boletins em Angoche

Num ofício enviado ao Conselho Constitucional em resposta à solicitação deste órgão que exigiu explicação sobre a circulação de boletins de voto “pré-votados” em Angoche, a CNE admitiu que há evidências de que tais boletins possam ter circulado e que sete (7) pessoas foram detidas em conexão com o caso.

A CNE não menciona os nomes dos detidos e ainda diz que os mesmos foram soltos por ordens do Tribunal para aguardar o julgamento em liberdade que deverá acontecer em Março próximo.

No acórdão 01/CC/2014 onde consta esta informação, o Conselho Constitucional refere que a investigação da CNE ao incidente não foi adequada, e recomendou “a Comissão Nacional de Eleições para prosseguir e aprofundar, no âmbito da sua competência administrativa de supervisão, as diligências investigativas.” Se isso não for feito, “pode alimentar, no seio da opinião pública, especulações de diversa ordem, passíveis de afectar a desejável confiança do eleitorado na seriedade dos órgãos de administração eleitoral na sua actuação e, sobretudo, a credibilidade dos processos eleitorais”, refere o CC.

Conselho Constitucional anula votação de Gurué

O Conselho Constitucional (CC) invalidou os resultados eleitorais do município de Gurué, província da Zambézia, onde os órgãos eleitorais, deliberadamente, trocaram os resultados a favor da Frelimo e do seu candidato Jahanguir Jossub. Os juízes do “Constitucional” anularam a votação naquela autarquia, que deverá ser repetida em data a ser anunciada pela Comissão Nacional de Eleições (CNE).

Dados de contagem paralela feita pelos vários e pelo próprio Movimento Democrático de Moçambique (MDM) dão vitória àquele partido e ao seu candidato Orlando António Janeiro. Os órgãos eleitorais simplesmente trocaram os resultados e declararam vencedor a Frelimo e o seu candidato.

O MDM recorreu da decisão dos órgãos eleitorais junto do Conselho Constitucional tendo reunido todos os editais que provam a sua vitória. Só que o Conselho Constitucional decidiu não validar o recurso do MDM justificando a decisão com o facto de o MDM não ter cumprido prazos na impugnação dos resultados.

Diz o acórdão do “Constitucional” que o MDM recorreu contra os resultados divulgados pela Comissão Nacional, no dia 27 de Novembro de 2013 quando legalmente a denúncia deveria ter sido feita à Comissão Eleitoral do Distrito de Gurué até 24 de Novembro.

O Conselho Constitucional analisou o processo todo, tendo solicitado as actas e os editais da votação, e constatou aquilo que considerou de “irregularidades graves” que, na sua opinião, “influenciaram negativamente o processo”.

O CC constatou de entre várias as seguintes irregularidades: existência de mesas com dois editais, um dos quais original, elaborado pela Comissão Provincial de Eleições da Zambézia sem assinatura de qualquer membro da mesa, editais com números de votos ou votantes rasurados, editais com alteração de números totais de votos em branco introduzidos alegadamente sob autorização da Comissão Provincial de Eleições da Zambézia, editais com a ordem dos candidatos trocada. Da análise os juízes do “Constitucional’ constaram ainda a falta de editais de várias mesas.

Boletins de voto desaparecem misteriosamente

Com o objectivo de dissipar as dúvidas sobre a troca das posições relativas aos candidatos a presidente do município, o CC solicitou à CNE, entre outros, os boletins de voto das mesas nr 04038701, 04009606 e 04009503. Estranhamente, a CNE na entregou o material solicitado pelo CC, alegadamente, porque não foram achados na Comissão de Eleições do Distrito de Gurué.

Decisão final

Como o Conselho Constitucional não analisou o conteúdo da reclamação do MDM por extemporaneidade, decidiu com base nas irregularidades que detectou, invalidar todo o processo no município de Gurué, naquilo que é uma decisão histórica do órgão.

Assim, a votação deverá ser repetida numa data a ser anunciada pela Comissão Nacional de Eleições.

Estudante é acusado de transmitir HIV deliberadamente a mais de 30 pessoas

Polícia descobriu mais de 30 vídeos que mostram sexo desprotegido. O jovem de 22 anos foi preso e pode ser condenado a prisão perpétua.

Um estudante de 22 anos foi formalmente acusado pelas autoridades do estado de Missouri, nos Estados Unidos, por transmitir deliberadamente o vírus HIV. Mais de 30 pessoas podem ter sido contaminadas – a polícia descobriu dezenas de vídeos que mostram o acusando fazendo sexo desprotegido com diversas pessoas, segundo a emissora “KMOV”.

Michael “Tiger” Johnson foi acusado em Outubro por expor seus parceiros sexuais ao risco de se contaminar com o HIV. Recentemente, a polícia descobriu os vídeos que eram gravados pelo acusado.

Segundo a promotoria do contado de St. Charles, 32 vídeos com actividades sexuais do acusado foram encontrados. De acordo com o promotor Tim Lohmar, 31 pessoas diferentes, ainda não identificadas, são vistas nas imagens, feitas em um intervalo de quatro meses.

Estudante é acusado de transmitir HIV deliberadamente a mais de 30 mulheres
Michael “Tiger” Johnson ao ser preso nos EUA
(Foto: Divulgação/St Charles Police Department)

A maior parte dos vídeos foi feita no campus da Universidade de Lindenwood.

“É seguro dizer que a maior parte dos vídeos foi feita em seu quarto no alojamento. Sabemos disso porque é possível reconhecer os móveis”, disse o promotor.

As autoridades acreditam que os parceiros que foram registrados não sabiam que Michael é HIV positivo nem que a relação estava sendo filmado. Por isso, o promotor pediu que potenciais vítimas se apresentem imediatamente.

A universidade informou que vai auxiliar na identificação dos envolvidos.

O estudante foi preso, e se for condenado por transmitir HIV deliberadamente, poderá pegar a pena de prisão perpétua.

BM reúne-se em Conselho Consultivo

O Banco de Moçambique (BM) realiza a partir de hoje até próxima sexta-feira, na cidade da Matola, província de Maputo, o seu 38.º Conselho Consultivo.

Trata-se de um encontro cuja agenda principal é de apreciar questões de interesses relevantes para as actividades do banco e para a economia nacional.

Os primeiros dois dias serão reservados à discussão de temas de carácter interno e o terceiro, isto é, na sexta-feira será aberto a debate público. O evento decorre sob o tema “Determinantes da Poupança em Moçambique”.

Fazer o balanço das actividades realizadas durante o ano passado bem como perspectivar acções futuras relacionadas com o desempenho do sector financeiro nacional e internacional bem como da economia doméstica, são outros dois temas que irão dominar o trigésimo oitavo Conselho Consultivo do banco emissor.

A cerimónia de abertura será presidida pelo respectivo governador do BM Ernesto Gove.

Refira-se que o BM é a maior instituição financeira de Moçambique, uma vez que regula o funcionamento de todas as instituições bancárias nacionais.

Deslocados de “guerra” em Homoíne passam fome e sede

As várias famílias que abandonaram as suas casas fugindo do conflito armado em Homoíne e que se encontram no centro de reassentamento de Chigingure, nas proximidades da vila, reclamam da falta de água e comida. Vive-se um autêntico “salve-se quem puder”. O Governo, através do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC), disponibilizou alimentos em quantidade considerada irrisória que deve ser consumida em 15 dias (contados a partir da passada terça-feira). Depois dos tais 15 dias as famílias devem procurar alternativas para auto-sustento.

A delegada provincial do INGC em Inhambane, Bearina Trape, disse ao Canalmoz que as famílias devem “aguentar-se”.

“Nós só distribuímos comida para as famílias para aguentarem durante 15 dias e daí para frente cada família deverá arranjar-se, porque ainda estamos numa fase complicada e ainda haverá outras calamidades”, disse Bearina Trape.

Fugindo da guerra, as famílias abandonaram os seus campos de culturas e são obrigadas a abrirem novas machambas e procurar sementes para a produção de comida.
Flora Jonasse, viúva e mãe de quatro filhos, diz que não sabe o que irá fazer para arranjar comida logo que acabar a que recebeu do INGC, visto que ela deixou a sua machamba numa fase de produção na zona de Nhaulane.

“Não sei a quem recorrer para conseguir comida e dar de comer os meus filhos. Aqui não tenho machamba”, disse Flora para em seguida pedir aos líderes da Renamo e da Frelimo, Afonso Dhlakama e Armando Guebuza, respectivamente, para pararem com o sofrimento do povo. “Esse Guebuza deve aceitar o conselho dos outros. Não pode fazer aquilo que muitos falam, sentar com Dhlakama para parar com tanto sofrimento”.

No centro de reassentamento existem famílias que chegaram depois do INGC ter distribuído comida, que estão num autêntico desespero. As poucas quantidades de farinha de tapioca (farinha de mandioca) que conseguiram levar na fuga é que estão a manter muitas famílias.

Francisco Zaquel e Sara Mateus, casados há seis anos, têm dois filhos e dizem que vêm do povoado de Catini em Pembe. Saíram às pressas e não conseguiram levar comida e outros bens porque não tinham dinheiro para pagar transporte na hora da fuga precipitada. Saíram de Catine a Chigingure a pé.

“Eu e a minha mulher não temos comida porque quando chegamos cá já tinham dado comida às pessoas que chegaram em primeiro e nos tivemos que marchar de Catini para cá, por isso como viemos a pé não conseguimos levar quase nada. Fomos socorridos por uma vizinha nossa que também está cá e que nos deu comida”, disse para acrescentar que “hoje (terça-feira) arranjei trabalho para construir uma barraca de um senhor em troca de comida. Ele disse que me vai dar 10 kg de arroz e feijão”.

O administrador de Homoíne, João Bareto, apelou às populações para regressarem às suas zonas de origem alegando que nas referidas zonas já não há perigo porque as forças governamentais lá estão para garantir a segurança.

Mas a população recusou-se porque, segundo dizem, há confrontos militares em Pembe.

“Eles vieram cá para nos enganar, eles deviam estar nas suas casas do que estar a guarnecer a população onde não estamos habituados a viver assim”. Contaram os residentes de Pembe agora em Chiginguire.

Acidentes de viação matam 10 pessoas numa semana

Dez pessoas morreram e outras nove contraíram ferimentos, dos quais cinco ligeiros e quatro graves, como consequência de 48 acidentes de viação registados em todo o País, durante a semana passada.

Segundo João Machava, estes sinistros tiveram como causa excesso de velocidade, corte de prioridade, ultrapassagem irregular, condução em estado de embriaguez e má travessia de peões.

Foram fiscalizadas 16.232 viaturas, das quais 3262 foram autuadas com multas por violações a regras de trânsito. 35 veículos foram apreendidos por diversas irregularidades. Cinco cartas de condução apreendidas por seus titulares conduzirem em estado de embriaguez. Cinco indivíduos estão detidos por condução ilegal além de 22 livretes apreendidos por seus titulares terem cometido diversas infracções ao código de estrada.

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