20 C
Matola
Quinta-feira, Abril 30, 2026
Site Página 2092

Governo e Renamo teimam na discórdia

Está cada vez mais difícil produzir resultados nas negociações políticas que decorrem no Centro de Conferências “Joaquim Chissano”, em Maputo. As delegações do Governo e da Renamo, reunidas na segunda-feira na 59a ronda, voltaram a não se entenderem em torno da conclusão dos termos de referência sobre a missão dos observadores militares internacionais.

Em conferência de imprensa, o chefe da delegação da Renamo, o deputado Saimone Macuiana, disse que “o ambiente não foi bom, por isso não houve consenso”.

“Viemos a esta ronda com o espírito de colaboração, mas o ambiente não foi bom, não houve consenso, porque o Governo continua a recusar a retirada das forças militares da Gorongosa, o que, no nosso entender, deixa claro que tem planos diferentes dos que estão em cima da mesa em discussão”, disse Macuiana.

A Renamo acusa o Governo de pretender continuar a perseguir o seu líder Afonso Dhlakama. Macuiana desafiou o Executivo a anunciar de viva voz uma trégua, tal como fez o líder da Renamo.

Saimone Macuiana disse que a Renamo continua firme em prosseguir com o diálogo, tendo por isso pedido a ajuda da comunidade nacional de internacional.

Por sua vez, o ministro da Agricultura e chefe da delegação do Governo, José Pacheco, disse que o Governo reiterou a razão de manter as forças no terreno.

Tal como a Renamo, que diz aceitar a proposta apresentada pelos observadores nacionais, mas que a mesma precisa de algumas emendas, o Governo considera a referida proposta abrangente, por estar assente em quatro pilares que o Executivo aceita.

O chefe da missão do Governo nas negociações acusou a Renamo de se ter apresentado nesta ronda com duas faces distintas, ao insistir na retirada das Forças de Defesa e Segurança das zonas de conflito; ao pretender que os observadores venham participar na reorganização das Forças Armadas de Defesa de Moçambique e na Polícia da República de Moçambique; ao aceitar a integração e exigir reintegração (dos que foram expurgados das FADM); ao pretender garantias da constituição dum exército único; e ao dizer que vai entregar as suas armas a uma instituição credível e apartidária.

É que, segundo José Pacheco, no entender do Governo, as FDS não podem ser retiradas das zonas de conflito onde estão estacionadas neste momento, e não faz sentido que os observadores internacionais venham participar na reorganização das Forças de Defesa e Segurança, uma vez que elas não estão desorganizadas.

O Governo diz que a Renamo, ao falar do exército único, estaria a pretender falar da inclusão dos seus homens nos moldes de paridade e equilíbrio.

“Recomendámos à Renamo para reavaliar a proposta dos observadores nacionais e para fazermos um plano de preparação do encontro ao mais alto nível entre o Presidente da República e o líder da Renamo”, disse Pacheco.

Sobre o cerco a Afonso Dhlakama pelas FDS, Pacheco disse que elas não estão para fazer nenhum mal ao líder da Renamo, mas sim para o proteger, porque, diz Pacheco: “Parece que existem algumas alas de colarinho branco aqui na cidade e na Assembleia da República que querem manter o seu líder no sofrimento”.

Próximos do ponto de concórdia

Em declarações à Imprensa, igualmente no final da 59a ronda negocial, o reverendo Anastácio Chembeze, um dos observadores nacionais, disse que o seu grupo está a fazer o possível para procurar aproximar as partes.

“Fizemos grandes avanços que nos encorajam. Estamos próximos dum ponto de concórdia” disse o Pastor Chembeze. Explicou que é preciso ter em consideração que o processo negocial é moroso, tendo em conta as várias correntes de informação e contra-informação dentro e fora do fórum negocial.

Apelou à comunicação social para ter uma postura conciliatória, ponderada e de sensibilidade, como forma de contribuir para o processo, bem como de dar esperança aos que estão fora do fórum negocial e ao povo em geral.

As partes marcaram para segunda-feira da próxima semana, 2 de Junho, a próxima ronda, que será a 60a, para tentarem ultrapassar o impasse que já dura há mais de três meses.

Daviz Simango diz que a sua bancada cometeu um grande erro

O presidente do Movimento Democrático de Moçambique (MDM) e candidato às eleições de 15 de Outubro, Daviz Simango, considerou, no passado fim-de-semana, em Maputo, que a sua bancada cometeu um grande erro ao ter aprovado as duas leis que atribuem regalias escandalosas aos deputados e aos ex-Presidentes da República, numa altura em que a esmagadora maioria da população moçambicana vive asfixiada pela pobreza.

Ao terem aprovado as duas leis, que foram baptizadas como as “Leis do Saque”, o MDM e a Renamo, os dois partidos da oposição, receberam críticas de todos os lados. Questionou-se o paradoxo de se apresentarem como diferentes do partido Frelimo, quando na verdade se juntaram a esse partido na luta para perpetuar a pobreza.
Daviz Simango foi o primeiro dirigente político a pronunciar-se sobre o assunto. “Queremos pedir desculpas ao povo moçambicano pelo facto de a nossa bancada ter cometido um grande erro de aprovar as regalias, quando a maioria da população vive na pobreza”, disse Simango no decurso duma reunião com a liga juvenil do seu partido na província de Maputo.

As duas leis ainda estão nas mãos do Presidente da República, para promulgação. Pode até acontecer que o expediente destas duas leis seja aproveitado também pelo Presidente da República para lavar a sua imagem, mandando-as devolver ao parlamento, já que, em época eleitoral, tudo pode acontecer.

Sobre o encontro com os jovens

O encontro do presidente do MDM serviu para auscultar as preocupações da juventude, para o aperfeiçoamento do manifesto do seu partido. Das várias preocupações levantadas, salienta-se a falta de políticas de habitação, de emprego e de educação. Daviz Simango mostrou-se preocupado e sensibilizado e prometeu que, caso seja eleito, vai criar políticas para a resolução dos problemas da juventude. Na ocasião, Simango chamou a atenção dos militantes da sua formação política para a necessidade de controlar os votos. Simango exortou ainda os militantes do seu partido para deixarem de lado o conforto e o luxo e para trabalharem para a conquista do poder. Simango alertou que não basta sensibilizar as pessoas para votarem no MDM, é preciso fiscalizar os votos dos moçambicanos depositados nas urnas.

Dhlakama: “Digam ao Guebuza para terminar com esta confusão”

O líder da Renamo, Afonso Dhlakama, disse na passada sexta-feira a jornalistas que quer sair da Gorongosa, para começar a organizar as actividades do seu partido e envolver-se no processo eleitoral. Mas diz que não o pode fazer, porque Guebuza mandou concentrar tropas da FIR e a FADM com ordens para o matarem.

Numa conferência de imprensa bastante concorrida, feita por telefone e que teve lugar na sede da Renamo em Maputo, Dhlakama disse que não compreende a perseguição que Guebuza ordenou.

“Eu sou líder dum partido, sou moçambicano e tenho os meus direitos de eleger e ser eleito, por isso quero vir organizar o meu partido. O Nyusi e os outros líderes já começaram a andar pelo país e eu quero fazer o mesmo.”

Dhlakama deixou claro que não tem medo da Frelimo e que “hoje mesmo chegaria a Maputo”, só que, segundo ele, a Frelimo vai disparar. E acrescenta: “Se eu responder, poderá destruir-se tudo, o que seria mau para o país”.

Actual conflito é entre a Frelimo e a Renamo

Dhlakama explicou que o actual conflito político-militar é entre a Frelimo e a Renamo, por isso não pode prejudicar todo o país e os investimentos, porque, se assim a Renamo entendesse, poderia ter estado a sabotar, a começar pelo projecto do carvão de Moatize, que fica perto da Gorongosa.

O presidente da Renamo negou, por outro lado, que esteja doente, como foi propagado pela imprensa do regime e pelos seus analistas de turno.

“Eu estou bem, apenas os meus cabelos é que estão brancos. Não tenho trombose, não ando de carrinha, não estou doente. Tudo faz parte duma campanha dos intelectuais da Frelimo, que ate já chegaram a dizer que eu morri, eu estou no Quénia, nos EUA, e por aí fora. Estou de boa saúde, tirando os meus cabelos, que estão brancos”, declarou.

Dhlakama disse que convocu os seus “amigos jornalistas”, de quem referiu ter “saudades”, para lhes dizer: “Queremos a paz”.

“Digam ao Guebuza, ao povo moçambicano e à comunidade internacional que o Dhlakama está a pedir para terminarmos com esta confusão”, afirmou o líder da Renamo, acrescentando: “Eu quero a paz, mas há um grupo da Frelimo interessado no sangue”.

E disse mais: “Há quatro dias, os mediadores nacionais vieram ao meu gabinete, em Maputo, e falaram comigo, para me pedir essa postura de paz que anunciei”.

“Mas eu disse a eles que deviam pedir o mesmo ao Presidente da República, porque ele é que tem estado a mandar tropas para me cercarem, atacarem e perseguir”, continuou Dhlakama, lamentando: “De lá para cá, não tive mais nenhum sinal deles [os mediadores]”.

“Se [a Frelimo e Guebuza] não querem a reorganização do exército, que digam”

O presidente da Renamo insistiu na necessidade da reorganização do exército, com a inclusão dos seus homens nos moldes de paridade que foram definidos em 1992, na cidade de Roma.

“Queremos um exercito técnico-profissional”, explicou, desmentindo que a Renamo tenha um exército paralelo ao do Estado.

“A Renamo não tem exército, tem sim os seus homens admitidos no Acordo Geral de Paz para a sua segurança”, afirmou.

Deixou claro: “Se Guebuza, que foi um dos negociadores do AGP e assinou alguns protocolos, não quer isso de organizar e juntar o exército, que o diga. ‘Dhlakama faça o seu exército, eu vou fazer o meu, e dividimos isto, acabou’”.

Mulher mata potencial rival com almofariz

Uma cidadã de 35 anos, cuja identidade não nos foi revelada pelas autoridades policiais, está a contas com a Polícia da República de Moçambique no distrito de Chibuto, província de Gaza, acusada de assassinar uma outra mulher, de nome de Lídia Johane Macamo, de 27 anos.

O crime aconteceu no posto administrativo de Changanine. Segundo as autoridades policiais, o que esteve na origem da tragédia foram ciúmes. A Polícia não deu mais detalhes. O porta-voz do comando provincial da Polícia da República de Moçambique em Gaza, Jeremias Langa, fala de “contradições sociais”. 

A Polícia reporta ainda um outro caso de assassinato, em que um homem matou outro, tendo depois tentado queimar o corpo.

Jeremias Langa disse que o caso ocorreu no bairro “1” do posto administrativo de Malehice. O homem, de 37 anos de idade, que agora está preso, desferiu golpes mortais com uma catana num outro cidadão, de nome Moisés Marcelino Chongo, de 25 anos de idade.

Segundo a fonte, para apagar os vestígios do crime, o indiciado levou o corpo do malogrado para o interior da sua própria casa e, posteriormente, ateou fogo com gasolina, para dar a entender que a vítima teria morrido carbonizada.

A fonte disse que, tendo havido a intervenção urgente dos vizinhos da vítima para debelar o fogo, descobriu-se que o homem não morreu por causa do incêndio.
O indivíduo que agora está preso é indiciado de dois crimes, nomeadamente o de homicídio voluntário qualificado e de fogo posto.

Entretanto, a Organização Internacional de Migrações procedeu, na passada quarta-feira, à entrega oficial às autoridades moçambicanas de duas unidades policiais para atendimento de casos de violência doméstica, sobretudo contra mulheres e crianças.

Trata-se do posto policial de Chihaquelane, no distrito do Chókwè, e da unidade de “Marien Ngouabi”, zona de expansão da cidade de Xai-Xai, ambos construídos no âmbito do atendimento aos deslocados das cheias de 2013. 

Captação de receitas em Moçambique abaixo do recomendável

Apesar de a Autoridade Tributária de Moçambique sempre anunciar arrecadação de receitas internas acima do previsto e com margens largas, a directora nacional adjunta do Orçamento, Chamira Ali, diz que a captação de receitas situa-se abaixo do recomendável, que está fixado em 30%. A arrecadação situa-se nos 27,5%. Ao nível dos países da Comunidade da Desenvolvimento da África Austral (SADC), Moçambique está no mesmo nível que o Botswana e o Malawi.

Chamira Ali falava ontem por ocasião dum encontro organizado pelo Grupo Moçambicano da Dívida, que tinha como tema “O papel da ajuda externa em Moçambique”. 

“Olhando para aquilo é a estrutura económica de Moçambique e para o nível de captação de cobrança de receitas do Estado, posso dizer que a média recomendável para países como Moçambique, é de 30%, mas nós estamos nos 27,5 %”, disse.

Chamira diz que, na análise que se faz à média da SADC e da África subsahariana, há um crescimento médio de 30%.
“Nós estamos a caminho da meta recomendável e acredito que que com estas reformas que o Governo tem vindo a empreender, vamos chegar a esse nível. Estamos ainda abaixo do desejável”, afirmou.

Finlandeses querem investir mas querem garantias de justiça e cumprimento da lei

A ministra finlandesa da Justiça, Anna-Maja Henriksson, disse que os empresários do seu país podem estar interessados em investir em várias áreas em Moçambique, mas antes é preciso que haja garantias de cumprimento da lei e justiça no país.

Anna-Maja Henriksson disse que os empresários finlandeses são muito exigentes e investem em países onde as coisas são feitas de forma correcta seguindo à risca a lei.
Aquela governante falava, na quinta-feira, por ocasião dum encontro que teve, em Maputo, com a ministra moçambicana da Justiça, Benvinda Levi, no qual foram equacionadas áreas de cooperação na Justiça.

“As empresas finlandesas podem ter interesses em investir aqui, mas isso requer que as empresas possam contar com princípios dum Estado de Direito, com as coisas feitas de forma correcta, porque são empresas muito exigentes e cumpridoras de regras”, disse a ministra finlandesa da Justiça, à saída do encontro.

Anna-Maja Henriksson deu grande destaque à necessidade de se lutar cada vez mais pela consolidação dum Estado de Direito e democrático. Henriksson disse ainda que, apesar de serem países com níveis de problemas diferentes, o encontro de partilha de experiências foi bastante útil.

Por seu turno, a ministra da Justiça de Moçambique, Benvinda Levi, disse que os dois países seguem o mesmo princípio dum Estado de Direito democrático, tendo salientado que, apesar de serem países com níveis de desenvolvimento diferentes, existem problemas em comum.

“Estamos em duas realidades completamente distintas em termos de desenvolvimento, e mesmo assim existem problemas em comum, como, por exemplo, a violência doméstica, apesar de a Finlândia ser um país que respeita os princípio da igualdade há muito mais tempo do que nós”, explicou.

Benvinda Levi reconheceu que existe uma grande tarefa na aplicação prática da igualdade. Muitos casos de violência doméstica ainda são tratados como sendo problemas familiares e não como crime.

Salif Keita não estará no festival “Azgo”

Começa hoje em Maputo a edição 2014 do festival “Azgo”, com a ausência de Salif Keita, por motivos de saúde. Keita, no lançamento do espectáculo deste ano, foi apresentado pela “Khuzula Produções”, empresa responsável pela organização do evento, como sendo a figura de cartaz do festival deste ano, que, durante dois dias (sexta-feira e sábado), vai animar as noites de Maputo.

Salif Keita subiria ao palco baptizado com o nome de “Fany Mpfumo”, no complexo “Matchiki-Tchiki”, na noite desta sexta-feira, a partir das 21h40, para uma actuação de cerca duma hora. Neste primeiro dia, Keita iria partilhar o palco com artistas nacionais e estrangeiros como Oliver Mutukudzi, Ghorwane, Christine Salem, Mr. Bow.

Segundo um comunicado da “Khuzula Produções”, enviado no fim da tarde de quinta-feira à nossa redacção, o cancelamento do show de Salif Keita “deve-se ao estado de saúde, que, segundo o artista, o impede de viajar”.

A empresa organizadora do festival assegura que “ao público que já adquiriu os bilhetes, particularmente os fãs de Salif Keita, que queiram a devolução do valor, podem fazê-lo, bastando entrar em contacto com a ‘Khuzula Produções’ dentro da hora normal de expediente”, segundo o comunicado de imprensa da empresa. 

Presidente do município de Tete confrontado com a falta de água e venda de talhões

O Presidente do Conselho Municipal de Tete, Celestino Checanhaza está, desde quarta-feira, a visitar os bairros da autarquia de Tete. No seu primeiro dia de visita aos bairros, visitou várias escolas primárias e centros de saúde, no âmbito dos preparativos para a descentralização destes serviços para a autarquia, que está em curso neste momento. Depois orientou um comício popular, na unidade Chimadzi, onde ouviu várias reclamações dos residentes, que pediram soluções para a questão da água potável e da energia eléctrica.

De resto, a questão da água foi muito falada na campanha eleitoral, tendo o partido Frelimo e o seu candidato, o actual presidente do CM, prometido a solução do problema. Mas até aqui nem água vem, nem água vai. “Neste bairro, principalmente na Unidade “20”, onde eu vivo, temos problemas de água, bebemos água que vem do cemitério, aqui no rio Chimadzi. Pedimos que nos resolvam isso”, disse Mário Cebola.
Vários outros intervenientes levantaram a mesma questão e exigem soluções.
Querino Pitane falou de venda de talhões. “Estamos a ver aqui pessoas que constroem sem nenhuma regra. Sobre muito dos casos temos relatos de que vende-se esses talhões. Ajudem-nos a esclarecer isso. As mesmas pessoas constroem mesmo na estrada, alegando que compraram todo o espaço. Será que é assim mesmo?”, perguntou.

Checanhaza diz que vai resolver 

Respondendo às questões levantadas pelos munícipes, Celestino Checanhaza disse que vai trabalhar com os vereadores com vista a solucionar os problemas. Não apresentou ideias concretas para ultrapassar as questões, principalmente a da água. Sobre os talhões, disse que espera a colaboração dos munícipes para denunciar construções desordenadas. “A comunidade, aqui onde se comete essas irregularidades, deve denunciar esses casos. Não podemos admitir que cada um faça o que quiser, deve haver regras nas construções. Isso dificulta a circulação da ambulância, quando as pessoas estão doentes. Espero a vossa colaboração”, disse.

Afonso Dhlakama fala hoje por teleconferência com jornalistas

O líder da Renamo, Afonso Dhlakama, vai conceder na manhã desta sexta-feira, 23 de Maio, uma conferência de imprensa via telefone, a partir da já celebrizada “parte incerta”.

Não foi divulgado o tema da conferência de imprensa para a qual os jornalistas foram convidados, na sede nacional destepartido na cidade de Maputo. António Muchanga, porta-voz do presidente da Renamo, informou apenas que Dhlakama pretende falar sobre a situação actual do país.
Esta é a segunda conferência de imprensa que Afonso Dhlakama, actualmente a viver algures no distrito da Gorongosa, província de Sofala, vai conceder aos órgãos de comunicado social.

Mas a sua última aparição pública aconteceu no passado dia 8 de Maio, quando se recenseou naquele ponto do país. Antes, havia dado uma sequência de entrevistas exclusivas aos meios de comunicação social. As duas primeiras foram conduzidas pelo jornalista Fernando Veloso, director do Canal de Moçambique.

O líder da Renamo é candidato presidencial daquele partido nas próximas eleições gerais marcadas para 15 de Outubro do corrente ano. Os outros dois candidatos já anunciados, nomeadamente Filipe Nyusi, do partido Frelimo, e Daviz Simango, do Movimento Democrático de Mocambique, já estão em pré-campanha rumo às eleições.

O regresso do líder da Renamo, que está sendo perseguido pelas Forças de Defesa e Segurança, é condicionado a um possível acordo com o Governo nas negociações que já registam impasse há três meses. Recentemente, a Renamo declarou um cessar-fogo unilateral.

Gerais 2014: Inscritas 35 organizações para participar no pleito

Trinta e cinco organizações, entre partidos políticos, coligações e organizações, foram aprovadas pela Comissão Nacional de Eleições para participar nas eleições presidenciais, legislativas e das assembleias provinciais de 15 de Outubro próximo.

Segundo Paulo Cuinica, no total foram 36 as organizações que se inscreveram, mas uma não reuniu toda a documentação exigida para participar no pleito e, por isso, foi chumbada. Trata-se do partido PADRES, ao qual foi dada uma oportunidade de submeter os requisitos que estavam em falta, mas, apesar disso, não o fez a tempo.

O processo de inscrição de partidos políticos interessados em participar nas eleições gerais de 15 de Outubro terminou na última segunda-feira (19), sendo que na terça-feira (20) iniciou a apresentação de candidaturas para o cargo de deputado da Assembleia da República, o maior órgão legislativo do país.

Manish Cantilal está em liberdade

O Tribunal Judicial da Cidade de Maputo restituiu à liberdade, na tarde de terça-feira, o empresário Muniz Carsane, mais conhecido por Manish Cantilal, que estava detido na Cadeia Civil, acusado de ser o mandante da vaga de raptos que abalou as cidades de Maputo e Matola.

Manish foi libertado mediante o pagamento duma caução, num valor que atinge perto de um milhão de meticais. Ele havia sido detido no dia 12 de Abril passado na cidade de Maputo. Segundo soube o Canalmoz de fontes próximas, Manish teria saído em liberdade na semana em que o juiz foi assassinado.

Segundo o seu advogado, Damião Cumbane, a soltura de Cantilal aconteceu após a aceitação, pelo juiz de instrução, ouvido o Ministério Público, dum pedido para o efeito formulado pelo advogado do empresário.

“A decisão de conceder liberdade sob caução foi tomada pelo juiz Dinis Silica, antes de ser assassinado. Mas faltava apenas a sua efectivação.”

Segundo Damião Cumbane, foi necessário esperar-se que um novo juiz fosse designado para este caso, para proceder à avaliação do pedido, que acabou merecendo uma apreciação favorável.

Manish Cantilal vai assim responder em liberdade a um processo em que é acusado de ser mandante de quatro crimes de sequestro. Recorde-se que já houve julgamento dos referidos raptos e já há réus a cumprirem pena. O nome de Manish nunca foi citado nos julgamentos. Foi citado o nome de Nini Satar, mas por falta de provas a acusação caiu por terra.

Malfeitores assaltam Casa Paroquial da Boa Nova em Chibuto

Um grupo de cinco indivíduos, todos eles armados, executaram um acto que deixou em pânico a vila de Chibuto, na província de Gaza. Enquanto decorria a missa, por volta das 18 horas de quarta-feira, os malfeitores foram invadir a casa paroquial, tendo encontrado lá um dos padres, uma irmã e um seminarista, que não tinham ido à missa. Ameaçaram-nos, tendo-lhes amarrado os pés e os braços e selado a boca com fita-cola.

Enquanto isso, a missa estava a terminar. O padre que estava a celebrar a missa e o seu assistente dirigiram-se à casa paroquial e, quando lá entraram, depararam com os malfeitores, enquanto os seus companheiros estavam amarrados. Os recém-chegados também foram amarados. Os bandidos agrediram fisicamente um dos padres e levaram consigo dinheiro e telemóveis e abandonaram o local.

Isaías Macuácua, um dos assistentes, contou ao Canalmoz o momento de terror que ele e os padres viveram nas mãos dos malfeitores. “Estava tudo normal. Saímos da missa e fomos à casa paroquial. Quando lá entrámos, estavam os malfeitores armados, e o padre estava amarrado. Nós também fomos amarrados nos pés, nos braços e na boca”, disse, acrescentando que, quando os malfeitores se retiraram, saiu para pedir ajuda.

Junto à Casa Paroquial da Boa Nova de Chibuto, funcionam o Instituto Médio de Administração e Comércio, o Instituto Superior de Gestão de Negócios e o Lar Feminino das estudantes do IMAC. Toda a gente ficou em pânico.

A Polícia deslocou-se ao local cerca de uma hora e meia depois e tentou sem sucesso seguir pistas. Mas entretanto, e como já é habitual, “continua a trabalhar”.

Polícia acusada de impedir marcha de camponeses em Xai-Xai

A Polícia da República de Moçambique é acusada de ter impedido, na terça-feira, uma marcha de camponeses que protestavam contra a perda das suas machambas a favor do projecto “Wambao Agriculture”, na baixa do rio Limpopo, província de Gaza. A marcha só aconteceu duas horas depois e o itinerário foi desviado pelos agentes da Polícia.

Gizela Zunguze, da “Justiça Ambiental”, disse que mais de 80 mil pessoas perderam os seus campos agrícolas desde a implementação deste projecto em 2012.

“Os camponeses não foram indemnizados e a maior parte perdeu culturas em fase de maturação. Submetemos uma carta, há oito dias, ao Conselho Municipal de Xai-Xai e ao Comando Provincial da PRM em Gaza, mas a PRM e a Polícia municipal inviabilizaram a nossa marcha”, disse Gizela.

Segundo Zunguze, os camponeses afectados pelo projecto “Wambao Agriculture” protestam contra as actuais condições a que estão submetidos, nomeadamente o facto de não terem sido consultados durante o processo que culminou com a usurpação das suas terras – onde produzem há mais de 30 anos e das quais dependem para viver – a favor da “Wambao”.

“Hoje [ontem] a Polícia está a impedir a marcha, e o director da FONGA foi chamado pelo Comandante da Polícia, não se sabe para quê. Segundo a lei, todo o cidadão tem o direito de manifestação, e a carta de informação ao Conselho Municipal e ao Comando de Xai-Xai seguiu há oito dias, enquanto que a lei prevê quatro dias”, disse Gizela Zunguze.

A marcha de protesto contra a violação dos direitos dos camponeses foi organizada pela “Justiça Ambiental” em parceria com a “Acção Académica para o Desenvolvimento das Comunidades Rurais (ADECRU), o Centro de Integridade Pública (CIP), o Fórum das Organizações Nacionais de Gaza (FONGA), a Liga dos Direitos Humanos (LDH) e a União Nacional dos Camponeses (UNAC).

Tribunal condena membros da Frelimo

O Tribunal Judicial do Distrito de Mandimba, na província do Niassa, condenou na semana passada a uma pena de cinco meses de prisão três cidadãos por crimes de vandalismo contra a sede do Movimento Democrático de Moçambique (MDM).

Os três vândalos apresentaram como motivo para os seus actos o facto de este partido ter hasteado uma bandeira na sua sede sem autorização da estrutura tradicional daquele ponto do país.

Os condenados na sequência duma queixa do MDM que havia sido remetida à Procuradoria Distrital são Jaime Murico, Gervásio Cauanhiua e Raimundo Murico, todos conhecidos como membros do partido Frelimo.

Os três vândalos foram apontados como sendo os autores materiais da destruição do mastro e da bandeira do MDM que tinha sido hasteada no povoado de Lussangazi, localidade de Meluluca, posto administrativo de Mitande.

Segundo as alegações do MDM no tribunal, os cidadãos arruaceiros estavam munidos de catanas, quando ameaçaram de morte um membro daquela formação política, tendo posteriormente vandalizado a bandeira. Segundo o delegado político do MDM em Niassa, Raimundo Pitágoras, os indiciados roubaram a bandeira, que depois foram entregar à Polícia no posto administrativo de Mitande.

A Polícia é indiciada de ter recebido a bandeira das mãos daqueles três cidadãos e de os ter deixado ir embora, apesar de saber que se tratava dum acto inconstitucional.
Raimundo Pitágoras disse ao Canalmoz que outro processo-crime foi aberto contra o chefe do posto administrativo de Mitande, por ser ele o principal mandante do crime.

“Enquanto o julgamento acontecia, o chefe do posto administrativo de Mitande, principal mandante destas atrocidades, ordenou vandalizar mais bandeiras, alegando que devíamos apresentar um pedido de autorização a ele”, disse o delegado político do MDM em Niassa, tendo acrescentado: “Neste momento já movemos mais outros processos em que o chefe do posto aparece como autor moral”.

Há três dias, outro grupo alegadamente ligado ao partido Frelimo vandalizou novamente uma das sedes do MDM, totalizando, segundo Raimundo Pitágoras, três casos num espaço de menos de um mês.

IESE vai mesmo abandonar as instalações

O Instituto de Estudos Sociais e Económicos (IESE) uma das mais reputadas organizações de investigação científica independente no país, com intervenção a vários níveis, recebeu, no dia 12 de Maio, uma notificação da APIE com ordem de despejo. Num prazo de 15 dias deve abandonar o edifício onde tem os seus escritórios, e que ocupa há cerca de sete anos por contrato com a SOCIMO.

Sete anos depois, a administração do Parque Imobiliário do Estado vem alegar que o imóvel não é da SOCIMO, mas sim do Estado moçambicano.
Entretanto, assumindo a alegação da APIE, que afirma ser proprietária do imóvel, o IESE, na passada segunda-feira (dia 19) submeteu um requerimento à APIE (que se apresenta agora como novo dono) com uma proposta de arrendamento do imóvel, para evitar o despejo. Mas de lá até hoje a APIE ainda não respondeu, estando claro que o que quer é o IESE fora das instalações.

O IESE realiza e promove investigações científicas interdisciplinares da problemática do desenvolvimento económico e social em Moçambique e na África Austral. O IESE contribui para a análise da política pública e social e da governação, com incidência nas problemáticas da pobreza, política e planeamento público, cidadania, participação política, governação e contexto internacional do desenvolvimento em Moçambique. Os seus directores têm feito intervenções públicas a vários níveis e têm muitas vezes desmascarado algumas mentiras forjadas pelo Governo. Foi o IESE que lançou e tem promovido o debate sobre a fraca contribuição fiscal dos megaprojectos e que tem produzido estudos fundamentados sobre o fosso cada vez maior entre ricos e pobres. Foi igualmente o IESE que provou que a eleição de Armando Guebuza, em 2009, contou com o enchimento de urnas em Tete, onde havia mesas em que o número de votos a favor de Guebuza era superior ao número de eleitores.

A questão é que o IESE, de forma independente, sempre contribuiu para um debate crítico dos temas mais candentes da sociedade. Estudos à parte, o Estado não quer o IESE na Avenida Patrice Lumumba.

Documentos pessoais do juiz Silica encontrados na Matola

Os documentos pessoais do juiz Dinis Silica, assassinado no passado dia 8 de Maio, na esquina da Avenida da Malhangalene com a Avenida Marien Ngouabi, na cidade de Maputo, foram encontrados por cidadãos, na semana passada, num terreno baldio, numa zona de difícil acesso, no bairro da Machava-Socimol. 

Uma fonte familiar contou ao Canalmoz que os documentos foram encontrados por cidadãos. Trata-se de uma carta de condução, cartão do Número Único de Identificação Tributária (NUIT) e três cartões de Banco. A população informou a Polícia, que se dirigiu ao local e recolheu os documentos.

É preciso notar que os assassinos não chegaram a descer da sua viatura no dia do assassinato. Dispararam cerca de 30 tiros a partir da viatura e puseram-se em fuga. Foi a Polícia quem abriu a viatura do juiz para trabalhos de perícia e, segundo uma fonte policial, a carteira do juiz estava dentro da viatura, ficando por explicar quem foi, dentro da própria Polícia, que extraviou os documentos do juiz.

Este episódio vem juntar-se ao outro da teoria do dinheiro que alegadamente estava na viatura. É que a Polícia não apresentou o dinheiro no local do crime, e, quando foi aberta a viatura do juiz no local do crime, ninguém viu. Foi a Polícia que, por volta das 12 horas, telefonou às redacções a informar que afinal o juiz trazia mais de três milhões de meticais. 

Os documentos agora encontrados foram encaminhados à Polícia, sob responsabilidade da brigada da Polícia de Investigação Criminal na Matola, que diz que está a investigar o caso.

Muitas armas de fogo nas mãos de malfeitores na capital de Moçambique

Um cidadão que responde pelo nome de Jamilo, de 43 anos de idade, foi recolhido às celas de uma das subunidades da Polícia da República de Moçambique (PRM) em consequência de ter sido surpreendido com uma pistola de marca ROLET, nº1991, carregada com sete munições, roubada de um vigilante da empresa segurança privada chamada SÓ PROTECÇÃO, no período de 10 a 16 de Maio em curso, na capital moçambicana.

A corporação não forneceu detalhes sobre o caso em alusão. Contudo, avançou que dois jovens chamados Egas e Abubacar, de 28 e 35 anos de idade, ambos vigilantes da empresa de segurança privada MOSEG, estão, também, a ver o sol aos quadradinhos na 14ª esquadra, acusados de posse ilegal de uma arma de fogo de marca BROWING, nº 06747, contendo 10 munições.

No mesmo período, a Polícia deteve um moçambicano chamado Délcio, de 25 anos de idade, por roubo de uma viatura de marca com chapa de inscrição MMI-96-84, no bairro do Chamanculo, em Maputo. Para lograr os seus intentos, de acordo dom a PRM, o suposto meliante ameaçou os ocupantes com recurso a uma arma de fogo.

Outro cidadão identificado pelo nome de Laurindo, de 27 anos de idade, está preso numa das celas da Polícia por roubo de 80 mil meticais num estabelecimento comercial, sito no bairro 25 de Junho, na cidade de Maputo. A corporação assegura que, o cidadão amedrontou também, suas vítimas com uma arma de fogo.

Ainda na cidade de Maputo, a corporação deteve e encarcerou um idoso de 64 anos de idade, por roubo de uma viatura de marca com chapa de matrícula ACS 937 MC. No mesmo período, foram detidos dois membros da PRM identificados pelos nomes de Alberto e Fernando, de 30 e 35 anos de idade, acusados de extorsão de quatro mil meticais a um cidadão chamado Guebo Li, de 39 anos de idade, de nacionalidade chinesa.

Uma jovem chamada Beatriz, de 32 anos de idade, foi presa por ter simulado o seu próprio sequestro com a intenção de obter uma quantia não especificada de um padre católico da Igreja Santo António da Polana, em Maputo.

Refira-se que da República da África do Sul foram repatriados 386 cidadãos moçambicanos, dos quais 356 homens, 27 mulheres e três menores de idade, por entrada ilegal naquele território.

Vizinhos estupram menor de 11 anos em Maputo

Uma criança de 11 anos de idade, cuja identidade omitimos, foi abusada sexualmente por dois indivíduos identificados pelos nomes de Almeida e Edson, de 20 e 19 anos idade, na noite de segunda-feira (19), no bairro de Triunfo, na capital moçambicana, e abandonaram a vítima algures naquela zona. Contudo, até esta terça-feira, a menina ainda não tinha sido submetida aos exames médicos, o que demonstra negligência ou desconhecimento do Protocolo Médico de Assistência às Vítimas de Violência Sexual.

Este Protocolo é um regulamento de aplicação obrigatória em todas as Unidades Sanitárias, e que visa garantir o bom atendimento a todas as vítimas, prevenir doenças que possam surgir em resultado da violação e fornecer provas para instruir o processo criminal, permitindo a criminalização dos agressores.

O Protocolo inclui as seguintes medidas, se a violação ocorreu antes de terem decorrido 72 horas:

  • Fazer a testagem rápida para o HIV
  • Fazer a testagem da sífilis
  • Fazer a colheita de secreções vaginais para avaliação médico-legal
  • Providenciar quimioprofilaxia para o HIV por um mês (para evitar contrair o vírus)
  • Contracepção de emergência (para evitar engravidar do violador)

Se já tiverem passado mais de 72 horas:

  • Realizar a profilaxia para as ITS (infecções sexualmente transmissíveis)
  • Realizar a testagem rápida para o HIV e Sífilis

Relativamente ao estupro a que nos referimos, a mãe da menor, cuja identidade também omitimos, contou ao @Verdade que as pessoas que se despojaram do bom senso e desonraram a sua filha vivem perto da sua residência. Um dos jovens chamado Almeida, até à data dos factos era considerado amigo da família, e foi contratado pela senhora para dar aulas particulares à miúda.

De acordo com a reconstituição do crime, consta que Almeida chamou a menina para a sua casa supostamente lhe dar recomendações relacionadas com as aulas do dia seguinte. Chegado ao local, a rapariga foi levada para um quarto – presume-se que seja do estuprador – onde devia resolver alguns exercícios de aperfeiçoamento das suas habilidades. Sem desconfiar de nada, a menor aceitou o convite mas para o seu espanto, no referido compartimento havia outro jovem, desconhecido, sentado na cama.

A miúda ao aperceber-se da presença daquela pessoa ficou assustada e hesitou entrar. De repente, os violadores agarraram-na, taparam a sua boca, arrastaram-na para o interior e ameaçaram-na de morte se gritasse, principalmente se contasse para alguém o que ira acontecer a partir daquele momento. A vítima assegura ter constatado sinais de embriaguez nos malfeitores. Consumado o acto, Almeida e Edson abandonaram a criança, toda ensanguentada e contorcendo-se de dores, num sítio longe do local do crime e puseram-se em fuga.

Nessa altura, a mãe da vítima não se encontrava em casa. Quando regressou procurou pela filha e não a encontrou. Ela percorreu quase todo o quarteirão à procurou pela menina mas em vão. A criança só apareceu por volta das 21 horas e tentou disfarçar que padecia de dores mas as roupas ensanguentadas chamaram a atenção da progenitora. A senhora ficou desesperada, quase que enlouqueceu ao ver a miúda naquele estado.

No mesmo dia comunicou a Polícia sobre a ocorrência mas só na manha do dia seguinte, terça-feira (20), iniciou a investigação. Depois de várias diligências, a corporação deteve os dois acusados por acreditar que eles são culpados. Não fomos permitidos para falarmos com os violadores mas os agentes da Lei e Ordem garantem que não há dúvidas de que foram os dois jovens que desonraram a menina, por isso, serão penalizados.

Seis empresas penalizadas por falta de contratos com trabalhadores

A Inspecção do Trabalho na província de Nampula sancionou seis empresas, nos últimos dias, no prosseguimento das suas acções de fiscalização do cumprimento da Lei do Trabalho (Lei nº 23/2007, de 1 de Agosto), devido a várias irregularidades, dentre as quais a falta de contratos de trabalho deduzidos a escrito.

Das visitas efectuadas no período em alusão, foram constatadas 16 infracções, das quais resultaram 10 advertências a um sete firmas, enquanto a outras seis empresas foram lavrados igual número de autos de notícia, ou seja, foram sancionadas, segundo um comunicado de Imprensa enviado ao @Verdade.

“As brigadas da inspecção laboral depararam-se com infracções de tipo falta de celebração de contratos deduzidos a escrito, falta de equipamento de protecção individual e colectiva, falta de extintores contra incêndios, para além da falta de regulamento colectivo e de seguro colectivo”.

O documento salientar que tem sido hábito de alguns empregadores ou entidades patronais o recurso à mão-de-obra barata, através de contratos verbais e que depois não são transformados em escritos, degradando assim as esperanças de empregabilidade de muitos cidadãos, com maior incidência nos nacionais.

“Esta prática é proibida pela Lei do Trabalho em vigor, bem como pelas convenções internacionais, nomeadamente da Organização Internacional do Trabalho (OIT), sobretudo na luta contra os contratos precários e pela promoção do trabalho decente”.

Ainda em Nampula, e no mesmo período em análise, o Centro de Mediação e Arbitragem Laboral (CEMAL) local recebeu 18 processos envolvendo conflitos laborais para a mediação, tendo sido mediados sete casos, sendo que seis resultaram em acordos bilaterais, isto é, tiveram desfecho definitivo satisfatório, enquanto um processo registou impasse, consequenciando assim a passagem da respectiva certidão e o caso será tratado por via judicial. Os restantes casos foram submetidos a uma outra ronda, tendo em vista a reaproximação das partes em litígio.

Dono do Cristal em Maputo agride e discrimina empregado

José dos Santos, dono do restaurante e pastelaria Cristal, na capital moçambicana, é acusado pelo seu empregado, Paulo Marquel, de 24 anos de idade, de discriminação racial e de agressão física. A vítima assegurou ao @Verdade que o seu patrão lhe agrediu fisicamente e lhe chamou de “preto”. Contudo, o visado refuta as acusações.

Paulo Marquel, residente no bairro triunfo, na cidade de Maputo, contou que na noite do dia 12 de Maio corrente participou num encontro familiar no centro da urbe e não pôde regressar à casa por falta de transporte. Ele optou por pernoitar no seu posto de trabalho uma vez que as portas ainda estavam abertas. Todavia, na madrugada do dia 13, Paulo foi algemado pelos guardas e quando procurou saber o que se passava o seu patrão proferiu insultos enquanto lhe violentava fisicamente.

O jovem foi encaminhado para a 2ª esquadra da Policia da República de Moçambique (PRM) acusado de roubo. Volvidas algumas horas, a corporação restitui o cidadão à liberdade por ausência de provas em relação ao alegado crime de que era acusado.

Depois desse episódio, o ofendido procurou o patronato para pedir explicações mas foi enxovalhado e os seguranças do Cristal tinham ordens claras para impedirem a entrada de Paulo nas instalações. Como alternativa, Paulo contactou novamente a 2ª esquadra, na segunda-feira (19), para remeter uma queixa contra José dos Santos. Este negou todas as acusações e a corporação encerou o processo e sugeriu que Paulo devia se dirigir ao Ministério do Trabalho.

O @Verdade contactou o restaurante Cristal para ouvir José dos Santos mas este recebeu-nos aos gritos. Dos Santos, não se deu tempo para responder às nossas perguntas uma vez que, como um búfalo ferido, “zanzava” de um lado para o outro e sem parar de vociferar.

“Acham que isso (referia-se à agressão e discriminação de que Paulo se queixa) é matéria susceptível de investigação? Vocês defendem ladrões e bêbados? Vou fazer um inventário para saberem o que Paulo Marquel fez desaparecer na empresa. Ninguém foi agredido nem insultado”, disse o acusado e não chegou de apresentar a tal lista dos bens supostamente roubados.

Últimas Notícias Hoje

Vagas de emprego do dia 30 de Abril de 2026

Foram publicadas hoje, dia 30 de Abril no site MMO Emprego as seguintes oportunidades de emprego em Moçambique: Clique aqui para baixar a edição em...

Colisão entre comboios na Indonésia resulta em pelo menos 14 mortes

Uma trágica colisão entre dois comboios nos arredores de Jacarta, capital da Indonésia, resultou na morte de pelo menos 14 pessoas na segunda-feira (27).  Além...

ARENE desmente aumento de preços dos combustíveis em Moçambique

A Autoridade Reguladora de Energia (ARENE) divulgou um comunicado desmentindo as informações que circularam em diversos canais de comunicação sobre uma suposta alteração na...

Governo dos EUA anuncia edição limitada de passaporte com Trump

O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou o lançamento de uma edição limitada de passaportes que contará com a imagem do presidente Donald...