A Direcção Provincial de Saúde de Tete confirmou hoje dois casos de mpox, uma adolescente de 17 anos e a sua filha recém-nascida, residentes no distrito de Tsangano.
Estes representam os primeiros casos registados da doença na região, que desde Julho deste ano já contabilizou 63 casos suspeitos examinados.
O médico-chefe provincial, Hélder Dombole, informou que a jovem foi admitida no Centro de Saúde de Ntengo-Wambalane no dia 9 do corrente mês, onde foram observados sintomas sugestivos de mpox, incluindo febre e borbulhas na pele.
Dombole avançou que as investigações continuam, havendo suspeitas de que a contaminação tenha origem no marido da adolescente, um vendedor de combustível que frequentemente viaja para um distrito da República do Malawi, onde um surto da doença foi reportado. Antes do surgimento dos sintomas na esposa, o marido apresentava um quadro clínico semelhante.
O médico-chefe assegurou que a adolescente já se encontra completamente recuperada e que a filha apresenta apenas sintomas ligeiros. Um rastreio realizado a 12 indivíduos que tiveram contacto com a família não revelou sinais ou sintomas da doença, encontrando-se todos sob vigilância das autoridades de saúde.
Um grupo de comerciantes informais está a erguer bancas no espaço pertencente à empresa Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), na cidade de Nampula.
Esta acção surge após a retirada compulsiva dos mesmos das bermas da Estrada Nacional Número 1 (EN1), onde ocupavam os espaços sem autorização.
Os vendedores, em busca de continuidade nas suas actividades comerciais, decidiram ocupar este novo local, que se encontra na zona central da cidade. Alegam que a falta de clientes nos mercados estabelecidos nos bairros periféricos motivou a sua mudança. “Estamos a seguir o movimento das pessoas”, afirmou um dos vendedores.
A vereadora responsável pelos mercados e feiras no Conselho Municipal de Nampula, em declarações recentes, informou que estão a decorrer negociações com a CFM para encontrar uma solução pacífica para esta situação. “Já estão todos mapeados para estarem nos mercados. O Conselho Municipal, em conjunto com os CFM, teve um encontro para tentar arranjar um espaço no centro da cidade, onde possamos alocar aqueles vendedores”, explicou.
Neste momento, a edilidade está a trabalhar na identificação de um espaço mais apropriado no centro da cidade para que os comerciantes possam desenvolver as suas actividades de forma ordenada. A ocupação desordenada de vias públicas por vendedores informais é uma questão antiga em Nampula, e apesar de várias tentativas de organização, a situação persiste, colocando à prova a capacidade de resposta da administração municipal.
Um total de 14 pessoas foram mortas durante confrontos violentos entre gangues rivais numa prisão localizada no sudoeste do Equador, revelaram as autoridades policiais. Entre as vítimas estão 13 reclusos e um guarda prisional.
A polícia de Machala informou que, ao entrar na instalação prisional, encontrou os corpos de 14 pessoas. Um agente, que optou por não se identificar, comunicou ao canal de televisão Ecuavisa que, além das mortes, 14 indivíduos ficaram feridos e que alguns reclusos aproveitaram a confusão para escapar, dos quais 13 já foram recapturados.
Na semana passada, o Presidente do Equador, Daniel Noboa, fez uma proposta de referendo para a elaboração de uma nova Constituição, com o intuito de reforçar as medidas contra o tráfico de drogas e o crime organizado. Contudo, as suas propostas, que incluíam uma autorização para a castração química de violadores, foram rejeitadas pelo Tribunal Constitucional, que deve aprovar qualquer reforma constitucional.
O Presidente Noboa criticou as decisões do tribunal, alegando que este age com “puro activismo político”, ignorando a vontade da população equatoriana.
Com portos no oceano Pacífico e uma economia baseada no dólar norte-americano, o Equador, situado entre a Colômbia e o Peru — os dois maiores produtores de cocaína global — tornou-se um importante ponto de partida para cerca de 70% da cocaína mundial, de acordo com dados oficiais.
Segundo a organização Insight Crime, o Equador, que conta com uma população de 18 milhões de habitantes, foi considerado o país mais perigoso da América Latina em 2024, registando 39 homicídios por cada 100 mil habitantes.
O Ministério dos Transportes e Logística de Moçambique revelou que a lentidão na emissão das cartas de condução se deve, em grande parte, a falhas de comunicação entre o Instituto Nacional dos Transportes Rodoviários (INATRO) e as escolas de condução.
Esta informação foi partilhada pelo Inspector-Geral do Ministério, Luís Chaúque, durante o quinto Conselho Consultivo do INATRO, realizado na localidade da Ponta D’Ouro, no distrito de Matutuíne, província de Maputo.
Luís Chaúque destacou que, além da comunicação ineficaz, os problemas nos sistemas informáticos também têm contribuído para o atraso na conclusão deste processo.
O Inspector-Geral sublinhou que o governo está a desenvolver esforços para implementar as soluções necessárias que visam agilizar a emissão das cartas de condução e melhorar a eficiência dos serviços prestados.
A questão da morosidade na emissão de documentos de condução tem gerado preocupações entre os cidadãos, que aguardam uma resposta rápida e eficaz por parte das autoridades competentes.
Um levantamento oficial revelou que pelo menos 216 indivíduos foram detidos e 95 agentes da polícia sofreram ferimentos durante confrontos que ocorreram em Manila, capital das Filipinas.
O secretário do Departamento do Interior, Jonvic Remulla, anunciou em conferência de imprensa que entre os detidos se encontram 127 adultos e 89 menores.
Os distúrbios tiveram início durante uma manifestação no histórico parque Luneta, que atraiu cerca de 49.000 participantes, conforme dados oficiais. Os confrontos desencadearam-se quando os manifestantes tentaram avançar em direcção ao palácio presidencial de Malacañang.
Testemunhas relataram que os manifestantes lançaram cocktails molotov contra um veículo que bloqueava o acesso numa ponte, levando as forças de segurança a recorrer ao uso de canhões de água para dispersar a multidão, que atirava pedras e outros objectos. Remulla defendeu a acção policial, afirmando que “somente quando a multidão lançou cocktails molotov é que a polícia respondeu, ultrapassando os limites e colocando vidas em risco”.
Os confrontos, que começaram durante a tarde, transformaram-se em distúrbios persistentes até bem tarde da noite na avenida Recto, onde um hotel foi vandalizado. Renato Reyes, presidente da organização de esquerda Bayan, declarou que os responsáveis pela violência não estavam associados ao grupo que organizou o protesto, embora tenha reconhecido a “raiva” presente entre os manifestantes. Reyes também se feriu com uma pedra durante os incidentes.
Remulla acusou os detidos, muitos dos quais eram menores, de tentarem incitar uma onda de protestos violentos semelhantes aos ocorridos recentemente na Indonésia e no Nepal.
As manifestações foram motivadas pelo descontentamento com casos de corrupção relacionados com projectos de controlo de inundações, envolvendo políticos e empreiteiros que estão sob investigação. De acordo com Ralph Recto, secretário das Finanças, vários projectos “fantasma”, que deveriam estar concluídos, causaram prejuízos ao erário público na ordem de 1,771 mil milhões de euros nos últimos dois anos.
As Filipinas enfrentam anualmente cerca de vinte tufões, tendo o ano passado sido marcado por uma onda incomum de seis tempestades tropicais consecutivas em menos de um mês, resultando na morte de pelo menos 164 pessoas.
As exigências anticorrupção já resultaram na demissão do presidente da Câmara dos Representantes, Martin Romualdez, e no afastamento do presidente do Senado, Francis Escudero, na sequência das revelações sobre as suas ligações com um dos grandes empreiteiros sob investigação.
O movimento Hamas apresentou uma proposta ao Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que consiste na declaração de um cessar-fogo de 60 dias na Faixa de Gaza, em troca da libertação de metade dos reféns que mantém na região.
A informação foi confirmada pelo Hamas e divulgada pela cadeia televisiva norte-americana Fox News.
De acordo com fontes do Hamas, a proposta formal será entregue a Trump esta semana, após ter sido previamente encaminhada ao Egito e ao Qatar, que actuam como mediadores no conflito. A proposta inclui um pedido de “garantia pessoal” por parte de Trump para assegurar a implementação do cessar-fogo, enquanto o Hamas se compromete a libertar metade dos 48 reféns retidos.
Desde o início do conflito, que se intensificou após o ataque do Hamas a 7 de Outubro de 2023, houve várias tentativas de estabelecer acordos de cessar-fogo que permitissem a continuidade das negociações em torno da libertação de prisioneiros de ambos os lados. Contudo, a maioria destes acordos foi violada por Israel. O último acordo, aceito pelo Hamas a 18 de Agosto, previa a libertação de 10 reféns israelitas em troca de um aumento significativo na ajuda humanitária a Gaza, proposta ignorada por Telavive.
Neste contexto, o exército israelita confirmou que as suas forças armadas iniciaram a entrada na Cidade de Gaza, com a intenção de deslocar a população local, que já conta com cerca de um milhão de habitantes. Desde que os ataques israelitas se intensificaram em meados de Agosto, cerca de 550 mil pessoas já fugiram da região.
O braço armado do Hamas, conhecido como Brigadas Izz al-Din al-Qassam, divulgou um vídeo do refém germano-israelita Alon Ohel, de 24 anos, capturado durante o ataque de Outubro. Nas imagens, Ohel faz um apelo ao Primeiro-Ministro israelita, Benjamin Netanyahu, para garantir a libertação dos reféns ainda detidos, pedindo também à sua família que mantenha os protestos contra o governo.
De acordo com dados oficiais, desde o ataque em Outubro, 251 pessoas foram raptadas, das quais 47 permanecem em Gaza, incluindo 25 dadas como mortas pelas autoridades israelitas.
O Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, realizou encontros separados com a Fundação Rockefeller e o Corporate Council on Africa (CCA) em Nova Iorque, com o propósito de fortalecer parcerias para promover a transição energética e atrair investimentos estrangeiros para o país.
Durante as audiências, Chapo recebeu Raj Shah, presidente da Fundação Rockefeller, e Florizelle Liser, presidente e directora executiva do CCA. Estas reuniões fazem parte dos esforços do Governo moçambicano para consolidar colaborações internacionais e fomentar um crescimento económico sustentável.
O Chefe de Estado enalteceu a relevância de potenciar a cooperação internacional em sectores-chave como energia, agricultura, turismo, minerais críticos e tecnologia. Reiterou o compromisso de Moçambique em criar um ambiente propício para o investimento.
O representante da Fundação Rockefeller, Woochong Um, expressou o interesse da instituição em apoiar Moçambique na sua transição energética e na utilização eficiente dos recursos naturais. “Moçambique é um país significativo no continente africano e queremos participar no desenvolvimento económico utilizando eficientemente os seus recursos naturais”, afirmou.
Woochong Um também destacou a ambição de Moçambique em se estabelecer como um polo regional de energia, realçando a importância da Missão 300 (M300). Esta iniciativa visa unir diversas organizações internacionais para acelerar a transição energética, melhorar o acesso à energia e promover soluções sustentáveis que contribuam para o crescimento económico e o bem-estar social.
Liser, por sua vez, frisou a importância do investimento estrangeiro para o desenvolvimento do país. Na reunião, o Presidente Chapo sublinhou a necessidade de atrair investidores para Moçambique nos sectores de petróleo, gás, agricultura, turismo e minerais críticos.
A responsável também mencionou a presença crescente de empresas norte-americanas em Moçambique, revelando que estas estão a investir em diversas áreas, desde mineração até tecnologia e saúde. O CCA, principal associação empresarial dos Estados Unidos dedicada a fortalecer relações comerciais com o continente africano, tem o intuito de promover legislação favorável e fomentar parcerias privadas, apoiando a atracção de investimentos em sectores variados.
Estes encontros refletem a estratégia do Governo moçambicano em estabelecer parcerias robustas e acelerar a transição energética, reafirmando o potencial do país para ser um centro regional de inovação e crescimento económico sustentável.
Os alfabetizadores do distrito de Nampula, na província homónima, estão a enfrentar uma situação preocupante devido à falta de pagamento dos subsídios há mais de dois anos.
Os profissionais de educação manifestaram a sua insatisfação, acusando o Governo de desinformação sobre o estado dos pagamentos.
Desde há cerca de 36 meses, os alfabetizadores aguardam pelo pagamento dos subsídios relacionados aos serviços prestados no sector da educação. Cansados da inércia, reuniram-se no jardim do Parque Popular, na cidade de Nampula, para expressar publicamente o seu descontentamento.
“Estamos aqui para desmentir a informação que o Governo comunicou aos nossos técnicos na província. Disseram que os pagamentos já foram realizados nas contas, mas não há nada. Para nós, isso é uma mentira. Assinamos contractos de dez meses, de Janeiro a Outubro, e até agora não recebemos nada”, desabafou um dos alfabetizadores presentes na manifestação.
A falta do subsídio tem causado dificuldades significativas na vida destes profissionais, que afirmam que a desmotivação pode comprometer os esforços para erradicar o analfabetismo no país. “O Governo diz que quer erradicar o analfabetismo, mas com esta situação não está a fazer nada para o alcançar. Nós vivemos das nossas preocupações, as nossas mulheres vendem xitiques para nos sustentar”, relataram os alfabetizadores.
Em resposta às queixas, o Secretário de Estado na província de Nampula, Plácido Pereira, minimizou a situação, afirmando que o pagamento aos alfabetizadores está a ser processado de forma gradual devido à escassez de fundos. “Reconhecemos que há dívidas do Governo com os alfabetizadores em relação aos subsídios, e este é um processo. Os pagamentos estão a ser feitos paulatinamente, e é possível que muitos ainda não tenham recebido”, declarou.
Actualmente, o distrito de Nampula conta com mais de 200 alfabetizadores, cuja motivação é crucial para o sucesso das iniciativas de alfabetização na região.
O Governo admitiu a ausência de fundos para o asfaltamento de algumas das estradas mais problemáticas da província. Os troços afectados incluem Namitil–Moma, Ribáuè–Lalaua, Nacala-a-Velha–Memba e Rapale–Mecubúri.
O Secretário de Estado da província, Plácido Pereira, explicou que, apesar da relevância estratégica destes projectos, não foram incluídos no Plano Económico e Social e Orçamento do Estado (PESOE) para 2025, devido a um défice orçamental nacional estimado em 126 mil milhões de meticais, equivalente a 8,2% do Produto Interno Bruto (PIB).
“É necessário mobilizar recursos adicionais fora do orçamento para atender às nossas necessidades. Embora estes troços sejam considerados prioritários, a sua exclusão do PESOE 2025 continua a preocupar tanto o Governo Central como o Provincial”, afirmou Pereira.
O Secretário de Estado sublinhou que a degradação das estradas tem afectado a transitabilidade e dificultado o escoamento da produção agrícola em diversos distritos, exigindo intervenções significativas que estão “aquém das capacidades actuais da província”.
Apesar das limitações financeiras, Pereira garantiu que o Executivo está comprometido em mobilizar parceiros e inscrever os projectos em futuras planificações, enquanto prossegue com outras obras estruturantes, como a expansão do sistema de abastecimento de água de Nacala, a construção do porto de pesca de Angoche e a conclusão do Hospital Geral de Nampula.
O governante reiterou que a prioridade imediata do Governo é a consolidação fiscal, focando-se no reforço da arrecadação de receitas internas e na contenção da despesa, com o intuito de corrigir o défice e criar espaço para investimentos estruturantes.
Pereira acrescentou que o PESOE 2025 foi aprovado num contexto excepcional, caracterizado pela morosidade na libertação de fundos e pela necessidade de recorrer ao orçamento reconduzido durante a primeira metade do ano. Esta situação condicionou o funcionamento dos órgãos e instituições públicas, atrasando a execução de vários investimentos prioritários para a província.
O orçamento nacional prevê uma receita de 385 mil milhões de meticais, face a uma despesa de 512 mil milhões, gerando assim um défice de cerca de 126 mil milhões de meticais, o que leva o Governo a buscar recursos adicionais fora do orçamento, enquanto mantém a prioridade na consolidação fiscal e na contenção de despesas.
A ExxonMobil, multinacional petrolífera que opera na área 4 da bacia do Rovuma, reafirma que a segurança é um elemento fundamental para a implementação dos seus projectos de gás natural na província de Cabo Delgado, Moçambique.
A declaração foi proferida pelo director-geral da ExxonMobil Moçambique, Arne Gibbs, durante a abertura da 10.ª Cimeira e Exposição de Gás e Energia de Moçambique, que está a decorrer na capital. Gibbs destacou que a estabilidade assegurada pelas Forças de Defesa e Segurança (FDS) tem sido significativa, enfatizando que a resolução do conflito é essencial para garantir um ambiente propício ao desenvolvimento sustentável.
O director-geral salientou que a decisão final de investimento (FID) dependerá da remoção da cláusula de força-maior, a qual resultou na suspensão das operações da TotalEnergies na Área 1. Após a resolução desta situação e uma notória melhoria na segurança, a produção poderá iniciar-se entre 2029 e 2030.
Em relação ao progresso dos projectos, Gibbs informou que a ExxonMobil encontra-se na fase de conclusão de estudos técnicos e actividades preparatórias, com a possibilidade de avançar para a decisão final de investimento. “Estamos a trabalhar com o Plano de Desenvolvimento e com parceiros, sempre considerando que a força-maior será levantada. Caso isso não ocorra, a linha do tempo poderá ser afectada”, elucidou.
O início da produção de gás natural liquefeito (GNL) está projectado para 2029/2030, com um investimento superior a 300 milhões de dólares apenas na fase inicial. Este montante inclui a expansão de infraestruturas em Afungi, a criação de mais de 400 empregos directos para moçambicanos e a dinamização da economia nacional.
Gibbs também frisou que os benefícios económicos começarão a ser percebidos imediatamente após a decisão de investimento, abrangendo rendimentos, impostos, empregos e oportunidades para a população moçambicana.
Inspirando-se na experiência de sucesso da Papua Nova Guiné, a ExxonMobil pretende implementar em Moçambique um modelo de envolvimento comunitário e incentivo ao conteúdo local. “Desejamos a participação de empresas moçambicanas. O Moza Banco já está a disponibilizar informações sobre concursos e certificações e convidamos todos a participar nos nossos fóruns de fornecedores”, afirmou Gibbs, alertando que regras excessivamente restritivas podem prejudicar o desenvolvimento local.
O projeto inclui a construção de gasodutos submarinos a mais de 1.500 metros de profundidade, o transporte de gás para Afungi e a liquefação numa planta com capacidade para processar 18 milhões de toneladas anualmente.
Gibbs encerrou a sua intervenção transmitindo uma mensagem de otimismo, ao afirmar: “Acreditamos que o futuro de Moçambique no setor energético é promissor. Com estabilidade e cooperação, este será um marco transformador não apenas para o país, mas para toda a região”.
O Ministério Público do distrito de Chemba, na província central de Sofala, acusa o Ministro da Agricultura, Roberto Albino, de ter ordenado ilegalmente à empresa Ecofarm a exploração de 18 metros cúbicos de madeira, provenientes de 50 hectares de uma concessão de 500 hectares que lhe pertence.
Este caso controverso surge na sequência de outra ocorrência em que o Tribunal Administrativo negou a aprovação de um contrato de 130 milhões de meticais, equivalente a cerca de dois milhões de dólares, entre o Instituto de Algodão e Oleaginosas de Moçambique (IAOM) e a empresa Future Technologies, ligada ao ministério.
De acordo com um comunicado divulgado pelo Centro de Integridade Pública (CIP), uma destacada organização não governamental anticorrupção, o acordo entre o detentor da concessão florestal, Albino, e a Ecofarm incorre em crime ambiental, uma vez que nenhuma das partes possuía licença de exploração de madeira. Em consequência da infracção, a Agência Nacional de Controle da Qualidade Ambiental (AQUA) multou a Ecofarm em 1,2 milhão de meticais, aproximadamente 18.800 dólares. A empresa contesta a decisão, alegando que a responsabilidade recai sobre o próprio Ministro.
O documento revela que Roberto Albino, a Ecofarm e outros arguidos enfrentam acusações de extracção ilegal de recursos florestais, passíveis de penas que variam entre 12 a 16 anos de prisão. No entanto, o Ministério Público não conseguiu interrogar o ministro, pois as tentativas de contacto foram atendidas por terceiros que negaram conhecer Albino.
O CIP indica que a controvérsia ganhou nova dimensão em Julho deste ano, culminando numa situação tensa, uma vez que, uma semana antes do início do julgamento, marcado para 29 de Julho, o ministro demitiu Ermelinda Maquenze, então directora dos Serviços Ambientais da Província de Sofala. Esta entidade havia ordenado a apreensão da madeira e iniciado os processos criminais.
A proximidade entre a demissão e o julgamento levanta suspeitas de retaliação política e coloca em questão a imparcialidade dos trâmites legais, segundo o CIP.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Director(a) do Projecto She Belongs In School – Ela Pertence à Escola (SBIS). Saiba mais.
O CESC – Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil é uma organização moçambicana, sem fins lucrativos pretende recrutar um/a (1) Contratação de Consultor(a) para Elaboração da Estratégia de Comunicação e Visibilidade do Programa WVL-ALIADAS Renovado. Saiba mais.
O governo de Moçambique irá investir cerca de 1,5 mil milhões de meticais (23,5 milhões de dólares americanos, ao câmbio actual) na construção de dois aterros sanitários nas cidades nortenhas de Nampula e Nacala, como parte de um esforço para melhorar a gestão de resíduos.
Durante uma Mesa Redonda sobre o Dia Mundial da Limpeza, realizada no passado domingo na Universidade Unirovuma e sob o lema “Vamos Todos Lutar e Prevenir a Poluição Plástica”, Delfina Falume, Directora Provincial de Desenvolvimento Territorial e Ambiente de Nampula, anunciou que o investimento será iniciado em 2026, estando actualmente à espera das aprovações finais.
Falume explicou que os aterros terão um espaço central dedicado à disposição organizada, incluindo uma área de armazenamento temporário onde os resíduos serão separados. Os locais para os aterros já foram identificados e os estudos técnicos necessários foram concluídos.
O financiamento do projecto será assegurado por parceiros internacionais, numa resposta abrangente de Moçambique aos crescentes desafios ambientais e de gestão de resíduos. A directora provincial alertou para o impacto alarmante da poluição plástica, revelando que cerca de 17.000 toneladas de plástico são despejadas no mar anualmente, enquanto 116.000 toneladas são depositadas em aterros, predominantemente sem tratamento.
Por sua vez, Gustavo Dgedge, Secretário de Estado para a Terra e Ambiente, sublinhou os riscos à saúde e ao meio-ambiente associados à gestão inadequada de resíduos, destacando que apenas um por cento do plástico descartado é actualmente reciclado em Moçambique. O secretário de Estado também frisou que o país produz aproximadamente 4,2 milhões de toneladas de resíduos anualmente.
O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, realizou no passado sábado, dia 20, em Nova Iorque, uma importante audiência com o Presidente e CEO do Grupo DP World, Sultão Ahmed Bin Sulayem.
Durante o encontro, foram estabelecidas garantias de que a multinacional irá acelerar o processo de expansão do Porto de Maputo, bem como investir em novas iniciativas relacionadas com a industrialização de Moçambique.
A reunião teve lugar no âmbito da participação do Chefe do Estado na Semana de Alto Nível da 80.ª Sessão da Assembleia-Geral das Nações Unidas, onde líderes mundiais debatem os grandes desafios globais. Na conferência de imprensa que se seguiu à audiência, Bin Sulayem revelou que já estão a ser feitos avanços significativos na expansão do porto, consolidando assim Moçambique como um destino estratégico para investimentos logísticos.
“Informei Sua Excelência o Presidente que a expansão do porto terminará rapidamente, estamos já em fase de trabalho nesse sentido”, declarou o CEO da DP World. Bin Sulayem acrescentou que a empresa está a explorar novas áreas de investimento, com foco na industrialização do país. “Estamos a considerar espaços em Maputo e Nacala, entre outras regiões. O Presidente demonstrou abertura a estas ideias e comprometeu-se a oferecer o seu apoio. Também discutimos a conferência de investimentos que está agendada para Moçambique”, afirmou.
Este encontro dá sequência a uma reunião anterior, ocorrida em Junho, em Maputo, onde o CEO da DP World apresentou um plano para duplicar a capacidade do Porto de Maputo em um ano, tornando-o no mais profundo da região, com um calado de 16,5 metros. “Decidimos que Moçambique é um país muito importante para nós, bem conectado e com a mais longa linha de costa em África, entre a Tanzânia e a África do Sul, existindo muitas oportunidades a serem exploradas”, frisou Bin Sulayem.
O dirigente sublinhou ainda que o empenho pessoal do Presidente Chapo é fundamental para atrair empresas e criar um ambiente competitivo. “Estou impressionado com a sua paixão e memória. O seu principal objectivo é criar empregos através da indústria”, destacou, reforçando a visão comum entre a multinacional e o Governo moçambicano.
A DP World opera em Moçambique há mais de 20 anos, através do consórcio Maputo Port Development Company (MPDC), que inclui a sul-africana Grindrod Ltd e os Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM).
O Município da Matola, situado na província de Maputo, deu início a um ambicioso programa de plantio de 50 mil árvores por ano. Esta iniciativa tem como objectivo promover um ambiente mais limpo, sustentável e saudável.
A cerimónia de lançamento, liderada pelo edil Júlio Parruque, ocorreu no sábado, coincidentemente com a celebração do Dia Mundial da Limpeza. Durante o evento, Parruque enfatizou a importância dos cuidados com o planeta Terra, salientando que a preservação do meio-ambiente deve ser uma responsabilidade colectiva.
“O nosso planeta precisa de ser cuidado por todos nós. Estamos num mundo global predominante, onde é crucial pensar globalmente, mas agir localmente. Não podemos esperar que alguém de outro país ou continente venha limpar a nossa casa, a nossa cidade, a nossa terra Moçambique. É nossa obrigação cuidar de nós mesmos”, afirmou o edil.
Parruque fez um apelo à sociedade, destacando que as iniciativas de limpeza, tanto individuais como colectivas, devem ser uma prioridade em todas as camadas sociais. “É essencial viver em ambientes limpos, pois isso representa um compromisso com a humanidade e com a nossa saúde”, acrescentou.
O edil recordou a promessa feita no início do seu mandato, em Janeiro de 2024, sobre a iniciativa “Um Bairro, Um Tractor”, que visa dotar cada bairro de condições adequadas para manter a sua limpeza.
Em relação ao compromisso da edilidade com a preservação ambiental, Parruque assegurou que as acções continuarão, incluindo o plantio de árvores em espaços públicos e ao longo das margens de rios, onde também planeiam introduzir mangais.
Por fim, o presidente do Conselho Municipal anunciou que a cidade será palco da cerimónia central dos 61 anos das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM), a qual se assinala na próxima quinta-feira, dia 25. “É uma honra enorme e a semana celebrativa já começou. Esta é uma oportunidade para homenagear as Forças Armadas que lutaram pela independência nacional”, afirmou.
A cerimónia central contará com a presença do Presidente da República, Daniel Chapo.
O ex-vice-Presidente do Sudão do Sul, Riek Machar, foi apresentado à Justiça, enfrentando acusações de “crimes contra a humanidade”. A apresentação ocorreu em uma audiência transmitida ao vivo pela televisão pública sul-sudanesa, SSBC.
Além de Machar, outros sete indivíduos foram levados ao tribunal, incluindo o ministro do Petróleo, Puot Kang Chuol. Um dos advogados de Machar contestou a legitimidade do tribunal, classificando-o como “incompetente” e sem autoridade para julgar o caso.
Actualmente sob prisão domiciliária, Machar e os demais acusados deverão responder por diversos crimes, como homicídio, terrorismo, conspiração e traição, no contexto de ataques perpetrados pela milícia Exército Branco no Estado do Alto Nilo.
A detenção de Machar, ocorrida em Março, intensificou a tensão no país, reavivando temores de um possível retorno ao conflito, quase sete anos após o término de uma guerra devastadora que resultou na morte de cerca de 400 mil pessoas e forçou quatro milhões a abandonar suas casas entre 2013 e 2018.
Um total de 35 mil pessoas no distrito de Guijá, na província de Gaza, encontra-se em crise alimentar, resultante do insucesso da actual campanha agrícola.
Este problema é amplificado pelos efeitos das alterações climáticas, que têm impactado a produção agrícola local.
A zona mais afectada é o posto administrativo de Nalaze, caracterizado por um ambiente semi-árido e pela escassez de recursos hídricos. Esta informação foi revelada por Cremildo Nhalungo, director dos Serviços Distritais das Actividades Económicas de Guijá, em declarações à Rádio Moçambique (RM).
“Em termos de disponibilidade de alimentos não estamos muito seguros”, afirmou Nhalungo, destacando a gravidade da situação. O responsável alertou que as condições das famílias afectadas tendem a deteriorar-se a cada dia que passa.
O jornalista sénior moçambicano Tomás Vieira Mário criticou a actual consulta pública relativa às novas leis de comunicação social, considerando-a como uma mera “fingimento”.
Em declarações ao diário independente “O País”, Vieira Mário afirmou que estas consultas não passam de uma farsa, e o documento final apenas servirá aos “interesses políticos”. O projecto de lei sobre os meios de comunicação, que será submetido à Assembleia da República, tem sido reencaminhado repetidamente, e o jornalista expressou cepticismo quanto aos resultados que poderão advir deste processo.
Vieira Mário caracterizou o projecto de lei como ambíguo, apresentando uma terminologia vaga e problemáticas. Um dos pontos que mais o incomodou foi um artigo que permite ao Estado adquirir participação em grupos de mídia privados. Embora essa medida seja justificada com argumentos de “critérios de interesse público”, o jornalista vê qualquer intervenção do Estado em meios de comunicação privados como uma ameaça à liberdade de imprensa e de expressão.
O novo projecto de lei propõe, ainda, a criação de uma Autoridade Reguladora de Mídia Massiva, controlada pelo governo, o que, segundo Vieira Mário, usurpa as competências do Conselho Superior de Comunicação Social (CSCS), conforme estipulado pela constituição. O mesmo foi presidente do CSCS e do capítulo moçambicano do Instituto de Liberdade de Imprensa da África Austral (MISA).
O novo órgão também retiraria ao Gabinete de Informação do governo (Gabinfo) a sua capacidade de licenciar, inspeccionar e sancionar os meios de comunicação, sem clareza sobre o futuro papel desta entidade. Além disso, há a imposição de que qualquer órgão de comunicação com cinco jornalistas ou mais deve criar um Conselho Editorial, independentemente da vontade dos jornalistas.
Particularmente alarmante é um artigo que coloca o Presidente da República e chefes de Estado estrangeiros acima da lei. A crítica ao Presidente resultará em responsabilidade legal para o jornalista e para o meio onde a crítica foi publicada, independentemente da veracidade da informação.
Esta cláusula controversa aplica-se também a líderes estrangeiros, independentemente da gravidade das suas acções.
Dois cidadãos, um da Costa do Marfim e outro do Mali, foram detidos pelo Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) no Aeroporto Internacional de Maputo.
Os indivíduos, suspeitos de envolvimento em actividades de branqueamento de capitais, foram interceptados em momento em que se preparavam para embarcar numa viagem com destino à China, portando 132 mil dólares americanos não declarados.
Segundo o porta-voz do SERNIC, João Adriano, a detenção ocorreu já dentro da aeronave, momentos antes da descolagem, após uma revista minuciosa. O valor foi encontrado escondido na casa de banho do avião, resultado de uma operação coordenada com diversas forças de segurança.
Um dos detidos alegou que a quantia seria utilizada para a aquisição de roupas e sapatilhas no exterior. No entanto, o mesmo não conseguiu justificar a falta de declaração do montante junto das autoridades competentes.
O SERNIC continua a investigar a origem do dinheiro e possíveis cúmplices que possam estar envolvidos no caso.
O salário mínimo nacional em Moçambique sofreu um aumento de 49,41 meticais, passando de 4.941,68 para 4.991,09 meticais no sector da pesca de kapenta.
Esta mudança foi aprovada pelo Conselho de Ministros no dia 2 de Setembro. No entanto, o Sindicato dos Trabalhadores (OTM – CS) classifica este aumento como “números vergonhosos”.
De acordo com informações divulgadas pela TV Miramar, o maior incremento salarial foi observado no sector da banca e seguros, onde o salário mínimo aumentou dos anteriores 17.881,32 para 19.043,61 meticais. Por outro lado, o sector da função pública não registou qualquer alteração nos seus salários.
A situação levanta preocupações entre os trabalhadores e sindicatos, que esperavam um ajuste mais significativo que correspondesse ao custo de vida actual e às necessidades da população. Os novos valores salariais continuam a ser um tema de debate entre as partes envolvidas na negociação.
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