As autoridades americanas anunciaram a detenção de um homem de 30 anos, James Cody Bryant, no estado de Washington, por suspeita de conivência num atentado perpetrado numa escola no Canadá em Fevereiro deste ano.
O ataque, que teve como autor Jesse Van Rootselaar, uma mulher transgénero de 18 anos, resultou na morte de oito pessoas, incluindo seis alunos e uma professora assistente.
Segundo o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, Bryant teve várias interacções com a autora do ataque, oferecendo-lhe conselhos técnicos, enviando-lhe dinheiro para a compra de sapatos utilizados durante o atentado e planeando uma transmissão ao vivo dos eventos. O procurador do distrito ocidental de Washington, Neil Floyd, afirmou que Bryant possuía a informação necessária para alertar as autoridades, mas optou por não o fazer, encorajando a atiradora.
O tiroteio ocorreu na Escola Tumbler Ridge, situada na província da Colúmbia Britânica, onde a atiradora também foi encontrada morta pela polícia, aparentemente após ter cometido suicídio. Antes do ataque na escola, Rootselaar havia assassinado a mãe e o irmão, com as autoridades a referirem um histórico de problemas mentais da jovem.
Relatos indicam que, durante as suas conversas, Rootselaar discutiu cenários de violência com armas com um chatbot da OpenAI, levando alguns funcionários a sugerir que as autoridades canadenses fossem alertadas. No entanto, esse pedido foi recusado pela liderança da empresa, resultando numa acção judicial por parte das famílias das vítimas.
Bryant e Rootselaar conheceram-se três anos antes do ataque, através da plataforma Omegle. Durante a sua comunicação, Bryant chegou a sugerir à jovem que apagassem o histórico das conversas e que utilizassem uma VPN para evitar detecções ao publicarem um vídeo do tiroteio. No dia do atentado, continuou a aconselhá-la, mesmo após os homicídios de sua família.
As investigações continuam enquanto as autoridades analisam as implicações da colaboração entre o detido e a atiradora.
















