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Ciberataques em instituições financeiras da Coreia do Sul levam a investigação e alerta de segurança


A polícia da Coreia do Sul iniciou uma investigação abrangente sobre uma série de ciberataques que afectaram diversas instituições financeiras do país, incluindo os principais bancos, relacionados com fugas de informação de clientes.

As autoridades sul-coreanas anunciaram hoje a formação de uma equipa composta por 28 membros para examinar os incidentes, que envolvem instituições como o Hana Bank, o KB Kookmin e o Shinhan. A investigação poderá ser encaminhada para a agência que lida com crimes mais graves, conforme divulgado pela agência de notícias Yonhap.

A primeira-ministra, Han Seong-sook, fez um apelo esta manhã por uma reforma integral do sistema de protecção de dados da nação. Em declarações durante uma reunião ministerial, sublinhou que os ataques cibernéticos recentes evidenciam a ineficácia das medidas de segurança actualmente implementadas. “Esta é uma situação grave, pois se acredita que este incidente se baseou na inteligência artificial (IA) e, se utilizada em ataques de phishing, poderá causar danos secundários”, frisou.

Han também alertou que as técnicas de pirataria podem expandir-se para outras indústrias além do sector financeiro, afectando instituições governamentais e do sector público, conforme reportado pela Yonhap.

No passado fim-de-semana, a Comissão de Serviços Financeiros (FSC) convocou uma reunião de emergência com reguladores e oficiais das instituições afectadas. Durante este encontro, foram dadas instruções para reforçar os controlos de acesso e partilhar informações sobre ameaças de forma a prevenir novos incidentes.

Os bancos Shinhan, KB Kookmin e Hana Bank, que destacaram possuir avaliações de segurança de primeiro nível e certificações, investiram conjuntamente aproximadamente 124 mil milhões de wons (cerca de 15,9 milhões de euros) em protecção de dados no ano transacto, conforme indicado pelo jornal sul-coreano Chosun.

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