A Relação de Lisboa considerou que o suspeito do ataque com coquetel Molotov à Marcha da Vida, identificado como Nelson Vassalo, é fortemente indiciado por ter ateado o rastilho do engenho antes de o lançar na direção dos manifestantes.
Segundo o documento a que o Observador teve acesso, os desembargadores descrevem que o engenho foi lançado de forma semelhante a uma granada. Embora a chama tenha se apagado durante o voo, a gasolina atingiu várias pessoas, incluindo um bebê de apenas quatro meses.
Os julgadores ressaltam que o desfecho do ataque teve um papel considerável do acaso, afirmando que, caso a chama não se tivesse apagado, a situação poderia ter resultado em queimaduras graves ou até mortes entre os manifestantes.
A investigação do Ministério Público deverá ser concluída até 16 de outubro, data em que termina a prisão do responsável pelo ataque. A Relação decidiu manter a prisão preventiva de Vassalo e validou as suspeitas de terrorismo apresentadas pela acusação.
















