Portugal perdeu um dos seus mais icónicos artistas. Jorge Palma, cantor e compositor, faleceu aos 76 anos devido a uma paragem cardiorrespiratória, conforme anunciado pela sua família nas redes sociais.
A notícia foi recebida com grande tristeza por admiradores e colegas, que recordam a sua carreira de mais de cinco décadas, marcada por uma vasta obra que se tornou parte integrante da cultura portuguesa.
Nascido em Lisboa em 1950, Jorge Palma iniciou os seus estudos em música aos seis anos, optando pelo pop rock aos 14, após ter começado pela música clássica. O seu primeiro álbum, intitulado “Como uma Viagem na Palma da Mão”, foi lançado em 1975, iniciando um percurso que inclui 14 álbuns originais, entre os quais se destacam “Bairro do Amor”, “Norte”, “Voo Nocturno” e o mais recente “Vida”, editado em 2023. Ao longo da sua carreira, Jorge Palma foi premiado com diversas distinções, incluindo o Prémio José Afonso em 2002 e a Medalha de Mérito Cultural da Câmara Municipal de Lisboa em 2020.
A sua música, que inclui sucessos como “Frágil”, “Deixa-me Rir” e “Estrela do Mar”, tocou o coração de várias gerações, fazendo de Jorge Palma uma referência eterna na música nacional. Em resposta ao falecimento do artista, o primeiro-ministro de Portugal expressou as suas condolências à família e amigos, sublinhando que “a música fica, nas palavras, nas melodias e na memória de várias gerações”.
Outros membros do governo, incluindo o secretário-geral do Partido Socialista, também prestaram tributo ao artista, reconhecendo o seu legado musical e a sua contribuição para a liberdade e criatividade em Portugal. A família de Jorge Palma pediu que ele seja lembrado pelas suas canções e pelas palavras que deixaram uma marca indelével na cultura portuguesa.
Os detalhes sobre as cerimónias fúnebres serão comunicados posteriormente.















