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Epidemia de Ébola na RDCongo já soma quase 8 mil casos e 3.833 mortes


A epidemia de Ébola declarada em Maio na República Democrática do Congo (RDCongo) continua a agravar-se, com um total de 7.946 casos confirmados até ao momento.

As autoridades sanitárias reportaram 56 novas infecções nas últimas 24 horas, elevando o número total de mortes para 3.833, um cenário que suscita preocupações sobre a potencial propagação da doença, apesar dos esforços internacionais para a conter.

Segundo o Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP), a taxa de letalidade acumulada da epidemia atinge 48,2%. Actualmente, 848 doentes encontram-se hospitalizados ou em isolamento, enquanto 2.001 pessoas conseguiram recuperar da doença. A taxa de acompanhamento dos contactos de casos confirmados apresenta-se agora em 79,2%, embora tenha registado uma diminuição nos últimos dias.

A província de Ituri é identificada como o epicentro da epidemia, concentrando 76,4% de todos os casos confirmados e 62,5% das infecções reportadas nas últimas 24 horas. As dificuldades em receber novos doentes em Ituri têm sido alarmantes, uma vez que os centros de saúde estão “saturados”, conforme indicado pelas autoridades locais, que ressaltam as “capacidades limitadas” existentes na região.

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Este surto é considerado a epidemia de Ébola mais letal na história da RDCongo, superando a que ocorreu entre 2018 e 2020. Projecções indicam que poderá ultrapassar a epidemia de Ébola que afectou a África Ocidental entre 2014 e 2016, que resultou em 11.325 óbitos e 28.616 casos identificados em países como Guiné-Conacri, Libéria e Serra Leoa.

Desde que o vírus do Ébola foi identificado em 1976, a RDCongo já experienciou mais de uma dezena de surtos. O último surto significativo foi declarado encerrado em Dezembro de 2025, na região de Kasai. O primeiro registo do vírus remonta a um foco em Yambuku, perto do rio Ébola, que emprestou o nome à doença.

O Ébola é transmitido através do contacto directo com fluidos corporais de indivíduos ou animais infectados, provocando febre hemorrágica grave, vómitos, diarreia e hemorragia interna, doenças que constituem um desafio significativo para as autoridades de saúde pública a nível local e internacional.

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