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Domingo, Abril 12, 2026
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Edilidade de Tete quer disciplinar automobilistas

O Conselho Municipal da cidade de Tete está, nos últimos três meses, através da sua polícia camarária, a desencadear uma campanha visando disciplinar os automobilistas que circulam sem a observância das regras de trânsito na urbe.
Edilidade de Tete quer disciplinar automobilistas

O chefe da edilidade da cidade de Tete, César de Carvalho, disse, em contacto com o nosso Jornal, que é intenção do município corrigir e manter uma disciplina no seio dos automobilistas que circulam nas vias públicas da urbe, com maior destaque para os taxistas, os transportadores semicolectivos de passageiros, vulgo “chapas”, e motociclistas que são apontados como os principais causadores de acidentes de que resultam muitas mortes e danos materiais, para além de criar embaraços no tráfego.

“A nossa polícia camarária está dotada de meios próprios de acordo com a lei para tomada de medidas pontuais aos motoristas indisciplinados. A cidade está a registar um crescente volume de tráfego rodoviário e é necessário acompanhar este crescimento para evitarmos acidentes” – apontou Carvalho.

O presidente do município da cidade de Tete disse ainda que, doravante, os operadores de viaturas de táxi passarão a ostentar um tipo de pintura das suas viaturas, a qual foi aprovada pela Assembleia Municipal para a sua identificação. Indicou que o incumprimento desta medida tem consequências como multas e a interdição do exercício da actividade na cidade de Tete.

A punição abrange também os automobilistas que estacionam viaturas em lugares impróprios, donde serão recolhidas devendo a sua restituição passar pelo pagamento de uma multa.

“Temos casos de chapeiros e taxistas que são maus condutores. Param ou estacionam em qualquer ponto onde acharem como se fosse normal, obstruindo, deste modo, o trânsito. É altura de tomarmos medidas de correcção destas situações” – disse César de Carvalho.

Para a materialização destas acções, o Conselho Municipal da cidade de Tete acaba de comprar, numa primeira fase, uma viatura para rebocar todos os carros encontrados mal estacionados nas vias públicas e passeios.

Entretanto, para a prevenção de várias doenças, principalmente cólera e malária que, por estas alturas, eclodem devido à época chuvosa, o Conselho Municipal aumentou a sua frota de camiões para a recolha de lixo e outros resíduos, nas ruas e bairros da cidade assim como a destruição de lixeiras espalhadas um pouco por todos os cantos da urbe.  

Água potável cobre 60 por cento da população de Tete

Cerca de 1.114.400 pessoas da província de Tete consomem água potável abastecida por 2159 fontes operacionais e oito pequenos sistemas de abastecimento do precioso líquido nas sedes distritais, o que corresponde a uma taxa de cobertura de 60,4 por cento.
Água potável cobre 60 por cento da população de Tete

O director provincial das Obras Públicas e Habitação em Tete, Luís Machel, disse ao nosso Jornal que, nos últimos dois anos, a sua instituição alargou o acesso à água potável e ao saneamento básico à população, particularmente a rural, através da construção e reabilitação das fontes do precioso líquido e redes de saneamento.

“O trabalho está decorrendo sem grandes sobressaltos e as comunidades beneficiárias estão a colaborar, significativamente, através da promoção da educação em água, higiene e saneamento” – apontou Luís Machel.

Aquele responsável afirmou, por outro lado, que devido às dificuldades financeiras que afectam os parceiros externos de cooperação como o UNICEF, FUNDO COMUM e PRONASAR, o plano de abertura de 190 novos furos de água previstos para o corrente ano nas zonas rurais dos distritos de Angónia, Cahora Bassa, Chifunde, Mágoè, Marávia, Tsangano e Zumbu, sofreu um corte na ordem de 93 por cento.

Deste programa foram abertas apenas 12 novas fontes de água potável, sendo seis no distrito de Moatize e as restantes em Chiúta, cujas obras foram financiadas pelo Orçamento do Estado. No entanto, devido à crise financeira não foi reabilitada nenhuma fonte como estava previsto, revelou o nosso interlocutor.

Centenas de famílias perderam electrodomésticos em Quelimane

Centenas de famílias perderam electrodomésticos em Quelimane
Dos electrodomésticos que não escaparam aos danos, destacam-se ventoinhas, televisores, DVD e congeladores. Entre os cidadãos afectados, reina muito desespero e a EDM diz que a energia é de boa qualidade!

Mais de cem famílias dos bairros 25 de Setembro, Coalane e Brandão, ao nível da cidade de Quelimane, acabam de perder os seus electrodomésticos, devido à má qualidade de energia eléctrica fornecida pela Electricidade de Moçambique (EDM). As comunidades dizem que a EDM não se mostra disponível para arcar com os prejuízos.

No terreno, a nossa fonte viu parte dos electrodomésticos das mais de cem famílias provenientes daqueles bairros.

os mesmos dizem que o nível da qualidade de energia fornecida aos bairros regista constantes oscilações. Na verdade, a cidade de Quelimane tem estado a registar cortes quase que constantes nos últimos dias.

Os lesados dizem que já participaram à electricidade de Moçambique os estragos causados pela má qualidade de energia, contudo, ainda não há resposta plausível para a reposição dos bens.

As famílias mostraram documentos à nossa reportagem, de uma longa lista de mais de cem pessoas, que deram entrada na direcção da electricidade de Moçambique, na cidade de Quelimane.

No bairro 25 de Setembro, dois dias antes dos estragos, as populações contaram a nossa fonte que trabalhadores da Electricidade de Moçambique estiveram a desenvolver trabalhos num PT localizado naquele bairro. na sequência, os técnicos contaram à população que detectaram avarias que originaram nos estragos.

Arieta Bartolomeu, uma das cidadã lesada, explicou que `de repente à noite a energia começou a apagar e a desligar de forma bastante rápida. De seguida, o meu congelador parou de funcionar, o televisor começou a tirar fumo e, de seguida, queimou. foi, na verdade, um grande susto´, disse.

EDM, por seu turno, diz que o facto deve-se à vandalização do equipamento.

De acordo com o director da Edm, Manuel Anselmo, neste momento foi criada uma comissão que envolve técnicos da EDM e quadros do sector da Energia, com vista a apurarem-se as reias causas deste fenómeno.

Paradoxalmente, mesmo com danos causados às mais de cem famílias, a electricidade de Moçambique diz que a energia fornecida à cidade de Quelimane é de boa qualidade!

No entanto, com vista a não prejudicar as comunidades sobretudo no que aos danos diz respeito, o director da EDM em Quelimane garantiu a nossa fonte que no terreno há trabalhos que já começaram a ser desenvolvidos.

Segundo disse, quadros do sector da energia e da EDM estão no terreno a fazer peritagem, por forma a compensarem as famílias.

Se o inquérito concluir que os danos causados ocorreram por razões não imputáveis à EDM, a empresa declinar-se-á das responsabilidades.

Refira-se que devido à sabotagem nos contadores, cabos neutros e espias, cabo que assegura a estabilidade mecânica no campo da rede energética, a EDM somou prejuízos orçados em 300 mil meticais.

Altas temperaturas e chuvas durante as festas

Os termómetros vão subir gradualmente a partir do próximo sábado no sul do país podendo atingir 34 graus no dia 24, altura em que deverão ocorrer chuvas em regime fraco acompanhadas de trovoadas.

Altas temperaturas e chuvas durante as festas
Dados apresentados ontem, em Maputo, pelo meteorologista Sérgio Buque, indicam que, no dia 24 de Dezembro, para Maputo prevê-se uma temperatura de 34 graus, Xai-Xai 36, 37 a 38 no interior da província de Gaza e 33 em Inhambane.
Ainda para a zona sul está igualmente prevista a ocorrência de chuvas fracas, menos de dez milímetros em 24 horas nos dias 24 e 25, principalmente na província de Maputo, que poderão ser acompanhadas de trovoadas. 
No centro e norte, segundo Sérgio Buque, a previsão aponta para uma maior probabilidade de ocorrência de chuvas de forma intermitente. 
`Começou a chover a partir dos primeiros dias de Dezembro. Essas chuvas continuarão durante os próximos dias, principalmente nas províncias de Tete, Nampula, Cabo Delgado e Niassa´, disse.
Em termos de temperaturas, não se espera grande flutuação, excepto para os casos de Tete e Zambézia, onde se esperam igualmente temperaturas elevadas no dia 25 de Dezembro. 
Em relação ao período da passagem do ano, há pequena probabilidade de ocorrência de chuvas no sul do país, principalmente no interior da província de Maputo e de Gaza e no centro/norte, particularmente em Tete, Manica, Zambézia, Nampula e Niassa, onde deverá ocorrer uma precipitação moderada. 
Os actuais dados sobre a previsão do tempo referente ao período das festas foram colhidos ontem em Maputo num encontro que serviu para tornar pública a previsão actualizada pelo Instituto Nacional de Meteorologia, que resulta do consenso alcançado pelo Fórum de Previsão Climática da SADCC (SARCOF), que esteve reunido de 4 a 14 deste mês em Lusaka, na Zâmbia. 
Um dos resultados a reter a partir da previsão actualizada aponta que a região sul do país, em particular a província de Maputo e parte sul de Gaza, deverá enfrentar escassez de chuvas durante o período de Janeiro a Março do próximo ano.

Mais 2 mil agentes para Lei e Ordem

O Ministro da Defesa Nacional, Filipe Nyusi, presidiu ontem, no distrito de Montepuez, em Cabo Delgado, a cerimónia de encerramento do curso de instrução básica militar que integra jovens de ambos sexos recrutados à escala nacional para a prestação do serviço militar.
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A cerimónia compreendeu a prática de exercícios tácticos de demonstração, parada militar, juramento de bandeira, entrega de prémios aos melhores classificados e actividades culturais.

A formação militar consta dos desafios do sector de Defesa Nacional de forma a colocar as Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) sempre à altura dos desafios actuais e habilitar os jovens que cumprem o serviço militar em conhecimentos técnicos profissionais para elevação da capacidade institucional e individual.

De recordar ainda que recentemente encerraram vários cursos militares em dois estabelecimentos de formação militar nomeadamente, Escola de Sargentos “General Alberto Joaquim Chipande”, em Boane e Escola Prática do Exército em Munguine, distrito da Manhiça, cujas cerimónias foram dirigidas, respectivamente, pelo Presidente da República e Comandante-Chefe das Forças de Defesa e segurança Armado Guebuza e pelo ministro da Defesa Nacional, Filipe Nyusi.

Na Escola de Sargentos, o Comandante–Chefe das Forças de Defesa e Segurança afirmou que a formação de sargentos permite ganhos significativos na consolidação de valores cívicos e patrióticos dos jovens que ingressam nas fileiras das FADM. Os sargentos, disse, são a espinha dorsal de todo o Exército. Preenchem a classe média militar, em virtude de se situarem entre os soldados e os oficiais, funcionando para aqueles como primeiro exemplo a seguir.

Por seu turno já na Escola Prática de Exército, Filipe Nyusi desafiou os jovens que juraram a bandeira a colocarem a prova todos os conhecimentos, capacidades, destrezas e experiências que adquiriram durante a formação no cumprimento das suas obrigações militares.

Segundo ele, o militar moçambicano difere de outros cidadãos pelo facto de possuir dupla responsabilidade que advém da sua condição de integrar, sob brio militar adoptando uma conduta tendo sempre presente os ditames da honra, prestígio. A outra responsabilidade resulta do dever de respeitar e abraçar as leis e normas da sociedade, bem como observar os regulamentos e determinações que caracterizam a instituição a que pertence velando pelo bem-estar do povo prestando apoio em todas as situações a que for chamado a intervir.

Renamo: `Agiremos militarmente e os atrevidos pagarão caro a sua ousadia´

Renamo: `Agiremos militarmente e os atrevidos pagarão caro a sua ousadia´

O delegado provincial da Renamo em Sofala, Albano José, diz que qualquer tentativa de colocar elementos das forças de defesa em Gorongosa para atacar Afonso Dhlakama e outros membros da Renamo lá concentrados será violentamente repelida pelas forças armadas da Renamo.

`Quem está interessado na guerra é a Frelimo que envia agentes especiais da polícia à nossa base em Gorongosa, onde vive, actualmente, o nosso líder. Se repetirem este gesto, avisamos que arrepender-se-ão. Agiremos militarmente e os atrevidos pagarão muito caro a sua ousadia´, disse o novo delegado político da Renamo que, nos últimos dias, se tem concentrado em radicalizar e militarizar o discurso da Renamo.

Num outro desenvolvimento, Albano José negou que a ida de quadros da Renamo para a Gorongosa seja um início de uma nova guerra civil. `Em nenhum momento a nossa intenção foi governar este país à força, pois, se o quiséssemos, isto poderia ter acontecido antes das negociações de Roma. Estamos a dizer que estamos fartos de discursos enganadores. Queremos algo de concreto em relação àquilo que são as nossas preocupações que se identificam com as do povo. 80 por cento da população vivem numa penúria injustificada no país´, disse o homem forte da Renamo em Sofala.

Duas adolescentes violadas e esfaqueada em Nampula

Duas adolescentes violadas e esfaqueada em Nampula

Duas adolescentes de 14 e 16 anos de idade, em vida identificadas por Silvina José e Leonora Guilherme respectivamente, foram encontradas sem vida depois de terem sido barbaramente violadas sexualmente e esfaqueadas por desconhecidos, nos bairros de Nacapa e Central, na Vila-Sede de Namapa, na província de Nampula, Norte Moçambique.

O caso deu-se no domingo passado (16). O Comando Provincial da Polícia da República de Moçambique (PRM) de Nampula indica que o corpo da adolescente de 14 anos de idade foi achado por volta das 14 horas e a outra por volta das 16 horas do mesmo dia com as sinais de facadas no pescoço.

Segundo a Polícia conta, um grupo de cinco adolescentes foram surpreendidas por um cidadão desconhecido a apanharem mangas no bairro Nacapa. Ameaçou as raparigas. Na tentativa da fuga uma delas, por sinal Silvina José, ficou retida pelo malfeitor. Violou-a sexualmente. Desferiu facadas no pescoço da mesma e morreu no local. De seguida abandonou o corpo.

No mesmo dia, horas mais tarde, Leonora Guilherme também perdia a vida nas mesmas circunstâncias, segundo os indícios achados pela Polícia, narrou João Inácio Dina, porta-voz do Comando Provincial da PRM neste ponto do país.

A população do distrito de Eráti, naquela Vila, está em pânico. Neste momento a corporação está a “caçar” os criminosos.

Jovem viola sexualmente menor de idade na Zambézia

Jovem viola sexualmente menor de idade na Zambézia

Uma jovem, de 20 anos de idade, violou sexualmente, na semana finda, uma criança de cinco anos de idade no distrito de Gilé, província da Zambézia, Centro de Moçambique.

O chefe da Repartição da Imprensa no Comando-Geral da Polícia da República de Moçambique (PRM), Raúl Freia, disse que o indiciado aproveitou-se da ausência dos pais da menor para cometer o crime. Depois de tantos gritos, a vítima foi socorrida pelos próprios pais que se encontravam a escassos metros de casa. O violador foi apanhado em flagrante.

Cada vez mais ilegais tentam entram no nosso país

Na semana de 08 a 14 de Dezembro, a Polícia registou 102 crimes contra 134 de igual período do ano anterior, dos quais 87 esclarecidos.

De acordo com Raúl Freia, em todo o país foram detidos 122 indivíduos indiciados de vários crimes, dos quais 68 contra propriedade, 40 contra pessoas e 14 contra ordem, segurança e tranquilidade públicas.

Foram igualmente detidos 1.344 violadores de fronteiras, dos quais 657 moçambicanos que tentavam atravessar a fronteira da República da África do Sul e do Malawi, 237 malawianos, 188 zimbabweanos, 139 tanzanianos. Do grupo constam 13 zambianos impedidos de entrar no território nacional.

Estado aliena 2844 antigas lojas abandonadas nas zonas rurais

Estado aliena 2844 antigas lojas abandonadas nas zonas rurais

De 2008 a 2012, 2844 estabelecimentos comerciais que tinham sido abandonados pelos seus donos durante a guerra pela Independência de Moçambique e ao longo do último conflito armado opondo a Frelimo à antiga guerrilha da Renamo foram vendidos pelo Estado a operadores privados baseados nas zonas rurais.

Na altura, estavam arroladas como abandonadas 3866 lojas rurais, restando agora 1022 em condições para a venda e 1395 sem situação definida, segundo Gabriel Muianga, director nacional do Comércio, falando esta segunda-feira, em Maputo, durante a discussão da proposta da estratégia integrada da comercialização agrícola 2013/2020.

A alienação daquelas infraestruturas visa revitalizar a actividade comercial nas zonas rurais e facilitar o acesso de produtores ao mercado de comercialização, de acordo ainda com Muianga, acrescentando que o processo de licenciamento de operadores para ocupação das lojas abandonadas e em escombros continua em todo o país.

Acesso ao financiamento

A venda destes estabelecimentos tem em vista facilitar o acesso aos mercados por camponeses, tendo até ao momento sido construídos 17 novos centros de armazenamento da produção agrícola e carga visando reduzir o custo e tempo de espera para a comercialização agrícola nas províncias de Nampula, Tete e Manica.

Estas regiões são tidas como as que mais problemas enfrentam na colocação dos produtos de camponeses no mercado e a medida está a ser tomada depois de se constatar a existência de “poucos serviços de apoio à comercialização”, salientou Muianga.

Mais adiante, o director nacional do Comércio lamentou a prática de elevadas taxas de juro no financiamento das campanhas de comercialização agrícola, situação que apontou como estando a dificultar o acesso aos fundos destinados a esta operação.

O encontro foi orientado pelo vice-ministro da Indústria e Comércio, Kenneth Marizane, e contou com a apresença de quadros de diferentes instituições governamentais e da sociedade civil moçambicana.

Governo manda encerrar Texmoque em Nampula

As actividades laborais na Nova Texmoque que se implantou na cidade de Nampula, há cerca de quatro anos, encontram-se paralisadas desde a semana passada por decisão do Governo provincial, que considera que esta empresa do ramo têxtil, sediada na Tanzania, além de desrespeitar a legislação ambiental em vigor, está a colocar em perigo a vida e as práticas agrícolas dos munícipes que vivem em redor da fábrica, através das suas descargas de águas residuais não tratadas.
Governo manda encerrar Texmoque em Nampula

A Nova Texmoque, que emprega neste momento cerca de 400 operários entre outro pessoal afecto à área administrativa, vai ter de desembolsar a favor do Estado um montante estimado em 240 mil meticais de multa pela inobservância da lei ambiental em vigor, por relutância em acatar as decisões emanadas pelos órgãos governamentais competentes, em relação a matéria, apesar dos vários apelos feitos nesse sentido.

O sector para a Coordenação da Acção Ambiental em Nampula, refere numa nota em nosso poder, que desde o início das suas actividades, a Nova Texmoque nunca se dignou a remeter o expediente necessário para que fosse sujeita a um processo de avaliação do impacto ambiental, conforme prevêem certos dispositivos legais em vigor. Por essa razão aquele empreendimento, pertencente ao grupo Mohammed Enterprises Tanzânia Limited (Metel) não possui uma licença ambiental quando passam cerca de quatro anos, desde que iniciou as suas actividades.

Como agravante está o facto das águas residuais não merecerem tratamento exigido para minorar os efeitos que possam vir a causar aos seres humanos quando em contacto com a mesma. As águas residuais produzidas naquele empreendimento, que custou cerca de 20 milhões de dólares norte-americanos aos investidores visando a sua operacionalização, são descarregadas em bruto para áreas residenciais e riachos, a partir dos quais as populações circunvizinhas se abastecem para trabalhos domésticos, incluindo irrigação de campos agrícolas onde praticam essencialmente a horticultura, cujos produtos abastecem a cidade de Nampula.

As colheitas das águas residuais produzidas naquela fábrica, que esteve cerca de uma década encerrada devido a problemas conjunturais, feitas há cerca de dois meses e que seguidamente foram submetidas a análises no Laboratório Nacional de Higiene de Alimentos e Águas, tendo-se concluído que não têm padrões gerais de qualidade para uso para quaisquer fins. Elas são compostas por produtos químicos para lavagem e pintura de capulanas, entre outras peças ali produzidas.

Os moradores do bairro Napipine, onde a fábrica têxtil está implantada, denunciaram por diversas ocasiões a poluição do rio que dá o nome àquela área residencial e aos riscos que a suas vidas estão sujeitas quando em contacto ou uso das águas para fins agrários, facto que motivou a tomada de diligências por parte das autoridades governamentais de Nampula para entender melhor os seus contornos.

O director provincial da Indústria e Comércio, Elídio Marques, precisou que a direcção da Nova Texmoque em Nampula, está sensibilizada das implicações que as águas residuais não tratadas têm para os seres humanos. Contudo, referiu que para qualquer desembolso os gestores locais têm que solicitar autorização a partir da capital da Tanzania, onde está baseado o Conselho de Administração.

A fábrica só voltará a laborar quando a direcção cumprir todos os requisitos atinentes a obtenção da licença ambiental, além da construção de um centro de reciclagem de águas residuais, segundo determinação do Governo provincial de Nampula.

Populares trocam sal por comida devido à fome em Machanga

Alguns residentes do distrito de Machanga, a sul da província de Sofala, estão a trocar as enormes quantidades de sal ali produzidas por produtos de 1ª  necessidade e outros visando fazer face à fome que assola aquele distrito como resultado da fraca produção na campanha agrícola finda em consequência de estiagem. Trata-se do processo de comida pelo trabalho o qual vem sendo desenvolvido em algumas regiões, sobretudo as mais afectadas pela fome como forma de minimizar o drama que deixou mais de 4.580 famílias afectadas pela situação.
Populares trocam sal por comida devido à fome em Machanga

Segundo a Reportagem da nossa Delegação da Beira apurou, muitos dos intervenientes usam para o efeito o Fundo de Desenvolvimento Distrital (FDD), vulgo ‘’sete milhões’’ para a aquisição de produtos de 1ª necessidade, utensílios domésticos, material escolar entre outros que são usados nesse processo de troca.
Por exemplo, Carlos Elias Ernesto, jovem de 29 anos de idade, residente na sede distrital de Machanga, disse em entrevista ao nosso Jornal que se beneficiou de 75 mil meticais do FDD, dinheiro que se destinava à compra de material de construção para revenda. Só que, segundo ele, os materiais de construção estão bastante caros no mercado, facto que o motivou a mudar de ideia tendo optado pelo negócio de sal.

‘’Achei melhor vender sal porque é um negócio que, além de ser fácil, também pode ajudar a muita gente sobretudo agora que há muita fome no distrito’’- explicou Carlos Ernesto.

Como ele, muitos outros residentes estão envolvidos no processo de troca de produtos alimentares com sal. Por exemplo, um saco de arroz de 25 quilos equivale a 15 sacos de sal, ou seja, 30 latas de 20 quilogramas.

Revelou que se inspirou no facto de ver o empreendedorismo como uma forma de combate à pobreza e não só como, também, alternativa à falta de emprego que graça a maioria da população activa no país, sobretudo os jovens.

‘’Não devemos esperar que o Governo arranje emprego para os jovens, pois temos que ser empreendedores porque além de ajudar a melhorar a vida, também ajuda a muitas pessoas carenciadas como é o caso vertente do distrito de Machanga em que milhares de pessoas precisam de ajuda alimentar’’- explicou Carlos Ernesto.

Para além de servir de troca localmente, o sal produzido em Machanga também é comercializado em quase toda a província de Sofala e um pouco pelo país.

Devido à estiagem, o distrito de Machanga produziu apenas perto de 4.300 toneladas de produtos diversos na campanha 2011/2012 contra cerca de 11.930 da campanha anterior, ou seja, 2010/2011.

Entretanto, o Governo através do INGC já acondicionou viveres estimados em 379.260 toneladas para as mais de 14.700 famílias afectadas pela fome naquele distrito.

Anemias inquietam saúde em Muecate

As anemias estão a preocupar as autoridades do sector da saúde no distrito de Muecate, um dos celeiros em termos de produção de alimentos na província de Nampula. No decorrer do presente ano quatro pessoas morreram em resultado da doença que tem como causa a dificuldade das famílias de diversificar os alimentos que consomem por razões culturais, facto que está a concorrer para o aumento de pedidos de transfusão de sangue entre os pacientes que dão entrada nas unidades sanitárias locais.
Anemias inquietam saúde em Muecate

Felisberto Manuel, director do Serviço Distrital de Saúde, Mulher e Acção Social em Muecate, que revelou o facto, descreveu o quadro epidemiológico da região como sendo inquietante em relação as anemias, facto que coloca o seu sector em alerta permanente. Segundo ele, as anemias colocam-se na segunda posição na lista das doenças no seu distrito atrás da malária.

Desde o início do ano a esta parte, o distrito registou um total de 120 pedidos de doação de sangue com carácter de urgência, pois visava salvar 58 vidas em perigo. No entanto, nem todas solicitações foram satisfeitas porque as doações totalizaram 111, mercê de apelos lançados pelas autoridades sanitárias locais junto aos parentes dos pacientes, que revelaram necessidade urgente de transfusão que mesmo apesar de terem sido feitas resultaram em quatro óbitos por anemia.

Apesar da fartura de alimentos produzidos localmente por agricultores que atingem o topo da sua actividade tornando-se em empreendedores de sucesso, Felisberto Manuel referiu que há uma forte tendência de resistência às mudanças em relação aos hábitos alimentares por parte das populações, que independentemente da idade consomem mais farinha de mandioca com baixo teor de proteínas e feijões.

Para inverter essa característica, o sector da saúde está a promover oficinas culinárias a nível das comunidades, onde os membros influentes das famílias são educados em relação aos procedimentos básicos a observar na preparação das refeições, privilegiando alimentos que dão força e as proteínas que o corpo humano necessita para o seu normal desenvolvimento.

Este trabalho conta com o patrocínio da Visão Mundial, que no distrito de Muecate desenvolve várias actividades no domínio da segurança alimentar e patrocínio da criança que privilegiam a produção de alimentos, lanche escolar e cesta básica para as famílias mais carenciadas.

Felisberto Manuel referiu que as actividades preconizadas na campanha nacional de saúde, nomeadamente a vacinação contra a poliomielite, que no seu distrito cobriu um universo de 18.484 crianças de zero aos 60 meses de idade, desparasitação e planeamento familiar são de capital importância na medida que concorrem para a melhoria do quadro epidemiológico em Muecate.

O distrito atingiu as metas planificadas excepto na desparasitação das crianças pelo facto, segundo a fonte, da maioria se encontrar em gozo de férias de final do ano lectivo. Contudo, Felisberto Manuel acredita que os seus pais os tenham levado à vacinação ou desparasitação nos locais para onde foram passar férias junto dos seus parentes.

Falta de laboratórios limita investigações na área de produção de alimentos

A falta de infra-estruturas como laboratórios, equipamento diverso e reagentes utilizados nos estudos científicos integram a lista dos principais obstáculos que enfrentam os investigadores moçambicanos nas suas jornadas laborais.
Falta de laboratórios limita investigações na área de produção de alimentos

O problema não é novo, mas foi mais uma vez destacado por investigadores ontem, em Maputo, durante a primeira conferência de alimentação e nutrição que decorreu sob o lema “Produção de Alimentos e Boas Práticas de Alimentação”.

Mário Mungoi, docente e investigador da Academia de Ciências de Moçambique, explicou, a-propósito que Moçambique ainda não dispõe de infra-estruturas suficientes para as necessidades dos investigadores que tendem a aumentar, nos últimos anos. “Ainda é preciso desenvolver e apetrechar os laboratórios, pois são determinantes no trabalho investigativo”, disse Mungoi.

Devido àquela fragilidade, investigadores dos países vizinhos têm se posicionado em melhor lugar que os moçambicanos, sempre que houver concursos internacionais de estudos na área de alimentos e não só.

Porém, o cientista reconheceu que há um esforço do sector público e privado em investir na área de laboratórios. A título de exemplo falou da existência dos laboratórios do Centro de Biotecnologias, das faculdades de Agronomia e de Veterinária da Universidade Eduardo Mondlane (UEM).

No entender de Mungoi, a questão da insegurança alimentar resulta do desconhecimento das técnicas de produção bem como do não uso das tecnologias da área agrária.

Assim sendo, é preciso potenciar o uso de produtos locais que são ricos em nutrientes e minerais que possam complementar a dieta alimentar.

Este conhecimento pode ser passado através da alfabetização que é feita em quase todo o país.

Para Mungoi, aos cientistas não se coloca apenas a falta de fundos para realizar investigações, pois o governo, através de várias iniciativas como o Fundo Nacional de Investigação (FNI) abre, anualmente, janelas de financiamentos.

Orlando Quilambo, reitor da UEM que interveio na qualidade de presidente da Academia de Ciências de Moçambique, convidou aos investigadores e todos os presentes para darem o seu máximo em prol da produção de alimentos que possam aliviar o país da insegurança alimentar.

A primeira conferência da Academia de Ciências de Moçambique contou com a presença de 80 pessoas que se juntaram para apresentar reflexões sobre os melhores caminhos, do ponto de vista científico, para acabar com a insegurança alimentar.

Onze milhões USD para bolsas e ensino à distância

O Governo chinês, através da empresa ZTE Corporation, concedeu ontem ao nosso país, por via do Ministério da Educação, onze milhões de dólares para financiar 50 bolsas de estudo e o projecto de ensino à distância em 45 centros de ensino em todo o país.
Onze milhões USD para bolsas e ensino à distância

Do valor, um milhão destina-se a financiar cursos de curta duração de moçambicanos e estão relacionados com as áreas de informática, electricidade e telecomunicações, onde no espaço de cinco anos da sua vigência dez bolseiros serão formados na universidade ZTE na China. As bolsas foram oferecidas a Moçambique aquando da visita do Chefe de Estado às instalações da sede da ZTE Corporation, na cidade de Shenzhen, Província de Guangzhou, tendo o presidente do Conselho de Administração da ZTE Corporation, Mr. Shilirong oferecido as 50 bolsas de estudo para o curso de curta duração num espaço de cinco anos.

Foi nesta esteira que ontem, na presença do Ministro da Educação, Augusto Jone, o Instituto de Bolsas de Estudo e a empresa chinesa ZTE, selaram o compromisso através da assinatura de um memorando de entendimento. O IBE é que será responsável pela selecção dos candidatos e coordenação para o envio no período definido pela contra-parte chinesa.

Enquanto isso, o projecto de Ensino à Distância (e-Learning) já está a ser implementado em 45 Centros de Ensino à Distância, entre eles 24 Institutos de Formação de Professores, 10 escolas secundárias e igual número de escolas técnicas do país. A instalação deste projecto começou no distrito de Marracuene, e neste momento está a ser finalizado nas províncias de Nampula, Cabo Delgado e Niassa.

A implementação deste projecto no nosso país, surge na sequência do acordo assinado em Agosto de 2011 na China, durante a visita do Presidente da República, Armando Guebuza. Para este projecto está prevista ainda a formação de técnicos do sector de educação, incluindo dos técnicos dos 45 centros de Ensino à Distância seleccionados ao nível, em habilidades relacionadas com a transferência do conhecimento dentro e fora do país.

Neste contexto, o primeiro grupo de 10 técnicos do Sector da Educação e das instituições do ensino seguirão à China, cidade de Shenzhen, Província de Guangzhou em Janeiro de 2013, para terem formação na Universidade de ZTE, na área de hardware, assistência técnica e manutenção de equipamento de e-Learning (multimédia) e da plataforma de Ensino à Distância. O segundo grupo arranca no mês de Fevereiro de 2013, enquanto que dos 50 bolseiros, dez partirão no mês de Março.

Dondo reclama da subfacturação de energia e água

Perto de 170 mil habitantes do distrito de Dondo, em Sofala, representados pela Assembleia daquela autarquia, levantaram-se semana passada contra algumas instituições públicas que supostamente violam o direito do consumidor, como a Electricidade de Moçambique (EDM) e o Fundo de Investimento e Património do Abastecimento de Água (FIPAG) fundamentalmente por aquilo que apelidaram de frequente subfacturação no consumo doméstico de energia e água.
Dondo reclama da subfacturação de energia e água

O problema, que divide ambas as partes, já tem “barba branca” e tudo indica que está longe de ser dirimido, sendo que ainda este ano a Assembleia Municipal do Dondo chamou por duas vezes, em sessão ordinária, os representantes das visadas instituições públicas para melhor se esclarecerem deste diferendo.

Segundo o presidente daquele órgão do poder local, Anselmo M’ponda, não se compreende que nesta fase de globalização que se opera no mundo inteiro, os munícipes de Dondo sejam obrigados a ter que formar longas filas nos guichés a partir das cinco horas e sejam roubados sobretudo pela EDM.

Como não se bastasse, o vice-presidente da Assembleia Municipal do Dondo, Ricardo Donco, foi ao pódio para, entre outras coisas, dizer que frequentemente o sistema “ON-LINE” regista avarias nos períodos de prazos fixados para o pagamento como pretexto para, injustamente, logo no dia seguinte multar o consumidor.

Donco foi ainda mais longe ao afirmar que o horário em vigor no país, na Função Pública é das 07.30 às 15.30 horas, mas, paradoxalmente, a EDM só atende no Dondo entre 8.00 e 13.00 horas, o que se torna bastante doloroso mormente para as pessoas que formaram a bicha desde 5.00 horas e sem ser atendidas no mesmo dia.

Por seu turno, o membro daquela Assembleia pela bancada da Frelimo, Domingos Fernando, alinhou pelo mesmo diapasão, acrescentando que o mais grave ainda é que a EDM nunca se responsabilizou pela danificação de electrodomésticos dos consumidores e, incluindo o FIPAG, nem fazem leitura dos consumos, preferindo guiar-se em cálculos fictícios.

“Nós somos representantes do povo e estamos cansados destas reclamações. Já na passada XV sessão da Assembleia Municipal do Dondo solicitamos a presença dos representantes da EDM e FIPAG para melhor se esclarecerem sobre estas inquietações e, mais uma vez nesta XVIII sessão, determino que tenhamos presentes os mesmos dirigentes”- sentenciou M’ponda.

Tentativas de busca imediata dos visados culminaram apenas com a localização do responsável da EDM na região, Joel Gobe, cujos esclarecimentos aos membros da Assembleia Municipal do Dondo não foram convincentes, como leituras fictícias no consumo de energia por constantes ausências dos clientes nos domicílios e das bichas por causa do Dondo ser único distrito de Sofala com sistema “ON-LINE”, abarcando assim consumidores de outras regiões.

Por lei, segundo aquele gestor, as multas na facturação só são aplicáveis oito dias depois e não logo no dia seguinte cuja versão, entretanto, se contraria com a actual realidade do sector. Em relação à reparação dos electrodomésticos danificados reconheceu como complexo por carecer do envolvimento de uma comissão mista da EDM e Governo, através da Direcção Provincial de Energia e Recursos Minerais.

No que se refere ao incumprimento do horário, Gobe argumentou haver ordens da instituição no atendimento até 13.00 horas por questões de segurança para permitir tempo para depositar a receita na instituição bancária diariamente. Contudo, assegurou que as reclamações de subfacturação e longas filas só vão ser ultrapassadas com a introdução do chamado sistema Credelec “ON-LINE”, prevista para Julho do próximo ano.

Atendimento reforçado no Hospital José Macamo

O Hospital Geral José Macamo, na cidade de Maputo, acaba de reforçar a sua capacidade de atendimento para dar vazão à procura daqueles serviços durante a quadra festiva que se avizinha. Com efeito, foram criadas novas equipas para as áreas-chave como Serviços de Urgências, Salas de Operações e Medicinas.
Atendimento reforçado no Hospital José Macamo
As referidas equipas de apoio já estão devidamente preparadas e distribuídas nos respectivos sectores, pelo que todas as condições de atendimento dos doentes estão criadas.

Segundo a directora do Hospital Geral José Macamo, Leila Monteiro, esta unidade sanitária recebe muitos pacientes provenientes dos diversos pontos da província de Maputo e alguns bairros da capital do país, daí a necessidade de reforçar a sua capacidade de atendimento.

“Durante esta quadra festiva esperamos receber muitos doentes da província de Maputo e alguns bairros da cidade e nós estamos devidamente preparados para o efeito. Todos os pacientes que procurarem os nossos serviços vão ser bem atendidos”, disse Monteiro.

Monteiro indicou que os medicamentos estarão disponíveis na farmácia do hospital e outros serviços complementares também estão garantidos. “Não teremos casos de rupturas de medicamentos durante a quadra festiva e todos os serviços estão garantidos”, disse.

 Refira-se que Hospital Geral José Macamo é uma unidade com algum fluxo de doentes e nos últimos tempos a tendência do número de doentes que procuram os serviços é de aumentar.

O serviço com maior demanda é a Pediatria que a taxa de ocupação é de mais de 100 por cento e o Banco de Socorros a procura está acima de 120 por cento e não raras vezes são obrigados a acomodar os doentes em camas extras.

A principal causa de internamento na Pediatria é a malária ao passo que no Serviço de Medicina Interna a primeira razão de hospitalização é o SIDA ou patologias associadas com o SIDA.

Matadouro garante carne para as festas

Carne de vaca abatida dentro das normas de qualidade alimentar e sanidade ambiental está disponível para os diversos consumidores durante as festas do Natal e do Ano Novo, garantiu ontem, ao “Notícias”, Custódio Lopes, chefe dos abates no Matadouro Municipal de Maputo.
Matadouro garante carne para as festas

Por forma a responder à demanda, o número dos animais por abater, por estas alturas do ano, aumentou. Nota de destaque é que a carne está a ser vendida ao preço único de 135Mt o quilograma.

Com esta possibilidade nada justifica comprar carne de vaca proveniência duvidosa, nalguns casos a preços especulativos.

Geralmente, abate-se naquele local, uma média diária de 105 bovinos. Porém, com as festas da Família (Natal) e do Ano Novo (Reveillon) o número sobe para 150 animais.

A maioria dos animais, são comprados nas províncias de Tete, Gaza e Maputo, zonas em que operam os principais criadores.

“Geralmente, fazemos abates a pedido dos comerciantes para abastecer os mercados municipais e supermercados de Maputo. São locais onde geralmente é vendida a carne. Todavia, qualquer interessado pode vir aqui quer para mandar abater um animal, assim como para comprar a carne”, disse António Munguambe, supervisor do Matadouro.

Todavia, a fonte alertou que somente são abatidos naquele empreendimento animais que tenham licenças passadas pelos Serviços de Agricultura de qualquer província.

“É verdade que temos aqui um técnico que faz a pré-inspecção dos animais e, depois analisa a carne, mas as pessoas devem nos trazer os animais com as respectivas guias originais”, destacou.

Presentemente, o Matadouro não dispõe de sistema de frio para conservar a carne ali abatida a pedido dos cidadãos, situação que poderá mudar com a reabilitação que está a ser feita.

O Matadouro Municipal é gerido por privados desde 2009 e por um período de 15 anos. Com efeito, o novo gestor começou com obras visando o melhoramento da rede de abastecimento de água e de energia eléctrica, os sanitários, o sistema de drenagem, entre outros compartimentos da infra-estrutura.

Uma das primeiras mexidas feitas até aqui foi a remoção de todos os resíduos sólidos amontoados, na anterior entrada de viaturas, durante as últimas duas décadas, o que melhorou a circulação no seu recinto.

Horários laborais especiais para quadra festiva na cidade de Maputo

A cidade de Maputo vai observar um horário laboral especial durante a quadra festiva de Natal e de Ano Novo, nos dias 24 e 31 de Dezembro corrente, no Comércio, após o Governo acolher o interesse manifestado pelos operadores do ramo nesse sentido.

Horários laborais especiais para quadra festiva na cidade de Maputo
Assim, e de acordo com um comunicado recebido na nossa redação, nos dias 24 e 31 de Dezembro, o Comércio observará o horário de 08h – 21 horas, compreendendo a abertura e o encerramento, respectivamente, podendo o intervalo acontecer no período entre às 13h e 15:00 horas.

Com a excepção de Sábados, Domingos e feriados, o horário a vigorar nos restantes dias nesta quadra natalícia será de 08h – 20 horas.

Segundo o comunicado do Ministério do Trabalho, que estamos a citar, em todos estes horários não deverá haver prejuízo dos pagamentos adicionais legalmente estabelecidos aos trabalhadores envolvidos.

Despedimentos injustos preocupam sindicatos do Sector bancário

O sindicato Nacional dos Empregados Bancários (SNEB), diz estar preocupado com a onda de despedimentos massivos sem justa causa, protagonizados por diferentes instituições do ramo financeiro, alegadamente para dar lugar aos estrangeiros. 
Despedimentos injustos preocupam sindicatos do Sector bancário

Falando há dias, por ocasião da passagem do 20º aniversário da sua criação, o Secretário-geral do SNEB, Alfeu Chibingo, confirmou que existem instituições financeiras que chegam a despedir cinco ou mais funcionários de uma só vez, alegando desvios de fundos.

O secretário-geral fez saber ainda que os despedimentos abrangem, igualmente e com muita frequência, líderes sindicais, com o objectivo de inviabilizar ou intimidar o exercício pleno das suas funções, que consiste na defesa dos direitos dos trabalhadores.

Segundo o secretário-geral a justificação evocada pelos empregadores para estas demissões são problemas de âmbito laboral, como desvio de fundos. “Só que quando o sindicato vai atrás do problema não encontra provas suficientes, dai que concluímos se tratar de manobras dilatórias para poderem admitir força de mão-de-obra estrangeira”, afirmou.

Para fazer face a estes problemas, Alfeu Chibingo explicou que o sindicato tem recorrido à lei, mas porque a massa laboral ainda constitui o elo mais fraco, acaba perdendo a causa.

A necessidade do aumento do salário constitui outra preocupação dos trabalhadores bancários. “Há casos em que decreta-se o aumento salarial a nível do sistema financeiro, em coordenação com aqueles bancos que são subscritores do acordo colectivo do trabalho, mas as vezes são esses mesmos bancos que não respeitam o acordo”, lamentou o secretário-geral.

Quanto à promoção que tem sido outro grande calcanhar de Aquiles, o Secretário-geral disse que o acordo colectivo de trabalho preconiza que as promoções devem ser feitas por mérito. “Ainda não conseguimos um entendimento para que as promoções sejam administrativas, mas a nossa preocupação é que nem as promoções por mérito acontecem.”.

Como desafio do sindicato para os próximos anos, Alfeu indicou a necessidade do sindicato prosseguir com a missão de defender os trabalhadores, conseguir celebrar maior parte dos acordos colectivos de empresas e a construção de mais edifícios a nível do país.

O sindicato Nacional dos Empregadores Bancários foi criado a 8 de Dezembro de 1992, com o objectivo de promover a defesa dos interesses dos trabalhadores. Na altura da sua criação o sindicato tinha apenas 637 membros e, hoje conta com 6.520 membros.

Ainda em 1992 o SNEB tinha apenas quatro instituições bancárias e hoje o sindicato representa 8.452 trabalhadores de um total de 18 bancos e oito instituições de micro finanças, sete cooperativas de crédito e dez organizações de poupança, totalizando 43 instituições financeiras no país. Deste número 64 por cento estão filiados no SNEB.

O ponto mais alto da cerimónia do 20º aniversário do SNEB, foi a inauguração do centro de repouso para os bancários, na praia do bilene, em Gaga, que contou com a presença do vice-presidente do Banco de Moçambique, líderes sindicais e perto de 800 trabalhadores. Do estrangeiro esteve o secretário-geral do sindicato nacional dos bancários de Angola.

Sammartini ensaia soja no Regadio de Limpopo

A Companhia Agro Social IGO Sammartini, que trabalha no ramo da agricultura no Regadio do Baixo Limpopo, província meridional de Gaza, em Moçambique, vai iniciar, ainda este ano, ensaios agrícolas da cultura da soja, para identificar a variedade mais apropriada para aquele tipo de solo.
Sammartini ensaia soja no Regadio de Limpopo

A medida, segundo Armando Bambo, gestor da companhia, visa assegurar que no arranque do processo de produção a variedade seleccionada possa gerar óptimas margens na colheita da cultura, cujos maiores produtores são os Estados Unidos da América (EUA) e os países latinos, onde o Brasil assume a primeira posição.

A companhia IGO Sammartini, Organização Não Governamental (ONG) italiana, que explora uma área de mil hectares, por enquanto já está a produzir milho numa extensão de 500 hectares, 200 para o arroz, numa área de 100 hectares a ensaiar de várias culturas (soja, trigo e girassol). O remanescente está ainda em preparação.

“Estamos a produzir milho e arroz, mas vamos ensaiar a soja para termos uma variedade ideal e apropriada para este solo que é muito argiloso e muito duro”, disse Bambo, acrescentando que é preciso estudar a variedade e também a altitude do regadio que é um pouco diferente dos sítios tradicionais à prática da soja.

A soja é considerada uma fonte de proteína completa. Contém quantidades significativas da maioria dos aminoácidos essenciais que devem ser providos ao corpo humano através de fontes externas, por causa de sua inabilidade para sintetizá-los.

A companhia, que já investiu cinco milhões de dólares americanos, espera produzir, a breve trecho, as mais óptimas quantidades e qualidades desta leguminosa que vai ser comercializada em Moçambique e também exportar para outros mercados captando, por conseguinte, divisas para o país.

Além do processo de produção no Regadio do Baixo Limpopo, a IGO Sammartini está também a transferir o “know-how” para os seus trabalhadores assim como para as comunidades mais próximas, no sentido de garantir não só os óptimos resultados agrícolas, mas também que os beneficiários tenham conhecimentos dos meios modernos.

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