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Domingo, Abril 12, 2026
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Burlados passageiros na terminal da Beira

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Depois da investida feita por burlões durante a quadra festiva que deixou dezenas de pessoas sem dinheiro nem transporte, no domingo último veio a terreiro um outro grupo protagonizar uma outra acção tendo conseguido burlar 40 pessoas que pretendiam deslocar-se à Tete.

De acordo com as vítimas da trapaça, dois jovens fazendo-se passar por cobradores de uma transportadora cuja designação se desconhece começaram a vender passagens para a província de Tete prometendo que o autocarro partiria 2ª feira às quatro horas.

“Ao comprarmos estes bilhetes partíamos do princípio de que quem aqui se instala é do conhecimento da TPB, mas não foi isso que aconteceu. O transporte não apareceu e perdemos o dinheiro”-explicou uma cidadã que se identificou por Joaquina Moreira.

Indignado, o grupo de passageiros vítimas da burla começou a desencadear uma greve na terminal até que identificou um comparsa dos burlões, tendo valido a pronta intervenção dos homens da lei e ordem afectos ao posto policial local.

Da Direcção do Transporte Públicos da Beira (TPB), instituição que é dona da Terminal Rodoviário Internacional da Beira, o nosso Jornal não teve qualquer reacção, por alegadamente a pessoa autorizada a falar estar ausente.

Tunduro – De jardim a covil de marginais

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Ontem a nossa Reportagem voltou a percorrer o local que, durante longos anos, posicionou-se como um espaço privilegiado para lazer, desporto, meditação e sessões de fotografias por parte de nubentes, turistas e cidadãos no geral.

Tudo porque, desde sempre, aquele espaço foi um local especial numa cidade que anualmente perde os seus espaços verdes.

Nos últimos anos, o ambiente aprazível do Jardim Tunduro mudou para o pior. E o mal começa mesmo à chegada. As paredes do muro de vedação estão excessivamente degradadas, havendo locais em que cederam, desabando. Assim sendo, esses pontos são utilizados como portões de entrada e saída de pessoas de conduta duvidosa que estão na lista dos principais visitantes da actualidade do Jardim Tunduro.

A uns passos do interior do Jardim Tunduro vive-se um cenário interessante. Tudo porque mais adiante se vêem árvores e plantas raras, enquanto no chão o piso é repelente para quem queira caminhar e conhecer o local.

É o corolário da situação criada pela água que escorre pelas vias de acesso. Porque ininterrupta, ela provocou o surgimento de plantas aquáticas que se misturam com o lixo, aceleram a danificação das ruelas, gerando, ao mesmo tempo, cheiro nauseabundo e mau aspecto.

O aquário ali existente perdeu parte do peixe que ali crescia, além de que exala um cheiro desagradável.  Ninguém se atreve a encostar as paredes.

Devido à água que escorre pelas ruelas, algumas vias são intransitáveis. As plantas, embora sobrevivam, já não atraem atenção para observação e fotografias.

Joaquim Sequene, um dos funcionários do município desde 1987 e que se ocupa da limpeza, contou que é difícil garantir o saneamento do meio devido ao nível avançado de degradação das infra-estruturas.

“Queríamos aproveitar esta oportunidade para solicitar ao município botas e luvas de modo a podermos trabalhar com normalidade”, palavras de Sequene.

Simione Matusse, fotógrafo ali desde 1972, é uma das pessoas que “fervem” de tristeza pelo estado em que se encontra hoje o Jardim Tunduro. Além de ter perdido sua oportunidade de negócio, preocupa-lhe a podridão em que ali se vive.

“No passado fazíamos aqui muitas sessões de fotografia, mas hoje isso já não acontece. Ninguém quer ser fotografado num lugar degradado. A solução é reabilitação”, disse ele.

Estado deixa de cobrar IRPS abaixo de 500 mt

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Antes destes reajustes, o valor mínimo não cobrável ou reembolsável era de 100 meticais.

“Aquilo que o Governo fez foi que, no IRPS, há um valor de remunerações que está isento de cobrança e dissemos que o valor considerado como de não pagamento e não reembolso que era de 100 meticais deve subir para 500 meticais”, explicou, recentemente o Ministro das Finanças Manuel Chang.

Em declarações ao nosso Jornal, o governante acrescentou que a ideia é que se o Estado fizer o apuramento dum imposto de um determinado sujeito e a diferença dê num valor que não ultrapasse 500 meticais, não vale a pena se gastar o papel da administração fiscal para a sua cobrança.

A outra inovação resultante da reforma do Código do IRPS é que a partir deste ano, aquele sujeito que tem uma única fonte de rendimento passa a ter um privilégio, porque o desconto que é realizado na retenção na fonte é único e não há resolução final, nem activa, nem passiva, nem de reembolso para o Estado, nem para o cidadão, porque parte-se de princípio que ele pagou o justo naquele preciso momento.

Entretanto, aqueles sujeitos que são vulgarmente considerados “turbos”, ou seja, têm fontes múltiplas de rendimento têm que globalizá-los e sofrer os ajustes de fiscalidade.

Em Moçambique o IRPS é um dos principais impostos cobrados pelo Estado.

No geral, as receitas fiscais que incluem os impostos de rendimento, e sobre os bens e serviços (que incluem o IVA), representavam, no Orçamento de 2012, rigorosamente, 84,20 porcento, enquanto as receitas de capital (que incluem os dividendos de participação empresarial) limitavam-se a 2,6 porcento.

Como resultado de um vasto programa nacional de educação fiscal e popularização do imposto abrangendo todas as capitais provinciais, distritos, postos administrativos e localidades, o Estado diz ter registado em 2012, uma atribuição recorde de 484,611 NUITs – Número Único de Identificação Tributária –  que incluem 477,055 contribuintes em sede de Pessoas Singulares (aproximadamente 98,44 porcento), e 28,861 contribuintes em ISPC, (aproximadamente 6 porcento).

Estes indicadores equivalem a 34,61 porcento mais do que a meta de cadastração que havia sido estabelecida para o ano de 2012.

Moçambique na cimeira internacional de Águas

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A cimeira sobre Energia tem como objectivo inspirar as novas gerações de inventores de energia global na criação de soluções futuras, enquanto que a 1ª Cimeira Internacional sobre Águas, cujo lema é “Promoção da Sustentabilidade da Água em Regiões Áridas”, tem como finalidade discutir as formas de uso de tecnologias avançadas para acelerar o desenvolvimento de soluções sustentáveis de água para as regiões áridas, bem como a ligação entre as componentes água e energia.

Alocação de máquinas agrícolas: Prioridade vai para 20 distritos

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Só para o Corredor da Beira foram disponibilizados, no âmbito da cooperação com a Itália que concedeu, para o efeito, pouco mais de sete milhões de euros, um total de 30 tractores e respectivos implementos para distritos como Sussundenga, Manica, Báruè e Gondola (Manica) e Dondo e Gorongosa (Sofala).

Para o Corredor de Nacala, para onde está a ser dirigido um dos grandes programas na área da agricultura, o PROSAVANA, também estão a ser encaminhados outros 37 tractores, designadamente para distritos como Mocuba, Maganja da Costa, Mopeia (Zambézia), Malema, Ribáuè, Angoche e Moma (Nampula) e Cuamba (Niassa).  

Outros contemplados, segundo dados do Fundo do Desenvolvimento Agrário (FDA), são Moamba, Boane (Maputo) Chókwè (Gaza) e Massinga (Inhambane), Angónia (Tete) e Pemba Metuge (Cabo Delgado).

Segundo a Presidente do Fundo de Desenvolvimento Agrário, Setina Titosse, a intervenção, através de centros de prestação de serviços ao produtor, é uma estratégia que o Ministério da Agricultura está a tentar implementar conhecidas que são as dificuldades encaradas nos outros processos de disponibilização de maquinaria.

“Disponibilizava-se um tractor a um agricultor e o que verificamos pela monitoria que o Fundo de Desenvolvimento Agrário faz é que os agricultores não estão a usar a máquina na sua máxima capacidade e nem sequer apoiam os outros. Se ocorre o problema da falta duma peça a máquina é parqueada. São máquinas novas e daí que se perde um recurso. Estamos a instalar parques de máquinas para aquelas pessoas que têm capacidade de prestar serviços aos agricultores sem capacidade de comprar a sua própria máquina. A questão não é só de usar, há também o problema de reembolsar que tem sido uma grande dificuldade que temos tido com os nossos agricultores”, observou Titosse.

Pelo que disse, o Estado quer entregar a gestão dos centros de prestação de serviços aos privados para o que as províncias já fizeram a selecção dos provedores que receberão a maquinaria a preços subsidiados.

“ É um preço subsidiado pelo Ministério da Agricultura. Os tractores quatro por quatro estão a um milhão e duzentos mil meticais e são acompanhados de todo o equipamento como charrua, grade e o atrelado. Os quatro por dois estão a um milhão de meticais com todos os acessórios. O subsídio foi colocado como forma de apoiar o processo de produção e produtividade porque temos uma meta de crescimento de sete por cento por ano. Numa primeira fase, estamos a pedir o pagamento de 50 por cento porque o preço é mesmo subsidiado. O restante vão pagar em duas prestações e com uma taxa de juro de dez por cento com o período de pelo menos dois anos para terminar o pagamento”, explicou.

De acordo ainda com Setina Titosse, tudo está a ser feito para minimizar os riscos associados a esta iniciativa daí o acompanhamento de todo o processo que está a ser feito pelo Fundo de Desenvolvimento Agrário.

“ Nós acompanhamos o processo e seguimos os termos de reembolso. Como qualquer actividade, o risco está sempre presente. O que estamos a tentar fazer é minimizar este risco. Sendo esta a primeira experiência, estou certa de que podemos ter uma e outra dificuldade. Vamos monitorando para irmos melhorando ao longo do processo”, garantiu.

No âmbito do donativo Italiano, foram adquiridos 110 tractores, 95 charruas, 5 máquinas de plantar com fertilizador, dez bombas de água para irrigação, 20 tanques, quatro linhas de limpeza e calibragem de castanha, outras cinco de calibragem automática de castanha.

Foram adquiridas ainda cinco linhas de selecção com base na cor e seis linhas de processamento de castanha para além de seis máquinas fixas de enchimento de garrafas, um camião basculante e quarenta atrelados para tractores.

Chuvas matam seis pessoas em Nampula

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O mau tempo deixou ainda desabrigadas mais de 340 famílias em quatro distritos de Nampula. O autarca disse ainda que, para além de perdas humanas, foram parcial ou totalmente danificadas 128 infra-estruturas, nomeadamente escolas, mesquitas ou unidades de processamento de cereais.

Namuaca referiu que a autarquia está a prestar apoio a cerca de 100 famílias que se encontram neste momento em situação de necessidade extrema por terem perdido por completo as suas habitações.

Os bairros de Muahivire, Namicopo, Muatala Rex, Carrupeia e Mutauanha são apontados como os que mais sofreram os efeitos das chuvas que têm estado a cair desde o princípio desta semana.

Devido ao pico da época chuvosa – Activado alerta laranja

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O alerta visa o incremento e maior operacionalização das acções do Plano de Contingência, evitar perdas de vidas humanas e destruição de infra-estruturas sociais e económicas, bem como prestar maior atenção aos grupos mais vulneráveis (crianças, mulheres grávidas, idosos e doentes).

Neste sentido, o CTGC recomenda a activação de todos Comités Locais de Gestão do Risco de Calamidades (CLGRC) para uma maior prontidão e observância de todas as medidas previstas em caso de desastres.

Da avaliação feita na sessão de ontem daquele órgão constatou-se que as principais bacias da região sul do país apresentam escoamentos baixos. No entanto, no centro do registam-se incrementos assinaláveis, tendo o rio Revubué, um dos principais afluentes do Zambeze, atingido o nível de alerta no dia 10 de Janeiro.

De igual modo, os níveis de água nas estações localizadas no baixo Zambeze, nomeadamente, Caia e Marromeu tendem a subir, e ontem rondavam a 25 centímetros, 0,6 do nível de alerta, respectivamente, em consequência das chuvas dos últimos dias.

O mesmo cenário de subida de níveis está a registar-se nos rios Licungo e Púnguè nas estações de Mocuba e Mafambisse, respectivamente.

Durante a análise da situação meteorológica, o CTGC apurou que o inicio da presente época chuvosa e ciclónica (os meses de Outubro, Novembro e Dezembro) foi marcado por chuvas acima do normal com tendência para normal em algumas zonas do sul e centro do país, com destaque para as províncias de Maputo e extremo norte de Sofala.

Ainda no mesmo período, grande parte da zona norte, assim como as províncias de Manica, Tete, Gaza e Inhambane, houve precipitação abaixo do normal.

O CTGC verificou ainda que a presente época chuvosa e ciclónica tem sido caracterizada pela ocorrência de vagas de calor, com maior incidência nas zonas centro e sul, situação que resulta na ocorrência de descargas atmosféricas e ventos fortes (vendavais), causando perdas de vidas humanas e destruição de infra-estruturas sociais.

Entretanto, para os primeiros dez dias de Janeiro, o CTGC constatou a ocorrência de precipitação acumulada situada entre 100 a 500 milímetros no baixo Zambeze, sendo com maior destaque as províncias de Zambézia, Tete, Sofala, Manica e algumas regiões das províncias de Niassa, Nampula e Cabo Delgado.

Para as próximas 48 horas (Sábado e Domingo), o Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) espera a ocorrência de chuvas moderadas a fortes (30 a 50 milímetros em 24 horas) acompanhas de trovoadas na zona sul e nas províncias de Manica, Sofala e Tete.

O Director-Geral da Administração Regional das Águas do Zambeze (ARA-Zambeze), Custódio Vicente, disse que se registam elevados escoamentos nos principais rios afluentes do Zambeze como o Luia, Révubuè, Luenha e Chire em razão das chuvas que tem vindo a cair em território nacional e nos países vizinhos.

Perante este cenário a Administração Regional de Águas do Zambeze está a desencadear um intenso trabalho de monitoria da evolução hidrológica, tendo apelado a todas instituições públicas e privadas, as autoridades locais, aos agentes económicos e a população para se manterem em alerta, devendo a todo o custo retirar-se das zonas de risco e propensos às cheias.

Ministro da Defesa garante lealdade das Forças Armadas a Chávez

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O ministro da Defesa da Venezuela confirmou ao vice-presidente, Nicolás Maduro, que o governo conta com a “lealdade inquestionável” das forças armadas, e que estas, comprometidas com o “processo revolucionário”, farão respeitar a Constituição do país.

“Eu queria assegurar-lhe, senhor vice-presidente, que o senhor conta com uma Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) unida, coesa, com uma moral elevada, capacidade de atuação integra e com uma lealdade inquestionável”, disse o ministro da Defesa Diego Molero durante uma vídeo-conferência, noticiou a Efe.

Durante o diálogo, em parte transmitido pela rádio e televisão, o ministro da Defesa sublinhou que a lealdade da FANB para com o Governo venezuelano e a Constituição “vê-se” desde os quadros mais altos até às patentes mais baixas.

“Estamos comprometidos, de alma, mente e coração com este processo revolucionário e conta com uma Força Armada socialista revolucionária, anti-imperialista e clara com esses ideais bolivarianos”, apontou.
Nicolás Maduro, por sua vez, reiterou que o Presidente, Hugo Chávez, está no exercício das suas funções e que não pode qualificar-se de ausência o facto de o mandatário não poder apresentar-se no acto da tomada de posse, agendada para esta quinta-feira.

Tomada de posse seria ontem: quinta-feira

“Em nenhum momento (a Constituição) qualifica a ausência do Presidente no dia 10 de Janeiro como falta temporal ou ausência absoluta. Seria uma loucura porque a vontade popular é a que prevalece”, afirmou o vice-presidente.

A Assembleia Nacional da Venezuela (AN, parlamento) autorizou, na terça-feira, o Presidente, Hugo Chávez, a dispor de “todo o tempo necessário” para se recuperar em Cuba e regressar à Venezuela, e instou as instituições a actuar segundo a Constituição perante a ausência do governante para jurar um novo mandato na quinta-feira.

O acordo foi aprovado pela maioria parlamentar, afecta ao Presidente venezuelano, com a abstenção da oposição, e prevê que Hugo Chávez tome posse posteriormente perante o Supremo Tribunal de Justiça, como determina um dos artigos da Constituição da Venezuela, e não na quinta-feira, como previsto.

Recuperação em Cuba

O debate surgiu depois de lida uma carta em que o vice-Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, informava que o Presidente Hugo Chávez estava impossibilitado, por recomendação médica, de participar na cerimónia de posse, que seria ontem, quarta-feira, uma vez que ainda se encontra em Cuba, onde foi operado pela quarta vez a um cancro na zona pélvica.
Vários deputados fiéis ao Presidente argumentaram que, em Dezembro, Hugo Chávez foi autorizado, por unanimidade parlamentar, a viajar para Cuba para tratar da sua saúde, como Presidente reeleito e que essa autorização está vigente.
Também que “tem o direito universal, como ser humano e paciente, de dispor do tempo necessário para a sua recuperação plena”.
Com visões distintas, vários deputados da oposição insistiram que, devido à ausência de Hugo Chávez, o presidente eleito do parlamento, Diosdado Cabello, deveria assumir as funções de Presidente da República interino, durante a “ausência” do chefe de Estado.

Empresa indiana investe em Moçambique na produção de feijão-da-china e sementes de sésamo

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A empresa indiana Primus Agri Projects Private Limited está a investir 3 milhões de dólares na província de Nampula, em Moçambique, para a produção em moldes empresariais de feijão-da-china (“Vigna Radiata”) e sementes de sésamo, informou o matutino Notícias, de Maputo.

Em declarações ao jornal, o director da empresa, Praveena Kumar, disse que na presente época agrícola foram preparados e semeados 150 hectares com as duas culturas mencionadas, sendo que a colheita se destina principalmente aos mercados asiáticos onde a procura por este produtos é maior.

“Numa primeira fase plantámos apenas feijão-da-china e gergelim, cuja colheita será enviada não só para a Índia mas também para outros países da Ásia e se tudo correr bem seguir-se-á uma nova fase com a plantação de feijão “cute” e de milho”, disse o director da empresa.

De acordo com o jornal, a empresa indiana pretendia explorar uma área de 300 hectares, mas o governo da província de Nampula decidiu permitir a ocupação de apenas 170 hectares, outrora pertencentes à extinta Empresa de Algodão de Nampula.

Niassa está a ser fustigada por chuva intensa e intermitente

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A província do Niassa está a ser fustigada, desde domingo último, por chuva intensa e intermitente, agravando o crónico problema de degradação das estradas e do saneamento do meio.

Devido a esta situação, a circulação em algumas estradas da província é condicionada a viaturas de tracção a quadro rodas, enquanto nos centros urbanos acentua-se a degradação do meio.

As autoridades do Instituto Nacional de Meteorologia no Niassa, afirmam que a queda intensiva e intermitente da chuva deve-se a passagem da zona de convergência intertropical, associada a baixas pressões.

O chefe da área técnica no Instituto Nacional de Meteorologia no Niassa, Salimo Licolonga, disse que a chuva que cai nos últimos dias na província está acima do normal ao atingir, na estação de Lichinga, 243.2 milímetros, contra o normal de 211 milímetros.

Salimo explicou que a chuva intensa e intermitente vai continuar até Fevereiro próximo, altura em que a zona de convergência intertropical vai sair da região.

IPET introduz cursos para sector de indústria extractiva

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O Instituto Politécnico de Tecnologia e Empreendedorismo (IPET), uma instituição moçambicana vocacionada ao ensino médio técnico-profissional, vai introduzir no presente ano cursos direccionados à indústria extractiva.

A medida visa, segundo o director geral do IPET, Eusébio Saíde, criar mão- de-obra nacional, uma vez que grande parte dos técnicos deste sector é estrangeira.

Os novos cursos do IPET incluem recursos minerais, energias renováveis, mineração e geologia.

“Estes cursos vão proporcionar uma força de trabalho de moçambicanos, queremos formar jovens qualificados. As grandes empresas do sector extractivo quando vêm aqui contratam funcionários estrangeiros. Por isso, com estes cursos pretendemos criar mão-de-obra nacional,” disse Saíde, falando durante o 1/o Conselho Coordenador do IPET.

O evento tinha como objectivo harmonizar os processos de trabalhos daquela instituição e definir estratégias para os próximos três anos.

Saíde acredita que esta medida vai contribuir para o desenvolvimento do país. Para o efeito, explicou Saíde, já foram criadas todas as condições para que o início das aulas decorra sem grandes incidentes.

Enquanto isso, o IPET enfrenta dificuldades na contratação de professores, bem como a aquisição de material didáctico, sobretudo literatura especializada.

“Sabemos que há falta de quadros neste sector. Por isso, estamos em contacto com alguns profissionais do sector da indústria extractiva, para uma possível colaboração com o IPET”, explicou.

Refira-se que em 2012, o IPET lançou um grupo de cerca de 60 estudantes para o mercado de emprego.

Actualmente, Moçambique debate-se com uma crise de técnicos especializados no sector da indústria extractiva para suprir a demanda que se regista nos últimos anos resultante da descoberta de massivas reservas de recursos minerais, particularmente carvão mineral e gás natural.

A maioria dos projectos está concentrada nas províncias de Tete e Cabo Delgado

Pai de Mia Couto: Morreu jornalista e escritor Fernando Couto

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Faleceu ontem em Maputo o jornalista e escritor Fernando Couto, pai do escritor Mia Couto e do empresário Fernando Amado Couto.

Fernando Couto, que pertenceu aos quadros editoriais do jornal Notícias de Maputo, tal como os dois filhos, que no passado abraçaram o ofício de jornalistas, não gozava de boa saúde nos últimos tempos, o que levou a que fosse por algumas vezes internado.

O poeta, que tinha vários trabalhos, sobretudo poesia, publicados em livros e em páginas de jornais e revistas, tinha 88 anos e deixa viúva, três filhos e sete netos.

Fernando Couto, que foi Subchefe de Redacção do Notícias, foi igualmente professor de jornalismo e de outras disciplinas na Escola de Jornalismo de Maputo. Até mais recentemente, Couto foi responsável pela Editora Ndjira.

O funeral do malogrado escritor e jornalista será em data a anunciar, devendo no entanto ser precedido de velório no Sindicato Nacional de Jornalistas (SNJ).

Xipamanine (Maputo): Viola a filha de 13 anos e suicida-se

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Mais um caso de violação sexual de menor no bairro de Xipamanine. Só que desta vez o agressor, no caso concreto pai da vítima, decidiu tirar a própria vida nas celas da 9ª Esquadra da Polícia, na manhã de ontem, na cidade de Maputo.

Segundo o jornal Notícias, trata-se de Inocêncio Macie, de 34 anos de idade que, no passado dia 6 de Janeiro, violou sexualmente a sua filha de 13 anos, aproveitando-se da ausência da sua esposa, tendo depois desaparecido do convívio familiar.

Segundo o porta-voz da Polícia no Comando da Cidade, Orlando Mudumane, a detenção de Inocêncio só foi possível na madrugada de ontem, graças à denúncia de uma senhora que sabia do seu esconderijo.

“A Polícia já estava no encalço do indivíduo e graças a uma senhora que conhecia o seu paradeiro foi possível neutralizá-lo. Ele foi encaminhado à 9ª Esquadra quando já passava da meia-noite, de onde o caso seria encaminhado à Secção de Instrução Criminal”, explicou.

“Qual não foi o espanto! Já encarcerado nas celas da 9ª Esquadra, o suspeito foi encontrado morto logo na manhã de ontem. Não conhecemos as razões que levaram Inácio à decisão de tirar a sua própria vida”, disse a fonte do Notícias.

“O indivíduo foi encontrado morto na cela. Ele terá usado uma peça de capulana que trazia consigo para cometer suicídio. A Polícia ainda está a investigar o móbil deste incidente”, lamentou Mudumane.

Refira-se que este é o quarto caso de violação sexual registado em menos de uma semana, naquele bairro. Os últimos casos envolveram, também, três menores de 10 e 13 anos de idades que se viram violadas sexualmente e agredidas por homens sem escrúpulos.

Dois novos aviões da LAM estarão baseados em Nampula e Tete

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A LAM, Linhas Aéreas de Moçambique, vai adquirir no primeiro trimestre deste ano mais dois aviões e prevê aumentar a capacidade em 22%. Já nos últimos dois meses de 2012, a LAM tinha aumentado a sua frota, com um Embraer 190 e um Boeing 737-500.

Este ano serão adquiridos mais dois Embraer 145 que serão operados pela subsidiária MEX – Moçambique Expresso e estarão baseadas em Tete e Nampula”, de modo a permitir uma resposta integrada aos vários pólos de desenvolvimento de Moçambique”, diz a companhia.

A companhia anunciou ainda que em 2012 transportou 612.765 passageiros, mais 9% do que em 2011.

“Comemoramos este recorde porque reflecte o nosso empenho na resposta á crescente necessidade do mercado pelos serviços de transporte aéreo. É um resultado que demonstra a forma afincada e eficiente como trabalhamos na nossa companhia”, afirmou a administradora delegada da LAM, Marlene Manave.

Contrabando na Matola: Confiscadas 20 toneladas de Cerelac

Pouco mais de vinte toneladas de Cerelac, um farináceo para bebé, foram apreendidas, terça-feira à noite, pela Polícia da República de Moçambique (PRM), no bairro de Khongolote, município da Matola.

O produto transportado num camião de alta tonelagem de marca Mercedes-Benz, MMB-03-38, foi confiscado quando os supostos donos tentavam descarregar numa residência arrendada para o efeito, segundo reporta o jornal Notícias na sua edição de hoje.

De acordo ainda com a fonte, a mercadoria em causa foi retida porque há fortes indícios de ter sido contrabandeada, a olhar o local e a hora em que o produto estava a ser descarregado.

Segundo o proprietário dos bens apreendidos, de nacionalidade belga, Ceriaque Tuagilimana, de 46 anos de idade, o produto é importado de Portugal e é legal, porque tem todos os documentos e obedeceu todos os processos legais de entrada no país.

Ele disse que o produto foi descarregado na sua residência no Khongolote, alegadamente, porque o dono do armazém em que havia negociado para colocar o produto, algures no mercado do bairro T3, recuou na decisão sem dar satisfações.

Sublinhou que efectuou vários telefonemas com o dono do armazém que goraram, ao ponto de decidir baldear a mercadoria na sua casa uma vez que o camião era alugado não podia permanecer no frete.

“Esta papinha é importada de Portugal e obedeci todos o processo de entrada de mercadoria em Moçambique”, disse Ceriaque Tuagilimana, tendo acrescentando que para ele o único problema é ter descarregar o produto na sua casa e não no armazém. Disse não saber por que é que está detido porque a mercadoria é legal e exibiu à Polícia toda a documentação que confirma a entrada do mesmo em Maputo.

Com ele está também detido um nacional identificado por Alfredo Nhuwane, de 43 anos e vigilante de uma empresa de segurança privada alegadamente pelo seu envolvimento no presumível negócio de importação e venda ilegal de papinhas para criança.

Alfredo Nhuwane nega o seu envolvimento no crime, explicando que apenas arrendou a casa de uma prima sua identificada por Beatriz Cumbana Day. “Eu não sei de nada de Cerelac, apenas arrendei a casa ao Ceriaque Tuagilimana”, disse.

Entretanto, o porta-voz da PRM na província de Maputo, João Machava, disse que há fortes indícios de que a mercadoria é contrabandeada daí que estão a trabalhar com a Autoridade Tributária de Moçambique (ATM) para apurar a veracidade dos factos.

“Para nós há fortes indícios de que a mercadoria é contrabandeada mas decorrem investigações com vista a esclarecer o caso”, disse Machava, tendo sublinhado que há muita contradição entre as declarações do motorista do camião e do suposto dono da mercadoria.

Disse que os indivíduos estão encarcerados numa das celas da 7ª Esquadra da Polícia no bairro T3 e paralelamente decorre um processo-crime contra eles que lhes conduzirá a responder o caso em juízo.

Caju em Nampula: Subida do preço agita mercado de castanha

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A comercialização de castanha de caju na província de Nampula está a processar-se num ritmo bastante acelerado nos últimos tempos, facto que é associado ao incremento do preço praticado pelos intervenientes o que estimula ao produtor a libertar o produto para os principais mercados.

O processo de comercialização da castanha de caju arrancou a escala nacional no final de Outubro numa cerimónia presidida pelo Presidente da República Armando Guebuza e que coincidiu com o lançamento da campanha agrária no povoado de Metocheria, distrito de Monapo, em Nampula.

Na altura o preço praticado era de Oito meticais o quilograma o qual, entretanto foi considerado baixo pelos produtores que desmotivados alegaram a falta de reconhecimento do seu esforço empreendido no maneio da cultura, processo que acarreta custos nomeadamente com a compra de serviços junto de provedores envolvidos na pulverização dos cajueiros.

Com o clima de insatisfação instalado no seio dos produtores/apanhadores, começou a assistir-se a escassez de castanha de caju nos potenciais mercados nomeadamente em Mogovolas, Erati, Monapo e Meconta. Seguidamente, confirmou-se o inevitável ou seja a pressão sobre o preço do produto que iniciou uma subida para patamares de dez meticais o quilograma no início do mês em curso. Actualmente o quilograma do produto está a ser vendido ao mínimo de 12 meticais segundo Emílio Furede, delegado do Incaju em Nampula

O nosso informador referiu que a subida do custo da castanha de caju nos mercados concorreu para o incremento de forma galopante dos volumes do produto comercializado, sendo que até quinta-feira cerca de 30 mil toneladas tinham sido compradas pelos principais intervenientes no processo, com destaque para os industriais do ramo baseados em Nampula, além de outros que se dedicam a exportação em bruto daquela cultura estratégica para a economia nacional.

A meta atribuída a província de Nampula por parte das entidades centrais ligadas ao fomento e comercialização da castanha de caju é 40 mil toneladas, quantidades que se acredita venham a ser alcançadas antes do termino de Janeiro próximo de acordo com o entrevistado que considera explosiva a situação actual dos mercados em razão dos preços concorrenciais que os compradores estão e prometem oferecer para atingir as suas metas.

Estatísticas relativas a evolução da comercialização da castanha de caju nas últimas cinco campanhas mostram que a província de Nampula tende a manter volumes médios superiores a 40 mil toneladas/ano do produto. Esta realidade está a estimular os industriais do ramo do caju a implantar unidades fabris para o processamento da castanha com impacto no aumento das receitas fiscais para os cofres do estado mas sobretudo para as oportunidades de oferta de emprego directo e indirecto, as populações.

Emílio Furede revelou ao “Noticias” que a Export Marketing, uma firma de capitais asiáticos vocacionada a comercialização e industrialização de produtos agrícolas, vai implantar uma nova unidade fabril cujas obras arrancam em Marco próximo no distrito de Mogovolas, que se tem assumido líder na produção de castanha de caju na última década.

A cidade de Nacala-Porto vai acolher, igualmente a partir do próximo ano, uma nova fábrica de processamento de derivados de amêndoa de castanha de caju, facto que simboliza o início de uma nova era no esforço visando conferir valor acrescentado aos produtos do caju. O empreendimento cuja construção está presa a finalização de pequenos detalhes, pertence a investidores nacionais e portugueses segundo a nossa fonte.

Acordo Ortográfico continua em polémica

Acordo Ortografico

O movimento que se opõe à adopção do Acordo Ortográfico em Portugal continua a ganhar adeptos, pondo em causa o sonho que vem sendo adiado há anos na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em que Moçambique é membro.

Depois do presidente do Centro Cultural de Belém (CCB), Vasco Graça Moura, ter decidido, em 2012, não aplicar as novas negras de escrita naquela instituição, esta semana foi a vez da Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) anunciar que não vai adoptar o Acordo Ortográfico devido às posições do Brasil e de Angola sobre esta matéria. Vasco Graça Moura é um dos fortes opositores das novas regras de escrita, chegando a considerar que “o Acordo Ortográfico é crime”.

Esta quarta-feira, num comunicado do Conselho de Administração da SPA, citado pela AIM, a entidade afirma que vai “continuar a utilizar a norma ortográfica antiga nos documentos e comunicação escrita com o exterior”.

A entidade sustenta que “este assunto não foi convenientemente resolvido e encontra-se longe de estar esclarecido, sobretudo depois de o Brasil ter adiado para 2016 uma decisão final sobre o Acordo Ortográfico, e de Angola ter assumido publicamente uma posição contra a entrada em vigor”, das novas regras.

As novas regras entrariam em vigor no Brasil a 01 de Janeiro de 2013, mas, no final de Dezembro de 2012, o governo brasileiro adiou a aplicação obrigatória do novo Acordo Ortográfico para 01 de Janeiro de 2016.

A iniciativa do adiamento surgiu após um pedido de parlamentares da Comissão de Educação do Senado, que ouviram, numa audiência pública, as críticas de destacados linguistas brasileiros às novas regras.

Perante estas posições daqueles países, a SPA considera que “não faz sentido dar como consensualizada a nova norma ortográfica, quando o Brasil, o maior país do espaço lusófono, e Angola, tomaram posições em diferente sentido”.

A entidade critica ainda a forma como o Estado Português tratou este assunto “de indiscutível importância cultural e política, designadamente quando o ministro Luís Amado foi responsável pelos Negócios Estrangeiros”.

Moçambique ainda não aderiu.

Avaria de batelão cria transtornos em Marracuene

Batelao da Travessia de Marracuene

O batelão que garante a ligação entre a localidade de Macaneta e a sede do distrito de Marracuene, na província de Maputo, está avariado há duas semanas.

Neste momento, a travessia é feita com recurso a cordas e contra todos os riscos possíveis. Fazer o percurso Macaneta-Marracuene e vice-versa tornou-se uma aventura perigosa desde que o motor do único batelão que liga as duas partes avariou.

Os utentes, cada um à sua maneira, submetem-se a técnicas de risco para chegarem aos destinos.

No local não há Estado, o que conta é o esforço dos interessados em atravessar. Os utentes usam duas cordas amarradas ao batelão e afixadas em duas viaturas, que puxam o aparelho para a margem, transportando pessoas e bens.

“O País” soube no local que o preço pela travessia, imposto por quem pensou naquela solução, ronda os 150 meticais. O preço de tabela afixado pelo Estado é de 180 meticais.

A tripulação do batelão desapareceu do local desde que o mesmo avariou e ninguém controla o equipamento.

A situação abriu negócio para a rapaziada de Marracuene, que se diverte e ganha algum dinheiro.

Os que podem viajam em embarcações artesanais sobre as águas do rio Incomáti.

90 por cento dos médicos do país estão a trabalhar

Medicos camas paciente
Martinho Dgedge, director nacional dos recursos humanos e, ao mesmo tempo, porta-voz do ministério da Saúde, diz que a informação avançada ontem, pela Associação Médica de Moçambique, não constitui verdade. “Dos 1 270 médicos existentes no país, apenas 10 por cento é que não foram trabalhar.”

O Ministério da Saúde afirmou, ontem, não ser verdade que 90 por cento dos cerca de 1 200 médicos existentes em todo o país aderiram à greve, tal como avançou a Associação Médica de Moçambique a nossa fonte.

O director nacional dos Recursos Humanos do Ministério da Saúde reiterou que apenas 10 por cento do pessoal médico é que faltaram ao serviço, mas também alguns destes já começaram a regressar ao trabalho.

Entretanto, a fonte reconhece que as ausências de alguns médicos estão a criar embaraços no funcionamento normal dos serviços de saúde.

“Naturalmente que num e outro sítio houve dificuldades, mas a informação que o Ministério de Saúde tem, e que é a mais credível, que, aliás, pode ser confirmada nas unidades sanitárias, indica que mais de 90 por cento dos médicos estão a trabalhar”.

O Hospital Central de Maputo é que mais se ressentiu da ausência dos médicos. Mais de 70 médicos aderiram à greve, mas o ministério tenta desdramatizar a gravidade do assunto. Diz que são médicos de pós-graduação e estagiários que ainda estão num processo de formação. Diz ainda que nem são todos que alinham na ideia da greve.

“O Hospital Central de Maputo tem perto de 200 médicos em processo de aprendizagem, mas só cerca de 70 é que não foram trabalhar. Isto revela que nem são todos estes que se estão a ausentar”, explicou Dgedge.

Na província de Tete, num universo de 45 médicos, quatro é que não foram trabalhar. Na Zambézia  Martinho Dgedge diz que ninguém aderiu à greve. Já em Inhambane, não revelou o número, mas assegurou que os grevistas estão a regressar aos seus postos de trabalho.

Grevistas serão punidos

Mais uma vez, o Ministério da Saúde reiterou que a greve dos médicos é ilegal, portanto, os que não vão trabalhar são considerados faltosos.

“Para nós, eles (os grevistas) são faltosos…Estão a faltar ao serviço”, disse Dgedge, acrescentando, logo a seguir, que o Estatuto Geral dos Funcionários e Agentes do Estado é claro quanto às medidas a tomar, e toda a gente sabe o que será feito.

Para assegurar os serviços nos locais onde houve ausências, explicou que o Ministério da Saúde contactou com o seu homólogo da Defesa para apoiar em pessoal médico militar.

“Naturalmente que o Misau não podia ficar alheio à esta situação. Tinha que encontrar mecanismos para melhorar a prestação de serviços de saúde. São estes médicos militares que estão a assegurar nalguns sectores”.

Oito médicos aderem à greve no Hospital Geral José Macamo

No Hospital Geral José Macamo, na cidade de Maputo, oito médicos não foram trabalhar, pelo menos, até ao meio dia de ontem, revelou ao nosso Jornal a directora daquela unidade sanitária, Leila Monteiro.

Monteiro reconhece que a ausência daquele pessoal traz consigo enormes constrangimentos para o outro pessoal que se vê obrigado a fechar buracos, mas assegura que, mesmo assim, todos os serviços estiveram a funcionar sem grandes sobressaltos.

Nenhum aluno com idade abaixo de 15 anos estará no curso nocturno

Leda Hugo
O Ministério da Educação garante que, no presente ano, nenhum aluno com idade abaixo de 15 anos, pelo menos dentro da capital do país, estará no curso nocturno, ao contrário do que aconteceu ano passado.

Lega Hugo, vice-ministra da educação e responsável pelo ensino secundário no país, assegurou, ontem, que nenhuma criança com idade inferior a 15 anos de idade estará a estudar de noite, no presente ano lectivo.

“Queremos garantir que todos os efectivos escolares previstos tenham colocação nas escolas e garantir que não haja nenhuma criança com idade abaixo dos 15 anos no curso  nocturno”, explicou a fonte, em conferência de imprensa para falar do ponto de situação das matrículas na capital do país.

Embora haja garantia das vagas no curso diurno, Lega Hugo deixa um alerta. Nem todos os alunos vão estudar nas escolas das suas preferências. Ou seja, as crianças de certos distritos com menos disponibilidade de vagas vão passar para onde há maior número. Por exemplo, “tivemos que levar muitas crianças dos distritos periféricos para Kampfumo porque é aqui onde temos maior número de vagas”.

As que vão sobrar do ensino presencial, o ministério da educação tem como alternativa o ensino à distância. Ou seja, as crianças que frequentam determinada classe do ensino secundário podem organizar-se em grupos de estudos e, uma vez por semana ou por mês, encontrar-se com um docente que faz a sua monitoria.

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