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Quinta-feira, Abril 23, 2026
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MITRAB na posse de dinheiro não reclamado por familiares de mineiros falecidos

Algumas famílias moçambicanas ainda não sabem da existência de dinheiro por receber como espólio, não obstante terem conhecimento de que tem algum ente querido que perdeu a vida nas minas sul-africanas.

Para inverter esta situação, o Ministério do Trabalho (MITRAB) vai empreender, a partir de Julho próximo, uma acção visando localizar familiares de mineiros falecidos naquele pais, com o propósito de lhes entregar o espólio na posse desta instituição do Estado moçambicano.

No MITRAB existem 81 boletins de espólios, correspondentes a igual número de beneficiários.

O processo exige a apresentação da certidão de óbito do mineiro e da cópia do passaporte do falecido, bem como de um dos documentos de identificação civil da viúva ou do filho (bilhete de identidade; certidão de nascimento, certidão de casamento civil ou tradicional ou outro).

Factores sócio-culturais e tradicionais também têm contribuído para a lentidão do processo, como é o caso da poligamia, a legitimidade do beneficiário face ao grau de parentesco do mineiro falecido e a definição familiar local, a falta de documentação individual do beneficiário que confirme a legitimidade para receber os valores a que tem direito, a troca de nomes, em que o nome da zona de origem não é o mesmo constante dos de identificação civil, entre outros problemas.

RM

Alma de Mandela sofre com disputas familiares, afirmam líderes tradicionais

A agonia de Nelson Mandela, em estado crítico há vários dias, prolonga-se porque a sua “alma não está em paz” e os seus ancestrais estão descontentes com as disputas familiares, afirmam líderes tradicionais entrevistados pelo jornal Sunday Times.

“A alma de Mandela não está em paz. Os ancestrais só ficarão apaziguados quando os restos mortais da família Mandela estiverem enterrados outra vez em Qunu. Apenas ali Tata (pai) ficará livre”, explicou um líder tradicional da região onde o pai da nação passou a infância, na região sudoeste da África do Sul.

A fonte fazia referência aos corpos de três filhos de Mandela — Makaziwe, morta em 1948 aos nove meses de idade, Thembekile, morto em 1969 aos 24 anos, e Magkatho, falecido em 2005, aos 55 — que estavam enterrados em Qunu, mas que o seu neto Mandla transferiu em 2011 para Mvezo, a cidade natal do avô.

Mandla, de 38 anos, é o chefe da família e líder tradicional de Mvezo desde 2007. Também é deputado pelo ANC, o partido que governa o país.

Dezesseis membros da família entraram na justiça contra Mandla. Segundo a imprensa local, eles exigem o retorno dos três caixões para Qunu, onde estão sepultados os pais de Nelson Mandela e onde o próprio ex-presidente deseja ser enterrado.

Os documentos judiciais não foram divulgados, pois conteriam informações confidenciais sobre a saúde do herói da luta anti-apartheid.

Mandela, de 94 anos, está hospitalizado em Pretória por uma grave infecção pulmonar. Está em condição crítica, mas os médicos citaram uma leve melhora desde quinta-feira. O país inteiro, no entanto, prepara-se para o pior.

Outro líder tradicionalista afirmou ao Sunday Times que a ambulância que transportava Mandela ao hospital em 8 de junho teve problemas mecânicos porque o ex-presidente não queria ser internado e desejava simplesmente morrer.

“Mandela deveria ser levado a Qunu para morrer tranquilamente, ao invés de estar a ser mantido com vida por máquinas em Pretória”, disse.

RM

Na hora da despedida: Paulino Macaringue destaca formação como pilar da acção

Num discurso proferido na cerimónia de cessação de funções, Paulino Macaringue afirmou que, durante aquele período, foi concebido e implementado um programa que inclui cursos de actualização e adequação para todos os oficiais a vários níveis, ampliação dos caudais de formação nos estabelecimentos de ensino militar dentro e fora do país, criação do Instituto Superior de Estudos de Defesa Tenente-General Armando Emílio Guebuza para realizar cursos complementares de formação e promoção para oficiais subalternos, superiores e generais.

No âmbito da logística, as atenções visaram assegurar o abastecimento em víveres e serviço de alimentação e fardamento, incremento da produção agrícola e implementação da cultura de plantio de árvores, disseminando no militar a cultura do saber fazer, assegurando que cada militar que conseguir inserção no mercado de trabalho depois de cumprido o serviço militar seja sinónimo de um problema social a menos para Moçambique.

“Fomos aumentando de forma visível a mobilidade das tropas com a aquisição gradual de meios de transporte variado”, disse, destacando que no âmbito das infra-estruturas prosseguem trabalhos de edificação de novas instalações de habitação, instrução e comando, bem como a reabilitação das existentes, visando melhorar as condições de vida e de trabalho dos militares.

Interpretando o princípio enunciado em diferentes ocasiões pelo Chefe do Estado e Comandante das Forças de Defesa e Segurança na sua interacção com as Forças Armadas, segundo o qual elas não se improvisam mas sim planificam-se, prosseguiu-se com a elaboração de vários instrumentos conceptuais e legais para centrar a direcção do processo do seu desenvolvimento na lei, regulamentos e normas e abordar as não conformidades que caracterizam o ambiente de gestão de pessoal, priorizando a melhoria do banco de dados e informatização dos processos de gestão de recursos humanos, materiais e financeiros.

“Desenvolvemos e consolidámos sistemas de gestão e controlo com uma monitoria e avaliação assentes na prestação de contas diária, semanal, mensal, trimestral, semestral e anual”, disse Paulino Macaringue, acrescentando que o treino operacional, vulgo preparação combativa, a educação cívico-patriótica, o serviço interno e de guarda passaram a merecer a atenção especial da sua direcção, constando dos conteúdos temáticos de todos os programas de formação.

Indicou que o conjunto daqueles programas e projectos foi concebido e está sendo implementado pelo colectivo da direcção do Estado-Maior General e dos ramos, cimentando neles camaradagem, amizade e espírito de corpo de que tanto se orgulha.

Paulino Macaringue disse ter aprendido, durante os cinco anos que dirigiu o Estado-Maior General das FADM, o significado profundo que o Chefe do Estado atribui ao papel do homem educado e treinado nos altos valores de cidadania, unidade nacional, patriotismo na consolidação de umas Forças Armadas coesas e com alto sentido de identidade, motivadas a cumprir o seu dever de preparar-se para a defesa da pátria por amor ao povo.

Agradeceu a todos os generais, oficiais, sargentos e praças das FADM que corporizam cada vez mais um corpo motivado, mais instruído e adestrado, capazes de interpretar e caracterizar o espectro do ambiente estratégico actual, caracterizado por incerteza e em que é cada vez mais difusa a fronteira entre a paz e a guerra.

“Que continuem a trabalhar para tornar a nossa instituição mais apetecível do que hoje para os jovens”, disse.

RM

Oil India capitaliza-se para entrar no Rovuma

Esta semana, o consórcio constituído pelos grupos Oil and Natural Gas Corp (ONGC) e OIL anunciou ter chegado a acordo para adquirir a participação de 10 por cento do grupo Videocon Industries no bloco Área 1 da bacia do Rovuma, em Moçambique, pela soma de 2,48 mil milhões de dólares, na proporção de 60 por cento para a ONGC Videsh, a empresa do grupo ONGC para os negócios internacionais e 40 por cento para o OIL.

“Vamos contrair um empréstimo no exterior entre 80 por cento e 90 por cento da nossa parcela de mil milhões de dólares para que o negócio possa ser finalizado”, disse à agência “Press Trust of Índia” o director financeiro do grupo, Ananth Kumar.

Segundo a agência “macauhub”, a dívida, que permitirá isolar o grupo da volatilidade da taxa de câmbio rupia-dólar, será uma mistura de empréstimos comerciais e uma emissão de obrigações denominada em dólares.

N K Bharali, director de desenvolvimento de negócios do grupo, disse que o bloco Área 1 contém reservas de gás natural estimadas em 35 biliões a 65 biliões de pés cúbicos que irá ser liquefeito a fim de poder ser exportado para países como a Índia.

Bharali disse ainda que, além do preço de aquisição, as despesas em capital fixo deverão atingir 31,25 mil milhões de dólares se os parceiros no bloco decidirem construir duas unidades de processamento de gás natural, sendo a parcela do grupo OIL de 4 por cento.

Este negócio depende ainda da aprovação das autoridades da Índia e de Moçambique bem como do pagamento por parte do grupo Videocon Industries de impostos em sede de mais-valias a uma taxa que poderá oscilar entre 12 por cento e 32 por cento, de acordo com o ocorrido em negócios semelhantes tendo por base recursos naturais em Moçambique.

O bloco Área 1 é operado pelo grupo norte-americano Anadarko Petroleum, com 36,5 por cento, 10 por cento dos quais estão à venda, sendo os restantes parceiros o grupo japonês Mitsui and Co. (20 por cento), o grupo indiano Videocon Industries e a empresa também indiana Bharat Petroleum, com 10 por cento cada, o grupo estatal PTT da Tailândia com 8,5 por cento e a estatal moçambicana Empresa Nacional de Hidrocarbonetos com 15 por cento.

RM

Renamo reconhece importância do diálogo

Falando em conferência de imprensa em Maputo, o porta-voz da Renamo, Fernando Mazanga, afirmou que das declarações proferidas terça-feira, 25 de Junho, pelo Presidente da República, Armando Guebuza, segundo as quais está aberto ao diálogo, mas Afonso Dhlakama sempre se escapa, compreende-se que a preocupação que o Chefe do Estado deixou implícita mostra que é necessário o encontro entre os dois líderes.

Segundo Mazanga, é fundamental que as delegações do Governo e da Renamo ao diálogo evoluam e rubriquem acordos onde os houver como forma de evitar que o Chefe do Estado e Afonso Dhlakama discutam ainda questões já colocadas e que foram consideradas relevantes, pertinentes, oportunas, claras e urgentes.

Disse que o encontro entre as delegações e as duas personalidades pode contribuir para que uma nova página se abra na história de Moçambique, a página de desenvolvimento, de uma efectiva e real inclusão dos moçambicanos nas várias esferas do país.

RM

Preço de milho sobe ao produtor

A nível do retalho o destaque vai para subida de 50 por cento observada no mercado da cidade de Mocuba, onde os consumidores passaram a pagar 9,02 meticais o quilo, no mercado da cidade de Manica o preço deste cereal subiu em 43 por cento, passando a custar 11,43 meticais o quilograma e uma subida de 17 por cento na cidade de Cuamba onde o preço ao retalho passou para 8,00 meticais o quilo.

Tal como na semana passada, o preço de arroz corrente continua estável na maioria dos mercados. Apesar de ter havido estabilidade, duas subidas foram observadas nos mercados de Tete (36 por cento) e Chimoio (13 por cento).

Com as subidas, o preço ao consumidor passou para 30,00 meticais o quilo na cidade de Tete e 28,33 meticais o quilo na cidade de Chimoio. Cenário contrário foi verificado na cidade de Cuamba com queda de 17 por cento, onde o preço ao consumidor passou para 30,00 meticais o quilo.

Quanto ao fluxo de milho nos mercados destaca-se que na zona sul o mercado de Xikhelene arredores da cidade de Maputo continua a receber milho proveniente de Chimoio, Gorongosa e Nhamatanda, os preços de aquisição continuam os mesmos da semana passada (20,00 a 30,00 meticais a lata de 5 litros em Nhamatanda e Gorongosa e 120,00 meticais a lata de 20 litros em Chimoio). No mercado de Chókwè continua a dar entrada de milho trazido de Massingir, onde o preço de compra mantém-se da semana passada de 185,00 meticais a lata de 20 litros. O mercado de Massinga está a comercializar milho proveniente de Domué. No mercado retalhista desta vila o milho está a custar 200,00 meticais a lata de 20 litros. No mercado de Maxixe foi encontrado à venda milho trazido de Homoíne adquirido ao preço 150,00 meticais a lata de 20 litros.

Na zona centro, a cidade da Beira continua a receber milho proveniente do distrito de Gorongosa, onde os comerciantes continuam a pagar o preço de 100,00 meticais a lata de 20 litros. Enquanto o mercado da vila de Gorongosa está a comercializar milho trazido dos postos de Canda e Vunduzi, onde custou 25,00 meticais a lata de 5 litros. Os mercados das cidades de Manica e Chimoio continuam a receber milho produzido na respectiva província, concretamente de Mavonde e Gondola. O preço de compra subiu em Mavonde para 180,00 meticais a lata de 20 litros e em Gondola continua a 120,00 meticais a lata de 20 litros.

Ainda na zona Centro, a cidade de Tete recebeu milho proveniente de Guro, onde foi adquirido ao preço de 120,00 meticais a lata de 20 litros, enquanto na vila de Úlonguè, no distrito de Angónia, deu entrada de milho proveniente de Tsangano e Moatize, onde os comerciantes pagaram 120,00 meticais a lata de 20 litros. A cidade de Mocuba recebeu milho produzido em Lugela, onde custou 4,00 meticais o quilo e 150,00 meticais a lata de 20 litros. A vila de Alto Molócuè está a consumir milho adquirido nos armazéns locais, este cereal foi trazido de Caromano, Nauela e Chapale, onde custou 6,50 meticais o quilo.

Na zona norte o milho vendido no mercado da cidade de Pemba continua a vir do distrito de Balama, onde continua a custou 5,00 meticais o quilo. Na cidade de Lichinga tem disponível para à venda milho proveniente dos distritos de Sanga e Lichinga, nestes distritos o milho custou 130,00 meticais a lata de 20 litros. Enquanto na cidade de Cuamba continua a ser comercializado milho produzido localmente, nas zonas de produção o preço de aquisição foi de 120,00 meticais a lata de 20 litros.

Enquanto isso, o preço desta leguminosa registou quedas nas cidades de Maputo (20 por cento), Pemba (40 por cento), Montepuez (11 por cento) e na vila de Alto Molócuè (24 por cento). Com as quedas os consumidores passaram a pagar 40,00 meticais o quilo em Maputo e Montepuez, 30,00 meticais o quilograma em Pemba, e 26,67 meticais o quilo na vila de Alto Molócuè.

Cenário contrário foi verificado nos mercados de Chimoio e Angónia na ordem de 17 por cento e 25 por cento, respectivamente. Estas subidas fizeram com que os consumidores pagassem 35,00 meticais o quilo na cidade de Chimoio e 28,87 meticais o quilograma na vila de Úlonguè em Angónia.

Em relação ao preço de feijão nhemba, registou subidas nos mercados de Tete e Angónia na mesma proporção de 33 por cento, onde o preço atingiu 20,00 meticais o quilo na cidade de Tete e 24,15 meticais o quilograma em Angónia. A vila de Alto Molócuè registou subida de 29 por cento, onde o preço alcançou 51,76 meticais o quilo.

Houve apenas uma queda de 20 por cento registada na no mercado da cidade de Montepuez, onde o consumidor passou a pagar 20,00 meticais o quilo.

Em relação ao amendoim pequeno a estabilidade verificada foi acompanhada por uma subida e uma queda. A subida foi de 20 por cento registada na cidade de Tete, onde os consumidores passaram a pagar 60,00 meticais o quilo e a queda foi de 14 por cento reportada da vila de Alto Molócuè, onde o preço ao consumidor passou para 72,24 meticais o quilo.

Quanto ao amendoim Grande, foram registadas duas quedas de 14 por cento e 13 por cento nos mercados da cidade de Tete e vila de Alto Molocué, respectivamente. Com as quedas os consumidores da cidade de Tete passaram a pagar 30,00 meticais o quilo e os da vila de Alto Molocué pagaram 51,75 meticais o quilo.

O mercado da vila de Úlonguè, em Angónia, foi o único que registou subida que merecesse destaque na ordem de 29 por cento, onde o preço ao consumidor atingiu 45,28 meticais o quilo.

RM

A Frelimo e as autárquicas: Muária em Niassa para trabalhar com as bases

Muária, segundo disse à sua chegada a capital provincial, Lichinga, encontra-se no Niassa para trabalhar com as bases do seu partido, num trabalho longo e complexo que visa seleccionar os candidatos a presidentes dos municípios e respectivas assembleias municipais, cujo anúncio está previsto para Julho ou Agosto do corrente ano.

Numa das passagens, aquele dirigente disse, apesar de se tratar de uma competição interna, contar, como sempre, com a maturidade que caracteriza os camaradas, no que respeita à selecção de pessoas ganhadoras que possam, através do seu envolvimento pessoal, dignificar o partido que demonstrou ser responsável e maduro em todas as etapas da vida dos moçambicanos.

Dirigindo-se, particularmente, à população do Niassa, aquele dirigente político referiu que Niassa é hoje aquilo que é porque a sua população, nestes últimos 38 anos, soube valorizar as conquistas populares, através de um trabalho árduo.

“A nossa independência foi regada de sangue, infelizmente, volvidos 38 anos, ainda há moçambicanos que querem ver o sangue derramar no nosso solo pátrio”, denunciou, apelando, particularmente a população do Niassa a ser mais vigilante de modo a neutralizar todos aqueles cujas acções pretendem criar em Moçambique um clima de guerra, de terror e de saque.

Nos 38 anos de independência, continuou Carvalho Muária, o povo moçambicano provou que é unido e nos 20 anos de paz demonstrou que é capaz de conservá-la, usando o diálogo como arma eleita para encontrar entendimento nas diferenças políticas, sociais e culturais. “Com a paz, nós fomos muito mais longe do que fomos naqueles poucos anos da independência antes dos 16 anos de guerra de desestabilização”, concluiu Muária, pedindo aos que gostam de sangue para beberem água e outros líquidos aconselháveis.

RM

Para o serviço nacional: Necessários 45 mil profissionais da Saúde

Segundo Martinho Djedje, director nacional de Recursos Humanos no Ministério de Saúde (MISAU), actualmente o sector opera com apenas 23 mil profissionais da Saúde, continuando com um défice de 22 mil técnicos.

Djedje, que falava ontem em Maputo, na cerimónia de graduação de 188 técnicos médios pelo Instituto de Ciências de Saúde de Maputo (ICSM), referiu que aquele número poderá ser atingido nos próximos tempos considerando que anualmente o país forma 2500 profissionais.

Explicou ainda que estes técnicos são distribuídos pelas diferentes regiões do país, dependendo das necessidades de cada província, distrito ou posto administrativo onde estão a ser construídas novas unidades sanitárias.

“Ainda não atingimos o número necessário de funcionários do sector da Saúde uma vez que a rede sanitária nacional está a crescer com a edificação de novas unidades sanitárias para fazer face à procura dos serviços de Saúde”, afirmou Djedje.

Por seu turno, o director do ICSM, Inácio Mondlane, disse que os 188 graduados fizeram sete cursos diferentes, destes 101 são do sexo feminino e 87 masculinos e durante o processo de formação 22 desistiram.

Mondlane referiu que esta graduação foi possível graças à contribuição do MISAU, em particular a Direcção dos Recursos Humanos para a área de formação, e colaboração de professores e trabalhadores do ICSM.

Dirigindo-se aos recém-graduados, Inácio Mondlane disse que “depositamos toda a confiança em vós porque assim demonstraram ao longo da vossa formação, em todos locais por onde estiveram a fazer estágio que a vida é um bem precioso, daí que merecem nossa confiança”.

Falando no decurso da cerimónia, Mondlane elogiou a forma didáctica e pedagógica como os professores têm estado a transmitir conhecimentos aos alunos, e sobretudo a maneira como têm sido ultrapassadas as dificuldades ao longo do trabalho, garantindo sempre a transmissão de valores morais e amor à pátria.

RM

Lançada sexta edição grande prémio do jornalismo

Falando na ocasião, Salimo Abdula, presidente do Conselho de Administração da Vodacom, disse fazer parte da estratégia desta operadora apoiar projectos desta natureza que reconhecem e premeiam a excelência de trabalhos jornalísticos das mais variadas áreas de actividade.

A iniciativa, segundo Abdula, contribui para a promoção da criação jornalística “ao incentivar a uma melhor qualidade no tratamento da informação, contribuindo deste modo para uma cidadania mais responsável, informada e participada”.

Por seu turno, Eduardo Constantino, secretário-geral do SNJ, enalteceu a atitude da Vodacom ao apoiar para a distinção dos jornalistas de diferentes órgãos de comunicação social pelo reconhecimento dos seus trabalhos.

“É um orgulho imenso podermos contar, uma vez mais, com o apoio da Vodacom que, de resto, nos tem acompanhado ao longo das várias edições do Grande Prémio do Jornalismo, onde distinguimos vários jornalistas de diferentes órgãos de comunicação social que viram o seu nome e o seu trabalho reconhecidos”, referiu Constantino.

À semelhança das edições anteriores, o Grande Prémio contempla oito categorias diferentes. O Grande Prémio de Jornalismo Aquino de Bragança será atribuído a jornalistas que desenvolvam o melhor trabalho de jornalismo de investigação; Prémio Anual de Jornalismo Abel Faife para a Reportagem; Prémio Anual de Jornalismo Daniel Maquinasse para Melhor Reportagem Fotográfica; Prémio Anual de Jornalismo Leite de Vasconcelos para Melhor Programa Radiofónico; Prémio Anual de Jornalismo Teresa Sá Nogueira para Melhor Programa Televisivo; Prémio Anual de Jornalismo do SNJ Saíde Omar para Melhor Reportagem Desportiva; Prémio Anual de Jornalismo Ian Christie para Melhor Trabalho de Jornalismo Económico; Prémio Anual de Jornalismo Areosa Pena para Melhor Crónica.

Os trabalhos a concurso serão avaliados por um júri constituído por membros do SNJ, pelo que os vencedores, inscritos nas respectivas categorias, serão anunciados numa cerimónia a realizar no mês de Novembro.

RM

Transporte para Centro e Norte: Terminal da Junta retoma o ritmo

Exemplo disso é que na manhã de ontem foi registada a partida de quatro autocarros da Junta, dois para a cidade da Beira, um para Quelimane e outro para Nampula, com 42, 29 e 54 passageiros, respectivamente.

Na quinta-feira, tinham partido da mesma terminal três autocarros para os mesmos destinos, com 12, 20 e 29 passageiros que viajam para Beira, Quelimane e para a cidade de Nampula, segundo Inês Mindo, gestora do Terminal da Junta.

Numa situação normal, partem daquele terminal para as regiões centro e norte cinco autocarros.

Mindo garantiu que a situação tende a melhorar com os passageiros a voltarem a procurar aquele serviço no terminal, mas os números registados ainda continuam abaixo dos habituais, apesar de não estarem distantes.

“São dados normais comparativamente às nossas estatísticas mensais, mas é preciso salientar que há momentos em que este número de passageiros duplica”, explicou Inês Mindo.

Disse não estar em condições de justificar a normalização desta actividade, supondo apenas que possa resultar da tranquilidade que se está a retomar na zona entre o rio Save e Muxúnguè, província de Sofala, patrulhada por forças conjuntas do Exército e da Polícia.

Sobre os autocarros que regressam das regiões centro e norte do país, Inês Mindo referiu que estes têm chegado ao terminal de forma morosa porque a travessia daquele troço da província de Sofala é feita com escoltas.

RM

CABO DELGADO – Reduz taxa de mortalidade nos hospitais de Muidumbe

A taxa de mortalidade reduziu em 32,7 por cento, comparativamente com os dados do ano passado, referiu Purruque, tendo justificado o decréscimo das mortes nos hospitais do seu distrito com a melhoria dos cuidados prestados no serviço de internamento, influenciado pelo aumento de pessoal desta área.

Porém, quando o administrador do distrito fala do estado de saúde da população colide com dados referentes a nados mortos, que, de um modo geral, aumentaram no último ano em 2,1 por cento, no primeiro trimestre deste ano, que na opinião do governo do distrito deve-se à demora na entrada das gestantes nas unidades sanitárias, optando pelas tentativas de assistência dos partos pelas matronas.

“Para inverter este cenário, temos levado a cabo campanhas de sensibilização, que neste caso concreto realizámo-las por via de 396 palestras que tiveram lugar em todas as unidades sanitárias do distrito, principalmente durante as consultas pré-natais”, explicou Rodrigo Purruque.

Do mesmo, segundo a fonte, tudo está a ser feito no sentido de evitar que continue a aumentar o número de crianças com mau crescimento nutricional, neste momento na ordem dos 9,5 por cento, quando se faz a comparação com o período análogo do ano passado, que se presume seja em consequência do fraco conhecimento do uso correcto dos alimentos, tendo em conta que se afasta a hipótese de ser resultado da sua falta.

Dum modo geral, de acordo com o administrador de Muidumbe, o perfil epidemiológico do distrito foi caracterizado no período coberto pela presente análise pelo aumento em 20,1 por cento de casos de malária, devido ao uso incorrecto de redes mosquiteiras tratadas com insecticida de longa duração.

“Porém, nas diarreias constatámos com agrado um decréscimo na ordem dos 15,4 por cento, como consequência directa do trabalho realizado nas comunidades, sobretudo para a necessidade de tratamento de água com cloro e outros detergentes de igual acção”.

Por outro lado, a fonte garantiu que ainda estão em curso as actividades de sensibilização das comunidades de Miagaleua, Chitunda, Muambula, Mandava, às quais estão a ser distribuídos produtos para a purificação da água e são aconselhadas sobre o uso correcto de redes mosquiteiras, em colaboração com os activistas e os comités de saúde criados em todas as aldeias.

RM

CABO DELGADO – Metoro manifestou-se contra uso ilícito da droga

Diferentes grupos culturais e associações desfilaram pela artéria para ir desembocar no local do comício alusivo à efeméride, onde igualmente foram exibidos diversos números de dança, música e teatro, com mensagens que desaconselham o tráfico e uso ilícito da droga.

O director provincial do Gabinete de Prevenção e Combate à Droga, Eng. Tomé Madebe, acompanhado pela administradora do distrito de Ancuabe, Eusébia Celestino, dirigiu-se aos populares para lhes falar dos malefícios da droga e o nível preocupante em que se encontra a província e o distrito, em particular, quanto ao papel celebremente infeliz que desempenha, na qualidade de corredor.

O tráfico e consumo de drogas, de acordo com o Eng. Tomé Madebe, incentivam a criminalidade, violência em geral, fenómenos que nos últimos dias têm ganho níveis preocupantes sobretudo na camada jovem, o que resulta em certas ocasiões em doenças crónicas, dependência de consumo de substâncias ilícitas, acidentes mortais, incapacidade, entre outros males inaceitáveis numa sociedade que se pretende sadia.

Apesar do esforço empreendido, segundo a fonte, visando o desencorajamento da procura e oferta desta droga, estes dados reflectem a contínua actividade de produção e tráfico ilícitos, o que não só fomenta o seu consumo nas comunidades, como aumenta os crimes conexos, tais como a violência, ofensas corporais, entre outros.

Cabo Delgado, conforme dados tornados públicos, continua a ser um dos focos de oferta e corredor de drogas provenientes da região dos grandes lagos. De Janeiro a esta parte, foram apreendidos mais de 800 quilogramas de droga diversa, uma das quais ácido acetilantranilico e “cannabis sativa”, vulgo soruma, entre outras.

Um relatório apresentado semana passada adiantava como medidas de prevenção a realização, pelo Gabinete de Prevenção e Combate à Droga de Cabo Delgado, de 153 palestras, que abrangeram 11.460 beneficiários, dos quais destacam-se alunos, reclusos, transportadores rodoviários, atletas, jovens e populares nos distritos de Pemba, Balama, Montepuez, Chiúre, Mocímboa da Praia, Ancuabe, Muidumbe, Macomia, Namuno e Mueda (PN).

RM

CABO DELGADO – Edilidade em Pemba presta contas ao público

Para o edil de Pemba, trata-se de um dos pilares sobre o qual assenta a sua governação, em cumprimento do seu próprio manifesto eleitoral, quando falou da governação participativa, que entre outras modalidades inclui esta de em público expor-se e apresentar as contas aos donos da cidade, conforme faz questão de sublinhar, referindo-se aos governados.

Esta metodologia, segundo fez lembrar, junta-se à sua disponibilidade às quartas-feiras para receber diferentes sensibilidades do município, incluindo a imprensa, para a satisfação das suas inquietações e acolhimento de opiniões que possam contribuir para o engrandecimento do programa de governação em vigor.

Por outro lado, as recentes visitas aos bairros, onde conviveu e interagiu com os moradores, mais as reuniões do conselho municipal marcadas para terem lugar, alternativamente, nas respectivas sedes, onde todos os vereadores vão viver os problemas concretos e específicos, completam o rol de vias encontradas por Tagir Carimo para a realização do seu manifesto eleitoral.

No encontro-convívio do cinema Pemba, a edilidade teve a oportunidade de dizer aos munícipes que “estamos a ir para frente, apesar dos constrangimentos impostos pelo fraco nível de abastecimento de água potável aos bairros, pelo FIPAG, insuficiência do efectivo da Polícia municipal, prevalência dos conflitos de uso do solo urbano, a obsolência de parte do equipamento de recolha de resíduos sólidos, fraca capacidade técnica do pessoal da área de finanças, construção civil e recursos humanos e a persistência do fraco nível de reembolso dos fundos de redução da pobreza urbana, por parte dos mutuários”.

A seguir, Tagir Carimo foi dizendo o que é que para cada um dos constrangimentos está a ser feito, tendo chegado à conclusão de que há muito coisa que será realizada, mesmo antes do fim do mandato.

Tratou-se de um exercício que para os cidadãos que acorreram ao local valeu a pena, pois o presidente esteve à disposição de todos e para algumas questões abriu caminho para que quem quisesse perceber melhor fosse ao seu gabinete, nas datas publicamente avançadas, para uma interacção mais específica.

“Pelo menos isso: temos um presidente que não precisamos de óculos de vista para localizá-lo e expor os nossos problemas. O resto parece ser a doença do nosso país, sempre os mesmos problemas, os mesmos constrangimentos”, comentava no fim do encontro um crítico que comparava com o desempenho dos antecessores de Tagir Carimo.

RM

Dhlakama diz estar disponível para encontro com Guebuza

A Renamo manifestou a disponibilidade do seu líder, Afonso Dhlakama de manter um encontro com o Presidente Armando Guebuza para se alcançar um acordo político para pôr um ponto final da tensão política que se vive no país nas últimas semanas.

A vontade de Dhlakama foi expressa hoje em Maputo pelo porta-voz da Renamo, Fernando Mazanga, num encontro com jornalistas.

Segundo Mazanga, o partido Renamo está pronto ainda a acolher favoravelmente uma proposta do governo sobre a data e o local do eventual encontro entre o Chefe do Estado e Afonso Dhlakama.

Para já, o governo já manifestou o seu compromisso de continuar o diálogo que vem mantendo com a Renamo, tendo inclusivamente proposto que a próxima ronda se realize na próxima segunda-feira, dia 1 de Julho, no Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissano.

Na última terça-feira, o Presidente Guebuza, falando a jornalistas, disse que sempre esteve disponível para um frente-a-frente com o líder do maior partido da oposição em Moçambique, sublinhando que “quem se furta a um encontro é Dhlakama”.

As acções armadas da Renamo na estrada nacional Nr. 1 e que estão na origem da situação tensa que se vive no país, particularmente na região centro, é interpretada por analistas como forma de pressão sobre governo para responder positivamente às suas exigências no diálogo em curso já há alguns meses.

A principal exigência da Renamo nesse diálogo é a alteração da lei eleitoral – já em vigor – de modo a assegurar uma representação por igual dos partidos políticos na Comissão Nacional de Eleições (CNE). A lei passou em Dezembro último sem o voto a favor na Renamo no parlamento.

RM

Empresa chinesa surpreendida a vender produtos deteriorados

Na cidade de Xai-Xai, em Gaza, uma empresa chinesa é acusada de tentar vender aos consumidores, dois mil e quatrocentos quilos de arroz deteriorado.

Trata-se da empresa chinesa Wambao, que está a desenvolver a actividade agrícola no regadio do baixo Limpopo em Xai-Xai, que foi surpreendida no princípio deste mês, pela Inspecção das actividades económicas em Gaza.

São no total quarenta e oito sacos de arroz em casca deteriorado, que estavam a ser misturados com arroz fresco, pronto para ser descascado e vendido no mercado local.

A delegada da inspecção das actividades económicas em Gaza, Lina Muchave, disse que a apreensão do referido produto foi graças a denúncia popular, tendo explicado que neste momento decorre, em paralelo, uma investigação e um auto contra a empresa Wambao, que poderá culminar com multas e outras advertências, de acordo com a gravidade da situação.

RM

Observatório Eleitoral recebido por Guebuza; aguarda encontro com Dhlakama

O Presidente moçambicano, Armando Guebuza, recebeu hoje, numa audiência ocorrida em Maputo, os membros do Observatório Eleitoral (OE) com os quais reflectiu sobre a segurança neste país que se prepara para acolher, a 20 de Novembro próximo, as quartas eleições autárquicas.

Dinis Matsolo, membro desta organização da sociedade civil moçambicana, disse que no encontro foi feita uma abordagem sobre a ‘situação de insegurança’ que se vive no país e as possíveis saídas para a solução deste mesmo problema que pode por em causa este exercício democrático.

Actualmente, o país vive momentos em que a paz alcançada há mais de 20 anos está sendo beliscada por ataques mortais e destruição de bens protagonizados por homens armados da Renamo, na província central de Sofala.

Os ataques a civis, por exemplo, ocorrem entre o rio Save e o Posto Administrativo de Muxúngue. Esta última zona localiza-se no distrito de Chibabava, onde nasceu o líder da Renamo, Afonso Dhlakama.

O Observatório Eleitoral acredita que os moçambicanos têm capacidade para encontrar uma solução, destacando que esta é a razão pela qual esta organização pediu o encontro com o Chefe do Estado moçambicano, tendo em conta que a insegurança não permite a realização de eleições justas, livres e transparentes.

“Nós não só pedimos audiência ao Chefe do Estado como também ao presidente da Renamo, Afonso Dhlakama. Estamos preparados para este encontro logo que ele também se prontificar a receber-nos”, afirmou Matsolo.

A insegurança, segundo a fonte, afecta a condução normal de todo o processo, sendo assim necessário garantir-se a paz para que as pessoas possam se recensear e votar tranquilamente.

“A mensagem que levamos ao Presidente foi da necessidade de se continuar a investir no diálogo para se encontrar uma saída airosa”, disse Dinis Matsolo, acrescentando, de seguida, que “Também propomos um encontro directo entre o Chefe do Estado e o líder da Renamo para se encontrar uma solução a este problema”.

RM

Barclays Moçambique afirma acompanhar redução das taxas de juro do banco central

O Barclays Moçambique tem estado a reduzir as taxas de juro de algumas linhas de crédito, em sintonia com a redução das taxas directoras por parte do Banco de Moçambique, afirmou em Maputo o director de Tesouraria da instituição, Alberto Pitoro.

Citado pela imprensa moçambicana, Pitoro adiantou que a redução que se está a verificar na taxa de juro de facilidade permanente de cedência de liquidez não deve ser encarada como o único factor determinante para a redução das taxas de juro no mercado financeiro, dado que existem outros factores de risco a ter em conta.

Aquele responsável disse ainda compreender que o banco de Moçambique, ao reduzir as taxas directoras, abre espaço para que os bancos comerciais baixem as taxas de juro que praticam na economia, mas diz que isso não acontece, necessariamente, na mesma proporção.

As afirmações foram proferidas no 2º Fórum Económico do Barclays, no âmbito do 10º aniversário da instituição em Moçambique, no decurso do qual o economista sénior do grupo Absa/Barclays, Riddle Markus, revelou que, em termos regionais, Moçambique é o país com o maior défice da balança comercial, que representa 36% do Produto Interno Bruto.

O Barclays opera em Moçambique há dez anos, dispondo actualmente de uma rede de 43 balcões e cerca de 900 trabalhadores.

RM

Com Mandela doente, Obama já está na África do Sul

O presidente dos EUA, Barack Obama, chegou na noite desta sexta-feira (28) à África do Sul, para uma visita já programada, no meio da expectativa gerada pelo estado de saúde do ex-presidente Nelson Mandela, ícone da luta contra o apartheid e o racismo.

A caminho do país, Obama disse que não vê necessidade de tirar uma foto ao lado de Mandela, de 94 anos, que se encontra hospitalizado em estado crítico em Pretória.

‘Veremos como está a situação quando aterrarmos. Não preciso de uma foto com ele. A última coisa que quero é ser inoportuno num momento de preocupação familiar’, afirmou Obama a bordo do avião presidencial Air Force One.

Obama chega à África do Sul numa visita que já estava programada, após concluir uma viagem ao Senegal que teve como foco melhorar a segurança alimentar e promover as instituições democráticas.

A Casa Branca espera que o périplo africano do democrata sirva como resposta ao que alguns veem como anos de negligência por parte do governo do primeiro presidente negro dos Estados Unidos.

Antes de deixar Dacar, Obama tinha agendado um encontro com agricultores e empresários locais para discutir as novas tecnologias que estão a ajudar os agricultores e suas famílias na África Ocidental, uma das regiões mais pobres e mais propensas à seca do mundo.

Mas é Mandela que vai dominar o dia do presidente, mesmo antes da sua chegada a Johanesburgo.

Questionada na quinta-feira se Obama faria uma visita a Mandela, a Casa Branca disse que será uma decisão da família.

“Vamos atender completamente os desejos da família Mandela e trabalhar com o governo sul-africano no que diz respeito à nossa visita”, disse o vice-conselheiro de segurança nacional Ben Rhodes a repórteres no Senegal.

“O que a família Mandela considerar adequado é o que estamos focados em fazer em termos da nossa interacção com eles.”

Obama considera Mandela, também conhecido como Madiba, como um herói. Independentemente de um encontro, as autoridades disseram que a viagem serviria principalmente como uma homenagem ao líder da luta contra o apartheid.

“Eu tive o privilégio de conhecer Madiba e falar com ele. E ele é um herói pessoal, mas eu acho que não sou o único que pensa assim”, disse Obama na quinta-feira. “Se e quando ele partir deste lugar, uma coisa que eu acho que todos nós vamos saber é que o seu legado vai se prolongar ao longo dos tempos.”

O presidente dos EUA não tem eventos públicos programados. Ele poderia ir para o hospital. Durante a viagem, Obama deve visitar Robben Island, onde Mandela passou anos na prisão.

RM

Guebuza promete acção militar contra ataques de Sofala

Na tarde desta quinta-feira, na tomada de posse do novo Chefe do Estado Maior General das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM), os ataques militares na província de Sofala voltaram a dominar os discursos.

Falando como comandante em chefe das FADM, Guebuza disse  que “não vamos tolerar” os ataques e orientou as forças armadas para, juntamente com a Polícia, garantirem a segurança.

“Não vamos tolerar tentativas de pôr em causa a circulação de pessoas e bens no País. As forças armadas devem, em coordenação com outras forças de defesa e segurança, garantirem a segurança”, disse Guebuza após empossar Graça Chongo como substituto de Paulino Macaringue, numa cerimónia que teve lugar no Quartel General.

Este discurso do chefe do Estado ganha outra dimensão por ser uma declaração em meio militar e não civil, como tinha sido até agora. Reveste-se de orientação clara ao novo chefe do Estado Maior General das FADM para mandar os militares agirem ao lado da Polícia na região sul de Sofala, onde os ataques a civis e a militares têm ocorrido.
Até aqui a Polícia de Intervenção Rápida tinha estado na frente dos combates na região. Tanto em Abril, em Muxúnguè, aquando do ataque à delegação local da Renamo, seguida de retaliação que causou a morte de 4 agentes no local, assim como em Gorongosa, no que foi descrito como “incidente” pelo Governo, onde 17 agentes da FIR saíram feridos do confronto com os homens da Renamo nas imediações da base de Afonso Dhlakama, a Polícia – ainda que especializada – esteve sempre na frente do combate.

Com a troca do Chefe das FADM, há quem vaticina a mudança no modo de confronto com os homens da Renamo, devendo agora estar mais envolvido o exército. O discurso de Guebuza ontem sustenta essa tese.

Relaciona-se ainda, em círculos de segurança restritos, a não continuidade de Macaringue na frente das FADM, com esta alegada inércia dos militares no combate aos homens da Renamo.

Guebuza, dirigindo-se a Macaringue, felicitou o seu trabalho juntamente com o seu adjunto, Olímpio Cambona. Este foi reconduzido ao cargo por mais três anos. Disse que eles aceitaram “a missão de servirem ã pátria”.

General Macaringue diz que Guebuza não falou das razões da sua exoneração

“O presidente da República e Comandante em chefe das Forças de Defesa e Segurança não me falou das razões da minha exoneração. Não tenho informação de que esteja relacionado com qualquer incidente. Fui confiado uma missão e depois de cumpri-la fui exonerado”, disse o Chefe do Estado Maior cessante, general Paulino Macaringue a quem a lei ainda permitia continuar no cargo por mais três anos caso o chefe do Estado assim decidisse.

Novo chefe das FADM

Por sua vez, o novo Chefe das FADM, Graça Chongo, disse que
“não tenho uma missão específica por cumprir. O presidente da República, confiou-me a tarefa de dirigir as Forças Armadas da Defesa de Moçambique”.

Até à sua nomeação, Chongo desempenhava as funções de inspector das FADM.

Graça Tomás Chongo nasceu a 29 de Setembro de 1954, no distrito de Guijá, província de Gaza. Ingressou nas Forças Armadas em 1974, na então província de Manica-Sofala e pertenceu ao ramo de Exército na especialidade inter-arma, com formação na Academia de Campo Vulstrel, na ex-URSS.

Entre outros cargos, Graça Chongo foi inspector-geral de defesa, director nacional da política de defesa, Comandante do Ramo de Exército.

Este é o quinto chefe do Estado Maior General das FADM desde a independência. O utros foram Sebastião Mabote (1975-1987), António Hama Thai (1987-1994), Lagos Lidimo (1995-2008 e Paulino Macaringue (2008-2013).

Canal Moz

Número de inscritos no recenseamento eleitoral muito abaixo da metade

Um mês depois do arranque, com muitas deficiências, do recenseamento eleitoral de raiz, o número de eleitores inscritos está muito abaixo das metas. Dos cerca de três milhões de potenciais eleitores previstos, apenas 1.240.529 (um milhão duzentos e quarenta mil e quinhentos e vinte e nove), equivalente a 35,6%, estão recenseados. Agora falta menos de um mês para a data do término prevista.

Esta informação foi ontem revelada pelo presidente do Secretariado Técnico da Administração Eleitoral (STAE), Felisberto Naife, que falava em Maputo no balanço do primeiro mês do recenseamento.

Ainda assim, Felisberto Naife entende que “os índices são bons” e acredita que “poderão melhorar durante os próximos dias”.

Os baixos índices de recenseamento acredita-se que sejam resultado dos problemas verificados nos primeiros dias de recenseamento relacionados com incompatibilidades entre impressoras e tinteiros, que adiaram o arranque efectivo do processo por quase duas semanas. As pessoas deslocavam-se aos postos de recenseamento, mas não podiam recensear-se, pois não havia como imprimir o cartão do eleitor.

Para atingir 100% das metas definidas, durante os menos de 30 dias que sobram, o STAE deverá inscrever 74,4 %.

Medidas para melhorar o processo

Com vista ao melhoramento dos serviços, Naife disse que STAE já iniciou trabalhos de “supervisão do funcionamento das brigadas, cumprimento dos horários e adicionou mais equipamento nos postos com maior afluência”, como são os casos das províncias de Gaza, Inhambane, Manica, Tete, Sofala, Cidade de Maputo e Niassa.
As províncias de Nampula e Zambézia têm registado baixos índices nas inscrições.

Ilícitos eleitorais

O presidente do STAE mostrou-se preocupado com os casos que designou por “ilícitos eleitorais”, nomeadamente “pessoas com duplas inscrições e uso de documentos falsos”.
O uso de documentos falsos notabiliza-se mais na Beira com cerca de 35 casos identificados desde que o presente recenseamento deu início

“Novos municípios num bom caminho…”

Naife disse que as novas 10 autarquias cuja municipalização foi aprovada depois do arranque do recenseamento e mais tarde viriam a iniciar aqui também o processo “estão num bom caminho”. “Temos bons índices, 22,8 % nos primeiros 7 dias”, informou.

Recorde-se que estes municípios irão cumprir o mesmo calendário das restantes autarquias, devendo por isso ter menos tempo para o recenseamento.
Sobre os conflitos militares em Sofala, Naife disse que não estão a exercer qualquer influência e apresentou dados: “Sofala, 36.35; Dondo,45.71; Gorongosa, 57.58 Marromeu,32.22 e Nhamatanda,17.79”.

Canal Moz

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