Num discurso proferido na cerimónia de cessação de funções, Paulino Macaringue afirmou que, durante aquele período, foi concebido e implementado um programa que inclui cursos de actualização e adequação para todos os oficiais a vários níveis, ampliação dos caudais de formação nos estabelecimentos de ensino militar dentro e fora do país, criação do Instituto Superior de Estudos de Defesa Tenente-General Armando Emílio Guebuza para realizar cursos complementares de formação e promoção para oficiais subalternos, superiores e generais.
No âmbito da logística, as atenções visaram assegurar o abastecimento em víveres e serviço de alimentação e fardamento, incremento da produção agrícola e implementação da cultura de plantio de árvores, disseminando no militar a cultura do saber fazer, assegurando que cada militar que conseguir inserção no mercado de trabalho depois de cumprido o serviço militar seja sinónimo de um problema social a menos para Moçambique.
“Fomos aumentando de forma visível a mobilidade das tropas com a aquisição gradual de meios de transporte variado”, disse, destacando que no âmbito das infra-estruturas prosseguem trabalhos de edificação de novas instalações de habitação, instrução e comando, bem como a reabilitação das existentes, visando melhorar as condições de vida e de trabalho dos militares.
Interpretando o princípio enunciado em diferentes ocasiões pelo Chefe do Estado e Comandante das Forças de Defesa e Segurança na sua interacção com as Forças Armadas, segundo o qual elas não se improvisam mas sim planificam-se, prosseguiu-se com a elaboração de vários instrumentos conceptuais e legais para centrar a direcção do processo do seu desenvolvimento na lei, regulamentos e normas e abordar as não conformidades que caracterizam o ambiente de gestão de pessoal, priorizando a melhoria do banco de dados e informatização dos processos de gestão de recursos humanos, materiais e financeiros.
“Desenvolvemos e consolidámos sistemas de gestão e controlo com uma monitoria e avaliação assentes na prestação de contas diária, semanal, mensal, trimestral, semestral e anual”, disse Paulino Macaringue, acrescentando que o treino operacional, vulgo preparação combativa, a educação cívico-patriótica, o serviço interno e de guarda passaram a merecer a atenção especial da sua direcção, constando dos conteúdos temáticos de todos os programas de formação.
Indicou que o conjunto daqueles programas e projectos foi concebido e está sendo implementado pelo colectivo da direcção do Estado-Maior General e dos ramos, cimentando neles camaradagem, amizade e espírito de corpo de que tanto se orgulha.
Paulino Macaringue disse ter aprendido, durante os cinco anos que dirigiu o Estado-Maior General das FADM, o significado profundo que o Chefe do Estado atribui ao papel do homem educado e treinado nos altos valores de cidadania, unidade nacional, patriotismo na consolidação de umas Forças Armadas coesas e com alto sentido de identidade, motivadas a cumprir o seu dever de preparar-se para a defesa da pátria por amor ao povo.
Agradeceu a todos os generais, oficiais, sargentos e praças das FADM que corporizam cada vez mais um corpo motivado, mais instruído e adestrado, capazes de interpretar e caracterizar o espectro do ambiente estratégico actual, caracterizado por incerteza e em que é cada vez mais difusa a fronteira entre a paz e a guerra.
“Que continuem a trabalhar para tornar a nossa instituição mais apetecível do que hoje para os jovens”, disse.
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