Sociedade CABO DELGADO – Edilidade em Pemba presta contas ao público

CABO DELGADO – Edilidade em Pemba presta contas ao público

Para o edil de Pemba, trata-se de um dos pilares sobre o qual assenta a sua governação, em cumprimento do seu próprio manifesto eleitoral, quando falou da governação participativa, que entre outras modalidades inclui esta de em público expor-se e apresentar as contas aos donos da cidade, conforme faz questão de sublinhar, referindo-se aos governados.

Esta metodologia, segundo fez lembrar, junta-se à sua disponibilidade às quartas-feiras para receber diferentes sensibilidades do município, incluindo a imprensa, para a satisfação das suas inquietações e acolhimento de opiniões que possam contribuir para o engrandecimento do programa de governação em vigor.

Por outro lado, as recentes visitas aos bairros, onde conviveu e interagiu com os moradores, mais as reuniões do conselho municipal marcadas para terem lugar, alternativamente, nas respectivas sedes, onde todos os vereadores vão viver os problemas concretos e específicos, completam o rol de vias encontradas por Tagir Carimo para a realização do seu manifesto eleitoral.

No encontro-convívio do cinema Pemba, a edilidade teve a oportunidade de dizer aos munícipes que “estamos a ir para frente, apesar dos constrangimentos impostos pelo fraco nível de abastecimento de água potável aos bairros, pelo FIPAG, insuficiência do efectivo da Polícia municipal, prevalência dos conflitos de uso do solo urbano, a obsolência de parte do equipamento de recolha de resíduos sólidos, fraca capacidade técnica do pessoal da área de finanças, construção civil e recursos humanos e a persistência do fraco nível de reembolso dos fundos de redução da pobreza urbana, por parte dos mutuários”.

Recomendado para si:  Navio indiano traz ajuda humanitária a Moçambique

A seguir, Tagir Carimo foi dizendo o que é que para cada um dos constrangimentos está a ser feito, tendo chegado à conclusão de que há muito coisa que será realizada, mesmo antes do fim do mandato.

Tratou-se de um exercício que para os cidadãos que acorreram ao local valeu a pena, pois o presidente esteve à disposição de todos e para algumas questões abriu caminho para que quem quisesse perceber melhor fosse ao seu gabinete, nas datas publicamente avançadas, para uma interacção mais específica.

“Pelo menos isso: temos um presidente que não precisamos de óculos de vista para localizá-lo e expor os nossos problemas. O resto parece ser a doença do nosso país, sempre os mesmos problemas, os mesmos constrangimentos”, comentava no fim do encontro um crítico que comparava com o desempenho dos antecessores de Tagir Carimo.

RM

Destaques da semana