Muária, segundo disse à sua chegada a capital provincial, Lichinga, encontra-se no Niassa para trabalhar com as bases do seu partido, num trabalho longo e complexo que visa seleccionar os candidatos a presidentes dos municípios e respectivas assembleias municipais, cujo anúncio está previsto para Julho ou Agosto do corrente ano.

Numa das passagens, aquele dirigente disse, apesar de se tratar de uma competição interna, contar, como sempre, com a maturidade que caracteriza os camaradas, no que respeita à selecção de pessoas ganhadoras que possam, através do seu envolvimento pessoal, dignificar o partido que demonstrou ser responsável e maduro em todas as etapas da vida dos moçambicanos.

Dirigindo-se, particularmente, à população do Niassa, aquele dirigente político referiu que Niassa é hoje aquilo que é porque a sua população, nestes últimos 38 anos, soube valorizar as conquistas populares, através de um trabalho árduo.

“A nossa independência foi regada de sangue, infelizmente, volvidos 38 anos, ainda há moçambicanos que querem ver o sangue derramar no nosso solo pátrio”, denunciou, apelando, particularmente a população do Niassa a ser mais vigilante de modo a neutralizar todos aqueles cujas acções pretendem criar em Moçambique um clima de guerra, de terror e de saque.

Nos 38 anos de independência, continuou Carvalho Muária, o povo moçambicano provou que é unido e nos 20 anos de paz demonstrou que é capaz de conservá-la, usando o diálogo como arma eleita para encontrar entendimento nas diferenças políticas, sociais e culturais. “Com a paz, nós fomos muito mais longe do que fomos naqueles poucos anos da independência antes dos 16 anos de guerra de desestabilização”, concluiu Muária, pedindo aos que gostam de sangue para beberem água e outros líquidos aconselháveis.

RM