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Segunda-feira, Abril 27, 2026
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Bispos católicos apontam intolerância política e exclusão como ameaça à paz

Os bispos católicos de Moçambique, que durante a semana passada estiveram reunidos em assembleia plenária no Seminário Santo Agostinho na cidade da Matola, província de Maputo, descrevem o actual momento de tensão político-militar e de sucessivos raptos que o País está a atravessar, como sendo de “dor, angústia e desespero” do povo moçambicano.

“Neste momento de dor, angústia e desespero do povo moçambicano causado pelo regresso à guerra no País, queremos unir a nossa voz à voz do povo que clama pela paz e respeito da sua vida”, referem.

Os bispos lembram que em Carta Pastoral de Agosto de 2012, “escrevemos que o clima de intolerância e a falta de inclusão de todos os cidadãos ameaçavam a paz conquistada com tanto sacrifício há 21 anos”.

De acordo com os dirigentes católicos, “Moçambique encontra-se hoje numa situação em que a paz está ser espezinhada, dado que os acontecimentos das últimas semanas revelaram que se optou por resolver as divergências pelas armas”.

Lamentam, por outro lado, que “angustiados testemunhámos que está a ser derramado sangue inocente”, “Voltamos a ver as tristes imagens de mulheres e crianças a abandonarem as suas casas e refugiar-se no mato; povo a sofrer vítima de abusos e desmandos ligados ao clima de insegurança e agressividade que todo o conflito acarreta”.

O povo não deve se deixar arrastar pelo clima de intolerância

Dizem mesmo que o povo quer a Paz e assim sendo eles, na qualidade de pastores, afirmam que “ninguém pode invocar o povo ou encontrar nele legitimidade para defender pelas armas interesses de grupos ou pessoas”.

“Exigimos que pare imediatamente toda a forma de hostilidade, confrontos armados e que se reabra o caminho do diálogo, fazendo recurso a tudo e a todos quantos possam favorecer que o mesmo encontre espaço, seja sincero e efectivo”, prosseguem no seu comunicado, alertando “a todos os cidadãos para que não se deixem arrastar pelo clima de intolerância e violência que está a crescer no País”.

“Sejamos todos defensores deste bem precioso que é a paz, velando pelo respeito mútuo. Sejamos todos construtores de paz trabalhando por instituições respeitáveis e respeitadas”, recomendam, por um lado, apelando, por outro, “a quantos têm autoridade e tomam as decisões de ambas partes envolvidas nos confrontos para que mandem parar todo o acto de violência e agressão”.

Guebuza deve criar condições para um diálogo corajoso e concludente

O apelo dos bispos católicos moçambicanos foi igualmente dirigido ao presidente da República e comandante em chefe das Forças Armadas e de Defesa e Segurança, para que faça tudo quanto está ao seu alcance para parar com os confrontos armados e crie condições reais para um diálogo corajoso e concludente.

A comunidade internacional, através das suas representações diplomáticas em Moçambique e às empresas envolvidas no desenvolvimento do País, a Conferência Episcopal de Moçambique apela a favorecerem “a construção da paz sem a qual as conquistas destes últimos anos estariam postas em perigo”.

Aos crentes, os bispos convidam a todos a intensificar a oração pela paz.

Igreja diz estar disposta a mediar o conflito

Na nota que temos estado a fazer referência, os dirigentes católicos dizem que “como bispos e como cidadãos, reiteramos a nossa inteira disponibilidade em fazer tudo o que as partes directamente envolvidas no conflito acharem legítimo e necessário solicitar-nos para que a paz prevaleça e seja consolidada”.

“A liderança católica mostrou-se, uma vez mais, disponível para mediar o conflito entre a Frelimo e a Renamo”, conclui o documento distribuído pelos prelados depois de analisarem a situação político-militar que o País vive.

Depois de analisarem o ambiente político-militar que se encontra mergulhado o País, os líderes católicos atribuíram ao presidente da República, Armando Guebuza, toda a responsabilidade para parar com o que chamaram de espezinhamento da paz.

Ainda não estão criadas as condições para o encontro Dhlakama-Guebuza

Sobre a cedência ou não da Renamo ao convite de Guebuza que propunha um encontro com Afonso Dhlakama, os bispos, através do porta-voz da CEM, Dom João Carlos Nunes, consideraram que objectivamente as condições ainda não estão criadas para a sua realização e sucesso.

“Há garantias e condições prévias que devem ser criadas e que cabe às partes definirem, contudo, nós defendemos que é preciso garantir questões como a segurança das partes e acautelar que, em caso de não haver resultados satisfatórios, ninguém seja detido. É preciso uma série de condições para que esse diálogo ocorra e não seja aproveitado o diálogo para outros fins”, disse o bispo auxiliar de Maputo.

Embaixadores pedem explicações sobre espectro de guerra e raptos

O espectro de guerra civil que se vive no País e a onda de sequestros que está a semear terror nas principais cidades, e que já se saldou na morte de um menor, dominaram um encontro havido na última sexta-feira entre o ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Oldemiro Baloi, e embaixadores acreditados em Moçambique.

No final do encontro, nenhum dos diplomatas aceitou falar à Imprensa. O mesmo sucedeu com Oldemiro Baloi e o seu vice, Henriques Banze.

O Canalmoz soube do porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, António Matonse, que os embaixadores colocaram uma série de questões ao ministro Baloi, em torno da tensão político-militar e dos sequestros.

Questionado sobre o teor das questões, Matonse disse que se tratava de um “assunto à porta fechada”, por isso não podia falar à Imprensa.

“A Polícia ainda está a trabalhar para estancar os raptos”

Numa situação em que a opinião pública é unânime em relação à clara inoperância da Polícia para estancar a onda de raptos e com sinais claros de envolvimento de certos agentes da corporação no crime organizado, o ministro do Interior veio a público simplesmente para dizer o que já vem dizendo há mais de seis meses: “a Polícia está a trabalhar e brevemente terá resultados”.

A promessa foi feita na sexta-feira passada em Maputo durante um encontro com os membros de partidos extraparlamentares.

Alberto Mondlane promete que serão esclarecidos publicamente “dentro em breve” todos os casos ligados aos raptos, uma vez que está em curso “um trabalho profundo visando estancar este fenómeno”.

De acordo com Mondlane, trata-se de um trabalho que está a ser feito, primeiro, dentro da corporação no sentido de neutralizar todos os agentes que andam ligados a este tipo de crime e, em segundo lugar, sensibilizar a população em geral para colaborar com a Polícia através de denúncias a este tipo de fenómeno que, para além de efeitos nefastos na sociedade, inibe os investimentos estrangeiros.

“Já há resultado que prometemos divulgar publicamente dentro em breve ”, disse o ministro do Interior.

“Este resultado é do esforço que a Polícia tem vindo a desenvolver no sentido de estancar este fenómeno que começa a atingir níveis assustadores no País”, sublinhou Mondlane.

Nampula prevê produzir pouco mais de 6 milhões de toneladas de comida

A província de Nampula, a norte de Moçambique, prevê produzir na campanha agrícola 2013-2014 6.580.275 toneladas de culturas diversas, entre alimentares e rendimento numa área estimada em 1.902.642 hectares.

Falando na cerimónia do lançamento da campanha agrícola 2013-2014 decorrida a nível nacional na última sexta-feira (8) a governadora de Nampula, Cidália Chaúque, disse que uma das formas de garantir a produção é a utilização de tecnologias melhoras, “incluindo semente qualificada, fertilizantes e sistemas de rega com recurso a represas”.
“Por outro lado, devemos evitar as queimadas descontroladas e de todas as práticas nocivas à produção e, pautarmos pela agricultura de conservação” – apelou a chefe do executivo de Nampula.

Entretanto, na ocasião, o Governo de Nampula reconheceu os actores que mais se destacaram na campanha agrícola 2012-2013, tendo, com efeitos, oferecido meios para incentivar o aumento da produção e produtividade por parte destes.

Destacaram-se no reconhecimento os melhores extensionistas da rede pública, os melhores produtores e a mulher produtora.

MDM denuncia ameaças de reprovação de classe e exclusão no emprego a seus apoiantes

O candidato pelo Movimento Democrático de Moçambique (MDM) no município da Maxixe, província de Inhambane, José Rafael Siniquinha, denunciou que os membros do seu partido estão a ser vítimas de ameaças de reprovações de classe e exclusão de emprego e de projectos financiados pelos 7 milhões de meticais, dedicados ao combate à pobreza urbana.

Segundo Siniquinha, estas ameaças são proferidas por alguns professores e secretários de bairros, ligados ao partido no poder, a Frelimo. O candidato do MDM disse, por exemplo, que o membro do seu partido, Amilton Vasco, foi ameaçado reprovar de classe por um professor de nome Boaze, em Chicuque, arredores de Maxixe. Disse também que no bairro de Manhala, situação similar aconteceu, onde estudantes foram ameaçados de não conseguires emprego e reprovar de classe.

“99,9 por cento dos membros do MDM são jovens. 99 por cento dos membros candidatos à assembleia municipal da Maxixe também são jovens. A Frelimo não quer que o MDM tenha visibilidade. Sente-se ameaçada”, disse Siniquinha.

Disse, também, que na Maxixe os mastros das suas bandeiras são destruídos.

As promessas de Siniquinha

Rafael José Siniquinha diz que se for eleito ao cargo do edil, será pela participação do cidadão na vida do município, uma vez que neste momento os munícipes sentem-se excluídos.

Siniquinha centra o seu discurso na estratégia mista, mas com enfoque na campanha porta a porta. Diz que vinha recebendo dos cidadãos reclamações de exclusão da participação política e económica.

“Quero reverter esta situação. Na Maxixe, há falta de água canalizada, potável, energia e transporte. As escolas e unidades sanitárias estão distantes. O nosso projecto é ver distâncias intermédias. Queremos reduzir a distância entre o morador e o hospital”, disse.

No que toca à via de acessos, disse que se ganhar as eleições vai reabilitar as estradas que ligam a cidade da Maxixe a outros bairros. Disse, por exemplo, que Macuamene é a zona baixa da Maxixe, mas não tem uma via de acesso para escoar os produtos agrícolas. Falou da necessidade da reabilitação da estrada Manhala-Mongue, que deverá felicitar a comunicação com os bairros Sahane, Tinga-Tinga e Mabihane.

Lokua Kanza cantou e encantou Maputo

O músico congolês, actualmente radicado em França, Lokua Kanza, cantou e encantou o público moçambicano, num show realizado na passada sexta-feira, em Maputo, no âmbito do Verão Amarelo da mcel.

Lokua Kanza cantou e encantou Maputo

O concerto, que teve lugar no Centro Cultural Universitário da UEM, marcou o lançamento do festival de música africana, denominado Fest Afrik Moçambique, um projecto que teve o apoio pela mcel, a maior operadora de telefonia móvel do País, em parceria com a produtora Laboratório de Ideias, visando transformar a capital moçambicana num palco onde desfilam os melhores músicos africanos.

Lokua Kanza, acompanhado por uma banda do Congo e Camarões, emocionou a plateia, com os seus temas antigos e do seu mais recente álbum, denominado “Nkolo” (Deus), e, tal como ele prometera aquando da conferência de imprensa, durante o espectáculo cantou com maior ênfase as músicas que versam sobre o amor e a paz, em gesto de solidariedade para com o povo moçambicano que, actualmente, vive em situação de instabilidade político-militar.

O autor de músicas como Nkolo Akosunga, Yoka, Tika ngai, Beselombo, e Wapi Yo, entre outras, sendo esta última a mais famosa e conhecida entre os moçambicanos, teve como seu convidado especial Frank Paco, um músico moçambicano actualmente a residir na África do Sul, e que esteve também acompanhado pela sua banda.

Cláudio Chiche, administrador comercial da mcel, referiu que o show que marcou o início de Fest Afrik Mocambique superou as expectativas tanto dos organizadores assim como daquela empresa de telefonia móvel, principal patrocinadora do evento. (FDS)

Contribuição do turismo em debate em Gaza

Operadores turísticos e outros quadros do sector na região sul do país estiveram reunidos da semana passada numa das estâncias do sector na capital provincial de Gaza, Xai-Xai no encontro destinado a debater sobre a contribuição do turismo doméstico no desenvolvimento local.

Tratou-se de um encontro durante o qual os diversos actores do sector deram propostas de plano de acção e estratégias conjuntas para a promoção e massificação do turismo doméstico na região sul do país.

Com as referidas contribuições, de acordo com Arlindo Langa, Director Nacional de Planificação e Relações Exteriores no Ministério do Turismo, foi dado um importante contributo para que, localmente, as comunidades posam, doravante, tirar vantagens da prática de turismo feita por cidadãos nacionais e cuja valorização não tem vindo a ser uma prática por se conceber apenas o turista estrangeiro como protagonista.

O encontro, ainda de acordo com o nosso entrevistado serviu, igualmente, para fazer uma abordagem dos principais entraves enfrentados pelos moçambicanos no acesso aos produtos turísticos, pelo facto de uma grande parte da procura resultar dos interesses estrangeiros e não nacionais.

” O papel das agências de viagem na promoção do turismo interno é, sobremaneira, determinante para fazer com que os destinos turísticos sejam ampla e plenamente conhecidos”, disse.

A ocasião foi, por outro lado, usada pelos académicos para uma dissertação sobre a prática do turismo e as mudanças climáticas e defesa ambiental, onde a acção do Homem é, sem dúvidas, crucial tendo em conta que para a preservação do ambiente se mostra cada vez mais exigente que os operadores turísticos devem instalar os seus ambientes sem agredir a natureza.

As comunidades, segundo a nossa fonte, é chamada a abandonar a prática de queimadas descontroladas, para além da atenção redobrada e combinada que deve ser assumida pelos diversos intervenientes para que se coloque ponto final às dizimação de espécies protagonizada pelos caçadores furtivos nas reservas faunísticas e florestais em toda a região sul do país.

Ainda de acordo com Arlindo Langa, a sociedade é chamada a fazer uma reflexão profunda sobre a necessidade de se contribuir na divulgação de locais de interesse histórico e cultural.

“Ficou claro durante o nosso encontro que a região sul do país é detentora de um enorme potencial turístico”, disse o nosso entrevistado.

Araújo fala de ganhos – Campanha Eleitoral

Manuel de Araújo candidato do MDM à presidência do município de Quelimane afirmou sábado último durante um “showmicio” que teve lugar no campo da Sagrada Família que a durante um ano e meio da sua governação reabilitou cinco estradas em pavêt nos bairros, melhorou a recolha e tratamento de resíduos sólidos, iluminação pública e acesso a água para mais famílias.

Caso vença as eleições de vinte de Novembro em curso, Manuel de Araújo, prometeu triplicar a reabilitação de estradas de qualidade nos bairros para facilitar a circulação de pessoas e viaturas, maior acesso a água e energia e reduzir a onda de criminalidade.

Falando para os seus apoiantes, aquele candidato disse que o MDM é um partido da paz e do desenvolvimento, convidando os presentes para votarem em si e na sua formação política. Explicou os procedimentos de votação e a sua posição no boletim de voto, chamando atenção dos seus apoiantes e simpatizantes para não se atrapalharem no dia da votação.

O comício foi antecedido de um desfile de viaturas alegóricas que saiu da sede do partido no bairro Mapiazua até ao campo da Sagrada Família. Músicos locais por ele contratados actuaram e depois o candidato discursou e dançou com promessas de desenvolver a cultura e a beleza da cidade de Quelimane.

No período da manhã de sábado ele esteve na Comunidade de Santo Egídio com membros da sociedade civil para dar a conhecer as principais realizações que constam do seu manifesto eleitoral.

Mondlane com informais – Campanha Eleitoral

Uma passeata pelas principais artérias da cidade incluindo visitas a igrejas e zonas suburbanas, marcou ontem, a campanha do concorrente do MDM, à presidência do município de Maputo.

Mondlane com informais - Campanha Eleitoral

Ele, esposa e seus acompanhantes rezaram pela paz e estabilidade do país e também pediram votos aos crentes.

Mondlane disse ao “ Notícias” que a mensagem que deixou ficar foi de renovação da esperança e da necessidade de “ se libertar a mente dos moçambicanos e incutir neles a convicção de que todos juntos somos capazes de trazer mudanças na governação municipal.

“ O povo moçambicano e a juventude moçambicana devem ter esperança de dias melhores, mais empregos e desenvolvimento, pode ter uma nova esperança”, afirmou.

Ele privilegiou o contacto interpessoal com os vendedores informais que exercerem a sua actividade nos passeios da zona baixa da capital do país, e prometeu que, caso vença as eleições vai apostar na reorganização deste sector da economia nacional.

“Depois de registarmos os vendedores ambulantes, vamos criar condições para que eles sejam reconhecidos pela edilidade e esse reconhecimento será feito através do cartão do operador informal que pensamos em instituir”, prometeu.

A outra promessa foi de edificar mercados com uma nova configuração e melhorar o serviço e atendimento aos seus utentes.

Calisto Cossa e Silvério Ronguane nas Igrejas – Campanha Eleitoral

Os candidatos a presidente do Conselho Municipal da Cidade da  Matola, Calisto Cossa, pelo partido Frelimo e Silvério Ronguane, pelo Movimento Democrático de Moçambique (MDM) dedicaram o dia de ontem à “caça” do voto dos religiosos.

Religiosos com Calisto Cossa - Campanha Eleitoral

Calisto Cossa foi rezar à Igreja Apostólica do Fomento onde, na companhia do membro da Comissão Política do partido, Manuel Chang pediu o voto dos religiosos.

Calisto Cossa, não só pediu o voto como também forca e coragem para o desafio político que se avizinha.

“Quero dirigir a Matola e para tal conto com o voto de todos os que estão aqui presentes e daqueles que por várias razões não puderam cá estar hoje. Vamos todos votar no próximo dia 20 de Novembro”, pediu.

Manuel Chang que “apadrinhou” Calisto Cossa nesta ida a igreja explicou aos crentes que o candidato da Frelimo é a figura escolhida para liderar e liderar bem os destinos da autarquia da Matola. Referiu que tal liderança só terá legitimidade se cada um dos crentes, presentes e ausentes, se dirigirem às urnas no próximo dia 20 para votarem. Votarem no candidato da Frelimo para presidente do Conselho Municipal e nos candidatos da Frelimo para a assembleia municipal.

Chang garantiu que com Calisto Cossa na direcção do município, a cidade da Matola muito depressa alcançará o bem-estar que se pretende para todos.

Manuel Chang afirmou ainda que a Frelimo tem planos concretos para desenvolver a Matola e, para o efeito, confiou no seu candidato Calisto Cossa que, neste preciso momento pede o apoio popular através do voto no próximo dia 20.

“Ele é o candidato certo. Conheço-o desde há muito tempo, é um jovem responsável, dinâmico, trabalhador e podemos contar com ele para este desafio”, disse.

A seguir a homilia, Calisto Cossa conviveu com os crentes, em sinal de que uma vez eleito contara com este grupo social para levar os destinos da autarquia a bom porto.

Já Silvério Ronguane, do MDM foi a Igreja Católica do bairro do Fomento “honrar a Deus” e pedir o voto dos crentes.

Ronguane disse na ocasião que a igreja estará dentro das suas prioridades caso seja eleito presidente do município.

O candidato do MDM, falando a um grupo de crentes afirmou que pretende fazer uma cidade modelo e que, caso seja eleito, procurará melhorar as condições não só da igreja católica como de outras que possuem capelas na autarquia da Matola.

David Simango ora com crentes da Nazareno – Campanha Eleitoral

O candidato do partido Frelimo à presidente do Conselho Municipal da Cidade de Maputo, David Simango, privilegiou ontem a sua campanha participando num culto religioso na Igreja Nazareno Central.

David Simango ora com crentes da Nazareno

David Simango pediu aos religiosos da Igreja Nazareno para que votem nele e no partido Frelimo para dar continuidade aos programas de desenvolvimento em curso na cidade capital do país. Reconheceu que ainda há muitos desafios a serem vencidos, mas manifestou-se convicto de que com o envolvimento de todos, os problemas serão superados.

Enquanto isso, brigadas do partido espalharam-se pelos diversos bairros da cidade, apelando aos munícipes para que afluam em massa às urnas nas eleições do dia 20 de Novembro votando no partido Frelimo e no seu candidato à presidente do Conselho Municipal.

O manifesto eleitoral de David Simango preconiza uma governação participativa assente nos princípios de participação dos munícipes para auscultação de problemas e tomada de decisões, transparências na gestão da coisa pública, prestação de contas, responsabilidade e responsabilização, exigência de padrões de qualidade e desempenho de todos os funcionários na prestação de serviços aos munícipes.

O candidato do partido Frelimo promete, no seu manifesto, dar continuidade ao processo de gestão e desenvolvimento de recursos humanos no município com enfoque nos resultados, assegurando o seu recrutamento, profissionalização, enquadramento técnico-legal e retenção.

Moçambola: Têxtil de Púngue, Vilankulo FC e Chingale na berlinda

Em partida da penúltima jornada do Moçambola-2013, o Têxtil de Púnguè humilhou o Vilankulo FC por 3 a 0 e o Chingale de Tete perdeu diante do Ferroviário da Beira por 1 a 0. Com estes resultados, as duas equipas que vão acompanhar o Matchedje para a segunda divisão serão ser conhecidas na última ronda.

Não houve dó e nem piedade ao bom estilo de um “caranguejo” que, como se diz na gíria popular, “puxa o outro para o precipício”. Um ambicioso Têxtil de Púnguè humilhou, na tarde deste domingo (10), o Vilankulo FC e manteve acesa a luta pela manutenção no Moçambola, ainda que a depender do resultado entre o Ferroviário de Nampula e o Chingale de Tete caso vença o Estrela Vermelha.

A turma fabril da Manga venceu por 3 a 0 com “hat-trick”de Avelino no decurso da segunda parte e afundou o Vilankulo que ocupa, neste momento, a penúltima posição da tabela classificativa com 25 pontos. O Têxtil tem 26 na antepenúltima, seguindo o Chingale de Tete com 27 e que neste domingo (10) averbou uma derrota diante do Ferroviário da Beira por 1 a 0 com golo solitário de Mário ao minuto 88.

Quem saiu-se feliz nesta jornada foi o Estrela Vermelha da Beira que empatou, sem abertura de contagem, diante do Clube de Chibuto, um resultado que lhe garantiu a permanência na prova máxima do futebol moçambicano com 30 pontos.

Ainda nesta jornada 25, os virtuais campeões nacionais empataram a zero diante do HCB de Songo, enquanto o Ferroviário de Maputo venceu o clássico diante do Costa do Sol por 1 a 0 com tento de Danito Parruque.A locomotiva da chamada capital do norte empatou a um golo diante do Maxaquene e o Matchedje somou a sua quarta vitória ao derrotar o Desportivo de Nacala por 2 a 1.

Caça furtiva dizima espécies faunísticas em Inhambane

No distrito de Funhalouro, província de Inhambane, espécies faunísticas estão a reduzir devido a caça furtiva.

No passado, em Funhalouro habitavam vários animais, incluindo espécies de animais de grande porte, como elefantes, mas nos dias que correm, devido as incursões dos furtivos, mesmo os paquidermes estão a desaparecer.

A gazela e a zebra, são as poucas espécies que ainda conseguem escapar dos caçadores furtivos que, nas suas jornadas, usam armas de fogo de grande calibre.

A média diária aponta para mais de cinquenta animais abatidos pelos furtivos, alguns dos animais mortos em fase de gestação e outros ainda em crescimento.

As autoridades da agricultura no distrito de Funhalouro indicam que além da fauna, a floresta também está a ser devastada.

A exploração desenfreada e as queimadas descontroladas são os grandes males que concorrem para a devastação florestal em Funhalouro, com destaque para a chanfuta.

Diariamente, camiões de grande tonelagem cruzam-se nas ruas de Funhalouro, carregados de mecrusse e troncos de madeira, com destino a diversos pontos da província e do país.

O Director dos Serviços das Actividades Económicas de Funhalouro, Ananias Tingane, disse que além da falta de meios de circulação, o sector debate-se com falta do pessoal para garantir a fiscalização efectiva.

Funcionários da Educação roubam fundos de construção de escola em Sofala

Três funcionários da Direcção Provincial da Educação em Sofala “fintaram” o governo local e desviaram dois milhões e quinhentos mil meticais (2.500.000Mt) que estavam destinados à construção de salas de aulas.

Por conseguinte, centenas de crianças vão continuar a estudar ao relento ou debaixo das árvores, expostos a intempéries, por causa da ladroagem que ainda persiste na Função Pública, apesar da introdução de meios informáticos, tais como o e-SISTAFE, para conter esse problema.

Bernardo Duce, porta-voz do Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC), uma entidade apontada pelo Centro de Integridade Pública como estando abraços com dificuldades para conter a delapidação dos fundos dos cofres do Estado, dos quais faz parte o dinheiro proveniente dos impostos de moçambicanos, disse, nesta quarta-feira (06), no habitual informe mensal à Imprensa, que os três supostos ladrões desviaram o valor em causa para fins pessoais.

Para alcançarem os seus intentos, de acordo com Bernardo Duce, os funcionários combinaram que um deles devia pedir licença de trabalho sem vencimento. Consta ainda que os dois indivíduos tinham conhecimento de seria lançado um concurso público para a edificação das referidas salas de aulas. Por isso, o plano foi meticulosamente traçado.

Dias depois de se lançar o concurso, segundo o porta-voz do GCCC, o indivíduo que pediu licença de trabalho sem vencimento submeteu uma candidatura que, apesar de ser “fantasma”, foi aprovada pelos restantes dois membros que já faziam parte do esquema.

Após a disponibilização dos montantes para a execução das obras, os três funcionários da Direcção Provincial da Educação em Sofala usaram o dinheiro de forma fraudulenta e não observaram os procedimentos instituídos pelo Governo para as obras públicas. Quando a inspecção entrou em acção, para além de detectar várias irregularidades, descobriu que houve fraude. O processo com vista à responsabilização dos visados está em poder do tribunal.

Outro caso relacionado com o desvio de fundos do erário deu-se na cidade de Maputo. Dois funcionários da Autoridade Tributaria (AT) afectos ao sector das finanças, concretamente no processamento de salários, substituíram os nomes de alguns trabalhadores por indivíduos sem nenhum vínculo contratual com a instituição e, através dessa artimanha, apoderaram-se de 590 mil meticais.

Na província de Nampula, uma cidadã cujo familiar está detido tentou subornar um agente da Polícia que efectuou a prisão com 40 mil meticais para que o restituísse o seu parente à liberdade. O polícia, recebeu o montante e apresentou a situação às autoridades, facto que culminou com a detenção da senhora. Esta foi julgada e condenada numa pena de três meses de prisão.

Ex-agentes do SISE tentam forçar diálogo e procuram Presidente Guebuza na Presidencia

Um grupo numeroso que integra os cerca de dois mil ex-agentes do Serviço de Informação e Segurança do Estado (SISE), que desde a sua desvinculação está entregue à sua sorte, aglomerou-se nesta quinta-feira (07) em frente da Presidência da República para exigir a observância de uma série de benefícios a que tem direito. Para efeito, o grupo pretendia falar directamente com o Chefe do Estado, Armando Guebuza, porém, foram barrados por homens da Casa Militar, os quais solicitaram a ajuda da Polícia da Protecção.

Durante muito tempo, os ex-agentes do SISE, entre homens e mulheres, exigiam o cumprimento dos seus direitos previstos no Decreto 80/2009 de 17 de Novembro em silêncio. Entretanto, a partir da altura em que se perceberam de que as suas inquietações eram tratadas de forma leviana e dadas soluções paliativas, sair à rua recorrendo aos mesmos mesmos métodos usado pelos desmobilizados de guerra, que há décadas reivindicam pensões dignas mas não têm tido sucesso. Refira-se igualmente que os compatriotas que trabalharam na ex-República Democrática Alemã, vulgo madjermanes, até hoje lutam para que o Governo atenda às suas reivindicações.

Para além de uma pensão que varia de 11 a 16 mil meticais para cada pessoa, em função da sua categoria, os ex-agentes do SISE que o Executivo de Guebuza cumpra escrupulosamente o que está previsto no Decreto 80/2009 de 17 de Novembro, que regula os direitos e deveres dos oficiais, especialistas, superiores e subalternos do SISE em situação de reserva e reforma.

O porta-voz do grupo, Adolfo Beira, disse que, actualmente, os ex-agentes do SISE desvinculados recebem uma pensão mensal igual ou inferior a mil meticais, o que é contra o estabelecido no documento a que nos referimos anteriormente. Os ministérios dos Combatentes e das Finanças não querem cumprir o que a lei determina a favor do grupo que durante longos garantiu a segurança dos governantes deste país e da própria nação.

O decreto em alusão determina, por exemplo, que oficiais na reserva e reforma devem gozar dos seguintes direitos e regalias: ser tratado pela categoria profissional e ter acesso aos serviços sociais reconhecidos aos oficiais no activo. Eles têm ainda o direito à assistência médica e medicamentosa atribuída aos funcionários do Estado.

E mais, na passagem à reserva ou reforma, os oficiais têm direito a um subsídio de reintegração nos seguintes termos: cinquenta por cento do salário base equivalente em trinta e seis meses para oficiais especialistas, cinquenta por cento do salário base equivalente em dezoito meses para oficiais superiores, cinquenta por cento do salário base equivalente em doze meses para oficiais subalternos. Os direitos em alusão só são perdidos quando os ex-agentes forem condenados a pena de prisão maior ou por procedimento disciplinar.

Defuntos e vivos “disputam” espaço em Quelimane

Dezenas de moradores do bairro de Chirangano, na província da Zambézia, “desalojaram” alguns mortos no cemitério de Muthétua e no sítio onde havia campas edificaram residências. Há outras dezenas de famílias que coabitam com sepulcros de desconhecidos nos seus quintais. Este facto, visto com indiferença pelas autoridades locais, para além de provar que a disputa de espaço cedido para o descanso eterno dos mortos é cada vez mais constante e repulsiva, por causa da alegada falta de talhões para habitação, mostra uma tendência de desrespeito grosseiro da morte e dos lugares reservados a inumações.

As pessoas que coabitam com cadáveres debaixo da terra, a poucos metros das suas varandas, já consideram a situação normal. Elas contaram-nos, de viva voz, que até tratam os mortos por tu. “Antigamente sentia um arrepio, à noite não podia ir à casa de banho e comia com dificuldades mas agora estou acostumado a conviver com os mortos diariamente”, afirmou Gabriel Tavares. Enquanto ninguém toma a decisão de refrear este problema, a luta desenfreada pela sobrevivência e procura de terrenos talhões para fixar habitação sem se observar as regras elementares de urbanização, faz com que se “desafie” o sagrado.

Exemplo disso, é o facto de a invasão de terreno destinados a enterros estar a ganhar contornos alarmantes também em Nacala-Porto, sobretudo nos bairros periféricos, onde supostos investidores aliciam os líderes comunitários e alguns funcionários da edilidade com míseros valores monetários com o intuito de, em conjunto, ameaçarem a população, enfraquecê-la e depois destruir as campas nas quais jazem os restos mortais dos seus familiares.

Refira-se numa das nossas edições, veiculámos que essas acções são frequentes nas zonas do Intupai, Quissamajulo e Triângulo. Neste último, nos quarteirões 13, 14,15 e 16, das mais de 300 campas destruídas somente cinco corpos é que foram exumados para o cemitério municipal alegadamente por serem restos mortais de antigos combatentes. Os restantes não tiveram um tratamento digno por serem de desconhecidos.

Além de as campas do cemitério Muthétua não meterem medo a ninguém, há indivíduos que acreditam que são túmulo sem nada. No total são mais de oito mil famílias que vivem no bairro de Chirangano, porém as delimitações da área para a construção de domicílios e sepulcros são desconhecidas. Várias residências foram erguidas sobre túmulos.

O @Verdade apurou que o cemitério em causa, cuja parte do “campo” foi invadida por populares idos de vários pontos da cidade de Quelimane, existe desde a década de 50 mas ainda recebe corpos diariamente, pese embora reste muito pouco espaço para inumações. Aliás, há quem nos disse que, devido à exiguidade de lugares, os jazigos que não beneficiam de limpeza há bastante tempo são destruídos aleatoriamente, sem consultar a ninguém, por aqueles que pretendem enterrar os seus ente queridos.

Para além de casas onde há campas nas varandas, a distância que separa os sepulcros e as habitações não ultrapassa os cinco metros. Em algumas regiões da cidade de Nampula, em particular, e do país, em geral, o sepulcro é considerado um sítio respeitado, principalmente para os menores. Entretanto, em Muthétua, as crianças brincam nas campas como se estivessem num parque infantil. A edilidade parece ignorar o problema, uma vez que não faz nenhum esforço para construir um muro de vedação.

Edgar Adelino, de 25 anos de idade, reside em Chirangano há treze anos. Ele é um exemplo claro daqueles que “desdenham” os túmulos. A sua cozinha e as campas estão separadas apenas por flores, as quais foram plantadas para delimitar o seu talhão e o lugar em que se depositam mortos. O nosso interlocutor disse que construiu naquele no cemitério por causa da falta de terreno, pois, à semelhança do que acontece em vários pontos do território moçambicano, na cidade de Quelimane há falta de espaços devidamente parcelados para edificar habitações. Há uma guerra titânica para se conseguir um sítio para o efeito.

Edgar Adelino assegurou-nos que não está preocupado com o facto de estar a “disputar” espaço com os defuntos, mas sim, indignado com a proliferação de estabelecimentos de venda de bebidas alcoólicas, de tratamento de cabelo e barbearias ao redor do cemitério de Muthétua. Na tentativa de angariar clientes, os proprietários desses empreendimentos tocam música num volume ensurdecedor durante os funerais. Ninguém respeita o sofrimento das famílias que se fazem àquele sepulcro para depositar os restos mortais dos seus ente queridos.

“No bairro de Chirangano há uma procura desregrada de talhões para a construção de casas é de tal sorte que os munícipes exumam corpos com o objetivo de habitar nos mesmos sítios. Algumas pessoas enterram os seus parentes sobre campas alheias porque já não restam espaços desocupados para novos funerais. E há cães vadios que circulam por aqui”.

Num belo dia, Edgar Adelino encontrou restos mortais quando estava a abrir um buraco no seu terreno com o propósito de obter areia para maticar a sua residência. Devido ao susto, ele recorreu às autoridades tradicionais, onde apresentou o problema, o qual foi resolvido com uma cerimónia de evocação de espíritos dos antepassados (do falecido) e pedido de perdão supostamente por ter interrompido o descanso eterno de “alguém”.

José Sunguilar, um idoso de aparentemente 70 anos de idade, vive igualmente no bairro Chirangano com a sua família há quinze anos. De acordo com ele, o cemitério de Muthétua já não tem lugar para inumações. As autoridades municipais deviam intervir para estancar o caos que se vive na zona. Há um desrespeito total da morte. O ancião contou-nos ainda que não se sabe quais sãos os marcos que separam o terreno habitacional do reservado aos funerais. Por vezes, quando chove é normal encontrar ossos humanos a flutuarem em alguns quintais.

O cemitério deve ser encerrado

A população de Chirangano exige que o sepulcro de Muthétua seja definitivamente encerrado e que se reassente as pessoas que se encontram nas suas imediações, sobretudo as que coabitam com campas nos seus quintais.

Todavia, Luís Jaime, régulo do terceiro escalão naquela zona, indicou que não existe nenhum plano para travar o caos que se vive no local. Por sua vez, o responsável do cemitério, Ribeiro Uachote, de 65 anos de idade, disse que na altura em que se construiu o cemitério não estava previsto que os talhões à sua volta fossem ocupados a ponto de o espaço reservado a enterros fosse “assaltado”.

Na altura em que o talhão começou a ser ocupando paulatinamente por casas e de forma desordeira, alguns indivíduos transferiram-se para outros bairros porque já não conseguiam viver em condições idênticas as que agora inquietam os moradores de Chirangano. “Há habitações erguidas sobre as campas”, reiterou Ribeiro Uachote, para quem uma das formas de conter os desmandos que acontecem, neste momento, é vendar a área do cemitério, porém, não há dinheiro para o efeito.

Malfeitores espancam e estupram mulher até à morte na Matola

Uma mulher de aparentemente 37 anos de idade, cujo nome não apurámos, foi agredida fisicamente e violada sexualmente por indivíduos ainda desconhecidos, na noite de terça-feira, 05 de Novembro em curso, no bairro Tchumene, no município da Matola. Enquanto isso, uma mãe cuja identidade omitimos para preservar a honra da família, sobretudo da vítima, exige justiça em virtude de a sua filha, de apenas cinco anos de idade, ter sido estuprada por um jovem que trabalhava numa escolinha em Maputo.

Em relação ao caso de Tchumene, a senhora dirigia-se à residência de um familiar naquele bairro, ido do distrito da Manhiça. Ela estava na companhia da filha, de apenas um ano de idade. Os supostos criminosos interpelaram a jovem e abusaram dela na presença da menor, a qual viu a sua progenitora morrer sem no entanto poder pedir auxílio.

O porta-voz do Comando Provincial da Polícia da República de Moçambique (PRM), João Machava, explicou ao @Verdade que, para além do espancamento brutal, foram encontrados sinais de violação sexual no corpo da mulher. Ao que tudo indica, ela não ofereceu resistência. Entretanto, a senhora não encontrou ninguém na casa onde ia porque o seu parente havia viajado para a província da Zambézia.

Sem espaço para se acomodar naquela noite, a vítima, com a filha no colo, tentou deslocar-se ao terminal de autocarros com o intuito de regressar para Manhiça. Infelizmente, durante o percurso, a mulher foi interpelada por indivíduos em número ainda não apurado e a obrigaram a manter relações sexuais. Posteriormente, desferiram golpes fatais contra ela com recurso a objectos contundentes, disse João Machava.

Até ao fecho desta edição, o corpo da vítima encontra-se na morgue do Hospital Central de Maputo para afeitos de reclamação pelos familiares. A criança está sob protecção da Polícia. Um dos moradores do bairro de Tchumene, que falou em anonimato, disse-nos que, por volta das 07h:00 da manhã, saiu de casa em direcção ao trabalho. Contudo, depois de percorrer alguns metros deparou-se com um corpo que sofreu escoriações e uma criança sentada ao lado a chorar. No local havia ainda um pau enfiado nos órgãos genitais da mulher. Em pouco tempo os mirones foram ver o que se passava. “Aproximei-me mas a mulher já estava morta. Chamei as estruturas do quarteirão que, por sua vez, pediram a intervenção da Polícia. Não se sabe ao certo a que horas que o crime aconteceu”.

Pedro Langa é guarda numa das casas do bairro de Tchumene, e no dia do crime trabalho à noite. À nossa Reportagem disse que não se apercebeu de nenhum movimento estranho nem grito, apesar de o crime ter acontecido a poucos metros do seu posto. Relativamente ao caso da criança estuprada numa escolinha, a mãe da vítima disse-nos que o acto deu-se no Centro Infantil Pomba Branca, numa altura em que a sua filha estava descansar num dormitório, na tarde do dia 26 de Agosto deste ano.

A menor abusada sexualmente regressou à casa com a calcinha furada. No memento do bando, a progenitora descobriu que o órgão genital da sua filha estava molhado com um líquido estranho. Depois de algumas perguntas, a criança revelou que teria sido violada sexualmente por um jovem identificado por tio Carlos, nome com que o violador é tratado pelos educandos.

Em caso de violação sexual, recomenda-se que:

• Mantenha a calma e tente fixar o maior número de indicadores que lhe permitam descrever o agressor, cor e corte de cabelo, cor dos olhos, cicatrizes, sotaque, outras características, quer do agressor, quer do veículo, se existir, como marca, cor, matrícula, etc.;

• Não faça uma higiene profunda, a nível ginecológico, sem ser vista/o por um médico ou perito;

• Preserve todas as peças de roupa que vestia na altura da violação, sem as lavar;

• Preserve qualquer objecto que lhe pareça ser pertença do agressor, mesmo uma ponta de cigarro;

• Dirija-se à esquadra de Polícia mais próxima e o mais rapidamente possível. As peças de roupa e os objectos referidos anteriormente são para entregar na altura da apresentação da queixa;

• Na esquadra deve ser encaminhada para os serviços de urgência da unidade sanitária mais próxima, onde deve ter prioridade no atendimento;

• Na unidade sanitária devem ser colhidas evidências da violação sexual e a vítima deve ser tratada de acordo com o Protocolo de Assistência às Vítimas de Violência Sexual.

Nesse contexto, no dia seguinte, a mãe da menina estuprada dirigiu-se, bastante furiosa, à escolinha para tirar satisfações, porém, a direcção do Centro Infantil Pomba Branca defendeu o seu funcionário. Indignada, a senhora deslocou-se ao Centro de Saúde da Polana Caniço “A”, onde a menor foi submetida a alguns testes preliminares. De seguida, foi transferida para o Hospital Central de Maputo a fim de ser igualmente examinada. Felizmente, o diagnóstico foi satisfatório, pois não se detectou nenhuma doença, mas comprovou-se que Carlos estuprou a menor, por isso, ficou 24h:00 detido e posteriormente restituído à liberdade.

Depois das análises, a mãe dirigiu-se à quinta esquadra da Polícia da República de Moçambique, onde se abriu um processo- crime contra o suposto violador. Na sua luta pela justiça, a progenitora da vítima deslocou-se, também, ao Instituto de Patrocínio e Assistência Jurídica (IPAJ) para pedir ajuda. No local, ela foi indicada uma advogada estagiária, a qual exigiu 7.500 meticais para dar seguimento ao caso. A ofendida concordou e comprometeu-se a pagar o valor em duas prestações, uma de cinco mil meticais e outra de dois mil e quinhentos meticais, uma vez que, naquele momento, não despunha da quantia.

Uma advogada falsa

Chegados à esquadra, a advogada aconselhou a mãe da criança a regressar para casa supostamente porque ela ficaria a resolver o assunto com a Polícia, bem como faria questão de o acusado e os proprietários da escolinha serem responsabilizados. Todavia, a senhora ficou uma semana à espera de receber notícias da sua advogada. Esta manteve-se calada e devido à sua negligência, o caso foi encaminhado ao tribunal prenhe de anomalias, pois faltava anexar ao processo, dentre outros documentos, os resultados dos exames médicos. O agravante é que a advogada mentiu para a mãe da menor ao dizer que o violador estava detido, pois havia sido condenado a uma pena de prisão não especificada e o centro infantil iria indemnizar a família pelos danos causados à criança.

Por falta de resultados em relação ao que a causídica estagiária dizia, a senhora dirigiu-se ao Departamento de Atendimento da Mulher e Criança do Ministério do Interior, onde o problema foi dirimido por outro advogado. Este deslocou à Cadeia Civil para averiguar se Carlos estava ou não afectivamente detido. No local, descobriu-se que o violador pagou 17 mil meticais para ficar impune alegadamente por seu réu primário.

Depois de tantas voltas sem sucesso, a senhora a que nos referimos contactou a Liga Moçambicana dos Direitos Humanos, onde o processo está em andamento. Sobre este caso, o advogado José Caldeira disse que, para além do violador, a advogada do IPAJ devia ser punida com uma pena maior à luz do Código Penal por ter cobrado dinheiro à mãe da menina, pois a instituição na qual trabalha foi criada com o propósito de assistir juridicamente a cidadãos carenciados a custo zero.

Custódio Duma apresenta “Estrada sem Asfalto”

Estrada sem Asfalto” é a nova obra literária da autoria do jurista e poeta Custódio Duma, actualmente presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos de Moçambique. Com a chancela da Alcance Editores, o livro foi lançado ao princípio da noite desta quinta-feira, dia 07 de Novembro, no Centro Cultural Português em Maputo, e tem o prefácio de Eduardo White e trata-se de uma obra poética rica em ensinamentos que aborda aspectos ligados à educação, aos valores do quotidiano como a esperança, o choro, a alegria, as memórias, a convivência e a partilha.

Custódio Duma apresenta "Estrada sem Asfalto"

Como dizia Eduardo White no prefácio, o livro é uma simples, ritmada, melódica, madura, embora ainda em crescendo, o que é muito bom e impregnada, simultaneamente, tanto de mágoa como de alegria.

Na “Estrada sem Asfalto”, o autor diz ironicamente ter conhecido uma estrada sem asfalto, uma música sem melodia, um discurso sem voz nem ousadia e pessoas, mas pessoas sem ressalto.

Vai mais longe dizendo que conhece um País sem donos, pessoas deslocadas da raiz que andavam na estrada sem asfalto zombando e recusando um País.
O mesmo Custódio Duma afirma, no seu primeiro canto, conhecer cantores sem música, buscando uma canção, uma melodia. Como não bastasse, prossegue dizendo que conheceu um líder que falava ao dia, mas que não era escutado nem cuidado. Conclui que também conheceu almas construídas em cobalto, que corriam numa estrada sem asfalto, escutando uma música sem melodia fugindo de um líder que nada dizia.

Por outro lado, fala de “falsarios” que construíram uma vara, um escudo de neve rara e rios de sangue. Os tais “falsários”, segundo o poeta, ataram as gentes, banharam o falso com ouro, e governaram o tesouro uma fina nação do agouro.

Criaram focos de porcos, fossas inundadas de loucos, línguas amordaçadas e muitas mentes hibernadas. Para ele, os “falsários” nada fizeram senão construir um jardim de pregos, um povo de pernas cambaleantes e muitos ratos ruminantes.

Fala também de sonhos de paz e amor magoados. De uma luz que brilhava tanto que cegava e a alma humana escravizava. Viu gente que caminhava tanto que se cansava e da sua missão se desviava, tal como viu um vazio que domina até que mata e quebra a luz da gente. Viu gente sem luz que brilhava, um povo oprimido que não gritava, que chorava e labutava.

A obra, que vale a pena ler pelo seu misto de poemas de alegria e tristeza, tem 131 páginas com lindas histórias.

O articulista conclui que cada dia se descobre ele próprio perdido sem lógica caminhando este mundo. Acrescenta que cada dia se descobre enganado por uma banda que com ele dança com lírica imprópria e sem pujança dado que o mundo lhe suspende com medo.

Por isso descobre-se ridículo e vendido cantando, dançando e enganado perdido na desgraça inocente.

Intransigências e intolerâncias

No seu discurso, Custódio Duma referiu que a obra aparece num momento ímpar e crítico para o País atravessa, afirmando que neste momento ouve dizer de vidas que estão a ser ceifadas por disparo nas estradas “por causa da intransigência e intolerância”.

“Quando vinha para este lançamento acompanhei que alguns jornalistas foram espancados por militares na estrada sem asfalto. Mas que fique claro que um País ou uma sociedade não é construída por uma só pessoa, um só movimento, uma única visão”, disse o autor da “Estrada sem Asfalto”.

Custódio Duma é natural de Mossurize, província de Manica, com estudos em Direito, Ciência Política e Teologia feitos em Moçambique e Brasil.

É casado, pai de três filhos, actualmente, presidente da Comissão Nacional dos Direitos Humanos é advogado de profissão e autor de vários artigos sobre Direitos Humanos, Justiça e Boa Governação, tendo publicado a sua primeira obra poética “Verdadeira Confissão” (menção honrosa da bienal TDM) em 2004.

Embora não se assuma como poeta, dedica-se intensamente a explorar a prosa-poética como instrumento de intervenção social.

“Estrada sem asfalto” é a sua segunda obra poética a ser publicada.

Este é o 25.ᵒ livro nacional editado pela Alcance Editores neste ano de 2013 em que a editora completa seis anos.

FADM invadem residência do pai de Afonso Dhakama em Chibabava

As Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) invadiram esta quinta-feira, a residência do pai do líder da Renamo Afonso Dhlakama, no regulado de Mangunde a 20 quilómetros da sede do distrito de Chibabava, na província de Sofala e fizeram-no refém.

Sem apresentar qualquer mandado, o exército cercou e tomou de assalto a residência, tendo na altura encontrado o pai de Afonso Dhlakama, o respeitado régulo Mangunde de mais de 80 anos. Fizeram-no refém. Vasculharam e desorganizaram a casa do respeitado régulo, que dá nome ao regulado.

Segundo relatos de vários jornalistas (de órgãos públicos e privados) e cidadãos que se encontram em Chibabava, as FADM continuam na residência do régulo Mangunde, o que está a criar muita indignação junto da população, que há muito, não se via cercada de armas.

Recorde-se que, quando Guebuza visitou recentemente Chibabava, tinha dado ordens para que as Forças Armadas atacassem a base de Sadjundjira, o que culminou com a fuga de Afonso Dhlakama, o régulo Mangunde recusou-se a ir receber Armando Guebuza na presidência aberta. Contamos a qualquer instante, ter a reacção do Governo.

Candidatos ao município de Maputo gazetam ao debate com sociedade civil

O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) promove desde ontem, no âmbito do Programa DIÁLOGO, uma série e debates entre candidatos às autarquias e os munícipes.

No primeiro dia, nenhum dos candidatos foi ao debate, facto que gerou indignação entre os presentes. O docente de ciências políticas na UEM, Domingos Manuel, que havia sido convidado como moderador, acusou os candidatos de falta de interesse com o povo.

“Os partidos políticos não têm nada a ver com a população. A mesma que vai votar neles”, acusou Manuel.

Manuel entende que os candidatos perderam a oportunidade de colher “as preocupações da sociedade.”

Os debates começaram esta quarta-feira em Maputo e terão, igualmente, lugar nos municípios de Nampula, Quelimane, Beira e Tete, de 7 a 12 de Novembro. Os mesmos visam “influenciar a inclusão das necessidades prioritárias dos munícipes nos manifestos eleitorais e nos programas de governação municipal.”

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