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Segunda-feira, Abril 27, 2026
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Têxtil de Púnguè mantém-se no Moçambola

O Têxtil de Púnguè derrotou, neste domingo (17), o Estrela Vermelha da Beira por 2 a 0 e beneficiou do empate do Chingale diante do Ferroviário de Nampula para garantir a permanência na prova máxima.

No campo do Ferroviário da Manga, a turma fabril assustou-se no princípio com a notícia do golo do Chingale de Tete diante do Ferroviário de Nampula, um resultado que frustrava a sua esperança de se manter no Moçambola.

Contudo, as coisas ficaram mais animadas quando Vivaldo restabeleceu a igualdade para a locomotiva. Até essa altura, o jogo entre o Têxtil e o Estrela Vermelha estava empatado a zero, resultado parcial com que se foi ao intervalo.

Na segunda parte, a turma fabril da Manga decidiu acreditar e por intermédio de Avelino marcou os dois golos que sentenciaram a partida. Ainda neste domingo (17), o Ferroviário da Beira empatou sem abertura de contagem diante do Vilankulo FC e assegurou a segunda posição da prova pelo segundo ano consecutivo.

Assim, volvidas 26 jornadas, o Têxtil de Púnguè soma 29 pontos que garantem a presença daquela equipa na próxima edição do Moçambola. O Chingale de Tete com 28 e o Vilankulo FC com menos dois, acompanham o Matchedje para os respectivos campeonatos provinciais.

Quadro completo de resultados:

Maxaquene 0 – 2 Ferroviário de Maputo

Chingale de Tete 1 – 1 Ferroviário de Nampula

Vilankulo FC 0 – 0 Ferroviário da Beira

Estrela Vermelha da Beira 0 – 2 Têxtil de Púnguè

Liga Muçulmana 0 – 2 Clube de Chibuto

Desportivo de Nacala 1 – 1 HCB de Songo

Matchedje 0 – 5 Costa do Sol

Missionários Franciscanos escrevem a Guebuza e Dhlakama

A Ordem dos Franciscanos Menores Custódia de Santa Clara de Assis de Moçambique, uma congregação de missionários religiosos da Igreja Católica, submeteu no final da tarde desta sexta-feira, dia 15 de Novembro corrente, uma carta de apelo à reconciliação e fim das hostilidades ao presidente da República, Armando Guebuza, e ao líder da Renamo, Afonso Dhlakama, apurou o Canalmoz.

Intitulada “A Reconciliação Nacional como pressuposto para a Paz”, a carta que foi proclamada em celebração litúrgica neste domingo dia 17 de Novembro em todas as comunidades cristãs católicas, foi igualmente dirigida à Família Franciscana de Moçambique, às Comunidades Cristãs, aos dirigentes dos Partidos Políticos de Moçambique e aos Homens e Mulheres de Boa Vontade.

“Há mais de um ano que o nosso País vive uma situação que, progressivamente, passou de uma simples instabilidade política para um estado tal, em que se começou a delinear um autêntico espectro de uma guerra civil que evoca os Acordos Gerais da Paz (AGP) assinados em Roma, no dia 4 de Outubro de 1992, entre a Frelimo e a Renamo”, lê-se na carta.

Os missionários fundamentam com factos concretos a tese de reinício da guerra e ao mesmo tempo repudiam o clima de guerra que descrevem como estando a manifestar-se nas suas diversas formas como, por exemplo, nos repetidos incidentes militares entre as Forças Armadas de Defesa e Segurança de Moçambique (FADM e FIR) e os homens armados da Renamo; na multiplicação e na intensificação de atitudes de intolerância e de reacções extremas, entre os signatários dos Acordos de Roma; nos frequentes ataques a viaturas de transportes civil e de mercadorias que, além de comprometerem o percurso normal dos projectos de desenvolvimento económico, destroem as vidas humanas; nos raptos e sequestros de pessoas nos grandes centros urbanos como Maputo, Matola e Beira; na fuga e no abandono de populações inteiras dos seus lugares de residência e a consequente interrupção das actividades escolares; no abandono dos seus lugares de trabalho, de uma parte dos agentes de Saúde, nas regiões directamente afectadas pela instabilidade.

Dizem os Franciscanos que a partir das cifras divulgadas oficialmente, contam-se, nos últimos sete meses, mais de uma centena de vidas humanas que foram inutilmente colhidas nos assaltos a posições militares, nos ataques a civis e nas confrontações entre os grupos militares dos dois maiores partidos.

“Diante deste indesejado quadro da situação político-militar moçambicana e receando que o clima de intolerância e de violência, que se apoderou das mentes e dos corações dos dirigentes políticos de ambos os partidos signatários dos AGP venha a degenerar numa guerra de todos contra todos, nós, os Frades Menores da Custódia de Santa Clara de Assis de Moçambique, a exemplo do nosso pai fundador, São Francisco de Assis – arauto da paz, cuja festa se celebra, precisamente, no dia 4 de Outubro que, por coincidência, é o dia da Assinatura dos AGP para este nosso País – Moçambique – queremos, humildemente, convidar a Família Franciscana de Moçambique, os Cristãos de toda a Igreja de Moçambique, as Classes Dirigentes do Partido no Governo e dos Partidos da Oposição, os Homens e as Mulheres de Boa Vontade,
a rezar pela graça da Paz no nosso País”, refere a carta, lembrando que a paz autêntica é um dom de Deus que deve ser fruto da reconciliação através da verdade.

Novos confrontos militares em Muxúnguè e Gorongosa

No momento em que estava a tomar posse, ao fim da manhã da última sexta-feira, na Beira, o novo comandante provincial da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Sofala, registaram-se mais dois episódios de guerra, um em Ripembe, a sul de Muxúnguè, e outro a norte do distrito da Gorongosa, mais propriamente em Canda, respectivamente.

Estes dois episódios puseram termo a cerca de 96 horas sem registo de ocorrências no teatro militar, no centro do País.

A Renamo ainda não reivindicou os ataques mas Xavier Tocole, director da Ordem e Segurança Pública no Comando Geral da PRM, acaba de confirmar as duas ocorrências a jornalistas na Beira.

Tocole falava durante o acto de posse do Superintendente Principal de Polícia, António Alfredo Pelembe, como novo comandante provincial da PRM em Sofala, nomeado sexta-feira pelo ministro do Interior, Alberto Mondlane.

Tocole refere-se à Renamo como autora dos ataques, mas disse na altura não possuir informações sobre o balanço das ocorrências.

O ataque deu-se na zona do Rio Ripembe, já no distrito da Machanga, na estrada nacional N1, a sul de Muxúnguè.

O ataque foi à primeira coluna de viaturas de sexta-feira passada, que progredia no sentido norte-sul, para o Rio Save. Deu-se quando a coluna foi obrigada a parar por se terem apercebido da existência de uma vala de um lado ao outro da estrada.

Admite-se que se trate de homens da Renamo, por a Renamo durante a guerra civil dos 16 anos ter usado exactamente a mesma táctica de guerrilha, de abrir valas na estrada N1.

Muitas das viaturas que seguiam na coluna chocaram precipitadamente umas com as outras e houve mortos e feridos, sobretudo entre militares da escolta, reportam fontes locais, mas não há ainda balanço oficial da ocorrência.

De Muxúnguè chegam-nos ainda informações que indicam terem dado entrada no Hospital Rural local dois agentes da FIR gravemente feridos. Não há informações sobre mortes.

Já de Canda, no norte do distrito da Gorongosa, também nos chegam notícias de que prosseguem combates há várias horas entre grupos armados e forças de defesa e segurança. A Polícia confirma mas não dá pormenores.

O comandante provincial da PRM em Sofala, que foi exonerado, era o adjunto de comissário Joaquim Avassamania Nido Likwaha. Ficou famoso por ter dito que o ataque ao Paiol de Semacuesa, na estrada de Inhaminga, não fora perpetrado por homens da Renamo, deixando subjacente a possibilidade de ter-se tratado de uma outra força armada no terreno, ou de alguém com o objectivo de alimentar o negócio de armas. A Renamo na altura disse que não foram os seus homens que atacaram o Paiol.

Entretanto, sexta-feira passada chegaram-nos informações de que seis autocarros da Etrago estavam em Goonda a caminho do Inchope, a progredirem de sul para norte, com elementos da FIR para serem desdobrados para a Beira e Gorongosa.

As ocorrências de guerra têm visado sobretudo alvos militares ou alvos civis transportando forças armadas à civil.

Também há informações que dão conta que contingentes policiais e militares estão a ser desdobrados entre o sul do País e Mocuba, já na província da Zambézia.

População enfurecida ataca sede da Frelimo na Beira

Depois de a Polícia ter ido acabar com o showmício do MDM e de Daviz Simango na Munhava, a população foi atacar a sede do partido Frelimo a nível da cidade da Beira. Não chegou a concretizar o intento, porque a Policia conseguiu impedir. Mas acabou por incendiar, já de noite, a sede do Comité do Círculo da Frelimo no Bairro da Maraza, logo a seguir às Munhava no sentido da Chota, um pouco adiante do campo onde foi abortado o showmicio do MDM e de Simango.

É consensual em toda a cidade da Beira que foi o partido Frelimo que ordenou a Força de Intervenção Rápida a disparar contra a população que acorreu em massa ao comício de Daviz Simango.

Na madrugada de domingo a população da Munhava continuava indignada contra a actuação da FIR e foi incendiar a tribuna que estava preparada no Bairro do Esturro, ao lado da Escola Secundária Samora Machel, para acolher o showmicio do Partido Frelimo, em frente ao antigo Café Nicola. O comício acabou entretanto por se realizar, junto à escola primária do outro lado da vala, em Matacuane, com fraca aderência.

A indignação contra o sucedido é grande na Beira.

Daviz Simango voltou a sair à rua no domingo e esteve novamente a percorrer as ruas do Bairro das Munhava onde voltou a recebido com grande entusiasmo e por uma nova imensa massa de gente.

Valentina Guebuza inaugura jacto especial do Estado para ir assistir a um desfile de moda

O Canalmoz noticiou há uma semana que o Estado moçambicano adquiriu, nos Estados Unidos da América, um jacto de luxo para viagens de altos dirigentes do Estado, que terá custado cerca de 14 milhões de USD, em segunda mão, com as revisões já feitas. A primeira “figura” que inaugurou o jacto foi a filha do chefe de Estado, Valentina Guebuza, descrita pela revista Forbes como a “princesa milionária”. E a missão da “princesa” não podia ser mais extravagante: “assistir a um desfile de moda em Joanesburgo”, segundo escreve o Africa Monitor, um boletim especializado em informação confidencial do continente africano.

“O jacto executivo L 39, recentemente adquirido pelo Governo de Moçambique para emprego em viagens de altas entidades, foi usado no anterior fim-de-semana para levar Valentina Guebuza a Joanesburgo. O motivo da viagem foi assistir a um desfile de moda, no qual participou o estilista moçambicano Taibo Ismael”, lê-se na publicação.
Valentina não é membro do Governo. É apenas filha do Presidente da República, Armando Guebuza. É ainda membro do Comité Central do Partido Frelimo, eleita como “antiga combatente” que de facto nunca foi.

O Canalmoz contactou o porta-voz e conselheiro do presidente da República, Edson Macuácua, na tarde deste domingo para questioná-lo sobre a utilização do jacto do Estado pela filha do chefe de Estado. Macuácua respondeu nos seguintes termos:

“É pura mentira. É uma desinformação de má-fé. Aquilo é meio de Estado adquirido para deslocações de dirigentes do Estado”, disse Edson Macuácua ao Canalmoz.
Valentina Guebuza é a filha “querida” do chefe de Estado. Ela é quem gere os inúmeros negócios do pai, sendo PCA de pelo menos duas empresas da família Guebuza, a FOCUS 21, que é a Holding da família através da qual comparticipa em dezenas de outros negócios, e a STARTIMES, a distribuidora de sinal de TV a quem é atribuído o papel da migração digital da TV de analógico para digital.

Policia acaba com comício do MDM e de Daviz Simango, fere pessoas e incendeia viaturas

Os distúrbios causados pela invasão da Polícia ao comício do MDM no Bairro da Munhava, na cidade da Beira, resultaram em pelo menos 25 feridos confirmados, que deram a entrada no Hospital de Munhava, três carros incendiados e muitas pessoas com problemas respiratórios causados pelo gás disparado pela Força de Intervenção Rápida (FIR).

A Força de Intervenção Rápida dispersou por volta de 16 horas, no campo do bairro de Munhava, um comício popular de Daviz Dimango, candidato do MDM à presidência do município da Beira.

Momentos antes do início do comício do candidato do MDM, Filipe Paúnde, secretário-geral da Frelimo passou pelo rua Kruss Gomes, que serve o campo da Munhava, onde iria realizar-se o comício. Acredita-se que a actuação da Polícia tenha sido por ordens de Paúnde.

Jornalistas que cobriam o comício também foram atingidos pelos disparos.

A polícia de Sofala, que desde ontem tem novo comandante provincial, António Pelembe, ainda não se pronunciou sobre a ocorrência.

Detidos cinco membros do MDM na Matola

A Polícia continua partidária na sua actuação. Cinco membros do Movimento Democrático de Moçambique, MDM, foram detidos na Esquadra da Machava e nos Postos Policiais do Mercado e 1º de Maio, no município da Matola, acusados de “provocações” e “destruição” de panfletos de adversários.

O primeiro caso deu-se na terça-feira na zona de “João Mateus”, quando dois jovens, simpatizantes do MDM, envolveram-se em discussão com uma sua vizinha em plena campanha eleitoral. Passado algum tempo, os jovens foram notificados e levados à esquadra da Machava.

Um advogado que está a acompanhar de perto o processo disse esta quarta-feira em contacto com o Canalmoz que nos autos constam que os dois jovens ameaçaram de morte uma vizinha. “Até agora (quarta-feira) estão detidos. Não vejo os crimes que cometeram”, disse o advogado.

Ainda esta quarta, no bairro 1º de Maio, dois jovens, também simpatizantes do MDM, foram detidos no Posto Policial de Conoluene, área da 7ª Esquadra da província de Maputo. São acusados de destruição de panfletos do candidato da Frelimo, Calisto Cossa. O secretário do bairro 1º de Maio, Lino Matola, confirmou a ocorrência e disse que havia sido alertado por um chefe de quarteirão, mas o caso já estava na Polícia.

Neves Nhantumbo, um dos responsáveis da campanha do MDM, disse que tentou negociar amigavelmente a soltura dos dois jovens, mas os polícias não concordaram.
“Os polícias perguntaram aos queixosos se haviam vestígios de papel espalhados no chão. Eles responderam que não”, disse Nhantumbo.

A quinta pessoa detida é Walder Salvador, 22 anos, residente no bairro de Khongolote. Está detido no Posto Policial do Mercado de Khongolote.

Segundo a avó, Walder é acusado de destruir panfletos da Frelimo e no lugar colar do MDM. Mas a avó e os residentes do quarteirão dizem que a detenção do Walder foi a invenção da chefe de quarteirão que chamou polícias. Aliás, na companhia do Walder esteve detida uma senhora que foi libertada horas depois.

David Simango interrompe correcção de exames

A campanha eleitoral do partido Frelimo na cidade de Maputo mandou interromper a correcção de exames na tarde de ontem para mobilizar docentes jovens para uma reunião com o candidato David Simango. A Reunião teve lugar no Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissano. Professores irritados com a situação alertaram ao Canalmoz que enviou uma equipa de reportagem ao local e chegou a tempo de testemunhar a ocorrência.
Trata-se de professores afectos às escolas do Distrito Municipal KaPhumo, na sua maioria jovens, cuja orientação do voto não é favorável a Frelimo. Estes jovens professores encontravam-se a corrigir exames, mas tiveram que interromper para atender a reunião partidária.

Canalmoz no local, interpela directora de educação

Alertada, a reportagem do Canalmoz deslocou-se ao local e no fim do encontro interpelou a directora Distrital de Educação de KaMphumo, Isilda Zandamela, para saber quem estava naquele momento a corrigir exames. A directora simplesmente recusou-se a prestar qualquer declaração.

Professores ameaçados

O alvo da Frelimo, segundo contam os docentes, são professores jovens, cuja orientação de voto é desfavorável a este partido.

“Não temos escolha, muitas vezes somos ameaçados. Com o medo de perder emprego, submetemo-nos”, conta um professor para explicar porque aceitou ir ao encontro.
Entretanto, professores dizem-se cansados com as imposições da Frelimo, quando o governo da Frelimo nada faz para melhorar as condições da classe.

“Estamos cansados de ser escravizados por eles. Só se lembram de nós quando querem voto”, disse um professor que participou no encontro.

Até à saída das escolas para o local da reunião, os professores desconheciam a agenda do encontro. A convocação do mesmo, segundo as nossas fontes, foi por via oral, feita pelas células da Frelimo implantadas nas escolas.

Simango pede professores para mobilizarem voto de alunos

No final do encontro, que foi presenciado pela nossa reportagem, David Simango pediu aos professores que o ajudassem na campanha, influenciando os mais próximos, incluindo os alunos.

“Contamos com o vosso voto, das vossas famílias, amigos, alunos e com a vossa influência nas comunidades”, afirmou o edil que concorre à sua própria sucessão.

Reconhecendo que as condições dos professores não são boas, Simango pediu bom relacionamento pelo menos até ao dia de voto. “De hoje até ao dia 20 não vamos zangar”, suplicou o ainda edil.

Falando já à reportagem do Canalmoz, o candidato da Frelimo a edil de Maputo fez “balanço positivo” do encontro com os professores e disse acreditar que a classe vai votar nele e na Frelimo. Não quis comentar o facto de ter tirado docentes da correcção de exames.

“Não temos como entregara carta-convite a Dhlakama”

A Renamo diz ainda desconhecer o paradeiro do seu líder, Afonso Dhlakama, pelo que dificilmente poderá fazer-lhe chegar a carta-convite endereçada pelo Presidente da República, Armando Guebuza, para o diálogo.

A Renamo confirma ter recebido a carta-convite para o diálogo entre Afonso Dhlakama e o Chefe do Estado, Armando Guebuza, no passado dia 8 de Novembro, mas diz não ter como fazer chegar o expediente ao seu líder, porque ele se encontra em parte incerta.

“Esse convite tem destinatário, neste caso, Afonso Dhlakama. Nós somos intermediários e veículo para fazer chegar este convite ao presidente da Renamo. Mau grado não sabermos onde ele se encontra”, disse Fernando Mazanga, porta-voz da Renamo.

Mazanga sustenta a sua posição recordando que “sabíamos que ele – Afonso Dhlakama – estava em Santungira, mas quando as Forças Armadas de Defesa de Moçambique atacaram a sua residência, em Santungira, no dia 21 de Outubro, deixamos de saber onde ele se encontra. Seja como for, estamos interessados que o encontro se realize, porque os moçambicanos querem este encontro. O próprio Dhlakama quer o encontro, pois já havia manifestado isso no dia 18 de Outubro, na pessoa do secretário do Conselho do Estado, tendo referido que lhe devia ser fornecido o número do Presidente da República, para que pudesse falar com ele naquele mesmo dia, às 18h00”, observou.

Estado moçambicano burlado!

Um relatório de estudo da exploração do gás de Pande e Temane, na província de Inhambane, apresentado ontem pelo Centro da Integridade Pública (CIP) em Maputo, revela que Moçambique está a ser burlado neste que é o primeiro grande projecto da indústria extractiva a ser explorado em Moçambique.

“O gás natural é tido como sendo o futuro de Moçambique mas o primeiro projecto de gás – Pande Temane – não gerou, praticamente, nenhuma receita ao Estado moçambicano”, refere o relatório ontem apresentado em Maputo pelo director do CIP, Adriano Nuvunga.

Pande-Temane

“Preço de venda abusivo”

O estudo demonstra factualmente que Moçambique ganha nada neste negócio. O CIP foi buscar o preço pelo que o gás moçambicano é comercializado na África do Sul e comparou com o preço praticado em Moçambique.

Em 2009, a mesma quantidade de gás que a Sasol comprava a 1, 4 dólares em Moçambique, revendia na África do Sul por 7 dólares, refere o CIP e classifica esta situação de “preço de venda abusivo” do gás moçambicanos.

Como consequência, o projecto de exploração de gás de Pande e Temane apenas trouxe ao Estado moçambicano, desde 2004, 50 milhões de dólares em receitas, enquanto na África do Sul o valor anual do mesmo gás é de 800 milhões de dólares.

O CIP diz que esta situação é ainda mais preocupante porque o projecto já durou 1/3 do seu tempo de vida previsto, que é de 25 anos. Assim sobram poucas esperanças sobre a possibilidade de Moçambique vir a obter ganhos significativos com o gás de Pande e Temane.

Causas das perdas

Para tão desastroso negócio, o CIP encontra explicação em quatro factores principais: falha na partilha da produção; falha no preço de venda; falha nas projecções das receitas e; fracasso na transparência.

Explicando estes pontos, Nuvunga que apresentou o relatório, disse que as perdas de Moçambique aconteceram em 2000, quando o Governo removeu o “acordo de partilha de produção”, sem no entanto aumentar o imposto royality e as taxas do IRPC.

“O sector dos petróleos em Moçambique baseia-se num acordo de partilha de produção, onde a principal fonte de receitas do Estado provém de uma partilha cada vez mais maior do petróleo produzido”, lê-se no relatório do CIP.

Mas para o caso do gás de Pande e Temane, o Governo removeu o “acordo de partilha”, sem aumentar a actual percentagem do imposto royality (5%) e do Imposto sobre Rendimento de Pessoas Colectivas (IRPC) em 35%, o que lesou o Estado no negócio.

Como reverter a situação?

Para reverter este negócio em que o Estado moçambicano nada arrecada, o estudo do CIP propõe uma series de medidas. Na verdade, algumas propostas não é a primeira vez a serem recomendadas ao Governo, mas sempre foram rejeitadas ou pelo menos ignoradas.

“Renegociar os Contratos; Revisitar as Projecções de Receitas; Assegurar a Plena Transparência”, são as três recomendações do CIP.

Detalhadamente a organização aconselha o Governo a aumentar as taxas de Royalty e IRPC para compensar as perdas na partilha de produção; aconselha ainda a renegociação do preço de venda do gás em Moçambique, com base no valor de venda real do mesmo gás na África do Sul.

Não repetir os mesmos erros

No concernente às projecções de receitas provenientes deste projecto, o CIP fala de “surpreendentes estimativas exageradas por parte dos apoiantes do projecto (MIREM, FMI, Banco Mundial)” e exige destes explicação aos moçambicanos.

Recomenda ainda que se “assegure que os mesmos erros não estejam a ser cometidos para com o carvão mineral em Tete e o gás do Rovuma”.

Quanto à transparência, o CIP exige que “todos os dados de receitas” sejam “domínio público” e “todos os contratos do sector extractivo deverão sejam plenamente revelados”.

Membros do MDM violentados e detidos

Quatro membros do Movimento Democrático de Moçambique (MDM) em Dondo receberam tratamento hospitalar depois de terem sido apedrejados na madrugada da última segunda-feira em confrontos com membros do partido Frelimo. Das escaramuças registadas na passada segunda-feira, ainda seis membros do mesmo partido foram detidos. Do lado da Frelimo nem detido nem ferido grave.

Membros do MDM violentados e detidos

A informação consta do Boletim Sobre o Processo Político de Moçambique publicado esta quarta-feira pela AWEPA e CIP.

“Segundo o nosso correspondente em Dondo, esta segunda-feira voltou a haver confrontos entre simpatizantes dos dois partidos, resultando no ferimento grave de quatro membros do MDM e dois da Frelimo. O reforço da campanha do MDM em Dondo, pelo presidente do partido e candidato à presidência do município da Beira, Daviz Simango, exacerbou confrontos físicos entre apoiantes da Frelimo e do MDM, tendo resultado em quatro detidos, todos simpatizantes do MDM. As detenções ocorreram na madrugada desta segunda-feira. O MDM acusa as autoridades policiais de terem detido seus membros “sem justa causa”, lê-se no boletim.

Citado no mesmo boletim, o candidato da Frelimo a edil desta autarquia, Castigo Chiutar, diz que “a violência acontece porque o MDM importa seus membros da cidade da Beira para fazerem campanha em Dondo, fora da sua área municipal”.

Residentes de Singathela e Patrice acusam município de falta de seriedade

Os moradores dos bairros Singhatela e Patrice Lumumba acusam o presidente do Conselho Municipal da Matola, António Matlaba, de falta de seriedade. A edilidade colocou uma placa no mês de Agosto deste ano que dava conta da reabilitação da estrada que liga Singathela e Patrice Lumumba, num prazo de 90 dias, mas até hoje nada foi feita no terreno.

Residentes de Singathela e Patrice acusam município de falta de seriedade

Entretanto, o presidente interino do Conselho Municipal da Matola, António Matlaba, mostrou-se surpreendido com a acusação e promete inteirar-se no terreno.

Segundo relatos dos moradores, o município prometeu reabilitar esta rodovia em três meses, o que não se observou até hoje. O Canalmoz esteve no local e viu a placa. Mostra, claramente, que obras deveriam ter arrancado em Agosto e terminar em Outubro.

No terreno, uma placa mostra que o dono da obra é o Conselho Municipal da Matola. O empreiteiro é a Concord Construções. O fiscal chama-se IdTO Paternes Consultoria. A obra está avaliada em 4.280.135,76 meticais financiados pelo município. A extensão, segundo a placa, é de 4 quilómetros. O espaço reservado ao número de licença está em branco.

O clamor dos moradores

Américo Homo, professor de carreira, disse que no dia em que colocaram a placa estava em casa e viu. Os prazos ainda estavam em dia, mas o tempo foi passando. Como residentes, não tiveram nenhuma informação, mas como a placa foi colocada num lugar público, tudo estava claro. Até hoje, nada se diz sobre as obras.

“A estrada pode dar continuidade a Dâmaso, Singathela, Nkobe até Khongoloti. Quando chove tudo isto fica alagado. Nunca tivemos encontro com o chefe do quarteirão e secretário do bairro ”, disse.

Acrescentou que naquela via, passam camiões. Havia muito entulho ali despejado mas alguns moradores foram tirando a pedra.

Por seu turno, Carlota Matusse, uma anciã que viu o bairro a nascer na década 70, conta que quando colocaram a placa, dizia-se que era para a reabilitação desta estrada que vai até Dlavela.

Um automobilista que não quis se identificar disse que o pouco conhecimento que tem, uma estrada não se faz com entulho. O entulho é lixo.
“Colocaram placa e vieram deixar entulho. A partir do momento que temos entulho aqui na placa, e olhando para os prazos expirados, mostra falta de seriedade”, disse.

Matlaba mostrou-se surpreendido

Segundo ilustra a placa, dos cofres do Conselho Municipal da Matola podem ter voado mais de 4 milhões de meticais para a reabilitação de quatro quilómetros da estrada.
Mas, estranhamente, o presidente interino do Conselho Municipal da Matola, António Matlaba, mostrou-se surpreendido com o assunto e prometeu inteirar-se no terreno.
“Obrigado pela denúncia ou alerta. Vou inteirar-me do que aconteceu no terreno. A vossa questão recebi com satisfação ”, disse Matlaba ao Canalmoz.

Ministro da Defesa acusa TIM de ter “interesses estranhos”

O ministro da Defesa Nacional, Filipe Nyussi, comentou o espancamento de jornalistas da Televisão Independente de Moçambique (TIM) por militares e saiu em defesa das Forças Armadas de Defesa de Moçambique, embora tenha repetido que medidas serão tomadas para evitar casos de géneros.

Filipe Nyussi negou comentar a brutalidade dos agentes das FADM que chegaram a espancar o chefe da Redacção da TIM até perder os sentidos, e disse que o facto de a TIM estar a perseguir o caso desde que há disputa de terra entre os militares e a população, “é muito estranho”.

“A televisão TIM é especialista neste expediente, porque se olhar bem mais de quatro ou cinco vezes fez reportagens sobre esta área. É a mesma televisão. Não sei, talvez (o jornalista) esteja a residir naquela zona e tenha um grande interesse naquele expediente”.

Vamos averiguar e tomar medidas

Filipe Nyussi, diz que o Ministério da Defesa ainda vai averiguar “o que se passou”. Segundo Nyussi, a brutalidade dos militares justifica-se pelo facto de ter sido a população a forçar a entrada no quartel em protesto.

“Eu não conheço nenhuma parte do mundo onde os soldados permitem as pessoas entrarem no quartel ainda em massa”.

Questionado se o episódio não colocava a população contra os militares e, por sua vez, colocava em causa a convivência, Nyussi disse que não há espaço para as forças armadas ficarem inimigas do povo. “Uma coisa é não esperarem que haja um dia que um soldado em guarnição permita que entrem no quartel sem ele autorizar. Até eu que sou ministro não posso ir a um quartel qualquer sem comunicar o chefe do Estado-Maior General para ele baixar ordens”, disse.

Calisto Cossa confrontado com falsas promessas da Frelimo

No prosseguimento da campanha eleitoral, o candidato da Frelimo, Calisto Cossa, para o município da Matola, foi recebido com reclamações de promessas falsas feitas pela Frelimo em 2009. Os munícipes reclamaram da imundície e da desorganização no mercado T-3 e insumos agrícolas outrora prometidos como incentivo à prática agrícola naquela zona.

No bairro de T-3, o candidato da Frelimo continuou com a estratégia de distribuição de material de propaganda, acompanhado do pedido de voto para ele e o seu partido. Material constituído por camisetas, chapéus e sacolas tem sido um dos maiores atractivos para os eleitores que pouco se preocupam com as promessas e as ideias do candidato e o seu partido, para tirar a Matola do caos que se encontra.

No mercado de T-3, onde em algum momento a caravana da Frelimo decidiu parar de distribuir as camisetas e simplesmente pedir votos, coincidentemente começaram a surgir as primeiras reclamações relacionadas com a falta de contentores de lixo, e a não recolha permanente dos resíduos sólidos por parte da edilidade. Os vendedores reclamaram ainda por causa da desorganização do mercado, o que, segundo eles, faz com que os seus produtos não tenham saída.

O candidato da Frelimo, que tem tido muita cautela em relação às promessas que faz, limitou-se a dizer que ouviu as reclamações e que para a solução dos mesmos ele conta com a ajuda de todos e pediu para que votassem nele e no seu partido.

Manica perde cerca de 55 mil hectares de área agrícola

A província de Manica, centro do País, perdeu, só no ano passado, 54.5 mil hectares de área de produção de cultura com destaque para o milho, devido à falta de chuva.
Segundo a governadora de Manica, Ana Comuane, que discursava no lançamento da campanha agrária 2013-2014, em Macossa, a norte de Manica, os prejuízos correspondem a 8.94 por cento de uma área total de 610.5 mil hectares de área de produção.

As culturas sofreram um défice hídrico significativo, num período crucial de crescimento das culturas, o que se traduziu no baixo rendimento da produção, principalmente dos cereais, de acordo com a governadora de Manica.

A falta de chuvas registou-se com maior gravidade nos distritos de Tambara, Machaze e Guro.

Entretanto, a produtividade de milho e outras culturas na campanha agrícola 2011-2012 situaram-se em 1.6 tonelada por hectare, o que constitui uma redução em relação a 1.8 tonelada por hectare na campanha anterior.

Acidentes matam 28 pessoas e ferem 81 em uma semana

Vinte e oito pessoas morreram e outras 81 ficaram com ferimentos entre graves e ligeiros, como consequência de 49 acidentes de viação registados em todo o País durante a semana passada.

O balaço semanal da corporaçao, apressentado ontem pelo porta-voz do Comando Geral da Polícia, Pedro Cossa, indica que uma parte desses sinistros tiveram como causas 17 por excesso de velocidade e oito por má travessia de peão.

Cossa disse que no que toca à prevenção e combate aos acidentes de viação, foram fiscalizadas 27.193 viaturas em que 5009 automobilistas foram autuados por violação às regras de trânsito. Foram apreendidos 76 veículos por diversas irregularidades, 51 condutores foram autuados pelo facto de estarem a conduzir sob efeito de álcool, 144 livretes apreendidos por diversas infracções ao Código de Estrada e três indivíduos detidos por condução ilegal.

Detenções

Durante o período em análise a Polícia deteve 136 indivíduos indiciados no cometimento de delito comum, sendo 98 contra a propriedade, 44 contra pessoas e 13 contra a ordem, segurança e tranquilidade públicas.

Foram igualmente detidos 1.332 violadores de fronteira.Também foram detidos 17 imigrantes ilegais na linha de fronteira. Da República da África do Sul, foram repatriados 135 cidadãos moçambicanos, dos quais 96 homens, 28 mulheres e 11 menores. Após triagem, seguiram seus destinos.

Guarda da Cadeia Central da Machava mata enteada e suicida-se

Um guarda da Cadeia Central da Machava alvejou mortalmente a tiros a sua enteada de 19 anos de idade, no bairro da Zona Verde, município da Matola. A Polícia não revelou as identidades.

A jovem de 19 anos de idade foi morta a tiros pelo padrasto que durante a manhã havia tido uma forte discussão acesa com a mãe.

Segundo Pedro Cossa, porta-voz do Comando Geral da Polícia, o casal esteve a discutir. Depois, o marido saiu para o seu posto de trabalho, na Cadeia Central da Machava, de onde, de uma forma fraudulenta, trouxe uma arma de fogo que usou para o crime.

“Quando voltou do serviço a discussão continuou no quarto. A mulher acabou saindo de casa. A seguir a esposa cruzou-se com a enteada no corredor, tendo-a baleada mortalmente. De seguida pôs termo à sua própria vida”, disse Cossa.

Detidos quatro supostos raptores das cidades de Maputo e Matola

O Comando Geral da Polícia anunciou esta terça-feira a detenção de quatro supostos raptores que vinham aterrorizando as cidades de Maputo e Matola. A Polícia não releva a identidade dos raptores, nem das pessoas sequestradas, mas adianta que no grupo está um agente da Polícia de nome Macuácua que se encontrava a cumprir pena, indiciado por balear um jovem indefeso no bairro da Maxaquene, na cidade de Maputo.

Mesmo perante a insistência de jornalistas que queriam saber se estes detidos estariam envolvidos nos raptos da semana passada, o porta-voz no Comando Geral da Polícia, Pedro Cossa, limitou-se a dizer que neste momento não importa descortinar se estão envolvidos nos raptos da semana passada ou não. O essencial, segundo Cossa, é que quatro raptores já estão a contas com a Polícia. Reconhece que não são todos os raptores que foram detidos.

“Correm diligências para capturar os restantes membros dos malfeitores. Este trabalho resulta de várias linhas postas a circular a partir das informações das vítimas. Existem quatro detidos e pensamos que o número vai subir. Estes não se referem a um caso, estão relacionados com vários outros casos”, disse.

Segundo Cossa, os responsáveis pelos raptos devem ser conhecidos publicamente e criminalmente punidos.

Polícias envolvidos em raptos

Pedro Cossa diz que “contra factos não há argumentos. Houve polícias envolvidos em raptos que foram julgados e condenados. Admitiu que existem polícias que podem estar envolvidos nos raptos, mas não é grosso. Os cidadãos não devem confundir instituição policial com a Polícia. As pessoas devem continuar a confiar na Polícia. Se há polícias envolvidos, são a minoria. Há polícias honestos que servem o povo e não seus interesses”, disse.

Bernardo Timane assassinado ao lado da casa de Guebuza

Em plena luz do dia, precisamente às 09h e 30min desta terça-feira, quatro indivíduos que seguiam numa viatura de marca Range Rover assassinaram Bernardo Timane que também seguia numa viatura da mesma marca. O assassinato deu-se a 300 metros da quinta da família Guebuza, onde reside a mãe do chefe de Estado, Armando Guebuza, concretamente na estação de comboio de Jafar, bairro de Albazine, zona próximo à Beija-Flor.

A vítima fazia-se transportar numa Range Rover, de cor branca, com a chapa de inscrição ABF 929 MC. Os assassinos também seguiam numa viatura de marca Range Rover, segundo contaram testemunhas oculares. A chapa de matrícula deste carro estava coberta com material de propaganda eleitoral do partido Frelimo.
A equipa de reportagem do CanalMoz esteve no local do assassinato, mas tanto o corpo como a viatura haviam sido já removidos.

O carro que era conduzido pela vítima está parqueado na 14aEsquadra da PRM, em Magoanine, mas a Polícia não autorizou que os nossos repórteres o fotografassem.
Os bens que se encontravam no interior da viatura não foram tocados por quem abateu, a tiro, o cidadão Bernardo Timane.

Bernardo Timane era tido como “elemento preponderante em vários casos de roubo à mão armada de valores elevados, raptos e sequestros, na Cidade e Província de Maputo”.

Timane era considerado um “protegido de certas esferas que são acusadas de estarem a manchar a credibilidade do Estado e da Policia”.

Este caso ocorre dias depois de terem sido libertadas cidadãs portuguesas, que se encontravam em cárcere privado. As sequestradas foram libertadas sem resgate e logo após ter sido acordado entre os governos de Portugal e Moçambique a vinda ao nosso país de especialistas lusos em investigação criminal.
Desconhecem-se mais pormenores deste episódio em que perde a vida o cidadão Bernardo Tafulane Timane.

Fontes recorrentes do CanalMoz consideram que o finado era intermediário entre os operacionais e os mandantes de grande parte dos raptos que têm estado a suceder em Maputo e Matola envolvendo elevados valores de resgate. Especialistas admitem que Timane pode ter sido eliminado por seus comparsas (veja mais abaixo o perfil de Bernardo Timane).

Testemunhas oculares

Segundo testemunhos ouvidos pela nossa reportagem no local, Timane foi abatido por quatro indivíduos, quando seguia numa viatura de marca Range Rover, de cor branca, com chapa de inscrição ABF 929 MC.

Na altura do assassinato, ainda de acordo com as testemunhas ouvidos pela nossa reportagem, Bernardo Timane seguia em direcção ao distrito de Marracuene, quando de repente a viatura em que se fazia transporte foi bloqueada por uma outra da mesma marca, mas de cor cinzenta, com chapas de matrícula cobertas, tanto a frente como de atrás, por panfletos de campanha eleitoral do partido Frelimo.

Governo compra mais dois aviões militares

O Governo moçambicano acaba de encomendar em Kiev, na Ucrânia, mais dois aviões militares Antanov An 26 B para a Força Aérea.

Segundo escreve o site sul-africano especializado em equipamento militar DefenseWeb, os referidos aviões Antanov são de segunda mão e estão a ser remodelados nos estaleiros da Ucrânia.

Antonov-An-26B

De acordo com a publicação DefenseWeb, um dos aviões Antanov An-26B esteve nos últimos meses a ser testado em Kiev, na Ucrânia, e o outro foi visto em Julho último, sendo pintado com as cores da Força Aérea de Moçambique.

“Não está muito claro quantos aviões são destinados para a Força Aérea de Moçambique, nem quando serão entregues”, informa o DefenseWeb.
Um mês fértil em meios militares.

Ainda neste mês o mesmo site informou que a Força Aérea moçambicana acaba de encomendar e receberá em breve oito aviões de guerra do tipo MiG-21s da empresa Aerostar na Roménia. A encomenda acontece numa altura em que o País está sob o espectro de guerra civil, em que fica mais evidente o interesse do Governo em investir em meios militares. Neste momento os referidos MiGs estão em revisão naquele País europeu, e assim que terminada serão enviados a Maputo. Juntamente com os aviões de guerra, o Governo encomendou um jacto L-39 para transportar altas personalidades do executivo.

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