O porta-voz do Comando-Geral da Polícia, Pedro Cossa, admitiu ontem que o cidadão de 22 anos, raptado no último sábado na baixa da cidade de Maputo, pode ter duas nacionalidades (moçambicana e portuguesa).
Cossa reagia assim à informação posta a circular segundo a qual o caso de rapto do último sábado na esquina das avenidas Samora Machel e Zedequias Manganhela, a vítima tinha nacionalidade portuguesa.
Aliás, esta segunda-feira, o porta-voz da Polícia no Comando da cidade de Maputo, Orlando Mudumane, disse que um cidadão de nacionalidade portuguesa foi raptado por cinco indivíduos mascarados e munidos de duas pistolas e duas AK-47.
O Centro de Estudos de Democracia e Desenvolvimento (CEDE) organiza hoje em Maputo uma mesa-redonda subordinada ao tema: O Acordo Geral de Paz: Passado, Presente e Futuro, que vai ter lugar no Hotel Moçambicano, das 8 horas às 12h30min, o mesmo conta com a apresentação de vários académicos.
Estará em debate o quadro jurídico-legal da actual situação político militar do País, o Acordo Geral de Paz e a media, temas a serem apresentados por Gilles Cistac, Teodato Hunguane e Tomás Viera Mário.
De acordo com os organizadores do evento, o objectivo central do evento é “identificar os pressupostos normativos para a convivência democrática e referências legais e processuais para o exercício do jogo democrático e do poder estatal no âmbito do AGP”, lê-se no comunicado de Imprensa enviado à nossa redacção.
O Governo moçambicano vai hoje ao parlamento esclarecer o nebuloso negócio dos 30 navios adquiridos por 300 milhões de euros na França, alegadamente para fins até aqui desconhecidos.
O executivo vai ao Parlamento a pedido das bancadas da Renamo e do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), no âmbito das perguntas ao Governo.
O negócio dos barcos é um polémico dossier que deixou embaraçado o próprio Governo que foi obrigado até a mentir para esconder factos que depois vieram à superfície graças à Imprensa. O Governo, através da empresa EMATUM, adquiriu 30 embarcações na França sem concurso público. Uma investigação levada a cabo pelo Canalmoz em Setembro permitiu apurar, dentre vários factos, a participação directa neste negócio, do Serviço de Informação e Segurança do Estado.
A empresa francesa Constructions Mécaniques de Normandie deu a conhecer que estava a construir 30 navios para o Estado moçambicano. Esta informação veio a ser confirmada pelo ministro da Planificação e Desenvolvimento, Aiuba Cuereneia, quando abordado por jornalistas à saída da sessão do Conselho de Ministros, na semana passada. Cuereneia disse que os navios eram para a “estrada nacional número zero”, referindo-se ao transporte marítimo.
Porém, a Imprensa francesa noticia que entre os navios encomendados estão inclusos seis barcos de patrulha, sendo três de 32 metros e igual número de 42 metros. Consta ainda que não foi o Estado que encomendou directamente os navios, mas uma empresa denominada EMATUM – Empresa Moçambicana de Atum, registada em Maputo como Sociedade Anónima.
Os interesses do Estado detrás da EMATUM
Investigação do Canalmoz permitiu apurar que a EMATUM foi usada pelo Governo para a compra dos navios. Esta é uma entidade participada pelo Serviço de Informação e Segurança do Estado (SISE).
A EMATUM foi constituída há menos de dois meses. Precisamente, sua escritura aconteceu no dia 02 de Agosto de 2013, em Maputo. São accionistas da EMATUM o IGEPE – Instituto de Gestão das Participações do Estado, a Emopesca – Empresa Moçambicana de Pesca e, a GIPS – Gestão de Investimentos, Participações e Serviços, Limitada. É na GIPS onde reside o segredo da compra dos navios de patrulha, que custaram milhões ao Estado, sem que tenha havido concurso público e cujo valor não sai do Orçamento do Estado, aprovado pela Assembleia da República.
A GIPS é uma entidade unicamente participada pelos Serviços Sociais do Serviço de Informação e Segurança do Estado (oficialmente abreviado como SERSSE). Sua escritura aconteceu no dia 26 de Fevereiro de 2013, em Maputo. A GIPS não possui NUIT nem NUEL, segundo apurou a nossa investigação.
Em menos de sete meses após sua constituição, a GIPS juntou-se ao IGEPE e a EMOPESCA para constituir a EMATUM. É por via desta que o Governo drena dinheiro para a compra dos navios.
Contornar Parlamento e “Procurement”
Usando a EMATUM para a compra dos navios, o Governo consegue contornar, duma só vez, o Parlamento e o Regulamento de Contratação de Empreitada de Obras Públicas, Fornecimento de Bens e Prestação de Serviços ao Estado, vulgo Lei do Procurement (Decreto 15/2010 de 24 de Maio).
Ao contornar o Parlamento, o Governo evita a exposição dos seus planos secretos aos meios de comunicação social e, consequentemente, aos cidadãos, bem como as críticas dos parlamentares sobre desequilíbrios na distribuição do orçamento para Defesa e Segurança e outras actividades sociais como Educação e Saúde.
Por outro lado, sem se submeter o negócio dos navios ao Procurement, o Governo tem espaço para a escolha “por dedo” do construtor que o desejar para o fabrico de navios, para além de poder evitar, igualmente, a publicitação do projecto da aquisição dos navios. As bancadas parlamentares da Frelimo, Renamo e do MDM solicitaram, ao Governo moçambicano, informações sobre os efeitos das cheias e inundações que, ciclicamente, afectam o País e detalhes sobre a planificação, a orçamentação, o concurso e o envolvimento do Estado moçambicano como avalista para a compra de 30 barcos.
Não obstante ser a EMATUM que está no papel como entidade que encomendou os navios na Constructions Mécaniques de Normandie, a factura será paga pelo Estado.
Armando Guebuza efectuou uma visita de Estado de dois dias à França, onde escalou a região de Cherbourg, onde se localiza a Constructions Mécaniques de Normandie, construtora dos navios.
O Estado moçambicano assumiu-se como avalista da EMATUM no crédito que esta contraiu para o pagamento de navios. A EMATUM contratou os bancos BNP Paribas e Credit Suisse para montarem uma emissão de 500 milhões de dólares em Obrigações do Tesouro. Hoje espera-se que o Governo explique de forma cabal os contornos desse escândalo.
Os dois casos de rapto deram-se no último sábado na capital do País. O primeiro caso ocorreu às 9h30min, na Avenida Samora Machel, envolvendo um comerciante português de 22 anos de idade. O segundo aconteceu às 23h30min, no bairro da Coop, e a vítima é um professor universitário de 65 anos, de nacionalidade vietnamita.
A Polícia, através do porta-voz do Comando da cidade, Orlando Mudumane, diz que os autores destes raptos ainda são desconhecidos.
“Ambos os crimes foram perpetrados por indivíduos até então não identificados, que supostamente usavam armas de fogo do tipo AKM. Diligências estão a ser feitas de modo a esclarecer-se os casos”, disse o porta-voz da PRM a nível do Comando da cidade.
Outros casos criminais
Ao longo da semana passada a Polícia registou ainda um caso de roubo com recurso à mão armada a um supermercado, localizado na zona da Marginal, em que um grupo de assaltantes, munidos de armas de tipo pistola, renderam quatro guardas que se encontravam a guarnecer o local. Os indivíduos ainda a monte arrombaram a parte traseira do estabelecimento e apoderaram-se de 14 laptops, 34 câmaras fotográficas digital, e diversos telemóveis.
Ainda na semana finda, a PRM aprendeu 7 kg de cocaína, das quais 56 ampolas estavam no estômago de um tanzaniano de 43 anos de idade, proveniente do Brasil, e 3,4 no estômago de outro indivíduo que vinha do Equador.
Moçambique é dos países do mundo com grandes reservas de recursos naturais (gás e carvão), mas não possui conhecimento técnico para a sua gestão. Exemplo disso é o vazio legal para a área, bem como a falta de fiscalização por parte do executivo. O Centro de Integridade Pública (CIP) está a formar deputados da Assembleia da República em matéria sobre indústria extractiva.
Ontem iniciou em Maputo a segunda fase da formação dos parlamentares. Adriano Nuvunga, director do CIP, espera que com a formação “o parlamento não só fique à espera que o executivo mande propostas de lei – inicie seus projectos de lei – mas também se municie para a fiscalização da actividade do executivo no que concerne à gestão dos recursos mineiros e petrolíferos.”
O executivo já submeteu um conjunto de leis à Assembleia da República para aprovação. O presidente da Comissão dos Assuntos Constitucionais Direitos Humanos e de Legalidade, Teodoro Waty, entende que com a formação, em devido tempo, os deputados saberão, com propriedade, como se posicionar perante as matérias da área.
A formação em curso é parte de um pacote que decorre desde o mês passado e é levada a cabo pelo CIP e Parlamentares Europeus para a África (AWEPA). Mais detalhes sobre o assunto na próxima edição do semanário Canal de Moçambique.
O Movimento Democrático de Moçambique em Manica, na pessoa do seu delegado político provincial, Manuel de Sousa, acusou a Comissão Provincial de Eleições (CPE) e o Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE) de Manica de estarem a “fazer arranjos” nos resultados para dar vantagem à Frelimo e seu candidato, Raul Conde Adriano.
Segundo Manuel de Sousa, na contagem paralela do MDM, o seu candidato, João Luís Ferrão, vai na frente com 51.1% dos votos e na Assembleia Municipal o MDM obteve 52.6%, contrariamente ao que vem sendo anunciado pelo STAE em Chimoio.
Sousa acusa os órgãos eleitorais de trocar os resultados do seu partido e do seu candidato a favor da Frelimo. “Dos editais que temos, confirma-se a vitória do MDM e do seu candidato”.
“Sabemos que há editais que ainda não foram entregues ao STAE e alguns presidentes de mesa estão a ser chamados para assinar novos editais falsificados”, disse Manuel de Sousa.
O MDM reconhece, entretanto, a derrota do seu partido e dos seus candidatos nos quatro municípios, nomeadamente Sussundenga, Manica, Catandica e Gondola. Não reconhece a vitória da Frelimo e seu candidato em Chimoio. Ainda não há resultados definitivos oficiais em Chimoio.
Dados do STAE indicam que no município de Manica, o candidato da Frelimo, Raimundo Quembo, arrecadou 9.193 votos válidos, contra 1.686 de Delfim Page, do MDM.
No município de Catandica, o candidato da Frelimo, Tomé Alfândega, obteve 5.200 votos, contra 1.799 do seu adversário do MDM, Rangel Mairosse. No município de Gondola, o candidato da Frelimo, Eduardo Gimo, arrecadou 5.220 votos, contra 2830 do candidato do MDM, Arone Mussualho.
No município de Sussundenga o candidato da Frelimo, Venâncio Veremo, obteve 5.506 votos válidos, contra 663 de Alberto Ziai, do MDM.
Nas assembleias municipais
Nas assembleias municipais, em Chimoio a Frelimo obteve 27.761 votos válidos, contra 24.267 do MDM, em Catandica, 5.274 votos foram para a Frelimo, contra 1599 do MDM, em Gondola, 5.148 votos válidos foram para a Frelimo, contra 2.666 do MDM e 106 do Partido Independente de Moçambique (PIMO).
Ainda para as assembleias municipais, segundo a fonte, em Manica a Frelimo teve 9.026 votos, contra 1747 do MDM e, por último, no município de Sussundenga a Frelimo obteve 5.329 votos válidos, contra 695 do MDM
Durante a cerimónia da divulgação dos resultados intermédios das eleições autárquicas, no último sábado, o presidente da Comissão Distrital de Eleições na cidade de Tete, José Marte, “perdeu controlo de si” e começou a tratar o secretário da Frelimo por “camarada primeiro secretário” em plena cerimónia do Estado.
A situação deixou embaraçado o próprio primeiro secretário da Frelimo, Xavier Sacambwera, e criou um mal-estar generalizado na sala.
Ultrapassado o embaraço, a CPE anunciou os resultados intermédios que dão vantagem folgada à Frelimo e seu candidato Celestino Checanhaza. A Comissão de Eleições da cidade de Tete fez saber que no apuramento feito até aqui, Celestino Checanhaza conseguiu 31.023 votos, contra 16.109 do seu adversário directo Ricardo Tomás, do MDM. O partido Frelimo também lidera o processo de contagem dos votos, tendo conseguido 30.683 votos, contra 16.232 votos do MDM.
Um homem de 50 anos foi preso em Jensen Beach, na Flórida (EUA), depois de baixar suas calças e ser encontrado “afofando” seus órgãos genitais, com a desculpa de que estava apenas “a ventilar” sua virilha.
William Gibson, de 50 anos, estava em frente a uma loja quando simplesmente baixou as calças até aos joelhos e, em seguida, exibiu suas partes íntimas, acariciando-as com as mãos, de acordo com o jornal “TC Palm”.
Peões que estavam próximos a Gibson ficaram chocados com a cena e chamaram a polícia. Assim que os oficiais chegaram, William alegou que estava apenas “a ventilar” seus órgãos genitais.
A polícia não considerou a versão do senhor e levou o americano para a cadeia do condado de Martin, sob acusação de exposição indecente. Não há informações sobre o que teria motivado a atitude do homem.
Uma professora de matemática foi demitida de uma escola em Longwood, no estado da Flórida (EUA), porque exibiu um pênsis de madeira em sala de aulas.
O Conselho Escolar do condado de Seminole justificou o afastamento de Jeanne Michaud por considerar que ela mostrou um objecto inadequado e usou linguagem inapropriada na sala de aula.
Jeanne Michaud trabalhava no distrito escolar desde 1982.
Segundo as autoridades, a professora tinha um longo histórico de problemas de disciplina, mas era vista como uma professora excelente por parte de alguns pais e alunos.
A locomotiva do Chiveve derrotou o Clube de Chibuto por 2 a 0 em partida final da Taça de Moçambique, a segunda maior competição futebolística de Moçambique. A partida teve lugar no Estádio Nacional do Zimpeto.
Depois de uma primeira parte pouco produtiva em termos de oportunidades de golo, apesar de o Ferroviário da Beira ter se beneficiado de duas ocasiões, o confronto só seria resolvido nos últimos 45 minutos.
Ao minuto 64, Bush, na tentativa de cortar um cruzamento perigoso de Maninho na grande área, introduziu o esférico nas malhas do seu companheiro Zacarias e abriu o marcador a favor da locomotiva.
Sem nenhuma resposta convincente, o suspeito de costume, “Super” Mário, a dez minutos dos noventa encerrou a discussão da partida com um portentoso golo, um verdadeiro hino ao futebol.
Edson, pela esquerda, centrou a bola para o embrião da grande área onde o goleador, de primeira, desferiu um airoso remate para o fundo da baliza de Zacarias.
Com este resultado de 2 a 0, o Ferroviário da Beira conquistou a edição 2013 da Taça de Moçambique e vai representar o país na Taça CAF.
Um moçambicano foi alvejado mortalmente e outro gravemente ferido, ambos supostamente caçadores furtivos, no último domingo durante uma troca de tiro entre estes e a força sul-africana de Protecção do Kruger Park.
As vítimas faziam parte de um grupo de cinco moçambicanos que se dedicam à caca furtiva, segundo disse ao Canalmoz o porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM) no Comando Provincial de Gaza, Jeremias Langa.
Do grupo, segundo a Polícia, três conseguiram fugir durante a troca de tiros, sendo dois para parte incerta e o terceiro, agora a contas com as autoridades policiais moçambicanas, teria sobressaído no distrito de Mabalane, concretamente no Parque Nacional do Limpopo.
“O indivíduo de 30 anos, que agora está preso, disse que se encontrava com amigos e tinham ido à caca de rinoceronte. Contou que se introduziram no Kruger Park onde foram interpelados pela força sul-africana de protecção do parque, tendo havido troca de tiros que resultou na morte de um dos amigos e ferimento de outro, enquanto os três dispersaram-se em fuga”, disse Jeremias Langa.
O jovem agora detido, ainda de acordo com a Polícia em Gaza, é natural do distrito de Magude, na província de Maputo. As autoridades moçambicanas dizem que estão a investigar com a Polícia sul-africana para apurar o paradeiro do corpo do malogrado e as circunstâncias em que se encontra o ferido.
Outros caçadores furtivos interpelados e alvejados em Massingir
Entretanto, no distrito de Massingir, na província de Gaza, dois indivíduos de um grupo de cinco elementos, supostamente caçadores furtivos, foram detidos nesta segunda-feira pela Polícia da República de Moçambique (PRM) no Parque de Kwin City, localizado na zona de Nyamavondzondzo, depois de uma troca de tiros com a Polícia.
Os dois indivíduos de nacionalidade moçambicana, segundo o porta-voz da PRM em Gaza, Jeremias Langa, disseram durante o interrogatório que se encontravam naquele parque de passagem para o Kruger Park na África do Sul, onde iam caçar.
Quando interpelado pela Polícia, o grupo tentou trocar tiros com a PRM, tendo um deles sido alvejado nas costas. Para além dos dois detidos, um deles com ferimentos, respectivamente com 27 e 30 anos de idade, outros três fugiram para parte incerta, isso segundo Jeremias Langa, da PRM em Gaza.
Doze pessoas foram detidas na última quarta-feira, 20 de Novembro, na província de Gaza, durante o processo de votação para a escolha dos membros das autarquias locais. A Polícia da República de Moçambique (PRM) refere ter registado 12 casos de ilícitos eleitorais no dia das eleições autárquicas, em quatro das seis autarquias daquela província.
O porta-voz da PRM em Gaza, Jeremias Langa, disse ao Canalmoz que quatro casos foram registados no município de Xai-Xai, quatro em Chibuto, três na Macia e um em Manjacaze.
Das 12 pessoas detidas a Polícia avança como motivos a dupla votação, apresentação de documentos falsos, exercício de campanha nas assembleias de voto, filmagem sem credencial. Segundo a PRM em Gaza, outro caso foi de um jovem de 19 anos que tentou votar no bairro 1 do município da Macia usando um cartão de eleitor do distrito municipal de KaMavota, na cidade de Maputo.
Também um jovem de 19 anos foi surpreendido a filmar na assembleia de voto da Escola Secundária de Inhamissa, na cidade de Xai-Xai.
A Polícia não adiantou a identidade partidária dos indiciados.
No geral, a PRM diz que o processo eleitoral nas seis autarquias de Gaza decorreu num ambiente calmo, ordeiro e tranquilo, pelo facto de não ter-se registado casos que atentaram contra a ordem e segurança públicas.
Desconhecidos ainda a monte vandalizaram na madrugada desta segunda-feira, a residência do jornalista Alexandre Rosa “Xandó” Chefe da Redacção da Televisão Independente de Moçambique (TIM), no bairro do Alto Maé em Maputo, próximo à Assembleia da República. Os malfeitores arrombaram a porta e retiraram todos os bens. O jornalista não se encontrava em casa.
Isso acontece duas semanas depois de o jornalista ter sido violentamente espancado por agentes das Forças Armadas e Defesa de Moçambique (FADM), quando cobria uma disputa de terra entre os militares e a população. O jornalista perdeu os sentidos devido a violência, e só acordou no hospital, após intervenção médica. Na sequência da violência militar, Xandó ficou internado e só começou a trabalhar no último dia 20 de Novembro.
Em contacto com o CanalMoz Alexandre Rosa fez paralelismo da agressão que sofreu e a vandalização da sua residência e falou de “coincidências estranhas”.
Faz mais de um mês que o presidente da Renamo, Afonso Dhlakama, está desaparecido ou na famosa “parte incerta”. Na passada quinta-feira, 21 de Novembro, completou-se um mês desde o desaparecimento de Dhlakama. Os confrontos intensificaram-se e a cada dia que passa adicionam-se relatos de mortes, com mais incidência para as tropas governamentais. A chefe da bancada parlamentar da Renamo desmentiu os rumores que dão conta que Afonso Dhlakama abandonou o País depois do bombardeamento da sua base em Sadjundjira.
Maria Angelina Enoque disse, em entrevista à agência portuguesa de notícias PNN, que Afonso Dhlakama está no País e no distrito da Gorongosa, na província de Sofala.
“O que eu sei é que ele está em Moçambique. Agora não me pergunte como é que sei. Eu não falo com ele porque não tenho como falar. Pelo que sei, ele não está fora do País. Está na Gorongosa. Onde, concretamente, não sei”, disse a líder parlamentar da Renamo, contornando qualquer outra questão sobre o caso.
O líder do partido da oposição está desaparecido desde 21 de Outubro, quando as tropas governamentais assaltaram a sua residência em Sadjundjira, na Gorongosa.
Enquanto os confrontos continuavam, a Assembleia da República (AR) desenvolvia os seus trabalhos normalmente. A bancada parlamentar da Renamo reuniu-se, na semana passada, com a Presidente da AR para saber o que a instituição poderia fazer relativamente à situação.
“Pensamos nós que a Assembleia da República não pode continuar a assistir a mortes e à vandalização de bens”.
Segundo a PNN, a presidente da AR terá pedido à Renamo para apresentar propostas de soluções para o impasse. Segundo a sua líder parlamentar, o partido informou a presidente do Parlamento que a inclusão dos observadores nas negociações era uma das saídas para evitar os constantes impasses.
Segundo Maria Angelina Enoque, a presidente disse que ouviu e que iria fazer tudo que estivesse ao seu alcance.
“Estamos numa guerra não declarada. Porque quando temos as forças armadas no terreno é mesmo uma situação de guerra. As mortes que temos vindo a assistir não se justificam”, disse Maria Angelina Enoque.
Sobre as negociações políticas que têm decorrido, a chefe da bancada da Renamo continua a dizer que “são necessárias negociações sérias”.
“Nós queremos um diálogo de facto, e não aquele entretenimento a que temos vindo a assistir. Queremos que o diálogo produza resultados. Neste momento não estamos a ter um diálogo sério”, referiu.
Segundo Maria Angelina Enoque, um diálogo sério com a inclusão de observadores vai “amainar a tensão e baixar esta situação de guerra”.
O secretario-geral da Renamo, Manuel Bissopo, reapareceu em público desde o dia 21de Outubro quando as tropas do Governo atacaram Sadjundjira. Disse há momentos em conferência de Imprensa na sede deste partido em Maputo, que Afonso Dhlakama só pode voltar a capital do País para encontro com o presidente da República, Armando Guebuza, quando houver garantias de segurança por forças “isentas” das Nações Unidas (ONU).
“Quando as condições de segurança estiverem garantidas através de uma força internacional como os capacetes azuis, o presidente poderá vir, porque neste momento não há condições dado que está a ser perseguido” afirmou.
Bissopo que disse se encontrar em Maputo a mando do presidente da Renamo para comunicar os seus cumprimentos ao Povo moçambicano e ao corpo diplomático, reiterou que o seu partido não está interessado na guerra.
“O presidente está bem de saúde, não saiu para nenhum país. Ele está dentro do País e acompanha atentamente o desenrolar dos acontecimentos da vida política, económica e social do País e dentro de alguns dias voltará a falar ao País e ao mundo” disse o secretário-geral da Renamo.
Defendeu o diálogo como a única via para a resolução da actual crise política.
Mas condicionou: “o grupo da Renamo voltará à mesa com mediadores e observadores nacionais e estrangeiros”.
“Porque não as Nações Unidas, a SADC, União Europeia, que são grandes promotores de investimentos no nosso País não podem intervir como intervieram no Zimbabawe, Malawi, Grandes Lagos e outros países da região?” questionou Bissopo, advertindo que “se a Frelimo não quer negociar seriamente que nos diga para toda gente saber”.
O tom das celebrações da vitória de Manuel de Araújo e do MDM, em Quelimane, terão de baixar. O porta-voz da Polícia da República de Moçambique, na Zambézia, Ernesto Serrote, informou que “a polícia não vai tolerar qualquer manifestação” de simpatizantes do partido de Daviz Simango e do candidato reeleito.
Refira-se que, no dia da votação agentes das Forças de Intervenção Rápida (FIR) assassinaram três munícipes de Quelimane. Nesta quinta-feira (21) mais dois cidadãos morreram em consequência das acções das FIR em Quelimane, um menor e um jovem.
A informação foi prestado aos jornalistas numa conferência de imprensa no Comando Provincial da Zambézia. Ernesto Serrote afirmou que a Polícia “não vai tolerar qualquer acto de vandalismo e nem manifestação que for protagonizada pelos homens do MDM e o seu representante máximo na autarquia de Quelimane”.
Qualquer manifestação ou acto que entenda se tratar de perturbação da ordem pública terá uma resposta contundente. Ou seja, a partir de agora a Polícia fará uso de balas reais contra qualquer manifestante ou aquele que na óptica desta esteja a perturbar a ordem pública.
Em relação ao caso do cidadão Tony De Azevedo, baleado mortalmente pela Polícia, Ernesto Serrote atira a responsabilidade para o edil de Quelimane, Manuel de Araújo e justifica a acção alegando que durante o desfile, que tinha como propósito comemorar vitória, houve uma tentativa de invadir domicílio do Governador da Província da Zambézia, Joaquim Veríssimo.
Uma mulher entrou com uma acção contra o marido em Genova, na Itália, porque ele se recusou a ter relações sexuais com ela durante os três anos de casamento.
Ela reclamou que o marido não a tocou desde a noite de núpcias, acrescentando que, até então, a vida sexual do casal era perfeitamente normal.
A mulher de 40 anos citou a falta de sexo como uma das principais razões para o pedido de divórcio.
Apesar da falta de sexo, o casal conseguiu ter uma filha por inseminação artificial.
Um caso semelhante ocorreu na França, em 2011, quando um homem de 51 anos de idade foi multado em 10 mil euros por não ter relações sexuais com sua mulher.
O candidato do MDM em Quelimane, Manuel de Araújo, autoproclamou-se ontem vencedor nas eleições municipais de quarta-feira, com base nas atas compiladas pelos delegados do partido à votação. “Nós fomos recebendo as atas e processando os dados.
Para isso, usámos dois métodos; as mensagens SMS que recebíamos e depois fazíamos a confirmação do conteúdo quando recebíamos as atas”, disse Manuel de Araújo, durante uma conferência de imprensa.
O candidato, que concorre à sua própria sucessão, afirmou que ganhou a corrida com 70,12 por cento e o seu partido, MDM) venceu com 66,4 por cento a eleição para a assembleia municipal.
São quatro arguidos condenados ontem. Destes, três foram condenados a uma pena de 15 anos, no mês passado. Só que, tendo em conta que recorreram da decisão anterior, não se fez a acumulação de penas para determinar os reais anos que vão ficar na cadeia.
“Os co-réus têm penas decorrentes de decisões condenatórias anteriores que se encontram em recurso. Portanto, não podem vir a ser objecto de qualquer cúmulo jurídico em razão da sua transitoriedade, uma vez que podem ser alteradas ou até revogadas pelo Tribunal Superior.
Em nome da certeza do direito definido, só quando aquela decisão anterior e as penas nelas impostas estiverem definitivamente fixadas poderá proceder-se ao cúmulo jurídico que a lei penal obriga”, explicou a juíza da causa que pediu não ser citada por motivos de segurança.
Um cidadão, identificado por único nome de Constantino, 19 anos de idade, está a contas com a Polícia a nível da cidade de Maputo, acusado de furto de dois espelhos retrovisores da viatura do comandante-geral da Polícia, Jorge Khalau.
A Polícia não entra em detalhes, mas indica em comunicado assinado pelo adjunto superintendente da Polícia, Cláudio Langa, que a viatura de marca Mahindra, com chapa de matrícula AAT 303 MC está na residência de Khálau.
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