O tom das celebrações da vitória de Manuel de Araújo e do MDM, em Quelimane, terão de baixar. O porta-voz da Polícia da República de Moçambique, na Zambézia, Ernesto Serrote, informou que “a polícia não vai tolerar qualquer manifestação” de simpatizantes do partido de Daviz Simango e do candidato reeleito.
Refira-se que, no dia da votação agentes das Forças de Intervenção Rápida (FIR) assassinaram três munícipes de Quelimane. Nesta quinta-feira (21) mais dois cidadãos morreram em consequência das acções das FIR em Quelimane, um menor e um jovem.
A informação foi prestado aos jornalistas numa conferência de imprensa no Comando Provincial da Zambézia. Ernesto Serrote afirmou que a Polícia “não vai tolerar qualquer acto de vandalismo e nem manifestação que for protagonizada pelos homens do MDM e o seu representante máximo na autarquia de Quelimane”.
Qualquer manifestação ou acto que entenda se tratar de perturbação da ordem pública terá uma resposta contundente. Ou seja, a partir de agora a Polícia fará uso de balas reais contra qualquer manifestante ou aquele que na óptica desta esteja a perturbar a ordem pública.
Em relação ao caso do cidadão Tony De Azevedo, baleado mortalmente pela Polícia, Ernesto Serrote atira a responsabilidade para o edil de Quelimane, Manuel de Araújo e justifica a acção alegando que durante o desfile, que tinha como propósito comemorar vitória, houve uma tentativa de invadir domicílio do Governador da Província da Zambézia, Joaquim Veríssimo.

















