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Segunda-feira, Abril 27, 2026
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Governo dispensa apoio da SADC para resolver o impasse com a Renamo

A Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) manifestou, esta quinta-feira (28), em Maputo, a sua disponibilidade para ajudar Moçambique a ultrapassar o desentendimento entre o Governo e a Renamo e, por conseguinte, a tensão político-militar que tem como hipocentro o Centro do país. Todavia, o ministro moçambicano da Defesa Nacional, Filipe Nyussi, disse que o país ainda pode resolver o problema internamente, sem a intervenção externa.

O governante, que falava para os órgãos de Comunicação Social, num encontro com os seus homólogos da SADC, sobre Defesa e Segurança, reiterou que ainda existe capacidade humana local capaz de alcançar consenso, com base no diálogo.

Refira-se que os ataques no Centro de Moçambique persistem, pese embora de forma ocasional, de há dias para cá. Enquanto isso, o diálogo político entre o Governo e a Renamo está interrompido, pois o partido liderado por Afonso Dhlakama exige a intervenção de mediadores estrangeiros e nacionais.

Filipe Nyussi considerou que a manutenção da paz e a estabilidade económica em Moçambique são factores cruciais para maximização do desenvolvimento e aumento da produção, trocas comerciais e redução da pobreza, pese embora ainda sejam preocupantes para toda a SADC.

Num outro desenvolvimento, o ministro afirmou que a existência de partidos políticos armados no país é ilegal. E no caso da Renamo houve excesso de tolerância por parte do Governo. Sem fazer menção aos desmandos perpetrados pelas Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM), sobretudo pela Polícia da República de Moçambique (PRM) e pela Força de Intervenção Rápida (FIR), Filipe Nyussi acusou ainda a Perdiz de estar a fomentar medo, intranquilidade e incerteza no país, e citou como exemplo disso os ataques armados que ocorrem no posto administrativo de Muxúnguè, na província de Sofala.

“Estamos a trabalhar para identificar, neutralizar e prender os indivíduos que estão a atacar civis inocentes e assegurar a realização de acções que impulsionem o crescimento económico e social”, disse Nyussi, para quem as Forças de Defesa e Segurança não estão a perseguir a Renamo nem o seu líder, mas sim, os que fomentar medo e insegurança no seio da população.

Arranca na segunda-feira a vacinação e desparasitação de crianças

Pelo menos 3.996.042 crianças, de seis a 59 meses de idade, vão receber a Vacina Anti-Sarampo, Vitamina A, e outras 3.533.086, de 12 a 59 meses de idade, serão desparasitadas com Mebendazol, durante a Semana Nacional de Saúde a decorrer de 02 a 06 de Dezembro.

Segundo o Ministério da Saúde (MISAU), 221.108 mulheres em idade fértil, de 15 a 49 anos de idade, serão aconselhadas e dadas ensinamentos sobre os métodos de Planeamento Familiar. Paralelamente a estas actividades, haverá registo gratuito crianças menores de cinco anos de idade.

De acordo com Francisco Mbofana, director nacional da Saúde Pública, o lançamento oficial da campanha vai decorrer no Centro de Saúde de Bagamoyo, sito no Distrito Municipal de KaMubukwana, na cidade de Maputo.

A Semanas Nacional de Saúde visa reduzir a mortalidade materna, neonatal e infantil em Moçambique, promover a saúde das famílias e faz parte dos esforços do Governo para o alcance das metas estabelecidas nos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio.

Mais uma multinacional “mimada” pelo Estado

O CIP apresentou ontem um relatório sobre a exploração da areia pesada de Moma, que mostra que a Kenmare nada paga ao Estado

O vice-ministro da Energia, Jaime Himed, assistiu mudo à apresentação do relatório e ao debate subsequente. Na hora da saída, o governante fintou a Imprensa

Maputo (Canalmoz) – O Centro de Integridade Pública (CIP) divulgou ontem mais um estudo de caso da indústria extractiva em Moçambique que expõe os parcos ganhos que o Estado obtém da actividade de exploração de área pesada de Moma, pela Kenmare.

De 2008 a 2011 a multinacional, que produz no País desde 2007, pagou ao Estado apenas 3.5 milhões de dólares norte-americanos, quando ela lucrou quase 60 milhões de dólares só em 2011.

E estes pagamentos não são provenientes de Imposto sobre Rendimento de Pessoas Colectivas (IRPC). Aqui a Kenmare tem isenções.
“90% dos pagamentos vêm do imposto sobre a produção, outros pagamentos marginais incluem um imposto de superfície e uma taxa de concessão”, concluiu o CIP.

Isenções que se confundem com subsídios

A Kenmare não paga ao Estado porque beneficia de muitas isenções.

A Kenmare Mining, a unidade que se dedica exclusivamente à mineração em Moma, apenas paga 3% de imposto de produção sobre os minerais vendidos (e não sobre o que produz); paga 17.5% de IRPC nos primeiros 10 anos; não paga impostos de importação, exportação nem IVA.

A Kenmare Processing, a unidade que se dedica em exclusivo ao processamento em Moma, opera sob estatuto de Zona Franca Industrial (ZFI), por isso não paga imposto de importação, exportação, IVA nem IRPC; a tributação da receita é limitada a 1% da receita depois de 6 anos.

Adriano Nuvunga, director do CIP que apresentou o estudo, disse que “estas isenções chegam a confundir-se com subsídios do Estado”.

Trabalhadores pagam mais imposto do que a empresa

Como consequência deste “mar de isenções”, os trabalhadores moçambicanos na Kenmare, quando somado o que pagam de Imposto sobre o Rendimento de Pessoas Singulares (IRPS) é 2.5 superior à totalidade de imposto que a empresa paga. Na Kenmare trabalham cerca de 950 pessoas, das quais 85% são moçambicanos.

PME’s sacrificadas com impostos altos

Adriano Nuvunga questionou por que razão as Pequenas e Médias Empresas (PME) pagam mais impostos do que as multinacionais, questão que ficou sem resposta.
O director do CIP recomenda o Governo a ser mais transparentes, tornando os contratos públicos. Recomenda ainda capacitar seus quadros para monitorar as actividades das empresas que extraem os recursos minerais no País.

Kenmare registada no “paraíso fiscal”

O grupo Kenmare está todo ele registado em “paraísos fiscais”. A empresa Kenmare Moma Mining, que é a gestora da sucursal que opera em Nampula, não está registada em Moçambique. Está registada nas Maurícias, um conhecido “paraíso fiscal”. Segundo explicação do director do CIP, este registo foi por obrigação do Banco Africano de Desenvolvimento que, para conceder financiamento ao projecto, exigiu que tivesse registado em África. A Kenmare então escolheu registar-se não em Moçambique, mas, sim, nas Maurícias.

Em Jersey, outra ilha “paraíso fiscal” do Reino Unido. é onde está registada a empresa mãe da Kenmare. Para o director do CIP, este registo visa necessariamente facilitar evasões fiscais pelo que a empresa nem precisa das isenções que recebe do Governo.

O estudo foi apresentado e debatido por diversas personalidades, desde diplomatas/doadores, sociedade civil, autoridade tributária, deputados. O vice-ministro da Energia, Jaime Himed, esteve presente a representar o Governo. Foi notável o silêncio do vice-ministro durante o debate. À hora de saída, o governante fintou a Imprensa, evitando responder qualquer questão.

CNE não requalifica votos de Quelimane

Decorreu durante três dias na Comissão Nacional de Eleições (CNE) a requalificação de votos do escrutínio de 20 de Novembro. Curiosamente, foram requalificados votos de todas a 51 autarquias com a excepção da cidade de Quelimane. A explicação não é clara.

Quando os jornalistas e observadores presentes na sala esperavam a requalificação de Quelimane, o vogal e responsável pela requalificação, João Macarica, anunciou o fim do processo.

Questionado pelo Canalmoz, Macarica disse que “o processo já terminou” e remeteu-nos ao porta-voz da CNE, João Beirão.

Em contacto telefónico, Beirão disse desconhecer que o processo tivesse chegado ao fim. “Não sei, vou entrar em contacto com os responsáveis pelo processo”, disse Beirão. Para logo acrescentar que o processo era para terminar depois de requalificadas todas as autarquias.

“Vou falar com os meus colegas”, sublinhou

Referir que os votos requalificados são depois adicionados aos já anunciados pela CNE. O que não vai acontecer pelo menos no caso de Quelimane.

São desconhecidas as razões que levaram aquele organismo a proceder de tal forma. Em todo o caso, o cenário não altera os resultados já proclamados pelo STAE a nível desta autarquia que dá vitória ao MDM e Manuel de Araújo.

Lixo “assalta” bairros da Matola

O Conselho Municipal da Matola introduziu no ano passado camiões e tractores de recolha em alguns bairros em expansão como Khongoloti, 1º de Maio, São Damasso e outros velhos tais como Patrice Lumumba, Zona Verde, T-3 e Cinema 700, mas na prática estes meios mostram-se ineficientes.

É que em todos estes bairros que o Canalmoz efectuou uma ronda, há lixo espalhado nas ruas. Os moradores já perderam a escala dos carros de recolha de lixo. Quando chove os sacos plásticos de lixo arrebentam com cheiro nauseabundo. Quando há ventania o lixo espalha-se.

Para o caso dos bairros novos, os moradores deixaram de abrir covas nos quintais para enterrar os resíduos sólidos, e agora o município já não manda os camiões para recolher o lixo. As ruas destes bairros é que viraram autênticas lixeiras. Há quatro semanas que o lixo não é recolhido nestes bairros.

Já nos bairros antigos como “700”, o camião entrou apenas três vezes pela Avenida da Liberdade, naquilo que foi descrito pelos próprios moradores como um acto de pré-campanha eleitoral. De lá a esta parte nem o camião, nem o tractor. Os moradores da Avenida da Liberdade são obrigados a levar sacos de lixo à zona do Cinema 700. Esta quarta-feira, o Canalmoz viu sacos plásticos com lixo depositados na estrada desde a Padaria Boane até Cinema 700.

Matola produz 500 toneladas de lixo por dia

O município da Matola produz por dia 500 toneladas de lixo, mas desta quantidade apenas 30 por cento é que são removidos devido à insuficiência de equipamentos.
Sabe-se que, para uma limpeza perfeita, seria necessário pelo menos 15 camiões contentores a fazerem uma média de dez turnos diários.

Resultado disso é que as zonas habitacionais da Matola estão a registar um aumento de focos de lixo, o que constitui um atentado à saúde de milhares de munícipes que por ali habitam, principalmente as crianças, que brincam na via pública.

Ministro do Interior diz que população ainda confia na polícia

O Ministro do Interior diz não ter dúvidas que o povo moçambicano confia na polícia, apesar de existirem algumas fragilidades que mancham o trabalho dos agentes da lei e ordem. Alberto Mondlane reconhece a existência de alguns agentes desonestos na corporação, mas acredita que já há grandes resultados no trabalho feito pela polícia na luta contra a onda de criminalidade que tem vindo a abalar o país.

“O povo moçambicano confia na polícia. Nós só temos a agradecer a confiança. Reconhecemos que dentro da polícia há alguns indivíduos que são criminosos. Estamos a fazer um trabalho para tirar essas pessoas, uma vez que são criminosas. Temos a obrigação de encontrar essas pessoas e levar ao banco dos réus”, disse Mondlane, para depois afirmar que, neste momento, a luta contra os sequestros têm vindo a surtir resultados assinaláveis.

Mondlane aponta os casos de julgamentos e condenação dos sequestradores como exemplos do trabalho que a PRM tem vindo a desenvolver. “Temos grandes resultados só que as pessoas não olham para esse lado, já vínhamos dizendo para esperar porque as pessoas que cometeram os raptos vão estar nos bancos dos réus e chegou a vez.

Já há julgamentos, existem pessoas condenadas. São pessoas que vemos à luz do dia que cometem esses crimes”.

Sasol desmente CIP e diz que é relevante nas receitas do Estado

Um estudo recentemente publicado pelo Centro de Integridade Pública revelou que apesar de ser o sexto maior exportador de gás natural em África, Moçambique não recebe receita significativa. O gás de Pande e Temane, explorado pela Sasol na província de Inhambane, rende menos de 10 milhões anuais em Moçambique, apesar de render muitas centenas de milhões de dólares por ano além fronteiras.

Na publicação, a organização da sociedade civil acusa o Governo de ter assinado um segundo contrato, em 2002, manifestamente prejudicial para a economia em termos de arrecadação de receitas.

“O relatório publicado pelo CIP contém imprecisões que menosprezam o valor criado em Moçambique através do investimento pela Sasol e seus parceiros”, responde a Sasol em comunicado.

“Renamo apresentou milicianos para sua integração nas FADM”

Teodato Hunguana, um dos integrantes da comitiva do Governo moçambicano para as negociações dos Acordos Gerais da Paz (AGP), revelou, ontem, em Maputo, durante uma Mesa Redonda organizada pela CEDES, uma organização não governamental moçambicana, que a Renamo não forneceu a lista dos seus especialistas em guerrilha para a sua incorporação no exército, no âmbito dos Acordos de Paz, mas “um efectivos de milicianos”.

«Para a melhor compreensão, é preciso lembrar que o grosso do efectivo apresentado pela Renamo era composto por milicianos, os chamados “majuba”, tendo ficado fora do sistema os especialistas em guerrilha.»

Hunguana esclareceu que há duas coisas diferentes quando se fala da gestão da paz: “uma é a gestão da paz e a outra é a gestão dos Acordos Gerais da Paz”. A gestão da implementação dos AGP foi feita por mecanismos e instituições criadas para o efeito, nomeadamente, uma Comissão de Supervisão e Controlo, composta pelo Governo, a Renamo e pelas Nações Unidas. Esta gestão dos AGP conheceu o seu término com o encerramento dos ciclos de implementação dos acordos que culminaram com as eleições e a tomada de posse do Governo eleito em 1994. Em relação à gestão da paz, como tal, Hunguana explicou que esse processo tem que ver com a forma como todo os moçambicanos, o governo, a sociedade civil e os partidos políticos preservam e consolidam essa paz.

Governo não clarifica ao Parlamento a compra de barcos para a EMATUM

O Governo de Moçambique continua cauteloso na abordagem de questões cruciais inerentes à compra de trinta barcos pertencentes à EMATUM, uma empresa privada criada em Agosto passado para se dedicar à pesca de atum. Esta quarta-feira (27), o Executivo esteve no Parlamento para responder às perguntas das três bancadas que constituem este órgão.

Entre as questões levantadas constava a inerente à aquisição de 30 embarcações a uma empresa francesa. Entretanto, o Governo, na sua resposta, limitou-se a repetir as mesmas informações já prestadas anteriormente, esquivando-se de tocar no “coração” do negócio.

A compra dos referidos barcos esteve sempre envolta em processos pouco transparentes, em paralelo com a deficiente disponibilização de informação, para além das contradições das mesmas nas declarações dos governantes.

As bancadas da Renamo e do Movimento Democrático de Moçambique (MDM) quiseram, hoje, ter do Executivo detalhes sobre os contornos da planificação, orçamentação, concurso e o envolvimento do Estado moçambicano como avalista neste negócio de 300 milhões de euros.

O MDM questionou acerca da fonte de financiamento e garantias que Estado moçambicano tem de uma empresa (EMATUM) que nem sequer tem um ano de actividade económica até ao ponto de se assumir como seu avalista. Na sua resposta, o Governo para além de não tocar no cerne de questão, divagou em torno das mesmas informações prestadas anteriormente não trazendo, deste modo, nenhuma novidade.

O Primeiro-Ministro, Alberto Vaquina, explicou que a criação da empresa EMATUM e a aquisição dos 30 barcos destina-se a “dotar Moçambique de capacidade para explorar um recurso que é seu, em benefício do seu povo e da sua economia”.

“Os estudos mostram que a entrada em funcionamento da EMATUM pode gerar cerca de mil e quinhentos empregos. E isto não inclui os empregos que serão gerados pela industrialização e comercialização do atum e outros empregos indirectos”, disse.

Ainda para fortificar seus argumentos, Vaquina recordou ao Parlamento o episódio do sequestro da embarcação de pesca denominada Veja 5 como resultado da incapacidade do Estado de proteger a costa. Nesta senda, afiançou que a aquisição de novas embarcações vai garantir a segurança da actividade da EMATUM e fazer face a outros desafios com vista a proteger e salvaguardar a soberania e integridade do território nacional.

Apesar disso, o governante disse que estas aquisições ainda são insuficientes para responder às necessidades do país, tendo em conta a sua vastidão. Este afirmou que actualmente a pesca de atum no país é feita por 130 embarcações dos quais, só apenas, uma é que ostenta a bandeira moçambicana. E que, hoje, se Moçambique quiser consumir o atum das suas próprias águas, tem de importá-lo de outros países. Assim, para reverter a situação foi construída a empresa EMATUM.

Desta forma o PM arrematava seu discurso sem tocar nos pontos cruciais levantadas pelas duas bancadas da oposição.

Por sua vez, ministro das Pescas, Victor Borges, sobre a EMATUM acrescentou à informação dada pelo PM ao afirmar que o estudo de viabilidade efectuado para a sua constituição prevê a aquisição de barcos atuneiros a serem incorporados gradualmente. Ademais, segundo dirigente serão pescados a médio prazo, de 23 mil toneladas por ano, valorizada em cerca de 90 milhões de dólares/ano. “O estudo também demonstrou claramente que o negócio é viável e que, em sete anos, o empréstimo contraído poderá ser totalmente pago pelo desenvolvimento das actividades do próprio projecto.”

Crocodilos criam luto e pânico em Mocuba

Em menos de uma semana, pelo menos sete pessoas morreram vítimas de ataques protagonizados por crocodilos que abundam no rio Licungo, no distrito de Mocuba, província da Zambézia, um local considerado principal fonte de água para o consumo humano, uma vez que a população local está praticamente desprovido do precioso líquido. O governo daquela parcela do país continua sem fazer nada para evitar que haja mais vítimas.

O caso mais recente deu-se no último domingo (24), tendo um jovem identificado pelo nome Alfredo Nunes Pareie, de 30 anos de idade, amputado o braço por um crocodilo quando pretendia atravessar o referido rio. Neste momento, a vítima encontra-se a receber os cuidados médicos no Hospital Rural de Mocuba.

Os pais de Alfredo Pareie, que na altura do ataque estavam na sua companhia, tentaram socorrer o seu parente mas não foram a tempo de evitar a amputação do braço. Ainda na semana passada, um adolescente de 17 anos de idade foi morto por crocodilos quando estava a pescar nas imediações do rio Licungo, na companhia da sua mãe. A família reside no bairro Samora Machel, arredores da cidade de Mocuba. Os restos mortais da vítima foram localizados dois dias depois da desgraça.

Os moradores daquele bairro e de tantos outros, para além de pescarem no rio em alusão, buscam água para o consumo no mesmo local e para o efeito desafiam crocodilos. Este facto deve-se à escassez de água que assola aquele ponto do país, pois o reservatório que foi construído no período colonial está obsoleto e, neste momento, cerca de 70 por cento da população consome água do rio Licungo e dos seus afluentes. Para estancar o ataque de pessoas pelos crocodilos, as autoridades governamentais prometeram alocar armas de fogo e técnicos para o seu abate, mas até então nada foi feito.

Manuel de Araújo exige demissão de Verónica Macamo e Joaquim Veríssimo

Numa marcha organizada por membros e simpatizantes do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), o presidente do Conselho Municipal da Cidade de Quelimane, Manuel de Araújo, exigiu a demissão da Presidente da Assembleia da República e do governador da província da Zambézia, Verónica Macamo e Joaquim Veríssimo, respectivamente, por alegadamente estarem ligados às acções da Força de Intervenção Rápida durante e depois do processo de votação, as quais culminaram com a morte de cidadãos não só naquele município, mas também em Gurúè e Mocuba.

Manuel de Araújo considera que estas duas figuras estão ligadas a estes crimes porque queriam que o seu partido e o respectivo candidato, Abel Henriques, vencessem as eleições naquele município, e pois isso envolveram a polícia, o que não é tolerável.

Para além de protestar contra a morte os assassinatos cometidos pela FIR, os manifestantes reclamaram da demora que se está a verificar no anúncio dos resultados das eleições nos municípios de Mocuba, Gurúè e Milange, nos quais se acredita que o Movimento Democrático de Moçambique e os seus candidatos tenham saído vencedores.

Refira-se que já passa uma semana desde as eleições foram realizadas mas o Secretariado Técnico da Administração Eleitoral ainda não divulgou os resultados intermédios daquelas autarquias, o que viola a lei.

Comunicado de Imprensa do Ministério da Defesa Nacional

Havendo necessidade de esclarecimento sobre o Recrutamento Militar na República de Moçambique, de forma a dissipar equívocos que se registam nalguns pontos do país e referenciados por alguns órgãos de Comunicação Social, o Ministério da Defesa Nacional comunica:

Ao abrigo da Lei nº32/2009, de 25 de Novembro, Lei de Serviço Militar, conjugado com o Decreto nº7/2010, de 15 de Abril, que aprova o Regulamento da Lei de Serviço Militar, o Ministério da Defesa Nacional tem cumprido um plano anual de operações de Recrutamento Militar, nomeadamente, Recenseamento Militar, Provas de Classificação e Selecção e Incorporação para as Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) aos jovens convocados por editais próprios que se fixam nas Províncias, Distritos e Postos Administrativos em todo o país.

É no âmbito deste preceituado que esta semana, concretamente, no dia 25 de Novembro de 2013, decorreram em todas províncias, cerimónias de despedida do último turno do ano de 2013, para incorporação de mancebos convocados em editais previamente afixados nas províncias e distritos e considerados aptos nas provas de Classificação e Selecção.

As à luz da Lei de Serviço Militar são geridas pelos Centros Provinciais de Recrutamento e Mobilização ﴾CPRM﴿ instalados em todas as províncias do país.

A incorporação decorre das necessidades das FADM em termos de recursos humanos cabendo a elas receber e treinar os jovens em diferentes especialidades para o cumprimento do Serviço Militar que para além de constituir um instrumento de promoção da Unidade Nacional e de desenvolvimento da consciência patriótica, serve para a valorização cívica, cultural, física e profissional dos cidadãos que o cumprem.

O MDN regista com satisfação muito afluxo de jovens a aderir ao Serviço Militar, incluindo jovens voluntários, o que demonstra e comprova a valorização deste instituto. É um facto de reconhecimento e elogio da juventude moçambicana.

Nestes termos, não constitui Verdade que o Ministério da Defesa Nacional ou outras Forças de Defesa e Segurança estão a fazer o recrutamento militar compulsivo para o cumprimento do serviço militar, trata-se de boato visando desacreditar o cumprimento deste dever sagrado para com a pátria pelo jovem.

Para o efeito, o Ministério da Defesa Nacional apela a todos os jovens que se sentirem coagidos ou obrigados a ir para o Serviço Militar devem dirigir-se ao CPRM ou as forças de lei e ordem públicas locais da sua província a fim de denunciar.

Maputo aos, 27 de Novembro de 2013

A Chefe de Gabinete

Amelta José Matavel Muiquija
(Coronel-Linguísta)

Militares continuam a recolher jovens na cidade da Beira

Continua a recolha de jovens na via pública na cidade da Beira, acto executado por militares. Esta operação apelidada pelos moradores da cidade como “operação tira camisa” está a gerar terror na cidade. Desconhece-se o destino dos jovens capturados, mas suspeita-se que vão para a tropa, a fim de servir as FADM na guerra que se trava contra a Renamo no centro do País.

De seguida publicamos na íntegra uma mensagem que recebemos de um cidadão residente na cidade da Beira.

“Um grupo de elementos das FADM está a protagonizar operação vulgarmente conhecido como “Operação Tira Camisa”, recrutando compulsivamente jovens para parte incerta sem consentimento dos seus familiares. Esta manhã no mercado de Maquinino mais 45 jovens foram capturados e mandados tirar camisa e confiscados seus celulares para evitar a comunicação com seus familiares. Neste momento, o Mercado de Maquinino está as moscas e não faltaram oportunistas neste processo, muitos bens foram saqueados. Consta que esta operação começou na segunda-feira, os chapas são mandados parar e retirados jovens para parte incerta”, lê-se na mensagem enviada por um cidadão residente na Beira para Canalmoz.

Duas mulheres morrem por atropelamento na Matola

Duas mulheres de aparentemente 45 a 50 anos de idade foram atropeladas mortalmente nas imediações do Estádio da Machava, na noite desta terça-feira (26), no município da Matola, quando atravessavam a estrada para tomar um “chapa” naquele local.

Testemunhas contaram ao @Verdade que as duas senhoras acenaram para um “chapa” que seguia em direcção à baixa da cidade de Maputo. Contudo, no memento em que atravessavam a estrada elas foram arrastadas por um camião com a matrícula MLX-67-21, que seguia o trajecto Maputo/Matola. O motorista, de 30 anos de idade, tentou travar mas já era tarde para evitar o pior. As vítimas morreram instantaneamente.

Um agente da Polícia de Trânsito que se encontrava no local a controlar o tráfego disse-nos que de repente ouvi um ruído dos pneus e segundo depois apercebeu-se de que duas senhoras estavam estateladas no chão, sem vida. Os corpos foram levados para o Hospital Central de Maputo.

Segundo o mesmo polícia, uma das vítimas tinha um telemóvel a partir do qual tentou-se localizar um familiar mas nenhum dos números contactados atendeu as chamadas.

Mantém-se o impasse entre Kayum Electronics e seus trabalhadores

O Comité Sindical dos Trabalhadores da Kayum Electronics e o patronato não alcançaram nenhum consenso relativamente às conversações mantidas nesta segunda-feira (25), em Maputo, no que diz respeito a várias inquietações levantadas pelos funcionários. Apenas decidiu-se aumentar o salário e atribuir-se de bónus de antiguidade aos trabalhadores com cinco ou mais anos de trabalho.

O secretário do Comité Sindical dos Trabalhadores da Kayum Electronics, Virgílio Machaieie, disse que o patronato comprometeu-se a aumentar 30 porcento no vencimento de cada funcionário, o bónus de antiguidade varia de 20 porcento para trabalhadores com cinco a 10 anos de trabalho e 30 porcento para trabalhadores com 10 a 20 anos de trabalho.

Segundo Machaieie, não houve consenso em relação aos outros pontos, tais como subsídio de funeral, desconto dos seus vencimentos e sua canalização ao Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), humanismo no trabalho. Uma nova ronda de mediação laboral realizar-se-á na próxima quinta-feira (28) e espera-se sejam ultrapassadas  as divergências entre as partes.

“Caso não se resolvam todos os problemas que apoquentam os trabalhadores será efectuada uma greve indeterminada e consequente paralisação de actividades”, ameaçou Machaieie, para quem a era da escravatura e maus-tratos deve chegar ao fim através da elaboração de um acordo tripartido envolvendo o patronato, os empregados e a Direcção do Trabalho da Cidade de Maputo e devem ser salvaguardados também todos os direitos reclamados.

“Suspendemos a greve por 48 horas e regressamos aos nossos postos de trabalho temporariamente, porque precisamos de ser tratados como pessoas e não como cães”, concluiu Virgílio Machaieie.

O patronato não quis prestar qualquer declaração sobre o diferendo, alegadamente porque a pessoa indicada para prestar informação encontrava-se ausente. De referir que dos avanços obtidos nos dois pontos acima mencionados, a sua implementação depende do cumprimento de todo pacote reivindicativo.

Cadáver encontrado na via pública em Quelimane

O corpo de um cidadão moçambicano, com aparentemente mais de 40 anos de idade, foi encontrado sem vida cerca das 5 horas desta terça-feira (26) no bairro Janeiro, arredores da cidade de Quelimane. Desconhecem-se as circunstâncias em que o cidadão morreu, porém, apresentava sinais de agressão física.

Os residentes daquele bairro mostraram-se surpreendidos e contaram que durante a noite ou madrugada não ouviram nenhum grito estranho ou pedido de socorro, por isso, é difícil apurar como é que a morte aconteceu. A vítima não é conhecida na mesma zona.

Até por volta das 13horas, nenhum técnico de saúde nem equipa da Polícia se fez ao local para averiguar o caso e remover o cadáver que estava exposto ao sol e coberto de folhas de plantas.

A PRM, na voz da chefe da Imprensa em Quelimane, Elcídia Filipe, disse que ainda não havia tomado conhecimento do acontecimento. Refira-se que este é o sétimo corpo descoberto na via pública em menos de três meses. Os últimos três cadáveres foram vítimas de linchamento no mesmo bairro e na zona da Floresta. Outros na unidade residencial de Santagua, na Marginal e no mercado da FAI.

Cidadãs detidas por tráfico de droga em Nampula

Duas moçambicanas de 24 e 27 anos de idade encontram-se a contas com a Polícia da República de Moçambique (PRM) em Nampula desde 16 de Novembro corrente indiciadas de tráfico de uma quantidade não especificada de cannabis sativa, vulgo suruma.

As visadas foram detidas no posto de controlo da Memoria, na zona de Nampaco, quando se faziam transportar num autocarro da empresa Maning Nice, cujo destino era a província de Cabo Delgado, onde o estupefaciente seria supostamente entregue a alguém ou vendido.

O porta-voz do Comando Provincial da PRM em Nampula, Miguel Bartolomeu, explicou que detenção das compatriotas ocorreu quando a corporação revistava o autocarro, tendo encontrado embrulhos de suruma numa mala de roupa debaixo das cadeiras.

Entretanto, as senhoras negaram ser as donas do produto e defendem que o facto de terem sido encontradas no banco onde a droga estava escondida não significa que seja delas. As investigações decorem enquanto as indiciadas continuam presas.

Na semana de 16 a 22 de Novembro em curso, a Polícia em Nampula deteve nove indivíduos acusados de vários crimes contra propriedade e perturbação da ordem e tranquilidade públicas.

Cinco estrangeiros detidos em Nampula

Quatro etíopes e um malawiano estão encarcerados em Nampula por entraram naquele ponto do país ilegalmente, através da fronteira com a província de Cabo Delgado. Miguel Bartolomeu, porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM), disse que o grupo é suspeito de fazer parte de uma rede de traficantes de seres humanos.

O grupo, que aguarda pelo repatriamento nas celas de uma subunidade da PRM, estava a usar a província de Nampula como passagem para outros pontos do território moçambicano, de acordo com Miguel Bartolomeu.

FADM invadem casas para recrutarem jovens para guerra

Está a decorrer ao longo desta semana, na cidade da Beira, o recrutamento de jovens nas suas casas e bairros para integrarem o serviço militar, supostamente sem obedecer ao que está previsto na lei que regula a área. A situação está a deixar a população em pico. “não queremos ver nossos filhos a morrer em Muxúnguè”, disse uma senhora da Beira em contacto telefónico com o Canalmoz.

Os pais na cidade da Beira temem que seus filhos sejam recrutados para a sangrenta guerra que se trava na região centro entre as FADM e supostos homens da Renamo.
Estes casos de recrutamento obrigatório de jovens registaram-se em quase todos os bairros daquela cidade, mas os últimos casos de segunda e terça-feira ocorreram nos bairros de Macurungo e Inhamizua, onde, segundo alguns residentes, os homens das FADM entram nestes bairros e recrutaram jovens, uma acção militar igual à que se viveu na Guerra Civil que durou 16 anos.

MDN distancia-se desta acção

O Canalmoz contactou o Ministério da Defesa Nacional (MDN) através do adido de Imprensa, Benjamim Chabualo para ouvir a sua versão. Disse que o processo de recrutamento obedece a Lei 32/29, de 25 de Novembro, e neste momento estão a ser incorporados jovens do terceiro turno. “Se alguém foi procurado no bairro, nós não temos nenhuma informação”.

“Há jovens convocados anualmente e podem ser estes que estão a ser procurados agora. De acordo com a lei respondem em tribunal. É bom procurarem perceber quem está a fazer a busca e para aonde. Porque os militares não têm este mandato de ir recolher pessoas nos bairros”, disse Benjamim.

“As pessoas quando não se apresentam, há mecanismos próprios para comunicar às pessoas que foram chamadas e se não aparecerem incorrem ao crime previsto na lei 32/29”, concluiu Benjamim Chabualo.

Cabeça de Chipande rola em Sofala

Seis dias depois da Frelimo averbar uma pesada derrota no Município da Beira, imposta por Daviz Simango e o MDM, o presidente do Partido Frelimo decidiu mandar “descansar” Alberto Joaquim Chipande, o único militar na reserva que ostenta a patente de General do Exército, declarado autor do primeiro tiro da Luta de Libertação Nacional, se bem que essa versão da história seja muito contestado por outros antigos combatentes. Chipande, natural de Cabo Delgado, vinha exercendo as funções de chefe da brigada central do seu partido para a província de Sofala.

Não se confirma oficialmente que a Comissão Política tenha decidido mandar Chipande cessar funções, mas as nossas fontes asseguram que restar-lhe-á confirmar a decisão do presidente da Frelimo.

Normalmente as decisões da Comissão Política do partido Frelimo são comunicadas aos órgãos de comunicação social, mas esta ainda não foi tornada pública.
Ainda não foi indicado o sucessor de Alberto Joaquim Chipande, que era um dos históricos da Frelimo com pretensões a sucessor de Armando Guebuza pelo menos como candidato à presidência da República.

Este caso de Chipande, segundo as nossas fontes está a ser fechado a sete chaves porque tem grandes implicações com a saída para os difíceis conflitos internos entre alas com pretensões a verem o seu homem a ser indicado como sucessor de Guebuza.

A “decisão de Guebuza” está no entanto a ser negada pelo porta-voz do partido Frelimo, de forma peremptória.

O assunto está, no entanto, a empolgar os meios socio-politicos em Pemba e Cabo Delgado de uma forma geral.

“Essa informação é falsa”

“É mera especulação. A comissão política não se reuniu em nenhum momento. Tem-se reunido às quartas-feiras. Esta informação não corresponde à verdade. É falsa”. Foi com estas palavras que o porta-voz do partido Frelimo e secretário do Comité Central para a Mobilização e Propaganda, Damião José, reagiu à informação de afastamento de Chipande da chefia da brigada central do partido Frelimo em Sofala, quando contactado na noite de terça-feira pelo Canalmoz.

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