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Segunda-feira, Abril 27, 2026
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Viciação de resultados em Mocuba

O STAE esteve, na tarde de ontem, reunido de emergência em Mocuba, na província da Zambézia, porque a candidata da Frelimo, Beatriz Nhula, perdeu as eleições a favor do candidato do MDM, Fernando Pequenino. A candidata da Frelimo teve 10090 votos, contra 10630 votos do candidato do MDM. A Frelimo ganhou para a Assembleia Municipal com uma margem mínima. Teve 10501 votos, contra 9644 do MDM.

Os quadros do STAE instruíram os jornalistas da TVM e da RM para não anunciarem os resultados. Por isso, até aqui ainda não eram públicos os resultados de Mocuba. Um jornalista de um órgão público disse ao Canalmoz que os quadros do STAE estavam a “ajustar os resultados”.

O director do Secretariado Técnico da Administração Eleitoral (STAE) confirmou a demora no apuramento dos resultados em Mocuba, mas diz que é devido a uma confusão que se instalou na mesa e que obrigou a uma paragem no processo. Mas o director do STAE confirma a informação que avançamos, de que a contagem já tinha sido terminada. Não quis avançar resultados e aconselhou-nos a ”aguardar”. Há muito nervosismo em Mocuba.

FIR abre fogo contra caravana de celebração da vitória do MDM em Quelimane e mata um cidadão

A Força de Intervenção Rápida (FIR)  assassinou um cidadão que estava na “caravana da vitória” de Manuel de Araújo e do Movimento Democrático de Moçambique (MDM). Tudo aconteceu quando a longa caravana que está a fazer uma passeata em Quelimane a saudar a vitória de Manuel de Araújo passou pela frente da casa do Governador da Zambézia, que é membro da Frelimo.

Corpo de membro do MDM assassinado
Corpo de membro do MDM assassinado

A FIR que está de guarda na residência do Governador simplesmente abriu fogo contra a caravana e assassinou um cidadão com um tiro na cabeça. Até a hora do ocorrido a FIR estava a disparar contra a população. O nosso repórter está no meio da confusão.

FIR assassina três munícipes em Quelimane

Quelimane, município sob gestão do MDM desde 2011, foi um dos principais palcos de violência na noite eleitoral. A Força de Intervenção Rápida (FIR) lançou granadas de gás lacrimogéneo, disparou balas reais e de borracha, tudo contra os munícipes que se concentravam próximo das assembleias de voto alegadamente para “fiscalizarem a contagem dos votos”.

O jornal @ Verdade escreve ao longo da noite eleitoral que houve confirmação de três munícipes assassinados pela FIR.

“Numa altura em que se vai conhecendo os resultados parciais destas eleições em vários municípios, chega-nos a confirmação da morte de três munícipes de Quelimane, assassinados pelas Forças de Intervenção Rápida. Duas das vítimas eram jovens e a terceira vítima é uma criança. Verificamos ainda a existência de 18 munícipes feridos no Hospital Provincial de Quelimane”, publicou o jornal na página.

FIR retirou urnas da EPC de Incídua

Durante o pico de violência em Quelimane, a Força de Intervenção Rápida (FIR) introduziu-se na EPC de Incídua, onde decorria a contagem de votos das seis mesas ali instaladas, retirou as urnas e levou nas suas viaturas para lugar incerto. Deixou no local os membros das mesas de voto e os observadores. Pouco tempo depois as urnas foram trazidas.

A população residente nos arredores da escola montava barricadas, impedindo a passagem de qualquer cidadão envolvido no processo eleitoral, seja jornalista, observador. Os Membros das Mesas de Voto (MMV) estavam a contar os votos, quando a situação tornou-se insustentável para o processo continuar. As urnas saíram nos jeeps da FIR e não se soube aonde foram, mas depois foram trazidas, cerca de uma hora depois e a contagem dos resultados prosseguiu.

Nampula terá nova votação para presidente

No município de Nampula haverá uma nova eleição para eleger o presidente do município, no domingo dia 1 de Dezembro. A eleição de ontem foi anulada. A decisão foi tomada na noite eleitoral pela Comissão Nacional de Eleições, em Maputo, após o término da votação e já com a contagem dos votos iniciada. O nome da candidata do PAHUMO a edil, Filomena Mutoropa, não constou dos boletins de voto.

Para as Assembleias Municipais, a contagem dos votos foi interrompida. Os boletins de voto serão guardados e o apuramento vai recomeçar em paralelo com a contagem dos votos de eleição do edil. A lei eleitoral determina que ambas as contagens devem ter lugar ao mesmo tempo.

Entretanto, os erro cometido nos boletins de voto em Nampula, não foi apenas da exclusão da candidata do PAHUMO, Filomena Mutoropa. Nos boletins para a eleição dos membros da Assembleia Municipal, o nome de Partido Movimento Democrático de Moçambique (MDM) aparece duas vezes no boletim. Está escrito em segundo lugar reservado ao MDM e também em terceiro lugar, reservado ao PDD. Em vez de nome correcto “Partido para a Paz e Democracia e Desenvolvimento”, está repetido o “Partido Movimento Democrático de Moçambique”. Os símbolos estão correctos.

Sobre este erro, a Comissão Nacional de Eleições ainda não se pronunciou.

Detenções generalizadas de fiscais do MDM

O Boletim publicado pelo CIP/AWEPA publicou uma lista de municípios onde confirmou as detenções generalizadas dos fiscais do MDM, deixando assim as mesas sem fiscalização de um dos concorrentes. Eis os casos publicados pelo boletim.

“Nhamatanda: Foram detidos em Nhamatanda seis delegados do MDM, alegadamente por não ter cumprido com as ordens dos Membros de Mesa de Voto (MMV’s) no sentido de abandonarem as Assembleias de Voto para irem comprar água. Os MMV’s chamaram a Polícia que prendeu os fiscais do MDM. Isto aconteceu às 15 horas na Assembleia de Voto da Escola Heróis Moçambicanos, na vila sede”.

“Macia: segundo o nosso correspondente, seis delegados do MDM foram detidos, sendo um dos quais suspeito de ser portador de crachá falso. A detenção aconteceu quando faltavam 14 minutos para o encerramento das urnas, embora o delegado tenha estado todo o dia na Assembleia de voto sem se questionar a autenticidade da sua credencial”.

“Chibuto: detidos seis fiscais do MDM, nomeadamente Elias Neves, Eugénio Macondzo, João Cossa, Ibrahimo Massotas, Viriato Matusse outro identificado apenas por Baltazar. Devido a estas detenções que ocorreram ao longo do dia, criou-se um clima de medo”.

Gurué: Um grupo de 10 indivíduos tentou invadir a mesa de voto e perturbar o processo em Moneia. Segundo o Director Distrital do STAE, Manuel António, os 10 indivíduos foram detidos.

Ainda em Gurué, às 16h15 houve agitação na assembleia 04009504 instalada na Escola Secundaria de Gurué. Indivíduos não credenciados chegaram à mesa, alegadamente para fiscalizar o processo de votação. Quando apelados a se retirarem, resistiram. Houve intervenção policial, mas não houve detenções.

Chimoio: Quatro cidadãos foram permitidos votar, embora estando em estado de embriaguez. Isto aconteceu no Bairro 4, mesa de voto 532001.

Polícia prende delegados de candidatura e intimida eleitores em Angoche

A Polícia da República de Moçambique (PRM) em Angoche é acusada de estar a intimidar, perseguir e deter os delegados de candidatura das assembleias de voto que não sejam da Frelimo, uma situação que alegadamente tem por objetivo enfraquecer a fiscalização do processo e permitir a ocorrência de fraudes que já foram detectadas, como o voto de menores de 18 anos e ainda o enchimento de urnas.

Barão Carlos Rodrigues e Momade, de 19 e 30 anos de idade respectivamente, votaram na assembleia de voto número 0352012 e são delegados de candidatura da Associação para Educação Moral e Cívica na Exploração dos Recursos Naturais (ASSEMONA).

Entretanto, no posto onde exerceram o seu dever cívico, eles surpreenderam uma cidadã que veio para o posto de votação trazendo boletins de voto já preenchidos, para serem depositados nas urnas. Os dois delegados denunciaram o caso à Polícia, porém em vez da suposta infractora, eles foram presos.

Para além dos jovens a que nos referimos, outros cinco delegados do mesmo partido foram encarcerados no distrito de Angoche por contestarem a forma com o processo está a ser levado a cabo.

Cidadãos entrevistados pela nossa Reportagem sobre esta ocorrência pensam que as prisões dos delegados de candidatura visam facilitar o enchimento das unas com boletins de votos preenchidos fora do local onde decorre o processo, em benefício do partido Frelimo, como se pode ver nos votos encontrados.

Amasse Constantino, mandatário da ASSEMONA em Angoche, disse que a Polícia não está a saber desempenhar o seu papel nesta votação. Não há razões claras sobre a detenção de uma pessoa que denuncia uma anomalia e deixar-se impune o presumível infractor.

Segundo o mandatário, isso constitui uma violação grosseira do artigo 71 da Lei 4/2013, o qual contradiz o comportamento das autoridades policiais, na parte onde determina que os delegados de candidatura não podem ser detidos durante o processo da votação, a não ser que sejam encontrados em flagrante delito. Aliás, em caso de alguma infracção, o processo-crime que, por ventura, for movido contra os delegados de candidaturas só pode seguir os seus trâmites legais após a proclamação dos resultados das eleições em causa.

Mesas de votação abriram sem sobressaltos em Nacala-Porto

Em Nacala-Porto, onde estão inscritos 90.699 eleitores, as assembleias de voto abriram às 7 horas, nesta quarta-feira (20), único dia marcado para os cidadãos exercerem o seu dever de voto. Todo o pessoal ligado ao processo estava presente. Nos vários postos de votação, tais como os instalados nas escolas primárias da OPCA, 7 de Abril e Secundaria de Nacala-Porto houve afluência dos eleitores.

Os candidatos da Frelimo e do Movimento Democrático de Moçambique (MDM) à edil de Nacala-Porto, Rui Chong Saw e Fátima Raene, votaram por volta das 7h e 9h:30 respectivamente. António Pilale, administrador daquele ponto do país, e Chale Ossufo, actual edil do município, votaram também por volta das 7 horas no posto de 7 de Abril. Em Nacala-Porto foram instaladas 126 assembleias de voto.

Em Nacala-Porto, concorrem, também, para membros da Assembleia Municipal, três partidos, nomeadamente Frelimo, MDM e ASSEMONA. Na assembleia de voto instalado na Escola Primária 25 de Setembro entrevistámos Amisse, de 45 anos de idade, que acabava de exercer o seu dever cívico, disse que chegou ao local às 5 horas e o processo decorreu sem sobressaltos. Votou por acredita na mudança. A mesma coisa disse Juliana Lucas, 34 anos de idade, que exerceu o dever cívico no posto da Escola Primária de Mathapue, logo nas primeiras horas.

A tinta indelével invisível em Quelimane

Os dedos dos munícipes de Quelimane que tinham exercido o seu dever cívico, depois de passarem pela água ou até com o próprio suor causado pelos 38º centígrados, não distinguiam os votantes dos não votantes.

Nesta autarquia, as mesas de voto abriram pontualmente às 7horas. @Verdade acompanhou o processo de votação de ambos candidatos. Abel de Albuquerque, candidato à edil pelo partido Frelimo, votou no bairro 1º de Maio, no campo do Benfica.

O actual edil e candidato a sua própria sucessão, Manuel de Araújo, exerceu o seu direito de cidadania na Escola Primária Completa de Coalane. Ambos candidatos apelaram que as pessoas não esperassem pela última hora para fazer a sua escolha. Araújo também falou da importância da paz e da pertinência de deixar as pessoas decidirem sem pressão.

Postos literalmente cheios e outros nem tanto

A nossa Reportagem visitou os postos localizados nos bairros de Micajune, Sampene, Gogone e nas escolas primárias 17 de Setembro e Coalane. O bairro 1º de Maio também foi um dos locais visitados pela nossa equipa de reportagem. Nestes locais verificámos que algumas assembleias registavam filas enormes e nas outras a adesão era relativamente fraca.

Importa, contudo, referir que nas mesas de voto onde se registou uma fraca adesão a média de atendimento cifrou-se em 170 pessoas até às 10horas. O sentimento de alguns cidadãos que pela primeira vez exerceram seu diver cívico é de satisfação.

Teresinha Mário Pequenino, eleitora, 24 anos de idade, disse que foi à urna para eleger seu partido e o candidato predilecto e que possa cumprir com o seu manifesto eleitoral edesenvolver a autarquia em infra-estruturas sociais.

Cardoso Guilherme, 66 anos de idade, era o rosto da satisfação depois de exercer o seu direito de cidadania. Traçou um balanço positivo das primeiras horas. “As filas estão bem organizadas e o processo decorre de forma ordeira. Isso é positivo. Espero que continue assim até ao final do dia”, referiu. O caso da tinta Os eleitores constaram que a tinta indelével sai após o contacto com a água e até com o seu próprio suor.

Teresa Diogo, 36 anos de idade, mostrou o seu dedo indignada ao nosso repórter depois de votar no 1º de Maio. “Olhem”, disse esbaforida. “Lavei a mão e a tinta saiu. “ E fraude”, sentenciou convicta. @Verdade fez um ronda e constatou que a tinta sai com uma facilidade inusitada. Depois de passar o dedo pela ‘agua ‘e impossivel provar que se tenha votado.

Emilio Rapolho, chefe das operacoes e educacao civica do STAE provincial, disse “ tomou conhecimento” da situacao e não confirma que a tinta sai. “ Já experimentei e a tinta não saiu” , disse. Varias as entidades não só do Governo local e da sociedade civil multiplicam os apelos aos cidadãos que ainda não se deslocaram aos postos de votação para irem votar. Tanto aos delegados dos partidos assim como membros das assembleias afirmam que o processo iniciou sem sobressaltos.

Retomada circulação no troço Muxúnguè-Save

A circulação na Estrada Nacional N1 no troço Inchope-Rio Save voltou à normalidade depois da emboscada protagonizada na sexta-feira da semana passada por supostos homens da Renamo.

Para já não são conhecidas as medidas adicionais de segurança tomadas pelas autoridades moçambicanas, depois da estrada ter sido bloqueada por escavações que tinham sido feitas alegadamente pelos atacantes.

Oficialmente, tanto o Comando Provincial de Manica como o de Sofala não adiantam o tipo de medidas tomadas para garantir a segurança na circulação de pessoas e bens que desde o primeiro semestre deste ano está condicionada a escoltas militares e policiais.

De fontes particulares apurámos que há circulação na EN1 com todos os riscos, dado que nenhuma medida de segurança adicional foi tomada tendo em conta as ameaças que pairam sobretudo a partir desta quarta-feira, dia marcado para as eleições autárquicas.

Por exemplo, alguns comerciantes que fazem negócios nas províncias da Zambézia e Nampula cancelaram e outros reduziram o transporte das suas mercadorias em camiões alugados devido ao risco de perderem as mercadorias, para além de elevados custos que a operação acarreta por causa da demora na coluna, como nos contou um deles.

Em contacto com o Canalmoz, Bartolomeu Amone, chefe do Departamento de Relações Públicas no Comando Provincial da PRM em Manica, disse não poder avançar nada, dado que “esta matéria está encarregue à província de Sofala”.
Na província de Sofala, o Canalmoz tentou abordar o director da Ordem no Comando da PRM, Aquilasse Kapangula, mas sem sucesso.

Mais de 200 membros das assembleias de voto amotinam-se no STAE para exigir contratos

Até ao fecho da presente edição do Canalmoz (20 horas) o distrito municipal de KaMpfumo ainda não tinha membros das assembleias de voto que devem trabalhar hoje (quarta-feira) nos locais de votação. Durante todo o dia de ontem cerca de 200 candidatos a membros de mesa das assembleias de voto, formados pelo Secretariado Técnico da Administração Eleitoral (STAE) aguardavam nas instalações do STAE de KaMpfumo pela assinatura dos respectivos contratos que os vinculassem ao trabalho, o que não chegou a acontecer, pelo menos até às 20 horas.

Mais de 200 membros das assembleias de voto amotinam-se no STAE para exigir contratos

Mais de duas dezenas de candidatos amotinaram-se desde às 06 horas desta terça-feira, 19 de Novembro, na delegação do STAE, a nível do distrito municipal KaMpfumo, na baixa da cidade de Maputo, a exigirem contratos.

Era suposto que o processo dos contratos terminasse às 15 horas de segunda-feira, 18, e os membros afectos às respectivas assembleias no dia ontem, mas o STAE não conseguiu concluir o expediente a tempo.

A Reportagem do Canalmoz esteve no local e encontrou centenas de jovens nas escadas e corredores do edifício “à espera de contrato”, acusando o STAE de falta de “seriedade e responsabilidade.”

No local, falámos com uma agente da Polícia a quem informamos que pretendíamos falar com os responsáveis do processo. A agente foi ter com um grupo de funcionários do STAE que estava numa sala ao lado, e veio depois informar-nos que “o responsável ainda não tinha chegado. Até ao fecho desta edição, as mais de duas centenas de jovens lotavam, por completo, o edifício.

A Polícia foi obrigada a bloquear o prolongamento da Avenida Samora Machel que dá acesso ao Prédio Fonte Azul, onde funciona o STAE de KaMpfumo para permitir a acomodação dos candidatos a membros das assembleias de voto.

Há eleitores cujos nomes não constam das listas

Vários eleitores não estão a votar pelo menos na cidade de Maputo porque os seus nomes não constam das listas disponibilizadas pelos órgãos eleitorais. Numa ronda efectuada pela reportagem do CanalMoz constatamos que há dezenas de cidadãos que tendo o cartão de eleitor, estão impossibilitados de votar porque seus nomes não estão nas listas da mesa em que deviam votar.

Há eleitores cujos nomes não constam das listas

O Canalmoz constatou tal situação em todas as mesas de voto da Escola Primária Completa de Inhagoia, em duas mesas da Escola Secundária Zedequias Manganhela e em três mesas da Escola Secundária Josina Machel.

O Canalmoz falou com os presidentes dessas respectivas mesas, e todos dizem que não têm instruções sobre o procedimento a seguir, em caso de o nome de um eleitor não constar da lista.

Refira-se que todos os candidatos na cidade de Maputo já votaram. David Simango da Frelimo e Ismael Mussa do JPC foram os primeiros a votar na Escola Secundária Josina Machel, na zona nobre da cidade, instantes depois das 7 horas. Venâncio Mondlane votou no seu bairro no subúrbio de Maputo, em Inhagoia por volta das 8 horas. O presidente da mesa viu-se envolvido numa confusão com jornalistas porque alegadamente tinha instruções para não deixar os jornalistas registarem imagens quando Venâncio Mondlane votava.

Hermínio dos Santos denuncia detenção de sete desmobilizados pela PRM

Sete membros do Fórum dos Desmobilizados de Guerra de Moçambique em Nampula estão desde o dia nove de Novembro corrente detidos no Comando Provincial do Exército em Nampula, acusados de pertencerem ao grupo dos homens armados da Renamo, segundo denunciou o líder do Fórum dos Desmobilizados de Guerra, Hermínio dos Santos.

Os homens ora detidos, segundo Hermínio, encontravam-se reunidos na sua sede naquele ponto do País para tomarem conhecimento da carta enviada ao chefe de Estado com as reivindicações do grupo, de entre as quais a fixação da pensão em 20 mil meticais.

Hermínio conta que os homens ficaram detidos durante dois dias na esquadra, sem visita, e dois dias depois (11) foram transferidos para o Comando do Exército.
De lá para cá, passam dez dias, os homens não têm recebido visita e não se tem informação dos mesmos.

Preocupado, Hermínio diz ter procurado falar com o ministro da Defesa Nacional, Filipe Nyusi, mas sem sucesso.

Acreditados 157 observadores para eleições autárquicas

Estão acreditados como observadores das eleições autárquicas, cuja votação é já esta quarta-feira, 20 de Novembro, 157 observadores, dos quais a maioria, 107, são estrangeiros.

Segundo João Beirão, porta-voz da Comissão Nacional de Eleições (CNE), durante uma conferência de Imprensa que serviu para fazer o balanço da campanha eleitoral terminada no domingo passado, foram instaladas 4292 mesas de votos em todas as 53 autarquias.

A CNE diz também que apesar do conflito armado que se regista nas zonas centro e norte do País, “há garantia que haverá eleições em todas as 53 autarquias”.

João Beirão disse haver segurança suficiente para a realização do processo eleitoral na próxima quarta-feira, apesar do espectro de guerra civil protagonizado pelas tropas do Governo e supostos homens da Renamo.

Todavia, João Beirão explicou que só não realizar-se-ão eleições caso aconteçam ataques que possam obrigar as comissões distritais de eleições a concluir não haver condições de segurança para o efeito, uma vez que as mesmas têm autonomia para tomar a decisão que quiserem, ou seja, anular a realização do escrutínio.

CNE apela ao civismo durante a votação

O porta-voz da CNE aproveitou a ocasião para lançar um apelo a todos os moçambicanos no sentido de afluírem em massa às urnas, mas com civismo, no sentido de permitir que o processo decorra sem sobressaltos.

“Queremos apelar a todos munícipes no sentido de irem votar na próxima quarta-feira. Para além de afluírem às mesas de voto, apelamos aos mesmos munícipes no sentido de se comportarem com civismo para que o processo seja transparente e livre e sem nenhum problema.

Município de Maputo estipula metas de multa a cobrar

A edilidade de Maputo, sob direcção de David Simango, está em volto de desmandos promovidos através do Comando da Polícia Municipal, que tem na sua direcção António Espada. Documentos comprovativos do município, devidamente assinados e carimbados pela edilidade, revelam a gestão tenebrosa.

Estabelecidas metas de multas diárias

O Canalmoz está na posse da documentação que comprova que o município de Maputo, através da Tesouraria da Polícia Municipal, ordenou a cobrança de multas diárias pela Polícia municipal, com limites estabelecidos. Conforme a tabela em nossa posse e que anexamos a esta notícia, Assinada pela chefe da Tesouraria da Polícia Municipal, Leide Pedro Cossa, a edilidade estabeleceu que cada unidade da Polícia Municipal deve cobrar de multas por dia um determinado valor.

Município de Maputo estipula metas de multa a cobrar

Por exemplo, para a Polícia municipal dos distritos municipais de KaMpfumo, Nhlamaculo, KaMaxakeni, KaMavota, KaMubukwana, a edilidade, sob liderança de Simango, determinou que devem arrecadar por dia 5 mil meticais. No DM de KaTembe, a Polícia municipal deve arrecadar mil meticais por dia, na Praça dos Combatentes (Xiquelene) e na Reserva da Polícia Municipal, a arrecadação em multas deve ser de 2.875,00MT por dia, enquanto na Brigada da Junta deve ser arrecadada 4.285,00MT.

Segundo a explicação de agentes da Polícia municipal que revelaram esta informação ao Canalmoz a principal fonte destas multas são os transportadores semi-colectivos.
“É por isso que os ‘chapeiros’ estão sempre em greve. A Polícia municipal tem ordens para passar multas e cobrar na hora para cumprir com as metas estabelecidas em tabelas. Os agentes levam consigo recibos de multas. Quem não paga na hora é ameaçado de parqueamento de viatura, aproveitam-se da ignorância de muitos ‘chapeiros’ que não sabem que a multa é paga 15 dias depois e que não há necessidade de parquear a viatura. Assim, eles arrecadam as receitas estipuladas”, disse o agente.

A tabela da autoria do município é prova desta prática de estabelecimento de metas de multas por aplicar e cobrar pela Polícia municipal.

Patenteamentos abortados

Ainda na semana passada, o Conselho Municipal elaborou uma lista de agentes da Polícia camarária que deviam ser patenteados. Até ao presente momento a Polícia municipal apenas possui três categorias: inspector, sub-inspector e guardas. Com o patenteamento passará a ter mais categorias, nomeadamente oficiais superiores subcategorizados em inspector-chefe da PMM, inspector-adjunto da PMM, inspector da PMM; oficiais subalternos, com subcategorias de chefe da PMM, sub-chefe da PMM); supervisores; supervisor chefe da PMM, cujas subcategorias são supervisor chefe da PMM e supervisor; e por fim a categoria de guardas, subdivididas em guardas da 1ª classe e guardas de 2ª classe.

Esta selecção de agentes para patenteamento não obedeceu a critérios transparentes, segundo fontes da própria Polícia municipal. Há, na lista assinada por Catarina Ivete Nhanala, chefe da repartição dos recursos humanos, administração e finanças, do Conselho Municipal de Maputo, guardas graduados nos terceiro e quarto cursos que eram promovidos a inspectores, enquanto sub-inspectores graduados no primeiro curso, com 21 anos de carreira na Polícia Municipal de Maputo, seriam despromovidos para oficiais subalternos.

Da subcategoria de c) de inspector da PMM, todos os 9 agentes propostos a patenteamento eram guardas. E deles apenas Naftal Alberto Lai foi formado no primeiro curso. Os restantes são do 2º e 3º cursos.

Amílcar Lucas Macia e João Fumo, que são actualmente inspectores, eram despromovidos a oficiais subalternos, o mesmo sucedendo com Rafael Carlos Mussane e Carlitos Pascoal Machava, que actualmente são sub-inspectores mas desciam para oficiais subalternos.

Segundo agentes da Polícia municipal que denunciaram estas injustiças, o processo de patenteamento foi abortado porque alguns agentes da Polícia escreveram a reclamar da situação. No momento da campanha eleitoral, o edil mandou paralisar o processo para evitar descontentamento ainda mais generalizado no seio da corporação e nas suas famílias, mas acredita-se que, caso seja reeleito, irá retomar ao mesmo processo pois “os promovidos são os seus amigos”.

Comandante da PRM “desconhece” todos os casos

Contactado António Espada, comandante da PMM, disse desconhecer todos os casos apresentados. O Canalmoz tentou antes falar com David Simango, mas não conseguiu. Diversas vezes efectuámos chamadas para o seu número de telemóvel, mas nunca atendia. António Chipada atendeu-nos e escutou todas as questões, mas disse desconhecê-los.

“Não conheço esses assuntos que me apresenta. Fala com as pessoas que assinaram os documentos”, disse o comandante que, segundo os agentes da Polícia Municipal, Simango foi buscá-lo na Polícia da República de Moçambique (PRM) e o tem na edilidade como seu protegido.

Menor perde misteriosamente órgão genital

É, no mínimo, um caso caricato quanto misterioso. A vila sede do distrito de Mabalane, na província de Gaza, acordou num clima de incredulidade com comentários a todos os níveis. É que um menor de oito anos de idade, portador de deficiência auditiva e de fala, “perdeu” o sexo enquanto dormia na noite da passada sexta-feira, dia 15 de Novembro. Quando acordou para urinar, na companhia da mãe, o rapaz já não tinha o “material”, para o espanto da mãe.

O caso já está na Polícia. O porta-voz do Comando Provincial da Polícia da República de Moçambique (PRM), Jeremias Langa, disse ao Canalmoz que os resultados médicos supõem que o sexo tenha sido cortado por um animal que não foi possível identificar.

De acordo com Jeremias Langa, em depoimentos à Polícia, a mãe do menor do sexo masculino ainda com vida declarou que descobriu que o seu filho não tinha sexo durante a madrugada quando queria levá-lo a urinar.

Apesar dos resultados hospitalares, que referem ter sido um animal que mordeu o sexo do menor, o porta-voz da PRM em Gaza garantiu que investigações decorrem para apurar se houve ou não outra causa desse caso inédito.

Detidos supostos caçadores furtivos

Ainda na semana passada, na província de Gaza, um grupo de três indivíduos foi detido no Shonguile Game Park, distrito de Massingir, na posse de uma arma de fogo do tipo Mauser.

Segundo o porta-voz Jeremias Langa, dois dos três faziam-se transportar numa viatura de marca Hyundai quando foram surpreendidos. A Polícia supõe que os mesmos iam à caça furtiva porque durante o interrogatório declararam que a arma que estava na posse deles era pertença de um amigo.

A Polícia diz que quando obrigados a indicar o referido amigo dono da arma, este teria tentado subornar a Polícia com um valor de 100 mil meticais. Os três foram imediatamente detidos.

Assalto com recurso à pistola

Também em Gaza, concretamente na zona de Ngulelene, posto administrativo de Chicumbane, distrito de Xai-Xai, na quinta-feira da semana passada, dois indivíduos interceptaram três cidadãos que se faziam transportar numa viatura de marca Hilux cor branca, idos da África do Sul para Zavala, na província de Inhambane, e apoderaram-se do carro.

O porta-voz da PRM em Gaza disse que o assalto, que foi possível com recurso a uma arma de fogo do tipo pistola, ocorreu quando as três pessoas que iam a bordo da viatura desceram para urinar.

Contudo a Polícia refere que recuperou a viatura na sexta-feira, ou seja, no dia seguinte, mas com características diferentes, dado que quando foi roubada tinha a cor branca e foi recuperada com uma outra cor, azul, e outra matrícula.

Viatura militar transportando cadáveres capota e mata em Manica

Um camião militar pertencente às Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM), carregado de corpos sem vida – que se supõe que sejam de militares – capotou e morreram 14 militares e outros sete contraíram ferimento entre graves e ligeiros, na região de Cafumpe no distrito de Gondola, província de Manica. A tragédia ocorreu no último sábado por volta das 16 horas. A informação está a ser ocultada pelo Governo.

David Francisco, primeiro-sargento, sobrevivente do acidente que contraiu ferimentos no braço e na coluna, neste momento encontra-se hospitalizado no Hospital Provincial de Chimoio. Contou ao Canalmoz que o acidente deu-se na região de Cafumpe quando estes vinham de Muxúnguè, distrito de Chibabava, na província de Sofala, transportando 30 corpos de agentes das FADM mortos na manhã da última sexta-feira no confronto com supostos guerrilheiros da Renamo.

Segundo contou-nos, a viatura vinha em alta velocidade, e chegado na zona de Cafumpe o pneu da frente estoirou-se, tendo a viatura se despistado e capotado. Ainda segundo o militar, morreram no local 14 militares e sete deles contraíram ferimentos entre graves e ligeiros, sendo ele um dos feridos.

Os cadáveres, os 14 militares que terão morrido no acidente e os sete feridos que seguiam no camião, seguiam à cidade de Chimoio para depositar na morgue os trinta corpos e para os sobreviventes receberam tratamento.

No Hospital Provincial de Chimoio ninguém fala do assunto, alegadamente porque “não têm autorização”.

Os militares agora internados informaram ao Canalmoz que a situação em Muxúnguè é “grave” e que “há muitos jovens das FADM em desespero”.

Governo admite mediadores no diálogo

O Governo admite a possibilidade de se incluir observadores nacionais no diálogo político com a Renamo. Para o efeito, segundo José Pacheco, o partido liderado por Afonso Dhlakama deve avançar com uma proposta concreta sobre a composição da equipa, usando os canais previamente estabelecidos.

José Pacheco, chefe da delegação do Governo, falava ontem a jornalistas no Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissano, local que acolhe o diálogo entre o Executivo e a Renamo. Mais uma vez, a Renamo não se fez presente ao encontro, apesar de ter havido manifestação oficial por parte do Governo sobre a sua disponibilidade para mais uma ronda.

Na ocasião, José Pacheco reiterou a disponibilidade do Presidente da República para se encontrar com o líder da Renamo, Afonso Dhlakama, na cidade de Maputo, a capital do país. Reafirmou, igualmente, a disponibilidade do Governo para discutir os pontos constantes da agenda do diálogo, bem como da equipa governamental das forças de defesa e segurança encarregue de abordar com a Renamo as questões de índole militar.

Pacheco dissipou, porém, equívocos sobre a realização, amanhã, das eleições autárquicas no país, bem como das gerais de 2014, afirmando que elas vão ter lugar conforme está previsto. “É agenda nacional que não pode ser hipotecada a interesses de singulares contra a vontade dos moçambicanos e instituições competentes”, disse.

Sobre o clima de insegurança que particularmente se vive nas províncias de Sofala e Nampula, onde homens armados da Renamo têm estado a protagonizar ataques contra alvos civis, José Pacheco disse que a missão das forças de defesa e segurança é defender e proteger os cidadãos contra qualquer perturbação e sempre irão agir em defesa destes e dos bens públicos e privados, obedecendo a comandos próprios e não pode haver interferência de partidos políticos.

Entretanto, ainda ontem, a delegação da Renamo no diálogo com o Governo convocou a Imprensa para reafirmar que só retornará à mesa das conversações com a presença dos facilitadores nacionais e observadores estrangeiros. Segundo o chefe da delegação, Saimone Macuiana, a partir do dia 21 de Outubro, data em que as forças de defesa e segurança atacaram Santungira, o cenário político no país mudou.

“Aguardamos a resposta do Governo sobre a presença na mesa do diálogo de observadores nacionais e internacionais. Queremos negociações sérias e produtivas”, disse, acrescentando que a Renamo já tornou claro que aceita mediação da SADC, União Africana e União Europeia.

Aliás, ainda ontem, uma delegação da União Europeia reuniu-se com a Renamo na sede nacional da “perdiz”. Não foi revelado o teor do encontro. Refira-se que a Renamo colocou à mesa do diálogo, a seu pedido, quatro questões que considera cruciais, nomeadamente a despartidarização da função pública, as forças de defesa e segurança, assuntos económicos e Lei Eleitoral.

É sobre a Lei Eleitoral, nomeadamente no que se refere à paridade na composição da Comissão Nacional de Eleições (CNE) e do Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE), que as partes estão em desacordo. A Renamo pretende que haja um acordo político sobre a paridade nos órgãos eleitorais, enquanto que o Governo considera que tal viola o princípio de representatividade proporcional vigente no sistema democrático do país.

O Executivo defende que, querendo, a Renamo pode submeter à Assembleia da República a sua proposta de alteração da Lei Eleitoral e obrigá-lo a assinar um acordo político que seria automaticamente remetido ao Parlamento para a sua chancela.

Segundo a “perdiz”, a discussão do segundo ponto da agenda do diálogo só pode ter lugar caso seja alcançado o acordo político sobre a legislação eleitoral, daí que solicita a intervenção dos mediadores. Para já, a Renamo propõe como mediadores nacionais o Bispo anglicano Dinis Sengulane e o Reitor da Universidade A Politécnica, Lourenço do Rosário.

Perdida batalha pela biodiversidade em Cabo Delgado

Num raio de 20 quilómetros quadrados foram mortos 89 elefantes, nos últimos dois anos, no interior do distrito de Ancuabe, província de Cabo Delgado, onde um operador estrangeiro, Jacob Vonlandsberg, insiste em ser “familiar” dos restantes paquidermes que ainda por ali podem passar.

Naquele raio, segundo ele, ficaram três elefantes menores, de uma família que diz ter sido muito numerosa. O operador sul-africano, mas de pais quenianos, diz que esse facto faz com que os pequenos paquidermes se sintam permanentemente ameaçados, isolados e cheios de medo, de tal modo que, timidamente se fazem pelos carreiros por onde passavam os seus progenitores.

“Mas, tal como nos humanos, eles andam metidos em seus pensamentos sobre o destino que coube aos seus pais e que sabem ter sido violento, porque, provavelmente assistiram à acção criminal que o “bicho-homem” protagonizou, usando armadilhas de todo o tipo, incluindo armas de fogo”.

Porém, o operador acredita na existência de 25 elefantes, igualmente menores, em toda a extensão daquele perímetro de Ancuabe, inseguros. Os animais maiores, logo que se fazem à região, encontram a gula dos caçadores furtivos que, tal como os turistas de observação e fotografia, optam por estes, mas desta feita, para os matar, em busca dos troféus, cujo mercado se acha cada vez mais promissor, principalmente por causa da demanda nos países asiáticos.

Na estância de Taratibo, explorada por Jacob Vonlandsberg, onde turistas de todas as latitudes vinham observar animais e pássaros que nas suas paragens não acham e as vêem apenas em filmes, hoje se vive um ar fúnebre. Apenas os macacos ficaram e, uma vez a outra, se fazem ao largo, ao encontro do operador que já se considera parte da família dos animais que hoje estão a escassear.

“É uma guerra perdida, esta pela biodiversidade, principalmente da fauna bravia. Estamos a perder batalhas atrás de batalhas, tudo devido à fragilidade da lei depois que os furtivos são apanhados “diz Vonlandsberg, deixando ver as feições tingidas de uma dor não normal, entre nós, quase a lacrimejar, antes de explicar porque é que se dá muito com a fauna bravia.

“Sou filho e neto de dois senhores quenianos que eram caçadores profissionais conhecidos nesta região e por volta de 1911, o meu pai andou por este corredor do Rovuma a caçar. Eles gostavam muito de sangue, matar, matar, matar sempre, animais. Era a sua profissão. Assisti a algumas façanhas dele e quando cresci, decidi ser o contrário, defendendo os animais, quase na tentativa de rectificar os crimes cometidos pelo meu pai e avô”- diz o operador.

Serviços Secretos Portugueses fornecem dados de Moçambique aos EUA

O SIS (Serviços de Informações de Segurança) e SIED (Serviço de Informações Estratégicas de Defesa) de Portugal colaboraram regularmente com a agência norte-americana de segurança NSA (National Security Agency) na partilha de dados sobre assuntos africanos, nomeadamente sobre Moçambique, Angola e Guiné-Bissau.

A denúncia é revelada na edição deste sábado do semanário português Expresso, que cita fontes seguras.

Embaraço com a revelação do “Expresso” que poderá provocar reacções dos três PALOP (Países Africanos de Língua Portuguesa), o governo português tentou desmentir afirmando que não existe colaboração institucional do SIS e SIED com a agência norte-americana de Segurança NSA, numa nota enviada à agência Lusa pelo gabinete do Secretário-Geral do Sistema de Informações da República Portuguesa (SIRP).

Segundo AIM, que cita o jornal português Expresso, o gabinete do Secretário-Geral do Sistema de Informações da República Portuguesa (SIRP), Júlio Pereira, “reitera de forma peremptória que não existe qualquer cooperação institucional através do SIS e do SIED com a National Security Agency (NSA), tal como já foi referido por diversas vezes e por diversos meios”, diz a nota.

Valdemiro José levou a “minha história” ao palco

Centenas de pessoas vibraram ao som da música do cantor Valdemiro José, num concerto realizado sexta-feira passada, em Maputo, o qual marcou o lançamento do seu novo álbum, intitulado “Minha História”.

O concerto, que teve lugar no Cine Teatro Gil Vicente, enquadra-se no programa do Verão Amarelo, promovido anualmente pela maior operadora de telefonia móvel no país, mcel, repleto de diversas actividades culturais e desportivas, para além de várias promoções.

Para dar ainda mais requinte e “glamour” ao show, durante a sua actuação, Valdemiro José e a sua banda, partilharam o palco com vários músicos convidados, nomeadamente, Stewart Sukuma, Zena Bacar, Neyma, Mimae, Júlia Duarte, entre outros, para além do conceituado cantor cabo-verdiano, Micas Cabral, do agrupamento musical Tabanka Djazz.

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