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Terça-feira, Abril 28, 2026
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Polícia detém dois cidadãos por tráfico de ossos humanos

A Polícia deteve, semana passada, dois cidadãos por tráfico de ossos humanos num dos distritos da província nortenha de Nampula.

Falando ontem, em Maputo, durante o resumo semanal das ocorrências no país, o porta-voz do Comando-Geral da Polícia da República de Moçambique (PRM), João Machava, disse que os dois indiciados, de 20 e 23 anos de idade, foram encontrados na posse de ossos humanos retirados num cemitério para posterior venda a estrangeiros, tendo sido apreendidos. Estes confirmaram o envolvimento no crime.

“Isto foi confirmado através de investigações. A pessoa submetida às investigações acabou confessando o crime”, explicou.

Na província central de Manica, a Polícia deteve um outro cidadão por tráfico de 15 quilogramas de cannabis sativa, vulgo soruma. O caso ocorreu no distrito de Mossurize e foi protagonizado por Saimone Massanzo, de 36 anos de idade.

Caso LAM: Identificados 16 corpos das 33 vítimas

As autoridades namibianas não revelaram a identidade dos corpos já descobertos. Agora, estão a trabalhar com “os restos mortais fragmentados” no sentido de identificar os restantes 17 corpos.

O Instituto Nacional de Ciências Forense (NFSI) da Namíbia está a trabalhar no sentido de identificar os restos mortais de 17 das 33 vítimas do acidente do avião da companhia estatal Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), ocorrido em Novembro do ano passado.

O NFSI é a instituição responsável pela realização de testes visando a identificação das vítimas do trágico acidente do voo TM 190, que saiu de Maputo para Luanda no dia 29 de Novembro, tendo se despenhado no Parque Nacional de Bwabwata, Namíbia.

Falando sexta-feira em conferência de imprensa realizada em Windhoek, o director do NFSI, Paul Ludik, revelou que especialistas forenses identificaram mais sete corpos este mês, o que totaliza 16, o número de corpos encontrados desde o início do processo, no mês passado.

Citado pelo jornal local “The Namibia, Ludik disse que a sua instituição está agora a lidar com “restos mortais fragmentados” de modo a identificar os 17 corpos que faltam e acredita que os testes já se encontram na “fase final”. Contudo, a fonte declinou-se a indicar as nacionalidades dos passageiros identificados até agora.

Detidos agentes da PRM envolvidos em caça furtiva

Cinco agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM), em Gaza, estão a contas com as autoridades, indiciados de caça furtiva de rinocerontes.

O director da ordem no Comando Provincial da PRM em Gaza, Francisco Abrau, disse que os agentes são igualmente indiciados de facilitar a aquisição de armas para o abate de animais de grande porte.

Não foi revelada a identidade dos agentes, mas trata-se de três oficiais e dois sargentos, afectos no Comando Provincial de Gaza. Ainda em conexão com este caso, outras quatro pessoas, sendo quatro fiscais da reserva e um curandeiro que alegadamente facilita a prática da caça furtiva.

Sobre os agentes, ainda pesa sobre eles o crime de aluguer de armas de fogo e da viatura da Polícia.

Governador indignado

O governador da província de Gaza, Maurício Diomba, revelou recentemente no seu informe anual que dezenas de moçambicanos perdem a vida no Parque Nacional Kruger, alvejados mortalmente pelo exército sul-africano por caça ilegal de rinocerontes.

Segundo Diomba, pelo menos 30 moçambicanos são mortos por ano no interior do Kruger Park.

Diomba disse ainda que de 2007 a esta parte mais de mil rinocerontes foram abatidos por grupos armados que integram moçambicanos.

“Pelo menos 33 moçambicanos perdem a vida anualmente, no parque nacional Kruger, quando estes sãos surpreendidos pela força sul-africana a praticarem caça furtiva naquela região”, disse.

O Kruger Park, a maior área de conservação de fauna bravia da África do Sul, cobrindo cerca de 20 mil quilómetros quadrados, foi alargado para o interior de Moçambique com a criação de um parque transfronteiriço que inclui a reserva do Limpopo.

Agente das alfândegas morto a tiros

Três indivíduos ainda a monte mataram na manhã da última sexta-feira um agente das alfândegas, identificado por Elvis Alfredo Manhiça, na EN4, província de Maputo. Segundo a Polícia, os assassinos pretendiam assaltar uma carinha que na altura transportava mulheres comerciantes de Maputo para a vizinha África do Sul.

Ao aperceberem-se da presença do agente, por sinal afecto no Comando Único das Forças Paramilitares da Autoridade Tributária de Moçambique, os assassinos deram três tiros no abdómen, tendo encontrado a morte instantânea.

O porta-voz do Comando Geral da Polícia, João Machava, disse ontem que o agente das alfândegas fazia-se transportar numa viatura de marca Toyota Runx e os assassinos numa Toyota Corola.

Machava não avançou mais dados, alegadamente para não atrapalhar as investigações.

Presença de supostos homens armados da Renamo deixa Tete em alvoroço

Informações dando conta da presença de homens armados, supostamente da Renamo, na província de Tete, estão a deixar a província em alvoroço. A população está em pânico porque, segundo contam desde a passada sexta-feira (17), homens supostamente ligados à Renamo circulam na localidade de Nkondedzi, Distrito de Moatize, na província de Tete. Os referidos homens andam em grupos, munidos de armas de fogo.

O porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Tete, José Nubias, confirma a presença dos referidos homens armados e fala em reforço das forças governamentais para fazer face à situação. Tete torna-se, assim, a quarta província do País com a presença de homens armados, depois de Sofala, Nampula e Inhambane.

Informações colhidas pelo Canalmoz indicam que até aqui não houve nenhum ataque. “Desde que, eles chegaram, não houve nenhum ataque, mas eles estão aqui nas matas, a circularem. Quando amanhece começam a movimentar-se”, contam cidadãos que receiam que o seu objectivo seja assaltar o quartel da força da Guarda Fronteira que está ali estacionada.

“Não vamos maltratar a ninguém, fiquem calmos”

Segundo o chefe da localidade de Nkondedzi, Orlavino Supinho, os homens armados, supostamente pertencentes à Renamo, dizem que não tencionam fazer mal aos populares das comunidades por onde passam, mas deixam claro que, se as forças governamentais provocarem, aí sim, haverá ataques.

Suspeita-se que Nsungudzi tenha sido a porta de entrada

Segundo o chefe da localidade, os homens armados entraram das localidades de Nkondedzi no dia 17 de Janeiro, sexta-feira. No mesmo dia os homens escalaram o povoado de Khungoza na zona de Nankoko. No dia seguinte, sábado, escalaram os povoados de Ndhaka, Changa, Madzibawe, Ntambe, em Ndande onde foram acampar na zona de Cabango montando uma cancela de entrada e saída de pessoas.
“Entraram via Samoa, onde têm a base e, em relação à sua proveniência, admito terem vindo de comboio descendo em Kambulatsitsi e caminhando até Samoa”, contou.

Polícia confirma movimentações e reforça efectivo

O porta-voz da PRM em Tete, José Nubias, confirma a presença de homens armados. “De facto, há movimentação de homens da Renamo, desde a passada sexta-feira.”
Nubias diz que uma força composta pela PRM, Força de Intervenção Rápida (FIR) e Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) “está no terreno a ver a situação.” E fala de envio de mais elementos da Polícia e das FADM. “Nós como força, devido à situação enviámos mais efectivos, nas várias especialidades”, disse Nubias ao Canalmoz.

Garimpo paralisado e comércio funciona a meio gás

Para além da população que abandonou as residências em massa, os garimpeiros provenientes da cidade da Beira e Chimoio tiveram que deixar o povoado de Lizinge, temendo possíveis ataques. O mesmo sucede com o comércio informal que está a funcionar a meio gás. São poucas as bancas abertas para a venda de produtos básicos. Populares ouvidos afirmam que algumas pessoas encontram-se na unidade sanitária local, tida como segura.

O Canalmoz apurou que a campanha de pulverização interdomiciliária foi condicionada devido à presença dos tais homens armados. Mais de 20 famílias, já deixaram suas residências e refugiaram-se no país vizinho, Malawi.

A localidade de Nkondedzi fica a 70 km da vila de Moatize, sede do distrito e 90 km da cidade de Tete.

Refira-se que nas zonas, onde se fala da presença de supostos homens da Renamo, funcionaram bases daquela formação política durante a guerra dos 16 anos.

Alice Mabota: “Eu quero chegar à Ponta Vermelha”

A presidente da Liga Moçambicana dos Direitos Humanos (LDH) disse que a decisão final está dependente do apoio financeiro dos moçambicanos para suportar a logística eleitoral. Como uma das vozes mais críticas da governação do Presidente Armando Guebuza, Alice Mabota voltou a apontar o dedo aos principais problemas do país. Desde a falta de abertura ao diálogo por parte de Chefe de Estado, o medo de enfrentar o poder político e económico por parte do procurador-geral da República, ao “trato difícil” do comandante-geral da Polícia. Acompanhe as partes mais significativas da entrevista conduzida por Arsénio Henriques.

Fez duas cartas questionando vários aspectos da governação de Armando Guebuza. Qual era o objectivo central das cartas?

Eu não tinha nenhum objectivo em concreto, como as pessoas pensam. Mas pensei que ele ia ler, pensar e dizer eu sou isto. Aquilo que coloquei no fim, a dizer que o Presidente tem um ano para mudar, é fruto da percepção da população. As pessoas reclamam de tudo, mesmo na televisão a gente vê a população só a reclamar. Eu disse ao Presidente para reunir com a sociedade civil e não, necessariamente, comigo.

E o Presidente reuniu com a sociedade civil?

No dia em que ele reuniu com a sociedade civil, eu não fui. Disse a eles “vão reunir com o Presidente e digam tudo frontalmente”. Eu quando tenho algo para falar com o Presidente, vou até ao seu gabinete.

Considera Armando Guebuza um Presidente aberto ao diálogo?

Não, não o considero. Eu penso que ele cometeu um pecado de se aconselhar erradamente. Há muitas coisas que ele não conhece.

O Presidente sempre reiterou abertura e disponibilidade para dialogar com Afonso Dhlakama em Maputo. Não considera isso abertura ao diálogo?

Não, porque quem considera o diálogo não aceita a luta. O Presidente estaria aberto ao diálogo se dissesse a Dhlakama e às Forças Armadas para pararem os ataques. E, convidar o líder da Renamo a viajar até Maputo para juntos dialogarem. Se, depois do diálogo, Dhlakama julgar que não houve nenhum consenso e, por isso, tem que voltar à mata, que volte!

O Presidente é quem deve parar com os ataques?

Tu não podes dar ordens para atacar e depois afirmares que queres dialogar. Diálogo é dizer que eu não quero mais aquele homem no mato. Mas, para isso, eu não quero ouvir o som das armas. A coisa que mais me magoou foi saber que militares fortemente armados foram vasculhar a casa de um idoso de 80 anos. Nem o colono foi capaz de ir vasculhar as casas dos presidentes Samora, Chissano e Guebuza, porque eles estavam envolvidos na luta armada. Aquilo foi uma coisa horrível e triste. E ainda diz que quer paz com essa pessoa…

Legado de Guebuza

Qual é, para si, o maior legado que Armando Guebuza vai deixar para o país?

Há uma coisa que me preocupava quando o Presidente entrou no poder. Eu tive uma conversa com o Presidente Chissano e ele disse-me o seguinte: “os membros do partido estão dispersos e descontentes. É preciso que Guebuza se reúna com eles.” E, o Presidente Guebuza reuniu com os militantes. Este Presidente encontrou o país em progresso. E ele, de facto, continuou, bem ou mal. Mas não conseguiu fazer tudo que podia. Mas há uma coisa que o manchou: é que os negócios de Moçambique não beneficiam os moçambicanos. Fez presidências abertas, era necessário. Em algumas vezes, pareceu exagerado, mas há aspectos positivos.

Candidatura às eleições

Na sua última aparição, disse que certas pessoas estavam a atacá-la para manchar a sua imagem, uma vez que temem uma provável candidatura. Tenciona concorrer às eleições presidenciais?

Eu disse que temem e é verdade que temem. Penso que as eleições autárquicas assustaram-nos. A marcha que organizamos abriu a mente dos moçambicanos e as coisas azedaram. Agora, perguntam -me isso, querem saber se já pensei em candidatar-me a Presidente da República.

Khálau promete (mais uma vez) acabar com os sequestros

Inúmeras são as vezes que o comandante-geral da Polícia da República de Moçambique prometeu acabar com o crime organizado no país. Entretanto, embora não as tenha cumprido ainda, Jorge Khálau, mais uma vez, comprometeu-se na última sexta-feira (17) a acabar com os sequestros, que estão a semear terror nas principais cidades do país.

Segundo Khálau, tal objectivo só será alcançado com trabalho árduo e coordenado, o que dá a entender que ele reconhece que a corporação que dirige precisa de ser dinâmica se quiser acabar com este fenómeno, que tende a ganhar terreno, principalmente nas cidades de Maputo, Beira e Matola.

Para a materialização desse desiderato, no entender do comandante-geral da PRM, é necessário que haja colaboração de todos para o combate cerrado contra este fenómeno, uma vez que alguns esconderijos usados pelos sequestradores são residências arrendadas por cidadãos inocentes.

Porém, para Khálau, apesar de o trabalho da polícia não ser visível, não se não se pode pedir mais do que esta a ser feito porque há indivíduos que já estão a responder pelo seu envolvimento neste tipo de crimes. “Não podemos passar a vida toda a criticar a polícia por ter cometido um erro e não reconhecermos quando faz um bom trabalho”.

África do Sul: sector mineiro convoca greve para a próxima quinta-feira

A Associação dos Mineiros e Trabalhadores do Ramo das Construções (AMCU) convocou para a próxima quinta-feira (23) uma greve por tempo indeterminado em reivindicação de um aumento salarial dos actuais cinco mil para 12 500 randes nas três minas detidas pelos maiores produtores mundiais de platina que operam na África do Sul. Segundo estimativas do sindicato, cerca de 100 mil operários paralisarão as suas actividades na Anglo American Platinum, Impala Platinum e Lonmim na mesma altura em que foi tornado público a aprovação de aumento salarial de cerca de 5% para os membros do Executivo de Jacob Zuma.

A industria da platina sul-africana recupera da greve sangrenta de 2012, com destaque para a mina de Lonmin, em Marikana, onde foram assassinados 34 mineiros pela polícia no dia 16 de Agosto.

O sindicato revolucionário, como é apelidado, optou por esta medida depois de terem fracassado as negociações para o aumento salarial com a direcção da Impala e Lonmin. “Vamos entregar as cartas de notificação da greve às direcções das minas. A greve irá iniciar no turno da manhã de quinta-feira”, disse o tesoureiro da AMCU, Jimmy Gama, que garantiu que os protestos serão pacíficos.

Mercado de platina em risco

Uma eventual greve neste sector poderá colocar em risco o fornecimento global da platina, tendo em conta que a África do Sul é responsável pela produção de cerca de 80% deste minério a nível mundial.

O sindicato, o maior no ramo de platina com cerca de 100 mil membros, assegura que os seus membros pertencentes às minas de ouro irão também observar a greve. Esta medida surge depois de ter rejeitado a oferta de um aumento salarial na ordem dos 8% feita pelo patronato.

O seguimento de todos os procedimentos para a convocação de greves constitui uma mudança para o AMCU, visto que no passado o sindicato optava apenas pela paralisação dos trabalhos nas minas sem avisar o patronato, conduta que viria a ser abandonada depois que o mesmo (sindicato) passou a ser o maior do ramo da platina, em 2012, destronando o Sindicato Nacional dos Mineiros (NUM), ligado ao Governo sul-africano.

Aumento salarial no Governo

Numa altura em que a incerteza tomou conta do sector mineiro sul-africano, o Presidente Jacob Zuma aprovou um aumento salarial na ordem dos 45 milhões de randes para o Governo, ignorando os apelos para as medidas de contenção, reporta o Jornal Sunday Independent do último domingo.

O aumento salarial de cerca de 5% é para o ano financeiro de 2013/2014 e terá como beneficiários os membros do Executivo de Zuma, governadores provinciais, membros dos governo provincial e parlamentares.

O jornal refere que os seus cálculos sugerem que o aumento salarial aprovado pelo Presidente Zuma irá custar cerca de 45 milhões dos cofres do Estado. Segundo o periódico Sunday Independent, a Comissão Independente para a Remuneração dos Funcionários Públicos havia, antes, sugerido ao Governo que não contemplasse nos aumentos os salários dos políticos que recebem valor igual ou superior a um milhão de randes por ano.

Dos que irão beneficiar do aumento figuram o Vice-Presidente Kgalema Motlanthe, que passará a receber um adicional de 118 mil randes; enquanto que o porta-voz do Parlamento (Assembleia Nacional), Max Sisulu, e o Director do Conselho Nacional das Províncias, Mninwa Mahlangu, terão um aumento de 100 mil randes cada. Os governadores provinciais terão um incremento de 94 mil randes.

Conselho Constitucional chumba recurso do MDM que pedia anulação dos resultados

O Concelho Constitucional (CC) chumbou, em acórdão de 14 de Janeiro, o recurso apresentado pelo Movimento Democrático de Moçambique (MDM), no qual o partido solicitava a anulação da votação e, consequentemente, a repetição do processo eleitoral no distrito de KaMubukwana, no município da cidade de Maputo, onde a Frelimo e seu candidato foram considerados vencedores. O Conselho Constitucional diz que recorrente não respeitou o “princípio da impugnação prévia”.

Na fundamentação do seu recurso, o MDM afirma que os resultados proclamados pela CNE, a 5 de Dezembro último, do apuramento geral da eleição do presidente do conselho municipal de Maputo e dos membros da assembleia municipal, “não correspondem com a realidade das actas e editais saídos das mesas de votação”. O MDM diz que apresentou várias reclamações depois da votação e apuramento parcial que foram, na sua totalidade, considerados improcedentes. As reclamações reportavam “situações graves de legalidade violada no decurso da votação e, sobretudo, no decorrer do processo de apuramento de resultados parciais nas mesas de votação, situações que influenciaram negativamente no sentido de voto e na transparência do processo”. O MDM afirma que houve, em várias assembleias de voto, detenções de delegações de candidatura, assim como troca de editais do apuramento parcial, denunciado por um membro da mesa de votação do distrito de KaMubukwana. O MDM reclamou sobre esses factos na comissão provincial de eleições (CPE) da cidade de Maputo, “após ter tempestivamente remetido protestos”.

Recorde-se que a CNE também já havia julgado improcedentes tais reclamações, baseando-se no princípio da impugnação prévia. O princípio da impugnação prévia pressupõe que os delegados de lista ou fiscais dos partidos ou grupos de cidadãos concorrentes devem fazer a primeira reclamação na mesa de voto onde a irregularidade terá se observado. Mas como o Canalmoz escreveu em devido momento, muitos delegados de lista do MDM foram detidos pela Polícia quando iniciou a fase da contagem de votos, não tendo assim a possibilidade de apresentar a reclamação na mesa.

O que na verdade o Conselho Constitucional está a exigir, é que o MDM devia reclamar junto da mesma CNE a decisão da sua anterior reclamação. Só que a CNE também já havia impugnado a anterior reclamação, evocando o mesmo princípio da impugnação prévia.

MDM não recorreu das decisões da CPE da Cidade de Maputo

No dia 25 de Novembro último, o MDM apresentou à CPE da cidade de Maputo dois documentos de “repúdio do ilícito eleitoral no distrito municipal da KaTembe” e de “repúdio à detenção dos delegados de candidatura do MDM”. No dia 5 de Dezembro, o MDM deu entrada à CPE da cidade de Maputo, um documento de “reclamação sobre os resultados do apuramento intermédio”. A “reclamação” deu entrada à CPE da cidade de Maputo na mesma data em que a CNE procedeu à divulgação dos resultados da centralização e do apuramento geral das eleições. Todas as reclamações apresentadas pelo MDM foram consideradas improcedentes pela CPE da cidade de Maputo. O partido conformou-se com essa decisão, porquanto não interpôs recurso para a CNE, nos termos da lei 7/2013, de 22 de fevereiro.. No número dois do artigo 169, a lei supracitada diz que os reclamantes podem recorrer para o órgão de administração eleitoral imediatamente superior da decisão tomada pelo órgão inferior sobre as reclamações, protestos ou contraprotestos. Compete às CPE receber reclamações sobre o processo eleitoral e decidir dentro das suas competências, bem como encaminhar imediatamente os recursos interpostos à CNE.

O acórdão do Conselho Constitucional conclui dizendo que o CC não pode, por força da lei, conhecer os factos alegados no requerimento da interposição do recurso pelo MDM, porque constituem parte do conteúdo da “reclamação sobre os resultados do apuramento intermédio”. A reclamação foi decidida anteriormente pela CPE da cidade de Maputo, órgão de cuja deliberação o MDM não interpôs recurso para a CNE. Assim, o recorrente não respeitou o princípio da impugnação prévia, pressuposto necessário e indispensável ao recurso para o CC das deliberações da CNE. Assim, o MDM fica a aguardar pela deliberação sobre Gurué, onde aquele partido reclama ter ganho as eleições baseado na contagem paralela. Só que os órgãos eleitorais requalificaram os votos e atribuíram vitória a Frelimo e ao seu candidato com a estranha diferença de um voto.

Homem morre após ter sido empurrado pela esposa numa discussão

Uma mulher de 40 anos de idade matou o seu próprio marido, também de 40 anos, na passada terça-feira na zona de Minguene, no bairro da Costa do Sol, arredores da cidade de Maputo. O homem encontrou a morte na sequência de uma briga com a sua própria esposa.

A meio de uma forte discussão, e com ânimos exaltados a mulher empurrou o marido que bateu com a cabeça e contraiu um traumatismo craniano. Apenas identificado por Baloi, o finado encontrou a morte a caminho do hospital. A autora do crime, segundo o porta-voz da Polícia, no Comando, Orlando Modumane, encontra-se detida na Cadeia Feminina de Dlhavela em Maputo.

Exames escolares da 3.ª época foram realizados no sábado

Finalmente os alunos da 10.ª e 12.ª classes, que ao princípio da semana recusaram-se a serem submetidos a exames especiais de História e Filosofia, foram examinados no último sábado.

Segundo apurou o Canalmoz de fontes, os chamados exames da 3.ª época decorreram sem problemas.

A Direcção Provincial de Gaza decidiu, na semana passada, que os exames especiais da 3.ª época, que os alunos haviam se recusado a realizar na segunda-feira em quatro escolas secundárias daquela província, deveriam ter lugar no sábado, o que chegou a efectivar-se, com a Polícia em alerta para que evitasse uma possível manifestação dos alunos como aconteceu na última segunda-feira.

Os alunos da 10.ª e 12.ª classes das escolas secundárias de Xai-Xai, Tavene, Inhamissa, e da Escola Secundária de Chókwè, tudo na província de Gaza, recusaram-se na tarde da última segunda-feira a participar dos terceiros exames, provocando uma confusão. Na sequência da greve, os exames não foram realizados, tendo sido adiados para sábado findo.

Ampliação do Centro de Conferências Joaquim Chissano vai custar U$D 250 milhões

O Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissano passará a ter nova imagem. Um hotel com 290 quartos e duas suites presidenciais, uma sala de conferências com capacidade para acolher 2.000 pessoas, bem como uma sala de banquete com capacidade para 1.500 pessoas, uma sala de cinema e discoteca serão erguidos no recinto do maior centro de conferências do País. O empreendimento é orçado em 250 milhões de dólares norte-americanos financiados pela China. As obras terão duração de dois anos.

O hotel cinco estrelas terá 13 andares e num espaço de 53 mil metros quadrados.

O lançamento da primeira pedra para edificação do empreendimento ocorreu na semana passada. Li Chu Hua, embaixador da China, disse, na ocasião, que a construção da infra-estrutura “vai desenvolver o turismo em Moçambique e melhorar a imagem do País.”

O actual centro de conferências foi inaugurado em 2003 e as obras de construção custaram, na altura, cerca de 9,8 milhões de euros, também contaram com apoio do Governo da China.

Jovem escapa do linchamento e vai parar na sala de reanimação do HCM

Um jovem de 23 anos, cuja identidade não nos foi revelada, foi surpreendido por populares a tentar desmontar peças numa viatura e foi violentamente espancado e ateado fogo. Só não morreu graças à intervenção de outros cidadãos de bem que o socorreram e transportaram-no ao Hospital Central de Maputo, onde se encontra internado na sala de reanimação em estado grave.

O caso deu-se no bairro da Malhangalene “B”, arredores da cidade de Maputo. “ O jovem de 23 anos encontra-se internado no hospital, na sala de reanimação, em estado grave”, disse o porta-voz da PRM, Orlando Mudumane.

A Polícia reporta um outro caso de linchamento que se deu no bairro de Urbanização: “um indivíduo de 22 anos de idade foi fisicamente agredido por populares, alegadamente por ter sido encontrado a roubar e o mesmo perdeu a vida a caminho do hospital”, disse Orlando Mudumane.

Mais dois cidadãos raptados

A Polícia diz também que durante a semana passada dois cidadãos nacionais, um de 70 e outro de 78 anos, foram raptados por indivíduos desconhecidos. O primeiro caso deu-se na passada segunda-feira no bairro da Coop e segundo na terça-feira no bairro Central. A Polícia não adiantou o nome das vítimas, mas disse que se tratam de dois comerciantes.

“Até este momento não se sabe onde são mantidos em cativeiros, várias especialidades da Polícia estão no terreno para esclarecer estes casos”, disse Mudumane.

Acidentes fazem dois óbitos

Foram registados 11 caso de acidentes de viação, dos quais quatro foram do tipo atropelamento carro e peão, cinco choque entre carros e dois do tipo choque entre carro e mota. “Tiveram como consequência dois óbitos, seis feridos graves e cinco feridos ligeiros”, explicou Mudumane.

Ana Paula Godinho reage à controvérsia sobre suas declarações

A jurista e professora universitária Ana Paula Godinho (e não reitora, como erroneamente noticiamos), reagiu aos comentários de vários moçambicanos que ficaram indignados com suas declarações durante um debate em Angola, resumido pela Voz da América. Godinho afirmara ter ficado preocupada pelo facto de nenhuma universidade angolana estar no ranking das cem melhores de África sobretudo por ter visto a Universidade Eduardo Mondlane (Moçambique) que em termos práticos pertence a um país com menos riqueza que Angola.

Godinho comentou à notícia, desdramatizando a situação e saindo em defesa da reitora Hoygard, que também mostrou-se descontente com o ranking. Seguem na íntegra as palavras da jurista:

Mensagem no Moz Maníacos

Meus Caros irmãos Moçambicanos,
Estão de Parabéns por entrar no ranking e foi isso mesmo que eu, a jovem que está na fotografia e que não é Reitora de nada disse… Nem a Reitora, a Dra Laurinda Hoygard desprestigiou a Universidade Moçambicana, só disse que os critérios de elaboração dos rankings eram subjectivos e privilegiavam as universidades de países que falam inglês, tendo eu ripostado que se assim fosse Moçambique não estaria num honroso 43º lugar. A notícia foi publicada fora do contexto, tendo gerado muita confusão. Parabéns e continuem o investimento na educação. EDUCAÇÃO, SEMPRE! Felicidades para 2014. Ana Paula Godinho.

Mensagem para a VOA

Caros Compatriotas Moçambicanos,
Exmos Jornalistas da Voz da América,

Penso que a notícia foi mal entendida. Levei nota negativa para o programa, o facto de nenhuma universidade Angolana constar do ranking das 100 de África, criticando o pouco investimento na educação. A minha colega de painel Laurinda Hoygard referiu que os critérios de elaboração dos rankings eram subjectivos e que privilegiavam os países de língua inglesa. Ripostei dizendo que não era verdade, na medida em que Moçambique, país irmão, fala Português e tinha-se posicionado num honroso 43º , quando, na verdade, é um país aparentemente com menos recursos que Angola. Pretendíamos ressaltar o investimento feito na educação e que é de louvar. Infelizmente, as palavras foram distorcidas, ou melhor, interpretadas fora do contexto em que foram ditas e gerou grande polémica, incluindo uma fotografia minha, (sem peruca, apesar de alguns afirmarem que a uso, juro que nunca usei), identificando a Professora Laurinda Hoygard, que nunca fez qualquer afirmação desprestigiante aos irmãos Moçambicanos, a quem felicito através desta página. Tentei publicar na página Mozamania e não consegui. Parabéns e continuem a luta! Felicidades em 2014. Atentamente,
Ana Paula Godinho”

Renamo volta a atacar, mata um militar e fere outros cinco

Um ataque a uma coluna de viaturas resultou na morte de um militar e no ferimento de outros cinco na região de Muxúnguè, no distrito de Chibabava, em Sofala, após serem “surpreendidos por um tiroteio” dos homens armados da Renamo, no sábado.

Em declarações à Lusa (Agência de Notícias de Portugal), José Luís, pároco de Muxúnguè, citando um padre que viajava na escolta militar para Save, disse que a coluna foi atacada a 20 quilómetros de Muxúnguè, incidindo contra a “viatura de avanço do Exército”, na qual foram registadas as baixas.

“Hoje (sábado) outro ataque fez um morto e cinco feridos, todos militares. Um padre que estava a viajar na referida coluna confirmou o ataque que ocorreu a menos de 20 quilómetros de Muxúnguè”, disse José Luís, por telefone, à Lusa.

Uma fonte médica confirmou a entrada das vítimas de ataques no hospital rural de Muxúnguè, para onde é encaminhada a maioria das vítimas dos ataques dos homens armados da Renamo.

Na quarta-feira passada, um outro ataque da guerrilha da Renamo, maior partido da oposição, fez três mortos e feriu com gravidade cinco civis, incluindo dois jogadores do Ferroviário de Quelimane, que seguiam para Chibuto, a fim de tratar de contratos com o clube local.

Um autocarro de passageiros da empresa Etrago, frequentemente contratada para movimentação de militares nas regiões centro e sul, foi “fortemente metralhado”, quando a coluna de viaturas foi parada na zona de Chimutanda, a 15 quilómetros da vila de Muxúnguè, uma área onde este tipo de ataques é pouco habitual, e não distante de uma posição do Exército.

Presidente de Moçambique faz hoje 71 anos

Armando Emílio Guebuza nasceu a 20 de Janeiro de 1943, em Murrupula, província de Nampula, onde, seu pai, Miguel Guebuza, exercia a função de enfermeiro, e sua mãe, Marta Bocota Guebuza, doméstica. Guebuza é o terceiro Presidente de Moçambique, eleito em 2004 e reeleito em 2009.

Antes de ocupar o cargo, dirigiu várias instituições, desde o governo de transição. Durante as negociações da paz, chefiou a delegação do Governo em Roma. Dentro do partido, ao qual se juntou em 1963, na clandestinidade, para um ano depois partir para Tanzania, Guebuza é o quarto presidente, em 51 anos de existência.

Antes de ser eleito presidente do partido em 2005 e reeleito em 2012, foi chefe da bancada da Frelimo e, mais tarde, secretário-geral. Armando Emílio Guebuza é casado com Maria da Luz Guebuza e é pai de quatro filhos.

STAE forma brigadistas para recenseamento eleitoral

O Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE), a nível da cidade de Maputo, forma a partir de hoje os brigadistas que vão trabalhar no recenseamento eleitoral para as eleições gerais de 15 de Outubro próximo.

No total são 594 brigadistas que entram em formação para serem contratados 540, segundo dados em nosso poder.

A formação tem a duração de sete dias e deverá consistir em aulas práticas e teóricas sobre o uso de computadores de registo de eleitores.

O recenseamento eleitoral deverá iniciar a 30 de Janeiro corrente, prolongando-se até 14 de Abril, abrangendo todos os cidadãos que tenham extraviado ou perdido o cartão de eleitor, ou mudado de residência e aqueles que completarem 18 anos até à data das eleições.

A lei eleitoral estabelece que a actualização do recenseamento para as eleições gerais deve ocorrer seis meses antes da data de votação.

Transportadores retiram autocarros da rota Maputo-Homoíne na Junta

O número de autocarros que faz carreiras de Maputo ao distrito de Homoíne, na província de Inhambane, reduziu de quatro para um, desde que começou a movimentação de homens armados da Renamo a três de Janeiro corrente naquele distrito.

É que desde que foi reportado a circulação de homens armados nos povoados de Macauleze, Vavate, Fanhafanha e Pembe, em Homoíne, o número de passageiros no terminal da Junta com destino àquele ponto reduziu. Já houve confrontação entre o exército governamental e os homens armados.

O gestor adjunto do Terminal da Junta, Maputo, Augusto Mucavele, disse que durante o mês de Dezembro os quatro carros de Homoíne saíam cheios, mas desde que há confrontos entre homens armados da Renamo e o exército governamental o movimento reduziu.

“Até Dezembro, antes do início das confrontações entre os homens armados da Renamo e as tropas governamentais, por dia saíam três a quatro autocarros com destino a Homoíne. Agora só sai um a dois”, disse.

A voz dos motoristas

Leopoldo Anibal, da rota Maputo-Maxixe, diz que a sua rota é Maxixe, mas está afectada pela situação da guerra em Homoíne. A razão é simples. De Homoíne a Maxixe são 23 quilómetros e muitos passageiros de Homoíne subiam o autocarro de Maxixe, para deste ponto subir “chapa” até ao destino.

Segundo Anibal, na Maxixe há um afluxo de pessoas que querem seguir a Xai-Xai ou Maputo, o que se supõe que estejam a sair do interior dos distritos de Homoíne e Jangamo.

“Nas paragens, encontrámos muitas pessoas que vêm do interior do distrito de Homoíne. Elas dizem que vêm buscar refúgio em Xai-Xai ou Maputo”, disse.
António Langa, outro transportador na rota Homoíne- Maputo, disse que é normal ficar na bicha de embarque até às 11 horas.

“É normal esperar muito tempo para encher o carro e não conseguir. Acabando por desistir”, disse acrescentando que muitas vezes vê-se forçado a viajar sem ter enchido o autocarro.

Vasco Almeida, também transportador de Homoíne, descreveu a situação de dramática, na medida em que leva cerca de 4 horas para encher o autocarro, o que antes não acontecia.

“Levamos hora a fio para completar os assentos. Os patrões dos nossos colegas acabaram retirando as suas viaturas da circulação”, disse.

Passageiros apelam ao diálogo

Alguns passageiros interpelados na Junta com destino ao distrito de Homoíne foram unânimes em afirmar que o Governo e a Renamo deviam dialogar porque a “guerra não é convite para jantar”.

Gil Venâncio diz que ainda guarda na memória o que aconteceu a 18 de Julho de 1987 naquele distrito. Lembra que naquele massacre perdeu dois membros da família que foram raptados e que nunca mais voltaram.

Por seu turno, o passageiro Pedro Vuma disse que estava de viajem a Homoíne. Já havia se comunicado com os familiares e estes garantiram estarem bem.
“Os meus familiares disseram que a guerra era uma realidade em Homoíne”, disse.

Situação noutras regiões

Num outro desenvolvimento, Mucavele disse que o número de passageiros que solicitam bilhetes para as cidades da Beira (Sofala), Quelimane (Zambézia), Chimoio (Manica) e Tete também reduziu.

“Os passageiros com destino às zonas centro e norte do País (Quelimane, Beira, Chimoio e Tete) reduziu, se comparado com igual período do ano passado”, disse Mucavele.

Disse, por exemplo, que os autocarros com destino a Quelimane, com uma lotação de 70 lugares, só conseguem 27 passageiro por dia.
Um autocarro com destino à cidade de Tete tem uma capacidade para 70 lugares por dia, mas leva 20 passageiros.

Energia chega a mais dois distritos do Niassa

A Electricidade de Moçambique E.P. (EDM) acaba de proceder à ligação dos distritos de Mecula e Majune à rede nacional de energia, produzida na Hidroeléctrica de Cahora Bassa, colocando a província de Niassa com apenas cinco distritos por electrificar de um total de 15.

Até finais de 2013, a EDM previa electrificar mais quatro distritos daquela província, nomeadamente Nipepe, Ngauma, Mavago e Muembe, estando em curso trabalhos finais para a energização dos três últimos.

Orçado em cerca de 123 milhões de meticais, o projecto de electrificação de Mecula consistiu na construção de 152 quilómetros de rede de média tensão, 20 quilómetros de baixa tensão e a montagem de 12 Transformadores de Potência (PT) dos 14 previstos.

O projecto, executado pela MPI-Mozambique Power Industry, teve início em Abril de 2013 e vai permitir a ligação a cerca de mil clientes.

Em relação à electrificação do distrito de Majune, o Director da Área de Serviço ao Cliente de Lichinga, Luis Salomão, explicou que se enquadra no projecto de Electrificação de Niassa, que contempla igualmente a energização dos distritos de Mavago, Muembe e Ngauma.

Trata-se de um projecto orçado em cerca de 25 milhões de dólares norte-americanos, financiado pela Exim Bank da Índia, e que prevê a construção de 500 quilómetros de rede de média tensão, 30 de baixa tensão, instalação de 21 Transformadores de Potência, prejectando-se a ligação de cerca de três mil clientes.
“Este projecto iniciou em Novembro de 2012 e, até finais do presente ano, todos os distritos contemplados pelo projecto Electrificação de Niassa deverão estar ligados à rede nacional de energia”, frisou Luís Salomão.

Num outro desenvolvimento, o Director da Área de Serviço ao Cliente de Lichinga disse estar em curso a mobilização de empreiteiros para a implementação do projecto de Electrificação de Niassa a Baixo Custo, que consistirá na electrificação de Nungo e Nipepe e ainda a extensão da rede eléctrica dos distritos de Marrupa e Lago.

“O projecto compreende dois pacotes. O primeiro pacote consiste na construção de 155 quilómetros de rede de média tensão e 35 de baixa tensão e ainda a instalação de 30 Transformadores de Potência, enquanto o segundo contempla a construção de 86 quilómetros de rede de média tensão, 35 de baixa tensão e instalação de 22 Transformadores de Potência”, indicou.

Polícia mata assaltante à mão armada em Malehice

A Polícia da República de Moçambique alvejou mortalmente na última quarta-feira em Malehice, distrito de Chibuto, província de Gaza, um homem de 30 anos de idade, que alegadamente ameaçava pessoas com recurso a uma arma de fogo, no distrito de Manjacaze.

O porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Gaza, Jeremias Langa, deu a conhecer ao Canalmoz que Jorge Timóteo Cuna, residente no bairro 2000, na cidade de Xai-Xai, morreu na troca de tiros com a Polícia ao princípio da noite da quarta-feira.

A Polícia diz que apreendeu na posse do referido indivíduo uma arma do tipo pistola com cinco munições, bem como um carro que usava nas suas incursões criminais.
“A Polícia tomou conhecimento da existência de um indivíduo em Manjacaze que com recurso à pistola ameaçava pessoas. Empreendeu diligências que culminaram com a localização numa mata em Malehice, Chibuto.

Na tentativa de troca de tiros com a PRM, Jorge Cuna foi alvejado mortalmente, e apreendida uma pistola com cinco munições e um carro que usava nas incursões criminais”, disse Jeremias Langa, garantindo que diligências estão em curso para o esclarecimento da proveniência da arma.

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