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Quarta-feira, Abril 29, 2026
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Morreu Mário Coluna (1935 – 2014)

Perdeu a vida, cerca das 18 horas desta terça-feira (25), Mário Esteves Coluna, capitão do Sport Lisboa e Benfica, capitão da selecção portuguesa de futebol no mundial de 1966, treinador dos mambas, Presidente da Federação Moçambicana de Futebol, o “Monstro Sagrado” não resistiu a uma crise cardíaca.

Nascido a 6 de Agosto de 1935 na Ilha da Inhaca, na então cidade de Lourenço Marques, Mário Coluna estava hospitalizado, desde o último domingo (22), no Instituto de Coração, na cidade de Maputo, de onde veio a perder a vida, já na tarde desta terça-feira (25), depois de mais uma complicação cardíaca.

Coluna foi, por excelência, um dos maiores futebolistas moçambicanos. Iniciou a carreira no Desportivo de Lourenço Marques, na altura filial do Benfica, mas depois rumou à Lisboa para envergar a camisola do clube encarnado.

Ao serviço das águias, o “Monstro Sagrado”, como era carinhosamente conhecido em Portugal, sagrou-se vencedor, por duas vezes, da Taça de Clubes Campeões da Europa nos anos de 1961 e 1962.

Destacou-se também na selecção nacional de Portugal, conjunto com o qual disputou 57 jogos e marcou oito golos.

Mário Coluna foi capitão das “quinas” que em 1966 conquistaram a terceira posição do Campeonato do Mundo da Inglaterra, a melhor classificação de sempre daquele país europeu.

Regressado à Moçambique, Mário Coluna tornou-se seleccionador nacional de futebol tendo, mais tarde, sido eleito presidente da Federação Moçambicana de Futebol.

Ainda em solo pátrio, o “Monstro Sagrado” conquistou o primeiro título de campeão nacional de futebol, pós-independência, ao comando do Textafrica de Chimoio no longínquo de 1976.

Mário Coluna perdeu a vida, inteiramente dedicada ao futebol, aos 78 anos.

Cinco agentes das FADM morrem em confrontos com a Renamo

Pelo menos cinco agentes das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) são dados como mortos e 13 feridos graves em consequência de confronto armado com supostos homens da Renamo, ocorrido esta segunda-feira, a 12 quilómetros da vila da Gorongosa, na província de Sofala.

Fonte militar contou ao Canalmoz que os confrontos tiveram lugar nas regiões de Nhataca e Monequera, a 12 quilómetros da vila. As tropas governamentais caminhavam em direcção à serra da Gorongosa, onde se acredita que esteja o líder da Renamo, Afonso Dhlakama. A fonte militar diz que a intenção das FADM era ocupar uma zona que supostamente se encontra armazenado mantimentos dos militares de Afonso Dhlakama.

As tropas governamentais foram recebidas com tiros. A troca de tiros começou por volta das 18 horas de segunda-feira, e terminou por volta das duas horas desta terça-feira. Apavorados com a situação, os militares do Governo saíram em debandada e entraram na vila disparando contra as residências de civis. Não há registo de mortos nem feridos por parte de civis. Mas a população critica duramente a atitude das FADM de disparar contra as suas residências.

Os militares feridos no confronto foram evacuados para o Hospital Distrital da Gorongosa, que durante à noite ficou cercado pelo exército. Outros foram transferidos ao Hospital Provincial de Chimoio, capital de Manica.

Durante toda esta terça-feira o distrito da Gorongosa parou literalmente. As instituições públicas e privadas não abriram as portas. Parte da população abandonou a vila.

Avião da LAM forçado a aterrar de emergência devido a problemas mecânicos

Um avião – Bombardier – da empresa Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) teve de aterrar de emergência, na tarde da última segunda-feira, no Aeroporto Internacional de Mavalane, em Maputo, devido a problemas mecânicos.

O voo TM 206 partiu por volta das 13h30min da pista do aeroporto de Mavalane, com destino a Chimoio no Centro do País, mas teve de aterrar de emergência minutos depois. Fontes seguras contaram ao Canalmoz que o piloto detectou falhas mecânicas no aparelho. Os passageiros tiveram de apanhar um outro avião por volta das 15 horas.

A LAM nega que o avião tenha efectuado uma aterragem de emergência. No entanto assumem que o aparelho não partiu à hora prevista.

Em contacto com Canalmoz, o assessor de Comunicação da LAM, Norberto Mucopa, diz que o atraso do voo tem que ver com questões de procedente na entrega do avião, “o que me informaram é que havia um procedimento de entrega do avião, que demorou um pouco, por isso o avião atrasou.”

Desconhecidos assassinam e queimam três pessoas na Manhiça

Três cidadãos que se faziam transportar numa viatura de marca Toyota foram baleados mortalmente e posteriormente queimados dentro do carro por indivíduos ainda não identificados. O assassinato aconteceu perto das 22 horas desta segunda-feira, na zona de Casa Liza, no distrito de Manhiça.

Segundo o porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM), Pedro Cossa, a Polícia acredita que as vítimas teriam sido interceptadas pelos criminosos, retiradas da viatura e assassinadas a tiro.

“Supõem-se que teriam sido mandados parar, por indivíduos desconhecidos e ainda a monte. Os indivíduos imobilizaram e retiraram os três ocupantes e assassinaram com recurso a arma de fogo”. Cossa contou ainda que “os assassinos voltaram a introduzir as vítimas no carro e de seguida puseram fogo na viatura”.

Sobre a identidade das vítimas e as prováveis causas deste acto “macabro” a Polícia diz ser cedo para avançar os prováveis motivos do assassinato e que a identificação das vítimas está dependente do trabalho legista em curso, visto que os corpos ficaram totalmente carbonizados.

Detidos funcionários da Britalar indiciados de roubo de material

Na cidade de Xai-Xai, três indivíduos, dois dos quais identificados como sendo trabalhadores da empresa Britalar foram detidos no passado dia 19 de Fevereiro corrente pela Polícia da República de Moçambique (PRM), depois de terem sido flagrados por volta das 23 horas e 45 minutos a transportar material de construção, entre o qual 112 varões de ferro 10 mm, supostamente roubado nas obras de construção do edifício do Banco de Moçambique, delegação de Gaza.

O terceiro indivíduo do grupo ora detido, segundo o porta-voz da PRM em Gaza, Jeremias Langa, é motorista e dono da viatura que havia sido alugada pelos trabalhadores da Britalar para transportar o material em causa

Mais de 22 mil recém-nascidos morrem por ano em Moçambique

Pelo menos 22.722 recém-nascidos morrem por ano em Moçambique, durante o parto, segundo um novo relatório publicado nesta terça-feira em Maputo, pela organização não governamental Save the Children.

A Save the Children refere no relatório que as mortes acontecem por causa do parto prematuro e complicações durante o parto – como o trabalho de parto prolongado, a pré-eclâmpsia e a infecção – que podem ser evitados se os técnicos de saúde qualificados estiverem presentes.

De acordo com a senhora Lesley Holst, directora de Desenvolvimento e Qualidade de Programas da Save the Children em Moçambique, que apresentou o relatório em Conferencia de Imprensa: “o primeiro dia de vida de uma criança é o mais perigoso”.

“Também muitas mães dão à luz sozinhas, no chão de sua casa ou no mato sem qualquer ajuda com potencial para salvar vidas. Ouvimos histórias horríveis de mães andando horas a fio para conseguir ajuda treinada para dar o parto, todas elas que muitas vezes terminam em tragédia”, disse a referida directora, acrescentando por outro lado que “é um crime que muitas destas mortes poderiam ser simplesmente evitadas se houvesse alguém de perto para certificar-se de que o nascimento ocorreu em segurança, e como fazer numa situação de crise.”

O novo relatório denominado – Acabar com as mortes dos recém-nascidos”, mostra que metade das mortes no primeiro dia, em todo o mundo, poderia ser evitadas se a mãe e o recém-nascido tivessem acesso aos cuidados de saúde gratuitos e à uma parteira qualificada.

A pesquisa também descobriu que um número adicional de 1,2 milhões de recém-nascidos é de nados-mortos em cada ano. Os seus batimentos cardíacos param durante o parto por causa de complicações de parto, infecções maternas e hipertensão.

Anualmente, 40 milhões de mulheres dão à luz sem qualquer ajuda de uma parteira ou de qualquer outro técnico de saúde formado e equipado, de acordo com a nova pesquisa da Save the Children.

Consta no relatório, que as primeiras 24 horas de vida de uma criança são as mais perigosas, com mais de um milhão de recém-nascidos morrendo a cada ano no seu primeiro e único dia de vida.

Numa tentativa de salvar milhões de vidas de recém-nascidos, segundo Lesley Holst, a Save the Children chama atenção aos líderes mundiais para o seu cometimento em 2014 para um plano de mudança sobre os Cinco Pontos da Promessa ao Recém-Nascido.

Os referidos pontos se concentram na formação e provisão de equipamento à um número bastante grande de trabalhadores qualificados para certificar-se de que nenhum recém-nascido nasce sem a ajuda adequada bem como remover as taxas para todos os serviços relacionados à gravidez e parto.

Contudo, o relatório reconhece que o mundo tem feito progressos surpreendentes na redução da mortalidade infantil durante a última década – quase metade de redução, de 12,6 milhões em 1990 para 6,6 milhões hoje – graças à acção política global na imunização, no tratamento da diarreia, pneumonia e malária, no planeamento familiar e na nutrição.

Mas este progresso pode estagnar-se sem uma acção urgente para combater os números escandalosamente elevados de recém-nascidos que morrem.
O relatório adverte que as mortes de recém-nascidos representam quase metade de todas as mortes em menores de cinco anos.

Lesley Holst disse que “estas novas estatísticas revelam pela primeira vez e, como nunca a verdadeira dimensão da crise do recém-nascido.

Necessidade de vontade política

“As soluções são bem conhecidas, mas precisam de maior vontade política para dar aos recém-nascidos uma chance de chegar ao seu segundo dia de vida. Sem uma acção focalizada agora, os progressos feitos na redução de mortalidade infantil por meio de vacinas e combate à desnutrição irão parar” considerou a directora de Desenvolvimento e Qualidade de Programas da Save the Children em Moçambique.

A Save the Children chama por outro lado, à atenção dos líderes mundiais, filantropos e o sector privado para se reunirem e fazerem o seu cometimento sobre os cinco Pontos da Promessa ao Recém-Nascido em 2014, nomeadamente:

– Emitir uma declaração definidora e responsável para acabar com toda mortalidade neo-natal evitável, salvando 2 milhões de vidas de recém-nascidos por ano e parando os 1,2 milhões de nados-mortos durante o parto;

– Certificar-se de que, em 2025, cada nascimento seja assistido por trabalhadores de saúde treinados e equipados que podem prestar as intervenções essenciais à saúde do recém-nascido;

– Aumentar a despesa em saúde para pelo menos o mínimo de 60 dólares norte-americano por pessoa para pagar pela formação, equipamento e apoio do profissional de saúde;

– Remover taxas de utilização de todos os serviços de saúde materna, neo-natal e infantil, incluindo cuidados obstétricos de emergência e;

– O sector privado, incluindo empresas farmacêuticas, devem ajudar a abordar as necessidades insatisfeitas, através do desenvolvimento de soluções inovadoras e aumentando a disponibilidade de produtos novos e existentes para a saúde materna, neo-natal e infantil para os mais pobres.

Cinco por cento das mulheres grávidas testadas são seropositivas

Das 26.783 mulheres grávidas testadas em 2013, no distrito de Moma, província de Nampula, 1.269 acusaram positivo, o equivalente a cinco por cento. No ano anterior, das 28.334 testadas, 1028 acusaram positivo, cerca de quatro por cento.

Falando há dias ao Canalmoz, o técnico de Medicina Preventiva na Direcção Distrital de Saúde e Acção Social de Moma, Lázaro Luís, disse que 2.555 pessoas estão em Tratamento em Moma. Deste número, 200 são crianças.

Lázaro Luís, fazendo análise comparativa, disse que de 2012, (28.334) para 2013 (26.783) houve uma redução de 1551 casos.

Crianças em TARV

Duzentas crianças estão em Tratamento Anti-Retroviral no distrito de Moma. Em 2012 estavam em tratamento 64 crianças, número que em 2013 subiu para 136, o que significa que 72 crianças entraram em tratamento num espaço de 12 meses.

“Os números de crianças subiram porque apostamos em campanhas de sensibilização nas comunidades sobre a necessidade de fazer teste”, disse Lázaro Luís.

Adultos

O técnico de Medicina Preventiva na Direcção Distrital de Saúde e Acção Social de Moma disse que um total de 1437 adultos encontra-se em tratamento. Em 2012, 497 adultos recebiam tratamentos. Em 2013, o número disparou para 958, o que significa que houve uma subida de 461 novos casos em pessoas adultas.

Um médico para 177.892 mil habitantes

Num outro desenvolvimento, Lázaro Luís disse que o rácio médico-habitante é de 177.892 habitantes. A distância mais longa que um doente percorre para alcançar uma unidade sanitária é de 40 quilómetros.

Entretanto, as autoridades sanitárias da província de Nampula anunciaram no ano passado afectar médicos nas unidades sanitárias localizadas nas sedes dos postos administrativos, num esforço que visa a elevação do acesso aos serviços de saúde e com qualidade por parte da população, mas até agora, no terreno nada há. Ou seja, o distrito conta com um médico.

Os vinte e um distritos da província de Nampula contam com o mínimo de um médico destacado para trabalhar no centro de saúde de referência. Existem distritos que contam com um hospital de nível rural ou distrital que contam com mais de dois médicos como são os casos de Angoche, Moma, Monapo, Ilha de Moçambique, além de Nacala-Porto e Ribáuè.

Membros da CNDH passam a gozar de direitos e regalias

Os membros da Comissão Nacional dos Direitos Humanos (CNDH) passam a gozar de direitos e regalias reservados aos funcionários do Estado.

Para efeito, o Governo, reunido ontem na sua 5ª. sessão ordinária, aprovou o decreto que estabelece os direitos e regalias dos membros da Comissão Nacional dos Direitos Humanos.

A informação foi avançada pelo porta-voz da sessão desta terça-feira do Conselho de Ministros, Henrique Banze, no habitual briefing com a Imprensa.

A CNDH foi crida criada em 2012 com o objectivo de promover a cultura de paz e reforçar os mecanismos de promoção, defesa e melhoria da situação dos cidadãos em matéria de direitos humanos.

PRM apreende 17 armas com mais de duas mil munições pertencentes à Renamo

A Polícia da República de Moçambique em Inhambane apreendeu, na passada sexta-feira, 17 armas do tipo AK 47 e 2842 munições no povoado de Joacane, posto administrativo de Mocoedene, distrito de Morrumbene, em Inhambane, supostamente pertencentes à Renamo. Na operação, foram detidos sete indivíduos que informaram à Polícia que as armas e as munições são da Renamo.

Segundo a Polícia, os indivíduos vêm da cidade de Chimoio, na província de Manica, e iam entregar as armas aos guerrilheiros da Renamo que se encontram na província de Inhambane.

Manuel Joaquim Gimo, um dos integrantes do grupo, disse à Polícia que recebeu a missão da delegação política provincial de levar a viatura que transportava as armas e munições à província de Inhambane.

A viatura de marca Mitsubishi Canter que transportava armamento, com a chapa de inscrição AAZ-386 MC, era conduzida por Marcelino Samuel, proprietário da mesma.

Marcelino Samuel diz que a sua viatura foi alugada para transportar milho até à cidade de Maputo e não sabia que no interior dos sacos de milho continha armas e munições.

O porta-voz provincial da Polícia da República de Moçambique em Inhambane, Delcir Marquel, disse que os detidos já deram informações suficientes à Polícia para prosseguir com o seu trabalho. Neste momento, segundo disse, o processo corre os trâmites legais e os detidos vão responder em tribunal.

Polícia diz ter pistas sobre o assassinato de Vicente Ramaya

O Comando da Polícia da República de Moçambique, a nível da cidade de Maputo, diz ter pistas sobre o assassinato de Vicente Ramaya, ocorrido na tarde da passada sexta-feira, na Avenida Paulo Samuel Kankhomba, próximo ao Hospital Central de Maputo. Ramaya foi assassinado em plena luz do dia por desconhecidos que continuam a monte.

Vicente Ramaya saiu em liberdade condicional sob termo de identidade e residência, no dia 23 de Janeiro de 2013, por ter cumprido metade dos 23 anos de prisão maior a que fora condenado, em Janeiro de 2003, por ter sido provado em tribunal que foi um dos mandantes do assassinato do jornalista Carlos Cardoso, que investigara a fraude no extinto Banco Comercial de Moçambique, de que Ramaya era funcionário e mentor do referido rombo financeiro que lesou o banco em mais de 144 milhões de meticais.

A Polícia diz ter pistas, mas não pode avançar dados para não prejudicar a investigação.

“A Polícia continua a trabalhar com vista ao esclarecimento do homicídio que tirou a vida de Vicente Ramaya. Existem assuntos que ainda não podemos partilhar com a população devido à sua sensibilidade. Neste momento estão a trabalhar no terreno as equipas de investigação criminal”, disse Chefo, porta-voz do briefing desta segunda-feira.

Partido Frelimo pressiona jornal ExpressoMoz a revelar suas fontes

Algumas individualidades do partido Frelimo estão a pressionar a direcção Editorial do jornal ExpressoMoz para que esta revele os nomes das pessoas que passaram a informação sobre o alegado envolvimento do secretário-geral da Frelimo, Filipe Paúnde, na venda de isenções aduaneiras do partido a terceiros. Caso o jornal não revele, ameaçam com um processo que pode levar ao encerramento do mesmo.

A edição do jornal ExpressoMoz da semana passada fez manchete com um alegado escândalo de venda de isenções aduaneiras que o partido tem direito a terceiros. Segundo aquele jornal, as tais viaturas são importadas em nome do partido Frelimo, ficando isentas de taxas, mas depois são encaminhadas a terceiros ou a empresas vocacionadas na venda de viaturas.

Paúnde processa “ExpressoMoz”

A manchete do “ExpressoMoz” veio atiçar ainda mais as guerrinhas internas no partido Frelimo. O secretário-geral da Frelimo entendeu que está a ser vítima de uma “cabala” para o fragilizar ainda mais e decidiu avançar com um processo-crime contra o jornal. Na passada quinta-feira, o secretário-geral da Frelimo, Filipe Paúnde, levantou um processo-crime contra a direcção do jornal ExpressoMoz por “injúria e calúnia”. Mas a direcção do jornal ainda não foi notificada.

Guebuza exigiu explicações

O Canalmoz sabe que o chefe de Estado e presidente do partido Frelimo, Armando Guebuza, terá exigido explicações, e chamou, para o seu gabinete, Edson Macuácua e o director do SISE, para explicarem o que se estava a passar. Edson Macuácua foi chamado a dar explicações porque é tido como muito próximo ao jornal ExpressoMoz e alguns chegam mesmo a dizer que é o verdadeiro dono do jornal.

Edson Macuácua pede explicações a Anselmo Sengo e exige o “impossível”

Muito irritado com a situação, Edson Macuácua mandou chamar, na passada quarta-feira, o director Editorial do “ExpressoMoz”, Anselmo Sengo, para exigir explicações. Numa reunião que teve lugar no seu gabinete no 9.º andar da Sede Nacional da Frelimo, na rua Pereira do Lago, Edson Macuácua exigiu que Anselmo Sengo revelasse as fontes que deram informações ao jornal. De facto Anselmo Sengo foi visto a entrar no edifício do Comité Central na passada quarta-feira por volta das 9 horas e só saiu por volta das 11h30min. Ao que o Canalmoz soube, Sengo terá dito a Macuácua que não sabia quem eram as fontes porque a matéria foi escrita por um repórter seu e não por ele. Foi assim que Macuácua ordenou a Anselmo Sengo a fazer ataques a alvos do partido que, na sua óptica, terão dado a informação.

Macuácua nega tudo e Sengo recusa-se a comentar

Para o contraditório o Canalmoz falou com Edson Macuácua e o director do “ExpressoMoz”, Anselmo Sengo. Edson Macuácua negou todas as informações e diz que não tem absolutamente nada a ver com o jornal e que não se reuniu com Anselmo Sengo. “Não tenho absolutamente nenhuma relação com o jornal e não me reuni com o director do jornal”, disse. Por seu turno, Anselmo Sengo negou fazer qualquer comentário adicional sobre o assunto, tendo apenas dito que ainda não foi notificado pelo tribunal. Sobre a reunião e as pressões de que tem sido vítima, Sengo recusou-se a comentar. “Desculpe-me, mas não quero comentar sobre isso”, disse Sengo sem afirmar nem desmentir. Mais detalhes sobre o assunto, no semanário Canal de Moçambique que estará nas bancas esta quarta-feira.

Oito pessoas morreram em acidentes nas obras da Circular de Maputo

Oito pessoas morreram na semana passada em consequência de dois acidentes de viação envolvendo camiões do empreiteiro China Road and Bridge Corporation, envolvido na construção da Circular de Maputo, e semi-colectivos de passageiros na estrada circular.

O primeiro acidente ocorreu no dia 15 de Fevereiro, na zona do círculo de Intaka, município da Matola, envolvendo um camião da China Road and Bridge Corporation e uma carrinha caixa aberta que transportava passageiros do Mercado Grossista do Zimpeto para Muhalaze. Três pessoas perderam a vida no acidente.

O segundo acidente ocorreu no cruzamento de Mumeno, distrito de Marracuene, província de Maputo, no passado dia 16 de Fevereiro, envolvendo também um camião da China Road and Bridge Corporation e uma carrinha de marca Isuzu, dupla cabine, de cor verde, que vinha da África do Sul com destino à província de Gaza. No local morreu o motorista da carrinha, e as outras quatro pessoas viriam a morrer no hospital. Esta informação foi confirmada este sábado por uma fonte do Governo do distrito de Marracuene.

O terceiro acidente ocorreu na tarde do dia 20 de Fevereiro, envolvendo também um camião da China Road and Bridge Corporation, de marca Sinotruk, com chapa de inscrição ACO 550 MP, e uma outra viatura de marca Ford Ranger, MLV 40-64. Aqui não houve vítimas humanas, mas o motorista da Ford Ranger contraiu ferimentos graves. Segundo a perícia feita pela Polícia, o motorista do camião foi culpado por ter tentado fazer ultrapassagem a uma viatura de marca Mercedes Benz, numa curva.

Testemunhas

Rosa Magaia, vendedeira de um estabelecimento comercial localizado na zona da quinta sessão da circular, que compreende o troço “Drive-In” e Tchumene, na Matola, diz ter testemunhado dois acidentes. O primeiro foi em Novembro do ano passado, em que dois camiões da empresa construtora colidiram, tendo um dos motoristas morrido entalado numa das viaturas no local.

O segundo foi na tarde da última quinta-feira quando um camião da construtora arrastou um carro de marca Ford Ranger em frente do estabelecimento onde trabalha. O motorista sofreu ferimentos graves. O seu carro ficou amolgado e o ocupante foi retirado por populares, já entalado.

“Os camiões chineses andam em alta velocidade. Não respeitam as curvas. As nossas casas estão vermelhas devido a poeiras. Em Novembro passado, acidentaram entre eles e um deles morreu no local do acidente”, disse Rosa Magaia.

Jacinto Nhantumbo, que testemunhou o acidente da zona do círculo de Intaka, disse que a carrinha que vinha do “Drive-In” circulava na sua faixa, quando de repente um camião chinês entrou em alta velocidade. O motorista do camião não conseguiu controlar o volante, tendo embatido violentamente na caixa aberta que ia a Muhalazi.

“Os camiões andam mal e dizem que a estrada é deles. Não respeitam as curvas. Mesmo na zona da Escola Primária de Mathemele passam em alta velocidade”, disse Nhantumbo.

“Circular”

A Estrada Circular de Maputo é uma via que poderá reduzir congestionamentos na EN1 e outras vias de acesso à capital.
A construção da estrada circular foi dividida em seis secções.

A primeira secção estende-se desde o Hotel Radisson até à ponte da Costa do Sol; a segunda vai desde a ponte da Costa do Sol até Marracuene; a terceira entre Chiango e “Drive-In”; a quarta de Marracuene a “Drive-In”; a quinta entre “Drive-In” e Tchumene, na Matola, e a sexta desde o nó da Machava até “Nwancacana”, na cidade de Maputo.

Mais de uma centena de barracas destruídas no “Xiquelene”

Mais de uma centena de barracas foram destruídas e outras incendiadas no Mercado Municipal da Praça dos Combatentes, também conhecido por mercado de Xiquelene e Mucoreano, numa operação que iniciou na noite da última sexta-feira e prosseguiu até sábado findo, envolvendo populares do bairro da Polana Caniço “B”, a Polícia da República de Moçambique (PRM), a Polícia Municipal da cidade de Maputo e as estruturas administrativas daquele bairro.

A destruição das barracas ocorre de uma decisão dos moradores daquele bairro, vizinhos do mercado, na sequência do assassinato no domingo da semana passada, 16 de Fevereiro, de um tenente militar na reserva e professor na Escola Secundária Noroeste 1, no distrito municipal de KaMaxaquene, que em vida respondia pelo nome de Manuel Chichava, residente próximo ao mesmo mercado.

Manuel Chichava foi morto por indivíduos desconhecidos até agora foragidos, depois de ter sido violentado, estando o crime ainda por ser esclarecido por parte das autoridades policiais, cujo posto policial fica a sensivelmente 100 metros do local onde ocorreu o assassinato. Trata-se de uma zona sem iluminação pública nas vias de acesso.

Trata-se de uma área que, para além de ser remota e sem iluminação, é propensa à venda de bebidas tradicionais, com teor alcoólico não prescrito, e drogas. Nalguns casos os assaltos ocorrem com recursos a armas de fogo.

Apesar da presença de três subunidades policiais, nomeadamente o Posto da PRM do Matcki-tchiki, localizado no mercado de Mucoreano, o posto do mercado de Xiquelene – ambos superintendem a zona e posto policial da Polana Caniço –, sem incluir a 12ª. Esquadra de Mavalane.

Tem sido raro durante à noite a presença de agentes policiais. Os poucos que ocasionalmente fazem rusgas durante à noite têm sido acusados de extorsão.

Em declarações ao Canalmoz, o porta-voz da Polícia Municipal de Maputo, Joshua Lai, disse que a operação resulta da decisão dos residentes que alegam que as barracas servem de esconderijo para os malfeitores concretizarem as suas investidas contra os transeuntes durante à noite.

“A Polícia estava a acompanhar a operação para evitar que houvesse rixas entre os populares moradores e os vendedores donos das barracas. Mas não esteve envolvida nas destruições”, disse Joshua Lai.

Questionado sobre o destino dos proprietários das barracas destruídas, Joshua Lai disse que “eles não estão proibidos de vender, mas devem fazê-lo em sombras móveis (erguidos de manhã e desmontados à tarde) ou no chão, dado que as barracas têm vindo a servir de esconderijo de bandidos, segundo os populares”.

Por sua vez, o porta-voz da Polícia da República de Moçambique, na cidade de Maputo, declarou ao Canalmoz que “a PRM como Polícia pública estava na operação para proteger as partes, evitando que houvesse confrontos ou resistência dos vendedores sobre a decisão dos moradores”.

Operações da Polícia Municipal

Entretanto, o porta-voz da Polícia Municipal, Joshua Lai, deu a conhecer que pelo menos duas viaturas de transporte escolar foram apreendidas e parqueadas também na última sexta-feira, por falta de livretes, licença, fichas de inspecção e seguros.

“Embora a medida tenha afectado os alunos, dado que tinham todos contratos assinados, não havia outra alternativa para a Polícia a não ser parquear as viaturas, devido à falta de condições acima descritas”, explicou o agente Lai.

Por outro lado, ainda de acordo com a mesma fonte, 39 viaturas igualmente de transporte escolar foram autuadas e multadas na última sexta-feira devido à falta de cartas de condução de profissional público por parte dos respectivos condutores.

Ainda de acordo com Joshua Lai, decorrem neste momento operações policiais visando a retirada de plástico fumado em vidros de viaturas de transporte escolar.

“Não fica bem as crianças serem transportadas em carros com vidros fumados. Por outro lado, queremos apelar aos pais e encarregados de educação a prestarem atenção, no acto da assinatura dos contratos, se as empresas oferecem ou não todas as condições exigidas para o exercício de transporte escolar”, concluiu o mesmo porta-voz da Polícia Municipal em declarações ao Canalmoz no último domingo.

Faltam medicamentos básicos nos hospitais de Moatize

Os hospitais do distrito de Moatize, na província de Tete, estão sem medicamentos básicos; como paracetamol, anti-maláricos (Quartem), entre outros.

A nossa Reportagem escalou o Hospital 25 de Setembro, Centro de Saúde da Liberdade, Hospital Distrital de Moatize e Centro de Saúde de Kambulatsitse, e constatou que aos doentes são receitados medicamentos que não existem nos referidos hospitais. Os cidadãos recorrem a farmácias privadas.

Directora da Saúde confirma e diz que a situação é do domínio central

Em declarações ao Canalmoz a directora distrital de Saúde, em Moatize, Azélia Novela, disse que a situação ultrapassa a alçada do distrito. “Temos, sim, falta de medicamentos a nível do distrito de Moatize, temos recebido medicamentos da província, quando acabam não podemos fazer nada, não se dá o que não existe”, disse, para depois acrescentar que “o problema é do conhecimento central”.

Enquanto a situação prevalecer, os pacientes vão fazendo grandes ginásticas para adquirir os medicamentos. Há registo de casos de pacientes que depois de receberem a receita ficaram em casa porque não conseguiram pagar os medicamentos nos “privados”.

Três vítimas de acidente de viação em Nampula semana finda

Na semana de 14 a 20 de Fevereiro corrente, a Polícia da República de Moçambique (PRM) em Nampula registou três mortes, um ferido ligeiro e dois danos materiais resultantes de três acidentes de viação.

Size Panguene, substituta do porta-voz da PRM, disse que um condutor que dirigia a alta velocidade atropelou mortalmente uma criança de 10 anos de idade, a 20 de Fevereiro em curso, na Estrada Nacional número 12, no distrito de Nacala-a-Velha. A vítima, segundo as autoridades, não observou as normas de travessia de estrada.

Na Avenida das FPLM, na cidade de Nampula, um carro colidiu brutalmente numa motorizada, a 16 de Fevereiro, e em consequência disso uma pessoa morreu no local. Segundo Panguene, a 19 de Fevereiro em curso, na Estrada Nacional número 705, no distrito de Memba, um passageiro que estava mal posicionado caiu e morreu na local.

Acidentes de viação matam quatro pessoas e ferem 54 em Maputo

Quatro pessoas mortas, 37 feridos graves e 17 ligeiros é balanço dos danos causados por pelo menos 20 acidentes de viação registados pela Polícia da República de Moçambique (PRM), na semana de 17 a 22 de Fevereiro em curso, em alguma artérias da cidade de Maputo.

Arnaldo Chefo, porta-voz do Comando da PRM na capital do país, indicou que o excesso de velocidade, as manobras perigosas, as ultrapassagens irregulares, dentre outras violações do Código da Estrada originaram choques entre carros e contra obstáculos fixos, despistes e capotamento, além de avultados danos nas viaturas envolvidas nos sinistros em causa.

O porta-voz não falou sobre as acções da Polícia de Trânsito (PT). Entretanto, ele avançou que manhã desta segunda-feira (24) a Polícia perseguiu um grupo de supostos sequestradores em número não especificado, algures na cidade de Maputo, tendo detido alguns indivíduos, os quais se encontram na 14ª esquadra.

Gilberto Correia acusa PCA da EDM de “desfaçatez e arrogância”

Nas cidades da Beira e de Chimoio, capitais provinciais de Sofala e Manica, respectivamente, já há corrente eléctrica, apesar de a qualidade não ser das melhores, com persistência de cortes. O apagão de mais de 10 dias criou enormes prejuízos ao público, desde empresas a singulares. O Presidente do Conselho de Administração (PCA) da Electricidade de Moçambique (EDM) veio a público na semana passada dizer que o apagão é um fenómeno de “força maior”, pelo que não há espaço para compensações aos prejuízos causados. Num discurso de minimização da penosa situação em que as cidades da Beira e de Chimoio foram submetidas, Augusto Fernando disse que Moçambique “não é o único País onde há cortes generalizados”.

As declarações do PCA da EDM não caíram bem para quem sentiu na pele as consequências de quase 15 dias sem energia eléctrica. O ex-bastonário da Ordem dos Advogados de Moçambique, Gilberto Correia, classificou de “absurdas” as afirmações do PCA da EDM.

“É lamentável que o PCA de uma empresa daquela dimensão, e com tamanhas responsabilidades públicas, venha com tamanha desfaçatez e arrogância fazer tão absurda afirmação – para depois na explicação da mesma acabar por contradizer-se e destruir irremediavelmente a sua tese de força maior”.

Num longo comentário publicado na sua página do Facebook, Gilberto Correia diz que as declarações do PCA da EDM são contraditórias. “Primeiro, começa por dizer que a avaria deveu-se a um caso de força maior (quer dizer que a avaria que aconteceu era imprevista e IMPREVISÍVEL). Mas depois, em nítida contradição com o que disse, acaba dizendo que o problema central é da falta de redundâncias nas subestações, pois 95% das subestações não têm redundâncias para eventuais avarias graves”, escreve o ex-bastonário.

“Senhor PCA, afinal o problema da avaria de um desses aparelhos é imprevisível ou é previsível, mas como disse, não há dinheiro para adquirir os necessários equipamentos de redundância? Pois, no primeiro caso seria efectivamente caso de força maior, mas no segundo caso nunca – e o consumidor que paga as suas contas de energia não teria que se sujeitar a estas lamentações, pois quando ele não tem dinheiro não consegue ter energia com lamentações”.

Para Gilberto Correia, “o problema para os lesados não foi a avaria em si. Foi a incapacidade de repará-la em tempo ou de accionar meios alternativos (ou redundantes, se quisermos) para neutralizar os efeitos graves da referida avaria na sua esfera patrimonial e moral”.

Indemnizações

Sobre a não compensação pelos prejuízos causados, o ex-bastonário da Ordem dos Advogados questiona a legitimidade do PCA da EDM. “Quem é esse senhor para dizer que a EDM não indemnizará ninguém??? Está acima da Constituição e da lei? Este senhor faz parte de uma entidade que como muitas em Moçambique acham que não têm obrigações contratuais e legais? O máximo que ele poderia dizer, e ainda assim seria reprovável num Estado de Direito, seria que a EDM não indemnizará ninguém VOLUNTARIAMENTE. Seja, não irá voluntariamente ressarcir os graves danos sofridos pelos afectados”, escreve.

A terminar, escreve Gilberto Correia que de acordo com a nossa Constituição: “(1) Moçambique é um Estado de Direito, (ii) os tribunais têm por objectivo garantir o respeito pela lei e pelos direitos dos cidadãos e (iii) as decisões dos tribunais são de cumprimento obrigatório para todos os cidadãos e demais pessoas jurídicas e prevalecem sobre as de outras autoridades. Só num País como o nosso, de absoluta promiscuidade entre ministérios, órgão de regulação e estas empresas públicas monopolistas, de inquestionável incapacidade do Ministério Público, de total ausência de organismos de defesa do consumidor, é que um PCA duma empresa faltosa pode-se arrogar no direito de vir a público dizer destemidamente barbaridades como estas e permanecer no seu cargo impunemente”, concluiu.

Parlamento aprova Lei da CNE e do Recenseamento Eleitoral

A Assembleia da República (AR) aprovou em definitivo, no último sábado, o projecto de revisão da Lei da Comissão Nacional de Eleições (CNE) e do Recenseamento Eleitoral, submetido pela Renamo à luz dos acordos alcançados nas negociações políticas.

Assim, a CNE passa dos anteriores 13 para 17 membros, sendo sete provenientes da sociedade civil, cinco da Frelimo, quatro da Renamo e um do MDM.

Composição do STAE

O Secretariado Técnico da Administração Eleitoral (STAE) a nível central passa a ter a seguinte composição: 18 membros indicados pelos três partidos políticos com assento no parlamento. Distribuídos da seguinte forma: nove pela Frelimo, oito pela Renamo e um pelo MDM.

O que a lei traz de novo

Para além de partidarizar os órgãos eleitores, a nova lei torna a máquina eleitoral pesada e onerosa. Para que se tenha uma ideia, o presidente da CNE passa a ser coadjuvado por dois vice-presidentes, a serem indicados, um pelo primeiro e outro pelo segundo partido mais votado com representação parlamentar.

O entendimento que demorava chegar

Para a aprovação na especialidade da Lei Eleitoral, foi marcada uma sessão extraordinária para o último sábado. Uma aprovação caracterizada por sucessivos adiamentos. A sessão havia sido marcada para as 09 horas, mas só aconteceu por volta das 16 horas.

Sabe-se que havia desacordos entre as bancadas no atinente à composição e designação dos membros dos órgãos eleitorais a nível provincial e distrital.
A Renamo queria que aqueles órgãos (comissões provinciais e distritais de eleições) integrassem, cada, nove membros – um presidente, dois vice-presidentes e seis vogais.

Enquanto isso, a Frelimo e o MDM defendiam onze elementos – um presidente, dois vice-presidentes e oito vogais. Para se transpor o impasse, as partes decidiram ficar com 15 elementos, três da Frelimo, dois da Renamo, um do MDM e oito da sociedade civil.

Líderes empresariais optimistas em relação ao ano de 2014

Os líderes empresariais de quase todo o mundo estão optimistas quanto às perspectivas de crescimento dos seus negócios e da economia mundial, incluindo nos países de economia emergente como Moçambique, ao longo do ano em curso.

Este optimismo foi expresso durante um inquérito realizado no ano passado pela Global Accenture e da Economist Intelligence Unit (EIU), cujos resultados foram divulgados recentemente. Segundo o estudo, 76% de um universo de 1.041 executivos inqueridos em 20 países como Estados Unidos da América, China, Suíça, Canada, entre outras potências económicas do mundo, planeiam o seu crescimento através das exportações e desenvolvimento de novos produtos e serviços.

O estudo revela ainda que as organizações internacionais têm maior probabilidade de focar os seus investimentos na área digital com o objectivo de crescimento e obtenção de novos clientes.

Os inquiridos no Brasil, Canadá, China e Suíça são os mais optimistas em relação às perspectivas das suas organizações. Os japoneses e franceses são os mais cautelosos, mas, ainda assim, mais de 60% dos executivos nestes países assumiram-se optimistas no que concerne às perspectivas para as suas organizações.

Neste contexto, os responsáveis no Canadá, China, Espanha e Estados Unidos da América são os mais optimistas, na medida em que 61% consideram haver potencial de crescimento.

Quanto à economia global como um todo, o optimismo é mais modesto, situando-se nos 44%, mas a proporção de pessimistas caiu dramaticamente dos 71% de 2009 para os 15% nos dias de hoje.

A confiança estende-se ao desempenho do negócio para o ano de 2014. Mais de três quartos (76%) dos inquiridos prevêem um crescimento das receitas, enquanto 71% antevêem lucros mais elevados. Espera-se que seja nas áreas da indústria, da energia e farmacêutica que o aumento de receitas seja mais alto. No outro extremo do ranking, encontram-se os sectores de aeroespacial/defesa, agrícola e de serviços profissionais.

Aposta em novos mercados e novos produtos e serviços

Os líderes empresariais olham cada vez mais para os mercados externos como um potencial para acelerar o ritmo de crescimento. 58% dos inquiridos referem que irão dar prioridade a investimentos em mercado externos, em contraposição a 42%, que continuarão a dar mais importância ao mercado interno. Itália, Canadá, China e Japão vão dar um maior enfoque doméstico, enquanto Alemanha, Reino Unido, Espanha e Coreia do Sul serão os países mais concentrados em economias externas.

As organizações mostram-se muito ambiciosas no que respeita às intenções de expandir para novos mercados e áreas de produto. 68% dos inquiridos pretendem alavancar o crescimento no mercado interno nos próximos três anos, focando-se no lançamento de novos produtos e serviços.
Em ambos os casos, a maioria quer apostar em vendas para novos clientes em vez de se focar nos clientes actuais.

Perspectiva regional

Quando se tem em consideração o cenário regional macroeconómico, verifica-se que a confiança está a voltar à União Europeia (UE).
55% dos inquiridos consideram que a economia europeia vai melhorar e pretendem investir neste mercado.

Os inquiridos da UE estão mais optimistas que os restantes. 68% dos inquiridos dos mercados do Reino Unido, 75% dos alemães e 78% dos italianos querem mudar o enfoque dos seus investimentos na UE nos próximos 12 meses.

Apesar da ideia generalizada de abrandamento nos mercados emergentes, 57% dos inquiridos esperam que estes mercados apresentem um crescimento estável ou forte.
Global Accenture é uma empresa norte-americana ligada ao estudo do ambiente de negócios e que também tem escritórios na cidade de Maputo.

Antigos Combatentes chumbam candidatos de Guebuza e abrem espaço para outros concorrentes

Tal como o CanalMoz previu na manhã de ontem, os antigos combatentes acabam de chumbar os três pré-candidatos chancelados por Armando Guebuza e avançados pela Comissão Política, nomeadamente: Alberto Vaquina, José Pacheco e Filipe Nyussi. Propõe a inclusão de outros nomes, que oficialmente ainda não foram avançados. Como Guebuza insiste nos três candidatos, os combatentes querem que os mesmos concorram com outros pré-candidatos no Comité Central.

Carlos Siliya, porta-voz da sessão do Comité Nacional dos Combatentes, acaba de confirmar à imprensa que os combatentes propuseram a inclusão de outros pré-candidatos. “Os combatentes querem que o processo abra espaço para outros candidatos e todos concordaram”

Outra grande novidade trazida pelos combatentes é a eminente queda do actual Secretário Geral da Frelimo, Filipe Chimoio Paúnde. Exigiram a reestruturação do secretariado geral e a proposta foi aceite, numa reunião onde Guebuza está muito fragilizado. “Os combatentes são da opinião de que precisamos de um secretariado forte” disse Siliya.

Assim, prevê-se que dentro de dias sejam apresentados novos candidatos, nomeadamente: Luisa Diogo, Eduardo Mulémbwè, Aires Ali ou mesmo Eneas Comiche. O nome de Manuel Tomé apesar de ser muito ventilado não colhe consenso.

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