O Comando da Polícia da República de Moçambique, a nível da cidade de Maputo, diz ter pistas sobre o assassinato de Vicente Ramaya, ocorrido na tarde da passada sexta-feira, na Avenida Paulo Samuel Kankhomba, próximo ao Hospital Central de Maputo. Ramaya foi assassinado em plena luz do dia por desconhecidos que continuam a monte.

Vicente Ramaya saiu em liberdade condicional sob termo de identidade e residência, no dia 23 de Janeiro de 2013, por ter cumprido metade dos 23 anos de prisão maior a que fora condenado, em Janeiro de 2003, por ter sido provado em tribunal que foi um dos mandantes do assassinato do jornalista Carlos Cardoso, que investigara a fraude no extinto Banco Comercial de Moçambique, de que Ramaya era funcionário e mentor do referido rombo financeiro que lesou o banco em mais de 144 milhões de meticais.

A Polícia diz ter pistas, mas não pode avançar dados para não prejudicar a investigação.

“A Polícia continua a trabalhar com vista ao esclarecimento do homicídio que tirou a vida de Vicente Ramaya. Existem assuntos que ainda não podemos partilhar com a população devido à sua sensibilidade. Neste momento estão a trabalhar no terreno as equipas de investigação criminal”, disse Chefo, porta-voz do briefing desta segunda-feira.