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Quarta-feira, Abril 29, 2026
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Desconhecidos assassinam Vicente Ramaya

Desconhecidos balearam mortalmente Vicente Ramaya, que cumpria pena em liberdade condicional pelo seu envolvimento na morte do jornalista Carlos Cardoso.

O assassinato aconteceu por volta das 13 horas desta sexta-feira, na zona da Polana na cidade de Maputo, quando Ramaya regressava da mesquita, na companhia do seleccionador nacional de basquetebol feminino, Nazir Salé que saiu ileso das rajadas de tiros.

O corpo de Ramaya está no Hospital Central em Maputo para onde foi transportado. Familiares e imprensa encontram-se neste momento no HCM.

Vicente Ramaya saiu em liberdade condicional sob termo de identidade e residência, no dia 23 de Janeiro de 2013, por ter cumprido metades dos 23 anos de prisão maior a que fora condenado, em Janeiro de 2003, por ter sido provado em tribunal que foi um dos mandantes do assassinato do jornalista Carlos Cardoso, que investigara a fraude no extinto Banco Comercial de Moçambique, de que Ramaya era funcionário e mentor do referido rombo financeiro que lesou o banco em mais de 144 milhões de meticais.

Antigos combatentes podem distanciar-se de Armando Guebuza

A Associação dos Combatentes da luta de Libertação Nacional (ACLLN) da Frelimo reúne-se esta sexta-feira na Escola do partido na Matola. É um crucial “conclave” no qual os combatentes poderão dar a sua opinião sobre a actual grave crise em que o partido está mergulhado e da situação geral do País que também é grave.

Mas é o debate sobre o futuro candidato da Frelimo que vai nortear o encontro. Sabe-se que os combatentes estão profundamente indignados com a forma como o debate está sendo levado a cabo, tal como estão indignados com a crescente vulgarização do partido, devido as guerrinhas internas suscitadas pela pretensão de Armando Guebuza querer a todo o custo continuar poderoso e a influenciar processos.

Para já, sabe-se que a maior parte dos combatentes não concorda com os três candidatos de Guebuza, nomeadamente: Alberto Vaquina, José Pacheco e Filipe Nyussi. São da opinião de que há militantes com mais qualidades que as três “invenções”. Todos os históricos poderão hoje, abrir-se sobre o assunto.

O aparente controlo que Guebuza tem da associação, na qualidade de presidente e com um Secretário-Geral que lhe é fiel, Fernando Faustino, é ilusória, pois tudo indica que o topo se desassociou da base por causa dos últimos acontecimentos. Marcelino dos Santos, Jorge Rebelo, Sérgio Vieira, Graça Machel entre outros combatentes a quem Guebuza retirou a palavra e protagonismo dos órgãos principais do partido deverão encontrar na reunião de hoje o espaço para formalmente protestar contra a actual liderança que é acusada de estar a levar o partido ao precipício.

Jovens assassinam anciã para roubar dinheiro

A Polícia da República de Moçambique (PRM) deteve ao princípio desta semana, na cidade de Xai-Xai, dois jovens de 21 e 23 anos de idade, respectivamente, indiciados de terem assassinado uma mulher de 58 anos de idade que em vida respondia pelo nome de Rosana Cassamo. Os meliantes queriam dinheiro.

O porta-voz do Comando Provincial da PRM em Gaza, Jeremias Langa, deu a conhecer ao Canalmoz que o grupo é composto por três indivíduos, um dos quais ainda está fugitivo.

Acrescentou que os mesmos são indiciados de terem se introduzido, por volta das 00h50 do dia 13 de Fevereiro corrente, por meio de arrombamento de uma janela, na residência da Rosana Cassamo, com propósitos de roubar dinheiro.

“No interior da casa, ameaçaram toda a família, exigindo valores monetários, os membros da família gritaram pedindo socorro”, disse Jeremias Langa, acrescentando que “por causa dos gritos de socorro, os acusados esfaquearam mortalmente a vítima, por sinal dona da casa, e puseram-se em fuga”.

A Polícia diz que a neutralização ocorrida nos dias 13 e 16 do corrente mês resultou de diligências feitas e garante que o trabalho continua com vista a neutralizar o terceiro integrante do grupo ora fugitivo.

Confronto entre FADM e homens da Renamo salda-se em 11 feridos graves

Pelo menos onze (11) agentes das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) deram entrada na manhã desta quarta-feira, com ferimentos graves, no Hospital Provincial de Chimoio, em Manica.

Os militares informaram ao hospital que contraíram ferimentos no centro de treinamento militar Polígamo, na cidade de Chimoio, após a explosão de um engenho por mau manuseamento, numa actividade de reciclagem. O centro estava desactivado e foi reactivado recentemente.

Segundo fontes hospitalares em Chimoio, três dos 11 militares apresentam um quadro muito crítico. Os militares terão dito aos médicos que foi um engenho de artilharia pesada que explodiu próximo deles no centro de treinamento.

Entretanto, o Canalmoz sabe de fontes militares que as FADM estiveram envolvidas, entre terça-feira e ontem de manhã, em tiroteio com homens da Renamo, na região de Mucodza, distrito da Gorongosa, província de Sofala. Vários agentes das FADM contraíram ferimentos graves e foram transportados para o Hospital Provincial de Chimoio.

O Canalmoz ouviu populares do bairro Agostinho Neto na cidade de Chimoio, onde se localiza o campo militar Polígamo, e ninguém ouviu estrondo de engenho explosivo. Ou seja, há fortes indícios de que os militares tenham inventado a causa dos ferimentos para esconder a difícil situação que se vive na Gorongosa.

Obras da estrada Khongoloti-Muhalazi atrasadas

As obras de terraplanagem da estrada Khongoloti-Muhalazi, no município da Matola, estão atrasadas, segundo indica a placa do empreiteiro Vera Construções, colocada na zona de “Conoluene”.

A estrada, um troço de cerca de 5 quilómetros, deveria ter sido entregue aos utentes a 30 de Janeiro último. Até agora nada aconteceu e o município diz que é por causa da chuva. Os trabalhos consistem na terraplanagem com areia vermelha misturada com pedra granular da Moamba.

“Estamos no tempo chuvoso. Estes momentos são ‘mortos’ e nada se pode fazer. Quando os tempos forem melhores, as obras começarão a andar a um ritmo normal, mas o programado era mesmo entregar no fim de Janeiro”, disse o vereador cessante das Infra-estruturas e Obras no município da Matola, Melo Laitone. Actualmente, Melo responde pelo pelouro de lixo.

Algumas obras com prazos expirados

Escolhemos aleatoriamente três obras mal paradas de tantas existentes no município da Matola. Algumas obras os empreiteiros abandonaram por falta de pagamento. E outra, a edilidade apressou-me a colocar placas sem que o orçamento tenha sido assegurado.

Avenida 4 de Outubro

Esta avenida liga a Estrada Nacional Número Um a estrada “Nó da Machava”. Atravessa os bairros da Zona Verde, T-3 e Infulene. Os buracos começam da ponte sobre o rio Mulauze até ao Estádio da Machava. Por exemplo, na Zona Verde há uma cratera que nas horas de ponta condiciona o trânsito. Nos dias de chuva a situação piora porque enche de água. Mais adiante, na zona conhecida por “TPM” a situação é a mesma, há uma outra cratera numa curva. O empreiteiro é JJR. Os trabalhos deveriam ter terminado a 17 de Dezembro de 2013, segundo atesta a placa.

“Patrice” e “Singathela”

As obras, segundo previsto na placa, iniciariam em Agosto e terminariam em Outubro do ano passado. Até hoje, a estrada que liga os bairros Patrice e Singathela está nas mesmas condições. A obra tem um troço de 4 quilómetros e está orçada em mais de 4 milhões de meticais. O empreiteiro é a Concord Construções. António Pimenta é director desta empresa. Diz que desistiu desta obra por falta de pagamento por parte do conselho municipal.

Avenida da Liberdade

A reabilitação desta estrada, no bairro 700, teve início a 24 de Junho de 2013 e deveria ter terminado a 8 de Agosto de 2014. O custo da obra foi de 3.497.845 meticais. Os fundos são do conselho municipal e o troço é de três quilómetros. O empreiteiro é a Concord Construções, e António Pimenta rebate que executou o que concordou com o conselho municipal. Terraplanar com pedra de Moamba. A edilidade agora diz que a primeira fase já terminou. A segunda fase é para a estrada ser asfaltada.

Ministério do Trabalho manda encerrar MODET

O Ministério do Trabalho, através da Inspecção-Geral do Trabalho, mandou encerrar temporariamente as portas da MODET em Maputo, empresa que se dedica ao fabrico e venda de produtos de limpeza. A decisão de suspender as actividades da empresa foi tomada após a Inspecção-Geral do Trabalho “constatar que os trabalhadores estavam expostos à intoxicação, através de produtos químicos indevidamente manuseados e pela falta de equipamento de protecção individual.”

De acordo com um comunicado de Imprensa, do Ministério do Trabalho, enviado à nossa redacção, a empresa encontra-se encerrada desde segunda-feira, dia 17, e esta medida é o “culminar de uma acção de fiscalização à fábrica, havida no passado dia 14 de Fevereiro.”

Para justificar o encerramento da fábrica, que emprega cerca de 87 trabalhadores, todos nacionais, o Ministério do Trabalho alega que foram detectadas várias irregularidades que violam a legislação laboral, sobretudo que perigam a integridade física e a própria vida dos funcionários que permanentemente manejam substâncias tóxicas e irritantes.

“Os funcionários trabalham em condições desumanas, sem equipamentos de protecção individual, no manuseamento de produtos químicos, expondo-os assim a riscos de corte, queimaduras e corrosão das mãos no processo de produção.”

Para além destas constatações, a inspecção também considerou na sua decisão questões de natureza ambiental e de saúde pública “as instalações sanitárias dos homens são insuficientes, de acordo com o estabelecido para o tipo de actividade, por não possuírem urinol por cada vinte e cinco homens trabalhando simultaneamente.”

A empresa estava em obras no sector de produção ao mesmo tempo que os trabalhadores encontram-se a produzir o que, segundo o Ministério do Trabalho “aumenta o risco de acidentes sujeito a substâncias inflamáveis nas proximidades de cabos eléctricos, susceptíveis de produzir electrocussões, incluindo o avançado estado obsoleto das máquinas.

No rol das irregularidades identificadas o destaque vai para violação do Regulamento Geral de Higiene e Segurança no Trabalho nos estabelecimentos industriais. A reactivação da fábrica só acontecerá após a correcção das constatações da Inspecção do MITRAB, cuja conformidade será confirmada por uma brigada da Inspecção-Geral do Trabalho no local.

Mineiros moçambicanos reenquadrados em seus postos após incêndio

Pelo menos 1.800 trabalhadores moçambicanos da companhia de ouro Sibanye Gold, situada em Carletonville, na República da África do Sul (RAS), acabam de recuperar os seus postos de trabalho, após estarem na iminência de perdê-los, em consequência do incêndio desde o passado dia 24 de Janeiro em quatro unidades de produção (números 12; 6;7 e 8).

Neste momento, a companhia, que compreende 11 unidades de produção, já está a funcionar normalmente, situação que levou a respectiva gerência a chamar os 2.500 mineiros (de diversos países) das quatro unidades afectadas, dos quais cerca 1800 são de nacionalidade moçambicana, para retomarem às suas actividades.

Os trabalhadores moçambicanos continuavam na África do Sul a aguardar pelo desenrolar da situação, segundo as recomendações do Ministério do Trabalho, através da sua delegação naquele País, após garantias dadas pela entidade empregadora, segundo as quais caso as condições melhorassem preferiria ter de volta os moçambicanos.

A primeira medida avançada, enquanto o fogo devorava as quatro unidades, foi a dispensa dos trabalhadores das unidades atingidas nessa situação, durante seis meses, em que seriam pagos apenas um. A outra saída que tinha sido encontrada pela entidade gestora da Companhia Sibanye Gold foi a de redistribuir 300 dos trabalhadores afectados noutras minas do grupo, incluindo alguns moçambicanos. Felizmente, a gerência da companhia conseguiu ressarcir-se do incêndio e, consequentemente, estes dois planos não foram a tempo de funcionar, facto que se comprova com a chamada ao trabalho de todos os seus trabalhadores.

A delegação do ministério moçambicano do trabalho naquele País, que vinha monitorando a situação junto da companhia, ainda não registou qualquer caso que relate o despedimento de mineiros moçambicanos nas quatro unidades de produção reactivadas.

O incêndio, que vinha consumindo as quatro unidades de produção da Companhia Sibanye Gold foi atribuído a alguns membros da União das Associações de Trabalhadores Mineiros e de Construção (AMCU), em retaliação à recusa dos órgãos competentes de realização de autorização de uma greve no sector mineiro, nos moldes em que a agremiação sindical pretendia, em solidariedade com o sector de minas de platina.

Pacote Eleitoral vai a debate esta sexta-feira

A Proposta de Revisão da Lei Eleitoral submetida pela Renamo à Assembleia da República vai a debate esta sexta-feira (21). Inicialmente, a discussão estava agendada para esta quinta-feira (20), mas como forma de dar tempo às comissões especializadas para concluírem os trabalhos sobre a matéria, acabou por ser adiada.

Assim, o Plenário deverá debater os projectos de Revisão da Lei da Comissão Nacional de Eleições, de Revisão da Lei de Recenseamento eleitoral e da Lei de Eleição do Presidente da República e dos Deputados da Assembleia da República.

A referida proposta foi depositada na AR pela bancada da Renamo a 17 de mês em curso (17), após o consenso alcançado com o Governo no âmbito do diálogo político que ambos mantêm há meses.

A Renamo propõe uma Comissão Nacional de Eleições composta por 17 membros, sendo um presidente, dois vice-presidentes e 14 vogais. Para o Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE) propõe-se a integração, em período eleitoral, de 18 membros provenientes de partidos políticos com a seguinte divisão, nove da Frelimo, oito da Renamo e um do MDM.

Outras questões a serem debatidas sobre essa matéria são relativas à presença da polícia a nível das mesas de votação, a fiscalização do processo de contagem e apuramento, a distribuição dos cadernos eleitorais, a composição da mesa de voto e o recursos aos tribunais distritais para julgarem em 48h os recursos interpostos pelos partidos políticos.

Holanda vai apoiar tecnicamente PMEs moçambicanas

A Holanda vai apoiar tecnicamente as Pequenas e Médias Empresas (PMEs) moçambicanas na área de exploração dos recursos naturais, concretamente no sector de gás natural e petróleo.

Para o efeito, a Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) e o Conselho Empresarial dos Países Baixos – África (NABC) assinaram esta terça-feira, em Maputo, um memorando de entendimento visando a viabilização do referido apoio.

O memorando visa, primeiro, promover parcerias e transferência de conhecimentos nos sectores de petróleo e gás, portos, saneamento e águas, e desenvolver programas de apoio às Micro, Pequenas e Médias Empresas no sector da Agricultura e Pecuária.

Por outro lado, a Holanda comprometeu-se a apoiar as PMEs moçambicanas de modo a terem capacidade de participar na exploração de gás e petróleo que estão a ser descobertos neste momento em diversos pontos do território nacional com particular destaque para a zona norte e centro do País.

Para além de apoio institucional em técnicas de fornecimento de serviços às multinacionais que neste momento estão a fazer a prospecção e exploração de gás e petróleo em Moçambique, a Holanda vai formar técnicos moçambicanos a nível deste sector, tal como garantiu a ministra para o Comércio Externo e Cooperação para o Desenvolvimento do Reino dos Países Baixos, Lilianne Ploumen, durante uma conferência de Imprensa à margem de um simpósio sobre “Conteúdo Local e Responsabilidade Social empresarial”.

O referido apoio, de acordo com Lilianne Ploumen, visa fundamentalmente, para além de criar capacidade das PMEs moçambicanas no fornecimento de serviços aos megaprojectos que exploram os recursos minerais em Moçambique, fazer com que haja transparência no uso das receitas provenientes da exploração dos recursos minerais de modo a beneficiar as comunidades locais.

Acordo benéfico para as PMEs

Por seu turno, o presidente da CTA, Rogério Manuel, considera que o memorando assinado entre a organização que dirige e a NABC, para além de servir de uma ponte de amizade entre o povo moçambicano e dos Países Baixos, irá dinamizar as empresas nacionais, na medida em que terão capacidade de participar efectivamente na exploração dos recursos naturais bem como nas outras áreas de desenvolvimento económico.

“Estamos satisfeitos com o memorando rubricado hoje porque acima de tudo vai trazer muitos benefícios para Moçambique com particular destaque para a transferência de conhecimentos, capacitação institucional e criação de oportunidades de negócios para ambas as partes”, sublinhou Rogério Manuel.

A NABC é uma organização privada não-governamental e a maior rede holandesa de organizações do sector privado a operar em África.

A Holanda é uma País com longa experiência na área de exploração dos recursos minerais, razão pela qual acredita que o seu apoio irá produzir grandes resultados para Moçambique.

No simpósio realizado esta terça-feira em Maputo, participaram 35 empresas holandesas numa missão liderada pela ministra para o Comércio Externo e Cooperação para o Desenvolvimento do Reino dos Países Baixos, Lilianne Ploumen, com objectivo de pesquisar as oportunidades de negócios e de investimentos em Moçambique. O evento também contou com a participação de instituições de ensino superior e organizações não-governamentais daquele País europeu e homens de negócios nacionais e membros do Governo central.

Voleibol: Selecção nacional eliminada do “Africano”

A selecção nacional sénior feminina de voleibol averbou, nesta quinta-feira (20), a quarta derrota consecutiva no Campeonato Africano da modalidade. Moçambique está fora da corrida pelo título.

Três a zero foi o resultado final com que Moçambique perdeu diante do Senegal, com parciais de 25 a 12, 25 a 17 e 25 a 16, em partida da quarta jornada. Com esta derrota, averbada um dia depois de ter perdido diante da Uganda por 3 a 1, a selecção nacional fica pelo caminho na corrida pelo título africano.

Ainda assim, o conjunto nacional comandado por Hamilton Barros volta a jogar, nesta sexta-feira (21), diante das Ilhas Seychelles, em jogo de cumprimento do calendário do Grupo A. De referir que o Campeonato Africano de Voleibol, que decorre na cidade queniana de Nairobi, é também qualificativo para o Campeonato do Mundo.

Fome crónica afecta 300 mil pessoas em Moçambique

Perto de 300 mil pessoas, das quais o grosso depende da agricultura para sobreviver, passam fome crónica, em diferentes pontos do território moçambicano, segundo o ministro da Agricultura, José Pacheco. O governante, que falava esta quinta-feira (20) na XII Reunião do Conselho de Ministros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em Maputo, disse que para ultrapassar o problema, Moçambique, a África e o mundo em geral não devem depender da chuva e de outros factores naturais porque não oferecem garantias de produção.

José Pacheco indicou que o Governo tem estado a tomar medidas para estimular a produção agrícola e outras actividades com impacto na economia, através da concessão de empréstimos com taxas de juro baixos junto à banca. Entretanto, ele admitiu que ainda há pouco trabalho com vista a ultrapassar a dependência ao meio ambiente.

Hélder Muteia, representante da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) no brasil, disse que em todo mundo, cerca de 842 milhões de cidadãos – uma em cada oito pessoas – são flagelados pela desnutrição crónica, sendo que as regiões da África Subsariana e do sul da Ásia são as mais afectadas.

Num outro desenvolvimento, Hélder Muteia defendeu que não se justifica que Moçambique, por exemplo, tenha redes de telefonia móvel nas zonas mais recônditas e, nos mesmos lugares, haja gente sem um prato de comida e, em consequência disso esteja condenada a uma vida miserável, despojados de direitos e valores morais, sociais e à morte inglória. E desafiou a CPLP a sentir-se coagida a aumentar a produção.

O Primeiro-Ministro moçambicano, Alberto Vaquina, apelou para que sejam tomadas medidas urgentes que rompam o ciclo de injustiça alimentar, que leva cerca de 28 milhões de africanos a enfrentarem um grave défice de nutrientes indispensáveis para o crescimento equilibrado das crianças, o que afecta a sua capacidade de aprendizagem na escola.

CREDELEC online chega a Gaza e Inhambane

O sistema pré-pago online de venda de energia eléctrica CREDELEC passará a estar também disponível, a partir da próxima semana, em Xai-Xai, Chókwè e Inhambane, segundo revelou, nesta quinta-feira, o presidente do Conselho de Administração da Electricidade de Moçambique (EDM), Augusto de Sousa Fernando.

“O lançamento do novo serviço online, de revenda de energia eléctrica, enquadra-se no projecto para a implementação de um sistema nacional online de venda de energia pré-paga, que consiste na conversão de todas as bases de dados dos sistemas isolados, numa única base de dados nacional, permitindo que o cliente possa comprar energia eléctrica em qualquer momento e lugar, usando, para além dos postos comuns de venda, diferentes canais electrónicos, nomeadamente ATMs, Internet e telemóveis”, explicou o PCA da EDM.

Até ao momento, já foram lançados serviços de venda electrónica deste sistema de energia, através do Millennium bim “IZI” (por via do telemóvel/ATM/Internet), BCI (Telemóvel, Taco Móvel e Internet) e mcel MKesh (Carteira Móvel), já disponíveis na Cidade e Província do Maputo e, a partir da próxima semana, também em Xai-Xai, Chókwè e Inhambane. Brevemente, acordo semelhante será estabelecido com o Standard Bank Moçambique.

Ministra da Justiça nomeia dirigentes com antecedentes criminais

A ministra da Justiça, Benvinda Levi, conferiu posse para cargos de chefia, na última segunda-feira, a 24 funcionários do sector penitenciário, alguns dos quais com um passado duvidoso, por envolvimento em trapaças que vão desde desvio de fundos até à falsificação de assinaturas. Uma verdadeira clique com antecedentes criminais e com processos em tribunais.

Professor Luís Abel dos Santos Cezerilo:

Foi empossado como director nacional do Serviço de Cooperação. O seu nome esteve relacionado num caso de falsificação de correspondência entre o Ministério da Justiça e a Embaixada do Brasil, para facilitar a obtenção de visto de uma cidadã que não sendo funcionária do Ministério da Justiça viajou com quadros do ministério com toda a despesa paga pelo Estado. Não se sabe para que finalidade a cidadão viajou com quadros do ministério de onde também fazia parte o professor Cezerilo. O Ministério da Justiça viria mais tarde a confirmar que de facto a referida cidadã, sem ser funcionária, viajou com os custos pagos pelo Estado na qualidade de quadro do Ministério da Justiça. A assinatura que aparece na carta do Ministério da Justiça a pedir visto é do Prof. Cezerilo. Mesmo reconhecendo que tal escândalo aconteceu o Ministério da Justiça abafou o caso e a culpa morreu solteira, numa operação com contornos criminais, em que estranhos usam instituições e fundos do Estado para fins obscuros.
Não se sabe para que finalidade a senhora Eunice Temba pretendia viajar para o Brasil, mas a verdade é que os moçambicanos estão a perder o bom nome no Brasil, devido ao constante envolvimento em operações de tráfico de droga.
Sabe-se, apenas, que, para evitar complicações no momento de solicitação de vistos, se usou uma alta instituição do Estado moçambicano para Eunice Temba, fazendo-a passar por funcionária do Ministério da Justiça.

Alberto Castigo Machaieie:

Foi nomeado director do Estabelecimento Penitenciário Provincial de Maputo. Até à data da sua nomeação, Castigo Silvestre Machaieie exercia a função de director da extinta Cadeia Central de Maputo.
Os resultados de uma auditoria financeira, levada a cabo nos finais (Dezembro) do ano de 2012 pelo Tribunal Administrativo (TA) às contas da Cadeia Central de Maputo, referem ter constatado “infracção financeira, desvio de fundos e incumprimento da lei”.
Alguns bens mencionados no relatório do TA como tendo sido adquiridos, nunca chegaram à Cadeia Central de Maputo. No referido exercício económico o Orçamento daquela Penitenciária terá esgotado em Maio do mesmo ano, sendo por isso que a cadeia foi funcionando até ao fim do ano com “arranjos e dívidas”.
A auditoria à Cadeia Central de Maputo arrolou Castigo Silvestre
Machaieie, director daquela penitenciária, Ramos André Zambuco, seu director Adjunto, e Hermigildo Luísa Armando, chefe de Departamento da Administração e Finanças, considerados pelo TA como sendo os “responsáveis pela gerência daquela Penitenciária no período de incidência da auditoria que foi entre 1 de Janeiro e 30 de Setembro de 2012”.
De acordo com o Relatório Preliminar da referida auditoria financeira que o Canalmoz teve acesso, foi detectado que os pagamentos realizados durante o período alvo da auditoria para a aquisição de bens e prestação de serviços não obedeceram aos critérios de celebração de contratos como preconiza a lei 26/2006, de 29 de Setembro, relativo à contratação de bens e serviços.
Segundo o mesmo tribunal, a aquisição de bens, prestação de serviços e empreitadas realizadas pela Cadeia Central no valor de 9.104.498,15 (nove milhões, cento e quatro mil, quatrocentos e noventa e oito meticais e quinze centavos), não foram celebrados os respectivos contratos, violando-se, sim, o estatuído no n.1 do artigo 44 do Regulamento de Contratação de Empreitada de Obras Públicas, Fornecimento de bens e Prestação de Serviços ao Estado, aprovado pelo Decreto n.15/2010, de 24 de Maio.
Neste aspecto e no decurso da auditoria, segundo dados em nosso poder, foram analisados três processos; de aquisição de bens, dos quais constatou-se em 2 processos de aquisição de bens que o valor estipulado no contrato foi inferior ao valor que se despendeu na aquisição dos respectivos bens, violando-se deste modo o estabelecido no n.1 e 2 do artigo 54 do Decreto 15/2010, o que implica ter havido desvio de dinheiro.
Na verdade, segundo consta do contrato 1/UGEA/CCM/12, assinado em 19 de Marco de 2012, com o fornecedor Lacmane Comercial, este devia fornecer um lote (denominado lote 1) de géneros alimentícios no valor de 2.762.755,00 (dois milhões e setecentos e setenta e dois mil e setecentos e cinquenta e cinco) meticais.
Aconteceu, porém, segundo a auditoria do Tribunal Administrativo, que o valor executado ascendeu aos 25.256.552,22 (vinte e cinco milhões, duzentos e cinquenta e seis mil, quinhentos e cinquenta e dois e vinte e dois) meticais, implicando uma extrapolação acima de 20 milhões
de meticais.
Um outro contrato assinado também no dia 19 de Março de 2012, com a Mohamed Companhia Lda. com o n.2/UGEA/CCM/12, no valor de 450.676,00 (quatrocentos e cinquenta mil e seiscentos e setenta e seis) meticais, igualmente para aquisição de “pequenos bens alimentícios, bens de higiene e limpeza e de panificação (denominado por lote 2), o valor executado atingiu 1.165.378,00 (um milhão e cento e sessenta e cinco mil, trezentos e setenta e oito) meticais, ou seja, acima de seiscentos mil meticais a mais do que está previsto no contrato.

Aquisições de contratos

Por outro lado, os auditores da 3ª. Secção do Tribunal Administrativo detectaram no dia 10 de Janeiro de 2012, na operação 20120001, que a Cadeia Central de Maputo adquiriu do fornecedor Rucundine Chamossodine Lalgy, no valor de 5.820.096,70 (cinco milhões, oitocentos e vinte mil, noventa e seis e setenta) meticais, produtos alimentares e de higiene para os reclusos daquela cadeia, tais como 150 caixas de sabão Bingo, 5 caixas de Baygon, 150 caixas de sabão líquido, 125 latas de Javel, 10 caixas de leite condensado, 5 caixas de bolachas e outros produtos.
No dia 18 de Abril de 2012, na operação 201200357, no dia 21 do mesmo mês, na operação 2012402 e no dia 10 de Janeiro de 2012 na operação 20120002, a Cadeia adquiriu produtos a Jhossi Comércio Internacional Lda., respectivamente nos valores de 656.394,35 (seiscentos e cinquenta e seis mil e trezentos e noventa e quatro e trinta e cinco meticais), 490.686,10 (quatrocentos e noventa mil e seiscentos e oitenta e seis e dez) meticais e finalmente 981.957,00 (novecentos e oitenta e um mil, novecentos e cinquenta e sete) meticais na compra de produtos alimentares tais como 44 sacos de farinha, 5 sacos de amendoim, 15 sacos de sal grosso, 70 sacos de cebola, aquisição de produtos alimentares para os reclusos referentes a Dezembro de 2011, como 60 sacos de farinha, 10 caixas de tempero Rajahn 15 sacos de sal grosso, 90 caixas de peixe carapau, 100 caixas de frango congelado entre outros produtos. A terceira despesa, segundo os arrolados justificaram aos auditores, foi para a liquidação da dívida da factura n.B2753/2011, referente à aquisição de géneros alimentícios tais como 600 quilos de arroz, 300 sacos de farinha branca, 180 sacos de feijão manteiga, 60 sacos de açúcar e outros produtos. Tudo totalizou 7.949.134.15 meticais.
A nível da aquisição de combustível, a Cadeia Central de Maputo, disse aos auditores que gastou cerca de um milhão e cento e cinquenta e cinco mil e duzentos e sessenta quatro meticais, na Auto Rápida Matola e Setecentos Lda. e Gespetro-Sociedade de Gestão de Participações, SARL, nos dia 10 de Janeiro, 6 de Marco, 11 de Maio, 29 de Junho e 6 de Junho, respectivamente operações 20120003, 201200012, 201200121, 201200465, 2012005840 e 201200533. Para o tribunal, para todas essas despesas a Cadeia Central de Maputo deveria ter aberto concurso público nos termos do artigo 7 do Regulamento de Contratação de Bens e Prestação de Serviços ao Estado.

Samo Paulo Gonçalves:

Samo Paulo Gonçalves foi nomeado director nacional do Serviço de Operações Penitenciárias. Antes, Samo Gonçalves exercia a função de director nacional do extinto Serviço de Controlo Penal e de Execução de Medidas de Segurança.
O nome de Samo Paulo Gonçalves esteve relacionado com o roubo de milho na Cadeia Provincial de Nampula.
Em carta intitulada “As prisões são dirigidas por curiosos e obstinados”, dirigida ao presidente da República, à ministra da Justiça, à Comissão Política do partido Frelimo, à Comissão Permanente da Assembleia da República e ao vice-ministro da Justiça, ao procurador-geral da República, entre outras entidades, alguns funcionários denunciaram este senhor, afirmando que “enquanto o director do Controlo de Penas e Medidas de Segurança, Samo Paulo Gonçalves, foi em 2007 compulsivamente mandado cessar as funções de director nacional adjunto das Prisões em virtude de ter estado envolvido no roubo de milho na Cadeia Provincial de Nampula”. Disseram os autores da carta que estavam “espantados com a indicação deste para o seu actual cargo”. Ninguém deu conta do passado deste senhor que foi promovido.

Luís Sabão Almolado:

É o novo director do Estabelecimento Penitenciário Provincial de Nampula. Até à data da sua nomeação, Luís Almolado exercia a função de director da extinta Cadeia Provincial da Zambézia.
Este já foi acusado de ter permitido a fuga do recluso Boaventura Marrove, no Centro Prisional aberto da Quinta Girassol, no distrito de Namacurra.
O referido recluso, segundo os trabalhadores, estava incluso na lista para brigadas de trabalho fixo em prisões abertas com quatro outros reclusos, cujo destino era as penitenciárias abertas da Quinta Girassol.
“Mas o recluso Boaventura não ficou nem na Quinta Girassol em Namacurra e não regressou mais à Cadeia Provincial”, disseram os funcionários dos SERNAP.
Ao Canalmoz, Sabão Almolado confirmou que o recluso Boaventura Marrove “fugiu na prisão aberta da Quinta Girassol em Nicoadala”.
Ainda na Cadeia Provincial da Zambézia, onde Sabão Almolado era director, o recluso Ruca Nicols António, também condenado a uma pena maior de prisão, alegadamente familiar daquele, foi tirado da prisão por suas ordens.

Eduardo Mussanhane:

Foi nomeado director-geral do SERNAP, cuja liderança os funcionários também denunciaram ao chefe de Estado e à ministra da Justiça em carta que temos vindo a citar.
Segundo escreveram, “em 2007, o comissário da Polícia, Eduardo Mussanhane, foi nomeado como coordenador nacional do PNUD para apoio ao sector da Justiça, onde imprimiu uma gestão danosa a ponto de doadores desistirem de financiar o programa, consequentemente o programa morreu”.
“Ainda o general Mussanhane está arrolado como arguido no processo n. 773/PRC/07 (agora no tribunal), relacionado com o desvio de 270 milhões de meticais nos cofres do Ministério do Interior”, acrescentam.

Indivíduos matam irmã sob suspeita de feitiçaria

Uma mulher, que em vida respondia pelo nome de Cacilda Acácio, de 52 anos de idade, residente na vila sede de Homoíne, em Inhambane, foi assassinada no último domingo, 16 de Fevereiro, pelos seus próprios irmãos sob acusação de feitiçaria. Os referidos irmãos acusavam a malograda de lhes “tirar sorte no trabalho e no casamento”.

A Polícia não revela nome dos homicidas que entretanto estão a monte e diz que Cacilda foi morta em sua própria residência.

Segundo a Polícia, Cacilda Acácio encontrava-se a dormir quando os quatro elementos da mesma família invadiram a casa e obrigaram-na a confessar que era ela quem os “tramava a vida”. Cacilda teria dito aos irmãos que não sabia de nada e aconselhou-os a irem a um curandeiro, mas os irmãos optaram por a violentar, tendo esta morrido no local segundo testemunhas ouvidas pela Polícia.

Dos quatro membros da mesma família que tiraram a vida à sua própria irmã, dois são homens e as restantes mulheres, e vivem todos na vizinha África do Sul.

Do lado dos homens a justificação reside no facto de não conseguirem emprego na “terra do rand”. As duas mulheres dizem que não conseguem casar e constituir família. São órfãos de País.

A PRM no encalço dos quatro irmãos

Em contacto com o Canalmoz, o porta-voz provincial da Polícia da República de Moçambique, em Inhambane, Delcir Marquel, afirmou que até agora a Polícia ainda não conseguiu neutralizar os malfeitores, suspeitando que estejam fora do País.

“Suspeita-se que eles tenham regressado a África do Sul onde fixaram suas residências, mas a Polícia está a trabalhar de modo a neutralizar os criminosos para responderem e serem responsabilizados pelos seus actos”, disse Delcir Marquel.

Curso nocturno sem aulas por falta de lâmpadas nas salas

Mais de mil alunos de 8ª a 12ª classes, matriculados no curso nocturno na Escola Secundária de Namicopo, no bairro Carrupeia, arredores da cidade de Nampula, estão privados de aulas por falta de lâmpadas nas salas, desde que arrancou o ano lectivo de 2014.

Entretanto, o director pedagógico do curso nocturno, Marcelo Gil, distancia-se da situação e atira as responsabilidades à directora da escola e o respectivo administrativo.

O grupo de professores, que contactou o Canal de Moçambique para denunciar o que apelidou de “gestão danosa” na Escola Secundária de Namicopo, disse que desde o arranque do ano lectivo de 2014, os alunos do curso nocturno ainda não assistiram a uma aula sequer devido à falta de lâmpadas nas salas.

“Somos obrigados a assinar o livro de turma sem que tenhamos dado aulas, por falta de lâmpadas. Os estudantes foram informados para ficarem em casa eque seriam comunicados para regressarem à escola quando se colocarem as lâmpadas”, disseram.

Acrescentaram que no segundo trimestre do ano passado, os estudantes é que compravam as lâmpadas ante olhar sereno e impávido de quem é de direito.

“A direcção da escola e o sector administrativo não se entendem. Na segunda-feira da semana passada houve uma reunião em que os pedagógicos do curso nocturno, que não sabiam quando é que seriam colocadas as lâmpadas. O gabinete do director e a sala dos professores estão iluminados”, disseram.

Incumprimento de planos

O director pedagógico do 2º ciclo, Marcelo Gil, disse que esta situação está a afectar o processo de ensino e aprendizagem, além de não cumprimento do que foi planificado.

“Até hoje (sexta-feira) as salas não estão iluminadas, talvez a senhora directora pode explicar-se melhor. A direcção da escola e o administrativo é que fizeram o plano de compra de material. Os planos são feitos no gabinete do director com administrativo. Os pedagógicos não são convidados”, disse.

Marcelo Gil disse, por exemplo, que um professor de português tem cinco horas por semana/turma e das ciências tem três horas por semana/turma.

Indicou que no 2º ciclo, cada professor tem 20 horas por semana e est¬á-se há duas semanas sem aulas. “Na próxima semana, vamos entrar na terceira semana sem aulas”, disse Gil.

Farmácias e hospitais públicos de Nampula sem medicamentos

Há falta de medicamentos nas farmácias e unidades sanitárias públicas da província de Nampula, principalmente nos distritos de Nacala-Porto, Nacala-a-Velha e Mossuril, desde os meados do ano passado.

Armindo Tonela, director provincial de saúde em Nampula, admitiu haver carência de fármacos, porém, ele alegou que a culpa é das direcções distritais do sector, as quais não controlam os stocks requisitados. Por isso, certas quantidades de medicamentos provavelmente não chegam às farmácias e unidades sanitárias, podendo estar a ser vendidos no mercado informal.

Ao @Verdade, Armindo Tonela assegurou que no depósito provincial de medicamentos existem quantidades suficientes de fármacos e sempre são requisitadas para os distritos em causa e tantos outros de Nampula. Contudo, não se sabe ao certo qual tem sido a finalidade dos mesmos.

O nosso entrevistado disse que vai investigar o caso com vista a garantir que os hospitais e farmácias públicas tenham medicamentos. Entretanto, sabe-se que há quantidades consideráveis de fármacos à venda no mercado negro mas as autoridades de saúde não conseguem refrear o mal que em parte constitui uma ameaça à saúde pública.

Tempestade tropical severa “Guito” no canal de Moçambique

O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) prevê ocorrência de mau tempo nas faixas costeira das províncias da Zambézia, Sofala , Inhambane e Gaza, devido a aproximação de uma Tempestade tropical severa, denominada “Guito”, que as 09 horas desta quarta-feira (19), localizava-se sobre a região central do canal de Moçambique com o centro entre as coordenadas 20°0S-39°5E e deslocando-se em direcção a sul sudoeste.

Segundo um comunicado do INAM, há previsão de ocorrência de mau tempo entre os paralelos 14.5 e 25.4 graus sul do canal de Moçambique, caracterizado por ocorrência de aguaceiros ou chuvas fortes a muito fortes acompanhados de trovoadas e ventos fortes com intensidade até 50 nós (100 km/h) que poderão provocar agitação das ondas com altura entre 8 e 9 metros.

Prevê-se também, que a faixa costeira das províncias da Zambézia, Sofala , Inhambane e Gaza poderão ser influenciadas com ocorrência de chuvas moderadas (até 30 mm em 24h) e rajadas de vento até 25 nós ( 50km/h).

Parlamento abre com revisão da legislação eleitoral no topo das prioridades

Com 31 pontos agendados, arrancou esta quarta-feira (19) a IX Sessão Ordinária da Assembleia da República, que tem a revisão do pacote eleitoral, proposta pela Renamo, como matéria de destaque a ser debatida pelo Plenário. As três bancadas que constituem o Parlamento defendem a pertinência na aprovação daquele matéria como forma de garantir a participação do partido liderado por Afonso Dhlakama nas próximas eleições presidenciais, legislativas e das assembleias províncias, marcadas para 15 de outubro, bem como pôr fim à tensão política-militar no país.

Ainda para esta sessão, está a agendada a ida do Governo ao Parlamento para prestar informações e responder às perguntas das bancadas; a discussão da Lei de Sindicalização da Função Pública; os projectos de Leis de revisão do Código Penal e do Código do Processo Penal e a Lei de Acesso à Informação. Esta última vem sendo agendada há já bastante tempo nas sessões da AR, mas nunca mereceu atenção em sede de Plenário.

Sobre a sessão de perguntas ao Executivo, a Frelimo pretende questionar acerca da dimensão e impacto real das calamidades naturais que assolam as regiões centro e norte do país, bem como sobre o nível da resposta às mesmas, incluindo o plano de reposição, logo que as condições o permitiam, tendo em conta o Plano de Contigência aprovado em Novembro passado.

Por sua vez, a Renamo quer saber do Governo que critérios são usados para a distribuição da riqueza nacional, principalmente a proveniente da exploração dos recursos naturais, enquanto o MDM solicita detalhes dos valores monetários investidos, o regime de amortização, juros da dívida e os respectivos prazos relativos ao Edifício do Gabinete Presidencial da República, recentemente inaugurado pelo próprio Chefe do Estado.

Discursando na sessão de abertura, a presidente da Assembleia da República, Verónica Macamo, referiu-se aos avanços no diálogo político em curso entre a Renamo e o Governo e defendeu que nada justifica o recurso à guerra como via para a resolução de diferendos políticos, pois Moçambique é um Estado com os titulares das instituições eleitos democraticamente.

“Nesse contexto, cresce a nossa expectativa de que o diálogo em curso entre o Governo e o partido Renamo traga soluções credíveis e definitivas, expurgando, radicalmente, do seio da sociedade moçambicana, o espectro de guerra”, disse a número um da AR, saudando as duas entidades ora em diálogo político pelas conquistas alcançadas, pois estas conduzirão à normalização da situação político-militar do país.

Segundo a presidente da AR, o acolhimento da proposta da Renamo na agenda desta sessão é um sinal de comprometimento com a paz. “Nós saberemos, como parlamentares, cumprir com o nosso dever com vista ao equilíbrio, harmonia e conciliação no nosso país.

Simango exalta vitória do MDM

Por seu turno, o chefe da bancada do MDM, Lutero Simango, fez uma exaltação às conquistas do seu partido nas eleições autárquicas passadas. Para este, o crescimento daquele formação política tem preocupado “determinado grupos políticos da nossa sociedade e personalidades mentoras e responsáveis do sistema repressivo da era do partido único no país e do regime do dia.”

“Os bravos moçambicanos mostraram que, apesar de todas as injustiças e dificuldades, é possível sonhar, lutar e conquistar um Estado onde prevaleça a vontade do povo, sem armas e sem violência”, afirma.

Prosseguindo, Simango considerou que a legitimidade democrática dada ao MDM pelos moçambicanos tem um grande significado e exprime a mais alta expressão a favor de um imperativo nacional: a alternância democrática a escala nacional.

Simango diz que o MDM continuará a defender e a lutar pelos princípios fundamentais e constitucionais, tais como a promoção da liberdade e direitos individuais; a democracia e os direitos humanos; o Estado de Direito, a Justiça e a Igualdade, entre outros e que as violações das liberdades e dos direitos humanos nunca devem ficar impunes.

O número um da bancada do Movimento Democrático de Moçambique (MDM) atirou-se contra os homens da Renamo, referindo-se a eles como moçambicanos que não se libertam das amarras belicistas e que encontram refúgio nas armas para impor as suas vontades.

Governo põe o povo na dormência

Por seu turno, a chefe da bancada da Renamo, Maria Angelina Enoque, acusou o Governo de tentar ludibriar os moçambicanos no que se refere à exploração de recursos naturais. Disse ela que durante os últimos quinquénio, incluindo este, o Executivo tem tentado pôr o povo na dormência, alegadando que o Estado ainda não tem nenhum rendimento proveniente dos recursos naturais porque se está na fase de prospecção e não de exploração efectiva.

“(…) O povo vê a nomenclatura do Governo e do partido no poder a enriquecer os seus bolsos, dos seus descendentes e dos que a eles se ligam à custa destes recursos”, disse a chefe da bancada da Perdiz, acrescentando em seguida que “sempre que, por qualquer desavença entre os indivíduos da nomenclatura no poder, um e outro contentor com recursos naturais é apreendido por fuga ao fisco, fica patente o rosto de um dos barões e a verdade vem ao de cima”.

As palavras de Angelina Enoque vêm explicar a razão pela qual a Renamo quer solicitar do Governo explicações sobre a distribuição da riqueza.

Renamo deve consolidar a paz e cessar ataques

Já a bancada da Frelimo considera que, uma vez conseguido o consenso no diálogo político, a Renamo deve assumir a sua responsabilidade na consolidação da paz e da democracia, cessando os ataques que continuam a semear luto e dor no seio dos moçambicanos.

A chefe da bancada deste partido, Margarida Talapa, disse ser, esta, uma urgência e uma exigência dos camponeses, dos trabalhadores, dos professores, do pessoal de saúde, dos empresários, dos investidores e das crianças.

“É imperioso que se proceda ao desarmamento de todos os homens para se reinserirem na sociedade como cidadãos verdadeiramente livres, com os direitos, liberdades e garantias previstos na lei”, afirmou.

Por outro lado, a bancada da Frelimo reafirmou a sua prontidão para, em sede de Parlamento, debater a matéria relativa à revisão da legislação eleitoral, após o depósito da proposta feito pela Renamo.

Talapa considera que os avanços alcançados ao nível do diálogo político renovaram as esperança para a consolidação da paz, da reconciliação, da harmonia e da tranquilidade no seio dos moçambicanos.

“Com o depósito do projecto de revisão da legislação eleitoral pela bancada da Renamo, estão criadas as condições para a Assembleia da República, o fórum apropriado para o tratamento desta matéria, se debruçar e deliberar sobre a mesma, no respeito dos interesses dos moçambicanos e em estreita observância da Constituição”, disse, assegurando que “a bancada da Frelimo está pronta e aberta para, com a celeridade que se impõe, trabalhar para a revisão da legislação eleitoral”.

Para Margarida Talapa, a postura da Renamo no diálogo político revela que esta, finalmente, compreendeu o sentido e o alcance dos reiterados apelos do Presidente da República, Armando Guebuza, que reproduz os anseios de todos os moçambicanos, reafirmando que a única via para a resolução dos nossos problemas e para ultrapassar as nossas diferenças é o diálogo sério e construtivo.

Mulher de 65 anos morre após ser estuprada em Nampula

Uma cidadã que em vida respondia pelo nome de Rosa Amade, de 65 anos de idade, morreu asfixiada após ter sido violada sexualmente, no domingo (16), no bairro de Muhala-Expansão, na cidade de Nampula.

Amisse Chame, cunhado da vítima, a qual vivia sozinha, explicou que os supostos violadores “invadiram” a residência de Rosa Amade, à noite, estupraram-na, asfixiaram a ela com uma capulana e, em seguida, apoderam-se de todos os bens, segundo a Polícia de Investigação Criminal.

O corpo da cidadã só foi descoberto pela irmã que se fez ao domicílio com o intuito de visitá-la, na tarde de segunda-feira (17). O único filho da falecida encontra-se detido alegadamente por estar envolvido no crime, uma vez que ameaçava constantemente a mãe de morte.

Joni “abandona” Ghorwane

O músico moçambicano João Carlos Schwalbach (Joni), membro da Ghorwane, anunciou, recentemente, o seu abandono ao grupo. Numa mensagem publicada no dia 17 de Fevereiro, na sua página do Facebook, o artista explica que seus “objectivos, como profissional da música, não vão de encontro aos dos meus restantes colegas, pelo que decidi afastar-me e seguir um novo caminho”.

A par do acontecimento, o nosso editor cultural que, na rede social Facebook, administra a página ESTALEIRO CULTURAL publicou o assunto, no referido espaço, para ser debatido.

Nesse sentido, na sua reacção à notícia, o artista plástico moçambicano, João Fornasini, referiu que não encontra nada de novo na decisão de João Carlos. Além do mais, “quando um músico acha que, na banda, já não vai trazer nada de novo para ele, só tem é que dizer que eu salto fora e boa sorte para todos. Em todas as bandas é assim. O Tchica, por exemplo, vive em Espanha há muito tempo, o David Macuácua está fora da colectividade por motivos de saúde. Portanto, a Ghorwane só tem é que continuar o seu projecto”.

Ora, considerando que uma banda é um sistema que – como tal – funciona na lógica da dependência dos seus integrantes, uma das perguntas que, imediatamente, surge é: “que impacto a saída deliberada de João Carlos pode gerar no colectivo?” Sobre este aspecto o jornalista cultural da Rádio Moçambique, Ouri Pota, quês que não reconhece esta dependência. No entanto, considera que é pertinente esperar pela reacção da banda. “Só ela pode falar sobre a necessidade de um ou do outro”.

Além do mais, como afirma João Fornasini, “em Moçambique há bons músicos. O lugar de Joni vai ser ocupado por alguém que seja capaz de dar continuidade ao trabalho já iniciado. Tudo é uma questão de tempo. Nas outras grandes bandas, as coisas funcionam assim. Até publicam um concurso público para se contratar outro profissional”.

Por sua vez, o escritor moçambicano, Cremildo Bahule, recorda-nos de que a banda em alusão “ já perdeu alguns membros fundadores em situações piores – como, por exemplo, Zeca Alage e Pedro Langa. No entanto, ela soube sair das cinzas e, com as suas obras, conseguiu fazer “furor”. Já fizeram parte do Ghorwane elementos que seguem suas carreiras a solo: Tchika, Celso Paco, incluindo saxofonistas como Moreira Chonguiça e Ivan Mazuze. Jone saiu porque quer seguir a sua vida musical. Não há nenhum sacrilégio nisso. As pessoas são livres de entrar e sair de uma comunidade seja ela musical ou desportiva”.

Num outro desenvolvimento, o autor de Literatura Feminina – Literatura de Purificação, Cremildo Bahule, considerou que as pessoas que fundaram a Ghorwane podem sair todas e entrarem novos elementos. A banda já é uma marca que não se deve apegar às pessoas. Assim acontece com a Coca-Cola, a Mercedes e a Apple. Steve Jobs morreu, mas a sua ideia continua”.

Concordando com a necessidade de a banda dar continuidade a uma carreira de 30 anos, Bongani Samo Gudo, um admirador da Ghorwane, considera que se deve continuar a fazer o trabalho artístico “com beleza e riqueza – o que Joni entende muito. Então, a banda até pode continuar a trabalhar nos seus projectos nacionais e internacionais, mas tem que tomar em conta o valor estético e belo que lhe caracteriza que, no meu entender, é obra matizada pelo Joni”.

João Carlos Schwalbach – que possui o trabalho discográfico Despertar, uma obra feita a solo – abandona uma relação de 21 anos com agrupamento Ghorwane. “Deixo para trás grandes momentos de imensa alegria, realização profissional, e de orgulho, dos quais nunca me poderei esquecer”, diz.

Com ou sem nostalgia em relação tempo que passo, o facto é que “a minha consciência me obriga a enfrentar novos desafios, sempre com o intuito de crescer e representar dignamente a nossa profissão. Continuarei, como sempre fui, um grande admirador da música deste grupo”.

A banda Ghorwane existe desde 1983 e conta com cinco álbuns no mercado. Um dos seus maiores sucessos é a música “Vana Va Ndota” publicada em 2005.

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