O governo da Índia desmentiu as declarações do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a mediação americana nas negociações de desescalada militar com o Paquistão.
O ministro dos Negócios Estrangeiros indiano, Vikram Misri, esclareceu que as conversações foram conduzidas exclusivamente entre os dois países, sem intervenção de Washington.
As declarações surgiram em resposta a uma conversa telefónica de mais de meia hora entre o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, e o Presidente Trump, conforme reportou a agência estatal DD News. Esta posição de Nova Deli contrasta com as afirmações de Trump, que recentemente se atribuía o crédito pelo cessar-fogo entre as duas potências nucleares asiáticas.
“Ao interromper a escalada militar, eu parei uma guerra entre a Índia e o Paquistão, e fiz isso através do comércio”, afirmou Trump em declarações à imprensa. Contudo, Misri sublinhou que Modi deixou claro a Trump que a Índia não aceita qualquer forma de mediação sobre a questão da Caxemira, um território em disputa.
A tensão entre a Índia e o Paquistão intensificou-se no final de Abril, após um ataque terrorista em Caxemira que resultou na morte de cerca de 20 turistas indianos. Em resposta, a Índia lançou a “Operação Sindoor” contra alegadas bases terroristas no Paquistão, levando o país vizinho a efectuar ataques a bases militares indianas. Os confrontos resultaram em dezenas de mortos de ambos os lados.
Misri reiterou que as negociações para a “cessação da ação militar” ocorreram “directamente entre a Índia e o Paquistão” e a pedido de Islamabad. “A Índia nunca aceitou a mediação, não a aceita agora, nem nunca a aceitará”, afirmou o ministro.
Durante a chamada, Modi também comunicou a Trump uma alteração na doutrina de segurança da Índia, que agora considera actos de terrorismo como “actos de guerra”. A conversa foi solicitada por Trump após o cancelamento de uma reunião entre os dois líderes na cimeira do G7.
A situação de fome no posto administrativo de Canxixe, localizado no distrito de Marínguè, na província de Sofala, apresenta sinais de melhoria após dois anos de dificuldades provocadas pela seca.
Conforme declarado por Viola Caravina, chefe do posto administrativo de Canxixe, as famílias que haviam sido forçadas a migrar devido à crise alimentar já começaram a regressar, impulsionadas por uma colheita satisfatória na presente temporada agrícola.
O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) anunciou o cancelamento do concurso destinado à construção de 10 quilómetros da Avenida Dom Alexandre, que visa interligar o bairro das Mahotas, na cidade de Maputo, à vila autárquica de Marracuene, na província de Maputo.
Esta decisão foi tomada em decorrência dos recentes desenvolvimentos relacionados com a selecção do fiscal da obra, cujo concorrente vencedor apresentou uma proposta financeira de 864 mil dólares, um valor significativamente superior aos 294 mil dólares inicialmente previstos pelo BAD.
Para evitar complicações adicionais com o empreiteiro seleccionado há mais de um ano, o Instituto Nacional de Gestão de Desastres (INGD), responsável pela execução da obra, já informou a empresa M&T Empreendimentos Lda sobre as negociações em curso com o BAD. O INGD propôs que fossem cancelados apenas os passos realizados após a aprovação do fiscal pelo BAD, em vez de uma anulação total do processo.
De acordo com uma publicação do jornal Domingo, a posição do INGD baseia-se na necessidade de evitar atrasos prolongados no reinício do processo de contratação internacional e nas potenciais repercussões jurídicas que o concorrente vencedor poderia gerar, uma vez que os resultados já haviam sido divulgados publicamente.
O INGD também destacou a sua incapacidade de fornecer explicações plausíveis para o cancelamento de um concurso cuja avaliação técnica foi aprovada pelo financiador, não havendo evidências de irregularidades ou fraudes que justificassem a desqualificação da empresa seleccionada.
O Parque Nacional do Zinave (PNZ), localizado no distrito de Mabote, na província de Inhambane, recebeu a introdução de 10 novos rinocerontes pretos, entre os quais se incluem cinco machos e cinco fêmeas.
A chegada destes animais, provenientes da província sul-africana de KwaZulu-Natal, resulta de uma doação da Ezemvelo KZN Wildlife.
Esta espécie encontra-se classificada como criticamente ameaçada e, com a sua reintrodução, o PNZ fortalece o programa de recuperação ecológica que se encontra em vigor desde 2016. Os rinocerontes fazem parte de um ambicioso projecto que visa restaurar o ecossistema do parque através da introdução de populações viáveis de fauna bravia, num total que já ultrapassa os 2.540 animais de 16 espécies distintas.
A iniciativa é coordenada pela Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC), em parceria com a Peace Parks Foundation, contando com o apoio financeiro dos contribuintes da UK People’s Postcode Lottery. Pejul Calenga, um dos gestores do parque, sublinhou que a introdução dos rinocerontes é um passo importante na construção de um destino turístico sólido nas zonas de conservação de Moçambique.
Calenga fez um apelo aos cidadãos e empresários para visitarem o Parque do Zinave e contribuam para mobilizar recursos destinados à sua preservação. Em adição, António Abacar, outro gestor, revelou que o PNZ conseguiu arrecadar 25 mil dólares em receitas durante o ano de 2014, marcando um recorde desde o início do processo de recuperação em 2016. Esta quantia é equivalente a 1,4 milhão de meticais, o que demonstra o impacto positivo do restauro ambiental.
O aumento das receitas advém das 1.200 visitas registadas ao longo do ano, evidenciando o sucesso da reintrodução da fauna e a melhoria do habitat, após anos de degradação devido a factores climáticos e conflitos armados. O PNZ é actualmente o único parque em Moçambique que abriga os “Big Five”: elefante, rinoceronte, leão, búfalo e leopardo, tornando-o um atractivo considerável para turistas.
Outras espécies observáveis na reserva incluem crocodilos, girafas, porcos-bravos, cabritos-do-mato, hipopótamos, impalas, cudos, inhá-las, oribes, changos, pivas, bois-cavalo e zebras. Com uma extensão de 408 mil hectares, o parque alberga mais de 200 espécies de árvores e uma quantidade igualmente significativa de gramíneas, constituindo um verdadeiro santuário da biodiversidade nacional.
Requalificado após os efeitos da guerra civil, o Parque Nacional do Zinave é considerado, segundo Abacar, um “símbolo de esperança para a conservação ambiental e para o desenvolvimento do ecoturismo em Moçambique”. Dados oficiais indicam que Moçambique possui actualmente 12 parques nacionais e áreas protegidas, que acolhem aproximadamente 5.500 espécies de flora e 4.271 de fauna terrestre.
Segundo os dados recentemente divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), Moçambique registou, nos primeiros cinco meses de 2025, uma estabilidade nos preços em comparação com o ano anterior.
Em Maio, o nível geral dos preços fixou-se em 4%, ligeiramente acima dos 3,39% verificados no mesmo período do ano passado.
No mês de Abril, a variação dos preços também apresentou um incremento similar, estabelecendo-se em 3,99%, face aos 3,26% registados em Abril de 2022.
Entretanto, os preços de produtos como o óleo e o açúcar mostraram uma tendência de queda, resultado da isenção do IVA sobre estes bens.
Em termos cumulativos, o Índice de Preços do Consumidor indica um aumento global dos preços na ordem de 1,28%.
A morgue do Centro de Saúde de Moamba, na província de Maputo, encontra-se inoperacional, obrigando diversas famílias a deslocarem-se a unidades sanitárias distantes para a conservação de corpos.
Este centro de saúde, que atende milhares de utentes da vila e das áreas rurais circundantes, enfrenta grandes desafios devido à avaria da câmara frigorífica, que tem capacidade para conservar até cinco corpos. A população local relata que esta situação tem causado enormes dificuldades, sobretudo em momentos de luto.
Informações apuradas revelam que a morgue não funciona há quatro anos, sem que as autoridades locais tenham conseguido encontrar uma solução que minimize as consequências desta avaria.
Em declaração à imprensa, Camacho Duarte, director do Centro de Saúde de Moamba, afirmou que a morgue está em processo de reabilitação e assegurou que o seu funcionamento será restabelecido ainda esta semana. “Neste momento estamos no processo de reabilitação de todas as gavetas e já se fez todo levantamento e dentro desta semana, segundo a empresa adjudicada as obras, poderá montar e fazer posteriormente a entrega da morgue”, afirmou Duarte.
Um grupo de cinco deputados da bancada da Frelimo, partido no poder na Assembleia da República (AR), deu início à fiscalização das actividades do governo na capital moçambicana.
A coordenadora dos deputados pelo círculo eleitoral da cidade de Maputo, Catarina António, fez o anúncio durante uma conferência de imprensa, após uma visita de cortesia ao secretário do Estado na cidade de Maputo, Vicente Joaquim.
O objectivo da deslocação parlamentar é dialogar com a população dos 64 bairros da capital, ouvir as instituições sobre o estado de implementação do Programa Quinquenal do Governo (PQG) 2025-2029 e do Plano Económico, Social e Orçamento do Estado para 2025 (PESOE). Ambos os documentos foram aprovados pela AR em Maio e posteriormente promulgados pelo Presidente da República, Daniel Chapo.
Catarina António afirmou: “Encerrámos recentemente a primeira sessão ordinária da Assembleia da República da 10ª Legislatura; e agora é tempo de interagir directamente com a população. Viemos aqui colher informações sobre o alto custo de vida, a falta de emprego, especialmente entre os jovens, e ainda auscultar o grau de implementação do PQG e do PESOE”.
Além disso, os deputados irão avaliar o progresso do plano dos primeiros 100 dias de governação, implementado por Chapo desde a sua tomada de posse a 15 de Janeiro. Este plano servirá como um indicador para o controlo das acções do Executivo.
Catarina António também reconheceu os impactos das manifestações violentas e ilegais ocorridas após as eleições, que agravaram a situação de emprego, especialmente na cidade de Maputo. As manifestações, iniciadas em Outubro de 2024, resultaram em danos significativos a propriedades públicas e privadas, bem como em numerosas mortes e feridos.
A deputada manifestou optimismo em relação à recuperação do emprego, afirmando que é uma satisfação que esta plataforma nacional promova o diálogo inclusivo, fundamental para a reconstrução do tecido social e económico do país.
A polícia brasileira solicitou o indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e de mais de 30 indivíduos envolvidos em uma investigação que apura o uso da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para espionagem de opositores e disseminação de informações falsas sobre o sistema eleitoral do país.
Em comunicado oficial, as autoridades relataram a conclusão do inquérito que investiga a alegada existência de uma organização criminosa dedicada ao monitoramento ilegal de autoridades públicas e à produção de notícias falsas, um caso conhecido como “Abin Paralela”.
O pedido de indiciamento inclui, além de Jair Bolsonaro, o vereador Carlos Bolsonaro, o deputado federal Alexandre Ramagem, que liderou a Abin durante a administração anterior, e o actual director da agência, Luis Fernando Corrêa, por obstrução da Justiça. O relatório final foi remetido ao Supremo Tribunal Federal (STF), e o processo segue em tramitação sob sigilo.
Até o momento, Jair Bolsonaro, Ramagem e Corrêa não se pronunciaram publicamente sobre o pedido. Por outro lado, Carlos Bolsonaro, que é vereador no Rio de Janeiro e filho do ex-presidente, manifestou-se nas redes sociais, afirmando que o indiciamento seria um ato político relacionado às eleições de 2026. Em sua declaração na rede social X, Carlos Bolsonaro questionou a motivação por trás do pedido, insinuando que estaria ligado à actual administração do presidente Lula.
Um relatório da Polícia Federal, divulgado em Julho de 2024, apontou indícios de espionagem ilegal contra parlamentares, juízes do STF e jornalistas durante o governo de Bolsonaro. O escândalo eclodiu em Outubro de 2023, após a primeira operação policial que resultou na prisão de dois funcionários da Abin suspeitos de utilizarem ilegalmente o software de espionagem israelita FirstMile.
Este software, adquirido pelo Governo brasileiro no final de 2018, permite a geolocalização de indivíduos através do sinal emitido pelos seus telemóveis e teria sido utilizado para colectar dados de alvos supostamente espionados a pedido do ex-presidente e de seu grupo político.
O Niassa Lion Project (NLP), uma das entidades envolvidas em projectos ambientais na Reserva Especial do Niassa, na fronteira entre as províncias moçambicanas de Niassa e Cabo Delgado, anunciou a retomada das suas actividades após um ataque terrorista ocorrido em Abril.
O ataque resultou na morte de colaboradores do NLP e na destruição das instalações da zona de caça de Kambako, que se acredita terem sido vandalizadas pelos mesmos grupos terroristas islamitas responsáveis pelos recentes actos de violência em diversos distritos de Cabo Delgado.
A área de Kambako, embora localizada na província de Cabo Delgado, faz parte da Reserva Especial do Niassa e situa-se próxima aos distritos de Meluco, Montepuez e Mueda. Durante a invasão, os atacantes também sequestraram um número indeterminado de pessoas.
De acordo com uma mensagem publicada na conta de Facebook do Niassa Lion Project, já se iniciaram os trabalhos para a recuperação do Centro Ambiental de Mariri. A organização reconhece, porém, que a restauração total das infraestruturas será um processo longo.
“Estamos de volta ao ponto de partida, e ao entrar com sete veículos, avistámos elands, impalas, elefantes, búfalos, leões e hienas. A fauna recuperou substancialmente desde a nossa última presença na área, em parceria com Mbamba e a Reserva Especial do Niassa”, lê-se na declaração.
A entidade reiterou o seu pesar pela perda de quatro colaboradores durante a incursão terrorista.
A Reserva Especial do Niassa abriga seis blocos de caça geridos por empresas privadas, sendo Kambako um dos maiores operadores de caça em Moçambique.
Ndambi Guebuza, filho do antigo Presidente da República, Armando Emílio Guebuza, foi restituído à liberdade condicional na última terça-feira (17), depois de cumprir metade da sua pena no âmbito do processo das Dívidas Ocultas. Condenado por branqueamento de capitais e associação para delinquir, Ndambi beneficiou de um recurso interposto pela sua defesa, que invocou o cumprimento dos requisitos legais para a medida.
No mesmo dia, Ângela Leão, esposa de Gregório Leão, ex-Director-Geral do Serviço de Informação e Segurança do Estado (SISE), também deixou a Cadeia Civil da Cidade de Maputo, após quase sete anos de reclusão de uma pena de 11 anos. Assim como Ndambi, Ângela Leão foi condenada por envolvimento no escândalo das Dívidas Ocultas, um dos maiores casos de corrupção da história do país, com prejuízos estimados em 2.7 mil milhões de dólares americanos para o Estado.
A saída de Ângela Leão foi rodeada de fortes medidas de segurança. Jornalistas foram impedidos de realizar entrevistas no local, por orientação da sua defesa e devido à presença reforçada de agentes que acompanharam o momento da libertação. Imagens amadoras captaram a tensão à porta do estabelecimento prisional.
Para esta quarta-feira (19), está prevista a libertação condicional dos restantes condenados no mesmo processo: Teófilo Nhangomelo, Bruno Langa, António Carlos do Rosário e Gregório Leão, todos detidos desde 2019 e que, tal como Ângela e Ndambi, completaram seis anos de pena, o equivalente à metade da condenação, requisito para o benefício.
O caso das Dívidas Ocultas continua a ter fortes repercussões políticas, económicas e judiciais em Moçambique, sendo ainda considerado um marco no combate à corrupção de alto nível no país.
A erupção do vulcão Lewotobi Laki-laki, na Indonésia, resultou no cancelamento de mais de 30 voos de e para a ilha de Bali, após a expulsão de uma coluna de cinzas que atingiu os 10 quilómetros de altura.
As autoridades locais confirmaram que a situação afectou tanto voos internacionais quanto domésticos.
De acordo com informações do aeroporto internacional de Bali, foram cancelados 12 voos internacionais, incluindo rotas para Singapura, Melbourne e Sidney, além de quatro voos domésticos. Também foram suspensos 13 voos internacionais e dois voos domésticos com destino à ilha, que se localiza a cerca de 800 quilómetros a oeste do vulcão.
O Lewotobi Laki-laki, com uma altitude de 1.584 metros, permanece activo após a erupção, que libertou nuvens espessas de cinzas visíveis a mais de 90 quilómetros de distância. A Agência de Geologia da Indonésia informou que foram registados 50 episódios de actividade vulcânica em apenas duas horas, um número significativamente superior à média habitual, que é de oito a dez por dia.
Em resposta à situação, as autoridades elevaram o alerta para o nível máximo (nível IV) e expandiram a zona de exclusão para um raio de oito quilómetros a partir da cratera, alertando a população sobre o risco de fluxos de lava em caso de chuvas intensas. Pelo menos 450 famílias foram evacuadas da área de risco, conforme relatado pela Agência Nacional de Gestão de Desastres (BNPB). Até o momento, não há registo de vítimas.
O monte Lewotobi Laki-laki, que se situa no sudeste da ilha de Flores, forma um sistema vulcânico duplo com o monte Lewotobi Perempuan. O vulcão tem apresentado actividade frequente nos últimos meses, tendo expelido cinzas em Março e causado uma série de erupções em Novembro que resultaram em nove mortes e várias feridos.
O conflito entre Israel e Irã intensificou-se com uma nova onda de ataques, resultando no lançamento de mísseis disparados do território iraniano em direcção a várias cidades israelenses.
O Exército de Israel confirmou a detecção dos projécteis, desencadeando sirenes de alerta em diversas localidades.
As Forças de Defesa de Israel (IDF) emitiram um aviso à população, recomendando que todos buscassem abrigo imediato enquanto as defesas aéreas tentavam interceptar os mísseis. O porta-voz das IDF sublinhou a importância de seguir rigorosamente as orientações do Comando da Frente Interna, ressaltando que a defesa não é infalível e que a segurança da população deve ser uma prioridade.
As Forças Aéreas de Israel também foram mobilizadas para neutralizar a ameaça em pontos estratégicos, com operações de interceptação em curso. Até ao momento, não foram divulgadas informações oficiais sobre danos ou vítimas em resultado dos ataques.
Segundo as autoridades militares israelenses, foram lançados 10 mísseis balísticos por parte do governo iraniano, dos quais a maioria foi interceptada com sucesso. Esta ofensiva representa um agravamento directo do confronto entre os dois países.
Horas antes dos ataques, o jornal norte-americano The New York Times havia noticiado que o Irã preparava mísseis e equipamentos visando alvos militares dos Estados Unidos na região, caso Washington decidisse intervir ao lado de Israel. A mobilização de mísseis e outros armamentos por parte de Teerã visava instalações americanas no Iraque, numa resposta à declaração do presidente dos EUA, Donald Trump, que tinha afirmado estar a considerar ataques ao Irã.
Ângela Leão, reclusa na Cadeia Civil da Cidade de Maputo, deixou ontem (17) o estabelecimento prisional sob liberdade condicional, após cumprir quase sete anos de uma pena de 11 anos.
A sua libertação ocorreu em resposta a um recurso apresentado pelos advogados, que invocaram o cumprimento da metade da sentença.
A saída de Ângela Leão não passou despercebida, embora os jornalistas tenham sido impedidos de realizar entrevistas, tanto pelo seu advogado quanto por um forte dispositivo de segurança que aguardava a sua saída. Um vídeo obtido revela a tensão no momento da libertação.
Ângela Leão é esposa de Gregório Leão, antigo Director-Geral dos Serviços de Informação e Segurança do Estado (SISE), que continua a cumprir pena. Ambos estão implicados no escândalo das Dívidas Ocultas, que causou um prejuízo significativo ao Estado moçambicano, estimado em cerca de 2.7 mil milhões de dólares americanos.
José Pacheco foi nomeado novo director-geral do Serviço de Informações e Segurança do Estado (SISE) de Moçambique.
A sua nomeação surge na sequência do falecimento de Bernardo Lidimba, ex-director-geral, que perdeu a vida num trágico acidente de viação ocorrido em Novembro no distrito de Mapai, na província de Gaza.
O anúncio foi feito através de um comunicado da Presidência, que sublinha que o Presidente da República, Daniel Chapo, nomeou Pacheco no exercício das competências concedidas pela legislação que regulamenta o SISE.
José Pacheco é uma figura de destaque na política e administração moçambicana, com um longo percurso que inclui diversos cargos ministeriais. Entre 2017 e 2019, foi Ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, e antes disso, exerceu o cargo de Ministro da Agricultura e Segurança Alimentar de 2015 a 2017. Também foi Ministro da Agricultura de 2010 a 2014 e Ministro do Interior entre 2005 e 2009.
Adicionalmente, Pacheco ocupou a função de vice-ministro da Agricultura e Pescas de 1995 a 1998 e foi governador da província de Cabo Delgado de 1998 até Fevereiro de 2005. O seu percurso no sector agrícola é significativo, tendo sido director nacional de Desenvolvimento Rural entre 1990 e 1995, bem como membro do Conselho de Administração de várias instituições ligadas ao desenvolvimento agrícola e industrial em Moçambique.
Natural de Ampara, no distrito do Búzi, província de Sofala, Pacheco nasceu a 10 de Setembro de 1958. Frequentou a Escola de Regentes Agrícolas da província de Manica, onde obteve o certificado de engenheiro técnico agrário. Nos seus tempos livres, dedica-se à leitura, música e praticar desporto, enquanto professa a religião cristã.
A Primeira-Ministra de Moçambique, Benvinda Levi, endereçou um convite aos empresários japoneses para aumentarem os seus investimentos em Moçambique, com especial foco na indústria extractiva.
A declaração foi proferida na cidade de Osaka, durante o fórum económico Moçambique-Japão, realizado em paralelo às celebrações do Dia de Moçambique na Expo 2025.
Durante a sua intervenção, Levi destacava a recente presença de grandes empresas japonesas no sector de petróleo e gás em Moçambique como um factor determinante para a promoção do desenvolvimento de mais empresas no país. Esta iniciativa é vista como uma oportunidade para aumentar e diversificar o portfólio de investimentos em projectos estruturantes moçambicanos.
A Primeira-Ministra exortou os empresários presentes a capitalizarem sobre o potencial de investimento que Moçambique oferece, particularmente nas áreas de agronegócio, indústria, energia, infra-estrutura, recursos minerais e turismo.
Levi sublinhou que o Japão tem servido como um parceiro estratégico para Moçambique, fornecendo apoio em sectores sociais como a saúde e a educação, assim como participando em investimentos económicos significativos. “Na nossa cooperação com o Japão, é importante destacar algumas acções estruturais com impacto positivo no desenvolvimento moçambicano, como a formação de recursos humanos, a reabilitação e modernização do porto de Nacala, a construção de uma central eléctrica a gás natural em ciclo combinado em Maputo, e a participação japonesa na exploração de gás natural liquefeito na área 1 da Bacia do Rovuma”, referiu.
Adicionalmente, a Primeira-Ministra expressou a expectativa de que a participação de Moçambique na Expo Osaka 2025 resulte na formação de parcerias para a transferência de tecnologia. “Temos a esperança de que, durante a EXPO Osaka 2025, além da interacção e troca de experiências em áreas de desenvolvimento e inovação, possamos assinar compromissos e acordos que fortaleçam a cooperação nas áreas de ciência, tecnologia e inovação, assim como a extensão das relações comerciais e de investimento de forma mutuamente benéfica”, concluiu.
A Rigor Outsourcing, Lda., empresa moçambicana especializada em Consultoria Financeira, Auditoria e Recursos Humanos, está a recrutar um (1) Profissional Sénior de Administração e Gestão. Saiba mais.
O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) pretende contratar um/a (1) Estagiário(a) para as Áreas Jurídica e de Recursos Humanos. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial – Salvaguarda e PSEA em Emergências. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Gestor Provincial de Programas. Saiba mais.
As autoridades da principal unidade sanitária de Manica emitiram um alerta sobre os perigos do contacto com substâncias utilizadas para afastar roedores e insectos, enfatizando que tal contacto pode resultar em consequências fatais.
É fundamental que esses produtos sejam mantidos fora do alcance das crianças.
O alerta surge na sequência da morte de duas crianças, ocorrida no último sábado, após inalação de um produto tóxico colocado num quarto destinado à conservação de milho. Uma das vítimas faleceu no Hospital Provincial de Chimoio, conforme confirmado pela unidade sanitária, que indicou que as análises realizadas apontaram para intoxicação provocada por pesticidas.
Howard Camando, responsável pelo Banco de Socorros da maior unidade sanitária de Chimoio, sublinha que o uso de pesticidas em ambientes frequentados por pessoas, especialmente crianças, apresenta riscos significativos. “As recomendações que temos transmitido às famílias que utilizam este tipo de substâncias, para o tratamento de alimentos ou uso de agrotóxicos, incluem a obrigatoriedade do uso de equipamento de protecção individual”, afirmou, lamentando a dificuldade que a população enfrenta para adquirir tais equipamentos.
As autoridades também ressaltam a importância da desinfecção e da lavagem das mãos após o manuseio dessas substâncias, e reiteram que devem ser mantidas longe das crianças para evitar tragédias semelhantes às que vitimaram os dois menores.
“É necessário regularizar a comercialização dessas substâncias para diferentes grupos populacionais”, alerta Camando.
Infelizmente, as mortes resultantes de mau manuseio e uso inadequado de pesticidas têm sido uma preocupação crescente em Manica, com dados a indicar que pelo menos 10 pessoas já faleceram na província este ano.
A contaminação dos rios em Manica, província homónima de Moçambique, está a forçar agricultores e empresas a abandonarem a actividade agrícola.
A presença de mercúrio e outros produtos químicos, resultantes da mineração, compromete a irrigação e a produção de alimentos, colocando em risco a subsistência de muitas famílias.
De acordo com relatos, um número indeterminado de agricultores familiares e de micro, pequenas e grandes empresas agrícolas tem deixado a sua actividade devido à poluição crescente dos principais rios da região. A extracção de ouro, frequentemente realizada de forma desordenada e ilegal, tem contribuído para a contaminação das águas locais, inviabilizando a prática agrícola.
O ambientalista Augusto Francisco expressou preocupações significativas sobre as implicações deste cenário para a segurança alimentar na região. Numa entrevista à DW, alertou para a urgência em estabelecer regras que revertam a situação. “Estamos a assistir a uma degradação que pode afectar gravemente a agricultura e, consequentemente, a alimentação das famílias nos próximos anos”, afirmou.
Um acidente rodoviário ocorreu na avenida Vladimir Lenine, na cidade de Maputo, resultando na colisão de um camião com oito viaturas estacionadas em frente à Procuradoria-Geral da República.
O incidente, que se deveu a uma alegada falha no sistema de travagem do veículo pesado, causou danos materiais significativos nas viaturas atingidas. As autoridades competentes deslocaram-se rapidamente ao local do acidente para investigar as circunstâncias que o rodearam.
Felizmente, não houve registo de feridos entre os cidadãos presentes.
Um grupo de prefeitos brasileiros, que se encontrava em Israel durante o intenso conflito com o Irã, já conseguiu atravessar a fronteira com a Jordânia e recebeu autorização das autoridades locais para ingressar no país.
A informação foi confirmada pelo presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski.
O tesoureiro da CNM, Nélio Aguiar, que faz parte da comitiva composta por prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e secretários de diversos municípios, informou que a passagem para a Jordânia foi realizada em segurança, embora detalhes sobre o horário e o trajecto não tenham sido divulgados por questões de segurança.
De acordo com Aguiar, a comitiva está agora em deslocamento para um ponto onde embarcará num avião com destino ao Brasil. A confirmação foi também validada pelo deputado federal Mersinho Lucena, que está na Arábia Saudita liderando uma missão para resgatar seu pai, Cícero Lucena, prefeito de João Pessoa (PB), que se encontrava abrigado em um bunker na capital israelense, Tel-Aviv.
Mersinho Lucena destacou que seu pai está bem, e que alguns prefeitos do grupo decidiram permanecer em Israel apesar da escalada do conflito. Ele mencionou o apoio recebido da embaixada brasileira e do Ministério das Relações Exteriores para facilitar a travessia dos prefeitos na fronteira.
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