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Segunda-feira, Setembro 7, 2026
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Jovem morre em queda de prédio durante acidente de trabalho em Maputo

Um jovem de 23 anos, identificado como Eugénio Maungue, perdeu a vida após cair de um prédio durante uma tarefa de limpeza na cidade de Maputo. 

O incidente ocorreu numa empresa de construção civil onde o jovem havia sido subcontratado, e a família expressa preocupação com a dificuldade de comunicação com o empregador.

Eugénio Maungue estava na empresa há apenas um mês e, no passado sábado, tentava concluir suas actividades de limpeza ao final da tarde. De acordo com relatos de familiares, o jovem terá caído do sétimo para o quarto andar, num momento em que seu único colega de trabalho se encontrava ausente. Ao retornar, Felisberto Armando encontrou Eugénio caído e com ferimentos graves.

O colega de trabalho, com o guarda da empresa, procurou socorro assim que se aperceberam do acidente. A primeira equipa de socorro a chegar foi a Polícia, mas já era tarde para salvar a jovem vítima.

A família de Eugénio clama por justiça e responsabilização da empresa contratante, uma vez que, segundo o irmão da vítima, a empresa ainda não se pronunciou sobre o trágico incidente. O jornal “O País”, ao tentar obter uma declaração da empresa, dirigiu-se ao local do acidente, onde encontrou as portas fechadas e a ausência de representantes disponíveis para prestar esclarecimentos.

O jurista Custódio Pedro recomenda que, caso a empresa não assuma a responsabilidade pelo acidente, a família do malogrado denuncie o caso à Inspecção Geral de Trabalho. Até o momento, a Inspecção Geral afirma não ter conhecimento do ocorrido, mas, após a abordagem do “O País”, decidiu enviar uma equipa para investigar a situação.

Enquanto isso, todas as atenções estão voltadas para os resultados das investigações que se seguem.

Confrontos em Gaza durante detenção de “mazione” resultam em um morto e dois feridos

Um cidadão zimbabweano, conhecido como “mazione”, foi detido no Comando Distrital de Guijá, na província de Gaza, sob suspeita de promover desordem e extorsão. 

Este indivíduo, que tem ganhado notoriedade nas redes sociais por realizar práticas de exorcismo contra alegados bruxos e feiticeiros, encontrava-se na localidade de Chinhacanine, no posto administrativo de Mubangoene, no momento da sua detenção.

A operação policial, que incluiu escaramuças e disparos, culminou na morte de um homem que deu entrada numa unidade sanitária próxima, enquanto outros dois cidadãos ficaram gravemente feridos. Conforme revelou o porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Gaza, Júlio Nhamússua, “mazione” preparava-se para conduzir mais uma sessão de exorcismo quando foi surpreendido pelas autoridades.

A detenção suscitou uma forte reacção da população local, que se mobilizou em protesto. Muitos cidadãos dirigiram-se ao comando distrital exigindo a libertação do detido, enquanto outros ergueram barricadas na Estrada Nacional Número 202 (EN 202), bloqueando o trânsito de pessoas e veículos.

A polícia relatou que um grupo tentou vandalizar e incendiar o Posto de Fiscalização de Chinhacanine, mas a acção foi rapidamente contida pelos agentes. Diante do aumento da tensão, a polícia foi forçada a disparar para dispersar os manifestantes e proteger os bens públicos. Infelizmente, durante esta ação, três cidadãos foram atingidos por balas, numa altura em que se aguardava o reforço da Unidade de Intervenção Rápida (UIR).

Governo dos EUA anuncia saída da UNESCO até 2026

O governo dos Estados Unidos, sob a liderança de Donald Trump, anunciou a decisão de se retirar da UNESCO, a agência da Organização das Nações Unidas (ONU) dedicada à educação, ciência e cultura.

A retirada será efectivada em dezembro de 2026 e ocorre numa altura em que o governo norte-americano critica a instituição por, segundo alegações, não atender aos interesses dos EUA e promover uma agenda anti-Israel.

De acordo com informações do jornal The Guardian, esta é a segunda vez que os Estados Unidos se afastam da UNESCO. A decisão surge após uma revisão da participação americana em várias agências da ONU, onde se concluiu que os objectivos das instituições não estão alinhados com as prioridades do governo de Trump.

Tammy Bruce, porta-voz do Departamento de Estado, expressou que a UNESCO “trabalha para promover causas sociais e culturais divisivas” e afirmou que a organização mantém um foco excessivo nos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, considerados por ela como uma agenda globalista incompatível com a política externa dos EUA, que defende a doutrina de “América em Primeiro Lugar”.

Além da saída da UNESCO, os Estados Unidos planeiam também deixar a Organização Mundial da Saúde (OMS), interromper o financiamento à agência de ajuda humanitária palestina UNRWA e sair do Conselho de Direitos Humanos da ONU.

A UNESCO, com sede em Paris e fundada após a Segunda Guerra Mundial, tem como missão promover a paz por meio da cooperação internacional. Os EUA contribuíam com cerca de 8% do orçamento da agência, um valor considerado significativo, embora não tenha um impacto financeiro devastador.

Funcionários da UNESCO já previam essa medida, uma vez que o governo americano afirmava estar a rever as suas ligações com as agências da ONU. A directora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay, expressou o desejo de continuar a colaboração com as entidades privadas, académicas e organizações sem fins lucrativos dos EUA, afirmando que os Estados Unidos sempre serão bem-vindos na organização.

Starlink sofre falha global e deixa milhares sem internet em todo o mundo

Milhares de utilizadores da internet via satélite ficaram sem acesso à rede esta quarta-feira (24), devido a uma falha global no serviço Starlink, da SpaceX. A interrupção afectou clientes em diversos continentes, desde a América do Norte e Europa até partes da Ásia e África, incluindo utilizadores em zonas remotas de Moçambique, onde a tecnologia tem sido cada vez mais adoptada como alternativa às redes convencionais.

A empresa confirmou o problema através de um breve comunicado na plataforma X (antigo Twitter), informando que está a investigar a causa da falha e a trabalhar para restaurar os serviços o mais rápido possível. “Estamos a experienciar uma interrupção e as nossas equipas estão a trabalhar activamente para resolver a situação”, escreveu a Starlink.

A falha começou a ser reportada por volta das 20h (hora de Moçambique), altura em que a plataforma Downdetector começou a registar um aumento significativo de reclamações. Utilizadores relataram perda total de conectividade e falhas intermitentes, afectando tanto clientes residenciais como empresariais.

Embora os cortes tenham sido sentidos em várias regiões do globo, o impacto foi especialmente notado em comunidades dependentes do Starlink como solução primária de acesso à internet. Em Moçambique, vários utilizadores nas províncias do interior reportaram estar completamente sem ligação, com consequências em sectores como educação à distância, serviços de saúde, operações de ONGs e actividades empresariais online.

Segundo a agência Reuters, fontes internas indicam que a falha poderá estar relacionada com problemas técnicos nos sistemas de gestão de satélites e nos centros de controlo em terra da SpaceX. O site da Starlink também registou instabilidades, o que dificultou o acesso a informações sobre o incidente.

A ausência de conectividade em contextos onde o Starlink é a única opção disponível volta a levantar preocupações sobre a centralização dos serviços digitais e a resiliência das redes em zonas com pouca infraestrutura. Em países como Moçambique, onde o serviço tem sido progressivamente integrado em projectos de desenvolvimento, saúde comunitária e acesso à informação, episódios como este reforçam a urgência de criar alternativas locais e fortalecer a infraestrutura digital nacional.

Até ao final da tarde desta quinta-feira, o serviço permanecia instável em várias localidades, com utilizadores ainda sem acesso à internet. A SpaceX prometeu novas actualizações nas próximas horas.

Rússia: Avião com 49 pessoas a bordo despenha-se na região de Amur

Um avião de passageiros, com 49 pessoas a bordo, despenhou-se na região de Amur, no extremo oriente da Rússia, conforme reportado pelas autoridades locais.

A aeronave, um bimotor Antonov-24 operado pela Angara Airlines, realizava um voo entre as cidades de Blagoveshchensk e Tynda quando perdeu o contacto com os radares, revelou o governador regional, Vassily Orlov. Mais tarde, um helicóptero de resgate localizou a fuselagem da aeronave em chamas, situada na encosta de uma montanha, a aproximadamente 16 quilómetros de Tynda.

Os socorristas informaram que, a partir da observação aérea, não foram detectados sinais de sobreviventes. A agência de defesa civil da região de Amur anunciou o envio de equipas de salvamento para o local do acidente. “Neste momento, foram destacadas 25 pessoas e cinco unidades de equipamento, e quatro aviões com tripulações estão em espera”, declarou o governador.

A bordo do avião encontravam-se 43 passageiros, incluindo cinco crianças, além de seis membros da tripulação, conforme indicado por Vassily Orlov. O acidente ocorreu durante uma segunda tentativa de aproximação ao aeroporto de Tynda, segundo a Procuradoria dos Transportes do Extremo Oriente da Rússia. “Durante a manobra para uma nova aterragem, o avião perdeu contacto”, acrescentou a procuradoria.

As investigações sobre as circunstâncias do acidente estão em curso.

Primeira agência do Microbanco Sólido é inaugurada em Maputo

A cidade de Maputo acolheu a cerimónia de inauguração da primeira agência do Microbanco Sólido S.A., marcando o início das suas operações em Moçambique. 

O evento contou com a presença da Ministra das Finanças, Carla Louveira, que elogiou esta nova iniciativa do sector financeiro, destacando o seu compromisso com a inclusão da população de baixa renda.

Durante a sua intervenção, Louveira sublinhou a importância do Microbanco Sólido na diversificação da oferta bancária no país. “Com a inauguração deste microbanco, Moçambique passa a contar com um total de 73 microbancos, sendo 13 localizados na cidade de Maputo e 18 na província de Maputo”, afirmou a Ministra.

A governante destacou que a criação deste microbanco pretende facilitar o acesso a produtos financeiros que sejam adequados às necessidades dos cidadãos com menos oportunidades no sistema bancário formal. Louveira reiterou que o Microbanco Sólido S.A. se alinha com os objectivos do governo de aproximar os serviços financeiros da população.

Além disso, a Ministra enfatizou a relevância do banco em atender segmentos específicos, como mulheres e jovens, proporcionando uma resposta eficaz às exigências de inclusão financeira. “O sector informal, que frequentemente carece de literacia financeira, representa uma oportunidade significativa, pois movimenta consideráveis quantias de dinheiro”, explicou Louveira.

Este enfoque na literacia financeira, segundo a Ministra, permitirá um maior conhecimento por parte dos clientes em relação aos benefícios de ter acesso à banca formal e de utilizar produtos financeiros convencionais. Louveira desafiou o Microbanco a expandir os seus serviços para outras regiões do país, garantindo que a inclusão financeira atinja mais munícipes.

Por sua vez, Jerson Tembe, director executivo do Microbanco Sólido, reafirmou o compromisso do banco em apoiar o sector informal, com um enfoque particular na juventude. A estratégia do banco visa reduzir a burocracia, facilitando a formalização dos empreendedores informais. “Pretendemos ajudar aqueles que, apesar de movimentarem dinheiro, ainda não têm acesso a crédito ou financiamento”, afirmou Tembe.

O director executivo enfatizou que o sucesso financeiro não está apenas nas garantias, mas sim no trabalho dos clientes, e assegurou que o microbanco tem fundos disponíveis para atender as necessidades dos jovens em Moçambique. A instituição tem como meta atrair cerca de 500 clientes este ano, estabelecendo parcerias com instituições e mercados informais que hesitam em recorrer à banca devido à burocracia.

A inauguração do Microbanco Sólido S.A. representa, portanto, um passo significativo na promoção da inclusão financeira em Moçambique.

Vagas de emprego do dia 24 de Julho de 2025

Foram publicadas hoje, dia 24 de Julho no site MMO Emprego as seguintes oportunidades de emprego em Moçambique:

Clique aqui para baixar a edição em PDF.

Vagas de emprego abertas para hoje:

1. Vaga para Gestor de Soluções de Processos Empresariais

O First National Bank (FNB) pretende recrutar um (1) Gestor de Soluções de Processos Empresariais. Saiba mais.

2. Vaga para Técnico-Comercial (Gestor de Clientes)

A Kapitalis & Humanus pretende recrutar para o seu cliente, um (1) Técnico-Comercial (Gestor de Clientes). Saiba mais.

3. Vaga para Agente de Vendas em Telemarketing

A Xiphefu Digital Ligth pretende recrutar um (1) Agente de Vendas em Telemarketing. Saiba mais.

4. Vaga para Oficial de Gênero e Equidade

A ADPP Moçambique (Associação de Ajuda de Desenvolvimento de Povo para Povo) pretende recrutar um/a (1) Oficial de Gênero e Equidade. Saiba mais.

5. Vaga para Oficial de Monitoria e Avaliação

A ADPP Moçambique (Associação de Ajuda de Desenvolvimento de Povo para Povo) pretende recrutar um/a (1) Oficial de Monitoria e Avaliação. Saiba mais.

Vagas de emprego ainda abertas

1. Vaga para Designer Gráfico Criativo

A Agência de Comunicação de Moçambique pretende recrutar um (1) Designer Gráfico Criativo. Saiba mais.

2. Vaga para Country Lead

A Adam Smith International pretende recrutar um (1) Country Lead. Saiba mais.

3. Vaga para Finance Officer III

A Unitrans pretende recrutar um (1) Finance Officer III. Saiba mais.

4. Vaga para Deputy General Service Manager

A Saipem pretende recrutar um (1) Deputy General Service Manager. Saiba mais.

5. Vaga para Tradutor Ajuramentado

A Lusotradutores pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Tradutor Ajuramentado. Saiba mais.

6. Vaga para ROAD/INFR Field Engineer

A Saipem pretende recrutar um (1) ROAD/INFR Field Engineer. Saiba mais.

7. Vaga para Programme & Monitoring Officer-UNOCHA

A United Nations Development Programme (UNDP) pretende recrutar um (1) Programme & Monitoring Officer-UNOCHA. Saiba mais.

8. Vaga para Specialist – Cyber Defense

A Vodafone pretende recrutar um (1) Specialist – Cyber Defense. Saiba mais.

9. Vaga para Human Resources Analyst

A United Nations Development Programme (UNDP) pretende recrutar um (1) Human Resources Analyst. Saiba mais.

10. Vaga para Exchange Control Officer

A Absa pretende recrutar um (1) Exchange Control Officer. Saiba mais.

11. Vaga para Oficial de Saúde Sexual e Reprodutiva (SSR)

A AMODEFA, delegação de Nampula, pretende recrutar um/a (1) Oficial de Saúde Sexual e Reprodutiva (SSR). Saiba mais.

12. Vaga para Especialista – Proteção à Criança em Emergências

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Especialista – Proteção à Criança em Emergências. Saiba mais.

13. Vaga para Senior Specialist: Bids & Project Manager

A Vodafone pretende recrutar um (1) Senior Specialist: Bids & Project Manager. Saiba mais.

14. Vaga para Logistic Coordinator

A Saipem pretende recrutar um (1) Logistic Coordinator. Saiba mais.

15. Vaga para Catering Manager

A RA International pretende recrutar um (1) Catering Manager. Saiba mais.

16. Vaga para Gestor de Testes

O First National Bank (FNB) pretende recrutar um (1) Gestor de Testes. Saiba mais.

17. Vaga para Mechanical Engineer – Management and Maintenance (Mining)

A Mota-Engil pretende recrutar um (1) Mechanical Engineer – Management and Maintenance (Mining). Saiba mais.

18. Vaga para International Payments Supervisor

O Absa Group pretende recrutar um (1) International Payments Supervisor. Saiba mais.

19. Vaga para Technical Adviser Sustainable Livelihoods

A terre des hommes schweiz (tdhs) pretende recrutar um (1) Technical Adviser Sustainable Livelihoods. Saiba mais.

20. Vagas para Mecânicos

A Construa Lda, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Mecânicos. Saiba mais.

21. Vagas para Motoristas Profissionais

A Construa Lda, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal sete (7) Motoristas Profissionais. Saiba mais.

22. Vagas para Ajudantes de Mecânicos

A Construa Lda, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Ajudantes de Mecânicos. Saiba mais.

23. Vagas para Ajudantes para Montagem e Desmontagem de Pneus e outros

A Construa Lda, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Ajudantes para Montagem e Desmontagem de Pneus e outros. Saiba mais.

24. Vaga para Health and Nutrition Manager

A Johanniter International Assistance pretende recrutar um (1) Health and Nutrition Manager. Saiba mais.

25. Vaga para Técnico de Electrónica Mobile

A Mawonelo Consultoria e Serviços E.I pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico de Electrónica Mobile. Saiba mais.

26. Vaga para Gestor Comercial

Uma empresa no setor de construção civil em Moçambique pretende contratar um (1) Gestor Comercial. Saiba mais.

Equipa multissectorial é lançada na Matola para melhorar serviços no Hospital Provincial

As autoridades da província de Maputo anunciaram a criação de uma equipa multissectorial para monitorar e melhorar o atendimento aos utentes do Hospital Provincial da Matola (HPM). 

A decisão surge após um número crescente de queixas relacionadas com a qualidade do serviço prestado nesta unidade de saúde, a maior da região.

A nova equipa, liderada pelo Secretário de Estado na província de Maputo, Henriques Bongece, conta com a participação de líderes comunitários. A sua missão é acompanhar de perto as denúncias de mau atendimento e garantir que os utentes recebam o cuidado e a atenção necessários.

Durante a entrega de um aparelho de Raio X, Bongece fez um apelo aos profissionais de saúde para que se empenhem em melhorar a imagem do hospital e afastar as percepções negativas que o cercam. “O governo está a trabalhar para criar melhores condições em todas as unidades sanitárias”, afirmou.

O Secretário de Estado também abordou questões que afligem a comunidade, como alegações de roubo de crianças, indicando que a situação tem abrandado. Bongece destacou que a monitorização inclui visitas aos postos de trabalho dos enfermeiros e médicos, com o intuito de compreender as condições em que estes exercem as suas funções.

“Embora tenhamos encontrado alguns profissionais a trabalhar em condições difíceis, eles estão a desempenhar a sua tarefa com dedicação. O nosso trabalho é de monitoria e a informação recolhida servirá para melhorar a assistência à população”, concluiu.

Moçambique introduz novo tratamento preventivo contra o HIV

O Ministério da Saúde de Moçambique anunciou a introdução de um novo tratamento preventivo contra o HIV, que será integrado no sistema nacional de saúde no próximo ano. 

O medicamento, conhecido como lenacapavir, visa reduzir o risco de contracção do Vírus da Imunodeficiência Humana, responsável pela Síndrome da Imunodeficiência Adquirida.

Numa fase inicial, estarão disponíveis entre oitenta a noventa mil doses do lenacapavir, que serão administradas duas vezes por ano a um total de trinta mil pessoas. A informação foi divulgada na segunda-feira pelo secretário executivo do Conselho Nacional de Combate a SIDA, Francisco Mbofana, após uma reunião com a Primeira-ministra, Benvinda Levi.

Actualmente, Moçambique conta com dois milhões e quinhentos mil pacientes em tratamento anti-retroviral no seu sistema nacional de saúde. Os custos logísticos associados a esta profilaxia atingem anualmente quinhentos milhões de dólares.

Zambézia reforça vigilância após suspeitas de casos de Mpox no distrito de Milange

A província da Zambézia encontra-se em estado de alerta máximo devido a suspeitas de três casos de Mpox no distrito de Milange, situado na fronteira com a República do Malawi.

Leonardo Omar, chefe do Departamento de Saúde Pública no Serviço Provincial de Saúde, confirmou que, embora os resultados laboratoriais dos três casos tenham sido negativos, o sector da saúde está a intensificar as medidas de prevenção.

A proximidade de Milange à República do Malawi, onde foram relatados casos da doença, justifica a necessidade de reforçar a vigilância nas comunidades. “Estamos a trabalhar em colaboração com os nossos actores comunitários, outras entidades e lideranças locais, com um enfoque especial nos distritos fronteiriços”, declarou Omar.

Sofala reforça vigilância e prevenção contra a cólera no distrito de Cheringoma

O governo do distrito de Cheringoma, na província de Sofala, está a intensificar as medidas de prevenção contra a cólera, em resposta ao alastramento da doença para os distritos de Marromeu e Muanza, onde foram registados sete óbitos.

As novas iniciativas incluem a instalação de postos de vigilância epidemiológica nos terminais de transporte ferroviário e rodoviário, além da distribuição em larga escala de produtos para a purificação da água.

A administradora do distrito de Cheringoma, Henriqueta do Rosário, destacou que as atenções do governo estão centradas em mercados e escolas, reconhecidos como locais de elevado aglomerado populacional.

Recentemente, o distrito esteve em alerta máximo devido à presença de um doente com diarreia aguda; no entanto, análises laboratoriais confirmaram que o paciente se tratava de um caso de malária intestinal.

Homem de 61 anos morre após incidente com máquina de ressonância magnética

Um trágico incidente ocorreu em Long Island, Nova Iorque, onde um homem de 61 anos perdeu a vida após ser sugado para dentro de uma máquina de ressonância magnética. 

A vítima, que transportava uma corrente de musculação com um peso de nove quilos ao pescoço, entrou na sala de exame sem autorização da equipa técnica.

De acordo com um comunicado do Departamento da Polícia do Condado de Nassau, o homem entrou na sala onde a sua companheira realizava um exame ao joelho no centro Nassau Open MRI, localizado em Westbury. A força magnética da máquina atraiu a corrente metálica, impossibilitando qualquer tentativa de salvamento por parte dos presentes.

A companheira da vítima relatou ao programa News 12 Long Island que, ao vê-lo entrar na sala, pediu ajuda ao marido para sair. No entanto, assim que o homem se aproximou, foi puxado para dentro da máquina. Em desespero, a mulher pediu à equipa técnica que desligasse o aparelho e chamasse os serviços de emergência.

Apesar das tentativas do técnico que se encontrava na sala, não foi possível evitar a fatalidade. Após ser retirado da máquina, a vítima sofreu múltiplos ataques cardíacos.

Máquinas de ressonância magnética são amplamente utilizadas para diagnosticar doenças, utilizando ímans de grande potência. O Instituto Nacional de Imagem Biomédica e Bioengenharia esclarece que o campo magnético gerado por estas máquinas se estende para além do aparelho, exercendo forças significativas sobre objectos metálicos.

As normas de segurança estabelecidas para o uso destas máquinas incluem a proibição de objectos metálicos nas proximidades, medida que visa proteger a integridade dos pacientes e do pessoal técnico.

Moçambique reforça combate à tuberculose com desenvolvimento de nova vacina

O Governo de Moçambique reforçou o seu compromisso na busca de uma nova vacina contra a tuberculose, com o intuito de salvar vidas, especialmente das crianças, que constituem o grupo mais vulnerável à doença.

A declaração foi feita pelo Secretário Permanente do Ministério da Saúde (MISAU), Ivan Manhiça, durante a abertura do 4.º Simpósio em Saúde Global da Fundação Manhiça e do 1.º Fórum da Iniciativa Contra a Tuberculose, sob o lema “Três Décadas de Impacto na Saúde Infantil”.

Manhiça sublinhou que a mesa redonda sobre o papel da sociedade no desenvolvimento da nova vacina destaca a natureza colectiva dessa luta, que envolve ciência, justiça social e o direito à vida. O Secretário Permanente apontou para o Centro de Investigação em Saúde de Manhiça (CISM) e o Instituto Nacional de Saúde (INS) como pilares essenciais na busca de soluções sustentáveis e cientificamente fundamentadas.

“Estamos a iniciar um novo capítulo na luta contra a tuberculose, com a Iniciativa de Tuberculose da Manhiça, que procura uma vacina urgente e necessária”, afirmou Manhiça, reconhecendo os avanços significativos alcançados nas últimas três décadas no combate a doenças como a malária e a tuberculose.

Embora tenham sido feitos progressos, a tuberculose permanece um desafio significativo para a saúde pública em Moçambique, frequentemente associada ao HIV e a um impacto desproporcionado nas populações mais desfavorecidas. O Secretário Permanente apelou à necessidade de uma maior participação da sociedade civil, reguladores, comunidades e jovens cientistas, assim como líderes locais e diversos sectores da saúde e educação.

Francisco Saúte, director-geral do CISM, anunciou que estão a ser realizados ensaios de uma nova geração de vacinas, baseadas em tecnologias inovadoras. “A tecnologia mRNA, desenvolvida inicialmente na luta contra a Covid-19, está agora a ser aplicada numa nova vacina contra a tuberculose, ainda em fases preliminares de avaliação”, esclareceu.

O evento reúne representantes de centros de pesquisa, parceiros locais e internacionais, cientistas, autoridades governamentais, académicos e membros da sociedade civil, com o objectivo de discutir os desafios presentes e futuros da saúde infantil, bem como aumentar a consciência sobre a prevenção da tuberculose, uma das doenças infecciosas mais mortais no mundo.

Partido uMkhonto we Sizwe solicita moção de censura ao Presidente Ramaphosa

O partido uMkhonto we Sizwe apresentou uma moção de censura contra o Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, à Presidente do parlamento sul-africano.

Na solicitação, o partido liderado por Jacob Zuma pede a convocação de uma sessão parlamentar urgente, a realizar nas próximas duas semanas, para que a moção possa ser debatida e votada.

O uMkhonto we Sizwe justifica a sua decisão com uma série de preocupações, incluindo o aumento da taxa de criminalidade, má gestão económica e falhas na segurança nacional. O partido afirma que a liderança de Ramaphosa resultou na erosão da confiança pública e permitiu que o país se desintegrasse.

Gaza: Seis hospitais encerram serviços devido à falta de combustível

O Ministério da Saúde da Palestina anunciou a suspensão das actividades em seis unidades de saúde na Faixa de Gaza, incluindo o Hospital de Serviço Público e a Estação Central de Oxigênio. 

Esta decisão deve-se à contínua restrição imposta por Israel, que impede a entrada de combustível, essencial para o funcionamento dos serviços de saúde, por meio da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Num comunicado divulgado nas redes sociais, o ministério adiantou que, caso a situação não se altere, os restantes hospitais poderão encerrar as suas actividades num prazo de apenas 48 horas. A escassez de ajuda humanitária na região continua a ser alarmante, com relatos de que 15 palestinos faleceram de fome nas últimas 24 horas.

As unidades de saúde que suspenderão os serviços incluem, além do Hospital de Serviço Público e da Estação Central de Oxigênio, a Clínica Al-Salam, a Clínica Al-Shati, o Centro Médico Al-Jalaa e o Centro Médico Haidar Abdel Shafi.

O Ministério da Saúde condenou a situação, afirmando que a ocupação está a atacar o já debilitado sistema de saúde, ao continuar a bloquear o fornecimento de combustível e de suprimentos médicos.

Portugal une-se a mais de 20 países para exigir o fim do conflito na Faixa de Gaza

Portugal faz parte de um grupo de mais de 20 países que subscreveu uma declaração exigindo o fim da guerra na Faixa de Gaza.

Este apelo surge após o governo português ter tentado, na semana anterior, a inclusão de uma referência explícita à crise humanitária em Gaza na declaração emitida durante a Cimeira da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), realizada em Bissau, Guiné-Bissau.

Um total de 25 ministros das Relações Exteriores, provenientes de diversas nações da Europa, Ásia, América do Norte e outras regiões, além da Comissão Europeia, assinaram na segunda-feira uma carta na qual clamam pelo término do conflito, sublinhando que “o sofrimento dos civis precisa parar”. Este pedido é feito no contexto do avanço das forças israelitas, que entraram pela primeira vez na área de Deir al-Balah, na região central do enclave palestino.

Segundo as autoridades israelitas, essa zona abriga militantes do Hamas e reféns detidos pelo grupo. O exército de Israel emitiu ordens de evacuação para uma das áreas mais populosas de Gaza, que se encontra severamente afectada pelo bloqueio que impede o acesso a alimentos, água e electricidade.

Na carta, os ministros pedem ao governo israelita que cesse a negação de assistência humanitária à população civil, ressaltando que Israel deve cumprir as suas obrigações no âmbito do Direito Internacional Humanitário. A detenção contínua dos reféns pelo Hamas desde 7 de Outubro de 2023 é condenada, exigindo a sua libertação imediata e incondicional.

Os países signatários criticaram ainda a continuidade da construção de colonatos na Cisjordânia, o que tem deslocado a população civil da região, e condenaram a violência perpetrada por colonos contra palestinos em Jerusalém. O comunicado apela a um esforço conjunto da comunidade internacional, que deve unir-se para promover um cessar-fogo imediato e incondicional.

A declaração conclui com um apelo ao apoio dos Estados Unidos, Catar e Egipto na busca pelo cessar-fogo na região, proposta rejeitada pelo governo israelita, que considera o Hamas como o único responsável pelo prolongamento do conflito e pela situação dos reféns.

A guerra na Faixa de Gaza já causou a morte de mais de 56 mil palestinianos, em grande parte mulheres e crianças, segundo relatórios das Nações Unidas e organizações humanitárias que actuam na área.

Em Portugal, o Partido Socialista, terceira maior força política na Assembleia da República, anunciou a intenção de pedir uma audição ao ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, sobre a decisão de Portugal em não apoiar a inclusão da referência à crise humanitária em Gaza na declaração de Bissau. Críticas também foram levantadas pela oposição, incluindo os partidos Livre, PCP, Bloco de Esquerda e Pessoas-Animais-Natureza (PAN), que exigem explicações sobre a posição portuguesa.

A proposta inicialmente apresentada pela sociedade civil pretendia condenar o uso da fome como uma arma de guerra, focando particularmente na situação das crianças palestinianas.

Governo assegura que água do Limpopo não apresenta riscos imediatos à saúde

O Governo de Moçambique garantiu que, até ao momento, a alegada contaminação da água do rio Limpopo não representa um risco para a saúde pública. 

Contudo, foram solicitadas análises complementares em dois laboratórios independentes, com o intuito de obter resultados mais fiáveis e conclusivos.

A preocupação foi levantada após relatos sobre a alteração na coloração da água do Limpopo, um recurso vital para as comunidades da província de Gaza, que dependem dele para diversos fins.

Chuvas torrenciais e deslizamentos de terra no Paquistão fazem mais de 220 mortos

As chuvas torrenciais que assolaram o Paquistão desde o início da época das monções, no final de Junho, resultaram na morte de 221 pessoas, sendo mais de 100 crianças entre as vítimas. 

A informação foi confirmada por um porta-voz da Autoridade de Gestão de Desastres, em declarações à Agência France Presse (AFP). As fatalidades ocorreram entre 26 de Junho e 21 de Julho, com as vítimas perdendo a vida devido ao colapso das suas habitações, arrastadas por cheias repentinas ou electrocutadas.

Além dos números já reportados, as autoridades informaram que deslizamentos de terra na região Norte do Paquistão, consequência das intensas chuvas de verão, resultaram na morte de três pessoas, com 15 indivíduos ainda dados como desaparecidos.

Muitas das vítimas eram turistas provenientes de outras partes do país que se encontravam a visitar a província de Gilgit-Baltistan, famosa pelos seus vales verdejantes e lagos cristalinos, quando foram surpreendidos por um deslizamento de terras numa estrada montanhosa.

Salim Valá realça urgência de autonomia e inovação no desenvolvimento económico de Moçambique

O Ministro do Planeamento e Desenvolvimento de Moçambique, Salim Valá, afirmou que a elevada dependência do país em soluções externas condiciona o progresso.

Durante o lançamento da Reunião Nacional para o Planeamento e Implementação do Plano Económico e Social e do Orçamento do Estado para 2026, realizado na manhã de segunda-feira, no município da Matola, Valá sublinhou a urgência em romper com ciclos de “improvisação e gestão reativa”.

Valá enfatizou a importância de superar barreiras como a inércia, resistência à mudança, complacência e o receio de sair da zona de conforto. “O futuro exige coragem para planear com visão e monitorizar com rigor. Não pode haver desenvolvimento sustentável sem uma liderança estratégica, a qual necessita de dados, objetivos, indicadores, controlo e transparência”, declarou o ministro.

O governante apelou a uma intensificação das capacidades de previsão e antecipação por parte do governo, de modo a delinear percursos de desenvolvimento mais promissores, mantendo uma interação constante com diversos sectores da sociedade, em particular com as universidades e centros de investigação.

Valá lembrou que o Orçamento do Estado para 2025 apresenta um défice de 126.8 mil milhões de meticais (cerca de dois mil milhões de dólares norte-americanos, ao câmbio atual), com uma receita total de 385.8 mil milhões e despesas de 512.7 mil milhões de meticais. Este Orçamento está alinhado com o novo Programa Quinquenal do Governo (2025 – 2029) e visa a consolidação fiscal e estabilização da dívida pública.

Nos últimos três anos, segundo o ministro, a economia nacional demonstrou sinais de recuperação, embora de forma moderada e abaixo do seu potencial, muito influenciada pelo sector agrícola e pela indústria extrativa. O Produto Interno Bruto (PIB) registou um crescimento de 4.03 por cento, e as previsões para 2025 projetam um crescimento de 2.9 por cento. Valá também referiu que a taxa de inflação nesse período situou-se em torno de 6.9 por cento, resultado de uma gestão prudente da política monetária e fiscal.

PRM desmantela quadrilha armada com catanas responsável por assaltos em Pemba

A Polícia da República de Moçambique (PRM) anunciou a captura de sete jovens suspeitos de realizar assaltos na cidade de Pemba, em Cabo Delgado, utilizando catanas como arma.

De acordo com informações provenientes da PRM, a quadrilha operava não apenas na cidade de Pemba, mas também em vários distritos, incluindo Mecufi e Metuge. Os indiciados foram detidos após uma série de investigações que confirmaram a sua actividade criminosa.

Enquanto alguns dos detidos negam a sua participação nos assaltos, outros admitiram ter estado envolvidos em ataques a residências.

Apesar dos esforços da PRM para neutralizar grupos de assaltantes armados com catanas, a criminalidade continua a ser uma preocupação premente, especialmente nas áreas de Mecufi, Metuge, Montepuez e na própria cidade de Pemba.

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