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Segunda-feira, Setembro 7, 2026
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Governo de Maduro investiga Presidente de El Salvador por abusos contra venezuelanos detidos

O governo da Venezuela, sob a liderança de Nicolás Maduro, anunciou uma investigação criminal contra o presidente de El Salvador, Nayib Bukele, por alegações de violação dos direitos humanos. 

A informação foi divulgada esta segunda-feira (21), pelo procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab.

A investigação ocorre após uma recente troca de prisioneiros entre a Venezuela e os Estados Unidos, realizada no dia 18 de Julho. Neste acordo, 252 cidadãos venezuelanos que se encontravam detidos no Centro de Confinamento do Terrorismo (CECOT), em El Salvador, foram libertados em troca da libertação de 10 norte-americanos que estavam encarcerados na Venezuela.

Os ministros Héctor Gustavo Villatoro e Osiris Luna Mesa, da Justiça e do Vice-Ministério da Justiça de El Salvador, também estão sob investigação. O procurador-geral da Venezuela solicitou intervenções do Tribunal Penal Internacional (TPI) e do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas (ONU).

Segundo Saab, os venezuelanos detidos em El Salvador foram submetidos a torturas diárias, tiveram negado o acesso a cuidados médicos e foram vítimas de violações do devido processo legal. Os indivíduos estavam sob custódia desde Março, quando o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, teria pago cerca de 6 milhões de dólares ao governo de Bukele para acolher os imigrantes, acusados de pertencer ao grupo criminoso Tren de Aragua (TdA).

Na ocasião, os venezuelanos foram deportados para uma prisão de segurança máxima em El Salvador, após Trump invocar uma legislação do século XVIII que lhe conferia poderes especiais para deportar imigrantes indocumentados.

O governo da Venezuela argumenta que esses cidadãos foram enviados para o centro de detenção sem provas concretas que comprovassem as acusações de ligação ao TdA.

Acusados seis suspeitos de conspiração para desestabilizar o Estado moçambicano

O Ministério Público de Moçambique formalizou acusações contra seis indivíduos por conspiração contra a segurança do Estado, numa aparente referência aos tumultos que se seguiram aos resultados das eleições gerais de Outubro passado, amplamente considerados fraudulentos.

De acordo com um relatório na edição de segunda-feira da publicação independente “Carta de Moçambique”, entre os acusados encontra-se Vitano Singano, líder do partido Revolução Democrática (RD), que se destaca como uma cisão do antigo movimento rebelde Renamo.

O paradeiro de Singano é desconhecido neste momento. Tanto o partido como a sua família afirmam que ele foi sequestrado pelo Serviço Nacional de Investigação Criminal (Sernic), uma acusação que a instituição nega.

Na lista dos acusados está também Manecas Daniel, coordenador da Coligação da Aliança Democrática (CAD), assim como outros dois membros da CAD, Reinaldo Sindique e Justino Monjane. A CAD é uma união de pequenos partidos de oposição que, no final de 2024, declarou o seu apoio a Venancio Mondlane, que se tornou o principal candidato da oposição nas eleições presidenciais.

Os outros dois homens acusados são membros das forças armadas, Jeremias Sitoe e Piedade Machado. O despacho do Ministério Público alega que, desde Outubro de 2024, Singano organizou reuniões clandestinas com figuras militares num escritório no bairro de Alto-Maé, em Maputo. Neste espaço, teria havido encontros com Daniel, Monjane, Sindique e Machado.

Os procuradores citam uma conversa telefónica do dia 20 de Outubro entre Singano e um homem identificado como Mariano Adamo, na qual discutiam a manifestação convocada por Venancio Mondlane para o dia 21 de Outubro. Esta demonstração ocorreu na sequência do assassinato, dois dias antes, do advogado de Mondlane, Elvino Dias, e do agente eleitoral da oposição, Paulo Guambe. A marcha iniciou-se de forma pacífica, mas terminou com a polícia a atacar brutalmente os manifestantes, em frente a equipas de televisão nacionais e internacionais.

Este incidente culminou na fuga de Mondlane para o estrangeiro, onde permaneceu cerca de dois meses. Os procuradores afirmam que, na conversa telefónica de 20 de outubro, Singano alegou ter o apoio de altos oficiais das forças armadas e do Ministério do Interior para ações que visavam atacar instituições públicas, como unidades policiais e militares.

Entre o equipamento a ser utilizado em supostos ataques, estavam explosivos fornecidos por mineradores informais na província do Nampula, destinados a destruir estradas e pontes a fim de dificultar a movimentação de veículos transportando tropas.

Contudo, nenhuma explosão desse tipo ocorreu. Várias outras comunicações telefónicas entre os supostos conspiradores são mencionadas no despacho. Numa delas, datada de 30 de outubro, Singano teria instruído um homem identificado como Chiquira Maluane a atacar o comando policial na cidade de Matola e a eliminar o comandante distrital da polícia.

Outro conspirador, identificado como Castro Furruma, teria prometido a Singano que o seu grupo atacaria o quartel-general do estado-maior das forças armadas em Maputo a 10 de novembro. No entanto, nenhum desses ataques na capital ou em Matola se concretizou.

Apesar da ausência de ações, o despacho do Ministério Público sustenta que ficou provado que Singano “para além de desempenhar um papel preponderante na coordenação das atividades e na interação com os membros do grupo para a realização de atos violentos, pretendia também atacar unidades militares e policiais, bem como instituições públicas e privadas”. O despacho encontra-se agora nas mãos do Tribunal Judicial da Cidade de Maputo, que deverá decidir se existem provas suficientes para justificar um julgamento.

Queda de aeronave militar em Dhaka atinge escola e deixa 20 mortos e 164 feridos

Uma tragédia abalou a capital de Bangladesh, Dhaka, na segunda-feira (21), quando uma aeronave de treinamento da Força Aérea do país crashed sobre o edifício da Milestone School and College, situado no bairro de Uttara. O incidente resultou na morte de 20 pessoas e deixou 164 feridos.

De acordo com informações preliminares, o piloto da aeronave, tenente Md. Taukir Islam, também perdeu a vida no acidente. Imagens que circulam nas redes sociais retractam o desespero dos cidadãos em meio a chamas e uma densa coluna de fumo que emergia do local da colisão.

O director assistente do Hospital Moderno de Uttara, Dr. Akash, reportou que 120 das vítimas apresentaram queimaduras de segundo e terceiro graus, com áreas afectadas variando entre 60% e 70% do corpo. A maioria dos feridos tem idades compreendidas entre os 14 e 20 anos.

A imprensa local informou que a aeronave atingiu o edifício apenas 12 minutos após a decolagem. Em resposta ao acidente, foi decretado luto nacional, com a bandeira do país a ser hasteada a meio mastro em todas as instituições governamentais até esta terça-feira, 22 de Julho.

Vagas de emprego do dia 22 de Julho de 2025

Foram publicadas hoje, dia 22 de Julho no site MMO Emprego as seguintes oportunidades de emprego em Moçambique:

Clique aqui para baixar a edição em PDF.

Vagas de emprego abertas para hoje:

1. Vaga para Finance Officer III

A Unitrans pretende recrutar um (1) Finance Officer III. Saiba mais.

2. Vaga para Deputy General Service Manager

A Saipem pretende recrutar um (1) Deputy General Service Manager. Saiba mais.

3. Vaga para Tradutor Ajuramentado

A Lusotradutores pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Tradutor Ajuramentado. Saiba mais.

Vagas de emprego ainda abertas

1. Vaga para ROAD/INFR Field Engineer

A Saipem pretende recrutar um (1) ROAD/INFR Field Engineer. Saiba mais.

2. Vaga para Programme & Monitoring Officer-UNOCHA

A United Nations Development Programme (UNDP) pretende recrutar um (1) Programme & Monitoring Officer-UNOCHA. Saiba mais.

3. Vaga para Specialist – Cyber Defense

A Vodafone pretende recrutar um (1) Specialist – Cyber Defense. Saiba mais.

4. Vaga para Human Resources Analyst

A United Nations Development Programme (UNDP) pretende recrutar um (1) Human Resources Analyst. Saiba mais.

5. Vaga para Exchange Control Officer

A Absa pretende recrutar um (1) Exchange Control Officer. Saiba mais.

6. Vaga para Oficial de Saúde Sexual e Reprodutiva (SSR)

A AMODEFA, delegação de Nampula, pretende recrutar um/a (1) Oficial de Saúde Sexual e Reprodutiva (SSR). Saiba mais.

7. Vaga para Especialista – Proteção à Criança em Emergências

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Especialista – Proteção à Criança em Emergências. Saiba mais.

8. Vaga para Senior Specialist: Bids & Project Manager

A Vodafone pretende recrutar um (1) Senior Specialist: Bids & Project Manager. Saiba mais.

9. Vaga para Logistic Coordinator

A Saipem pretende recrutar um (1) Logistic Coordinator. Saiba mais.

10. Vaga para Catering Manager

A RA International pretende recrutar um (1) Catering Manager. Saiba mais.

11. Vaga para Gestor de Testes

O First National Bank (FNB) pretende recrutar um (1) Gestor de Testes. Saiba mais.

12. Vaga para Mechanical Engineer – Management and Maintenance (Mining)

A Mota-Engil pretende recrutar um (1) Mechanical Engineer – Management and Maintenance (Mining). Saiba mais.

13. Vaga para International Payments Supervisor

O Absa Group pretende recrutar um (1) International Payments Supervisor. Saiba mais.

14. Vaga para Technical Adviser Sustainable Livelihoods

A terre des hommes schweiz (tdhs) pretende recrutar um (1) Technical Adviser Sustainable Livelihoods. Saiba mais.

15. Vaga para Oficial de Projecto LINK/GCF

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial de Projecto LINK/GCF. Saiba mais.

16. Vaga para Engenheiro/a Mecânico – Gestão/Manutenção (Mina)

A Mota-Engil pretende recrutar um/a (1) Engenheiro/a Mecânico – Gestão/Manutenção (Mina). Saiba mais.

17. Vaga para Procurement Specialist

A World Bank pretende recrutar um (1) Procurement Specialist. Saiba mais.

18. Vagas para Mecânicos

A Construa Lda, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Mecânicos. Saiba mais.

19. Vagas para Motoristas Profissionais

A Construa Lda, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal sete (7) Motoristas Profissionais. Saiba mais.

20. Vagas para Ajudantes de Mecânicos

A Construa Lda, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Ajudantes de Mecânicos. Saiba mais.

21. Vagas para Ajudantes para Montagem e Desmontagem de Pneus e outros

A Construa Lda, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Ajudantes para Montagem e Desmontagem de Pneus e outros. Saiba mais.

22. Vaga para Health and Nutrition Manager

A Johanniter International Assistance pretende recrutar um (1) Health and Nutrition Manager. Saiba mais.

23. Vaga para Técnico de Electrónica Mobile

A Mawonelo Consultoria e Serviços E.I pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico de Electrónica Mobile. Saiba mais.

24. Vaga para Consultor para Prestação de Apoio Técnico ao Governo e OPDS na Redacção do Regulamento

O Fórum das Associações Moçambicanas de Pessoas com Deficiência (FAMOD) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Consultor para Prestação de Apoio Técnico ao Governo e OPDS na Redacção do Regulamento. Saiba mais.

25. Vaga para Gestor Comercial

Uma empresa no setor de construção civil em Moçambique pretende contratar um (1) Gestor Comercial. Saiba mais.

Após 20 anos em coma, príncipe saudita Alwaleed bin Khalid morre aos 36 anos

O príncipe da Arábia Saudita, Alwaleed bin Khalid bin Talal bin Abdulaziz Al Saud, conhecido como o “Príncipe Adormecido”, faleceu aos 36 anos após ter permanecido em coma durante duas décadas. 

A família real saudita anunciou a sua morte no sábado, sem fornecer mais detalhes sobre as circunstâncias.

Alwaleed estava em coma desde os 15 anos, quando sofreu um grave acidente de viação em 2005, em Londres, onde estudava num colégio militar. O trágico incidente resultou numa hemorragia cerebral que o deixou incapacitado.

Durante os 20 anos em que esteve sob cuidados médicos, Alwaleed foi objecto de monitorização rigorosa. Embora tenha apresentado breves episódios de movimentação limitada, nunca recuperou a consciência, conforme reportado pelo Saudi Gazette e citado pelo Newsweek.

A morte do príncipe marca o fim de uma história triste que acompanhou a família real saudita ao longo de duas décadas.

Chuvas intensas na Coreia do Sul resultam em 14 mortes e milhares de desabrigados

As fortes tempestades que atingem a Coreia do Sul desde a última quarta-feira provocaram uma tragédia, com 14 mortos e 12 desaparecidos até domingo (20). 

Segundo a Yonhap News, a intensa precipitação causou deslizamentos de terra e inundações, deixando um rastro de destruição.

O condado de Sancheong, localizado no sul do país, registou a maior parte das fatalidades, mas incidentes semelhantes foram reportados em locais como Osan, na província de Gyeonggi, e Seosan e Dangjin, ambos na província de Chungcheong do Sul. Os desaparecidos, conforme informações da agência, são oriundos da cidade de Gwangju, no sudoeste da Coreia do Sul.

As chuvas arrasaram milhares de casas e edifícios, levando à evacuação de cerca de 5 mil pessoas, das quais cerca de 3 mil foram encaminhadas para abrigos, segundo o Ministério do Interior e Segurança local.

Neste domingo, o governo sul-coreano formou uma equipe interinstitucional com o intuito de apoiar a recuperação das áreas afectadas. O presidente Lee Jae Myung enfatizou a necessidade de priorizar a assistência às localidades atingidas.

Em uma declaração à imprensa, o porta-voz do governo, Kang Yu-jung, informou que uma força-tarefa está a avaliar a extensão dos danos causados pelas chuvas e deslizamentos.

Hidroeléctrica de Cahora Bassa será reabilitada por grupo australiano

O grupo de engenharia australiano Andritz Hydro GmbH foi contratado para realizar trabalhos de reabilitação na hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), empresa pública responsável pela gestão da barragem situada no rio Zambeze, na província de Tete.

Em comunicado, a empresa australiana revelou que o projecto de reabilitação da central hidroeléctrica, designado REABSUL II, visa aumentar a eficiência, fiabilidade, disponibilidade e facilidade de manutenção da planta da HCB. Como parte deste projecto, a capacidade das turbinas será aumentada em mais de 4 por cento, elevando-se para 433 megawatts por unidade.

O contrato foi assinado por Tomas Matola, presidente do conselho de administração da HCB, e por Gerhard Kriegler, director-geral da Andritz Hydro GmbH.

“Nos termos do acordo, a Andritz fornecerá cinco geradores de 480 MVA, cinco turbinas Francis, sistemas de controle e protecção, bem como estruturas hidromecânicas.

A empresa austríaca será responsável pelo design, engenharia, fabrico e fornecimento do equipamento, além da instalação, testes e comissionamento no local do projecto”, refere o comunicado.

A HCB anunciou que as actividades de reabilitação estão orçadas em cerca de 220 milhões de dólares, dos quais 203 milhões são destinados à execução física, 15 milhões a serviços de consultoria e dois milhões a custos de funcionamento internos.

A empresa também informou que a grave seca que afecta a bacia do Zambeze, resultado do fenómeno climático El Niño, contribuiu para uma redução na geração de energia na barragem. O nível de água no reservatório, ao longo do último ano, caiu para apenas 26 por cento da sua capacidade, a menor marca em 30 anos.

Banco Mundial aposta no futuro energético de Moçambique para a próxima década

O presidente do Banco Mundial, Ajay Banda, manifestou a sua convicção de que Moçambique se tornará uma referência energética nos próximos dez anos, com o objectivo de constituir um hub energético no sul de África.

Em declarações à imprensa, após uma visita à Barragem de Cahora Bassa, na província de Tete, Banda expressou a sua intenção de colaborar com o governo moçambicano na identificação de novas formas de promover o potencial energético do país. O presidente destacou o comprometimento do líder moçambicano, Daniel Chapo, em concretizar os projectos energéticos em curso.

“Imaginando o futuro, a visão que partilho com o Presidente da República é a de transformar Moçambique numa potência energética na região sul de África. Esta é uma oportunidade real que deve ser explorada de forma conjunta, envolvendo não apenas fundos públicos, mas também parcerias público-privadas”, afirmou Banda.

Relativamente ao Projecto Central Norte de Cahora Bassa, que prevê a construção de uma nova hidroeléctrica na margem esquerda da barragem existente, o presidente do Banco Mundial revelou que a Corporação Financeira Internacional (IFC) e o Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD) estão dispostos a avaliar o financiamento e a dívida dos projectos apresentados pelo governo moçambicano.

Banda acrescentou que o BIRD irá analisar as garantias de risco parcial, enquanto a Agência Multilateral para Garantia dos Investimentos (MIGA) fará uma avaliação do risco político. A Associação Internacional de Desenvolvimento (AIDA) poderá fornecer financiamento de crédito concessional, abrangendo a transmissão de energia e a preparação do projecto do Norte de Cahora Bassa.

“Esta colaboração pode ser comparada a uma orquestra, onde diversos instrumentos se juntam para criar harmonia”, sublinhou Banda.

O dirigente salientou que o sector energético é uma prioridade para o Banco Mundial em Moçambique, embora existam outras áreas de financiamento, como o turismo e o desenvolvimento de corredores de transporte, além da juventude como um potencial motor de crescimento.

O projeto Central Norte de Cahora Bassa terá uma capacidade máxima de geração de 1.250 MW, complementando os 2.075 MW da Central Sul, com a construção prevista para ser iniciada em 2028 e a duração estimada de cinco anos.

Um estudo recente intitulado “Africa Energy Outlook 2024, Mozambique Special Report” projeta que Moçambique poderá ser responsável pela produção de cerca de 20% da energia gerada no continente africano até 2040, integrando a lista dos dez maiores produtores de energia a nível global.

Naufrágio na baía de Halong deixa pelo menos 34 mortos e oito desaparecidos

Um naufrágio trágico na baía de Halong, um dos destinos turísticos mais icónicos do Vietnã, resultou na morte de pelo menos 34 pessoas, com outras oito a permanecerem desaparecidas. 

O barco, denominado Wonder Sea, transportava 48 passageiros, entre os quais mais de 20 crianças, além de cinco tripulantes, quando foi apanhado por uma tempestade repentina.

As autoridades locais relataram que a embarcação virou em consequência de chuvas intensas, granizo e ventos fortes, eventos meteorológicos que afectaram não só a província de Quang Ninh, onde se localiza a baía, mas também a capital Hanói e diversas áreas do norte do país.

O serviço de guarda-costeira conseguiu resgatar 11 pessoas com vida e recuperou 34 corpos, enquanto as operações de busca para localizar os desaparecidos continuam a decorrer durante a noite. A presença de tantas crianças a bordo contribuiu para a comoção geral em torno deste infortúnio.

Testemunhas oculares descreveram o momento da catástrofe, com um morador da região, Tran Trong Hung, a relatar: “O céu escureceu por volta das 14h, e começou a cair granizo do tamanho de um dedo do pé, seguido de uma chuva torrencial.”

O primeiro-ministro do Vietnã, Pham Minh Chinh, manifestou as suas condolências às famílias das vítimas e ordenou acções imediatas para reforçar as operações de busca e resgate. Além disso, foi determinada a abertura de uma investigação minuciosa para apurar as causas do naufrágio e responsabilizar os envolvidos.

A baía de Halong é reconhecida pelas suas impressionantes formações rochosas e águas tranquilas, atraindo milhões de turistas anualmente.

Contudo, a região tem um histórico preocupante de acidentes marítimos, sendo que, em 2024, 30 embarcações afundaram na mesma província devido ao tufão Yagi. Recentemente, um ferry naufragou na costa da ilha de Bali, na Indonésia, resultando na morte de 18 pessoas.

Intoxicação alimentar de Netanyahu adia depoimento no julgamento por corrupção

O depoimento do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, no julgamento pelo qual é acusado de corrupção, foi adiado devido a uma intoxicação alimentar.

Inicialmente agendadas para a segunda e terça-feira, as audiências foram canceladas, e Netanyahu só poderá voltar a depor em Setembro, após as férias judiciais.

O advogado do primeiro-ministro, Amit Hadad, solicitou o adiamento das audiências para quarta e quinta-feira, mas o Tribunal Distrital de Jerusalém informou que tal não seria viável devido a conflitos de agenda, conforme noticiado pelo The Times of Israel.

O depoimento de Netanyahu tem enfrentado diversos adiamentos, atribuídos não apenas a questões de saúde do próprio primeiro-ministro, mas também à guerra em curso com o Hamas em Gaza, a tensões com o Irão, além das suas viagens diplomáticas e das responsabilidades inerentes ao seu cargo como primeiro-ministro.

Campanha “Já Chega” mobiliza Moçambique contra a desnutrição infantil

A organização não governamental World Vision lançou uma campanha intitulada “Já Chega”, que tem como objectivo combater a desnutrição crónica em Moçambique. 

Este projecto ambiciona beneficiar 2,6 milhões de crianças nas províncias da Zambézia, Tete, Gaza e Nampula.

A gestora da campanha, Diolene Gimo, divulgou esta iniciativa na cidade de Nampula, onde se regista uma taxa alarmante de desnutrição entre crianças com menos de cinco anos, que atinge 46,7 por cento, segundo dados oficiais.

Iniciada em Março deste ano na capital do país, Maputo, a campanha, com duração prevista de três anos, não divulgou os valores financeiros em jogo, mas destacou a necessidade urgente desta ação.

“Esta campanha combina esforços de advocacia com intervenções práticas nas comunidades, incluindo a participação de líderes religiosos, que possuem grande influência na sociedade e são essenciais para reverter o actual cenário de desnutrição infantil”, afirmou Diolene Gimo.

A campanha procura articular esforços com outras instituições e organizações que litigam contra a desnutrição, ressaltando que a erradicação desse problema não pode ser uma responsabilidade apenas da World Vision. A colaboração com o sector privado será igualmente importante para o sucesso da iniciativa.

A directora provincial do Género, Criança e Ação Social, Cedinha Mpila, reafirmou o compromisso do governo em trabalhar colectivamente para melhorar o bem-estar das crianças e erradicar a desnutrição infantil. “A campanha ‘Já Chega’ não é um mero slogan; é um apelo à ação, reflectindo o clamor das nossas comunidades por um futuro saudável para os seus filhos”, declarou.

Os dados sobre a desnutrição na província de Nampula são preocupantes. Mais de 46,7 por cento das crianças nesta região sofre de desnutrição crónica, evidenciando a urgência em mobilizar esforços para abordar essa questão. A província de Nampula, a mais populosa do país, conta com mais de 3,5 milhões de crianças, representando quase 22 por cento da população moçambicana nesta faixa etária.

A World Vision Moçambique justifica a campanha como uma forma de reforçar o envolvimento de atores locais e garantir o compromisso político e comunitário na luta contra a desnutrição infantil.

Conforme dados oficiais, a taxa de desnutrição crónica em Moçambique está fixada em 38 por cento, mas Nampula figura entre as províncias com cifras mais elevadas.

Sofala: Estudante detido após raptar menor de seis anos em Dondo

Um jovem estudante de 22 anos está sob custódia da Polícia da República de Moçambique (PRM) desde sábado (19), no distrito de Dondo, província de Sofala, acusado de raptar um menor de seis anos. 

De acordo com informações publicadas pelo jornal Notícias, a vítima foi encontrada em uma obra abandonada, localizada a cerca de cinco quilómetros da sua residência.

O indivíduo em questão exigiu a quantia de 250 mil meticais aos familiares da criança para a sua libertação, conforme relatou o pai do menor à PRM. O autor do crime confessou que pretendia utilizar 85 mil meticais da quantia exigida para garantir uma vaga de emprego.

A PRM detalhou que o menor revelou que o raptor o chamou para sair enquanto brincava com amigos, levando-o para o local onde ficou detido. Ao perceber a ausência da criança, os pais alertaram imediatamente a polícia, que, na mesma noite, recebeu uma chamada do raptor através de um número desconhecido, em que voltou a solicitar os 250 mil meticais.

Graças a diligências realizadas pela PRM, foi possível resgatar o menor e proceder à detenção do suspeito.

Ex-presidente da Coreia do Sul acusado de abuso de poder

O ex-presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk Yeol, foi formalmente acusado de abuso de poder, relacionado à tentativa falhada de impor a lei marcial em Dezembro do ano passado.

Em declarações à imprensa em Seul, a procuradora Park Ji-young informou que o Ministério Público (MP) acusou Yoon Suk Yeol não apenas de abuso de poder, mas também de obstrução ao exercício de funções oficiais especiais.

As autoridades consideram que o ex-presidente não seguiu os procedimentos necessários para a declaração da lei marcial, especificamente a ausência de uma reunião formal do Conselho de Ministros, que é um requisito legal para tal acção.

Mudança de cor no Rio Limpopo faz ARA-Sul alertar para perigo de consumo

O Conselho Regional de Águas do Sul de Moçambique (ARA-Sul) emitiu um alerta sobre uma alteração significativa na cor da água do Rio Limpopo, situada na província meridional de Gaza, que sugere uma possível contaminação. 

Em comunicado, a ARA-Sul recomendou que “a água não deve ser consumida directamente”.

A coloração verde que se observa ao longo do Rio Limpopo, desde áreas riverenses nos territórios da África do Sul, Botswana e Zimbabwe, estende-se até regiões a jusante em solo moçambicano. Os técnicos dos países que partilham a gestão da bacia do Limpopo estão a recolher amostras de água em pontos estratégicos, com o intuito de realizar análises em laboratórios credenciados.

A ARA-Sul advertiu que, enquanto as investigações laboratoriais decorrem, a água do rio não deve ser utilizada para consumo humano, irrigação ou para abastecimento de gado. “Qualquer anomalia observada no rio deve ser imediatamente comunicada às autoridades competentes. Com esta medida, pretendemos reforçar o nosso compromisso na protecção dos recursos hídricos e na segurança das comunidades ribeirinhas. Continuaremos a disponibilizar informações actualizadas à medida que os dados forem conhecidos”, referiu o comunicado.

Entretanto, autoridades sul-africanas, citadas pela imprensa local, garantiram que os resultados das análises laboratoriais realizadas a 15 de Julho, sobre amostras de água do Limpopo, apresentaram resultados negativos, confirmando que a água é segura para consumo.

O Rio Limpopo, com aproximadamente 1.600 quilómetros de extensão, é o segundo maior da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) e abrange uma bacia de cerca de 415.000 quilómetros quadrados. O rio é uma fonte de água vital para milhões de pessoas que habitam Moçambique, África do Sul, Botswana e Zimbabwe.

Boane: FIPAG assume gestão dos sistemas locais de abastecimento de água

Na vila de Boane, na Província de Maputo, os sistemas de abastecimento de água que estavam sob a responsabilidade de comissões locais passarão a ser geridos pelo Fundo de Investimento e Património de Abastecimento de Água (FIPAG). 

Esta decisão surge em resposta à incapacidade das comissões em satisfazer a crescente demanda por água na região.

Em entrevista à Rádio Moçambique, a Presidente do Conselho Municipal de Boane, Geraldina Bonifácio, explicou que a situação actual é insustentável. Apesar do pagamento pelo consumo de água, muitas das comissões locais não conseguem garantir a manutenção das infraestruturas, resultando em abastecimento irregular, com algumas áreas a receber água apenas uma vez por semana.

A Presidente Bonifácio sublinhou que não se justifica a manutenção da gestão por parte das comissões, uma vez que a sua incapacidade operacional compromete o acesso à água potável para a população. No total, seis comissões locais poderão perder a gestão dos sistemas de abastecimento de água devido a estas dificuldades.

CDD critica uso de atrelados para transporte de pessoas em Moçambique

O Centro para Democracia e Direitos Humanos (CDD) expressou a sua condenação ao uso de atrelados, destinados ao transporte de animais e carga, acoplados a tractores para transportar pessoas em diversos distritos do país. 

A medida foi anunciada pelo Governo na semana passada, com o intuito de adquirir 100 tractores com atrelados para facilitar o transporte em áreas de difícil acesso.

O projecto piloto foi lançado na província de Cabo Delgado, onde o Governador recebeu as chaves dos tractores do Fundo de Transportes e Comunicações (FTC). O investimento, mantido em segredo até a sua divulgação, é estimado em mais de 650 milhões de meticais.

Paulo Ricardo, Presidente do Conselho de Administração do FTC, descreveu os tractores como veículos mistos, afirmando que oferecem conforto com assentos, cintos de segurança e ar condicionado. No entanto, o CDD considera essa caracterização enganosa, considerando a medida desumana e indignificante.

No boletim sobre política moçambicana, a ONG desafia o governo a priorizar investimentos em infra-estruturas básicas, como estradas, que permitiriam a circulação de meios de transporte mais adequados e respeitadores da dignidade humana.

O CDD critica também a proposta de um modelo similar implementado nas cidades de Maputo e Matola, que resultou na criação de carroçarias acopladas a chassis, afirmando que tal solução não dignifica a pessoa humana e junta pessoas e mercadorias sem oferecer conforto.

A ONG alerta que essas “soluções improvisadas” evidenciam uma falta de consideração do Governo pelas condições de transporte da população e revelam uma incapacidade de planificação estratégica, além de sugerir que as elites estão a lucrar com a precariedade das condições sociais em Moçambique.

Médicos cubanos prestam consultas gratuitas em Moçambique

O Governo cubano reafirma o seu compromisso em apoiar o sector de saúde em Moçambique, no âmbito da cooperação que já perdura por 50 anos entre os dois países. 

Este apoio abrange o envio de equipas médicas cubanas a diversas unidades sanitárias e a disponibilização de medicamentos para auxiliar a população.

No passado sábado, uma equipa médica cubana realizou consultas gratuitas no Hospital Provincial da Matola, proporcionando cuidados de saúde a cidadãos moçambicanos.

Henriques Martins, representante da Embaixada de Cuba em Moçambique, afirmou que este tipo de colaboração deve ser mantido, sublinhando que ambos os povos têm estado unidos em vários sectores ao longo dos anos. “É para nós uma grande satisfação estarmos juntos neste trabalho, nesta grande missão que é brindar saúde a todo o povo moçambicano”, declarou Martins.

Yolanda Santos, directora do Serviço Provincial de Saúde, que representou o Secretário de Estado na província de Maputo, expressou o agradecimento de Moçambique pelo apoio contínuo que Cuba tem prestado ao país ao longo das últimas cinco décadas.

Ataques terroristas em Macomia provocam fuga de mais de 1200 deslocados em Cabo Delgado

Na última semana, mais de 1200 pessoas abandonaram a sua residência em Macomia, na província de Cabo Delgado, em resultado de novas incursões terroristas. A informação foi divulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU).

De acordo com uma nota do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), muitas das famílias deslocadas encontram-se actualmente a abrigar-se em salas de aula, com acesso limitado a serviços básicos.

A ONU sublinha que a maioria destes deslocados perdeu a sua documentação civil durante os ataques e enfrenta uma situação de vulnerabilidade, necessitando urgentemente de abrigo, alimentação e protecção.

Cabo Delgado, uma província rica em recursos gasíferos, tem estado sob ameaça desde 2017 devido a uma rebelião armada, que resultou em milhares de mortes e desencadeou uma grave crise humanitária, com mais de um milhão de pessoas deslocadas.

Parque Nacional de Mágoè apreende viaturas com pesca ilegal em Tete

Nos últimos meses, pelo menos cinco viaturas foram apreendidas no Parque Nacional de Mágoè, na província de Tete, transportando pescado de tamanhos considerados proibidos por lei. 

Esta informação foi divulgada pela administradora da área de conservação, Juliana Mwitu.

Juliana Mwitu destacou que a redução do nível de água na albufeira de Cahora Bassa, juntamente com o uso de métodos de pesca prejudiciais, tem levado à diminuição das quantidades de peixe disponíveis na região.

A administradora sublinhou que a intensificação da actividade pesqueira nos últimos anos tem contribuído significativamente para a escassez do pescado. “A situação piorou com a diminuição da água. Hoje, já não há pescado em quantidade, apenas os pequenos peixes, conhecidos localmente como ‘pendinho’.

Recentemente, apreendi uma camioneta carregada com esses pequenos peixes. O que procuramos transmitir é que o ‘pendinho’ não deve ser pescado nesta área, pois são esses peixes que assegurarão a continuidade da actividade de pesca no futuro”, afirmou Juliana Mwitu.

Maputo: Autoridades de Saúde asseguram capacidade para detectar casos de Mpox

As autoridades de saúde da Cidade de Maputo afirmaram ter a capacidade técnica necessária para identificar eventuais casos de Mpox na capital moçambicana.

A declaração foi feita pela Vereadora de Saúde e Qualidade de Vida do Conselho Municipal de Maputo, Alice de Abreu, durante a Décima Terceira Reunião Anual de Coordenação do Pelouro de Saúde e Qualidade de Vida.

O evento decorreu sob o lema “Juntos por uma acção comunitária para o alcance da qualidade dos serviços e cobertura universal de saúde”.

Alice de Abreu sublinhou que, até ao momento, não foram registados casos de Mpox na cidade, reforçando a vigilância e a preparação das autoridades de saúde para a detecção e resposta a potenciais casos da doença.

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