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Sexta-feira, Maio 1, 2026
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Governo e Renamo: Fecham hoje os temos de referência

As delegações do governo e da Renamo regressam, hoje, ao Centro de Conferencias Joaquim Chissano, pelas 14 horas, para revisitar os termos de referência para a presença dos observadores militares internacionais, com vista a cessação das hostilidades militares que assolam o país.

Apesar de estar difícil colocar prazos para o fim da discussão das matérias e a consensualização dos termos de referência, bem como outras matérias que estão em debate, no processo de negociação entre o Governo e Renamo, para o fim das hostilidades militares que se vivem no país, as rondas caminham a um ritmo positivo.

A delegação do governo, entende que estabelecer metas do fim do diálogo definitivo e consensualização total dos termos de referências discutidos na mesa de diálogo é uma questão muito difícil de colocar prazos, mas garante que as partes estão conscientes da responsabilidade que pesa especificamente sobre o ritmo do diálogo no estabelecimento definitivo do clima de concórdia no país.

De acordo com o representante adjunto do governo na mesa do diálogo, Gabriel Muthisse, ambas partes estão a fazer de tudo que está ao seu alcance para dar um ritmo acelerado ao processo do diálogo.

Muthisse, garante que em relação ao documento de princípios gerais foi totalmente consensualizado e também, logra-se por consensualizar na totalidade, o documento referente as garantias.

“Iniciamos também, a revisão dos termos de referência a luz dos últimos entendimentos, no visto que, há um aspecto operacional e introdutório, por isso, o governo pediu mais um tempo para reflectir, de modo que nos próximos encontros possamos em definitivo terminar o documento de referência relativo aos observadores internacionais que vão monitorar a cessação das hostilidades no país”, afirmou.

Gabriel Muhisse questionado se o governo sente-se seguro que a Renamo vai cumprir com os compromissos que estão a ser acordados no processo do diálogo, o representante do executivo, garantiu que a Renamo, está a negociar com boa fé.

“A nossa presença na mesa do diálogo, simboliza a confiança de que é possível na mesa do diálogo criar um espírito de confiança e estabelecer compromissos em relação a aquilo que é o futuro comum dos moçambicanos”, sublinhou.

Reacção da Renamo

No sentido de se chegar o mais rápido possível ao consenso definitivo do processo do diálogo entre as delegações do Governo e da Renamo, o partido da oposição, mostrou-se disposto em dialogar com governo a qualquer momento, e em qualquer dia da semana, de maneiras que, as partes, consensualizem definitivamente o processo de dialogo que no entanto, até este momento, as duas delegações já tiveram cerca de setenta e oito rondas

“Os termos de referência ainda não foram concluídos pelo facto do governo ter pedido revisitar o número dos termos de referência que diz respeito ao organograma do comando central da missão internacional que está em Maputo e alguns sob comandos previstos para estarem em algumas províncias do país, nomeadamente, Inhambane, Sofala, Tete e Nampula, locais estes que poderão acolher debates com presença de observadores militares internacionais com militares superiores da Renamo e do governo”, explicou o chefe da delegação da Renamo, Saimone Macuiane.

Segundo Macuiane esta matéria em princípio, estava consensualizada mas o governo solicitou mais algum tempo para revisitá-la, o que culminou com que mais uma vez, fosse adiado o acordo final e definitivo dos termos de referência para a presença dos observadores militares internacionais.

Cerveja impala regista aumento na ordem de sete porcento

A Impala, primeira cerveja comercial no mundo feita à base de mandioca registou um crescimento na ordem sete por cento em relação ao último exercício económico.

A informação foi revelada pela empresa Cervejas de Moçambique (CDM) uma subsidiária da SABMiller, durante a Assembleia-Geral realizada recentemente em Maputo.

 A cerveja constituída por 70 porcento de mandioca, em vez de malte foi lançada em Outubro de 2011 em Nampula e já alcançou a compra de 9000 toneladas de mandioca a mais de 6000 pequenos agricultores para produção de 28 milhões de garrafas.

Este crescimento originou uma renda para os camponeses na ordem dos 13 milhões de meticais pela venda da mandioca, tendo o governo arrecadado 143 milhões de meticais em impostos directos e indirectos (IVA e ICE).

 Ainda durante o decurso da Assembleia Geral, ficou-se a saber que a CDM registou no ano fiscal terminado em Março do ano em curso um declínio de um por cento do volume total de vendas de bebidas em relação ao ano passado.

 No que diz respeito as receitas atingiram cerca de 9851 milhões de meticais, contra 9062 milhões do ano de 2013, enquanto o lucro situou-se em cerca de 1425 milhões de meticais, contra 1524 milhões de meticais do exercício anterior.

Algumas marcas de cerveja tiveram um crescimento considerável  tendo a 2M reforçado a liderança com um crescimento de 12 por cento em relação ao ano de 2013.

 

Detidos nigerianos ilegais na posse de arma de fogo

Dois indivíduos de nacionalidade nigeriana estão a contas com a Polícia da República de Moçambique (PRM), por posse ilegal de arma de fogo do tipo pistola. Não obstante, ambos são emigrantes ilegais, sem nenhum documento que lhes permite viver em Moçambique.

O Porta-voz da PRM no Comando da Cidade de Maputo, Orlando Mudumane disse que para este caso “todos os procedimentos processuais estão a decorrer no sentido de a qualquer momento serem repatriados para o seu país de origem”.

Entretanto, os dois indivíduos negam as acusações que pesam sobre si  e afirmam que entraram legalmente em Moçambique, porém, tiveram o azar de perder os seus passaportes.

“Eu tinha permissão para estar em Moçambique mas perdi o meu passaporte. Nunca fui reportar o caso as autoridades policiais porque não conheço os procedimentos daqui. Pedi ajuda a minha família e até agora ninguém se manifestou. Não sei o será de mim porque não tenho nenhum parente aqui, nem alguém com quem falar”, disse um dos indiciados para depois acrescentar: “não sei de nenhuma arma de fogo, eu vim para Moçambique para gerir uma pequena loja no bairro de Hulene e esse é o único trabalho que executei aqui até agora”.

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Este caso foi revelado pela PRM no habitual briefing semanal com a imprensa visando dar a conhecer a situação criminal referente as últimas 72 horas, onde igualmente foram registados cinco casos criminais.

Destes casos, três foram de crime de subtracção de veículos com recurso a chaves falsas, um de roubo de viatura com recurso a arma de fogo e um homicídio qualificado.

O homicídio qualificado ocorreu as 23.00h do dia 31 de Agosto no bairro do Zimpeto, em que indivíduos não identificados, com recurso a arma de fogo, alvejaram mortalmente um jovem de 27 anos e depois abandonaram o corpo sem vida numa viatura e puseram-se em fuga.

O roubo ocorreu no bairro da Coop em plena pública, em que indivíduos não identificados ameaçaram a vítima apoderaram-se da sua viatura.

Do trabalho levado a cabo nesta semana a polícia conseguiu esclarecer três casos e duas das quatro viaturas que os meliantes haviam roubado foram recuperadas.

Empresa Cimentos de Moçambique penalizada por não observância de normas

A Empresa Cimentos de Moçambique acaba de sofrer uma multa no valor de três milhões de meticais por incumprimento do plano de maneio e de gestão ambiental, referente ao transporte de calcário no distrito de Muanza para a fábrica de Dondo na província de Sofala.

Esta medida foi levada a cabo pela Inspecção da direcção provincial para coordenação, que pretende com ela colocar fim à reclamação que a população vinha fazendo junto das autoridades, queixando-se da poluição e intoxicação que o minério vem causando, agravado pelo facto de a referida empresa não estar a desempenhar o seu papel social, sobretudo na região onde se localiza a pedreira.

O inspector-chefe da DPCAAS, Domingos Jequessene, disse que a produção de calcário no jazigo de Muanza, a 12 quilómetros da sede distrital do mesmo nome, vinha constituindo motivos de desentendimento entre os residentes daquela região e a empresa proprietária da mina, a Cimentos de Moçambique.

“A empresa foi penalizada devido ao não cumprimento das normas ambientais no transporte do calcário de Muanza para fábrica de Dondo”esclareceu.

A mina de calcário de Muanza está sendo explorada desde 1952, numa altura em que a população local era reduzida, contrariamente à actual densidade. O jazigo ocupa uma vasta área que parte de Muanza até ao vizinho distrito de Cheringoma, sendo que a sua exploração se situa em apenas 30 por cento da área total concedida.

Porque a  população da zona de Pedreira, local onde se localiza o jazigo de calcário, já andava agastada com a situação decidiu  levar o problema as autoridades que zelam pela acção ambiental de modo que estas agissem para o cumprimento da lei por parte daquela empresa.

A Pedreira de Muanza localiza-se a 12 quilómetros da sede distrital mas desde há algum tempo a esta parte o calcário tem vindo a ser depositado junto à linha férrea na vila para o seu transporte em vagões dos CFM para a fábrica na cidade do Dondo.

Pelo facto de aquele minério estar a provocar problemas à saúde pública, pois a poeira que emite  diariamente cria intoxicação, os residentes da vila de Muanza vinham já ha bastante tempo pedido com insistencia  às autoridades governamentais para porem cobro àquela situação.

Uma das insistências dos residentes deu se num encontro popular havido em Março do ano em curso e orientado pelo governador Félix Paulo, que esteve de visita à região, eles apelaram à retirada do calcário naquele local ou, no mínimo, que se observassem as normas ambientais no seu manuseamento e transporte.

Domingos Jequessene acrescentou também que o sector que dirige penalizou igualmente outras seis empresas e emitiu nove advertências a outras instituições, entre as quais quatro madeireiras e duas de pescas, estas últimas por derrame de combustível no mar.

 

Deputado da RENAMO vai a julgamento

Fernando Jossias Matuassanga, deputado da Assembleia da República pela bancada parlamentar da Renamo e Abdala Issufo Ibraimo, delegado politico provincial daquela formação política na Zambézia, apresentam-se hoje ao juiz de instrução, depois de terem sido detidos pela Policia da Republica de Moçambique (PRM), por posse de material de guerra.

Nesta sessão, apresentar-se-ão igualmente ao juiz de instrução criminal, os cinco guerrilheiros da Renamo, detidos na companhia dos dois políticos, quando viajavam de Gorongosa a Nampula, nomeadamente: João Buca, José António, Artur Mirasse, Manejo Dinis e Bernardo Mandequesse.

Os sete membros do partido de Afonso Dhlakama foram detidos em flagrante delito na posse de armas de fogo do tipo AK-47, cinco carregadores e pouco mais de 500 munições em bom estado.

De acordo com a policia, a população já havia denunciado o facto as Forças de Defesa e Segurança.

MISAU garante estar atento a propagação da Ébola

 O Ministro de Saúde garantiu que Moçambique não tem nenhuma situação declarada de ébola, mas, o governo não está indiferente no que está acontecer nos países afectados  e que já provocou 729 mortos em quatro países do oeste africano e mais de 1.323 pacientes contaminados.

Falando sexta-feira a jornalistas, em Maputo Manguele disse que o país não está indiferente no que está a acontecer e dentro de poucos dias estarão disponíveis informações referentes a doença a serem publicadas pela Direcção Nacional da Saúde Pública.

O Ministro alertou a população para que se mantenha sempre atenta face a situação que vem ocorrendo em alguns países da África Ocidental.

“Temos que estar atentos porque o nosso país tem sido visitado por pessoas de todo o mundo. Hoje, com os meios de transporte rápidos, é fácil alguém viajar de um país que possa ser afectado para o nosso. Temos que saber o que devemos fazer para reduzir, ao máximo, os riscos de termos a bola em Moçambique”, afirmou.

Por sua vez Lorna Gurjal, do Departamento de Epidemiologia no MISAU, disse caso os suspeitos apresentem sintomas serão orientados para os hospitais onde o MISAU já accionou mecanismos apropriados para o atendimento desse tipo de situações.

  Em Maputo caso se confirme a enfermidade os doentes  serão transferidos para o isolamento previamente preparado no Hospital Geral de Mavalane.

A OMS aconselha igualmente a troca de informação entre países vizinhos e a colaboração em caso de necessidade.

O vírus Ébola é transmitido por contacto directo com sangue, fluidos ou tecidos de pessoas ou animais infectados. A febre que provoca se manifesta com hemorragias, vómitos e diarreia. A taxa de mortalidade varia entre 25 e 90 por cento entre os humanos e não há vacina que evite o contágio.

CNE aprova listas definitivas de 30 formações políticas

A Comissão Nacional de Eleições (CNE) aprovou as listas definitivas dos trinta partidos, coligações de partidos políticos organizações que vão concorrer às eleições presidenciais e legislativas as 15 de Outubro próximo em Moçambique.

Dos 30 partidos políticos, coligações de partidos políticos e grupos de cidadãos eleitores proponentes, apenas três é que vão concorrer nas duas eleições em todos os círculos.

Segundo o Porta-voz da CNE, Paulo Cuinica a  Frelimo, Renamo e Movimento Democrático de Moçambique (MDM) apresentaram candidatos para os 11 círculos eleitorais nacionais.

A maioria das irregularidades detectadas nos diversos processos foi corrigida em tempo útil, à medida que os mandatários das listas eram notificados a supri-las.

Cuinica disse ainda que em relação às eleições legislativas nove partidos políticos vão concorrer nos onze círculos nacionais. Trata-se MONARUMO, PUR, MPD, PVM, PDD/AD , PARENA, PANAOC, PLD e MJRD.

O PARESO vai concorrer em dez círculos, enquanto o PDPM e o UM vão disputar a eleição legislativa em oito.

Em sete círculos desta eleição estarão a concorrer candidatos do PASDI e o PASOMO, enquanto em seis círculos estarão a concorrer PUMILD, PIMO e PAHUMO. O Partido Trabalhista (PT) vai disputar a eleição para a Assembleia da República em cinco círculos, a Aliança Independente de Moçambique (ALIMO) em três; a ASDI e o SOL em dois, e o PRDS e o PPD em apenas um.

Em relação ao sufrágio para as assembleias provinciais Paulo Cuinica referiu que na lista dos partidos que viram aprovadas as suas candidaturas para as assembleias provinciais são  o PAHUMO, que vai concorrer em 22 círculos, MONARUMO, em 15: PARENA, em dez, a organização cívica Juntos Pela Cidade (JPC), em oito; União Eleitoral (UE), em seis, e o PVM e PASDI, em apenas um.

Ainda na sua última sessão, a CNE  aprovou quatro códigos de conduta que vão estabelecer as normas de actuação dos diferentes actores do processo eleitoral em diferentes fases do processo.

Assim, foram aprovados os códigos de conduta dos candidatos, partidos políticos, coligações de partidos e grupos de cidadãos eleitores proponentes, dos mandatários e delegados de candidatura, dos agentes da lei e ordem, e dos membros das mesas de assembleias de voto.

Armando Guebuza já se encontra nos EUA

O Presidente da República, Armando Guebuza, já se encontra desde ontem em Washington, a capital norte-americana, onde vai participar na primeira Cimeira EUA-Líderes Africanos, um evento  organizado pelo Conselho Corporativo para África (CCA).

Nesta sua deslocação, Armando Guebuza se faz acompanhar de sua esposa, Maria da Luz Guebuza, para além de alguns membros do governo, destacando-se os ministros Oldemiro Baloi, dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Manuel Chang, das Finanças, e Adelaide Amurane, dos Assuntos Sociais e parlamentares junto à Presidência da República.

E encontra-se em Washington a convite do seu homólogo norte-americano, Barack Obama.

O Presidente Guebuza deverá falar das potencialidades nos últimos tempos  dadas as oportunidades que tem estado a oferecer ao capital estrangeiro.

Ontem, Guebuza manteve um encontro com a comunidade moçambicana residente nos Estados Unidos da América (EUA), que teve como destaque os últimos desenvolvimentos políticos, económicos, incluindo a tensão política prevalecente em algumas zonas da província central de Sofala.

Para além de tomar parte da cimeira, que decorrerá sob o lema “”Investir nas gerações jovens”, Guebuza tem agendado, nesta cidade norte-americana, um encontro com a comunidade empresarial dos EUA, a ter lugar esta segunda-feira.

De referir que balança comercial entre os dois países regista um défice, mas o peso das exportações moçambicanas para os Estados Unidos continua a ter um peso significativo comparativamente ao comércio externo.

Por exemplo registaram-se trocas comerciais no valor de 383 milhões de dólares. As exportações do para os Estados Unidos totalizaram 76 milhões de dólares, enquanto as importações se fixaram em 306 milhões de dólares, representando isso um défice comercial na ordem dos 230 milhões de dólares.

Na sua carregada agenda estão previstos ainda encontros com o responsável pela África da multinacional norte-americana General Electric, J.A.Ireland e com o General David Petraeus, na sua qualidade de responsável pela empresa KKR.

Hoje, o Presidente da República visitará as instalações da Embaixada moçambicana, antes de participar, já por volta das, numa reunião da Câmara do Comércio dos EUA.

 

Detido deputado da Renamo na posse de material de guerra

Um deputado da Assembleia da República pela bancada da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), está desde ontem a contas com a Policia da República de Moçambique (PRM) em Nampula, indiciado de porte de material bélico que as autoridades policiais presumem que estariam para “abastecer” aos homens armados da “perdiz” que continuam a semear terror nalguns cantos do pais apesar dos consensos alcançados em mesa de negociações com o governo.

Trata-se de Fernando Matuassanga que foi surpreendido na companhia de Abdala Ibraimo, delegado politico provincial da Renamo na Zambézia, e mais cinco guerrilheiros da Renamo, todos a verem o sol aos quadradinhos, na posse de cinco armas de fogo de tipo AK47, mais de 500 munições em bom estado e cinco carregadores.

Fonte policial que avançou a informação ao jornal “noticias” disse que o material era transportado em duas viaturas ligeiras pertencentes aos dois políticos e as mesmas encontram-se retidas no comando da PRM, em Nampula.

Maputo junta-se a marcha solidária com a Palestina

A capital do país, Maputo junta-se amanhã  à lista das cidades que têm vindo a promover e acolher as mais diversas manifestações públicas contra o conflito israelo-palestiniano.

A Presidente da Liga dos Direitos Humanos (LDH), Alice Mabota, convidou esta quinta-feira, numa conferência de imprensa em Maputo, todos os que são a favor da Paz a manifestar a sua Solidariedade para com o povo palestiniano.

“Vamos todos fazer alguma coisa pelos nossos irmãos da Palestina e a que cada um traga o seu amigo, a sua família e, sim, tragam as crianças”, exortou.

Mabota afirmou que a LDH participa na marcha como uma forma de demonstração de indignação da sociedade civil moçambicana perante o desrespeito do Estado de Israel ante a independência e autodeterminação do povo palestiniano, que tem como consequências a forma mais brutal de imposição: fazendo guerra e tirando a vida a crianças e cidadãos inocentes.

A “Marcha Pacífica Em Solidariedade Com O Povo Palestiniano” é promovida pela LDH, a Solidariedade Islâmica, a Fórum Mulher, a União Nacional de Camponeses (UNAC), o Observatório Eleitoral e a Rede da Criança, entre outras organizações da sociedade civil.

Está marcada a concentração de todos os participantes, a partir das 8 horas  de sábado, na estátua de Eduardo Mondlane da Avenida 24 de Julho. A saída da Marcha encontra-se prevista para as 9 horas , terminando na Praça da Independência, em frente ao Conselho Municipal de Maputo, onde serão apresentadas várias mensagens de solidariedade.

Alice Mabota entende que é necessário lutar pela defesa dos Direitos Humanos do povo palestiniano. Pela sua parte, na deslocação que fará por estes dias aos Estados Unidos, pretende sensibilizar os diversos interlocutores e a sociedade civil, bem como outros africanos presentes, de que todos nós, o Mundo e também os Americanos, temos de olhar para a situação na Palestina.

“Até crianças e civis palestinianos são indiscriminadamente assassinados há já 3 semanas. Junta-te a nós e participa na marcha. Não basta apenas que nos sintamos indignados. Temos de mostrar publicamente que estamos contra aquelas atrocidades: praticadas por um Estado que se acha superior aos direitos mais elementares daquele povo, particularmente por sermos também humanos e sermos todos chamados a clamar pela Paz e pela Justiça em qualquer parte do mundo”, lê-se num comunicado da LDH.

Os organizadores da Marcha propõem-se ainda apoiar a realização de manifestações idênticas noutros pontos do país

Cerca de 300 membros abandonam MDM em Nampula

Um total de 300 membros do Movimento Democrático de Moçambique (MDM) abandonou ontem em Nampula o seu partido não se sabendo até então para que partidos vão filiar-se.

A informação foi divulgada pelo Chefe de Gabinete de Imagem do MDM, Juma Molide numa conferência de imprensa convocada para anunciar este facto.

Segundo Molide, os membros decidiram abandonar o partido alegadamente por falta de transparência e democracia no meio do MDM,  bem como por falta de respeito aos princípios que orientam a realização de eleições internas para a escolha dos candidatos a membros das assembleias provinciais e a deputados da Assembleia da República.

Na lista definitiva relativa à composição dos candidatos pelo círculo eleitoral de Nampula  está visível que os concorrentes deste partido a membros da Assembleia Provincial e a deputados da Assembleia da República residem, na sua maioria, na província de Sofala.

Os membros do MDM em Nampula dizem estar cansados do MDM  e é evidente que foram enganados para servir os interesses do Presidente deste partido Daviz Simango e dos seus parentes.

Por sua vez ,o Delegado político do MDM, em Nampula, Rachade Carvalho, o único cujo nome consta na lista de  candidatos a deputado da AR pelo círculo eleitoral de Nampula, reagiu ao anúncio alegando que  o MDM é inclusivo e por essa razão não realiza eleições internas mas sim  indicam os membros que acham  ter capacidade para exercer o cargo  que propõem.

Carvalho disse ainda que o MDM não depende de algumas centenas de membros para sobreviver acusando Juma  Molide de ambicioso e que está a exercer a função de pelo Chefe de Gabinete de Imagem do MDM por erro da direcção.

Informações em nosso poder indicam que o Serviço de Inteligência e Segurança do Estado( SISE), que sempre jogou a favor do partido Frelimo, colocou recentemente em marcha um longo programa para desestabilizar o Movimento Democrático de Moçambique, MDM.

O delegado provincial do MDM, em Nampula, Rachade Carvalho, disse que já havia neutralizado Juma Valgy quando pretendia instalar um ambiente de desordem e desorganização no MDM, por isso, conclui que ele tinha uma missão particular a cumprir que era a de destruir o partido.

“Juma  Molide  não é bom companheiro. É preciso trabalhar e só depois receber de volta os frutos do nosso suor. Juma Valgy só quer colher a toda a pressa, para além de ser um agitador”, disse Carvalho. Soubemos ainda da movimentação estranha de elementos do SISE, em Maputo, comunicando-se que “a bomba que vai acabar com o MDM já rebentou”.

“Temos informações que o SISE está a criar condições logísticas para que Juma Valgy e a sua delegação venham a Maputo para dar uma “conferência de imprensa final” e instruíram para que fosse replicada em Angoche, Nacala lá onde houver ambiciosos instrumentalizados que mal chegam sonham com os píncaros do poder”, referiu.

Apenas 15 porcento da população moçambicana beneficia de protecção social

Apesar de em Moçambique existir um quadro legal abrangente sobre a protecção social, o mesmo ainda continua muito limitado do ponto de vista de cobertura, visto que apenas 15 porcento da população vulnerável é coberta pelos programas da acção social, devido a falta de clareza nos critérios de elegibilidade, erros de exclusão e dificuldades na operacionalização dos programas e constrangimentos orçamentais.

O presidente da Organização dos Trabalhadores de Moçambique-Central Sindical (OTM-CS), Samuel Matsinhe disse no lançamento do Projecto designado Piso Social, que o sistema actual apresenta muitas deficiências e não garante que moçambicanos e trabalhadores disponham de um sistema efectivo capaz de promover a dignidade humana.

Matsinhe sublinha que uma das formas de assegurar a protecção social passa pela definição de políticas e estratégias exequíveis que garantam o alivio do sofrimento das pessoas carentes e desfavorecidas e desta maneira reduzir a pobreza e combater a indigência social que ainda preocupante.

Segundo Matsinhe a condição fundamental para promoção do investimento na protecção social básica e no desenvolvimento inclusivo passa pela preservação da paz e do bem-estar político, económico e social.

Por sua vez, a representante da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Ruth Castel-Branco disse que o documento ora lançado associa-se à iniciativa internacional, através da recomendação 202 de 2012, que exige o estabelecimento de pisos de protecção social adequados e que assegurem níveis mínimos de segurança.

Para além da criação e disponibilização de rendimentos universais e acesso aos cuidados de saúde essenciais para todos os cidadãos.

Castel-Branco sublinha que a disfuncionalidade deste instrumento em Moçambique tem estado a criar oportunidades desiguais, que continuam a ampliar as disparidades internamente e entre os países, e aumentando assim a exposição dos grupos vulneráveis a uma maior insegurança económica.

Segundo a representante a criação de um piso de protecção social no país é crucial para remover ainda os altos níveis de desigualdade ligados à ausência de mecanismos de protecção social adequados, que constitui uma grande ameaça ao desenvolvimento económico, a estabilidade política e a violação dos direitos económicos e sociais da humanidade.

“ As elevadas taxas de crescimento económico nas últimas décadas em Moçambique, que supera as taxas de crescimento na região subsaariana, ainda têm sido ineficazes na redução da pobreza, que continua estacionária em 54.7 porcento, mesmo com a diminuição da inflação média”, assegurou Castel-Branco.

Castel-Branco realça que apesar do número de agregados familiares abrangidos pela segurança social básica ter aumentado de 167.000 em 2008 para 489.144 em 2014 que representa 15 porcento da população vulnerável e coberta, a percentagem orçamental que passou de 0.18 para 0.20 porcento do Produto Interno Bruto (PIB) em igual período, pouco ou quase nada mudou nas pessoas carenciadas.

O fraco nível do pagamento de tributo deriva na óptica de Castel-Branco da falta de capacidade financeira da população, que ainda recorre a conta própria e ou trabalhadores domiciliários não remuneráveis.

O documento apresentado esta quarta-feira (30), em Maputo e elaborado pela OTM-CS e a Conferência dos Sindicatos Independentes de Moçambique (CONSILMO) recomenda o executivo a racionalizar a multiplicidade dos programas e políticas existentes, acções concretas que produzam impacto na vida do cidadão, estabelecimento de planos coordenados, através da realização de acções multissectoriais.

A concentração de esforços internos para adopção de medidas que produzam impacto mais significativo para a redução da pobreza, revisão dos programas de forma a aumentar o nível de protecção, introdução de novas categorias de trabalhadores por via contributiva.

Para além da revisão dos mínimos legais doas regimes de previdência social e protecção social, dos salários médios e não apenas a inflação, de forma a manter a inclusão social dos beneficiários, seu acesso aos bens e serviços comuns.

Recomenda ainda reflexão profunda sobre o acesso aos cuidados médicos, introdução de normas internacionais para suprir as lacunas existentes, operacionalização da acção social produtiva e extensiva aos desempregados, elaboração de política de habitação acessível e adaptado aos diversos grupos alvos, aplicação de regras claras de compensação, entre outras medidas.

 

Técnicos em nutrição abandonam Função Pública em Nampula

Os Técnicos superiores de nutrição em Nampula, estão a abandonar em um número significativo a função pública para o sector privado em busca de melhores condições salariais.

Deste grupo, destacam-se jovens recém-formados, que na sua maioria não tem resistido as propostas sedutoras de melhores salários apresentadas pelo sector privado.

Segundo a Coordenadora do curso de nutrição na Universidade Lúrio (UNILÚRIO) Carla Ganhão, pelo menos três técnicos superiores já afastaram-se da função pública nos locais onde encontravam-se afectos laboralmente por consequência destes aliciamentos.

Carla Ganhão classifica de “roubo” essa actuação do sector privado e acrescenta que esta é a principal causa da acentuação do problema de escassez de técnicos superiores em nutrição em diversas instituições do Estado, que poderia mitigar o grave problema de desnutrição nas províncias de Nampula e Cabo delgado.

De acordo com estudos do Secretariado Técnico de Segurança Alimentar e Nutricional (SETSAN) 43 por cento das crianças do país com idades entre 0 e 06 anos sofrem de desnutrição aguda, sendo que as mais elevadas taxas estão em Nampula e Cabo Delgado estando acima de cinquenta por cento.

Entretanto, apesar de o país ter alcançado níveis de produção agrícolas considerados aceitáveis nos últimos tempos, fazendo com que o tempo de carência de produtos alimentares no seio das comunidades rurais passasse de seis para apenas um mês, o grande dilema continua a ser o fraco domínio das boas práticas alimentares.

O SETSAN por sua vez , diz que são vários  factores que concorrem para este quadro negro, sendo que o destaque vai para as questões de natureza cultural, segundo explica Edgar Cossa, autor da pesquisa em torno do tema “Situação alimentar e nutricional de Moçambique, evolução, estado actual, desenvolvimento e perspectivas”.

Atendendo as necessidades que o país tem em profissionais do ramo, as instituicoes  de formação, particularmente a UNILÚRIO, única instituição do Ensino Superior que forma nutricionistas deveriam criar condicoes de formar a médio e longo prazos, entre 400 e 2 mil nutricionistas.

A UNILÚRIO formou  desde a sua inauguração, em 2007, pouco mais de uma centena de técnicos superiores em nutrição que foram imediatamente absorvidos pelos ministérios de Saúde, Educação e Defesa.

Sabe-se no entanto que  a província de Nampula tem apenas doze técnicos superiores em serviço, o que quer dizer que os restantes estão distribuídos pelo resto do país.

Eleições 2014: Sibindy inconformado com alegadas irregularidades na documentação

O Líder do Partido Independente de Moçambique (PIMO), Yá-Qub Sibindy, deplora o facto de o seu mandatário não ter sido notificado a presenciar o processo de triagem das pessoas que apoiam a sua candidatura às eleições presidenciais de 15 de Outubro.

O dirigente do PIMO diz que, por essa razão, enfrentará dificuldades em suprir, num prazo de sete dias, as irregularidades as quais foi chamado a corrigir, segunda-feira última, pelo Conselho Constitucional (CC).

“Não temos nenhuma informação sobre os documentos ou processos que foram abatidos por semelhança com proponentes dos outros candidatos. As irregularidades que nos foram alegadas não foram apuradas na presença do nosso mandatário. Julgamos nós que, no âmbito da boa-fé, deviam nos dar informação sobre os locais ou as zonas em que as assinaturas terão coincidido com as dos outros concorrentes”, disse.

Sibindy, cuja candidatura foi acompanhada de 15 mil assinaturas de proponentes, das quais 9 mil foram invalidadas, garantiu que vai responder à notificação do Conselho Constitucional dentro do prazo estipulado mas não com as propostas contendo as irregularidades, justamente porque não possui informação detalhada sobre as mesmas. “Não nos foi entregue o que foi rejeitado. Como é que nós podemos assumir isso? O processo de verificação foi feito à margem do nosso mandatário. Logo, não podemos assumir isso”, reclamou.

A par do líder do PIMO, o Conselho Constitucional notificou oito candidatos às eleições presidenciais para colmatarem as irregularidades constatadas. Do total de onze candidatos não foram detectadas irregularidades nos processos de Filipe Nyusi, do

Partido Frelimo, de Daviz Simango, do MDM, e de Afonso Dhlakama, da Renamo.

No rol das irregularidades constam apoiantes repetidos, assinaturas cujo número de cartão de eleitor não consta na base de dados do STAE ou invalidade do cartão de eleitor.

Assembleia da República aprova Orçamento Rectificativo para este ano

 A Assembleia da República (AR) aprovou ontem  em Maputo o orçamento rectificativo para este ano passando dos actuais 241 biliões de meticais, para 249,1 biliões de meticais equivalente a 46,6 por cento.

 O documento foi apresentado pelo Primeiro-Ministro Alberto Vaquina e visa reforçar algumas actividades importantes, cujas dotações se mostraram insuficientes para a sua execução, sobretudo as despesas com o pacote eleitoral, o financiamento dos investimentos do Millennium Challenge Account (MCA) e os reembolsos do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA).

Falando na ocasião, Alberto Vaquina disse que  a lei de orçamento do Estado rectificativo foi aprovada por 174 votos da bancada parlamentar da Frelimo. A Renamo, o principal partido político com acento parlamentar, votou contra 33 votos, e o MDM – Movimento Democrático de Moçambique – cinco votos  se absteve.

Segundo Vaquina, a proposta combina com os pressupostos macroeconómicos observados na Lei Orçamental do Estado para 2014, os quais apontam para um crescimento real do Produto Interno Bruto na ordem dos oito por cento.

“A elaboração desta proposta considerou igualmente os níveis de cobrança  feitos sde Janeiro a Maio deste  ano, onde foram arrecadados  63.651,5 milhões de meticais, o equivalente a 43,2 por cento da meta prevista”, disse.

Por sua vez o Ministro das Finanças, Manuel Chang, disse que a presente revisão orçamental vai cobrir despesas adicionais resultantes do novo pacote eleitoral, aumentando o custo da estrutura da Comissão Nacional de Eleições (CNE) e do Secretariado Técnico da Administração Eleitoral (STAE), onde devem ser despendidos 1,8 biliões de meticais.

“Estas questões colocaram o Governo na contingência de encontrar no orçamento do Estado o necessário espaço fiscal para a sua cobertura legal. Trata-se de despesas urgentes e inadiáveis”, referiu.

Segundo Chang, a proposta, aprovada na generalidade, enquadra-se num contexto macroeconómico internacional favorável, sustentado pelo desempenho positivo das economias avançadas.

A Renamo, segundo o deputado António Timba, disse que não podia votar a favor de um orçamento com valores “acrescidos” em rubricas que não correspondem com a fundamentação.

Enquanto isso, o MDM, através do deputado José Manuel de Sousa, defendeu a sua posição, referindo que rectificar o orçamento por causa do MCA e reembolso ao IVA, por exemplo, “não convencem”, alegando que são despesas que deviam ter sido previstas no orçamento do Estado e não no rectificativo.

Instituto de Bolsas admite fraquezas na eleição dos beneficiários

O Instituto de Bolsas de Estudo (IBE) considera que o apuramento de estudantes bolseiros carece de um controle mais aplicado, visto que alguns estudantes beneficiários do suporte estatal para formação superior dentro e fora do país são financeiramente estáveis, não sendo, por isso, elegíveis para financiamento.

Este grupo de estudantes acaba acedendo às bolsas devido a lacunas existentes na tramitação dos documentos requisitados para o pedido de financiamento, dos quais um, obrigatório, é o atestado de pobreza, que é a confirmação da incapacidade financeira do encarregado de educação em custear as despesas de formação do seu educando, emitido pelas estruturas do bairro em que família reside.

Falando em ocasião da quinta Reunião do Conselho Nacional de Bolsas de Estudo, realizada ontem, em Maputo, o Director Geral do IBE, Octávio de Jesus, disse que essa situação explica-se pela impossibilidade de descer à base para comprovar a veracidade do atestado de pobreza, uma vez que a atribuição de bolsas é feita na base da confiança na idoneidade das demais instituições do Estado, que emitem os documentos que o candidato é chamado a apresentar na requisição.

De Jesus disse que durante o quinquénio prestes a findar, de um total de 5.318 bolseiros no país e no estrangeiro, foram graduados 1.994, permanecendo no sistema 3.324 estudantes beneficiários deste apoio.

Dos graduados, 1.114 foram formados em instituições de ensino superior nacionais e os restantes 850 fora do país.

No discurso de abertura, o Ministro da Educação, Augusto Jone, destacou a necessidade de melhorias no processo, afirmando que “a observância dos critérios transparentes de atribuição de bolsas de estudo e da identificação das áreas prioritárias, impõe uma elevada coordenação intersectorial, alinhada às políticas do Governo”.

Rússia e Portugal, na Europa, Argélia e Tanzânia no continente africano continuam a ser os principais países que acolhem estudantes moçambicanos suportados pelo IBE.

 

 

 

Guebuza leva projecto de sete milhões à cimeira dos EUA

O Chefe de Estado moçambicano, Armando Guebuza, realiza de 4 a 6 de Agosto, do ano em curso, uma visita aos Estados Unidos da América (EUA), ao convite formulado pelo seu homólogo Barack Obama, e a fim de participar na cimeira dos EUA com dirigentes africanos com o intuito de partilhar experiências diplomáticas, e Moçambique vai partilhar como experiência, o projecto de sete milhões.

Nesta cimeira, Moçambique espera apresentar oportunidades e potencialidades que o país oferece como também, atrair cada vez mais parceiros para investirem em Moçambique e posteriormente, criarem mais postos de trabalhos.

 Falando a Jornalistas hoje em Maputo, o porta-voz do Presidente da República de Moçambique, Edson Macuácua, disse que esperara-se nesta cimeira, reforçar as relações de amizade e cooperação com o governo americano. Actualmente, as relações entre Moçambique e os EUA são excelentes.

”Temos parcerias de cooperação ao nível político, diplomático, económico e empresarial, e essas relações decorrem a vários níveis entre os dois governos, e concernem aos níveis da Sociedade Civil e privado”, referiu.

A presente cimeira vai debruçar em volta de três temas fundamentais, nomeadamente, investindo para o futuro do continente africano, paz e estabilidade regional e por último em prol da governação para a nova geração.

Macuácua, disse também que pretende-se que este encontro, seja um fórum que permite a partilha de ideias e de uma visão sobre o presente e o futuro das relações entre os EUA e o continente africano, com o objectivo de impulsionar cada vez mais a cooperação, com benefícios para todas as partes intervenientes, uma cooperação que abre mais espaço, oportunidades e esperança para o continente africano.

No caso particular do Presidente Guebuza, o seu porta-voz, anotou que os três dias tomarão como agenda do estadista, “manter encontros com várias instituições, personalidades preeminentes entre membros do governo americano, congressistas e agentes do sector privado, tendo como objectivos, reforçar as relações de amizade, solidariedade e de cooperação entre o nosso país e aquele continente”, enfatizou.

Contudo, Moçambique neste momento é um país de referência pragmática no concerto das nações, pelo sucesso que têm alcançado ao nível de crescimento económico que se têm transformado em desenvolvimento económico e social.

Graduados novos membros da PRM na Escola Prática de Matalane

A Escola Prática de Matalane, na província de Maputo, tutelada pelo Ministério do Interior (MINT), graduou ontem mais de mil agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM), entre homens e mulheres.

Naquele que foi o XXXII curso de formação básica da PRM, foram graduados os primeiros agentes de Protecção de Recursos Naturais e Meio Ambiente, bem como da Polícia de Protecção Civil e de Fronteiras, de uma formação que durou cerca de seis meses.

Falando na Escola Prática da Polícia, em Matalane, província de Maputo, o Presidente da República, Armando Guebuza no seu discurso, não deixou de saudar a todos os presentes e todos aqueles que tornaram possível a formação dos novos quadros da PRM em particular aos dirigentes e quadros do Ministério do Interior, aos sargentos e aos finalistas pela sua valiosa contribuição.

“Testemunhamos o juramento da bandeira, um indispensável acto da graduação desses jovens e uma importante responsabilidade de que se comprometem com um alto sentido cívico, patriótico e profissional que os caracteriza como membros da polícia da República de Moçambique que doravante passam a integrar”, referiu.

Armando Guebuza agradeceu a Polícia e a cada um dos agentes pelo trabalho desenvolvido com ele ao longo dos quase dez anos que dirigiu o país, tendo manifestado a convicção de que os agentes continuarão a desenvolver um óptimo trabalho.

“Enfrentámos e vencemos muitos desafios. Celebrámos muitas conquistas. Reiteramos votos de muitos sucessos na vossa missão de garantir a lei e ordem públicas. É nossa expectativa que irão prestar o mesmo apoio no futuro para que o nosso Estado continue a se desenvolver de forma honrosa e, sobretudo, para garantir que efectivamente continuemos em paz e tranquilidade”, explicou.

Presidente da República Armando Guebuza
Presidente da República Armando Guebuza falando durante a graduação dos novos quadros da PRM

Por sua vez, o Comandante da Polícia da República de Moçambique, Jorge Khalau explicou que o processo de formação compreendeu três fases, sendo a primeira a de inserção e ambientação e treino virado para a disciplina paramilitar e cultura de espírito de corpo, a segunda, multi-disciplinar, direccionada para as áreas de ciência e tecnologia policial para instruir ao formando matérias especificas para a profissão de policia, a terceira, integrava disciplinas gerais, conduzidas para a competência de saber ser e saber estar como policia no seu contacto com a sociedade.

Jorge Khalau, na sua intervenção levantou a velha batalha dos quadros da PRM no cambate ao crime e a desordem pública em todas suas manifestações.

“Estamos aqui, diante de vós, jurando a vossa fidelidade no combate contra o crime e a desordem pública. Vamos lutar para o estabelecimento da paz verdadeira e efectiva e da segurança e tranquilidade pública”, disse Jorge Khalau.

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Comandante da PRM, Jorge Khalau discursando na Escola Prática de Matalane

O Comandante da Escola Prática de Matalane, Feliciano Chongo, disse que os recém formados, estãos prontos para cumprir as obrigações do chefe do estado.

“Para melhorar o perfil dos nossos formandos temos a nobre missão de garantir a ordem segurança e tranquilidade pública”, concluiu.

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Comandante da Escola Prática de Matalane, Feliciano Chongo falando na cerimonia de graduação dos membros da PRM

O curso teve 97 por cento de aproveitamento e foram ministradas matérias como ambientação e treino físico, ciência e técnicas policiais e componente saber ser e saber estar, para além de matérias ligadas aos direitos humanos, HIV/SIDA, entre outras.

Candidato da Frelimo revela seu sonho à população de Caia

O Candidato da Frelimo ás eleições presidenciais de Outubro próximo, Filipe Nyusi, afirmou ontem, na vila de Caia, província central de Sofala que sonha ser chefe de estado num país em que não haja problemas como pobreza, falta de emprego, escolas, hospitais, transportes entre outros que afligem a população moçambicana.

 Segundo Nyusi para que isso aconteça é fundamental que haja uma união entre as pessoas fortificando a unidade nacional e a paz, pois são estes, no seu entender, elementos primordiais para que os moçambicanos possam vencer os obstáculos que ameaçam o seu bem-estar.

“Eu sonho ser um presidente de um país onde a juventude tenha oportunidades de emprego, onde a mulher tenha a maternidade perto, onde o camponês tenha o agro-processamento ao lado de si e estradas em condições para a comercialização”, destacou Filipe Nyusi.

No decorrer do seu discurso, Nyusi afirmou  pretender que sua governação  aconteça num ambiente de paz caso seja eleito presidente de Moçambique.

 “Só com a paz e desenvolvimento podemos ir à frente e garantir o bem-estar de todos”, assegurou.

Ainda em Caia,  Nyusi destacou a palavra  perdão no seu discurso , tendo  afirmado que  é importante que as pessoas saibam perdoar e compreender o outro e  não se pode agir com violência, porque a paz significa tolerância e compreensão.

O Candidato da Frelimo aproveitou a ocasião para esclarecer  à população de Caia os contornos do diálogo político entre o Governo e a Renamo, afirmando  que os avanços que agora se registam  alegram os corações dos moçambicanos.

Na ocasião reafirmou a necessidade de consolidação da unidade nacional, repudiando as pretensões de certas pessoas de dividir o país, apelando desta feita a população de Caia a não se aliar a estas pessoas, pois seus ideais não dignificam em nada a nação moçambicana senão conduzí-lo ao retrocesso e propiciar desgraça da mesma.

 

 

 

Governo e Renamo: A caminho da paz que os moçambicanos lacrimejam

No diálogo politico realizado ontem, em Maputo,  entre o Governo e a Renamo, as partes mostram-se mais uma vez preocupadas com o cessar das hostilidades definitivamente, embora não tendo concluído alguns pontos que concernem aos aspectos de garantias por se consensualizar.

Estas informações foram avançadas na tarde desta quarta-feira, onde as partes mostraram-se satisfeitas pela forma  como este processo decorre e por outro lado, a decisão que tinha sido tomada para que esta marcasse o fim da discussão das garantias de modo a permitir a presença dos observadores militares internacionais, sendo que a discussão da presença destes levaria cerca de 90 dias, período  que já terá  iniciado a campanha eleitoral.

 Ora, as partes através de um acordo bilateral, decidiram prorrogar para próxima segunda-feira, o diálogo sobre os mecanismos de garantias que no entanto, seriam concluídos nesta plenária, alegadamente por faltarem alguns aspectos do mesmo pacote por se concluir.

De acordo com o chefe da delegação do Governo, José Pacheco, a Renamo trouxe à mesa do diálogo alguns elementos novos sobre os mecanismos de garantias e, perante esta apresentação, o governo achou por bem receber e fazer uma avaliação sobre como estes novos elementos que  serão encaixados nos termos de referências para a presença dos observadores militares internacionais.

 “São novos  elementos apresentados pela Renamo, com o intuito de fazer a qualificação daquilo que poderá constituir o processo de garantias e queremos ver se os qualificadores se encaixam com todos os consensos alcançados, para posteriormente começarmos com a implementação”, disse.

Por seu turno, o chefe da delegação da Renamo, Saimone Macuiane, referiu que falta consensualizar um aspecto que ajuda a clarificar os mecanismos de garantia, que todos  querem que sejam perfeitos, mais claros, mais disponíveis e mais credíveis.

“A nossa expectativa é que se tudo estiver a posto até segunda-feira possamos encerrar os mecanismos de garantias. No entanto há vontade por todas as partes intervenientes no processo, com vista a conclusão deste trabalho em tempo útil, e esperamos concluir na próxima ronda”, explicou Macuiane.

 Os países que participarão mesa do diálogo como observadores militares internacionais são Zimbabwe, Botswana, Itália e Portugal.

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