A capital do país, Maputo junta-se amanhã à lista das cidades que têm vindo a promover e acolher as mais diversas manifestações públicas contra o conflito israelo-palestiniano.
A Presidente da Liga dos Direitos Humanos (LDH), Alice Mabota, convidou esta quinta-feira, numa conferência de imprensa em Maputo, todos os que são a favor da Paz a manifestar a sua Solidariedade para com o povo palestiniano.
“Vamos todos fazer alguma coisa pelos nossos irmãos da Palestina e a que cada um traga o seu amigo, a sua família e, sim, tragam as crianças”, exortou.
Mabota afirmou que a LDH participa na marcha como uma forma de demonstração de indignação da sociedade civil moçambicana perante o desrespeito do Estado de Israel ante a independência e autodeterminação do povo palestiniano, que tem como consequências a forma mais brutal de imposição: fazendo guerra e tirando a vida a crianças e cidadãos inocentes.
A “Marcha Pacífica Em Solidariedade Com O Povo Palestiniano” é promovida pela LDH, a Solidariedade Islâmica, a Fórum Mulher, a União Nacional de Camponeses (UNAC), o Observatório Eleitoral e a Rede da Criança, entre outras organizações da sociedade civil.
Está marcada a concentração de todos os participantes, a partir das 8 horas de sábado, na estátua de Eduardo Mondlane da Avenida 24 de Julho. A saída da Marcha encontra-se prevista para as 9 horas , terminando na Praça da Independência, em frente ao Conselho Municipal de Maputo, onde serão apresentadas várias mensagens de solidariedade.
Alice Mabota entende que é necessário lutar pela defesa dos Direitos Humanos do povo palestiniano. Pela sua parte, na deslocação que fará por estes dias aos Estados Unidos, pretende sensibilizar os diversos interlocutores e a sociedade civil, bem como outros africanos presentes, de que todos nós, o Mundo e também os Americanos, temos de olhar para a situação na Palestina.
“Até crianças e civis palestinianos são indiscriminadamente assassinados há já 3 semanas. Junta-te a nós e participa na marcha. Não basta apenas que nos sintamos indignados. Temos de mostrar publicamente que estamos contra aquelas atrocidades: praticadas por um Estado que se acha superior aos direitos mais elementares daquele povo, particularmente por sermos também humanos e sermos todos chamados a clamar pela Paz e pela Justiça em qualquer parte do mundo”, lê-se num comunicado da LDH.
Os organizadores da Marcha propõem-se ainda apoiar a realização de manifestações idênticas noutros pontos do país















