As delegações do governo e da Renamo regressam, hoje, ao Centro de Conferencias Joaquim Chissano, pelas 14 horas, para revisitar os termos de referência para a presença dos observadores militares internacionais, com vista a cessação das hostilidades militares que assolam o país.

Apesar de estar difícil colocar prazos para o fim da discussão das matérias e a consensualização dos termos de referência, bem como outras matérias que estão em debate, no processo de negociação entre o Governo e Renamo, para o fim das hostilidades militares que se vivem no país, as rondas caminham a um ritmo positivo.

A delegação do governo, entende que estabelecer metas do fim do diálogo definitivo e consensualização total dos termos de referências discutidos na mesa de diálogo é uma questão muito difícil de colocar prazos, mas garante que as partes estão conscientes da responsabilidade que pesa especificamente sobre o ritmo do diálogo no estabelecimento definitivo do clima de concórdia no país.

De acordo com o representante adjunto do governo na mesa do diálogo, Gabriel Muthisse, ambas partes estão a fazer de tudo que está ao seu alcance para dar um ritmo acelerado ao processo do diálogo.

Muthisse, garante que em relação ao documento de princípios gerais foi totalmente consensualizado e também, logra-se por consensualizar na totalidade, o documento referente as garantias.

“Iniciamos também, a revisão dos termos de referência a luz dos últimos entendimentos, no visto que, há um aspecto operacional e introdutório, por isso, o governo pediu mais um tempo para reflectir, de modo que nos próximos encontros possamos em definitivo terminar o documento de referência relativo aos observadores internacionais que vão monitorar a cessação das hostilidades no país”, afirmou.

Gabriel Muhisse questionado se o governo sente-se seguro que a Renamo vai cumprir com os compromissos que estão a ser acordados no processo do diálogo, o representante do executivo, garantiu que a Renamo, está a negociar com boa fé.

“A nossa presença na mesa do diálogo, simboliza a confiança de que é possível na mesa do diálogo criar um espírito de confiança e estabelecer compromissos em relação a aquilo que é o futuro comum dos moçambicanos”, sublinhou.

Reacção da Renamo

No sentido de se chegar o mais rápido possível ao consenso definitivo do processo do diálogo entre as delegações do Governo e da Renamo, o partido da oposição, mostrou-se disposto em dialogar com governo a qualquer momento, e em qualquer dia da semana, de maneiras que, as partes, consensualizem definitivamente o processo de dialogo que no entanto, até este momento, as duas delegações já tiveram cerca de setenta e oito rondas

“Os termos de referência ainda não foram concluídos pelo facto do governo ter pedido revisitar o número dos termos de referência que diz respeito ao organograma do comando central da missão internacional que está em Maputo e alguns sob comandos previstos para estarem em algumas províncias do país, nomeadamente, Inhambane, Sofala, Tete e Nampula, locais estes que poderão acolher debates com presença de observadores militares internacionais com militares superiores da Renamo e do governo”, explicou o chefe da delegação da Renamo, Saimone Macuiane.

Segundo Macuiane esta matéria em princípio, estava consensualizada mas o governo solicitou mais algum tempo para revisitá-la, o que culminou com que mais uma vez, fosse adiado o acordo final e definitivo dos termos de referência para a presença dos observadores militares internacionais.