A Empresa Cimentos de Moçambique acaba de sofrer uma multa no valor de três milhões de meticais por incumprimento do plano de maneio e de gestão ambiental, referente ao transporte de calcário no distrito de Muanza para a fábrica de Dondo na província de Sofala.
Esta medida foi levada a cabo pela Inspecção da direcção provincial para coordenação, que pretende com ela colocar fim à reclamação que a população vinha fazendo junto das autoridades, queixando-se da poluição e intoxicação que o minério vem causando, agravado pelo facto de a referida empresa não estar a desempenhar o seu papel social, sobretudo na região onde se localiza a pedreira.
O inspector-chefe da DPCAAS, Domingos Jequessene, disse que a produção de calcário no jazigo de Muanza, a 12 quilómetros da sede distrital do mesmo nome, vinha constituindo motivos de desentendimento entre os residentes daquela região e a empresa proprietária da mina, a Cimentos de Moçambique.
“A empresa foi penalizada devido ao não cumprimento das normas ambientais no transporte do calcário de Muanza para fábrica de Dondo”esclareceu.
A mina de calcário de Muanza está sendo explorada desde 1952, numa altura em que a população local era reduzida, contrariamente à actual densidade. O jazigo ocupa uma vasta área que parte de Muanza até ao vizinho distrito de Cheringoma, sendo que a sua exploração se situa em apenas 30 por cento da área total concedida.
Porque a população da zona de Pedreira, local onde se localiza o jazigo de calcário, já andava agastada com a situação decidiu levar o problema as autoridades que zelam pela acção ambiental de modo que estas agissem para o cumprimento da lei por parte daquela empresa.
A Pedreira de Muanza localiza-se a 12 quilómetros da sede distrital mas desde há algum tempo a esta parte o calcário tem vindo a ser depositado junto à linha férrea na vila para o seu transporte em vagões dos CFM para a fábrica na cidade do Dondo.
Pelo facto de aquele minério estar a provocar problemas à saúde pública, pois a poeira que emite diariamente cria intoxicação, os residentes da vila de Muanza vinham já ha bastante tempo pedido com insistencia às autoridades governamentais para porem cobro àquela situação.
Uma das insistências dos residentes deu se num encontro popular havido em Março do ano em curso e orientado pelo governador Félix Paulo, que esteve de visita à região, eles apelaram à retirada do calcário naquele local ou, no mínimo, que se observassem as normas ambientais no seu manuseamento e transporte.
Domingos Jequessene acrescentou também que o sector que dirige penalizou igualmente outras seis empresas e emitiu nove advertências a outras instituições, entre as quais quatro madeireiras e duas de pescas, estas últimas por derrame de combustível no mar.















