No diálogo politico realizado ontem, em Maputo, entre o Governo e a Renamo, as partes mostram-se mais uma vez preocupadas com o cessar das hostilidades definitivamente, embora não tendo concluído alguns pontos que concernem aos aspectos de garantias por se consensualizar.
Estas informações foram avançadas na tarde desta quarta-feira, onde as partes mostraram-se satisfeitas pela forma como este processo decorre e por outro lado, a decisão que tinha sido tomada para que esta marcasse o fim da discussão das garantias de modo a permitir a presença dos observadores militares internacionais, sendo que a discussão da presença destes levaria cerca de 90 dias, período que já terá iniciado a campanha eleitoral.
Ora, as partes através de um acordo bilateral, decidiram prorrogar para próxima segunda-feira, o diálogo sobre os mecanismos de garantias que no entanto, seriam concluídos nesta plenária, alegadamente por faltarem alguns aspectos do mesmo pacote por se concluir.
De acordo com o chefe da delegação do Governo, José Pacheco, a Renamo trouxe à mesa do diálogo alguns elementos novos sobre os mecanismos de garantias e, perante esta apresentação, o governo achou por bem receber e fazer uma avaliação sobre como estes novos elementos que serão encaixados nos termos de referências para a presença dos observadores militares internacionais.
“São novos elementos apresentados pela Renamo, com o intuito de fazer a qualificação daquilo que poderá constituir o processo de garantias e queremos ver se os qualificadores se encaixam com todos os consensos alcançados, para posteriormente começarmos com a implementação”, disse.
Por seu turno, o chefe da delegação da Renamo, Saimone Macuiane, referiu que falta consensualizar um aspecto que ajuda a clarificar os mecanismos de garantia, que todos querem que sejam perfeitos, mais claros, mais disponíveis e mais credíveis.
“A nossa expectativa é que se tudo estiver a posto até segunda-feira possamos encerrar os mecanismos de garantias. No entanto há vontade por todas as partes intervenientes no processo, com vista a conclusão deste trabalho em tempo útil, e esperamos concluir na próxima ronda”, explicou Macuiane.
Os países que participarão mesa do diálogo como observadores militares internacionais são Zimbabwe, Botswana, Itália e Portugal.

















