22 C
Matola
Terça-feira, Maio 5, 2026
Site Página 2015

Moçambique e Portugal formam 60 juízes e procuradores angolanos

A Procuradoria-Geral da República de Angola enviou para Portugal e Moçambique cerca de 60 candidatos a juízes e procuradores, para formação, e outros 100 deverão ingressar até 2016, para suprir o défice actual.

A informação foi transmitida pelo procurador-geral adjunto da República de Angola, apontando o “esforço titânico” que está a ser feito para aumentar o número de magistrados no país, no âmbito da reforma do mapa judiciário, que implicará novos tribunais.

“Precisamente para aumentar a quantidade de magistrados, porque a solicitação é demasiada, o país é grande e ainda temos áreas, municípios, sem magistrados”, disse José Manuel Domingos, em declarações emitidas pela rádio pública angolana, citado pela lusa.

Além dos candidatos a juízes e procuradores enviados para formação em Portugal e Moçambique, o Instituto Nacional de Estudos Judiciários (INEJ) vai iniciar este mês a formação de mais 100 magistrados, que se prolongará até Junho de 2016, incluindo já a fase de estágio nos tribunais.

De acordo com o INEJ, estes serão depois distribuídos, em partes iguais, pela magistratura judicial e pelo Ministério Público.

Ainda assim, para o procurador-geral adjunto da República, não será “minimizado” em 2015 o défice de magistrados em Angola.

Os tribunais provinciais angolanos movimentaram 153.914 processos em 2014, mas só os de Luanda e Benguela absorvem 64 por cento de todo a actividade, sendo precisamente as províncias que vão começar a implementar o novo mapa judiciário.

Nyusi assiste aulas na Escola Primária Unidade 10

“Palavras compostas por aglutinação e justaposição” foi o tema da aula assistida na manhã desta quarta-feira (11), pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, na Escola Primária Unidade 10, sita no Bairro do Chamanculo “D”, na cidade de Maputo.

Nyusi, que visitou aquele estabelecimento de ensino para se inteirar dos trabalhos de requalificação que lá decorrem desde o ano passado, acompanhou a aula de português de uma turma da sétima classe, composta por 50 alunos e manifestou a sua satisfação pelo nível de proficiência da professora, bem como pelo grau de compreensão e participação dos alunos.

visita3

O Presidente fez-se acompanhar pelo Ministro da Educação e Desenvolvimento Humano, Jorge Ferrão, pelo vice, Armindo Ngunga, David Simango, presidente do Município de Maputo e pela Governadora da Cidade de Maputo, Yolanda Cintura.

Os novos “coleguinhas” de Nyusi expuseram as suas principais dificuldades e pediram mais carteiras e livros ao chefe de Estado.

visita2

Flávia Matsimbe, professora de Nyusi por um dia, mostrou satisfação por conduzir a aula e apresentou algumas barreiras que enfrenta no dia-a-dia.

“Sinto-me lisonjeada pelo privilégio de ensinar estas crianças e principalmente por ter recebido o Presidente da República numa das minhas aulas. As salas desta escola são aconchegantes, não obstante os trabalhos de requalificação que aqui estão a ser realizados, mas é preciso trabalhar para estar ao nível dos melhores e proporcionar uma educação sólida às nossas crianças”, disse a professora Flávia, apontando igualmente algumas barreiras que enfrenta no seu trabalho.

“Temos poucos livros e isto, em parte, dificulta a compreensão das lições dadas. Aliás, acho que o Presidente pôde notar, hoje tivemos aula de português e, como sempre acontece, os alunos que não têm livros ficam consideravelmente distantes nas aulas”.

Numa conversa com os seus “colegas de palmo e meio”, Nyusi desafiou os alunos a melhorarem a caligrafia e a se dedicarem afincadamente nas suas lições, fazendo regularmente os trabalhos para casa (TPCs).

Projecto da Rede de Distribuição de Gás de Maputo e Marracuene “quase pronto”

A ENH-Kogas, sociedade implementadora do Projecto da Rede de Distribuição de Gás de Maputo e Marracuene, garante que já foram realizados mais de 85 por cento das obras de construção do gasoduto que compreende a fase de expansão do empreendimento.

De acordo com a ENH-Kogas, até agora, já foram construídos 13 quilómetros do gasoduto, correspondentes a um grau de execução de 89% e o trabalho remanescente poderá ser concluído dentro do mês de Março, caso não haja imprevistos de natureza técnica ou climatérica.

Estas obras fazem parte do Projecto da Rede de Distribuição de Gás de Maputo e Marracuene, cuja primeira fase compreendeu a construção de uma rede de 62 quilómetros, com um anel que cobre diversos bairros da capital moçambicana, com um orçamento de 38.2 milhões de dólares, desembolsados pela companhia coreana Kogas.

Refira-se que esta fase foi inaugurada em Setembro de 2014 e a rede conta agora com 10 consumidores, dos quais destacam-se unidades industriais, restaurantes, hotéis, entre outros.

Para a execução das obras da segunda fase estão orçados cerca de 4 milhões de dólares americanos, que também são desembolsados pela Kogas, no âmbito da parceria com a ENH.

UE partilha experiência com parlamento moçambicano

A União Europeia (UE) garantiu ontem, em Maputo, que vai continuar a cooperar com o executivo moçambicano, sobretudo no parlamento, com vista a tornar melhor a articulação entre as Assembleias da República e Provinciais.

Segundo Verónica Macamo, presidente da Assembleia da República (AR), a questão das Assembleias Provinciais é um dado novo e, é uma experiência nova para o país, tendo em conta que este é o segundo mandato do funcionamento destes dispositivos que representam o povo para além da casa magna que é a AR.

“É necessário encontrar e afinar as formas de colaboração, cooperação e de troca de experiências. Se formos a reparar a AP age em toda a província, embora o círculo eleitoral seja o distrito e no fim do dia toda a província acaba por ser abrangida pela acção da AP. Entretanto, é importante que haja troca de informação, troca de experiências, conservação de esforços para o bem-estar das populações que vivem naquela província”, disse Macamo salientando que esta é a aposta e a UE está interessada em apoiar nesta matéria.

Por sua vez, Sven Kuht Dorff, embaixador chefe da delegação europeia, explicou que o encontro mantido entre a missão com a presidente da AR visava discutir maneiras do ocidente apoiar o parlamento moçambicano, “também sobre como facilitar a articulação entre a AR e as AP”.

Refira-se que neste encontro a UE disponibilizou-se em apoiar o governo moçambicano em matérias ligadas à formação e capacitação dos deputados da AR nas comissões de trabalho e sobre maneiras de como legislar matérias ligadas aos recursos naturais.

Atentado eminente contra as viaturas na cidade de Maputo

O Sistema de escoamento de águas pluviais na Avenida de Angola,  arredores da cidade de Maputo, está em significativa degradação devido à falta de manutenção do saneamento do meio.

Trata-se de um problema secular que, aos olhos do Município passa despercebido.

As viaturas que por aquela avenida circulam correm o risco de entrar nas valetas de drenagem.

A foto ilustra um enorme buraco dificultando a passagem das viaturas, neste local com maior concentração de pessoas que usam a via para se deslocarem ao seu local de trabalho.

Foto5

Há acções que devem ser empreendidas pelo Conselho Municipal  particularmente os serviços de salubridade pública.

Embora actualmente o Conselho Municipal coloque as suas esperanças em matéria de salubridade pública, na actual taxa de 35 meticais, acrescentando 10 nos anteriores de 25 meticais, este avanço em recursos financeiros, pode não trazer progressos significativos.

Numa ronda efectuada pela reportagem do MMO, constatou-se que os utentes daquela rodovia são obrigados a fazer manobras arriscadas para evitar os buracos abertos nas valas, de modo a evitar estragos nas viaturas.

No entanto, o péssimo estado daquela via obriga os automobilistas, sem outras alternativas, a usarem a faixa degradada.

Foto2 (2)

Agastados com a situação os munícipes apontam o dedo à edilidade acusando-a de não colocar em condições o sistema de escoamento das águas.

Segundo eles o Município não está interessado em arranjar o troço. Por isso apelam a quem de direito para fazer uma intervenção de fundo de modo a não se repetir o cenário actual futuramente.

Alguns operadores de transportes semi-colectivos negaram-se a prestar declarações a nossa reportagem, alegadamente por temerem represálias.

“Estratégia de marketing” gera propaganda enganosa

Nos últimos dias, tem-se verificado na cidade de Maputo muita procura de calçados usados (calamidade), que por conta disso mostra-se mais caro em relação ao da loja.

Em confronto com as duas realidades pode-se constatar que o preço do sapato em lojas nigerianas depreciou, partindo de 100 meticais o par, enquanto que o sapato da “calamidade”, mais trabalhoso na aquisição, pois requer procura exaustiva e paciência, parte dos 200 meticais em diante.

A nossa equipa de reportagem saiu à rua para inteirar-se deste fenómeno e algumas pessoas por nós entrevistadas reconheceram que “o barato sai caro”. Pois é… apesar de estar a um preço considerável, o sapato “da loja” é uma estratégia para que os clientes voltem sempre pois aquele calçado não deverá durar muito tempo enquanto que o calçado de segunda mão é mais resistente.

Para Alice Laurinda os sapatos vendidos em lojas na baixa são descartáveis, imediatos e sem qualidade. O preço é bom, mas que acaba sendo um gasto desnecessário. O mesmo acontece em relação às pastas escolares, roupas e até louça de cozinha.

“Comprar sapato na baixa é o mesmo que deitar dinheiro fora, porque só pode se calçar no local e a posterior descola-se ou rebenta-se, todavia, por este estar acessível aos bolsos da maioria, chega a ser mais concorrido.”

Entretanto, não há dúvidas na qualidade dos produtos usados (calamidade) mas, como nem tudo que há no mar é peixe, é preciso prestar atenção nas pessoas que os vendem.

Ainda de acordo com as nossas fontes, não há honestidade por parte das pessoas que comercializam produtos usados, nomeadamente calçados e pastas escolares, porque eles pegam nos “descartáveis dos nigerianos” raspam a sola, adicionam um bocado de poeira, dobram e metem nos sacos, de modo a causar aparência de segunda mão.

De acordo com Emelina  Matavele, vendedora de sapatos, a aquisição de calçados usados é difícil, com o agravante de por vezes encontrarem um fardo inteiro de sapatos antigos, sem valor. É, segundo ela, uma alternativa para suprir os prejuízos.

Um equívoco sem medida, não mais se conhece a originalidade dos artigos que se procuram, cópias conformes e produção em série, entre a honestidade e o metical.

Foto3 (3)

Oldemiro Baloi de malas aviadas para França

A convite do seu homólogo francês, Laurent Fabius, o Ministro moçambicano dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Oldemiro Baloi, realiza a partir de amanhã (11 de Março) uma visita de trabalho à República Francesa.

Trata-se de uma visita que tem como objectivo reforçar as relações de amizade e de cooperação bilateral existentes entre Moçambique e a França, particularmente nos planos político-diplomático e económico-bilateral.

Neste âmbito, Baloi vai reunir-se com fabius em Paris e participará no colóquio sobre Oportunidades de Investimentos em Moçambique, organizado pela Business France, uma agência governamental francesa especializada em desenvolvimento internacional.

Baloi vai igualmente manter um encontro com a comunidade moçambicana residente em França e participar de um almoço oferecido pelo Grupo de Amizade França-Moçambique.

Petizes em confronto com a lei

Durante o ano passado, cerca de sessenta e dois menores envolveram- se em crimes diversos na cidade de Nacala- Porto, na província de Nampula.

Facto que preocupa o tribunal distrital, por tratar- se de adolescentes que na sua maioria são vítimas de maus tratos e abandono pelas famílias.

No âmbito da abertura do ano judicial, o juiz presidente do tribunal judicial daquele ponto do país, César Malianza, afirmou que, na generalidade, os crimes protagonizados pelos petizes são assaltos na via pública, roubos em residências e furtos nas viaturas.

Referiu que a instituição que dirige está agastada com o crescente número de processos criminais instaurados contra menores de 16 anos de idade. Para a fonte, a tramitação destes casos torna-se difícil, porque por imperativo da lei estes devem ser soltos e sem demora voltam a envolver-se em acções similares.

Malianza disse ainda que este facto dificulta a tomada de medidas cautelares exigidas pela lei, nomeadamente a aplicação de medidas de protecção, assistência ou educação por estes serem, na sua maioria órfãos,  sem residências fixas, facto que chama a necessidade de acomodar os menores em centros de recuperação juvenil ou internatos.

“Infelizmente, o nosso distrito não tem instituições e condições para o efeito e, como consequência imediata dessa fragilidade verificam- se casos de reincidência desses menores na prática de crimes, retardando seus futuros, num elevado risco de reacções violentas por parte dos lesados que poderiam querer reparados os danos causados” disse a autoridade judicial em Nacala Porto.

Desmaios frequentes abalam Escola Secundária da Manhiça

Nas últimas duas semanas, mais de 50 alunas desmaiaram em circunstâncias estranhas, lançando o medo na instituição de ensino. O fenómeno tem atacado apenas as alunas, deixando-as inconscientes e agressivas.

Segundo escreve o jornal O País, trata-se de um fenómeno estranho, caracterizado também por ataques esquizofrénicos, associado a manifestações de espíritos que, segundo os alunos, pretendem transmitir uma mensagem à direcção da escola.

A agressividade entra também no cenário. Em alguns casos, as vítimas atacam quem está por perto. Semana passada, numa das ocasiões de desmaios, uma das alunas partiu a janela da sala de informática com uma pedra.

“Sinto uma dor interior, como se alguém estivesse a bater-me. O peito dói e a cabeça fica a girar. Garanto que a maioria das meninas já desmaiou pelo menos uma vez”, disse Ruthe Yuran, uma das vítimas.

“Parece que estou trancada numa aldeia e depois de acordar não me recordo de nada”, referiu Wina da Cecília, que também já foi atacada.

Indivíduo morto encontrado pendurado numa árvore num cemitério na Matola

Foi com ajuda de uma corda amarrada a uma árvore, que um homem de, aparentemente, 30 anos de idade, tirou a sua própria vida na noite de sexta-feira, no interior do cemitério do Bairro São Dâmaso, no município da Matola.

O corpo foi descoberto por algumas pessoas que foram ao cemitério visitar as campas dos seus ente-queridos. Segundo contaram os moradores de São Dâmaso, o finado era residente do bairro e teria desaparecido de casa há uma semana.

Após a descoberta do corpo, as estruturas do bairro reportaram o caso à Polícia que demorou a remover o corpo, segundo queixas da população.

Último adeus à Cistac previsto para terça-feira

Os restos mortais do académico, Gilles Cistac, assassinado na semana passada, em Maputo, vão a enterrar na próxima quinta-feira, na sua terra natal, França, antecedido de um velório amanhã, na capital do país.

Entretanto, estudantes, membros da sociedade civil entre outras facetas poderão se despedir do malogrado nesta terça-feira, no Centro Cultural Universitário da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), onde depois os restos mortais serão transladados para França.

Ora, até ao momento a MMO não tem conhecimento se os membros da Frelimo (partido no poder) tomarão parte ou não do velório, visto que na semana finda circulavam mensagens nas redes sociais, difundidas por alguns órgãos de informação dando conta que a única filha do malogrado opunha-se à presença destes em qualquer cerimónia do género.

Banco Mundial vai desembolsar USD 500 milhões de dólares para financiar o Orçamento Geral do Estado

O Banco Mundial vai desembolsar para o Orçamento de Estado de 2015 cerca de 200 milhões de dólares, para além de outros 300 milhões destinados ao financiamento de projectos em áreas como agricultura, saúde, educação, transportes e água.

A grantia foi dada  na passada quinta-feira pelo Director Executivo do Banco Mundial Louis Rene Peter Larose,  no âmbito de uma visita de cinco dias que efectuou a Moçambique.

Falando aos jornalistas no final da visita, Larose explicou que o montante acordado para apoio directo ao Orçamento deverá ser desembolsado, de uma só vez, no segundo semestre, à semelhança do que aconteceu nos anos anteriores.

“A ajuda do Banco Mundial para o Orçamento do Estado para este ano foi programada para 200 milhões de dólares, e também o desembolso de 300 milhões de dólares para projectos específicos  de investimentos”, garantiu.

Na ocasião, Larose deu a conhecer que no âmbito da cooperação, a sua instituição tem um projecto equivalente a 1,6 bilião de dólares.

O director executivo do Banco Mundial anunciou também que a instituição iniciou conversações com o governo moçambicano no sentido de definir os sectores prioritários para a elaboração de um programa com a duração de cinco anos, a iniciar-se dentro de nove meses.

“Moçambique tem uma relação muito boa com o Banco Mundial há mais de trinta anos e garanto que vai ser reforçada nos próximos”, assegurou o director executivo da instituição, que disse ter ficado impressionado com a quantidade de projectos em curso na província de Nampula, “reveladora das grandes oportunidades do país.”

De referir que em Maputo, ele foi recebido pelas autoridades governamentais, com destaque para o Primeiro-ministro, Carlos Agostinho do Rosário e o Ministro da Economia e Finanças, Adriano Maleiane, com quem trocou impressões sobre diversos aspectos da vida socioeconómica do país, particularmente nas áreas apoiadas por aquela instituição da Bretton Woods.

O propósito desta visita era, fundamentalmente, explorar áreas que possam beneficiar de financiamento da instituição, num programa de cinco anos a ser negociado dentro dos próximos nove meses entre o Governo moçambicano e aquela instituição da Bretton Woods.

“Assassinato de Cistac não põe em causa as relações com a UE”: Verónica Macamo

A presidente da Assembleia da República (AR), Verónica Macamo, defendeu nesta segunda-feira, em Maputo, que o assassinato do professor catedrático, Gilles Cistac, na semana finda, não vai comprometer as relações diplomáticas entre Moçambique e a União Europeia (UE).

Para Macamo, trata-se de um assassinato bárbaro, tal que recomenda às autoridades policiais a trabalharem para localizar os executores e responsabilizá-los, “agora essa coisa de dizer que foi A, B ou C, penso que, na minha opinião pessoal, não é bom”.

Quanto à relação de Moçambique com a UE, sobretudo a França, após o sucedido, Macamo defendeu que “eu penso que isso não põe em causa, acho que tanto nós como os nossos parceiros estamos interessados em descobrir quem matou Gilles Cistac”, disse.

Organizações da Sociedade Civil consideram vagas e ambíguas as funções dadas à Alta Autoridade da Indústria Extractiva

Para além de defender a criação de uma entidade independente de fiscalização efectiva do sector da indústria extractiva, as organizações da sociedade civil (OSC) consideram pouco claros e vulneráveis a manipulações e desvios de aplicações, os mecanismos através dos quais o Estado canaliza uma percentagem das receitas provenientes da exploração de recursos energéticos em benefício das comunidades locais.

Os pontos em questão foram levantados por mais de 20 OSC num seminário havido na última semana de Fevereiro, na cidade da Beira, destinado ao estudo das novas leis de minas e de petróleos, aprovadas pela Assembleia da República em Agosto do ano passado.

Indemnização justa e transparente às comunidades afectadas, reassentamentos condignos e licenciamento e fiscalização com vista ao pleno cumprimento da lei marcaram os temas de destaque no seminário, tendo as OSC apelado por uma regulação mais consistente.

Fonte: CIVILINFO

Governo vai privilegiar mão-de-obra Nacional

Foi aberta hoje a 1ª  sessão plenária dos trabalhos da comissão consultiva do trabalho, ministrada pela ministra do trabalho, emprego e segurança social e presidente da comissão consultiva, Vitoria Diogo.

O evento contou com a participação de alguns pelouros de outros ministérios, nomeadamente: vice ministro da agricultura, presidente do CTA, o presidente da Confederação Nacional dos Sindicatos Livres e Independentes de Moçambique (CONSLIM), OTM Central Sindical, entre outros empregadores e grupos negociais.

Terão como pano de fundo durante os encontros,  o aumento do salário mínimo, o perdão das dívidas empresariais pelo governo no contexto da segurança social, as tolerâncias de ponto sob o lema trabalho e justiça para todos.

O CONSLIM, na voz do seu presidente, lançou o seu apelo aos partidos políticos, no que diz respeito aos discursos que apontam para divisão do país, pois esta é uma prática no seu entender não edifica as formas de positivas para uma cultura de trabalho e de legalidade laboral.

“O diálogo social deve ser encarado como uma plataforma ideal, sobre qual os partidos sociais devem realizar seus trabalhos que permitam condições para que hajam mais empregos num ambiente de paz, mais empregos e igualdade, convidamos a Renamo para verificar os estatutos da paz”

Oportunidades de empregos, carga horária laboral e os aumentos dos salários mínimos foram as propostas postas à mesa pela congregação.

Por sua vez, o presidente do CTA, Rogério Manuel, manifestou a satisfação por, pela primeira vez, a instituição que dirige ter sido convidada para testemunhar  dos assuntos do governo.

O chefe do executivo do sector privado mostrou-se preocupado com a falta de empregadores para moçambicanos associada à má remuneração a favor da mão-de-obra estrangeira.

Enalteceu a importância do perdão das dividas empresariais  e o papel dos sindicatos na resolução dos conflitos laborais e o desempenho dos empregadores no processo de negociação para fixação do salário mínimo.

O carácter imprevisível das tolerâncias do ponto é a maior preocupação do sector privado.

Segundo a presidente da comissão consultiva de trabalho, e ministra de trabalho emprego e segurança social, Victória Diogo, a sessão reveste-se de particular importância por ser a primeira após a investidura do novo governo.

A chefe da pasta de trabalho não deixou de recordar, no seu discurso, das tragédias de Chitima e das cheias que devastaram as zonas norte e centro do país, e proferiu palavras de solidariedade.

Para Diogo, a sessão visa implantar a paz laboral entre os empregadores e o governo, e o reajustamento dos salários por sectores, por parte dos empregadores e trabalhadores por conta própria.

Assegurou que o ministério que dirige está ciente dos desafios na melhoria dos conflitos laborais, criação do ambiente de negócios, a criação de emprego e a reforma da segurança social em prol do desenvolvimento económico do país.

Para finalizar, Diogo revelou que o governo exercerá com equidade o reajuste dos salários que entrarão em vigor no próximo mês de Abril, reiterando a promoção de medidas que visem a empregabilidade de moçambicanos em excepção da mão-de-obra  estrangeira e a revisão da lei de trabalho.

Exortou ao sector privado para que acolham aos recém formados para estágios profissionais, imperando a legalidade laboral e oportunidade para pessoas portadoras de deficiência.

Fevereiro: Preços no consumidor em Moçambique desaceleram na ordem de 0,26%

Os preços no consumidor em Moçambique registaram, em Fevereiro de 2015, um agravamento do nível geral de preços face ao mês de Janeiro, na ordem de 1,56 porcento, representando uma desaceleração de 0,26 pontos percentuais (pp) face ao nível registado no mês anterior, segundo anunciou o Instituto Nacional de Estatística (INE).

A divisão de alimentação e bebidas não alcoólicas foi a que ditou o comportamento do nível geral de preços ao contribuir com cerca de 1,37pp positivos.

Em termos de produtos, contribuíram significativamente para esta tendência, o agravamento de preços de tomate (20,2%), da Farinha de milho (11,1%), das viaturas em segunda mão (6,2%), do peixe seco (2,0%), da couve (11,0%), e de material escolar diverso (9,9%). Estes, contribuíram no total da inflação mensal com aproximadamente 1,37pp positivos.

Telúrio Banze, Técnico do  Departamento de Preços e Conjuntura no Instituto Nacional de Estatística (INE), explicou em conferência de imprensa que nos primeiros dois meses do ano, o país registou um agravamento de preços na ordem de 3,42 porcento. A divisão de alimentação e bebidas não alcoólicas é a que mais influenciou, ao contribuir no total da inflação acumulada com 3,07pp positivos.

“A nível do produto nota-se que o tomate, o coco, a farinha de milho, a couve, o alface, o peixe fresco, refrigerado ou congelado, e o peixe seco, foram os que mais influenciaram na inflação acumulada, ao contribuir com 2,68pp positivos”, referiu.

Relativamente a igual período de 2014, o país registou um aumento do nível geral de preços na ordem de 3,99 porcento. As divisões de alimentação e bebidas não alcoólicas e de vestuário e calçado destacaram-se ao contribuir no total da inflação homologa com aproximadamente 0,99pp e 0,31pp positivos, respectivamente.

Ainda de acordo com os dados divulgados pelo INE, desagregando os dados por cidade, verifica-se que as três cidades tiveram uma tendência de preços, sendo que a cidade de Nampula registou o mais alto nível de agravamento com cerca de 2,61 porcento. As cidades de Maputo e Beira registaram agravamentos de 1,23 porcento e 0,45 porcento, respectivamente.

Em termos de comparticipação na inflação mensal registada para o país (1,56%), a cidade de Nampula foi a que mais influenciou esta tendência, tendo contribuído com cerca de 0,87pp positivos, seguida das cidades de Maputo e da Beira com 0,62pp e 0,07pp positivos, respectivamente.

Nos dois primeiros meses do ano, a cidade de Nampula afigura-se como a de maior agravamento de preços com 4,39 porcento, seguida das cidades da Beira e Maputo com 3,34 e 2,81 porcento respectivamente.

Relativamente a igual período de ano passado essas três cidades registaram aumentos de preços na ordem de 6,68 porcento, 4,22 e 2,09 porcento respectivamente.

MDM vai marchar para repudiar a morte de Cistac

O partido Movimento Democrático de Moçambique (MDM) realiza uma marcha neste sábado, na Cidade de Maputo, com vista a repudiar o assassinato do académico Gilles Cistac.

O facto foi tornado público nesta manhã, pelo delegado político do partido da Cidade de Maputo, Elísio de Freitas, que considerou a marcha como uma forma de solidarizar-se com a família do malogrado.

Segundo o delegado, participarão na marcha seus quadros, membros e simpatizantes.

Jovem magoado mata amante por ter abortado

Um indivíduo identificado pelo nome de Jaime Salomão, está a contas com a Polícia da República de Moçambique  acusado de ter morto a amante por ter abortado uma gravidez, na Matola.

Segundo Salomão, os dois entraram em crispações ao ter abordado a finada sobre as motivações que a levaram a fazer o aborto da gravidez de três meses.

Magoado com esta situação, a conversa  não surtiu consenso pois resultou em acções de hostilidade que a posterior culminaram com a tragédia.

O visado, ao deparar-se com aquela com situação, pegou no corpo da vítima e livrou-se dele, deixando-o numa machamba na qual os dois eram colegas.

A família, preocupada com o sumiço da parente, aproximou- se das autoridades locais a fim de participar o caso.

Foi graças a diligências feitas e o esforço da polícia, que foi possível neutralizar o suposto assassino e recuperar o corpo da vítima.

Referir que Jaime Salomão  não só está sob custódia policial, mas a família da finada responsabilizou-o a suprir com as despesas fúnebres.

Ministro do Interior: “Custe o que custar, teremos de encontrar os autores deste crime”

As autoridades policiais nacionais asseguram que já têm pistas para desmantelar os responsáveis pelo assassinato do constitucionalista moçambicano, Gilles Cistac, estando um curso uma investigação seguida por peritos moçambicanos em colaboração com outros estrangeiros.

O facto foi anunciado ontem, pelo ministro do interior, Jaime Basílio Monteiro, que assegurou que a polícia já tem pistas para neutralizar os responsáveis pelo assassinato bárbaro. “Há pistas que estão a ser seguidas, e é prematuro avançar os resultados dessas acções, mas progressivamente vamos prestando informações”, disse.

Falando dos trâmites da investigação, Monteiro esclareceu que as mesmas estão a ser baseadas nos testemunhos directos e também nos vestígios das balas da arma usada no crime, sendo que para alcançar sucessos, a polícia está em coordenação com investigadores internacionais, incluindo a França.

Por outro lado, o ministro garante que transmitiu instruções pontuais à Polícia para, através dos seus ramos, conduzir uma acção de investigação serena, muito profissional, de forma a neutralizar os autores do bárbaro crime.

“Custe o que custar, teremos de encontrar os autores deste crime”, realçou Monteiro, apelando a todos os cidadãos para oferecer a sua justa colaboração para a rápida localização e identificação dos criminosos.

Lloyd Mabuza condenado à prisão perpétua

O Tribunal Regional de Graskop, na região de Sabie, Província de Mpumalanga, África do Sul, considerou Lloyd Mabuza culpado das acusações segundo as quais o empresário sul-africano do ramo madeireiro traficou e explorou sexualmente cinco crianças moçambicanas e condenou-o à prisão perpétua.

Mabuza, de 62 anos, casado e pai de quatro filhos, já está preso e assim permanecerá durante o resto da sua vida.

O empresário mantinha as meninas cativas numa casa, de uma área remota de Sábie, e tratava as cinco crianças como suas escravas sexuais. As crianças foram levadas para território sul-africano pela sua tia, de nacionalidade moçambicana, que até agora encontra-se foragida, presumivelmente em Moçambique.

Segundo as autoridades sul-africanas, as violações sexuais eram sistemáticas e aconteceram entre os anos 2009 e 2012.

O julgamento começou em Janeiro de 2013 e, no banco dos réus, duas pessoas: Lloyd Mabuza e uma jovem moçambicana, acusada de ser cúmplice do empresário sul-africano.

Fonte: RM

Últimas Notícias Hoje

Maputo lança fundo de 70 milhões para impulsionar o empreendedorismo juvenil

O Conselho Municipal de Maputo revelou a criação de um fundo no valor de 70 milhões de meticais destinado a financiar iniciativas empreendedoras da...

Preços dos combustíveis disparam na África do Sul

A partir de quarta-feira, os consumidores sul-africanos enfrentarão um aumento nos preços dos combustíveis. O litro da gasolina verá um acréscimo de 3 rands...

Reabertura da ferrovia Limpopo impulsiona transporte em Moçambique

A empresa pública de portos e caminhos de ferro de Moçambique (CFM) anunciou a reabertura da linha ferroviária do Limpopo, que esteve encerrada durante...

Moçambique e África do Sul buscam soluções para onda de xenofobia

Os governos de Moçambique e da África do Sul estão a reforçar contactos diplomáticos em resposta à recente onda de manifestações e actos xenófobos...