Destaque Fevereiro: Preços no consumidor em Moçambique desaceleram na ordem de 0,26%

Fevereiro: Preços no consumidor em Moçambique desaceleram na ordem de 0,26%

Os preços no consumidor em Moçambique registaram, em Fevereiro de 2015, um agravamento do nível geral de preços face ao mês de Janeiro, na ordem de 1,56 porcento, representando uma desaceleração de 0,26 pontos percentuais (pp) face ao nível registado no mês anterior, segundo anunciou o Instituto Nacional de Estatística (INE).

A divisão de alimentação e bebidas não alcoólicas foi a que ditou o comportamento do nível geral de preços ao contribuir com cerca de 1,37pp positivos.

Em termos de produtos, contribuíram significativamente para esta tendência, o agravamento de preços de tomate (20,2%), da Farinha de milho (11,1%), das viaturas em segunda mão (6,2%), do peixe seco (2,0%), da couve (11,0%), e de material escolar diverso (9,9%). Estes, contribuíram no total da inflação mensal com aproximadamente 1,37pp positivos.

Telúrio Banze, Técnico do  Departamento de Preços e Conjuntura no Instituto Nacional de Estatística (INE), explicou em conferência de imprensa que nos primeiros dois meses do ano, o país registou um agravamento de preços na ordem de 3,42 porcento. A divisão de alimentação e bebidas não alcoólicas é a que mais influenciou, ao contribuir no total da inflação acumulada com 3,07pp positivos.

“A nível do produto nota-se que o tomate, o coco, a farinha de milho, a couve, o alface, o peixe fresco, refrigerado ou congelado, e o peixe seco, foram os que mais influenciaram na inflação acumulada, ao contribuir com 2,68pp positivos”, referiu.

Relativamente a igual período de 2014, o país registou um aumento do nível geral de preços na ordem de 3,99 porcento. As divisões de alimentação e bebidas não alcoólicas e de vestuário e calçado destacaram-se ao contribuir no total da inflação homologa com aproximadamente 0,99pp e 0,31pp positivos, respectivamente.

Ainda de acordo com os dados divulgados pelo INE, desagregando os dados por cidade, verifica-se que as três cidades tiveram uma tendência de preços, sendo que a cidade de Nampula registou o mais alto nível de agravamento com cerca de 2,61 porcento. As cidades de Maputo e Beira registaram agravamentos de 1,23 porcento e 0,45 porcento, respectivamente.

Em termos de comparticipação na inflação mensal registada para o país (1,56%), a cidade de Nampula foi a que mais influenciou esta tendência, tendo contribuído com cerca de 0,87pp positivos, seguida das cidades de Maputo e da Beira com 0,62pp e 0,07pp positivos, respectivamente.

Nos dois primeiros meses do ano, a cidade de Nampula afigura-se como a de maior agravamento de preços com 4,39 porcento, seguida das cidades da Beira e Maputo com 3,34 e 2,81 porcento respectivamente.

Relativamente a igual período de ano passado essas três cidades registaram aumentos de preços na ordem de 6,68 porcento, 4,22 e 2,09 porcento respectivamente.

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