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Terça-feira, Maio 5, 2026
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Arrancam em Agosto Obras do BRT

Arrancam em Julho  de 2015, com término previsto para finais de 2017, as obras de construção das faixas exclusivas de transporte público articulado, designado BRT (Bus Rapid Transit, em inglês), na capital moçambicana.

Segundo escreve hoje o “Noticias”, o vereador municipal de Transportes e Trânsito na capital diz que, paralelamente aos preparativos da construção das infra-estruturas na chamada linha 1 do BRT, que liga os terminais do Museu e Praça dos Trabalhadores a Magoanine, via avenidas Eduardo Mondlane, Guerra Popular, Acordos de Lusaka e Julius Nyerere, o Governo está a concluir os acertos para o lançamento de concurso público internacional para a segunda fase do projecto, que é a conexão do centro da cidade a Zimpeto através da Estrada Nacional Número Um (EN1).

João Matlombe reafirmou que só a primeira fase da iniciativa está avaliada em 225 milhões de dólares norte-americanos, montante a ser aplicado nas obras da adaptação das estradas, construção dos quatro terminais – nos três pontos de partida e/ou de chegada e a quarta na Praça dos Combatentes – e das estações ao longo do trajecto, montagem da sala de controlo e de outros equipamentos, bem como a compra dos 160 autocarros que operarão e a frota de reserva.

Dados avançados por Matlombe indicam que o sistema terá capacidade de transportar 7500 passageiros por hora, o que vai acabar com as longas horas de espera de “chapas” (transportes semi-colectivos de passageiros) que os cidadãos passam hoje.

Abrandamento da actividade caracteriza Conjuntura Económica Internacional

A conjuntura económica internacional continua a ser caracterizada pelo abrandamento do ritmo da actividade económica decorrente da redução da procura global, num contexto de queda generalizada dos preços das mercadorias.

 A informação foi divulgada pelo  Comité de Política Monetária do Banco de Moçambique (CPMO), que se reuniu nesta quarta-feira na sua terceira sessão ordinária do presente ano, tendo apreciado o Documento de Política Monetária, que reporta a informação económica e financeira referente aos meses de Janeiro e Fevereiro de 2015.

O documento analisa os desenvolvimentos da conjuntura económica e financeira internacional e regional; a evolução dos principais indicadores macroeconómicos e financeiros de Moçambique, com destaque para a inflação, agregados monetários e creditícios; as projecções de curto e médio prazos para a inflação; e as medidas de política monetária necessária para garantir o cumprimento do programa macro-financeiro de 2015.

Com efeito, dados recentes referentes às economias avançadas mostram que o PIB dos EUA registou um crescimento anual de 2.4% no quarto trimestre, menos 10 pontos base (pb) face ao trimestre anterior e no Japão o crescimento foi negativo, em 0,5%.

O comportamento da inflação neste bloco de países foi diferenciado, observando-se uma desaceleração no Reino Unido, manutenção no Japão e incremento da deflação nos EUA e Zona Euro, em especial neste último caso, em face dos dados provisórios de Fevereiro que apontam para -1.6%.

O Dólar norte-americano manteve-se forte face às moedas das restantes economias deste bloco, ainda que em Janeiro a Libra tenha reduzido a sua depreciação.

Os bancos centrais deste grupo de países decidiram em Fevereiro manter as suas taxas de juro de política.

Uma boa nova para Ilha de Inhaca

Ilha de Inhaca, também designada distrito municipal Ka Nyaka, cidade de Maputo, contará num futuro breve com mais um serviço de morgue junto ao centro de saúde de Ribzeni, a maior unidade sanitária daquela urbe.

De acordo com o vereador  do distrito municipal ka Nyaka, Dinis Titosse a entrega da infra-estrutura à comunidade terá lugar logo que for instalado o sistema de frio, com a capacidade para conservação de nove corpos.

Desencadeados no ano passado os trabalhos, pela empresa Toyota de Moçambique estão orçados em pouco mais de 2.9 milhões de meticais, num financiamento do fundo de Desenvolvimento Distrital ( FDD).

“O  valor disponibilizado pelo fundo distrital para a construção de infra-estruturas sociais permitiu a construção da morgue. Tivemos alguns atrasos relativos à necessidade de se construir uma infra-estrutura para incineração de lixo hospitalar, todavia acreditamos que em breve a unidade estará em funcionamento”, assegurou Titosse.

Actualmente  os residentes daquela região são obrigados a realizar funerais na ausência  de maior parte dos familiares devido à falta de um sistema de conservação de corpos nas unidades sanitárias locais.

Titosse diz tratar-se de uma situação que extravia os hábitos  culturais dos citadinos do Ka Nyaka, na medida em que estes não têm a oportunidade de aguardar pela chegada dos parentes das pessoas que perdem a vida.

“Esta situação tem dias contados, pois com a morgue que pensamos estar acima das necessidades do distrito, poderão dar-se por terminados todos constrangimentos pelos quais a população passa”, disse.

Moçambique acolhe primeira Conferência de Responsabilidade Empresarial

A ter lugar entre os dias 19 e 20 do corrente mês, no Centro de Conferências Joaquim Chissano, a conferência visa criar a primeira plataforma de Responsabilidade Social em Moçambique, onde o compromisso do desenvolvimento sustentável do país será discutido.

Logo adiante, o objecto de discussão será revisto e o quadro geral de uma das principais economias de África será desenhado de forma a caminhar em direcção à melhor estratégia em Responsabilidade Social empresarial.

A conferência tem a co-organização da Confederação das Associações Comerciais de Moçambique (CTA), Companhia Nacional de Hidrocarbonetos de Moçambique (ENH), a Associação de Mineração e Geologia de Moçambique (AGMM) e AME Trade Ltd.

Moçambola 2015: LMF e mcel assinam parceria

Foi celebrado na tarde de ontem, na Cidade de Maputo, um memorando de entendimento entre a Liga Moçambicana de Futebol (LMF) e a mcel, no qual a operada irá disponibilizar um valor que ronda os 200 mil dólares, em apoio ao Moçambola-2015, que arranca sábado (14).

O administrador comercial da mcel, Cláudio Chiche, referiu ao bom relacionamento entre as partes envolvidas, assim como à sustentabilidade da maior prova futebolística nacional.

“É uma satisfação para a mcel manter uma relação com a LMF, uma instituição de reconhecido mérito no meio desportivo moçambicano, pela forma como tem gerido o desporto, neste caso particular o futebol”, frisou. Ainda nesta senda, sublinhou que “associar-se a uma marca de referência como o Moçambola é um orgulho, ao mesmo tempo que é um desafio para a empresa que representa.”

Por sua vez, o presidente da LMF, Alberto Simango Júnior, reafirmou o compromisso de tudo fazer para que os fundos disponibilizados pela mcel sejam aplicados para aquilo que é o maior propósito da instituição que dirige, a realização do Moçambola sem sobressaltos.

“Começámos a relação com esta prestigiada empresa, de forma ininterrupta, desde 2004. Temos vindo a avaliar o desempenho da relação e sempre encontramos espaço de renová-la com mais qualidade para o bem de todos”, disse, destacando que tudo está a postos para o arranque do Moçambola 2015 no sábado, em Vilankulo, província de Inhambane.

Simango congratulou a confiança que a LMF tem merecido da mcel e frisou o facto de há 11 anos para cá os patrocínios daquela empresa estarem a subir gradualmente.

“Em 2004 os patrocínios rondavam os 50 mil dólares e hoje são cerca de 200 mil. Isso é gratificante para nós”, destacou.

É uma espécie de renovação da parceira entre as duas instituições que remonta de 2004, ou seja, dura há 11 anos, nos quais a operadora vem patrocinando a maior prova futebolística nacional.

Cemitério São Francisco Xavier abriga vivos

Localizado no interior das avenidas Filipe Samuel Magaia, Eduardo Mondlane, Maguiguana e Karl Marx, o segundo mais antigo cemitério da então cidade  de Lourenço Marques (Maputo) está um oásis no deserto.

Conta a história que aquele lugar era dedicado, no tempo colonial, à pratica da agricultura, mas depois que ficou lotado o primeiro cemitério que se designava São Timóteo, local onde hoje funciona o banco terra na capital do país, negociou-se aquele espaço com o dono de nome Xavier, com vista a acomodar um novo cemitério, dai que foi baptizado com o nome de São Francisco Xavier.

São Francisco Xavier foi fundado no ano de 1886, dividido em duas alas, uma na face frontal da avenida Karl Marx, especialmente para os portugueses e seus militantes e a outra do lado da avenida Filipe Samuel Magaia, destinado aos assimilados indígenas que só por meio de um requerimento diferido pelo presidente da câmara municipal era possível fazer-se o funeral.

O cemitério foi encerrado no ano de 1957 devido à super lotação. Hoje, o motivo principal não seria esse, mas sim a localização… há mais gente vivendo nos arredores, há mais fluxo populacional não respondendo o conceito que se tem de cemitério (longe das zonas habitacionais) nestas condições.

Segundo o responsável da área de serviço do cemitério, Afonso Malecuiane, o cemitério tem neste momento espaço para novos corpos mas o mesmo situa-se no coração da cidade.

Por outro lado Malecuiane denuncia os actos de vandalismo que têm ocorrido no cemitério e que por conta disso tem-se espalhado as ossadas ao relento.

Neste momento, estão afectadas para a limpeza do cemitério duas senhoras que por sinal não mais estão em idade economicamente activa, daí que não conseguem cobrir na totalidade  o exercício a que foram incumbidas.

Entretanto, o cemitério são Francisco Xavier, para além de abrigar pessoas em vida, tornou-se um centro de criminalidade.

Os vândalos retiraram dos jazigos toda ossada transformando-os em dormitórios, facto que o município viu-se obrigado a intervir, re-enterrando os restos mortais.

Eis que, independentemente da hora, tornou-se perigosa a caminhada por aquela área da urbe, tanto para os peões como para os automobilistas. Crimes diversificados são executados dentro do cemitério, a contar que mesmo do lado de fora do cemitério está a paragem dos semi-colectivos com destino à Baixa-Praça dos combatentes.

Nas noites, os ladroes fazem-se passar por fantasmas para  se aproveitarem do medo das pessoas e subtrair seus pertences e até pegar em mulheres para sexualmente violar.

Há relatos segundo os quais dentro do cemitério estão instaladas famílias, que o têm assim mesmo, degradado, como o seu habitat. ou seja, pessoas vivas convivendo com ossadas e campas abertas, no “lar” dos mortos.

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Inaugurado Centro de emissão de bilhetes de identidade em Maputo

Foi inaugurado nesta quarta-feira, em Maputo, um centro-modelo de emissão simultânea de bilhetes de identidade, passaporte biométrico e atribuição de Número de Identificação Tributária (NUIT).

Com capacidade para atender 1600 pessoas por dia o centro foi inaugurado pelo vice-ministro do Interior, José Coimbra.

 Segundo escreve o Jornal Noticias os serviços estão dotados de equipamento moderno e está preparado para atender de uma só vez 28 utentes que pretendam obter o BI e sete que pretendam tratar passaporte, em menos de 15 minutos.

Segundo o vice-ministro do Interior, este é um novo conceito de atendimento aos utentes, porque no mesmo espaço estão congregados vários serviços.

Coimbra disse que o Ministério do Interior está apostado em levar este serviço para todo o país, como forma de, não só flexibilizar a emissão de documentos, como também de reduzir o tempo de espera nos balcões.

Por sua vez, o director nacional de Identificação Civil no Ministério do Interior, Domingos Jofane,  frisou que a entrada em funcionamento deste centro representa um ganho para os cidadãos, visto que o processo de emissão de BI’s, passaportes e NUIT é gerido a partir do sistema electrónico de filas.

 “Assim, o atendimento é com base na chamada a partir do sistema electrónico, onde cada utente tem a sua senha dos serviços que pretende solicitar, neste caso, emissão do documento ou levantamento, devendo apenas aguardar pela sua vez. Este processo nos permite, igualmente, flexibilizar o processo” ,disse

A nível da cidade de Maputo a espera de BI tem o tempo médio de 15 dias e fora da capital do país são mais de 30 dias.

PRM autoriza fabrico de pombe em Chitima

A Polícia da República de Moçambique (PRM) em Cahora Bassa, província de Tete, autorizou ontem à população de Chitima a retomar o fabrico de Pombe, depois da interdição feita após a ocorrência de envenenamento do tambor que continha a bebida caseira, que culminou com a morte de cerca de 75 pessoas.

Segundo o comandante distrital da PRM em Cahora Bassa, Caetano Namucarro, citado pelo diário Notícias, houve a necessidade de autorizar o fabrico de Pombe, porque a recolha de dados para a investigação do caso terminou.

“O fabrico de Pombe já não está interdito, mas lançamos forte apelo para que todos sejam vigilantes na preparação desta bebida, desde os ajudantes contratados para o efeito até aos consumidores. Pedimos para que todos os cuidados necessários sejam observados”, apelou Namucarro.

Relvado do Zimpeto apto em meados de Abril

O relvado do Estádio Nacional do Zimpeto (ENZ) estará apto para a prática de futebol a partir de meados do próximo mês, segundo garantiu José Pereira, director-adjunto daquele empreendimento desportivo ao jornal Notícias.

De acordo com Pereira, os trabalhos de remoção, terraplanagem, adubagem e colocação da nova relva já terminou, sendo que neste momento beneficia de trabalhos ligeiros de rotina para o seu desenvolvimento.

A relva importada na vizinha África do Sul, na zona de Mbombela (antiga Nelspruit), é de padrão-FIFA e compatível com o clima da cidade de Maputo, daí que o seu desenvolvimento está a um ritmo satisfatório, segundo José Pereira.

“Maputo é uma zona tropical, o mesmo acontecendo com a região de Mpumalnga, na África do Sul, de onde esta relva foi importada. Isso faz com que o seu crescimento seja rápido e efectivo”, observou.

Ajuntou ainda que “neste momento estamos na fase de irrigação e adubagem, sendo que os trabalhos de colocação já terminaram. Os tapetes já foram unidos e só não podemos utilizar o campo agora por uma questão de precaução, mas até a segunda semana de Abril tudo estará no ponto”, realçou.

Os trabalhos no ENZ começaram em Dezembro, com a remoção da antiga relva plantada em 2010 aquando da sua construção e que já apresentava um claro desgaste, tendo piorado depois das comemorações do jubileu das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM). Depois disso se fez a terraplanagem, adubagem e colocação da nova relva.

Os trabalhos, segundo o director-adjunto do empreendimento, custaram cinco milhões de meticais e estiveram a cargo de uma empresa moçambicana especializada, que por sinal foi a mesma que colocou a que foi substituída.

Chuvas atingem minas da Kenmare Resources

A Kenmare Resources anunciou ontem que as cheias em Nampula atingiram a mina de areias pesadas que a empresa irlandesa possui em Moma, no norte de Moçambique, deixando-a sem energia.

O incidente foi causado pelo transbordo do rio Meluli, na província de Nampula, na sequência das fortes chuvas que caem nas regiões do norte e centro de Moçambique.

Segundo a lusa, “uma equipa conjunta da Electricidade de Moçambique e da Kenmare foi mobilizada para começar os reparos, no entanto, devido às chuvas dos últimos dias, a linha voltou a ser danificada, estando novamente em reparação”.

Japão recorda tragédia de 2011

Às 07.46 locais, 5.46 da manhã em Lisboa, os japoneses respeitaram um minuto de silêncio para recordar o quarto aniversário do sismo e do tsunami  que devastou o nordeste do país.

Na cerimónia oficial, em Tóquio, participaram familiares das vítimas, a família imperial e representantes políticos. Recordaram-se os 18 mil mortos e desaparecidos, mas também as 230 mil pessoas que continuam deslocadas, quatro anos depois.

O imperador Akihito afirmou: “As circunstâncias que rodeiam os sobreviventes continuam a ser muito difíceis. Daqui para a frente, é importante que todos os japoneses se unam e apoiem os sobreviventes”.

Na véspera do aniversário, o primeiro-ministro Shinzo Abe prometeu um novo plano de reconstrução, mas reconhece que vai demorar muito tempo.

Tóquio não avançou com números, mas estima-se que possa entregar 50 mil milhões de dólares às três regiões mais afectadas pela tragédia, nomeadamente: Miyagi, Iwate e Fukushima.

A morar em prefabricados, em centros de acolhimento ou em casa de familiares, milhares de pessoas não podem regressar a Fukushima, devido às radiações nucleares. Tal como a reconstrução, a descontaminação revela-se mais lenta do que o previsto.

Venda de Hortícolas: A difícil luta pela sobrevivência

Garantir pelo menos uma refeição ao dia não tem sido fácil para muitas famílias moçambicanas. A vida está difícil, o emprego formal não está disponível para maioria dos cidadãos, por isso a alternativa tem sido a actividade informal.

Logo nas primeiras horas do dia, muito antes de muitos acordarem, há pessoas que já estão a trabalhar. Saem de casa pela madrugada e só regressam, por vezes, ao escurecer.

Refiro-me, particularmente àqueles que vão procurar hortícolas nas machambas dos camponeses para posterior revenda.

Estas pessoas com carrinhas de mão ou “txovas”, faça sol, faça chuva, percorrem as artérias dos bairros periféricos a vender produtos como couve, alface, cacana, folhas de abóbora e de feijão, na tentativa de se aliviarem da pobreza.

Para publicitarem o seu negócio ouvem-se sempre nessas horas, habituais vozes femininas a gritarem bem alto, para dizer os compradores o preço de cada molhinho de couve, repolho ou alface que, na maioria das vezes, são amarrados sem se observarem as condições de higiene mas, mesmo assim, são muitos consumidores que compram.

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Entrevistados pela reportagem do MMO a propósito do negócio, apurou-se que maior parte deles são pais de famílias mas que devido à falta de emprego, facto que forçosamente lhes obriga a procurarem outras formas alternativas de sustentar a família.

Gil Marcos disse  que compra as hortícolas nas machambas localizadas na zona do Infulene e revende repolho, alface ou couve.

“Não é um negócio rentável, mas ajuda a custear as despesas da casa. Com o dinheiro que consigo também compro material escolar para os meus dois filhos”, disse.

Segundo o nosso entrevistado, a sua aposta é de continuar a desenvolver aquele negócio até que pelo menos os seus filhos consigam concluir o ensino secundário, tanto é que os mesmos estão conscientes sobre a situação financeira caótica que assola à família, daí que estão a dar prioridade aos estudos de forma a compensar os sacrifícios que os pais estão a fazer neste momento.

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Por sua vez, João Mate,  pai de três filhos, explicou que pratica essa actividade há sensivelmente dois anos, por falta de emprego, mas com o dinheiro que ganha consegue sustentar a sua família e por vezes resta algum para satisfazer os seus caprichos.

 De referir que o vale de Infulene constitui a maior, senão a principal cintura verde de Maputo. Dali provém quase metade da produção hortícola de toda a zona sul do país.

Neste momento, directa ou indirectamente, inúmeras famílias dependem dos seus produtos para sobreviver. A venda é feita por canteiros que actualmente variam entre 300 e 500 meticais, um preço considerado alto devido à escassez de produtos causada pela onda de calor dos últimos tempos.

No Inverno, particularmente nos meses de Maio a Setembro, o preço chega a baixar para 100 meticais. Segundo os agricultores, os produtos são vendidos nos mercados de Maputo, Xai-Xai e África do Sul a preços que variam de acordo com as margens de lucro dos revendedores.

Nyusi defende nação escolarizada para consolidação da paz

No âmbito da sua visita à Escola Primária Unidade 10, o Presidente da República, Filipe Nyusi, afirmou que um dos desafios prioritários do seu governo é ter uma nação escolarizada.

O Estadista moçambicano considera que uma nação educada, formada, garante um futuro promissor para o país.

“O nosso grande desafio é ter a nação educada, pois só assim ela será capaz de produzir comida, combater doenças, construir estradas e hospitais e isso significa o garante do bem-estar do amanhã”, disse o presidente, dirigindo-se aos alunos da Unidade 10.

“Vocês devem se empenhar cada vez mais nos estudos, para garantirem um futuro próspero para o nosso país. Queremos que se tornem médicos, juízes, cozinheiros, motoristas e lembrem-se que só com a educação é que uma profissão pode ser exercida com sucesso”, acrescentou.

A Escola Primária Unidade 10, beneficia-se actualmente de trabalhos de reabilitação orçados 62 milhões de meticais.

Com a conclusão das obras, em Maio do ano em curso, a escola passará a dispor de 25 salas de aulas, contra as anteriores 18, dois blocos administrativos, uma sala de oficinas e os alunos terão acesso a uma sala de informática e uma biblioteca.

Bebé fica com pauzinho de comida chinesa preso no cérebro

Um bebé foi deixado com um pauzinho preso no cérebro durante 10 dias, depois de cair enquanto fazia uma refeição.

Hanghang, de apenas um ano de idade, comia com sua mãe e seu pai, na sua residência localizada em Chaoyang City, China, quando tropeçou e caiu, fazendo com que o pauzinho entrasse pela sua narina.

Depois de retirar o que pensavam que fosse todo o objecto, os pais da criança levaram-na para o hospital para fazer com que os médicos limpassem as feridas.

Nem mesmo o médico percebeu que ainda havia seis centímetros do pauzinho dentro do cérebro da criança.

Apenas depois que Hanghang começou a vomitar, seus pais o levaram de volta ao hospital e ficaram horrorizados quando os médicos disseram que os restos da vara ainda estavam dentro da sua cabeça.

A mãe, Shocked Yu Liao, de 25 anos, disse: “Quando chegamos em casa depois da nossa primeira visita ao hospital, meu marido quebrou todos os pauzinhos ao meio e jogou fora, já que nós estávamos preocupados que algo como isso pudesse acontecer novamente. Não tínhamos ideia de que ainda havia um pedaço dentro da sua cabeça.”

Doutor Li Shaovi, do hospital que tratou o menino, disse: “Felizmente, isso não o afectou muito. Seus movimentos do corpo e capacidade de linguagem estavam todas a funcionar e é por isso que sua família não sabia que uma parte do objecto ainda estava dentro.”

Após retirar o restante do pedaço de pauzinho do cérebro, a condição da criança melhorou. Ela agora tem uma infecção cerebral e seguem recebendo tratamento no hospital.

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Mulher vive trancada no quarto com medo de filho agredi-la

Para muitas pessoas com crianças em idade escolar, os fins de semana são preenchidos com actividades sadias. No entanto, para uma mãe, esse tempo é de violência e de medo constante em ser atacada pelo filho.

Tracy, uma mãe de Preston, na Inglaterra, vive com um medo perpétuo de seu filho de dez anos de idade, Robert, porque ele a ataca constantemente com socos e chutes.

Os ataques são tão violentos que, nos últimos dois anos, ela disse já ter chamado a polícia algumas vezes.

Ela conta que, por medo, tranca-se no quarto para fugir dele.

Tracy diz que seu filho foi diagnosticado com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperactividade (TDAH) aos 5 anos.

“Robert pode ser cheio de vida, de energia e é muito carinhoso, mas o outro lado dele pode ser violento e principalmente desagradável”, disse Tracy, que salientou ter reforçado a porta do seu quarto contra os momentos de fúria do filho.

Ela o aguarda voltar da escola, dentro do seu quarto, tentando perceber o humor com que o menino chegará a casa.

Tracy tem medo do dia em que ele possa agredi-la ou a uma outra pessoa de forma danosa.

O padrasto de Robert, Steve, disse que ele já perseguiu a mãe com duas facas de pão e mencionou que tiveram de chamar a polícia. Robert salientou: “Ele pega a faca mais e mais vezes. Será que ele vai usá-la ou é apenas uma ameaça? Nós não sabemos.”

José Mourinho: “Matic nunca teria sido vendido ao Benfica”

Os elogios de José Mourinho a Nemanja Matic não são novidade, mas sempre que o treinador português do Chelsea fala é importante ler nas entrelinhas para perceber se há alguma mensagem escondida com destinatário específico.

Desta feita, Mourinho destacou a importância do sérvio na equipa, recorrendo à primeira passagem do jogador pelos blues. E foi muito directo.

“Se fosse eu o treinador – tratando-se de um esquerdino de 1,95 metros de altura – um médio com estas caraterísticas nunca, mas mesmo nunca, teria sido vendido (ao Benfica). O clube tinha cá o Matic, mas ele saiu e vieram dois jogadores. Com jogadores daquela idade é bom que o clube ‘mãe’ fique protegido, pois a sua evolução por vezes é boa. Por isso, é importante manter o controlo da situação quando se tem um jogador para emprestar, ou até  mesmo vender”, salientou Mourinho, citado pelo “Daily Express”.

Matic, recorde-se, foi incluído nas negociações com o Benfica da transferência de David Luiz para o clube de Stamford Bridge, a 31 de janeiro de 2011 – o sérvio acabaria por ingressar nos encarnados apenas em 2011/12. O treinador do Chelsea na altura era Carlo Ancelotti, que sucedeu a Mourinho no Real Madrid, quando o treinador português deixou os merengues antes do final do contrato para regressar aos blues, para 2013/14.

O médio sérvio foi um dos pedidos de Mourinho e o Chelsea consumou a contratação em janeiro de 2014, pagando 25 milhões de euros ao Benfica: “O clube foi corajoso ao trazê-lo de volta. Queríamos um médio e tínhamos três ou quatro opções em cima da mesa, mas o melhor era um jogador que, não digo que o Chelsea tenha perdido, mas tratou-se de alguém envolvido num negócio. Por isso digo que foi preciso coragem para assumir que, se ele era a opção certa, não importavam as críticas.”

Receitas de RN poderão aumentar de USD 1 para USD 13 milhões em 2032

Como em muitos outros países ricos em recursos, o desenvolvimento dos sectores de mineração e do gás natural em Moçambique tem levantado questões importantes e desafiantes sobre a distribuição das receitas geradas no sector, particularmente para as áreas afectadas pelas indústrias extractivas.

Mas a alocação eficiente e equitativa das receitas provenientes dos recursos naturais é uma tarefa árdua e um desafio para os formuladores de políticas públicas, os quais frequentemente enfrentam pressões intensas na tomada de decisões visando canalizar parte do que se colecta aos territórios locais onde a exploração é feita.

Segundo um estudo de Partilha de Receitas de Recursos Naturais com as Comunidades Afectadas lançado em Maputo as transferências de receitas de recursos naturais poderão aumentar de USD 1 milhão em 2014 para USD 13 milhões em 2032.

Falando durante o lançamento o Técnico do Banco Mundial, Dionísio Nombora disse que actualmente, os recursos partilhados correspondem a uma percentagem relativamente pequena do total das transferências fiscais para os distritos ricos em recursos naturais.

“Após o início previsto das exportações do gás da bacia do Rovuma, no fim da presente década, as receitas fiscais poderão aumentar, mas se os formuladores de políticas nacionais continuarem a alocar 2,75 porcento do total das receitas dos recursos naturais aos governos locais, estas transferências continuarão a corresponder a uma percentagem relativamente pequena do total do envelope de recursos dos distritos ricos em recursos naturais”, explicou.

 Ainda de acordo com Nombora, uma vez que a extracção de recursos e a partilha das receitas são assuntos relativamente novos no país e considerando as limitações de capacidade dos governos locais, uma percentagem de transferência limitada pode ser desejável nesta fase inicial.

“Todavia, provavelmente será necessário aumentar a percentagem no futuro para atender tanto os objectivos de desenvolvimento do governo central assim como os objectivos locais das comunidades afectadas. E a eficácia do incremento das transferências das receitas dependerá da eficiência na gestão das finanças públicas pelos governos locais”, sublinhou.

Por outro lado, de acordo com o Técnico do Banco Mundial as acções adicionais serão necessárias para assegurar a participação significativa das comunidades locais na determinação das prioridades de desenvolvimento social e económico a serem identificados por estas sob coordenação dos respectivos Conselhos consultivos de Localidade.

 De referir que em 2013, o orçamento nacional aprovado previa a transferência de MZN 32,8 milhões mas até ao fim do ano apenas MZN19.2 milhões tinham sido transferidos de um total de MZN 698.1 milhões correspondentes a USD 22,9 milhões.

E no ano passado, o orçamento nacional aprovado previa a transferência de MZN24.4 milhões mas até o fim do ano apenas MZN11,8 milhões tinham sido transferidos de um total de MZN446,4milhoes colectados no período de Janeiro a Dezembro de 2014.

Novas tensões entre NATO e Rússia

A  NATO reforça a presença no Báltico e diz-se desapontada com a decisão da Rússia de suspender a participação no grupo de consulta sobre a redução de armamento na Europa.

Moscovo adianta que está pronto a negociar, mas sob um novo tratado que se adapte à nova realidade.

Numa visita ao quartel-general das forças aliadas na Europa, na cidade belga de Mons, Jens Stoltenberg afirmou: “Estamos desiludidos com a decisão da Rússia de suspender a participação no grupo conjunto de consulta do Tratado sobre Forças Convencionais na Europa. Continuamos a apoiar todos os esforços para haver um controlo de armamento e acreditamos que o tratado é importante”.

A Riga, na Letónia, chegaram já parte dos três mil soldados e do equipamento militar norte-americano que irão participar em manobras no Báltico. Mas os generais explicam que “ficarão o tempo necessário” face à ameaça russa sobre a Letónia, a Estónia e a Lituânia, membros da NATO há dez anos.

Vodacom lança nova Política Global de apoio à Maternidade

Lançada na tarde de ontem (10), pelas 15h30, no Hotel Vip, a nova política interna de apoio à maternidade, na qual a Vodacom é pioneira, oferece à todas as futuras mães da vodacom, 16 semanas de licença de maternidade pagas na totalidade e remuneração integral de 30 horas semanais nos primeiros meses de trabalho, após a licença de maternidade.

“As mulheres compõem, actualmente, um número significativo de trabalhadores da Vodacom em Moçambique e, como tal, é uma prioridade criarmos um ambiente que lhes permita criar uma família e simultaneamente, desenvolver uma carreira profissional de sucesso, discursou o Presidente do Conselho Executivo da Vodacom, Jerry Mobbs.

O lançamento da nova política de apoio à maternidade contou, para além dos funcionários da Vodacom, com a presença de cidadãos anónimos, juristas e activistas sociais.

Para rechear aquela tarde virada exclusivamente aos direitos da mulher,  subiu ao palco da sala de conferências do Hotel Vip, a Banda Kakana, aclamada pelas temáticas que abordam o amor.

Já o Director Executivo do Grupo Vodafone, Vittorino Cola, defende que “A nossa nova política de maternidade global irá apoiar mais de 1.000 funcionárias do Grupo Vodafone por ano, concretamente em países onde a assistência e apoio legislativo à maternidade é quase inexistente.

Recorde-se que esta operadora móvel é uma das primeiras organizações do mundo a definir uma política global de apoio à maternidade, que engloba todas as mulheres grávidas que trabalham nela.

Ex-primeira dama da C. Marfim condenada a 20 anos de prisão

Simone Gbagbo, esposa do antigo Presidente costa-marfinense Laurent Gbagbo, foi condenada nesta terça-feira a uma pena de 20 anos de prisão, pelo seu papel numa insurreição na crise pós-eleitoral de 2010-2011, que provocou mais de 3.000 mortos.

“O tribunal, após deliberação, condena, por unanimidade, a mulher do antigo Presidente costa-marfinense Laurent Gbagbo, de 65 anos, à 20 anos de prisão”, por “atentado contra a autoridade do Estado, participação numa insurreição e perturbação da ordem pública”, afirmou o juiz Tahirou Dembelé.

O Ministério Público tinha pedido dez anos de cadeia.

Mais de 3.000 pessoas foram mortas entre Dezembro de 2010 e Maio de 2011 nos confrontos entre apoiantes do Presidente Laurent Gbagbo, que recusou aceitar a vitória nas presidenciais do seu rival, Alassane Ouattara, actual chefe de Estado.

Simone Gbagbo foi acusada de formar grupos armados em Abobo, uma divisão administrativa de Abidjan onde era deputada, cujos membros edificaram barricadas e participaram num movimento de insurreição.

Simone Gbagbo, 65 anos, apelidada “dama de ferro” quando o marido estava no poder (2000-2011), é simultaneamente respeitada pelo seu percurso como oposicionista e temida pelo poder que tinha, tendo sido frequentemente acusada de ligações aos “esquadrões da morte” que perseguiam apoiantes de Ouattara.

A “dama de ferro” é procurada pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) por crimes contra a Humanidade.

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