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Segunda-feira, Abril 13, 2026
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Duas mulheres detidas por burla em Tete

Duas mulheres, com idades compreendidas entre os 25 e os 30 anos, foram detidas na cidade de Tete, acusadas de burla e emissão de cheques sem provisão de fundo. 

As indiciadas negam as acusações, alegando que uma terceira mulher, actualmente em fuga, é a verdadeira responsável pela fraude. A Polícia da República de Moçambique (PRM) informou que possui pistas que poderão levar à captura da foragida.

O caso remonta à semana passada, quando o proprietário de um estabelecimento comercial de material informático apresentou queixa às autoridades. Uma das acusadas terá contactado o comerciante com o intuito de adquirir equipamentos, propondo o pagamento através de cheque. O comerciante, precavido, solicitou que o valor fosse depositado na sua conta bancária antes da entrega dos produtos.

O proprietário da loja relatou que, após o depósito, foi alertado pelo banco de que um dos cheques não possuía fundos, enquanto o outro pertencia a uma caderneta previamente denunciada como extraviada. “O valor depositado desapareceu da conta. O banco contactou-nos para informar que o cheque depositado não tinha cobertura”, explicou.

Após a descoberta da fraude, o comerciante, temendo por uma nova burla, decidiu notificar o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC). Este conseguiu recuperar parte da mercadoria em Maputo.

Uma das mulheres detidas afirmou que não teve qualquer participação na fraude, atribuindo a responsabilidade a uma amiga na Cidade de Maputo, que teria tratado de todos os pagamentos. “A dona da mercadoria me ligou de Maputo, e os pagamentos foram feitos por ela. Eu apenas seguia as instruções dela”, defendeu-se.

A outra mulher, também acusada, disse que aceitou guardar os equipamentos sem saber que eram produto de crime. “Ela pediu para deixar a encomenda na minha casa. Não vi maldade nenhuma, aceitei”, justificou.

De acordo com Celina Roque, porta-voz da PRM em Tete, a fraude ascende a cerca de um milhão de meticais, com uma parte do material, avaliada em 498 mil meticais, já recuperada. O SERNIC continua a trabalhar para localizar a terceira implicada, que permanece foragida.

Governo de Moçambique propõe encerramento de fábricas de bebidas espirituosas

O Executivo moçambicano manifestou a intenção de encerrar a produção e comercialização de bebidas espirituosas, popularmente conhecidas como xivotxongo. 

O anúncio foi feito pelo porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa, após a realização de uma sessão do Conselho de Ministros.

Impissa destacou que será realizado um estudo para avaliar os impactos sociais causados pelo consumo destas bebidas.

O porta-voz sublinhou que a decisão visa proteger a sociedade, especialmente os jovens. “O posicionamento do Governo é que se deve fechar, de facto, essas fábricas que fabricam este produto, que é nocivo. Isso não significa paralisar eventualmente uma fábrica de bebidas, mas a produção de uma determinada linha de produto que tem demonstrado ser prejudicial”, afirmou.

Na mesma linha de acção, já está em curso uma campanha cujo objectivo é retirar os vendedores de bebidas alcoólicas das proximidades das escolas, de modo a prevenir o contacto directo de jovens, adolescentes e crianças com estas substâncias nocivas.

Paralelamente, o Ministério da Economia anunciou a suspensão provisória da emissão de licenças para a produção e comercialização de bebidas alcoólicas. Uma nota oficial enviada à nossa redacção revela que esta medida pretende evitar a proliferação de estabelecimentos de produção e venda de bebidas alcoólicas em ambientes públicos, especialmente nas imediações de escolas.

O documento informa ainda que, num futuro próximo, será aprovado um regulamento cujo intuito será controlar a produção, comercialização e consumo de bebidas alcoólicas em Moçambique.

Governo investe 1,2 mil milhões de meticais para reforçar produção agrícola

O Ministro da Agricultura de Moçambique, Roberto Albino, revelou que o Governo dispõe de 1,2 mil milhões de meticais (equivalente a 20 milhões de dólares) para financiar a produção de sementes, melhorar as instalações de conservação e adquirir outros equipamentos destinados à produção agrícola.

A declaração foi feita durante a reunião nacional sobre sementes, que decorre em Chimoio, capital da província central de Manica, sob o lema: “Investir em sementes de qualidade para aumentar a produção e produtividade”. O ministro destacou a necessidade de desenvolver estratégias eficazes para o sector agrícola.

Roberto Albino sublinhou que os intervenientes do sector agrícola devem ser consistentes na implementação de medidas que proporcionem resultados positivos na produção alimentar. “Para aumentarmos a produção e produtividade, é imprescindível priorizar investimentos, incluindo o fortalecimento do Instituto de Pesquisa Agrária, cuja situação se assemelha mais a um museu de História Natural e cuja degradação agravou-se após os protestos pós-eleitorais do ano passado”, afirmou.

O Ministro criticou as empresas que têm fornecido insumos de baixa qualidade a preços exorbitantes, desconsiderando a qualidade e a capacidade de germinação das sementes. Segundo Albino, o país carece de medidas eficazes para enfrentar os principais problemas que afligem a agricultura, recomendando a implementação prática das propostas e projecções existentes.

“Diversos diagnósticos já foram realizados, permitindo-nos compreender as dificuldades que afectam a agricultura, em especial as doenças. É necessário seguir uma trajectória focada em acções. Um dos maiores constrangimentos do sector é que falamos mais e agimos menos”, concluiu.

O Ministro enfatizou a urgência de mudança dentro do Ministério, pedindo o reforço do serviço de sementes, tanto em termos financeiros como em recursos humanos e materiais para a certificação de sementes.

Vagas de emprego do dia 06 de Agosto de 2025

Foram publicadas hoje, dia 06 de Agosto no site MMO Emprego as seguintes oportunidades de emprego em Moçambique:

Clique aqui para baixar a edição em PDF.

Vagas de emprego abertas para hoje:

1. Vaga para Oficial de Ligação Comunitária

O Santuário Bravio de Vilanculos (Sanctuary) pretende recrutar um (1) Oficial de Ligação Comunitária. Saiba mais.

2. Vaga para Senior Security Specialist

A McDermott International pretende recrutar um (1) Senior Security Specialist. Saiba mais.

3. Vaga para National Climate Change and Environmental Officer

A International Organization for Migration (IOM) pretende recrutar um (1) National Climate Change and Environmental Officer. Saiba mais.

Vagas de emprego ainda abertas

1. Vagas para Engineers in Training

A Sasol pretende recrutar dez (10) Engineers in Training. Saiba mais.

2. Vaga para Site Maintenance Assistant (Cleaner)

A World Food Programme (WFP) pretende recrutar um (1) Site Maintenance Assistant (Cleaner). Saiba mais.

3. Vaga para Técnico Analista de Sistemas de Informação para a Saúde

A Dream – Sant’Egidio pretende admitir para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico Analista de Sistemas de Informação para a Saúde. Saiba mais.

4. Vaga para Técnico de Nutrição

A Associação para o Desenvolvimento Sustentável de Moçambique (APDS-MOZ) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Técnico/a de Nutrição. Saiba mais.

5. Vaga para Principal Project Controls Specialist

A CB&I pretende recrutar um (1) Principal Project Controls Specialist. Saiba mais.

6. Vaga para Exams Invigilator

A British Council pretende recrutar um (1) Exams Invigilator. Saiba mais.

7. Vaga para Especialista – Proteção à Criança em Emergências

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Especialista – Proteção à Criança em Emergências. Saiba mais.

8. Vaga para Platform Engineer

A Vodafone pretende recrutar um (1) Platform Engineer. Saiba mais.

9. Vaga para Procurement Specialist – Commercial & Service

A Vodafone pretende recrutar um (1) Procurement Specialist – Commercial & Service. Saiba mais.

10. Vaga para Site Maintenance Assistant

A World Food Programme (WFP) pretende recrutar um (1) Site Maintenance Assistant. Saiba mais.

11. Vaga para Técnico Agrónomo

A Progettomondo pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Técnico/a Agrónomo. Saiba mais.

12. Vaga para HSE Officer

A DP World pretende recrutar um (1) HSE Officer. Saiba mais.

13. Vaga para Gestor Associado de Administração

A GiveDirectly (GD) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Gestor Associado de Administração. Saiba mais.

14. Vaga para Country Technical Adviser

A DAI pretende recrutar um (1) Country Technical Adviser. Saiba mais.

15. Vaga para Senior Manager, Africa Region, Partnership for Healthy Cities

A Vital Strategies pretende recrutar um (1) Senior Manager, Africa Region, Partnership for Healthy Cities. Saiba mais.

16. Vaga para Consultor Para Gestão de Bases de Dados do Projecto FILOVC-AMASI

A Associação dos Educadores dos Consumidores de Água (AMASI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Consultor Para Gestão de Bases de Dados do Projecto FILOVC-AMASI. Saiba mais.

17. Vaga para Gestor de Monitoria, Avaliação e Aprendizagem

A Associação dos Educadores dos Consumidores de Água (AMASI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Gestor de Monitoria, Avaliação e Aprendizagem. Saiba mais.

18. Vaga para Facilitator

Empresa anónima pretende recrutar um (1) Facilitator. Saiba mais.

19. Vaga para Camp Boss

A Saipem pretende recrutar um (1) Camp Boss. Saiba mais.

20. Vaga para Driver

A International Potato Center (CIP) pretende recrutar um (1) Driver. Saiba mais.

21. Vaga para Administrative Assistant

A Food and Agriculture Organization (FAO) pretende recrutar um (1) Administrative Assistant. Saiba mais.

22. Vaga para Encarregado Geral – Projeto

A Mota-Engil pretende recrutar um (1) Encarregado Geral – Projeto. Saiba mais.

23. Vaga para Diretor de Recursos Humanos – Projeto

A Mota-Engil pretende recrutar um/a (1) Diretor/a de Recursos Humanos – Projeto. Saiba mais.

Hamas exige ajuda contínua a Gaza em troca de acesso da Cruz Vermelha aos reféns

O movimento Hamas anunciou a sua disposição de permitir que a Cruz Vermelha aceda aos reféns israelitas ainda vivos, mas estabeleceu como condição a abertura de corredores humanitários permanentes para a assistência à população de Gaza, que enfrenta uma grave crise alimentar.

A declaração do Hamas surge em resposta ao apelo do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, que, no último fim-de-semana, solicitou ao Comité Internacional da Cruz Vermelha e ao Crescente Vermelho que interviessem imediatamente na entrega de alimentos e medicamentos aos reféns. Desde 7 de Outubro de 2023, os reféns não receberam qualquer ajuda externa ou visita desta organização humanitária.

O apelo de Netanyahu foi impulsionado pela divulgação de novas imagens dos reféns Rom Braslavski e Evyatar David, que aparecem visivelmente debilitados e desnutridos após 22 meses de cativeiro.

As imagens geraram uma onda de choque em Israel e intensificaram os apelos pela libertação imediata de todos os reféns, com manifestações contra o governo por optar pela via militar em vez de procurar negociações para um cessar-fogo em troca da libertação dos capturados.

O porta-voz do Hamas, Abu Obeida, afirmou que “os reféns israelitas consomem o mesmo que os nossos combatentes e o nosso povo”. Obeida sublinhou que não haverá tratamento especial para os reféns enquanto perdurar o “cerco criminoso e a fome”, mas expressou a disposição do Hamas para colaborar com a Cruz Vermelha na entrega de alimentos e medicamentos, desde que se estabeleçam corredores humanitários permanentes para toda a Faixa de Gaza.

Dois homens detidos por posse de ossos humanos em Niassa

Dois indivíduos foram detidos no distrito de Lago, na província de Niassa, por estarem na posse de ossos humanos. A detenção ocorreu após uma denúncia anónima que alertou a Polícia para a situação.

Os agentes de autoridade, ao chegarem à residência dos suspeitos, encontraram uma caixa que continha vários fragmentos ósseos. Conforme os laudos preliminares do Instituto Médico Legal (IML), os restos mortais foram confirmados como pertencendo a seres humanos.

Os detidos, um homem de 42 anos e outro de 29, alegaram que os ossos tinham sido encontrados numa área de mata circundante que seriam destinados a rituais religiosos. Contudo, os indivíduos não apresentaram qualquer documentação ou autorização legal que justificasse a posse dos mesmos.

A Polícia está a investigar a origem dos ossos e a possibilidade de envolvimento em práticas ilegais, como o tráfico de restos mortais ou a violação de sepulturas. O delegado responsável pelo caso, conforme relatado pela “TV Sucesso”, afirmou que não se descartam outras detenções nos próximos dias.

Os suspeitos foram autuados por “vilipêndio a cadáver”, um crime definido no artigo 212 do Código Penal, que pode resultar numa pena de até três anos de prisão.

Moçambique enfrenta elevados custos com dívida interna em 2025, ameaçando orçamento público

O governo de Moçambique antecipa que, em Setembro deste ano, irá desembolsar cerca de 20 mil milhões de meticais (mais de 310 milhões de dólares ao câmbio actual) para o serviço da dívida pública interna, tendo em conta as variações das taxas de juro.

Segundo o Cenário Fiscal de Médio Prazo (CFMP) para 2025-2028, citado pelo semanário independente “Carta de Moçambique”, os pagamentos previstos para amortização e juros totalizarão aproximadamente 20 mil milhões de meticais, representando assim a quantia mais elevada a ser despendida ao longo de 2025.

O documento salienta que o aumento do stock da dívida interna nos últimos anos terá um impacto considerável. Dados recentes mostram uma concentração de pagamentos em períodos específicos, o que poderá exercer pressão sobre o tesouro público, exigindo uma monitorização constante durante todo o período.

Nesta linha, o CFMP alerta que esta situação especula um risco, reflectindo a crescente dependência da dívida interna. O serviço desta dívida tornou-se um ônus substancial nas despesas públicas, em conjunto com o acesso limitado ao crédito externo e a necessidade crescente de financiar o défice orçamental, intensificando, assim, a pressão sobre as finanças públicas.

Na última semana, o Banco de Moçambique reiterou que a pressão sobre a dívida pública interna continua a agravar-se. O banco central reporta que a dívida interna, excluindo acordos de empréstimo e leasing e passivos pendentes, ascende a 454,3 mil milhões de meticais (70,8 mil milhões de dólares), o que representa um aumento de 38,7 mil milhões de meticais em comparação a Dezembro de 2024.

Buscas prosseguem por mãe e filho desaparecidos após naufrágio no rio Chire

Uma mãe e o seu filho permanecem desaparecidos desde sábado, após um naufrágio ocorrido durante a travessia do rio Chire, na localidade de Chimuarra, no distrito de Mopeia, Zambézia.

De acordo com informações fornecidas por Augusto Dongo, administrador marítimo na Zambézia, a embarcação onde se encontravam as vítimas transportava seis pessoas, incluindo um menor de um ano, que regressavam de uma machamba.

O incidente desencadeou uma operação de busca e salvamento, com a esperança de encontrar os desaparecidos.

As autoridades locais estão a acompanhar a situação de perto, enquanto a comunidade aguarda por notícias sobre o desfecho deste trágico episódio.

STF impõe prisão domiciliária a Jair Bolsonaro por desrespeito às restrições judiciais

O ex-presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, viu a sua situação judicial agravar-se com a recente decisão do juiz Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que decretou a sua prisão domiciliária. 

A medida foi anunciada na segunda-feira (04) e segue-se a múltiplas violações da proibição de utilização de redes sociais imposta ao ex-mandatário.

Conforme o juiz, Bolsonaro desrespeitou de forma deliberada as restrições, recorrendo a artifícios como a utilização de contas de terceiros para contornar a proibição. Entre os envolvidos, Moraes citou os filhos de Bolsonaro: Eduardo, Carlos e Flávio, que teriam colaborado na infracção das determinações judiciais.

Bolsonaro encontra-se sob medidas cautelares há mais de duas semanas, em consequência de uma investigação que o envolve, juntamente com o filho Eduardo, por supostas acções destinadas a desestabilizar o julgamento do ex-presidente e a influenciar a opinião pública nos Estados Unidos, onde Eduardo tem estado desde Fevereiro. O financiamento da campanha contra o julgamento do pai, admitido por Bolsonaro, levou à sua inclusão no processo, que imputa crimes contra a soberania nacional, coação e obstrução de justiça.

Além da prisão domiciliária, Moraes determinou que Bolsonaro use uma pulseira electrónica e se recolha a casa durante a noite e aos fins de semana. A proibição de utilização de redes sociais abrange também a utilização de contas de terceiros, uma violação reiterada que levou Moraes a tomar medidas mais severas.

Recentemente, durante uma manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo, Flávio Bolsonaro realizou uma chamada de vídeo para o pai, que se encontrava em Brasília, em conformidade com as medidas cautelares. A transmissão da conversa nas redes sociais foi considerada uma infracção, levando o juiz a avaliar a situação como uma violação grave das ordens emitidas.

Após a breve ligação, que teve como conteúdo agradecimentos a uma multidão de apoiantes, Flávio foi alertado pelos advogados sobre as possíveis consequências legais e apagou rapidamente o conteúdo das suas redes. Contudo, a ação já tinha despertado a atenção do juiz, resultando na determinação da prisão domiciliária de Jair Bolsonaro.

Rede de tráfico de migrantes entre Espanha, Reino Unido e Canadá desmantelada com 11 detidos

A polícia espanhola anunciou a desarticulação de uma rede que terá facilitado a entrada irregular de pelo menos 40 migrantes de Espanha para o Reino Unido e o Canadá, resultando na detenção de 11 indivíduos.

Seis dos detidos foram capturados em Gijón, enquanto quatro na Cantábria e um em Madrid, entre os quais se encontra o suposto líder da organização criminosa. As detenções ocorreram após a realização de três buscas domiciliárias em Santoña e Torrelavega, em colaboração com a Europol, conforme revelou a direcção-geral da força policial.

As operações de busca culminaram na apreensão de dez telemóveis, um passaporte falso e documentação relacionada com a gestão de reservas de viagens para os migrantes em situação irregular.

A investigação iniciou em Setembro de 2024, após a detecção de vários cidadãos iemenitas a tentarem entrar no Canadá a partir de aeroportos espanhóis, utilizando passaportes falsificados. O alerta foi emitido pelas autoridades canadenses, que observaram múltiplas tentativas de utilização de documentos de viagem fraudulentos.

Através de uma colaboração internacional, os agentes identificaram a existência de uma rede que operava em diversas províncias, utilizando rastreio de reservas de voos, transferências de dinheiro, pagamentos com cartões de crédito, e a análise de imagens capturadas por câmaras de segurança em aeroportos europeus, assim como aplicações electrónicas de viagem.

Conforme a investigação revelou, os detidos ofereciam aos migrantes passaportes falsos e acordos fraudulentos para garantir a entrada ilegal no Reino Unido ou no Canadá, cobrando até três mil euros por cada transacção.

Para facilitar a viagem, os membros da rede forneciam aos migrantes cartões de refugiado emitidos na Grécia, permitindo-lhes viajar até aeroportos europeus.

Um outro membro da organização aguardava a chegada dos migrantes com um cartão de embarque, assim como um passaporte falso, para permitir o embarque no avião.

A operação contou com a colaboração das autoridades de países como Áustria, Finlândia, Alemanha, Irlanda, Suíça e Reino Unido, além do apoio da Europol, que contribuiu para a análise dos dados dos dispositivos electrónicos apreendidos aos suspeitos.

Mortes aumentam no Parque de Mágoè devido a conflitos com animais selvagens

As autoridades moçambicanas reportaram, nos primeiros seis meses deste ano, 15 mortes e 10 feridos graves no Parque Nacional de Mágoè, na província central de Tete, resultantes de ataques por animais selvagens, com destaque para os elefantes. 

Este número representa um aumento significativo em comparação com o mesmo período de 2024, quando foram registados sete casos.

Júlia Mwito, Administradora do Parque Nacional de Mágoè, revelou a jornalistas que mais de 35.000 famílias habitam actualmente dentro dos limites do parque, o que tem contribuído para o aumento de conflitos entre humanos e animais selvagens.

A responsável explicou que a escassez de alimentos e água, provocada pela seca resultante do fenómeno climático El Niño, tem levado os elefantes a invadir áreas agrícolas e ribeirinhas, onde ocorrem os confrontos com a população.

“A floresta está a esvaziar-se. Os elefantes não conseguem encontrar alimento suficiente e acabam por procurar comida nas hortas. Além disso, a água presente nas margens do reservatório e perto dos rios atrai-os ainda mais”, afirmou Mwito.

A Administradora revelou que estão a ser realizadas actividades de sensibilização junto das comunidades locais, com o intuito de promover práticas de coexistência segura com os animais. “Aconselhamos os habitantes a não tentarem afastar os elefantes, pois não têm essa capacidade. É preferível perder uma colheita do que uma vida. A paciência e a distância são as melhores estratégias”, concluiu.

É importante notar que o parque registou uma redução significativa na caça furtiva, estimada em cerca de 40%. Esta diminuição tem favorecido a maior visibilidade de animais, impulsionando o ecoturismo na região. “Esta é uma área com um enorme potencial turístico, que deve ser melhor explorado para gerar receitas e valorizar o património natural nacional”, acrescentou.

OTM propõe aumento do salário mínimo para 42 mil meticais em Moçambique

A Comissão Consultiva do Trabalho reiniciou as negociações para a revisão dos salários mínimos em Moçambique. A Organização dos Trabalhadores de Moçambique (OTM) apresentou uma proposta que sugere um salário mínimo de 42 mil meticais, sustentada pelo custo actual da cesta básica.

As conversações haviam sido suspensas em Abril a pedido da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), que na altura justificou a pausa devido ao impacto negativo das manifestações pós-eleitorais sobre o ambiente económico. A CTA argumentou que o sector privado necessitava de medidas de alívio antes da retoma do diálogo.

Com a reabertura das negociações, as atenções estão voltadas para a possibilidade de um entendimento entre o Governo, os empregadores e os sindicatos, que consiga equilibrar as reivindicações laborais com a realidade económica do país.

A Confederação dos Sindicatos Independentes e Livres de Moçambique manifestou que não há espaço para mais adiamentos e exige decisões concretas. Por sua vez, a CTA acredita que as condições estão reunidas para o recomeço do diálogo tripartido e promete apresentar propostas nas próximas rondas negociais.

O Governo expressa um sentimento de optimismo e apela à busca de consenso entre as partes envolvidas. A expectativa é de que o segundo semestre traga melhorias, apoiadas por políticas em curso para a recuperação económica.

Pequim realoca mais de 82 mil pessoas devido a enchentes severas

A capital chinesa enfrenta uma crise de inundações, levando à remoção de mais de 82 mil moradores de áreas consideradas de risco.

A informação foi divulgada pela agência estatal Xinhua, em resposta a episódios de chuvas intensas que resultaram em mortes nos subúrbios da cidade.

Até ao final da tarde de segunda-feira (04), o centro de controle de inundações já havia realocado dezenas de famílias em várias localidades. Os subúrbios mais afectados incluem Miyun, na zona noroeste, Fangshan, no sudoeste, Mentougou, a oeste, e Huairou, no norte.

Além da remoção dos residentes, o serviço meteorológico da cidade emitiu um alerta vermelho, o nível máximo, prevendo chuvas intensas desde o meio-dia de segunda-feira até à manhã de terça-feira.

As autoridades permanecem em estado de alerta, monitorizando a situação e tomando as medidas necessárias para garantir a segurança da população.

Desinvestimento e falta de políticas afundam sector florestal em Moçambique

A Direcção Nacional de Florestas (DNF) de Moçambique revelou que a exploração florestal no país tem apresentado uma significativa diminuição no número de operadores, com uma reduzida de cerca de 50%. 

A informação foi divulgada durante a apresentação do “Relatório Técnico de Avaliação Periódica dos Operadores Florestais em Moçambique 2024”.

Os dados indicam que, entre 2015 e 2024, os operadores em pleno funcionamento diminuíram de 699 para 369, o que representa uma queda de 47,2%. Do total de 474 operadores avaliados em 2024, apenas 369 estão activos, enquanto 36 se encontram paralisados. A DNF atribui esta queda acentuada à “falta de mercado e à provável escassez de recursos nas áreas de alguns operadores”.

As consequências desta desistência revelam-se alarmantes, especialmente no que tange à empregabilidade. Entre 2021 e 2024, a força de trabalho nas Concessões Florestais (CF) e Licenças Simples (LS) registou uma drástica redução. Em 2021, as CF contavam com 5.193 trabalhadores, mas em 2024 esse número caiu para 2.742. No âmbito das LS, o número de empregados desceu de 6.664 para 2.933. No geral, de um total de 11.857 pessoas empregadas no sector em 2021, apenas 5.675 mantêm os seus postos de trabalho em 2024, resultando na perda de emprego de 6.182 indivíduos.

António Da Silva, vice-presidente da Federação Moçambicana de Operadores de Madeira (FEDEMOMA), descreveu o sector como “desmaiado” devido à “falta de boas políticas que permitam trabalhar, rentabilizar e cumprir com os encargos”. Alertou que, até ao momento, nem todas as províncias emitiram as licenças necessárias para a actividade.

Da Silva sublinhou ainda que o sector florestal carece de preços de referência para a comercialização da madeira, o que resulta em preços estipulados apenas pelo comprador, assim desequilibrando a sustentabilidade das operações. Adicionalmente, a situação é complicada pela exclusão dos operadores florestais na execução de obras públicas, exemplificando que o Estado opta por adquirir carteiras de madeira prensada da China em detrimento das que são produzidas localmente, de maior qualidade.

As interacções entre os exploradores de madeira e as comunidades locais também apresentam disfunções, uma vez que as taxas de 20% pagas pelos operadores não são canalizadas para os residentes.

Xavier Quive, operador florestal nas províncias da Zambézia e Manica, expressou preocupação com o excesso de fiscalização, que dificulta a manutenção da actividade. “A fiscalização tem que ser mais flexível. Entre Zambézia e Maputo, existem cerca de 30 postos de controlo, o que é excessivo e causa atrasos significativos na operação”, lamentou.

Quive também frisou que, embora a Agência Nacional para o Controlo da Qualidade Ambiental (AQUA) de facto actue de forma exemplar na Zambézia, a sobrecarga de fiscalização impede uma gestão eficaz do sector.

Vulcão Krasheninnikov em erupção na Rússia após 500 anos de inactividade

Um vulcão na península de Kamchatka, no leste da Rússia, entrou em erupção pela primeira vez em aproximadamente 500 anos, de acordo com informações divulgadas pela autoridade nacional de emergências. 

Este acontecimento surge poucos dias após a ocorrência de um terramoto de magnitude 8,8 na mesma região.

Imagens veiculadas pela mídia estatal russa mostram uma imponente coluna de cinzas a ser expelida do vulcão Krasheninnikov, que, conforme dados do Programa Global de Vulcanismo do Instituto Smithsonian, não apresentava actividade desde 1550. A responsável pela Equipe de Resposta a Erupções Vulcânicas de Kamchatka, Olga Girina, informou à agência de notícias russa RIA que a última emissão de lava do vulcão remonta ao início do século 16.

Conforme o Ministério de Situações de Emergência da Rússia, as cinzas provenientes da erupção alcançaram uma altitude de 6 mil metros. A pluma de cinzas está a deslocar-se para leste, em direcção ao Oceano Pacífico. A autoridade revelou que não existem áreas habitadas ao longo da sua trajectória, e não foi identificado depósito de cinzas em localidades habitadas.

Em resposta à actividade vulcânica, o vulcão recebeu um código de perigo de aviação “laranja”, que indica a possibilidade de impacto em voos na área.

Idosa de 90 anos violada e assassinada pelo próprio bisneto em Marracuene

Uma trágica ocorrência abalou o bairro Mali, no distrito de Marracuene, onde uma idosa de 90 anos faleceu após ter sido vítima de violação e agressão por parte do seu bisneto, de 29 anos.

De acordo com informações veiculadas pelo jornal Notícias, o jovem terá confessado que, após o ato sexual, apedrejou a bisavó, alegando suspeitas de que esta estivesse envolvida em práticas de feitiçaria que afectavam o seio familiar.

As autoridades policiais intervenientes confirmaram a detenção do acusado, tendo iniciado as investigações correspondentes ao caso.

Ministro da Defesa reconhece aumento de ataques terroristas em Cabo Delgado

O Ministro da Defesa de Moçambique, Cristovão Chume, confirmou que nas últimas semanas, grupos terroristas atacaram três distritos na província nortenha de Cabo Delgado, resultando na deslocação de entre 11.000 a 12.000 cidadãos das suas residências.

Em conferência de imprensa, Chume expressou a insatisfação das forças de defesa e segurança com a situação actual, salientando que os terroristas conseguiram penetrar em áreas distantes do ponto central, que é o distrito de Macomia. Ele relatou que ocorreram ataques em Ancuabe e Chiúre, onde foram destruídas casas e bens da população, além de lamentar a ocorrência de mortes.

“Este cenário não pode satisfazer as nossas forças de defesa, uma vez que é nossa responsabilidade nobre proteger a população e repelir quaisquer acções terroristas”, afirmou Chume. O ministro destacou que as forças armadas estão mobilizadas diariamente e sem restrições de horário, actuando em todas as condições climáticas.

“O nosso objectivo é combater e perseguir os terroristas”, enfatizou. No entanto, reconheceu que situações como o ataque em Chiúre são difíceis de evitar. Chume garantiu que os esforços das forças armadas continuarão a ser direccionados para minimizar as acções terroristas e impedir o seu avanço, especialmente em Cabo Delgado. Embora não tenha conseguido confirmar o número exacto de deslocados, acredita que ronda os 12.000.

Referindo-se ao apoio aos deslocados, Chume indicou que as autoridades locais estão a trabalhar para prestar assistência às vítimas. Organizações da sociedade civil, assim como entidades internacionais, estão também presentes em terreno para aliviar o sofrimento da população. “Reitero que faremos tudo ao nosso alcance para que o terrorismo não se propague ainda mais em Cabo Delgado”, acrescentou.

Chume sublinhou a necessidade de paciência, afirmando que a luta contra o terrorismo exige tempo. “Até mesmo grandes países necessitam de paciência nesta batalha. Continuaremos a investir no capital humano e a melhorar as capacidades das Forças de Defesa e Segurança com os equipamentos necessários”, concluiu.

As declarações surgem no âmbito de um encontro em Maputo com a Ministra da Defesa e Serviços Nacionais da Tanzânia, Stergomena Tax.

Profissionais de saúde ameaçam retomar greve em Moçambique

A Associação dos Profissionais de Saúde Unidos e Solidários de Moçambique (APSUSM) revelou a sua intenção de retomar a greve, caso o Governo não atenda às suas reivindicações. 

Durante uma conferência de imprensa realizada na capital, o presidente da APSUSM, Anselmo Muchave, fez apelos à alteração da comissão governamental que tem estado a conduzir as negociações.

Muchave argumenta que o incumprimento dos protocolos previamente acordados tem dificultado o progresso das negociações.

Segundo ele, a actual comissão não tem desempenhado adequadamente o seu papel de mediador, levando à insatisfação da associação. “Estamos a ser ignorados, pois já apresentámos as nossas preocupações ao Governo. A equipa que foi designada tem ignorado os nossos apelos e optado por criar grupos de WhatsApp para tratar de questões que envolvem a vida dos profissionais de saúde”, afirmou.

A APSUSM apresentou ao Governo, em 2023, uma carta reivindicativa que inclui exigências como o pagamento de horas extraordinárias, turnos, exclusividade, o reenquadramento do regime do Sistema Nacional de Saúde (SNS) e a regularização de salários. Muchave sublinhou que, apesar das promessas do Governo de que a situação era resolvida, não houve qualquer documentação formal que comprove os progressos anunciados.

“No último mês de Março, avisámos que poderíamos retomar a greve por tempo indeterminado, se as nossas preocupações não fossem devidamente abordadas. Este aviso surge dois anos após a assinatura dos acordos entre a APSUSM e o Governo para encontrar soluções para a carta reivindicativa”, concluiu.

A situação permanece em aberto, com a classe de profissionais de saúde a aguardar uma resposta do Governo que possa evitar a paralisação dos serviços.

Funcionários do STAE detidos em Inhambane por desvio de 7 milhões de meticais através do E-SISTAFE

O Gabinete Provincial de Combate à Corrupção em Inhambane anunciou a detenção de dois funcionários seniores do Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE), indiciados pelo desvio de pouco mais de 7 milhões de meticais.

Os detidos são o chefe de Recursos Humanos e um técnico da contabilidade do STAE.

Segundo informações, os indiciados terão manipulado o sistema electrónico E-SISTAFE entre 2018 e 2022 para perpetrar o desvio de fundos. A descoberta do caso ocorreu em Novembro do ano passado, levando às investigações que culminaram nas detenções.

Kátia Mussá, procuradora no Gabinete Provincial de Combate à Corrupção, afirmou que a detenção dos indicados é uma medida necessária para proteger a integridade da investigação em curso.

Além dos dois funcionários do STAE, existem outros três arguidos envolvidos no caso, que não possuem vínculo contratual com a administração pública. Estes, através de suas contas bancárias, movimentavam os valores desviados.

Ministra reconhece atrasos no pagamento de horas extra a professores e aponta falhas no sistema

A Ministra da Educação de Moçambique, Samaria Tovela, admitiu que o governo ainda deve remunerações a diversos professores pelos períodos de horas extraordinárias trabalhadas nos últimos três anos.

Tovela informou que existem docentes que nem sequer receberam a primeira parcela dos pagamentos acumulados desde 2022. A ministra esclareceu que a demora no pagamento deve-se a sérias falhas de comunicação entre o Ministério da Educação e algumas direcções distritais. Esta situação é exacerbada pela falta de dados consolidados sobre quantos professores já foram pagos e quantos permanecem à espera.

“A comunicação entre as instituições centrais e os serviços distritais é deficitária. Anualmente, o sistema educativo acolhe cerca de 1,5 milhões de novos alunos, um número que ultrapassa amplamente a capacidade de resposta actual. Como resultado, milhares de professores são forçados a acumular aulas e a trabalhar horas extra para atender à demanda”, afirmou a ministra, citada pelo diário independente “O País”.

Actualmente, o sistema educacional moçambicano emprega aproximadamente 160 mil professores. Para o ano escolar de 2025, o sector enfrenta uma carência de 12 mil docentes nos níveis primário e secundário.

A falta de pagamento pelas horas extraordinárias tem gerado disputas recorrentes entre o governo e os professores do país. A Associação Nacional de Professores de Moçambique (ANAPRO) tem acusado o governo de desinformar a população acerca dos pagamentos de horas adicionais. Os educadores ameaçam, ainda, recusar-se a leccionar em turmas com mais de 100 alunos, visto a superlotação estar a prejudicar a qualidade do ensino.

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