O Tribunal Judicial da Cidade de Maputo decidiu afastar Mário Forquilha da liderança do Movimento PODEMOS, em virtude de uma sentença que considera a sua liderança ilegítima.
A decisão surge no âmbito de um processo judicial instaurado por membros da própria estrutura do partido, que contestavam a legalidade da sua eleição.
O juiz responsável pelo caso, na leitura do acórdão, sustentou que existem irregularidades processuais que invalidam a eleição de Forquilha, ocorrida em 2021. Durante o julgamento, foi invocada a falta de quórum nas assembleias que decidiram a sua candidatura, bem como a ausência de transparência nos processos internos do partido.
A resolução do tribunal gerou reacções diversas entre os militantes do PODEMOS, com alguns a celebrarem a decisão como um triunfo da democracia interna. Outros, no entanto, expressaram descontentamento, alegando que a divisão do partido poderá intensificar-se após este desfecho judicial.
Pelas redes sociais, Forquilha manifestou a sua incredulidade face à decisão, afirmando que tenciona recorrer da sentença a instâncias superiores. A falta de uma posição unificada entre os dirigentes do partido neste momento crítico levanta preocupações sobre o futuro do PODEMOS no cenário político moçambicano.
O partido, que emergiu como uma força relevante nas últimas eleições, encontra-se agora numa fase de incerteza, à medida que procura estabilizar a sua liderança e garantir a continuidade das suas actividades políticas. Os próximos dias serão cruciais para compreender as repercussões desta decisão e o impacto que terá na política nacional.
















