Internacional Guerra na Ucrânia entra no quarto ano sem avanços decisivos nas negociações

Guerra na Ucrânia entra no quarto ano sem avanços decisivos nas negociações

Quase quatro anos após o início da guerra na Ucrânia, que se assinalou em Fevereiro de 2022, o futuro do conflito continua envelopado em incertezas.

As recentes reuniões trilaterais, que têm como palco Genebra, não conseguiram desimpedir o impasse que persiste no terreno.

De acordo com informações da Agência Lusa, a última ronda de conversações concluiu na quarta-feira, com a delegação de Kiev a apontar alguns progressos, enquanto Moscovo manteve uma postura cautelosa e refratária a comentários detalhados.

Durante as discussões, o Presidente norte-americano, Donald Trump, foi destacado como um promotor do diálogo, estabelecendo um compromisso para a continuação das conversações, iniciado após o seu regresso à Casa Branca há pouco mais de um ano.

O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, questionou a boa vontade do seu homólogo russo, Vladimir Putin, relativamente a um possível cessar-fogo. Zelensky, a partir das conclusões da mais recente reunião em Genebra, sublinhou a disparidade entre o progresso obtido pelo grupo responsável pelas propostas militares e a lentidão do grupo encarregado das questões políticas.

Simultaneamente, Zelensky procura evitar qualquer atrito com os Estados Unidos da América (EUA) e a urgência nas negociações, especialmente após Trump ter sugerido a definição de um acordo até Junho, antes das eleições intercalares norte-americanas. O líder ucraniano foi avisado de que deve esforçar-se para não perder “uma grande oportunidade”.

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Recentemente, Trump teve um encontro com Putin no Alasca, em Agosto, que foi o ponto de partida para a revitalização do processo de paz, na sequência de uma intensa movimentação diplomática conduzida pelo enviado especial norte-americano, Steve Witkoff, e pelo genro de Trump, Jared Kushner.

Embora muitos dos detalhes da cimeira no Alasca ainda permaneçam obscuros, o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, já mencionou um aparente recuo em relação a uma proposta que Rússia estaria disposta a aceitar.

Inicialmente, o plano da Casa Branca consistia em 28 pontos, envolvendo a cedência do Donbass a troco de garantias de segurança ocidentais. Contudo, esse plano foi revisto e restringido, resultado das objecções de Kiev e dos seus principais aliados europeus, que consideraram a proposta uma capitulação.

Após quatro anos de um conflito devastador, que já resultou em centenas de milhares de baixas, a Rússia tem frequentemente recuado às suas “causas profundas” para justificar a invasão, mencionando a expansão da NATO e um suposto sentimento anti-russo na Ucrânia, país que, no início de 2022, era alvo da alegação de “desnazificação”.

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