Internacional Presidente Interina da Venezuela pede fim das restrições internacionais

Presidente Interina da Venezuela pede fim das restrições internacionais

Delcy Rodríguez, presidente interina da Venezuela, fez um apelo aos líderes dos Estados Unidos e da União Europeia para cessarem as sanções impostas ao país. O pedido ocorre no início de uma peregrinação nacional que Rodríguez organizou para exigir o levantamento das sanções contra a Venezuela.

“Falo ao povo dos EUA, falo ao povo da Europa, falo aos seus governos, às suas autoridades: basta de sanções contra o nobre povo venezuelano”, declarou Rodríguez após atravessar a icónica Ponte do Lago Maracaibo, situada no estado de Zulia, no noroeste do país, na fronteira com a Colômbia.

A presidente interina, que assumiu o cargo após a detenção de Nicolás Maduro em Caracas pelos EUA em Janeiro, enfatizou que a Venezuela não está a pedir esmola, mas sim a “reivindicar os seus direitos”. “Um direito fundamental é que a Venezuela esteja livre de sanções para que se possa desenvolver livremente com o mundo, sem intervenções, sem restrições, sem limitações”, acrescentou durante o evento, transmitido pelo canal de televisão estatal Venezolana de Televisión (VTV).

A peregrinação, que possui três rotas, deverá prolongar-se até 1 de Maio, data em que Rodríguez deve anunciar um aumento “responsável” do salário mínimo, que está congelado em 130 bolívares mensais desde Março de 2022, valor que equivale a cerca de 27 cêntimos de dólar ao câmbio actual.

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Além do estado de Zulia, a mobilização iniciou no estado de Táchira, também na fronteira com a Colômbia, onde esteve presente o ministro do Interior, Diosdado Cabello. A mobilização estendeu-se ainda à região do Amazonas, no sul do país, onde participaram o presidente da Assembleia Nacional e irmão de Maduro, Jorge Rodríguez.

As sanções impostas pelos EUA, pela União Europeia e por outros países, como Canadá e Reino Unido, têm sido fundamentais na limitação da capacidade da Venezuela de gerar receitas, especialmente devido à sua dependência do petróleo bruto. As restrições têm isolado o país do sistema financeiro internacional, impactando o comércio, o investimento e a capacidade do Estado para honrar suas dívidas.

Apesar de alguns sinais de alívio, as restrições estruturais ao sector petrolífero e ao financiamento estatal permanecem, com ativos venezuelanos no exterior congelados ou sob controle, e sanções individuais contra membros da elite chavista ainda em vigor.

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