Internacional Trump afirma que Irão não pretende executar detidos dos protestos

Trump afirma que Irão não pretende executar detidos dos protestos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, parece ter recuado nas suas ameaças em relação ao Irão, afirmando ter sido informado de que o regime iraniano não planeia executar as pessoas detidas em decorrência dos protestos. 

Esta declaração contribui para aliviar, ainda que temporariamente, as tensões entre os dois países.

Após quase três semanas de protestos e violência que resultaram em milhares de mortos e detidos, a calma parece estar gradualmente a retornar às ruas das cidades iranianas.

As manifestações, que começaram em resposta à súbita desvalorização da moeda iraniana e ao aumento dos preços dos bens essenciais, transformaram-se em imponentes cortejos fúnebres, enquanto o regime celebra os seus mártires.

Estima-se que mais de 2.000 pessoas tenham perdido a vida durante esta convulsão social, incluindo cerca de duzentos membros das forças de segurança, como a polícia, a Guarda Revolucionária e as milícias paramilitares Basij. A sobrevivência do regime clerical, que já dura quase cinco décadas, depende em grande parte da coesão das diversas forças de segurança. Teerão tem responsabilizado os Estados Unidos e Israel pela violência, afirmando estar preparado para responder a qualquer ataque.

Recomendado para si:  Top Gun 3 confirmado com Tom Cruise e Jerry Bruckheimer

Em entrevista à Fox News, o chefe da diplomacia iraniana negou a existência de planos para a execução de pessoas condenadas em virtude dos protestos. Apesar da falta de sinais de dissidência interna, o regime enfrenta um enfraquecimento devido ao descontentamento popular, à crise económica e ao isolamento internacional.

Esta é a quinta onda de protestos a abalar o Irão desde 2009, embora os opositores do regime se apresentem fragmentados, e nem todos estejam de acordo com uma possível intervenção militar dos Estados Unidos, temendo que o país possa evoluir para uma situação semelhante à do Iraque.

Destaques da semana