As mulheres que violarem o código de vestuário islâmico vão ser punidas, disse o chefe do poder judiciário do Irão, Gholamhossein Mohseni Ejei, reafirmando a lei depois de meses de protestos, de acordo com a agência de notícias oficial IRNA, citada pela Reuters.
“Remover o hijab é equivalente a mostrar inimizade para com a República Islâmica e os seus valores. As pessoas que se envolverem num acto tão anormal serão punidas”, disse Ejei.
“Com a ajuda do poder judicial e executivo, as autoridades vão utilizar todos os meios disponíveis para lidar com as pessoas que cooperam com o inimigo e cometem este pecado que prejudica a ordem pública”.
Após a morte da jovem curda Mahsa Amini, de 22 anos, pela polícia da moralidade iraniana, por desrespeitar o rigoroso código de vestuário do país a 16 de setembro, o Irão foi confrontado com protestos a nível nacional que representaram um dos desafios mais duros para a República Islâmica desde a sua criação, em 1979.
Uma repressão cada vez mais severa por parte das forças de segurança asfixiou em grande parte os protestos das últimas semanas.

















