Internacional Presidente turco reitera oposição à entrada da Suécia e Finlândia na NATO

Presidente turco reitera oposição à entrada da Suécia e Finlândia na NATO

O Presidente da Turquia reiterou a sua oposição à entrada da Suécia e da Finlândia na NATO. Recep Tayyip Erdogan acusou ambos os países de “apoiarem o terrorismo” ao darem asilo a militantes do PKK que Ancara considera como terroristas. A Turquia também lamenta o embargo dos países escandinavos ao fornecimento de armas a Ancara, implementado em 2019 após a intervenção turca na Síria.

O presidente turco Recep Tayyip Erdogan afirmou, este fim-de-semana, que “enquanto for o presidente da Turquia, não se vai dizer sim à entrada na NATO de países que apoiam os terroristas”. Erdogan voltou a subir a parada e confirmou que “não está satisfeito” com a resposta da Suécia e da Finlândia às exigências turcas, e que, portanto, o veto turco à entrada destes dois países na NATO mantém-se, por agora.

O chefe de Estado turco disse que “infelizmente” as negociações – que decorreram em Ancara, na semana passada – entre a delegação turca e as delegações da Suécia e da Finlândia “não atingiram o nível desejado”.  Recep Tayyip Erdogan sublinhou que “há terroristas que ainda se passeiam livremente pelas ruas de Estocolmo, protegidos pela própria polícia sueca”.

O Presidente turco referia-se a algumas manifestações de organizações curdas que protestavam contra as exigências turcas e também teria ficado irado com uma entrevista que Salih Muslim, líder do PYD – o braço político das milícias curdas sírias do YPG, que Ancara diz serem um grupo terrorista – deu à televisão estatal sueca SVT na semana passada.

Recomendado para si:  Presidente Interina da Venezuela pede fim das restrições internacionais

A Turquia diz que o PYD e o YPG são uma extensão do PKK, o Partido dos Trabalhadores do Curdistão, um grupo separatista curdo, considerado uma organização terrorista pela NATO, pela UE e por Washington, e que luta há 40 anos contra o estado turco.

Salih Muslim é considerado um líder terrorista pelas autoridades turcas, que exigem a sua extradição. Nessa entrevista, o político curdo sírio diz que confia no estado de direito na Suécia e que este país não poderá responder positivamente a algumas das exigências turcas. Na mesma entrevista, Salih Muslim recusou responder se o YPG era de facto afiliado ao PKK, mas durante a transmissão foram mostradas imagens, captadas em diversos locais, onde se via fotografias de Abdullah Ocalan, o líder histórico do PKK.

Ancara questiona o momento desta entrevista, enquanto os editores suecos defendem a liberdade de expressão e de informação.

Destaques da semana