Enganou investidores com promessa de criar teste capaz de detetar várias doenças, incluindo o cancro, com algumas gotas da sangue.
Elizabeth Holmes, fundadora e ex-CEO da ‘startup’ de biotecnologia norte-americana Theranos, foi na terça-feira condenada por fraude, por enganar dezenas de investidores com a falsa promessa de desenvolver um teste sanguíneo universal capaz de detetar vários doenças, incluindo o cancro e a diabetes. Entre os investidores defraudados estão o magnata Rupert Murdoch e o antigo secretário de Estado Henry Kissinger, que enterraram milhões na empresa.
A empresária, de 37 anos, foi considerada culpada de quatro das onze acusações de que era alvo, incluindo conspiração para defraudar investidores e três acusações de fraude, cada uma das quais pode ser punida com até vinte anos de cadeia. A data da sentença ainda não foi anunciada e Holmes vai aguardar a decisão em liberdade.
Holmes fundou a Theranos aos 19 anos, após abandonar a Universidade de Stanford. Em pouco anos tornou-se uma celebridade em Silicon Valley, apareceu na capa de revistas como a ‘Forbes’, foi comparada ao fundador da Apple, Steve Jobs, e a empresa chegou a estar avaliada em mais de 8 mil milhões de euros. A teia de deceção que montou ao longo de quase duas décadas ruiu quando se soube que falsificou resultados de testes e manipulou documentos para atrair investidores, e que os prometidos testes revolucionários nunca existiram.

















