Mais de 400 camiões carregados com ajuda humanitária entraram na Faixa de Gaza, conforme anunciado pelo COGAT, o organismo militar israelita encarregado dos assuntos civis na região palestiniana. Essa ajuda inclui alimentos e outros suprimentos essenciais.
Além disso, o COGAT informou que foram entregues por via aérea 258 contentores com alimentos, e durante a noite, 29 camiões adicionais com mantimentos entraram no norte da Faixa de Gaza.
Embora esses números representem um aumento significativo em relação à ajuda humanitária dos últimos seis meses, ainda estão abaixo dos níveis anteriores à invasão israelita, quando até 500 camiões por dia forneciam assistência à Faixa de Gaza, garantindo eletricidade e água corrente.
Este aumento na ajuda vem dias após Israel se comprometer a tomar “medidas urgentes” para aumentar a quantidade de assistência humanitária permitida na Faixa de Gaza. Esse compromisso veio após o presidente dos EUA, Joe Biden, exigir melhorias na situação humanitária no enclave palestiniano.
A conversa telefónica entre Biden e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, resultou na advertência do presidente norte-americano de que o apoio dos EUA a Israel poderia ser alterado se medidas não fossem tomadas para aliviar o sofrimento dos civis e garantir a segurança dos trabalhadores humanitários. Isso seguiu-se a um ataque israelita que matou sete trabalhadores da organização não-governamental World Central Kitchen.
Em março, a média diária de entrada de camiões com alimentos e produtos essenciais na Faixa de Gaza foi de 159, representando já um aumento em relação aos meses anteriores.
A Ministra do Trabalho e Segurança Social, Margarida Tatapa, anunciou a concessão de tolerância de ponto para o dia 10 de abril, em celebração ao Eid-ul-Fitr, uma festividade importante para os cidadãos que seguem a religião muçulmana.
Esta decisão significa que todos os trabalhadores e funcionários públicos que praticam esta fé terão o dia livre.
No entanto, é importante salientar que a tolerância não se estende aos trabalhadores cujas funções não permitem interrupção devido ao interesse público.
A Polícia da República de Moçambique (PRM) na região de Morrumbala, na província da Zambézia, deteve uma adolescente sob suspeita de assassinar a sua amiga e roubar o filho recém-nascido desta.
Segundo Abel Carlos, oficial de permanência no Gabinete de Atendimento da Família e Menor Vítima de Violência em Morrumbala, a suspeita terá convidado a sua amiga, de 25 anos, para acompanhá-la até à machamba, onde, alegadamente, utilizando uma enxada, desferiu golpes na cabeça da vítima.
De acordo com informações divulgadas pela Rádio Moçambique, após a execução do ato criminoso, a adolescente terá apossado-se do filho recém-nascido da vítima.
O Instituto Nacional do Mar (INAMAR) expressa preocupação com o frequente desrespeito às medidas de segurança nas embarcações que partem para o mar na Ilha de Moçambique, atribuindo isso à dificuldade das equipas em permanecer nos locais.
O instituto anuncia a implementação de novas medidas e informa que dos sobreviventes do naufrágio, 16 estão internados.
Com aproximadamente 450 mil embarcações artesanais dedicadas à pesca no país, o INAMAR promete tomar medidas para melhorar a fiscalização após o naufrágio deste domingo, que resultou em cerca de 100 vítimas na Ilha de Moçambique, em Nampula.
Leonild Chimarizene, porta-voz do INAMAR, revela uma das medidas planeadas: a introdução de um dispositivo de localização automática nas embarcações. Apesar das limitações das embarcações artesanais, já está em fase piloto no Niassa.
Além disso, o INAMAR esclarece que houve violação dos procedimentos por parte do proprietário da embarcação, uma prática comum na região.
“Realizamos operações de fiscalização que se movimentam para monitorizar a atividade. Geralmente, os infratores aproveitam-se do momento em que as operações se deslocam para outros locais”, explica.
Quanto às responsabilidades, o INAMAR afirma que a prioridade é salvar vidas humanas. A determinação das responsabilidades será feita posteriormente.
O proprietário da embarcação está detido para prestar mais esclarecimentos e as buscas pelos desaparecidos prosseguem, conforme informações do Instituto Nacional do Mar.
Jorge Glas, ex-vice-presidente do Equador, foi transferido para o hospital naval de Guayaquil após um possível mal-estar.
Segundo comunicado do serviço prisional, Glas não respondeu à chamada matinal e, após a implementação dos protocolos de segurança, foi constatado que ele poderia ter sofrido um mal-estar devido à recusa em comer nas últimas 24 horas.
Glas deu entrada no hospital por volta das 12h45 (hora local), encontrando-se em estado estável e sob observação. Após algumas horas de avaliação, será decidido se ele retornará à cela ou permanecerá em observação por mais tempo.
O ex-vice-presidente refugiou-se na embaixada mexicana em Quito em dezembro de 2023, após ter sido condenado por corrupção. No entanto, na sexta-feira passada, a polícia equatoriana invadiu a embaixada para retirá-lo, violando as convenções internacionais sobre recintos diplomáticos.
A ação provocou a ruptura das relações diplomáticas entre o México e o Equador, com o México anunciando a intenção de recorrer ao Tribunal Internacional de Justiça. O pessoal diplomático mexicano em Quito deixou a cidade em resposta ao incidente.
O Presidente mexicano, Andrés Manuel Lopez Obrador, classificou a ação equatoriana como “verdadeiramente autoritária”, especialmente destacando a inexperiência do jovem Presidente equatoriano, Daniel Noboa, de 36 anos.
O Instituto Nacional de Meteorologia emitiu um alerta indicando que as chuvas continuarão nas províncias de Manica, Sofala e Tete, localizadas no centro de Moçambique.
Espera-se que o mau tempo persista até hoje, com precipitação moderada a forte, acompanhada de trovoadas e ventos com rajadas.
Em Sofala, os distritos de Búzi, Caia, Chemba, Cheringoma, Chibabava, Dondo, Gorongosa, Machanga, Marínguè, Marromeu, Muanza, Nhamatanda e a cidade da Beira estão entre os mais afetados.
Na província de Manica, os distritos de Bárue, Gondola, Guro, Macate, Machaze, Macossa, Mossurize, Sussundenga, Tambara, Vanduzi, Catandica e a cidade de Chimoio serão os mais impactados pelas chuvas.
Em Tete, o alerta abrange os distritos de Angónia, Cahora-Bassa, Changara, Chifunde, Chiuta, Dôa, Macanga, Magoé, Marara, Marávia, Moatize, Mutarara, Tsangano, Zumbo e a cidade de Tete.
Manifestantes incendiaram um edifício do governo do estado de Guerrero, no México, e provocaram o incêndio de aproximadamente 12 carros estacionados. Os protestos ocorreram na cidade de Chilpancingo, localizada no sul do país.
Segundo informações da Associated Press, os manifestantes exigem respostas sobre o caso dos 43 estudantes de uma faculdade que desapareceram em 2014. Na semana passada, um jovem morreu na mesma faculdade após um confronto com a polícia, e outro ficou ferido.
A polícia afirmou ter disparado em resposta aos dois jovens que teriam atirado na sua direção. As autoridades alegaram que tentavam apenas deter os dois estudantes que estavam num carro roubado. Além disso, foi encontrada droga no veículo.
As imagens divulgadas nas redes sociais mostram vários carros em chamas, assim como fumo a sair das janelas do edifício pertencente ao governo do estado de Guerrero.
O governo estadual emitiu um comunicado onde “lamenta e condena os atos violentos”.
Catorze trabalhadores da Bidvest, uma empresa subcontratada pela Vulcan para a manutenção e reparação de equipamentos de climatização, estão a denunciar alegadas violações das normas laborais após o término do contrato com a mineradora no distrito de Moatize, na província de Tete.
Os trabalhadores entraram em contato com o “Notícias” para relatar que, em vez de receberem uma carta de rescisão de contrato, a empresa emitiu para alguns funcionários documentos de transferência para distritos em várias partes do país onde a empresa não tem atividade, numa aparente tentativa de evitar o pagamento de indemnizações.
“O contrato com a Vulcan terminou a 20 de março. Ainda não recebemos o salário do último mês de trabalho e querem que entreguemos os crachás antes de nos pagarem os salários. Se os entregarmos, perderemos o acesso à mina e não temos garantias de que seremos pagos”, queixou-se um dos trabalhadores.
Os trabalhadores também afirmaram que a empresa não tem representação em Tete, onde poderiam reivindicar os seus direitos, pois está sediada na província de Maputo.
Por outro lado, Faustino Matias, supervisor da Bidvest, lamentou o encerramento da empresa em Tete, deixando muitas famílias sem essa fonte de renda. Ele assegurou que os trabalhadores receberão o salário do último mês até 13 de abril, mas explicou que não receberão indemnização porque os seus contratos eram a prazo certo.
“A agitação deve-se ao facto de o contrato com a Vulcan ter sido abaixo das expectativas e termos tido dificuldades em pagar os salários. Mas serão pagos, depois terão de entregar os crachás e serão desmobilizados”, afirmou Matias.
Ele acrescentou que a Bidvest prestou serviços à Vulcan durante dois anos, mas não conseguiu renovar o contrato com a subcontratada.
O secretário de Estado de Nampula, Jaime Neto, reconhece que o Governo esteve ausente na resposta à tragédia que resultou na morte de cerca de 100 pessoas na Ilha de Moçambique.
De acordo com o governante, a província carece de capacidade para fiscalizar as atividades de transporte marítimo.
Jaime Neto, representante do governo provincial de Nampula, reagiu à tragédia ocorrida no último domingo e assumiu a responsabilidade do Estado no desastre.
Após as dezenas de mortes, Jaime Neto afirma que o Governo procura agora informar-se sobre as capacidades de navegação existentes na província.
Por sua vez, o Presidente da República, Filipe Nyusi, enviou condolências às famílias enlutadas por meio de um comunicado de imprensa às 20h15 de segunda-feira.
“Perante esta informação, o Chefe de Estado, nas primeiras horas, enviou uma delegação governamental liderada pelo ministro dos Transportes e Comunicações, Mateus Magala, para prestar ajuda aos sobreviventes e encaminhá-los, assim como para iniciar uma investigação, a fim de apurar as razões que levaram a esta tragédia”, afirma o documento.
Na mesma nota, o Governo comprometeu-se a avaliar a situação e a tomar as medidas necessárias para minimizar o impacto deste incidente, numa reunião do Conselho de Ministros marcada para terça-feira.
Entretanto, antes mesmo da reação do Presidente da República num comunicado, que se encontrava fora do país, o Presidente de Portugal já havia expressado pesar pelas mortes, enviando condolências.
Um estudante de medicina da Universidade da Flórida, nos Estados Unidos, chocou as autoridades ao assassinar brutalmente a própria mãe durante uma visita à casa da família. Emmanuel Espinoza, de 21 anos, esfaqueou a mãe mais de 70 vezes após ela abrir a porta para ele.
O xerife do condado de Polk, Grady Judd, revelou que o jovem infligiu ferimentos fatais no peito e no estômago da mãe. Segundo o ABC News, as autoridades suspeitam que Emmanuel, devido à sua formação médica, escolheu essas áreas do corpo por serem mais eficazes para o homicídio.
Após cometer o ato hediondo, Emmanuel ligou para os serviços de emergência e confessou o crime. O xerife Judd descreveu o incidente como “um dos assassinatos mais bizarros com os quais lidamos em muito tempo”. Surpreendentemente, o jovem perpetrou o homicídio ao som da música ‘No Church in the Wild’, de Jay-Z e Kanye West.
Emmanuel, o mais novo de três irmãos, confessou à polícia que há muito tempo planeava matar a mãe e finalmente teve coragem para fazê-lo. Quando questionado sobre a motivação, afirmou que, apesar de amar a mãe, ela o irritava desde a infância.
As autoridades não encontraram histórico de doenças mentais ou consumo de drogas por parte do jovem. Ele era descrito por colegas de turma como “notavelmente brilhante”, o que torna o caso ainda mais perturbador.
Mais de 600 pessoas, pertencentes a 136 famílias, foram desalojadas e abrigadas em três centros de acolhimento temporários devido às inundações provocadas pelas chuvas na vila municipal de Marracuene, na província de Maputo.
Informações iniciais indicam que 74 residências estão completamente inundadas, enquanto 93 foram parcialmente afetadas. Além disso, duas escolas e um centro de saúde tornaram-se inacessíveis devido às inundações.
A secretária de Estado na Província de Maputo, Judite Leite Mussácula, que visitou a área municipal, constatou que oito estradas estão impraticáveis, dois postos de transformação de energia foram submersos, a linha férrea foi interrompida por deslizamentos de terra e três postes de transporte de eletricidade foram derrubados.
Pelo menos 55 crianças perderam a vida no naufrágio de uma pequena embarcação sobrelotada que partiu do posto administrativo de Lunga com destino à Ilha de Moçambique.
A informação foi confirmada pela porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM) na província de Nampula, Rosa Chauque, à agência de notícias Lusa.
A tragédia, ocorrida na costa de Moçambique, resultou em um total de 98 óbitos confirmados, sendo 32 do sexo masculino e 66 do sexo feminino, segundo dados da PRM. As vítimas embarcaram na embarcação não autorizada para transportar passageiros, fugindo de um surto de cólera no continente em direção à Ilha de Moçambique.
As autoridades marítimas moçambicanas afirmaram que a embarcação não possuía autorização para transporte de passageiros e não oferecia as condições adequadas para tal. O naufrágio aconteceu a cerca de cem metros da costa da ilha, causando uma das maiores tragédias marítimas recentes do país.
O Governo moçambicano anunciou uma reunião de emergência para discutir medidas que visam minimizar o impacto do acidente. O Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, manifestou profunda tristeza e enviou uma delegação governamental liderada pelo ministro dos Transportes e Comunicações, Mateus Magala, para prestar assistência aos sobreviventes e iniciar uma investigação sobre as causas do naufrágio.
O naufrágio gerou uma onda de comoção nacional, levando o líder da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), Ossufo Momade, a exigir o decreto de luto nacional pelo governo. Momade também destacou a necessidade de uma reflexão sobre a segurança marítima, diante da constatação de que a embarcação envolvida no acidente não estava destinada ao transporte de passageiros.
Pelo menos 10 pessoas perderam a vida na segunda-feira, devido às intensas chuvas que atingiram a capital da República Democrática do Congo (RDCongo), Kinshasa, causando danos materiais significativos, conforme anunciado por fontes municipais na terça-feira.
Segundo o presidente do município de Ngaliema, Dieu-Merci Mayibanzi Luanga, oito membros de uma mesma família faleceram após uma parte de um muro adjacente à sua residência desabar enquanto dormiam. O desabamento ocorreu devido à forte pressão da água das chuvas que caíram na madrugada de domingo para segunda-feira.
Os outros dois óbitos foram registados nos esgotos inundados de Ngaliema, uma comuna situada no distrito de Lukunga, a oeste da cidade.
Mayibanzi Luanga destacou que o número de mortos ainda é provisório e que as operações de busca continuam em curso nesta terça-feira.
O diretor de gabinete do ministro provincial da Saúde de Kinshasa, Jacob Makala, informou que as autoridades urbanas estão a avaliar os estragos provocados pelas chuvas, que paralisaram grande parte das atividades na capital congolesa na segunda-feira.
Em 2022, Kinshasa registou a morte de 168 pessoas devido a outro episódio de chuvas torrenciais. Além disso, ao longo de 2023, cerca de 800 indivíduos perderam a vida devido a inundações, cheias repentinas e deslizamentos de terras em várias províncias da RDCongo, que partilha fronteira com Angola.
A TJ Consultants, uma empresa de consultoria estratégica de Recursos Humanos, está a recrutar para seu cliente, dois (2) Representantes de Vendas de Van. Saiba mais.
A Organização Comunitária para Saúde e Desenvolvimento (OCSIDA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial Distrital de Monitoria & Avaliação. Saiba mais.
A Organização Comunitária para Saúde e Desenvolvimento (OCSIDA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial Distrital de Monitoria & Avaliação – Gestão de Casos. Saiba mais.
A presidente da câmara municipal de Avallon, na região leste de França, Jamilah Habsaoui, foi detida após a polícia ter encontrado 70 quilogramas de canábis em sua residência particular.
Durante uma busca realizada pela polícia francesa, conhecida como ‘gendarmes’, na casa de Habsaoui, que é técnica farmacêutica, foi descoberta uma grande quantidade da droga. Além disso, informações veiculadas pela televisão BFMTV, com base em fontes policiais, revelam que o irmão da autarca possui antecedentes por tráfico de drogas.
Habsaoui foi eleita para o cargo de autarca de Avallon em 2021, como candidata pelo Partido Socialista francês, além de exercer a função de deputada regional no Conselho Regional de Yonne. A investigação sobre o caso continua em andamento.
Durante o último ataque ao distrito de Quissanga, na província de Cabo Delgado, perpetrado pelos terroristas que atuam na região há quase sete anos, foram roubadas duas ambulâncias, juntamente com outra viatura estatal. Este ato de violência ocorreu em março último, deixando a localidade em estado de ruína.
Segundo relatos de testemunhas, para além dos veículos, o grupo armado saqueou medicamentos e provocou a destruição de várias habitações e edifícios públicos. Os terroristas permaneceram em Quissanga durante 17 dias, intimidando a população local.
Uma testemunha, que preferiu manter o anonimato, descreveu a ação do grupo, estimado em cerca de 500 homens, que chegou vestido com uniformes militares e policiais, portando uma variedade de armas. Apesar da ameaça, não houve disparos diretos nem mortes confirmadas durante a incursão, sendo o foco principal o roubo e a vandalização.
No mesmo dia do ataque a Quissanga, uma parte dos terroristas dirigiu-se à Ilha das Quirimbas, onde também perpetraram atos de violência, incluindo roubos e o assassinato de membros das Forças de Defesa e Segurança. Além disso, foram saqueados estabelecimentos comerciais, deixando a população local em estado de vulnerabilidade, com escassez de alimentos.
Apesar das inúmeras vítimas e prejuízos materiais, o Governo ainda não emitiu um comunicado oficial sobre o assalto, o que tem gerado preocupação e incerteza entre os residentes locais. Este ataque ocorre quase dois anos após as promessas do Governo de não permitir que o grupo armado ocupasse novamente uma vila, destacando a urgência de uma resposta eficaz às crescentes ameaças terroristas na região.
A Associação Moçambicana de Armadores de Pesca Industrial de Camarão (AMAPIC) alerta para uma diminuição significativa na captura de camarão nos últimos anos, resultado da pesca excessiva e ilegal, assim como do uso de práticas prejudiciais ao ambiente marinho.
Segundo o secretário-geral da AMAPIC, Muzila Nhatsave, esta situação está a afetar de forma expressiva os recursos pesqueiros no país, especialmente o camarão.
A prática de capturar grandes quantidades de camarão adulto, o uso de redes mosquiteiras, explosivos, mercúrio e a presença de numerosos operadores não licenciados, incluindo empresas industriais e semi-industriais, têm contribuído para a degradação do ecossistema marinho.
A utilização de técnicas inadequadas, como o emprego de redes mosquiteiras, explosivos e produtos químicos, como o mercúrio em rios e lagos, é comum entre os pescadores de pequena escala, apesar dos alertas sobre os riscos associados a essas práticas.
Além disso, os pescadores artesanais também têm sido identificados pelo uso de armadilhas de rede de malha reduzida, conhecidas como “xicocotas”, que são colocadas em áreas estuarinas, principalmente em águas pouco profundas. Esta realidade tem levado a uma diminuição acentuada na captura de camarão em Moçambique. Anteriormente, o país exportava cerca de nove mil toneladas de camarão, enquanto atualmente exporta apenas três mil toneladas.
De acordo com Nhatsave, no passado Moçambique possuía 92 embarcações dedicadas à pesca de camarão, mas atualmente, devido às restrições impostas pela Administração Nacional das Pescas, apenas 36 barcos estão autorizados a operar. No ano passado, apenas 28 navios fizeram-se ao mar, evidenciando a redução drástica na atividade pesqueira deste setor. Esta situação levanta preocupações sobre a sustentabilidade da pesca e a conservação dos recursos marinhos em Moçambique.
A reunião do Comité Central da Frelimo, partido no poder em Moçambique, decorreu no sábado, entrando no seu segundo e último dia sem que, até o final da manhã, tenha sido apresentada qualquer candidatura à liderança do partido.
Segundo a porta-voz do partido, Ludmila Maguni, o Comité Central não analisou potenciais candidatos até o momento. Ela comunicou esta informação em declarações à televisão pública TVM.
Maguni acrescentou que nenhum dos nomes mencionados como possíveis sucessores de Filipe Nyusi na presidência do partido se pronunciou durante a reunião. No entanto, salientou que o perfil e o processo de seleção do próximo líder da Frelimo e candidato do partido à Presidência da República nas eleições gerais de 9 de outubro estão a ser tratados de forma transparente.
“A questão da sucessão tem sido abordada várias vezes, uma vez que as eleições fazem parte da vida política do partido”, afirmou Ludmila Maguni, sem fornecer mais detalhes.
Até o momento, nas redes sociais, apenas Samora Machel Júnior, filho do primeiro Presidente da República, expressou a sua intenção de concorrer à liderança do partido.
Na abertura da reunião, na sexta-feira, 5, na Matola, o próprio presidente da Frelimo e do país, Filipe Nyusi, reconheceu que o debate sobre o “processo de escolha” do candidato à presidência é uma prioridade e incentivou discussões “sem receios, nem reservas”.
A reunião do Comité Central da Frelimo termina hoje, e espera-se que uma declaração seja emitida ao seu término.
O ator Jonathan Majors, conhecido por seus papéis em filmes como “O Último Homem Negro em São Francisco”, “Creed III” e “Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania”, está prestes a ser condenado na próxima segunda-feira por agressão e assédio, após ser considerado culpado por agredir sua ex-namorada.
Segundo informações da Reuters, o processo criminal teve início devido a um incidente que ocorreu em março de 2023, dentro de um carro alugado, onde Grace Jabbari, então namorada de Jonathan, sofreu lesões, incluindo um dedo partido, braço e orelha inchados.
De acordo com o testemunho de Grace, o ator a agrediu após ela ter pego o celular dele e descoberto uma mensagem de texto de outra mulher, momento em que ele a teria torcido o braço para trás e batido em sua cabeça.
Grace também relatou que Jonathan tinha um temperamento violento e já havia demonstrado explosões de raiva em outras ocasiões.
A defesa de Jonathan alegou que Grace foi a agressora e falsamente acusou o ator de violência após o término do relacionamento.
A condenação do ator, se confirmada na próxima segunda-feira, pode ter sérias consequências para sua carreira, incluindo o término de seu contrato com a Marvel Studios, devido aos problemas legais enfrentados.
O crescente número de casos graves de conjuntivite hemorrágica em Moçambique tem gerado preocupação entre as autoridades de saúde, especialmente na província de Sofala, devido ao uso inadequado de tratamentos caseiros e autotratamento, que resultam em complicações severas, incluindo casos de cegueira.
A conjuntivite hemorrágica é uma condição ocular caracterizada por inchaço súbito das pálpebras, congestão, vermelhidão e dor nos olhos.
Ana Tambo, diretora clínica do Hospital Central da Beira (HCB) em Sofala, revelou que atualmente 36 pacientes estão hospitalizados devido a complicações graves causadas pela conjuntivite. O alto grau de infecção e inflamação torna incerto se alguns pacientes perderão a visão, e muitos deles podem precisar de cirurgia.
A maioria dos pacientes afetados pela conjuntivite em todo o país recorre a práticas inadequadas de autotratamento, como lavar os olhos com urina, limão ou piripiri, o que agrava a situação. Ana Tambo enfatizou que algumas pessoas podem perder a visão devido a essas práticas impróprias.
Apesar dos desafios, a diretora clínica observou uma redução significativa no número de casos de conjuntivite nos últimos dias no HCB, de cerca de 150 para cerca de 50 diários.
Em outra região de Moçambique, na província de Cabo Delgado, mais 11 pessoas ficaram cegas após recorrerem a tratamentos caseiros para a conjuntivite. Cristóvão Matsinhe, diretor clínico do Hospital Provincial de Pemba, relatou que três pessoas perderam completamente a visão em ambos os olhos, enquanto oito perderam parcialmente a visão em um olho. Os tratamentos caseiros incluíam a aplicação de urina nos olhos, pasta dentífrica, água do mar e piripiri.
Embora o número de casos diários de conjuntivite tenha diminuído para cerca de 50 em Cabo Delgado, após ultrapassar mil casos diários durante o pico do surto, ainda é uma preocupação para as autoridades de saúde locais. Os dados do Hospital Provincial de Pemba indicam 11.174 casos de conjuntivite bacteriana e 155 de conjuntivite hemorrágica até o momento.
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