Internacional Amnistia Internacional acusa Israel de agravar a violência na Cisjordânia

Amnistia Internacional acusa Israel de agravar a violência na Cisjordânia

Israeli security forces clash with Palestinians during the funeral of 19-year-old Labib Damidi in the occupied West Bank town of Huwara on October 6, 2023. - Palestinian Damidi was killed early on October 6 during clashes with Israeli soldiers and settlers in a town that has been the scene of frequent violence in the occupied West Bank, multiple sources said. (Photo by Jaafar ASHTIYEH / AFP)

A Amnistia Internacional (AI) lançou um alerta, indicando que a Cisjordânia, território palestiniano, está a enfrentar um aumento significativo na repressão desde o ataque do Hamas em 7 de outubro, resultando em um aumento no número de “mortes violentas” causadas pelas forças israelitas.

Entre 7 de outubro e 31 de dezembro de 2023, 299 palestinianos foram vítimas de mortes violentas na Cisjordânia, representando um aumento de 50% em relação aos primeiros nove meses do ano.

Até 29 de janeiro, 61 pessoas morreram, incluindo 13 crianças, de acordo com dados do Gabinete de Coordenação dos Assuntos Humanitários (OCHA).

A AI conduziu uma investigação em “quatro casos representativos” nos quais as forças israelitas não só usaram força letal desnecessária, resultando na morte de 20 palestinianos (sete menores), mas também, em alguns casos, impediram as equipas médicas de prestar assistência.

“Erika Guevara Rosas, diretora de investigação da AI, afirmou que “estas mortes constituem uma violação flagrante do direito internacional em matéria de direitos humanos e estão a ser cometidas com impunidade”.

Um dos casos destacados foi o de Taha Mahamid, de 15 anos, morto a tiro pelas forças israelitas em frente à sua casa no campo de refugiados de Nour Shams, na cidade de Tulkarem, Cisjordânia, em 19 de outubro de 2023. Durante a operação que resultou na morte de Taha, outras 12 pessoas, incluindo seis menores, foram mortas, e 15 foram detidas.

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Segundo Israel, um guarda fronteiriço foi morto e nove ficaram feridos devido ao lançamento de um explosivo. No entanto, testemunhas e vídeos analisados pela AI indicam que “Taha estava desarmado e não representava qualquer ameaça para os soldados” quando foi baleado.

A organização pede uma investigação sobre o uso desnecessário de força letal, considerando-o um possível crime de guerra. Além disso, destaca incidentes em que as forças israelitas invadiram casas, detiveram familiares e causaram danos aos edifícios.

A AI também denunciou a obstrução da assistência médica por parte das forças israelitas em várias operações nos Territórios Palestinianos Ocupados, caracterizando tal prática como uma violação do direito internacional humanitário.

A intensificação das incursões israelitas na Cisjordânia, especialmente após a guerra em Gaza, tem gerado confrontos armados com milícias locais, resultando no maior aumento de violência na região desde 2002.

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