A juíza Tanya Chutkan do Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito de Columbia adiou o julgamento do ex-presidente Donald Trump em relação à sua alegada interferência nas eleições presidenciais de 2020.
A audiência, originalmente agendada para 4 de março, foi suspensa enquanto a corte delibera sobre a questão da imunidade de Trump.
Trump enfrenta acusações de pressionar o Departamento de Justiça para investigar supostos crimes eleitorais que, segundo ele, teriam fraudado a sua vitória em 2020. Ele também é acusado de incitar a insurreição no Capitólio dos EUA em 6 de janeiro de 2021, após a derrota para o democrata Joe Biden.
A defesa de Trump argumenta que o ex-presidente tem imunidade enquanto ocupava o cargo de presidente, protegendo-o de ser processado por ações relacionadas à sua função. A juíza Chutkan, no entanto, questionou essa argumentação durante uma audiência em janeiro, alegando que as ações de Trump podem ter excedido seus poderes presidenciais.
O adiamento do julgamento ocorre enquanto Trump disputa as primárias do Partido Republicano para a eleição presidencial de 2024. As prévias visam definir o candidato que enfrentará o atual presidente Joe Biden.
Em paralelo, Trump trava outra batalha legal em diversos estados que pretendem barrá-lo de concorrer nas eleições. No Colorado, por exemplo, um juiz decidiu que o ex-presidente não poderá participar das primárias por ter incitado seus apoiadores a invadirem o Capitólio em 6 de janeiro de 2021.
A juíza Chutkan não definiu uma nova data para o julgamento de Trump. A decisão sobre a imunidade do ex-presidente será crucial para determinar o andamento do processo.















