A China anunciou, na quarta-feira, o teste de um míssil balístico intercontinental, equipado com uma “ogiva fictícia”, no Oceano Pacífico.
O comunicado, emitido pelo Ministério da Defesa chinês, destacou a rara divulgação pública de um evento deste tipo, visto que o país normalmente não partilha detalhes sobre lançamentos militares.
O Ministério não forneceu informações sobre a localização exacta do impacto ou detalhes técnicos sobre o tipo de míssil utilizado. Também não foi especificado se o projéctil foi lançado de uma plataforma terrestre ou a partir de um submarino. Os mísseis balísticos intercontinentais, conhecidos pela sua capacidade destrutiva, podem transportar ogivas nucleares, o que os torna uma das armas mais temidas e poderosas no arsenal militar global.
Segundo o comunicado oficial, o lançamento ocorreu às 08:44 (01:44 em Lisboa) do dia 25 de Setembro, quando a Força de Foguetões do Exército de Libertação Popular disparou o míssil balístico intercontinental em questão, que transportava uma ogiva fictícia. O míssil atingiu com precisão a área marítima previamente designada no alto mar do Pacífico.
O Ministério chinês esclareceu que o teste faz parte do treino anual regular da Força de Foguetões, destinado a avaliar o desempenho das armas, dos equipamentos e a qualidade do treino das tropas. O objectivo do exercício foi “totalmente alcançado”, segundo as autoridades militares do país.
A China tem investido significativamente na modernização das suas forças armadas nas últimas décadas, com um orçamento militar que cresce de forma consistente, em linha com o seu robusto crescimento económico. Esse aumento de poderio militar tem gerado preocupação entre alguns dos seus vizinhos asiáticos, que observam com cautela os avanços bélicos da nação.
No entanto, o Ministério da Defesa chinês fez questão de sublinhar que todos os países que poderiam ser afectados pelo lançamento, seja por proximidade geográfica ou pela trajectória do míssil, foram informados com antecedência sobre o exercício, numa tentativa de evitar mal-entendidos ou tensões regionais.
O Serviço Nacional de Salvação Pública (SENSAP) informou esta manhã que o corpo do jovem desaparecido há duas semanas na praia de Xai-Xai, província de Gaza, foi encontrado e sepultado no passado fim-de-semana.
O trágico incidente ocorreu quando o jovem foi arrastado pelas ondas, durante um passeio à beira-mar, num momento que se revelou fatal devido à sua aparente falta de habilidade para nadar, conforme consta no relatório oficial.
As equipas de resgate procuraram incansavelmente o jovem, que era estudante da Escola Secundária de Xai-Xai. Após 14 dias de buscas contínuas, o corpo foi finalmente localizado na última sexta-feira.
O avançado estado de decomposição, resultante da exposição prolongada à água salgada, dificultou o reconhecimento imediato do corpo.
O SENSAP destacou o empenho das equipas de salvamento que, apesar das dificuldades impostas pelas condições do mar, não cessaram os esforços até que o corpo fosse recuperado.
A tragédia serve como um lembrete da importância de se respeitar as condições marítimas e de se ter habilidade mínima de natação ao frequentar praias, principalmente em áreas com correntes fortes como a praia de Xai-Xai.
A comunidade local encontra-se de luto, prestando as últimas homenagens ao jovem estudante, cujo futuro foi interrompido de forma tão inesperada e trágica.
As autoridades de saúde do distrito de Chibuto, na província de Gaza, diagnosticaram este ano 569 casos de tuberculose, representando um aumento significativo em relação ao ano anterior.
Em 2023, foram identificados 460 doentes com esta doença nas unidades de saúde da região, o que indica um acréscimo de 109 casos em 2024.
Segundo José Morona, Director Distrital de Saúde, Mulher e Acção Social em Chibuto, o aumento no número de casos está directamente relacionado com a melhoria na capacidade de diagnóstico.
Este ano, o número de unidades de saúde com capacidade para despistar a tuberculose passou de três para nove, ampliando assim a detecção de novos casos.
O director informou também que a taxa de cura da tuberculose no distrito é bastante encorajadora, alcançando 96%. No entanto, 2% dos pacientes abandonam o tratamento, o que representa um desafio para o controlo da doença.
Para combater a propagação da tuberculose nas comunidades, as autoridades de saúde locais têm implementado a busca activa dos doentes que abandonam o tratamento. Este processo é realizado com base num banco de dados que permite identificar e localizar os pacientes, assegurando que recebam os cuidados necessários para concluir o tratamento e evitar a disseminação da doença na região.
A tuberculose continua a ser uma das principais preocupações de saúde pública em Chibuto, mas o reforço no diagnóstico e a taxa de cura demonstram os esforços em curso para controlar a doença e proteger a população local.
Um jovem alpinista de 21 anos faleceu após sofrer ferimentos graves durante uma escalada na icónica Torre do Diabo, localizada no estado de Wyoming, nos Estados Unidos.
O incidente ocorreu no passado domingo, pouco antes das 20h00 (hora local).
Segundo as informações fornecidas pelas autoridades locais, o jovem caiu enquanto se encontrava na parede da Torre. Uma outra pessoa que estava na companhia do alpinista ficou retida na estrutura e, posteriormente, foi resgatada com a ajuda de guias de escalada, que prestaram apoio na operação de salvamento.
O Serviço Nacional de Parques fez um alerta sobre a gravidade dos acidentes associados à escalada, afirmando que, embora os acidentes mortais na Torre do Diabo sejam raros, a prática de escalada continua a envolver riscos significativos.
Desde que a escalada na Torre começou há mais de um século, apenas sete mortes foram registadas, segundo dados do Serviço de Parques.
As circunstâncias que levaram à queda do jovem estão a ser investigadas, enquanto a comunidade de escaladores e a família da vítima lamentam a perda trágica.
O Ministério Público da província de Nampula rejeitou um pedido de responsabilização do Estado moçambicano pelo naufrágio que resultou na morte de 98 pessoas, após a denúncia apresentada pelo Centro para a Democracia e Direitos Humanos (CDD).
Num documento emitido a 17 de Setembro e divulgado pela agência de notícias Lusa a 23 do mesmo mês, a Procuradoria Provincial de Nampula afirmou: “Ficou demonstrada a exclusão da responsabilidade civil do Estado, o que consequentemente afasta o dever de indemnizar as famílias afectadas por esta tragédia, estando já em curso o processo-crime contra os presumíveis responsáveis pelo naufrágio em Lunga”. Este despacho oficial nega qualquer envolvimento estatal directo no trágico incidente.
O naufrágio em questão ocorreu a 7 de Abril deste ano, quando uma embarcação de pesca que partia do posto administrativo de Lunga, no distrito de Mossuril, com destino à Ilha de Moçambique, afundou, levando à perda de 98 vidas.
No dia 3 de Maio, o Centro para a Democracia e Direitos Humanos, uma organização não-governamental (ONG) moçambicana, apresentou uma queixa à Procuradoria de Nampula, alegando que houve violação dos direitos colectivos e difusos das comunidades residentes em Lunga. A ONG defendeu que o Estado deveria ser responsabilizado pelo incidente, apontando uma possível negligência e pedindo a indemnização das vítimas e suas famílias.
O CDD, em comunicado enviado à comunicação social, reiterou que o Estado falhou em proteger os direitos das comunidades afectadas pelo naufrágio.
Com a recusa da Procuradoria em aceitar o pedido de responsabilização do Estado, as esperanças de compensação por parte do governo ficam, para já, afastadas, permanecendo a ação legal contra os supostos responsáveis pelo incidente como o principal foco judicial em torno desta tragédia.
Os operadores privados de transporte marítimo em Inhambane tomaram a decisão de paralisar as suas actividades como forma de protesto contra o que consideram ser uma concorrência desleal, alegadamente favorecida pelas autoridades marítimas locais.
Estes profissionais acusam o Instituto Nacional de Transporte Marítimo (INTRANSMAR) de promover um tratamento preferencial a um determinado operador privado, em detrimento de outros.
O protesto culminou com a decisão de vários homens, que trabalham na área, de abandonarem as suas embarcações e se amotinarem em frente ao edifício do INTRANSMAR.
O objectivo desta manifestação é exigir a cessação da alegada prática de protecionismo que, segundo afirmam, está a prejudicar a sua actividade económica.
O foco da controvérsia é uma embarcação de um operador privado, que, segundo os manifestantes, usufrui de privilégios que não são concedidos a outros operadores, também privados.
Desde 2019, estes profissionais têm denunciado essa situação, mas afirmam não ter recebido qualquer resposta ou solução por parte das autoridades competentes.
Até o momento do encerramento da reportagem, o delegado provincial do INTRANSMAR não atendia às tentativas de contacto da nossa equipe, dificultando assim a obtenção de uma posição oficial sobre a situação em questão.
A continuidade da paralisação e as reivindicações dos operadores marítimos em Inhambane permanecem em aberto, reflectindo a insatisfação e a luta por condições justas no sector.
A multinacional francesa Total está preparada para retomar o projecto de exploração de gás natural na área 1 da Bacia do Rovuma, em Moçambique, segundo o Presidente da República, Filipe Nyusi.
A confirmação foi dada após a criação das condições necessárias para a continuidade das operações, interrompidas em 2021 devido à intensificação dos ataques terroristas nas regiões de Mocímboa da Praia e Palma. Na altura, a Total declarou “força maior”, suspendendo o maior projecto privado de África.
Filipe Nyusi sublinhou que a ausência de actividade até agora por parte da Total não se deve à falta de condições no terreno, mas assegurou que o projecto não foi abandonado e que o retorno das operações é uma certeza.
O Presidente da República fez estas declarações em Nova Iorque, durante o balanço da sua visita aos Estados Unidos, onde participou na Cimeira do Futuro e liderou o debate de alto nível sobre a Iniciativa do Miombo.
Além da questão do gás na Bacia do Rovuma, Nyusi mencionou o encontro com Walter Kansteiner, vice-presidente da Exxon Mobil, que reafirmou que a Decisão Final de Investimento da empresa para a área 4 da mesma bacia deverá ser tomada até 2026.
O Presidente relacionou o adiamento deste anúncio com os períodos eleitorais tanto em Moçambique como nos Estados Unidos, influenciando os processos de tomada de decisão.
Durante a sua estadia em Nova Iorque, Filipe Nyusi destacou ainda que, no dia 25 de Setembro, irá apresentar uma actualização detalhada sobre o estado da indústria de hidrocarbonetos em Moçambique, os progressos no combate ao terrorismo e outras questões de importância nacional.
O medo crescente face à escalada de violência no Líbano tem levado muitos a abandonar as suas casas, em particular em Beirute, onde o pânico é palpável. A Sky News, parceira da SIC, documentou o desespero e o temor sentidos pelos residentes da capital libanesa.
A tensão nas colinas do sul do Líbano sugere que o conflito caminha para uma guerra total. Numa clara demonstração de força, o exército israelita intensificou os bombardeamentos aéreos, com o foco em destruir munições e infraestruturas controladas pelo Hezbollah.
O primeiro-ministro israelita declarou que estas acções têm como objectivo “mudar o equilíbrio de poder”. No entanto, o ministro da Saúde do Líbano contesta, afirmando que os ataques estão a provocar a morte de inúmeros civis. Até ao momento, centenas de vítimas mortais foram confirmadas, e mais de mil pessoas ficaram feridas.
No sul do Líbano, o caos instalou-se, com milhares de pessoas a fugir das suas casas, em particular das áreas sob controlo do Hezbollah, numa tentativa desesperada de escapar aos intensos ataques. As estradas estão repletas de famílias em fuga, carregando o pouco que conseguiram levar consigo.
Muhammed, um jovem residente no sul, preparava-se para viajar para o norte, onde vive a sua família. “As coisas estavam estáveis há alguns meses. O meu trabalho era bom, e não tinha intenções de deixar o Líbano”, confessou. No entanto, reconhece que agora se vê forçado a tomar “uma decisão de segurança”, à semelhança de muitos outros.
A incerteza e o medo alastram-se por todo o país, com a lembrança constante dos bombardeamentos em Gaza, onde os avisos israelitas são quase sempre seguidos de ataques aéreos devastadores.
A tensão em Beirute intensificou-se após um aviso telefónico do exército israelita ao Ministério da Informação, ordenando a evacuação do edifício, apesar de este ser uma instituição governamental e não ter qualquer ligação directa ao Hezbollah.
Estes recentes bombardeamentos israelitas são os mais mortíferos que o Líbano testemunhou nos últimos 18 anos. Apesar da devastação, o Hezbollah mantém-se firme, recusando qualquer sinal de rendição e prometendo continuar a sua luta.
Seis cidadãos foram detidos na província da Zambézia, Moçambique, por alegado envolvimento em ilícitos eleitorais, segundo o porta-voz do Comando Provincial da Polícia da República de Moçambique (PRM), Sidner Lonzo.
As detenções ocorrem no contexto da campanha eleitoral que decorreu nos últimos 30 dias na região.
Durante este período, a Polícia registou cinco casos de ilícitos eleitorais na província. Quatro dos incidentes envolveram a destruição de material de propaganda eleitoral, que ocorreram nos distritos de Quelimane, Pebane e Morrumbala. O quinto caso, mais grave, foi registado em Namarroi e envolveu agressões físicas.
Sidner Lonzo destacou ainda a preocupação da PRM com a participação de menores de idade e de pessoas em estado de embriaguez nas caravanas dos partidos políticos, o que representa uma ameaça à ordem e segurança durante a campanha eleitoral.
Apesar destes incidentes, o porta-voz sublinhou que, no geral, os 30 dias de campanha decorreram de forma ordeira e tranquila na Zambézia, assegurando que as autoridades policiais mantêm vigilância para garantir a integridade do processo eleitoral e a segurança dos cidadãos.
Quatro autocarros foram completamente destruídos por um incêndio que deflagrou no parque de estacionamento do bairro de Matlhemele, no Município da Matola.
O incidente ocorreu quando um curto-circuito num dos veículos provocou as primeiras chamas, que rapidamente se alastraram aos outros autocarros estacionados no local.
Apesar da rápida mobilização de uma equipa de bombeiros, o incêndio progrediu de forma incontrolável, reduzindo os veículos a cinzas antes que os esforços de contenção fossem eficazes.
As autoridades locais já abriram uma investigação para determinar com mais precisão as causas do sinistro e estão a realizar uma avaliação detalhada dos danos materiais provocados pelas chamas. Até ao momento, não foram reportadas vítimas, mas os prejuízos são considerados significativos.
O Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela emitiu um mandado de prisão preventiva contra o presidente da Argentina, Javier Milei, alegando uma série de crimes graves.
Entre as acusações, destacam-se roubo agravado, associação criminosa, privação ilegítima de liberdade, interferência ilegal na segurança operacional da aviação civil e destruição de aeronaves.
A decisão foi divulgada na segunda-feira (23), pelo ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Yván Gil Pinto, que afirmou que a ordem judicial envolve também outros altos funcionários do governo argentino. Entre os visados, estão Karina Milei, irmã de Javier Milei e secretária-geral da Presidência, e Patricia Bullrich, ministra da Segurança da Argentina.
O Ministério Público da Venezuela anunciou na semana anterior que dois promotores trabalhavam no caso, preparando os mandados de prisão para serem emitidos contra as autoridades argentinas envolvidas. Estes mandados são considerados uma resposta do governo venezuelano ao incidente com um avião confiscado pela Argentina em 2022.
O avião, um Boeing 747, foi fabricado por uma companhia aérea iraniana e estava sob sanções dos Estados Unidos. O caso envolveu uma longa disputa judicial que culminou em Janeiro de 2023, quando o governo argentino acatou o pedido dos EUA para confiscar a aeronave. A ação foi vista como uma retaliação do governo de Nicolás Maduro ao confisco do avião venezuelano.
A situação escalou as tensões entre os dois países, com a Venezuela a avançar com medidas legais contra figuras chave do governo argentino.
O presidente da Guatemala, Bernardo Arévalo, anunciou recentemente a decisão de enviar 150 militares ao Haiti com o objectivo de ajudar no combate às gangues que têm dominado o país.
Esta declaração foi feita durante a assembleia-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), onde se discutiu a crescente crise de segurança no Haiti, marcada pela falta de financiamento e recursos para enfrentar as actividades criminosas.
Arévalo não especificou a data em que os militares guatemaltecos serão enviados, mas a sua decisão surge num contexto crítico, onde o Haiti enfrenta um aumento significativo da violência, com gangues a controlarem quase 80% da capital, Porto Príncipe.
A situação é alarmante, uma vez que esses grupos armados têm lançado ataques contra infraestruturas governamentais, colocando em risco a estabilidade do país.
Actualmente, o Haiti conta com a presença de 400 polícias quenianos, cerca de 20 soldados e agentes da polícia da Jamaica, além de dois oficiais militares de Belize. Outros países, como Bahamas, Bangladesh, Barbados, Benin e Chade, também se comprometeram a enviar forças policiais e militares para apoiar a missão de estabilização no Haiti.
No total, estima-se que cerca de 2.500 efectivos estejam actualmente no terreno, dedicados a combater as gangues e restaurar a ordem no país.
A situação no Haiti continua a ser uma preocupação internacional, exigindo um esforço conjunto e a mobilização de recursos para enfrentar a crise de segurança que afecta a população.
Na cidade de Tete, uma mulher de 34 anos foi detida pela polícia sob a acusação de ter assassinado o seu namorado, um jovem de 24 anos que era membro das Forças de Defesa de Moçambique.
O crime ocorreu na passada sexta-feira, quando a indiciada, motivada por ciúmes, decidiu seguir a vítima, com a ajuda de uma amiga, até a uma barraca onde, segundo alegações, ele estaria a consumir bebidas alcoólicas na companhia de outra mulher.
Durante o desenrolar da situação, a indiciada negou a responsabilidade pelo homicídio, afirmando que não foi ela quem desferiu os golpes fatais, mas sim a sua amiga, que teria agido durante uma discussão entre o casal. A amiga da indiciada, que também se encontra detida e é acusada de participar no crime, defende que a sua ação foi em legítima defesa, embora a polícia não descarte a hipótese de que o crime possa ter sido premeditado.
Além desse caso, as autoridades policiais de Tete apresentaram também um indivíduo de 31 anos, suspeito de roubar motorizadas na via pública.
Durante o último fim-de-semana, várias motorizadas recuperadas pela polícia foram localizadas no recinto de uma unidade policial, onde foram reportados os roubos.
A polícia continua a investigar ambos os casos para esclarecer todos os detalhes e responsabilizar os envolvidos.
Um homem foi formalmente acusado de ter assassinado a sua esposa e, subsequentemente, tentado disfarçar o crime como um suicídio, na localidade de Sussundenga, na província de Manica.
O acusado, de 25 anos, nega veementemente as acusações, afirmando que a mulher se enforcou em um momento de nervosismo.
As circunstâncias do caso apontam para um possível crime passional, mas o homem defende-se com a alegação de que a sua esposa teria cometido suicídio devido a um estado de nervos. “Eu não a matei. Ela ficou nervosa e enforcou-se”, disse o acusado.
Entretanto, a polícia local possui uma interpretação diferente dos fatos. As autoridades acreditam que as declarações do suspeito têm como objectivo enganar as investigações.
Eunice Faustino, porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM) na província de Manica, detalhou o ocorrido: “A polícia deteve este indivíduo no dia 15 do corrente mês, uma vez que, utilizando de força física, ceifou a vida da sua esposa.
Após cometer este ato macabro, ele transportou o corpo da vítima até uma árvore próxima da residência do casal, onde o amarrou com uma corda para simular um suicídio.”
Actualmente, o acusado encontra-se detido e a sua prisão foi legalizada. Ele aguarda agora o desenrolar do processo judicial para responder pelas suas acções.
A Justiça da argentina emitiu uma ordem de prisão contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, acusado de crimes contra a humanidade cometidos no seu país.
A decisão foi anunciada na segunda-feira (23), como consequência de uma denúncia apresentada pelo Fórum Argentino para a Defesa da Democracia (FADD) em Janeiro de 2023.
Segundo a denúncia, Nicolás Maduro é responsabilizado por uma série de graves violações dos direitos humanos, incluindo tortura, sequestros e execuções extrajudiciais em território venezuelano. Além do chefe de Estado venezuelano, outras figuras proeminentes do regime chavista também foram incluídas na ação judicial, entre elas Diosdado Cabello, ministro do Interior, Justiça e Paz.
Esta ordem de prisão surge poucos dias após os promotores argentinos terem solicitado oficialmente a detenção de Maduro. A acusação está baseada no princípio da jurisdição universal, que permite a qualquer país julgar crimes contra a humanidade, independentemente do local onde ocorreram, da nacionalidade dos autores ou das vítimas.
A medida da justiça argentina reforça a pressão internacional sobre Nicolás Maduro e o seu governo, que têm sido repetidamente denunciados por organizações de direitos humanos e outros países pela repressão violenta na Venezuela.
O princípio da jurisdição universal tem sido utilizado em casos semelhantes para garantir que violações graves de direitos humanos não fiquem impunes, mesmo que ocorram fora das fronteiras do país que julga os crimes.
A N´weti, Organização não Governamental Moçambicana, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Coordenadora Nacional de Engajamento Juvenil. Saiba mais.
A Fundação Wiwanana, uma organização nacional que trabalha no âmbito da promoção de saúde comunitária, pretende contratar um (1) Oficial de Campo. Saiba mais.
A CARE Moçambique pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Monitoring, Evaluation, Accountability and Learning (MEAL) Director. Saiba mais.
A Tetra Tech International Development pretende recrutar um (1) Director of Administration and Finance for USAID Mozambique Renda Verde Activity. Saiba mais.
A N´weti, Organização não Governamental Moçambicana, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal uma (1) Enfermeira de Saude Materno Infantil. Saiba mais.
A Fundação AVSI, para o fortalecimento da sua equipa da Beira, a AVSI pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Oficial de GIS. Saiba mais.
A Millennium Challenge Account – Moçambique pretende recrutar um (1) Especialista em Reformas Políticas e Institucionais – PIR (Transportes). Saiba mais.
A Millennium Challenge Account – Moçambique pretende recrutar um (1) Director de Agregação da Agricultura Comercial e Gestão de Subvenções. Saiba mais.
A Johanniter International Assistance (JIA) pretende recrutar dois (2) Planning, Monitoring, Evaluation, Accountability and Learning (PMEAL) Officer. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Especialista Técnico/a de Educação em Emergência e Escolas Seguras. Saiba mais.
US Vice President and Democratic presidential candidate Kamala Harris (R) shakes hands with former US President and Republican presidential candidate Donald Trump during a presidential debate at the National Constitution Center in Philadelphia, Pennsylvania, on September 10, 2024. (Photo by SAUL LOEB / AFP) (Photo by SAUL LOEB/AFP via Getty Images)
O candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, Donald Trump, recusou, no sábado, participar num novo debate com a sua oponente democrata, Kamala Harris, poucos dias antes das eleições presidenciais, agendadas para Novembro.
“É demasiado tarde para organizar outro debate. A votação já começou”, afirmou Trump durante um comício na Carolina do Norte, sendo citado pela Agência France Presse.
O ex-presidente referia-se ao facto de, desde sexta-feira, ter sido dado início à votação antecipada em alguns estados norte-americanos.
Kamala Harris, que substituiu Joe Biden como candidata do Partido Democrata, tinha desafiado Trump para um novo confronto televisivo a 23 de Outubro, numa entrevista à CNN.
A democrata pressionou o seu adversário, propondo a realização deste debate nos últimos dias da campanha.
A análise da maioria das sondagens relativas ao debate de 10 de Setembro indica que Harris se destacou, conseguindo, em várias ocasiões, colocar o candidato republicano em dificuldades, especialmente em temas relacionados com a sua imagem e reputação internacional.
Apesar disso, Trump afirmou que foi ele quem venceu o debate e criticou a imparcialidade dos moderadores da ABC, acusando-os de favoritismo.
A apenas 45 dias das eleições, as sondagens apontam para uma disputa renhida, com Trump e Harris a apresentarem-se praticamente empatados nos estados decisivos, conhecidos como “swing states”, onde o resultado das eleições será provavelmente decidido.
A votação presencial antecipada arrancou na passada sexta-feira nos estados de Minnesota, Dakota do Sul e Virgínia, marcando o início de uma corrida de seis semanas até ao dia das eleições, a 5 de Novembro.
Os eleitores destes três estados foram os primeiros a exercer o seu direito de voto presencial, com outros estados a seguirem nas próximas semanas.
Este arranque na votação surge após um verão de grande turbulência política nos Estados Unidos, que incluiu a retirada de Joe Biden da corrida presidencial, sendo substituído pela sua vice-presidente, Kamala Harris, como a candidata oficial do Partido Democrata.
A Comissão Nacional de Eleições (CNE) enfrenta actualmente um défice financeiro que impede o pagamento aos 200 mil Membros das Mesas de Voto (MMV).
Esta situação surge à medida que os MMV iniciam a formação necessária para assegurar um escrutínio eficaz nas eleições agendadas para 9 de Outubro em todo o país.
A informação foi divulgada pelo porta-voz da CNE, Paulo Cuinica, durante uma intervenção no Programa Linha Directa da Rádio Moçambique. Cuinica destacou a importância da formação dos MMV, essenciais para garantir a transparência e a integridade do processo eleitoral.
Contudo, a falta de recursos financeiros pode comprometer a capacidade da CNE de cumprir com suas obrigações de pagamento.
A CNE está agora a buscar soluções para colmatar este défice, visando assegurar que todos os envolvidos no processo eleitoral sejam devidamente compensados. A situação é uma preocupação para o sucesso das eleições, que são um momento crucial para a democracia no país.
Pelo menos uma pessoa morreu, no sábado, na cidade de Merrivale, localizada na província sul-africana de Kwazulu-Natal, em consequência das baixas temperaturas que assolam a região.
As autoridades locais confirmaram que a vítima foi exposta ao rigoroso frio que tem sido particularmente severo nos últimos dias.
As condições meteorológicas adversas, marcadas por intensas quedas de neve, têm causado grandes perturbações, levando as autoridades a emitir alertas para os condutores.
As estradas em várias zonas de Kwazulu-Natal e na província vizinha do Estado Livre estão parcialmente bloqueadas, o que torna o trânsito perigoso e, em algumas áreas, impraticável. A polícia e os serviços de emergência estão a trabalhar em conjunto para monitorizar a situação e garantir a segurança da população.
Face à gravidade da situação, o Ministro da Governação Cooperativa e Assuntos Tradicionais, Velenkosini Hlabisa, anunciou que o governo está a considerar seriamente a possibilidade de declarar o Estado de Calamidade. Esta medida permitiria uma resposta mais coordenada e eficaz à crise provocada pela nevasca, que continua a afectar gravemente a província de Kwazulu-Natal.
O ministro reiterou ainda a importância de os cidadãos evitarem deslocações desnecessárias e se manterem atentos às instruções das autoridades.
Recentemente, a cidade de al-Fasher, na capital do estado de Darfur do Norte, foi palco de intensos combates entre o exército sudanês e o grupo paramilitar conhecido como Forças de Apoio Rápido (FAR).
Pelo menos 21 pessoas, incluindo mulheres e crianças, morreram durante a escalada da violência que ocorreu entre a noite de sábado e a manhã de domingo.
A Rede de Médicos do Sudão, juntamente com os Comités de Resistência de al-Fasher, confirmou que estas mortes aconteceram em várias áreas da cidade, que se encontra praticamente cercada pelas FAR desde Maio.
A Rede de Médicos reportou que 11 dos mortos foram identificados, alertando que a continuidade destes ataques poderá agravar ainda mais a já crítica situação humanitária na cidade, que abriga cerca de um milhão de pessoas, a maioria das quais são deslocados devido à guerra que começou em Abril de 2023.
Os Comités de Resistência acrescentaram que mais 10 pessoas foram mortas durante violentos confrontos e bombardeamentos que tiveram lugar na mesma noite, sublinhando a tragédia que se abate sobre a população civil. Até ao momento, não houve respostas por parte do exército ou dos paramilitares a estas alegações.
As FAR controlam a vasta região de cinco estados do Darfur desde o início da guerra, com a excepção de al-Fasher, onde diversas organizações humanitárias têm chamado a atenção para a deterioração das condições humanitárias e sanitárias.
O Alto Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros, Josep Borrell, expressou a sua condenação à “dramática escalada dos combates” em al-Fasher, apelando às partes envolvidas para procurarem uma solução pacífica. Borrell não excluiu a possibilidade de novas sanções europeias contra os beligerantes.
A guerra no Sudão iniciou em Abril de 2023, resultado de um desacordo entre o exército e os paramilitares sobre a inclusão destes no governo que surgiu após o golpe de Estado de 2021, que pôs fim à tentativa de democratização do país, que havia começado com a destituição do antigo presidente Omar al-Bashir em 2019.
Segundo as Nações Unidas, o conflito já provocou cerca de 20 mil mortes, 33 mil feridos, 7,9 milhões de deslocados internos e 2,1 milhões de refugiados em outros países.
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